UFSC e Udesc discutem realização conjunta de seminário sobre autonomia universitária

19/08/2026 08:22

O reitor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), José Fernando Fragalli, reuniu-se, na tarde desta segunda-feira, 17 de agosto, com o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Amir de Oliveira, e com a vice-reitora Felipa Amadigi. Durante o encontro, foi apresentada a proposta de realização conjunta da segunda edição do Seminário sobre Autonomia Universitária de Santa Catarina.

A iniciativa pretende reunir universidades públicas e institutos federais que atuam no estado para debater desafios relacionados à autonomia universitária. A proposta dá continuidade ao evento realizado em junho de 2024, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc).

Durante a reunião, Amir manifestou o apoio da UFSC à iniciativa. O reitor destacou que o seminário deverá promover reflexões sobre o tema e contribuir para a construção de soluções comuns às instituições públicas de ensino de Santa Catarina.

A primeira edição marcou o início de uma série de cinco encontros e instituições reunidas da Região Sul do país. A mobilização acadêmica em torno da autonomia universitária busca responder a uma demanda social e institucional. Além de sua relevância para as instituições de ensino superior, o debate pretende ampliar a compreensão da sociedade e de seus representantes sobre o conceito, que ainda é pouco conhecido ou interpretado de maneira imprecisa.

A data da segunda edição do seminário ainda será definida pelas instituições organizadoras.

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Udesc conhece experiência de gestão de moradia estudantil da UFSC

06/03/2026 17:53

Branda Vieira (à esq.), diretora de Gestão de Moradia Estudantil da UFSC, apresentou a experiência da universidade. Foto: Felipe Paze/Udesc

A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) recebeu nesta quarta-feira, 4 de março, a diretora do Departamento de Gestão de Moradia Estudantil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Branda Vieira. Ela participou de reunião da comissão criada em setembro, a partir de decisão do Conselho Universitário (Consuni), para propor uma política própria para a Udesc na área.

Branda relatou a experiência de vários anos da UFSC com a moradia estudantil, que hoje oferece 156 vagas, em um prédio construído junto ao campus principal, em Florianópolis. Há ainda mais 30 vagas no Alojamento Estudantil Indígena.

A universidade federal conta com um departamento próprio para gerir essas moradias, vinculado à Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (Prae). Como base na experiência da UFSC, Branda recomendou atenção na definição do tipo de espaço, o que pode ter impacto direto na convivência entre os estudantes.

“Por exemplo, vai haver uma cozinha coletiva ou várias cozinhas menores, uma área de convivência, quantas pessoas em cada quarto, o acesso aos banheiros, toda essa estrutura física determina a convivência”, alerta Branda. Ela destaca que os espaços de convívio são muito importantes, detalhando como funciona a gestão das moradias na universidade federal no dia a dia.

Ela também repassou à comissão informações sobre as políticas de permanência estudantil da UFSC, que incluem vários tipos de auxílios. Os critérios para acesso são basicamente de renda, a partir de um cadastro socioeconômico informado pelo estudante e validado por entrevista com assistente social. No caso da moradia, há também reservas de vagas dentro da política de ações afirmativas.

Em dezembro, a comissão concluiu uma pesquisa on-line enviada a todos os estudantes da Udesc, para conhecer suas expectativas e necessidades. “Estamos fazendo também uma ampla pesquisa com outras universidades, para entender como elas fazem”, explica o pró-reitor de Planejamento da Udesc, Gustavo Araújo. “Então convidamos a UFSC, que é uma referência próxima”, completou.

A matéria na íntegra está disponível neste link.

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Para vice-reitora da UFSC, cotas raciais têm como opositor o racismo estrutural e institucional

12/12/2025 15:27

Vice-reitora da UFSC, Joana Célia dos Passos. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

O Projeto de Lei aprovado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), na última quarta-feira, 10 de dezembro, que extingue as cotas raciais em universidades estaduais provocou manifestações contrárias. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e o Instituto Federal Catarinense (IFC) assinam nota conjunta de repúdio ao PL.

Em entrevista, a vice-reitora da UFSC, Joana Célia dos Passos, falou sobre a importância das cotas. A medida tomada pela Alesc não impacta as federais, mas o exemplo dado por ela mostra a importância desta política pública.

Joana lembra que passaram-se 22 anos da primeira iniciativa de cotas em universidades federais, 12 anos da promulgação da lei que implementou as ações afirmativas nas instituições federais de ensino superior e 17 anos da criação do programa de ações afirmativas da UFSC.

“É assim que vemos, neste período, pela primeira vez, a autonomia universitária é um princípio tão caro para quem defende a universidade pública que passa a ser usada em nome da inclusão de estudantes negros, indígenas e quilombolas no ensino superior. Mas, no entanto, e justamente por esses mesmos avanços, essas mesmas políticas enfrentam desafios decorrentes do racismo estrutural e institucional que tenta desqualificar, obstruir, obstaculizar a sua expansão e obriga, em alguma medida, as instituições busquem novos instrumentos para o fortalecimento e manutenção dessa política”, analisa a vice-reitora.

Segundo ela, a UFSC teve um avanço significativo no quantitativo de formandos negros.

“Antes da adoção do sistema, 170 pessoas negras se formaram pela UFSC. Em 2003, esse número aumentou para 442 pessoas negras. Também foi nesse mesmo ano que a gente teve um recorde de formandos negros, 17% do total de pessoas diplomadas, correspondendo a um aumento, então, de 2008 para 2023, de cerca de 160%. Até 2008, antes do programa de ações afirmativas, os negros representavam apenas 6,5% do total de alunos formados na UFSC. Se levarmos em conta uma série histórica das ações afirmativas, nós vamos encontrar aproximadamente 6 mil estudantes negros se formaram na Universidade Federal de Santa Catarina, sendo que aproximadamente 360 por ano nesse tempo mais recente”.

Para Joana, “as universidades estão mais plurais, mais democráticas em termos raciais, mas não menos conflituosas, não menos desafiadoras”. Ela avalia ainda que essa política pública “tem como forte opositor o racismo estrutural e institucional”.

“Isso faz com que os desafios da equidade sejam ainda mais difíceis de se alcançar. Mas, apesar desses tensionamentos, essas políticas vão se consolidando com a política de Estado e vão tendo uma aceitação”, pondera. Conforme a vice-reitora da UFSC, falar de ações afirmativas hoje é falar de oportunidades.

Ela ainda faz uma observação importante:

“a ampla maioria das ações afirmativas não é para negros, indígenas e quilombolas, é para educação pública, é para escola pública. Portanto, a cota que existe é socioeconômica, mas o racismo brasileiro, o racismo estrutural, institucional, faz com que as pessoas focalizem exclusivamente como sujeitos das ações afirmativas as pessoas negras, que é uma tentativa de construir a desinformação sobre como essas políticas se dão e acontecem”.

Para Joana, é fundamental a divulgação da importância das ações afirmativas para a diversidade e para que outras perspectivas de ciência, de produção do conhecimento, também façam parte da universidade.

Fonte: Imprensa Apufsc

Tags: Alesccotas raciaisUdescUFSC

2º Seminário de Extensão na Pós-Graduação traz conferência ao vivo da COP-30

29/10/2025 16:13

O Programa de Extensão na Pós-Graduação (Proext-PG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), realiza nos dias 6 e 7 de novembro o II Seminário de Extensão na Pós-Graduação – Saberes em Movimento. O evento ocorre no Centro Socioeconômico (CSE) da UFSC, no campus Trindade, em Florianópolis, das 8h às 18h.

A abertura do seminário, marcada para as 9h do dia 6 de novembro, contará com um momento especial: a conferência do professor Paulo Horta, da UFSC, transmitida diretamente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-30). A participação do pesquisador no maior evento global sobre mudanças climáticas oferece uma oportunidade única para debater a extensão universitária em tempos de crise climática, além de abordar a importância e os desafios da extensão na pós-graduação. A COP-30 ocorre entre 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém (PA), sendo a primeira vez que o Brasil sedia a conferência.

Programação 

A conferência do professor Paulo Horta, da UFSC, será transmitida diretamente da COP-30

Além da conferência de abertura, o evento oferece uma programação completa que inclui mesas temáticas, oficinas formativas gratuitas, exposições de projetos, apresentações culturais e atividades que promovem a integração entre pós-graduação, escolas e comunidades. As atividades reunirão docentes, discentes, pesquisadores e profissionais da educação básica.

O seminário busca fortalecer o diálogo entre programas de pós-graduação, escolas e comunidades, destacando o papel da extensão universitária na formação acadêmica e na transformação social. Como afirmam os organizadores, “o Saberes em Movimento constitui-se como um espaço privilegiado para reflexão, aprendizado e socialização de experiências, promovendo a construção coletiva de saberes e o fortalecimento da inserção social da universidade”.

“Serão dois dias de evento que marcarão as ações de extensão da pós-graduação da Udesc e da UFSC no âmbito dos sistemas educacionais dos municípios da região e do governo do estado” destaca o pró-reitor de Pós-Graduação da UFSC, Werner Kraus Junior, que reforça o convite à participação da comunidade acadêmica e do público em geral.

Todas as categorias de inscrição (apresentador, ouvinte, participante) são gratuitas e podem ser realizadas até 5 de novembro pelo site do Proext-PG. Participantes inscritos terão direito a certificado de até 20 horas.

Sobre o Proext-PG

O Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (Proext-PG) tem por objetivo geral contribuir para o fortalecimento das atividades de extensão no âmbito da pós-graduação, por meio de atividades integradas de ensino, pesquisa e extensão realizadas em diálogo com diversos setores da sociedade, com vistas a subsidiar os gestores públicos na elaboração das políticas públicas que sejam socialmente relevantes, interdisciplinares e que contribuam para o desenvolvimento sustentável, a cidadania, a justiça, o fortalecimento da democracia, a participação social, a qualidade de vida e a redução de assimetrias no Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG).

Serviço:

Evento: II Seminário de Extensão na Pós-Graduação – Saberes em Movimento
Data: 6 e 7 de novembro de 2025
Horário: 8h às 18h
Local: CSE/UFSC – Campus Trindade, Florianópolis/SC
Inscrições: Gratuitas até 5 de novembro pelo site do Proext-PG
Promoção: UFSC e Udesc
Apoio: Capes
Mais informações: proextpgufsc@gmail.com

Tags: COP-30II Seminário de Extensão na Pós-GraduaçãoPaulo HortaProexProext-PGPROPGUdescUFSC

Reitores da UFSC e Udesc na abertura do 5º Congresso Brasileiro de Riscos e Desastres

16/10/2025 08:57

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sediará, entre 15 e 17 de outubro, o V Congresso Brasileiro de Redução de Riscos e Desastres (CBRRD), com o tema “Resiliência e Inovação na GIRD: Conectando Saberes”. A cerimônia de abertura ocorreu à noite, no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, campus Trindade, em Florianópolis, e contou com a presença dos reitores da UFSC, Irineu Manoel de Souza, e da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), José Fernando Fragalli, anfitrião do evento.

O congresso está sendo realizado em parceria pela Associação Brasileira de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação em Redução de Riscos e Desastres (ABP-RRD), pelo Programa de Pós-Graduação em Desastres Naturais (PPGDN) do Departamento de Geociências da UFSC, pelo Grupo Coordenado em Gestão de Riscos e Desastres (Ceped) e pela Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Comunidade (Proex) da Udesc.

O CBRRD visa promover um espaço de intercâmbio de conhecimentos, experiências e práticas inovadoras em Redução de Riscos e Desastres (RRD), com foco em gestão integrada, resiliência e inovação. O evento reunirá pesquisadores, gestores públicos, técnicos, estudantes e lideranças comunitárias. Entre os objetivos, destacam-se a divulgação de pesquisas e experiências bem-sucedidas em diversas regiões do Brasil, o estímulo à cooperação entre universidades, órgãos governamentais e organizações sociais, e o incentivo ao uso de tecnologias e soluções inovadoras na gestão de riscos.

A programação abordará temas como mudanças climáticas, riscos geológicos e hidrológicos, tecnologias de monitoramento, políticas públicas e práticas em gestão de riscos. Haverá destaque para a interação entre saberes locais, comunitários e científicos, promovendo uma abordagem integradora que reconhece e valoriza o conhecimento tradicional.

Além disso, o congresso busca fomentar a educação e a comunicação voltadas a populações vulneráveis e contribuir para o alinhamento das políticas brasileiras de redução de riscos e desastres aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ao Marco de Sendai, referência internacional na área.

A representatividade das duas principais universidades públicas do Estado reforça a relevância do congresso para o fortalecimento de pesquisas e ações voltadas à redução de riscos e desastres — uma área estratégica diante dos desafios climáticos e ambientais enfrentados pelo Brasil.

O reitor Irineu Manoel de Souza destacou que o congresso consolida o papel das universidades públicas na produção de conhecimento aplicado às urgências do país. “A parceria entre UFSC e Udesc demonstra que ciência, gestão e comunidade podem caminhar juntas para reduzir vulnerabilidades e salvar vidas. Este é um compromisso com Santa Catarina e com o Brasil”, afirmou.

Para Irineu, a integração entre saberes acadêmicos e conhecimentos locais é decisiva para a gestão de riscos. Ele ressaltou que “ouvir as comunidades, dialogar com gestores e mobilizar tecnologias abertas e inovadoras” fortalece a resiliência dos territórios e qualifica políticas públicas.

O reitor enfatizou ainda que a UFSC seguirá ampliando pesquisas, formação e extensão na área. “Vamos manter investimentos, fortalecer o PPGDN e parcerias como as do Ceped e a ABP-RRD”, disse. Segundo ele, os resultados do congresso devem se traduzir em novas cooperações, protocolos de atuação e soluções tecnológicas, “com impacto direto na prevenção, na resposta e na reconstrução pós-desastres”.

 

Divisão de Imprensa do GR | SECOM
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