Representantes da UFSC participam em Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África
Representantes da UFSC participarão do 1º Fórum de Reitores Brasil–África, que reunirá, de 25 a 27 de maio de 2026, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, dirigentes e equipes de cooperação internacional de universidades federais, estaduais, municipais, confessionais e comunitárias, além de instituições africanas mobilizadas pela Association of African Universities (AAU). O reitor Irineu Manoel de Souza integrará as atividades do primeiro dia, e o diretor da Secretaria de Relações Internacionais (Sinter), Guilherme Carlos da Costa, marcará presença nos três dias do evento.
O Fórum, iniciativa do Ministério da Educação (MEC), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), possui o objetivo de fortalecer e ampliar a colaboração estratégica entre universidades brasileiras e africanas por meio do estabelecimento de instrumentos de cooperação em áreas de interesse mútuo, do reforço aos intercâmbios em gestão acadêmica, administrativa e pedagógica e da implementação de programas de mobilidade para docentes e estudantes de graduação e pós-graduação.
A programação contempla a cerimônia de abertura e um almoço dos reitores com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seguido de painéis plenários. Nos dias 2 e 3, estão previstas oficinas, reuniões bilaterais e a assinatura de acordos. Embora o arcabouço de cooperação universitária Brasil–África já esteja consolidado, ainda há espaço para evolução. Nesse sentido, o Fórum se apresenta como uma plataforma estratégica para suprir lacunas, diversificar parcerias e posicionar a educação superior como pilar da cooperação sustentada entre Brasil e África, com amplo potencial de crescimento e de integração.
“Será uma oportunidade para fazermos novos acordos de cooperação com universidades africanas e aprofundar as relações já existentes”, destaca a secretária Fernanda Leal (Sinter). “Também faremos uma apresentação sobre boas práticas de internacionalização da UFSC, com ênfase no aprimoramento da recepção e do acolhimento à comunidade estudantil nos últimos anos, impulsionado por parcerias estratégicas com comunidades de estudantes africanos”, acrescenta.
O levantamento da Sinter aponta os seguintes números:
Corpo discente: 41,65 mil estudantes, da educação básica à pós-graduação.
Docentes: 2,5 mil.
Técnico-administrativos: 2,8 mil.
Estrutura multicampi: 5 campi em Santa Catarina.
Oferta de cursos: 119 graduações, 86 mestrados e 61 doutorados.
Desempenho em rankings:
3ª melhor universidade federal do Brasil (IGC/MEC, 2025).
11ª melhor universidade da América Latina (THE Latin America, 2026).
8ª melhor universidade e 4ª melhor universidade federal do Brasil (QS Latin America, 2026).
Internacionalização em números e ações
Mais de 400 acordos de cooperação internacional ativos.
Programas de mobilidade acadêmica com e sem bolsas.
Circulação anual de cerca de 500 estudantes (incoming e outgoing).
Participação de estudantes internacionais em projetos de extensão universitária.
Universidade federal com o maior número de estudantes internacionais pelo PEC‑G.
Oferta de disciplinas em línguas estrangeiras e em modalidade COIL.
Capacitação linguística voltada à internacionalização.
Programa de Apadrinhamento de Estudantes Internacionais para acolhimento e integração.
Comunidade africana na UFSC
A universidade contabiliza 562 estudantes africanos, dos quais 83,3% estão na graduação e 16,7% na pós-graduação. Na pós, há 40 mestrandos, 54 doutorandos e 1 estudante pelo PEC‑PG.
As principais portas de entrada para a graduação são:
Transferências externas: 311
Transferência interna: 65
PEC‑G: 57
Vestibular/SiSU: 23
Retornos: 12
Origem dos estudantes africanos
O mapa de origem evidencia forte presença de países lusófonos, com destaque para:
Angola (255)
Guiné‑Bissau (175)
Moçambique (63)
Cabo Verde (15)
Também há estudantes de Guiné (13), Benim (9), Gabão (6), São Tomé e Príncipe (6), Nigéria (6), Congo (5), Guiné Equatorial (2), além de África do Sul, Argélia, Costa do Marfim, Camarões, Etiópia, Senegal e Tunísia (1 cada).
Confira a programação completa.
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