Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação doa supercomputador à UFSC para apoiar pesquisa em IA

18/06/2026 18:47

Ministra Luciana Santos destacou ações do governo para apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico (Fotos: Gustavo Diehl / Agecom UFSC)

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) doou à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) um supercomputador HLS-GAUDI® 2 Deep Learning Server. A entrega simbólica do equipamento foi feita pessoalmente pela ministra Luciana Santos, durante cerimônia realizada nesta quarta-feira, 17 de junho, no Centro de Inovação, Pesquisa, Empreendedorismo e Tecnologia da UFSC (InPETUhub), localizado no Sapiens Parque, em Canasvieiras.

O supercomputador será vital para o desenvolvimento de pesquisas envolvendo Inteligência Artificial e aplicações que exigem grande capacidade de processamento de dados, como análise de imagens de telemedicina. De acordo com reitor eleito, Amir Martins, o equipamento ficará instalado na Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC), mas poderá ser utilizado por todas as unidades da UFSC, incluindo os campi.

A ministra chegou ao InPETUhub por volta das 9h30 e foi recebida pelo reitor Irineu Manoel de Souza e membros da gestão. Um grupo formado por representantes de universidades, institutos de pesquisa, empresas, parques tecnológicos, e agentes ligados ao ecossistema de ciência, tecnologia e inovação de Santa Catarina já esperava por ela. A visita da ministra foi articulada por Giovana Mondardo, vereadora de Criciúma.

Reitor Irineu Manoel de Souza destacou papel da Universidade no desenvolvimento do Estado e do País

Entre os presentes à solenidade estavam o reitor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), José Fernando Fragalli; a secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, Germana Pires; o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFSC, Werner Kraus Júnior; o chefe de gabinete, Bernardo Meyer; o diretor do CTC, Sérgio Peters; o reitor eleito, Amir Martins; a vice-reitora eleita, Felipa Amadigi e o deputado estadual Marquito.

Ciência para o desenvolvimento
A solenidade foi o primeiro evento no auditório do InPETUhub. O professor Armando Albertazzi, diretor do InPETUhub, fez uma rápida apresentação dos laboratórios, estruturas e iniciativas do Centro de Inovação.

O gerente regional Sul da Finep, Bruno Rodrigues Camargo, destacou o aumento dos investimentos da agência, que segundo ele presta um apoio muito grande a projetos de inovação de SC.

O diretor de Inovação e Competitividade da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), José Eduardo Fiates, destacou o papel da UFSC na criação do ecossistema de tecnologia e inovação do Estado, iniciativa que contou com a adesão da Udesc e da Fiesc.

O reitor Irineu Manoel de Souza cumprimentou os presentes e agradeceu à ministra Luciana Santos pela doação do supercomputador. Ele destacou que a UFSC é referência internacional e divulgou números de cursos de graduação e pós-graduação da Universidade. “Formamos os melhores quadros e produzimos ciência e tecnologia para o desenvolvimento do Estado e do País”, disse o professor Irineu.

Público formado por atores do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação de SC prestigiou o evento

Potencial e desafios
A ministra Luciana Santos destacou os esforços do governo federal para restabelecer os mecanismos de apoio à ciência brasileira, citando a recriação Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) e a recomposição orçamentária do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

De acordo com a ministra, o Brasil tem grande potencial para desenvolvimento científico, mas enfrenta ainda grandes desafios na área. Ela disse reconhecer os pesquisadores e as instituições científicas brasileiras. “Respeitamos as universidades. Admiramos a produção e a ciência brasileira, que precisa ser valorizada e não desqualificada como em momento recente”.

Luciana Santos também citou outras iniciativas governamentais para fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico, como a política de reindustrialização da Nova Indústria Brasileira (NIB) e a inclusão de projetos de ciência e tecnologia no novo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

A autonomia do país passa pelo desenvolvimento científico e tecnológico, ressaltou ela. “Ou superamos nosso atraso e promovemos o desenvolvimento científico e tecnológico ou ficaremos para trás”, disse. Luciana Santos afirmou que os investimentos em ciência e tecnologia do governo federal alcançam cerca de R$ 50 bilhões, praticamente o dobro do valor investido na gestão passada. “Precisamos criar um ambiente de previsibilidade, para que o setor privado possa investir mais em pesquisa e desenvolvimento”.

Reitor e vice-reitora eleitos, Amir Martins e Felipa Amadigi, participaram da recepção à ministra

Em relação a Santa Catarina, a ministra relatou que o Estado é o quarto que mais recebe recursos da Finep e o terceiro em projetos aprovados. Santa Catarina vive um novo ciclo de alta de investimentos do governo federal em ciência e tecnologia, afirmou, acrescentando que o valor investido chega a R$ 5,6 bilhões.

Além do supercomputador doado, a Universidade Federal de Santa Catarina já recebeu cerca de R$ 80 milhões do MCTI, distribuídos em 17 projetos, informou a ministra.

Após a fala de Luciana Santos, o reitor Irineu Manoel de Souza assinou os documentos de transferência do equipamento para a Universidade.

 

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UFSC desenvolve sistema digital para processo de aposentadoria de pessoas com deficiência

18/06/2026 11:05

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio de uma parceria entre o Departamento de Atenção à Saúde (DAS), a Divisão de Gestão de Processos e Sistemas (DGPS), a Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) e a Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic), finalizou a implantação de um novo sistema digital destinado às avaliações do Índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado para fins de Aposentadoria (IFBr-A).

A ferramenta, atualmente finalizada para integração com o Sistema Administrador de Recursos Humanos da UFSC (ADRH Web), representa mais um importante avanço da Universidade no fortalecimento de soluções tecnológicas voltadas à gestão, acompanhamento e avaliação em saúde dos servidores com deficiência, bem como na modernização dos processos de trabalho das equipes que atuam na área de saúde e segurança do trabalho.

Desde 2022, o Departamento de Atenção à Saúde (DAS) da UFSC vem realizando avaliações do Índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado para fins de Aposentadoria da Pessoa com Deficiência (IFBr-A) junto aos servidores da UFSC, ainda não implementadas para os órgãos partícipes da Unidade SIASS.

O IFBr-A é o instrumento utilizado para verificar o grau da deficiência do servidor para fins de concessão da aposentadoria da pessoa com deficiência, conforme previsto na Lei Complementar nº 142/2013 e na Emenda Constitucional nº 103/2019. A partir da regulamentação promovida pela Lei Complementar nº 142/2013 no âmbito do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), a Súmula Vinculante nº 33 do Supremo Tribunal Federal estendeu a aplicação dessas regras aos servidores públicos, até a edição de legislação específica.

No âmbito do DAS, a avaliação biopsicossocial é realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, composta por profissionais do serviço social, da perícia oficial e da saúde ocupacional, refletindo o compromisso institucional com uma abordagem integrada e centrada na funcionalidade e na participação social do servidor.

Em meados de 2024, a Direção do DAS articulou esforços com a Divisão de Gestão de Processos e Sistemas (DGPS) para a criação do sistema, buscando oferecer às equipes envolvidas uma plataforma segura, estruturada e integrada às bases de dados institucionais. A iniciativa decorre da compreensão de que a transformação digital e a inovação em saúde e segurança do trabalho são elementos fundamentais para proporcionar melhores condições de trabalho às equipes e qualificar os serviços prestados aos servidores.

O sistema foi desenvolvido pela DGPS , em parceria com o suporte tecnológico da Setic, a partir de amplo estudo de materiais técnicos, modelos de referência e legislações relacionadas ao IFBr-A. O processo de construção ocorreu em constante interlocução com a equipe multiprofissional do DAS, permitindo alinhar as necessidades técnicas e operacionais às rotinas de trabalho desenvolvidas pelos profissionais responsáveis pelas avaliações.

A solução desenvolvida busca otimizar os processos relacionados ao IFBr-A, promovendo maior segurança, padronização e organização das informações. A integração direta com a base funcional dos servidores proporciona maior consistência dos dados, redução de retrabalho e maior agilidade nos fluxos internos, contribuindo para uma gestão mais eficiente e para a qualificação dos atendimentos prestados.

Além de fortalecer a governança das informações, a iniciativa representa um avanço na incorporação de ferramentas digitais voltadas à saúde e segurança do trabalho, favorecendo melhores condições para atuação das equipes técnicas e impactando positivamente a experiência dos servidores atendidos, com maior rastreabilidade, confiabilidade e celeridade nos processos.

 

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Reitor empossa novos membros da Comissão Permanente de Pessoal Docente

15/06/2026 15:57

Posse dos novos integrantes da CPPD foi realizada no Gabinete da Reitoria (Fotos: Gustavo Diehl / Agecom UFSC)

O reitor Irineu Manoel de Souza deu posse, nesta segunda-feira, 15 de junho, a novos membros da Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD), em reunião realizada no Gabinete da Reitoria. Os novos integrantes da CPPD assumem para um mandato de dois anos (2026-2028).

Entre os membros titulares da comissão, oito são eleitos em consulta à categoria docente e três são indicados pelo Conselho Universitário. A eleição ocorreu em 30 de abril de 2026 e a Portaria de designação dos novos membros foi assinada em 21 de maio.

Foram designados, como representantes da carreira do Magistério Superior:

Paula Lazzarin Uggioni, titular;

Carla de Abreu D`Aquino, titular;

Luís Roberto Sousa Mendes, titular;

Deise Helena Baggio Ribeiro, titular;

Augusto Vanni Bodanezi, titular;

Mario Rodolfo Roldan Daquilema, titular; e

Meire Mezzomo, suplente;

Como representante da Carreira de Educação Básica, Técnica e Tecnológica (EBTT) foi designado Leonardo Francisco Schwinden.

Além do reitor, participaram da cerimônia de posse a pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceane Carraro, a diretora geral do Gabinete, Camila Pagani, o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer e a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), Nicolle Doneda Ruzza, representando a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Sandra Carrieri.

Vinculada à Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), a Comissão Permanente de Pessoal Docente é responsável em auxiliar na gestão da carreira dos professores. Suas principais funções são: Progressão e promoção: avaliar o desempenho dos docentes para avanços na carreira; Regime de trabalho: analisar pedidos de mudança de carga horária ou de dedicação exclusiva e Capacitação: avaliar solicitações de afastamento ou liberação para cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado.

 

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Secretário da Casa Civil do Estado reúne-se com o reitor para tratar da liberação de emendas

11/06/2026 14:28

Reitor Irineu, vice-reitora Olga e chefe de gabinete Bernardo Meyer receberam o secretário da Casa Civil do governo do Estado, Henrique de Freitas Junqueira (Foto: Divulgação)

O secretário de Estado da Casa Civil, Henrique de Freitas Junqueira, reuniu-se nesta quinta feira, 11 de junho, com o reitor Irineu Manoel de Souza, a vice-reitora Olga Zigelli Garcia e o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer, no Gabinete da Reitoria da UFSC.

O objetivo da reunião foi promover maior aproximação entre a UFSC do Governo do Estado de Santa Catarina.

Um dos temas discutidos no encontro foi a criação de alternativas para viabilizar o repasse de emendas parlamentares destinadas por deputados estaduais para a Universidade. A UFSC é destinatária de emendas parlamentares do deputado Marquito que totalizam mais de R$ 1 milhão, para financiar projetos e atividades em Centros de Ensino. No entanto, entraves burocráticos impedem que recursos do orçamento estadual sejam transferidos diretamente para a UFSC, que é uma instituição federal.

O secretário Henrique Junqueira mostrou-se disposto a colaborar com a UFSC. Ele solicitou que a Universidade enviasse os números de referência das emendas, para que ele possa estudar a melhor forma de encaminhar os valores.

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Colegiado da UFSC abre debate sobre revisão do regulamento dos cursos de graduação

03/06/2026 16:02

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abriu a sessão desta terça-feira, 2 de junho, com o debate sobre a proposta de revisão da Resolução nº 17/CUn/97 – que dispõe sobre o Regulamento dos Cursos de Graduação da UFSC -, solicitado pela Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd).

O conselheiro Sergio Romanelli, relator do processo, iniciou os trabalhos apresentando uma análise de dezenas de sugestões enviadas por conselheiros por meio de formulários. Segundo ele, o objetivo era modernizar uma resolução que hoje não atende à complexidade atual da graduação, destacando que o novo texto inclui capítulos inéditos sobre permanência estudantil e flexibilização de normas para reduzir a evasão.

Entretanto, o relator não acolheu a maioria das sugestões enviadas pela representação discente, como a paridade nos conselhos e o direito a voz e voto dos estudantes no Núcleo Docente Estruturante (NDE). Romanelli argumentou que mudanças na composição dos colegiados dependem de normativas superiores e que o NDE, por natureza, é um órgão técnico de professores.

Representatividade estudantil

A conselheira Amanda Zamboni afirmou que a Câmara de Graduação não foi o espaço ideal para o debate, pois possui baixa representatividade discente. Ela defendeu que a exclusão de estudantes com faltas disciplinares de cargos de representação, conforme previsto no texto, fere a autonomia do movimento estudantil.

Para Amanda, a nova resolução não apresenta avanços reais para o cotidiano dos alunos. “Tiramos a principal polêmica [o programa de acompanhamento discente punitivo] e agora a gente vai estar tentando aprovar uma resolução que no cotidiano estudantil não tem avanço nenhum”, declarou a conselheira. Ela ainda reforçou a necessidade de participação discente na elaboração dos cursos: “A gente tem o direito de estar nos espaços de elaboração do que são os cursos”.

O conselheiro Mateus da Costa Martins endossou as críticas, ressaltando que a discussão é um “acúmulo histórico” do movimento estudantil. Ele argumentou que a universidade deve ser um espaço de confronto de visões para gerar uma síntese de futuro. Martins pontuou que os estudantes buscam coisas básicas: “A gente quer mais paridade nos conselhos e colegiados”.

Outro ponto de grande tensão foi o Artigo 49, que estabelece o mínimo de 12 alunos para o funcionamento de uma turma. O conselheiro Paulo Horta defendeu a exclusão desse limite, argumentando que turmas menores garantem melhor qualidade de ensino e respeitam a diversidade de interesses dos alunos, especialmente em cursos práticos como a Biologia. “A nossa universidade ela precisa atentar para essa importância de nós termos cada vez mais a diversidade do nosso público respeitada”, afirmou Horta, classificando o número como sem base didática operacional.

Por outro lado, o conselheiro Raphael Falcão da Hora alertou para o risco de inviabilizar os departamentos caso o número mínimo seja reduzido, devido à falta de docentes. Segundo ele, sem dados estatísticos claros para a distribuição de vagas, a conta “simplesmente não fecha”. Em resposta, Paulo Horta disse que “se a gente tá precisando de professor, vamos para Brasília pedir para contratar, não podemos cortar na carne naquilo que é a qualidade do processo de educação”.

Apesar dos apontamentos do relator pela urgência da aprovação — alegando que o debate poderia continuar na Câmara de Graduação após a entrada em vigor da norma — o conselheiro Mateus formalizou o pedido de vistas, justificando a ação como uma forma de buscar uma “mediação possível” e garantir que a comunidade acadêmica avance junta. Com isso, a revisão da Resolução 17 permanece em aberto por tempo indeterminado.

Setor de Imprensa do GR | SECOM
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