UFSC e Petrobras lançam sistema para analisar riscos climáticos em operações no mar

01/10/2026 11:23

Antecipar eventos climáticos extremos nunca foi uma tarefa fácil – e se tornou ainda mais crítica com o aquecimento global -, principalmente quando se busca mitigar ou evitar impactos negativos sobre as atividades humanas. No setor de petróleo e gás, a dificuldade em prever esses eventos pode gerar situações de risco operacional, como danos às plataformas, ameaças à segurança das pessoas e prejuízos ao meio ambiente. Com esse objetivo foi lançado o Sistema de Análise de Risco Climático (SARC), que gera dados e informações de grande valor para o planejamento estratégico, tático e operacional e para o apoio à tomada de decisão.

Financiado pela Petrobras, o SARC mobiliza a infraestrutura científica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a tecnológica da Appix Inovação e Tecnologia. O sistema foi desenvolvido no Laboratório de Oceanografia Costeira (LOC), do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM) da UFSC, sob a coordenação do professor Antonio Fernando Härter Fetter Filho, e conta com a participação do Programa de Pós-Graduação em Oceanografia (PPGOceano). A equipe reúne oceanógrafos, meteorologistas, estatísticos e desenvolvedores de software, além de profissionais das áreas de web design, programação e sistemas de informação.

“Nosso desafio é transformar os resultados dos modelos climáticos globais em informações relevantes para as condições da costa brasileira e para as operações no mar. O SARC aproxima esse conhecimento científico de quem precisa planejar, avaliar riscos e definir medidas de adaptação às mudanças climáticas”, destaca o professor Fetter.

O trabalho da universidade abrange tanto a análise dos processos atmosféricos e oceânicos quanto a transformação dos resultados em informações utilizáveis ​​fora do ambiente acadêmico. Ao reunir pesquisa, formação de especialistas e desenvolvimento de ferramentas, a iniciativa busca ampliar a capacidade de planejamento diante de um clima em transformação. Com essa integração entre universidade e empresa, a expectativa é converter conhecimento científico em subsídios práticos para tornar as operações no mar (offshore) mais seguras e preparadas para os efeitos das mudanças climáticas.

Ao permitir uma análise de possíveis mudanças na frequência e na intensidade de eventos extremos, a ferramenta busca ampliar a capacidade da Petrobras de se adaptar a cenários que representem riscos à sua atuação. O trabalho também prevê uma avaliação dos modelos climáticos globais por meio da comparação com a proporção realizada diretamente no ambiente. Esses modelos são a principal ferramenta para estimar mudanças na frequência dos padrões atmosféricos em curto, médio e longo prazo.

Dos modelos globais na costa brasileira

Mapa com as bacias sedimentares do Espírito Santo, Campos e Santos, e localização das plataformas da Petrobras. Os retângulos vermelhos indicam clusters de plataformas por bacia

Uma das principais contribuições da equipe da UFSC é refinar as informações dos modelos climáticos globais para uma escala relevante às operações da Petrobras no mar. O trabalho se concentra na margem continental do Sudeste brasileiro, onde estão as bacias sedimentares do Espírito Santo, de Campos e de Santos.

Os pesquisadores descreveram e modelaram estatisticamente variáveis ​​como ventos, correntes, temperatura e ondas. Para isso, utilizam dados dos conjuntos de simulações CMIP5 e CMIP6, iniciativas internacionais de comparação entre modelos climáticos que também dão suporte aos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

O refinamento permite investigar como as mudanças nos padrões de circulação atmosférica podem alterar as condições atmosféricas e oceanográficas na região. Entre as características de interesse estão alterações no nível do mar, na direção e na altura das ondas e na ocorrência de ciclones na costa. O objetivo é transformar projeções de grande escala em informações com significado prático, antecipando cenários ambientais adversos e proporcionando subsídios para avaliar seus efeitos sobre as estruturas offshore.

Informação acessível para apoiar decisões

Além da modelagem científica, o projeto contempla o desenvolvimento de uma ferramenta de consulta externa para usuários da Petrobras. A plataforma agrega mapas, análises estatísticas e painéis interativos que permitem explorar dados, comparar cenários e identificar áreas e ativos potencialmente expostos a ameaças climáticas. Entre suas aplicações estão a elaboração de protocolos, o dimensionamento de novos equipamentos e o planejamento de respostas a emergências.

O SARC foi concebido para, de forma fácil, armazenar, consultar e visualizar essas informações. Sua estrutura de gerenciamento foi planejada para atender a diferentes regiões, períodos e setores da empresa, tornando acessível a gestores e equipes técnicas resultados que, em sua forma original, envolvem grandes volumes de dados e análises complexas. Ao integrar informações sobre as condições atuais e projeções futuras, o sistema oferece subsídios às diferentes etapas de planejamento organizacional.

Com informações e imagens dos sites sarc.paginas.ufsc.br e petrobras.sarc.com.br.

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc

Tags: Antonio Fernando Härter Fetter FilhoCFMCoordenadoria Especial de OceanografiaPetrobrasPPGOceanoPropesqSistema de Avaliação de Risco Climático (SARC)UFSC

Administração Central da UFSC alinha prioridades para início do ano letivo com CFM, CFH e CCS

10/02/2026 13:13

Na continuidade da agenda do Gabinete da Reitoria (GR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) junto às direções dos centros de ensino e dos campi, voltada à definição de prioridades para o início do ano letivo, foram realizadas reuniões no Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM), na sexta-feira (6 de fevereiro); no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), na segunda (9); e no Centro de Ciências da Saúde (CCS), na terça (10).

As iniciativas têm por objetivo a apresentação das demandas mais urgentes, alinhadas às diretrizes institucionais para o semestre que se inicia. As pautas reúnem necessidades operacionais, acadêmicas e de relacionamento com a comunidade, que serão consolidadas pelo GR em articulação com as pró-reitorias e unidades administrativas.

Assim como nos encontros anteriores, participaram representantes do GR, entre eles o reitor Irineu Manoel de Souza; o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; o assessor institucional, Alexandre Verzani; a diretora-geral, Camila Pagani; o prefeito universitário, Matheus Lima Alcantara; além de pró-reitores e secretários. Pelos centros, estiveram presentes diretores, chefes de departamento e servidores das unidades. Ao final dos apontamentos, cada gestor apresentou devolutivas preliminares e assumiu a responsabilidade de articular os encaminhamentos.

CFM. Foto: Secom

No CFM, a reunião manteve o foco das anteriores, com ênfase nos problemas de infraestrutura e nas potencialidades da pós-graduação. Foram elencadas como urgências a regularização do para-raios, a modernização do elevador, intervenções em laboratórios e a insuficiência de salas de aula e espaços acadêmicos. Destacou-se que o centro ainda ocupa áreas antigas, inclusive em setores previstos para demolição, e que há um prédio inacabado, paralisado há mais de dez anos, o que agrava riscos e custos e dificulta o funcionamento cotidiano. Também foi mencionada a elevada evasão em alguns cursos de graduação, possivelmente relacionada às limitações estruturais e à ausência de novos ambientes de estudo e aprendizagem.

Nesse debate, reforçou-se a necessidade de um programa federal específico para a recuperação das universidades — demanda compartilhada por outros centros e instituições —, bem como a possibilidade de reservar um percentual de recursos de projetos de pesquisa e extensão para apoiar a infraestrutura e a manutenção, historicamente precárias.

CFH. Foto: Secom

No CFH, entre as questões urgentes, a direção apontou salas de aula, laboratórios e gabinetes de docentes com problemas de infiltração, exigindo inclusive demolição de paredes e readequações elétricas para unificação de ambientes. Persistem problemas de iluminação, acúmulo de inservíveis nos corredores, pendências pontuais de manutenção (como troca de fechaduras e portas) e a necessidade de avançar no projeto do elevador do Bloco B para garantir acessibilidade. Também foi citada a necessidade de apoio logístico para a realização de sete bancas de concurso para docentes, bem como apoio institucional à política de diárias de motoristas vinculada à Licenciatura Indígena. A direção solicitou ainda a presença da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) em reunião interna para alinhar a comunicação sobre força de trabalho e a integração de secretarias.

CFH. Foto: Secom

Membros de departamentos e coordenações do CFH reforçaram carências de infraestrutura, casos pontuais de falta de monitoria para estudantes com deficiência, desafios da curricularização da extensão e preocupações com evasão e permanência estudantil, agravadas pela redução e pela dificuldade de financiamento contínuo para bolsas de extensão e estágios. Foram apontadas ainda pendências relativas à moradia estudantil (Módulo 3), diárias para viagens de campo e continuidade de licenciaturas EAD da UFSC em parceria com a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Houve menção a melhorias de rotina e planejamento na manutenção do Serviço de Atenção Psicológica (Sapsi). Em razão da diminuição do trabalho terceirizado de vigilância e limpeza por restrições orçamentárias, o CFH manifestou preocupação com as condições de sua estrutura no início do semestre.

No CCS, as prioridades relatadas concentram-se na recuperação da infraestrutura predial e na gestão orçamentária para assegurar o funcionamento acadêmico e assistencial. Em edifícios antigos e com déficit histórico de conservação, o centro vem retomando rotinas de manutenção, mas ainda enfrenta severas limitações de recursos. Diante desse quadro, a direção enfatizou um planejamento financeiro realista, maior integração dos departamentos nos processos de compras e contratações e a recomposição gradual do quadro técnico-administrativo, hoje operando no limite. O objetivo é dar previsibilidade às intervenções de manutenção, melhorar a eficiência administrativa em articulação com as áreas centrais e mitigar impactos sobre as atividades de ensino, pesquisa, extensão e atendimento à comunidade.

CCS. Foto: Secom

Os departamentos apontaram como urgentes a celeridade na contratação de professores substitutos e o redimensionamento do quadro docente para atender práticas e atividades de campo, com atenção especial ao suporte a estudantes com deficiência. Reforçaram a necessidade de investimentos em laboratórios — aquisição e manutenção preventiva e corretiva de equipamentos — e de melhorias em estruturas compartilhadas com o Hospital Universitário e clínicas-escola, garantindo condições adequadas para aulas práticas, estágios e atividades extensionistas, em consonância com as diretrizes curriculares. Também foi destacada a importância de fortalecer a presença institucional em Brasília para apoiar pautas estratégicas e ampliar a captação de recursos, condição vista como decisiva para superar as restrições orçamentárias, além de questões relativas aos pagamentos de insalubridade a docentes.

Os três últimos encontros serão nos próximos dias:

•⁠ ⁠Centro Tecnológico (CTC): 11/2, às 10h;
•⁠ ⁠Centro de Comunicação e Expressão (CCE): 12/2, às 10h;
•⁠ ⁠Centro de Ciências Agrárias (CCA): 13/2, às 10h.

 

Setor de Imprensa do GR | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: CCSCFHCFMGabinete da ReitoriaUFSC

Reitoria da UFSC recebe Diretoria da Apufsc para discutir nova sede do sindicato

09/06/2025 09:30

Reunião do Gabinete da Reitoria da UFSC com a Diretoria da Apufsc-Sindical. Foto: SECOM/UFSC

Na sexta-feira, 6 de junho, o Gabinete da Reitoria (GR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou uma reunião com representantes da Apufsc-Sindical para discutir opções de locais para a nova sede da entidade. O encontro contou com a presença do reitor Irineu Manoel de Souza, da vice-reitora Joana Célia dos Passos, do chefe de Gabinete Bernardo Meyer, do diretor do GR João Luiz Martins, do assessor institucional Alexandre Verzani Nogueira e do pró-reitor de Administração Vilmar Michereff Junior. Pela Apufsc-Sindical, participaram o presidente Bebeto Marques e outros representantes da diretoria.

O reitor Irineu Manoel de Souza e o presidente da Apufsc Bebeto Marques. Foto: Apufsc-Sindical

O principal tema debatido foi a necessidade de realocar a sede da Apufsc devido ao projeto de demolição dos blocos modulados do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM). Em uma consulta de opinião realizada entre 28 e 30 de maio, a maioria dos docentes filiados sinalizou o desejo de transferir a sede para outro local definitivo dentro do campus, seja em uma edificação existente ou em um terreno para construção. Durante a reunião, o presidente da Apufsc apresentou os resultados dessa consulta, destacando que a questão será submetida à decisão final em assembleia, conforme o estatuto da entidade. Ele reforçou a urgência em resolver a situação, afirmando que a diretoria está empenhada em encontrar uma solução definitiva.

O reitor Irineu Manoel de Souza enfatizou a relevância do tema para a Administração Central e apresentou duas opções de locais definitivos para a nova sede da Apufsc: o prédio Flor do Campus e um terreno onde o sindicato poderia construir sua própria sede. Para o período de transição, considerando o início das obras de demolição, foram sugeridas salas na Biblioteca Universitária (BU) ou no Centro de Eventos. Os possíveis locais serão visitados nesta segunda-feira.

Participação de representantes da Administração Central da UFSC na Assembleia Geral Extraordinária da Apufsc, realizada em 26 de maio. Foto: Apufsc-Sindical

Essa reunião representa a continuidade do diálogo entre Reitoria e Apufsc, que já teve momentos importantes, como a participação de representantes da Administração Central na Assembleia Geral Extraordinária da Apufsc-Sindical, realizada no último dia 26 de maio. Na ocasião, foram esclarecidos diversos pontos sobre o futuro da sede da entidade.

O projeto de demolição da sede da Apufsc-Sindical insere-se em um plano mais amplo de reurbanização do Setor 9 do campus, conhecido como Renovação. A área, composta por edificações antigas, enfrenta problemas estruturais e de segurança, além de ser considerada subutilizada, apesar de sua localização central. A demolição é necessária devido à integração física e funcional da sede da Apufsc com os blocos modulados que serão removidos. O processo inclui a movimentação de terra, nivelamento do terreno e instalação de novas redes de infraestrutura, o que tornaria a edificação atual inutilizável ou inacessível.

O objetivo da reurbanização vai além da demolição, buscando transformar o local em um espaço de melhor qualidade para o campus. O projeto prevê a criação de um boulevard, rotas acessíveis e seguras, áreas de preservação e espaços estratégicos para futuras construções. O financiamento para a obra será realizado por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e o prazo estimado de execução é de 14 meses.

A Reitoria expressou o desejo de que a entidade permaneça no campus Trindade, e solicitou à Apufsc a elaboração de um plano de necessidades para a nova sede, detalhando características e dimensões desejadas, com o objetivo de viabilizar o planejamento e aprovação pela Prefeitura Universitária (PU). Também destacou que uma equipe foi designada para continuar as negociações e construir soluções em conjunto com a Apufsc, reafirmando seu compromisso com o diálogo e a viabilização da mudança para uma sede própria.


Rosiani Bion de Almeida 
/ SECOM UFSC
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Com informações do site da Apufsc e da Assembleia do dia 26 de maio

Tags: Apufsc-SindicalCFMGabinete da ReitoriaUFSC

Ação coletiva da UFSC reinaugura Planetário com arte e ciência

24/10/2024 18:15

A reinauguração do Planetário da UFSC tinha uma programação especial para as crianças. Foto: Maria Isabel Miranda/Agecom

O Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi reinaugurado na manhã desta quinta-feira, 24 de outubro, com programação especial para o público infantil e adulto. O momento celebra o retorno às atividades de um espaço essencial para a divulgação científica na Universidade, após a aquisição de um novo projetor digital e a pintura temática da cúpula do Planetário.

As crianças do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC e da Escola Básica Municipal João Alfredo Rohr, no Córrego Grande, marcaram presença no evento, preparado especialmente para elas.

Participaram da mesa de abertura o reitor Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora de Extensão, Olga Regina Zigelli Garcia; os diretores dos centros de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), Alex Degan; de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM), Nilton da Silva Branco; o professor do Departamento de Física Antônio Nemer Kanaan Neto; a geógrafa Edna Maria Esteves da Silva, e a artista visual Gugie Cavalcanti. Também registraram presença membros do Gabinete da Reitoria, diretores de unidades, pró-reitores, secretários, e da comunidade universitária e geral.

No cerimonial de abertura foi ressaltado o esforço coletivo para a aquisição do equipamento que oportunizou a retomada das atividades direcionadas ao ensino e à divulgação da Astronomia, bem como, retomar o atendimento do Planetário. CFM, CFH, Proex, Pró-Reitoria de Administração (Proad), Gabinete da Reitoria, técnicos, professores, bolsistas e profissionais de outras instituições foram os protagonistas desta conquista. Mesmo sendo muitos personagens, cada um e cada uma foi lembrado(a) na ocasião.

Reinauguração do Planetário da UFSC. Foto: Maria Isabel Miranda/Agecom

A geógrafa Edna, que coordenou o Planetário por quase 27 anos, enfatizou em sua fala a importância da continuidade deste trabalho, da história do espaço, da infraestrutura disponível, da parceria com o Observatório Astronômico, do Grupo de Estudos da Astronomia (GEA), da programação e, em especial, da equipe que reúne apaixonados pelo tema.

A arte estampada na cúpula do Planetário apresenta “duas crianças sorrindo no meio de um campo de flores enquanto olham o céu estrelado” explica Gugie, artista que assina a obra. Na sua fala abordou os significados que incorporam a sua pintura, que busca um olhar para fora, como forma de homenagear este gesto, esta contemplação, que conecta as pessoas com a natureza, as crianças com este lugar, no sentido de pertencimento e de futuro.

O diretor do CFM, o professor Nilton, colocou a impossibilidade de agradecer a todos que se dedicaram ao projeto. Para ele foi fundamental a parceria estabelecida com o CFH, o Departamento de Física, e de todos os bolsistas envolvidos, para a manutenção de um trabalho científico que, segundo ele, é apaixonante.

O diretor do CFH, Alex Degan, também complementou a lista de envolvidos. Mas, fez questão de destacar um nome, o da vice-diretora do centro de ensino, Michele Monguilhott, que, em janeiro deste ano, após uma série de ações conjuntas, o Gabinete da Reitoria sinalizou o aporte financeiro para aquisição do novo projetor para o Planetário.

A pró-reitora Olga Regina relatou como a Proex foi acionada na tentativa de solucionar a situação do Planetário. Ao tomar conhecimento se colocou à disposição e nesta jornada também obteve ajuda da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) e do Gabinete da Reitoria. Frisou, para além deste momento. a importância do Planetário, focado nas crianças, na juventude e nos futuros cientistas. “Para muitos, o Planetário é o primeiro contato com a UFSC”. “Esta aproximação com a Universidade, com a ciência e com tudo que ela é capaz de nos responder e nos trazer, é o objetivo maior do Planetário”.

Reitor Irineu Manoel de Souza destaca a importância do trabalho conjunto para a revitalização do Planetário. Foto: Maria Isabel Miranda/Agecom

O reitor Irineu encerrou a cerimônia valorizando o trabalho conjunto para a revitalização do Planetário, cuja atividade traz inúmeros benefícios à sociedade. A condução deste projeto, “apesar de todas as dificuldades financeiras enfrentadas atualmente pela universidade pública, deve servir de exemplo para outros setores da instituição que necessitam de reestruturação”, comentou o reitor. Fez um apelo à comunidade universitária para haver uma “ação colaborativa a fim de melhorar espaços essenciais da Universidade”, como o Restaurante Universitário, Biblioteca Central, Centro de Convivência, entre outros. Na aquisição do projetor digital, a UFSC investiu em torno de R$ 100 mil, finaliza o reitor.

Na sequência, como parte da programação, houve o descerramento das placas de reinauguração do projetor pelo reitor da UFSC, no hall de entrada do Planetário, e da assinatura da obra pela artista Gugie. Na continuidade, foram realizadas atividades gratuitas como observação do céu, projeções e recreação.

O Planetário e o Observatório

O Planetário e o Observatório da UFSC promovem, anualmente, sessões, cursos, palestras e eventos gratuitos à comunidade com a finalidade de divulgar a Astronomia e ciências afins, buscando fomentar a curiosidade das pessoas e auxiliar na complementação dos conteúdos didáticos previstos nas Diretrizes Curriculares Nacionais. Todos os eventos são abertos ao público em geral e ocorrem no campus da Trindade, em Florianópolis. Suas principais atividades são:

  • atendimento a escolas, com a realização de sessões para estudantes e professores, as quais devem ser marcadas com antecedência;
  • realização de sessões regulares para o público em geral às quartas-feiras nos períodos vespertino e noturno;
  • promoção de cursos e palestras;
  • atendimento a estudantes e professores da UFSC que estejam envolvidos com disciplinas afins à Astronomia;
  • atendimento à imprensa no que diz respeito a informações sobre fenômenos astronômicos;
  • orientação a estudantes e professores quanto à construção de modelos que facilitem o entendimento de fenômenos astronômicos;
  • acompanhamento e divulgação dos principais fenômenos astronômicos.

Conheça o trabalho artístico de Gugie Cavalcanti pelo Instagram ou no site.

Mais informações:
(48) 3721-4149
cultura.midia.cfh@contato.ufsc.br
planetario.ufsc.br

Rosiani Bion de Almeida | imprensa.gr@contato.ufsc.br
Coordenadoria de Imprensa do GR | UFSC

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Reitoria e servidores do CFM se reúnem para discutir infraestrutura do Centro

19/12/2023 10:58

Encontro ocorreu no auditório do departamento de Física, no campus Florianópolis.                Fotos: Kauê Alberguini/Secom/UFSC

A Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) se reuniu com a direção e professores do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM), para discutir questões voltadas à infraestrutura, manutenção e problemas enfrentados no Centro, nesta segunda-feira, 18 de dezembro.

No encontro, a diretora do Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia (DPAE/UFSC), Fabrícia de Oliveira Grando, apresentou relatório, com um plano de construção de um novo anexo no Centro, dedicado a salas de aula. Após a apresentação do relatório, o espaço foi aberto para que os servidores trouxessem demandas para discussão com a reitoria e possíveis encaminhamentos junto à Prefeitura Universitária.

Estiveram presentes na reunião: o chefe de Gabinete da Reitoria, Bernardo Meyer;  o diretor do Gabinete, João Luiz Martins; a vice-reitora, Joana Célia dos Passos; o reitor, Irineu Manoel de Souza; e a prefeita em exercício da Prefeitura Universitária, Ana Paula Paraizo.

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