Reitoria da UFSC divulga moção de apoio à greve dos servidores técnico-administrativos em Educação

15/05/2026 13:24

A Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) manifesta seu apoio e sua solidariedade à greve das servidoras e dos servidores técnico-administrativos em Educação (TAEs), atualmente em curso.

A presente mobilização ocorre em continuidade ao movimento nacional de 2024, cuja legitimidade foi reconhecida pelo Conselho Universitário por meio de moção aprovada em sessão de 26 de março daquele ano. Passados dois anos, a retomada da greve expressa o descumprimento, por parte do governo federal, de pontos fundamentais do acordo firmado com a categoria ao término do movimento paredista anterior.

Entre as principais reivindicações, destacam-se o cumprimento integral do acordo de 2024, incluindo a implementação da jornada de 30 horas semanais sem redução salarial, a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), o reposicionamento de aposentadas, aposentados e pensionistas, bem como medidas estruturantes de valorização da carreira dos TAEs.

Destaca-se, ainda, a necessidade de abertura imediata de negociação específica com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), órgão responsável pela condução, abertura e encerramento das mesas de negociação no âmbito do Executivo Federal, a fim de tratar diretamente das pendências do acordo e das reivindicações apresentadas pela categoria.

A Reitoria reconhece o papel essencial desempenhado pelas servidoras e servidores técnico-administrativos na sustentação das atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária. A persistência de condições de trabalho precarizadas, a insuficiência de pessoal e a ausência de avanços concretos nas negociações impactam diretamente a qualidade da educação pública, gratuita e socialmente referenciada, comprometendo o projeto de universidade defendido por esta instituição.

Diante disso, a Reitoria da UFSC reafirma seu apoio à mobilização da categoria, reconhece a legitimidade do movimento grevista e defende o imediato cumprimento dos acordos firmados, com a instalação de mesa de negociação junto ao MGI, como condição para a valorização das trabalhadoras e dos trabalhadores, bem como para o fortalecimento das instituições federais de ensino.

Florianópolis, 12 de maio de 2026.

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Reitoria da UFSC recebe Prefeito e Procurador do município de Camboriú

08/05/2026 14:02

Prefeito de Camboriú, Leonel Pavan, e o procurador‑geral do município, Vilson Albino foram recebidos pela gestão da UFSC. Fotos: SI-GR/Secom

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, acompanhado do chefe de Gabinete, Bernardo Meyer, reuniu‑se na quinta‑feira, 7 de maio, na Reitoria, com o prefeito de Camboriú, Leonel Pavan, e o procurador‑geral do município, Vilson Albino. A principal pauta do encontro foi a regularização do imóvel ocupado pelo campus do Instituto Federal Catarinense (IFC) na região, cuja titularidade ainda consta no registro imobiliário em nome da UFSC.

Segundo a gestão municipal, a regularização fundiária e ambiental é essencial para viabilizar obras e projetos voltados à melhoria da infraestrutura e da qualidade de vida da população local. O prefeito Leonel Pavan exemplificou que, com a regularização, será possível implantar um novo sistema de tratamento de esgoto na região. Em contrapartida a UFSC também será beneficiada, ressaltou, com oferta de bolsas de estágio e possibilidade de abertura de novos cursos. Pavan observou que, embora o processo seja essencialmente burocrático, depende sobretudo de decisão política e da conclusão das escrituras no tabelionato local, e que a resolução administrativa encerraria pendências de longa data.

O reitor Irineu, munido de informações sobre o processo, informou que a Procuradoria Federal junto à UFSC já emitiu parecer favorável. Segundo ele, resta apenas a providência de inclusão, na escritura, da informação de que a regularização se dá em cumprimento de lei específica — sendo esta a última etapa burocrática. “O pedido ao tabelionato já foi encaminhado”, afirmou Irineu, acrescentando que as negativas solicitadas já foram juntadas ao processo e que aguarda a conclusão do procedimento pelo cartório.

Sobre o IFC

Por se tratar de instituição pública federal, qualquer cessão ou alteração de destinação de área do campus deve seguir os procedimentos legais e administrativos aplicáveis. O IFC foi criado pela Lei nº 11.892/2008, que instituiu a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica; o então Colégio Agrícola de Camboriú — antes vinculado à UFSC — foi incorporado ao IFC, dando origem ao atual campus. Referência regional nas áreas de turismo rural e educação agrícola, o campus está localizado em região central e ocupa uma área de aproximadamente 20 mil metros quadrados, com frentes para a Rua Joaquim Garcia e a Avenida Santa Catarina.

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Articulação em Brasília busca recursos para centro de pesquisas da UFSC Curitibanos

08/05/2026 13:04

Agenda da UFSC com a ministra Luciana Santos (MCTI)

Integrantes da Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) cumpriram, nesta quarta‑feira, 6 de maio de 2026, agenda em Brasília para viabilizar a continuidade das obras do Centro de Pesquisas Ambientais e Agroveterinárias (CPAAV), vinculado ao Centro de Ciências Rurais (CCR), no campus de Curitibanos. O encontro — articulado pelo senador catarinense Esperidião Amin — ocorreu na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

No MCTI, o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer, e o pró‑reitor de Pesquisa e Inovação (Propesq), Werner Kraus, foram recebidos pela ministra Luciana Santos. O senador Amin abriu a reunião destacando que Curitibanos é exemplo de como a interiorização da educação superior transforma realidades, especialmente naquela região do Contestado — área com alguns dos menores indicadores de desenvolvimento humano de Santa Catarina. O parlamentar, que estuda o tema e já publicou obra sobre a Guerra do Contestado, argumentou que o investimento no campus da UFSC tem efeito direto sobre o desenvolvimento regional.

Ao fim do encontro, a ministra encaminhou a solicitação ao diretor do Departamento de Fundos e Investimentos do MCTI, Raphael Padula, que fará a interface com a UFSC por meio da Propesq na busca por recursos junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em consonância com a estratégia do MCTI de apoiar estruturas de pesquisa conectadas às vocações econômicas locais.

Encontro com a chefe de Gabinete da Sesu (MEC), Marisa Monteiro de Castro e Castro

A presença dos gestores em Brasília oportunizou uma segunda agenda no Ministério da Educação (MEC), onde os professores se reuniram com a chefe de Gabinete da Secretaria de Educação Superior (Sesu), Marisa Monteiro de Castro e Castro, em conversa de caráter mais amplo relativa as demandas de orçamento da UFSC.

Sobre o CPAAV

Planejado como plataforma multiusuária e interdisciplinar, o CPAAV abrigará laboratórios avançados dedicados às áreas de Ecossistemas Agrícolas e Naturais, Biológicas, Veterinárias, Químicas e Ambientais. O objetivo é inserir o campus de Curitibanos no ecossistema de inovação, fomentar pesquisa de alto impacto e impulsionar o desenvolvimento regional. O centro atenderá pesquisadores do CCR e de toda a UFSC, além de usuários externos — públicos e privados. O projeto arquitetônico foi elaborado pelo Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia (DPAE) da Universidade.

Entre os ambientes previstos estão:

  • Laboratório de manipulação;
  • Central de armazenamento de amostras;
  • Área de autoclavagem e triagem;
  • Almoxarifado e sala de videoconferência.

O complexo reunirá três centrais: de Análise Instrumental, para análises de alta complexidade (solos, bromatologia, água, gases, combustíveis e produtos naturais); de Biologia Molecular, para processamento de amostras em estudos moleculares; de Microscopia, voltada a pesquisas em microestruturas.

O edifício terá dois pavimentos: no térreo, laboratórios com equipamentos de grande porte, salas de aula e áreas de apoio; no segundo piso, equipamentos de menor porte e salas técnicas. A área construída soma 1.239,03 m². O projeto inclui a urbanização do entorno (passeios, praças, vagas de estacionamento), além de paisagismo, iluminação e mobiliário urbano.

A referida obra foi reiniciada em 2023, após dez anos sem conclusão, mas a construtora responsável entrou em falência após a execução de aproximadamente R$ 700 mil. Para a conclusão, a estimativa é de liberação de cerca de R$ 11 milhões — valor superior aos R$ 5 milhões anteriormente sinalizados.

O valor total licitado desta obra é de R$ 8,7 milhões. Desse montante, R$ 1,65 milhão — provenientes da Finep — já estão disponíveis. A complementação será buscada em fontes locais, estaduais e federais.

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Com informações de: Autorizadas obras do Centro de Pesquisas Ambientais e Agroveterinárias de Curitibanos

 

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Estudantes recebem prêmios por participação em seminários de iniciação científica da UFSC

07/05/2026 17:55

Estudantes contemplados receberam prêmios e brindes em evento promovido pela Propesq (Fotos: João Hasse/Estagiário/Agecom)

Seis estudantes da graduação e sete do ensino médio foram premiados durante a realização da Cerimônia de Premiação do 35º Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica (SIC) e do 15º Seminário de Iniciação Científica para o Ensino Médio (SIC-EM). O evento, promovido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),  foi realizado nesta quinta-feira, 7 de maio, às 14h, na Sala dos Conselhos da UFSC. 

Os estudantes foram selecionados durante a 22ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex). O prêmio aos estudantes de graduação foi a inscrição e passagens de ida e volta para a participação na 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), cujo tema será “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão“, na qual ocorre a Jornada Nacional de Iniciação Científica (JNIC), bem como uma bolsa no valor de R$ 1.400, destinada a auxiliar nos custos de hospedagem e alimentação durante o evento. Os bolsistas do ensino médio que se apresentaram oralmente no SIC-EM receberam brindes, como canecas, blocos de notas e um mapa da UFSC.

O pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Werner Kraus Junior, destacou a simbologia da premiação. “Esse evento é uma coroação de toda excelência de programas de iniciação à pesquisa na universidade, desde a científica, no desenvolvimento tecnológico e também de ensino médio”. Werner também citou que o fomento à pesquisa segue forte por quase 40 anos e é fruto de um trabalho contínuo entre a UFSC e a CNPq.

Professores, colegas e familiares dos estudantes prestigiaram o evento

Além do pró-reitor, também compuseram a mesa do evento o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, a Coordenadora do Programa Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica, Maria Luiza Ferreira e a Superintendente de Projetos, Maíra Busato Westphal.

Entre as premiadas do ensino médio estava Rosa Maria Pereira Miranda, hoje graduanda em Física na Universidade Federal de Santa Catarina. Rosa foi premiada por sua pesquisa no ensino médio “Mulheres e Meninas na Ciência”, que aborda os desafios e a representatividade feminina nas áreas científicas e tecnológicas. O livro conta a história de Estrela que passa por desafios na escola em que estuda e encontra na trajetória da cientista Jocelyn Bell Burnel inspiração para enfrentá-las.

A estudante explicou a importância de abordar o espaço da mulher na ciência. “Essa história trata de todas as mulheres e meninas que se interessam por ciência. É sobre incentivar cada vez as mulheres a contribuir ao estudo e avanço científico.

Confira a lista de todos os estudantes premiados.

Carlos Sobral – Estagiário Agecom | UFSC
agecom@contato.ufsc.br

 

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UFSC integra debate sobre cotas raciais nas universidades e concursos públicos em SC

04/05/2026 14:15

Audiência Pública na Alesc sobre as cotas raciais no ensino superior e nos concursos públicos em Santa Catarina. Fotos: Divulgação

A Audiência Pública que discutiu a implementação e o fortalecimento das cotas raciais no ensino superior e nos concursos públicos do estado foi realizada nesta segunda-feira, 4 de maio, às 19h, no Plenarinho Paulo Stuart Wright da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc).

Representando a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estiveram presentes o reitor, Irineu Manoel de Souza, e a superintendente de Ações Afirmativas e Equidade, Bianca Costa Silva de Souza. O professor Marcelo Tragtenberg também participou como integrante da Cátedra Antonieta de Barros – Educação para a Igualdade Racial e Combate ao Racismo.

A deputada estadual Luciane Carminatti, proponente do debate, abriu os trabalhos ressaltando que a luta pela equidade é essencial para reverter séculos de escravidão e negação de direitos, afirmando: “Nós só vamos reverter essa situação se, de fato, a legislação for positiva”, uma vez que o discurso de acesso igual para todos não condiz com a realidade de quem enfrenta barreiras históricas.

No encontro, autoridades, acadêmicos e movimentos sociais celebraram a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou inconstitucional uma lei estadual que pretendia proibir ações afirmativas em território catarinense. Os participantes apresentaram dados estatísticos que comprovam desigualdades sistêmicas de renda e escolaridade, evidenciando que o racismo institucional ainda restringe o acesso da população negra a espaços de poder. Destacou‑se que as cotas não são privilégios, mas mecanismos essenciais de reparação histórica e de promoção da equidade social. Além disso, oradores enfatizaram a necessidade de reformar currículos acadêmicos e de garantir políticas de permanência estudantil para estudantes quilombolas e indígenas. O evento reafirmou o compromisso do Parlamento e da sociedade civil em vigiar e expandir a legislação que assegura a justiça racial no estado.

A participação de Tragtenberg trouxe embasamento técnico ao debate, onde apresentou um diagnóstico sobre as desigualdades raciais em Santa Catarina. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstrou que a desigualdade é sistêmica e atravessa todas as fases da vida: desde o ensino fundamental, em que crianças negras apresentam maior atraso escolar, até o mercado de trabalho, no qual pessoas negras com ensino superior completo chegam a receber cerca de 77% da renda de pessoas brancas com a mesma formação. Diante desses dados, o pesquisador recomendou não apenas a manutenção das cotas, mas também sua ampliação para a educação básica, para o sistema de universidades privadas e para o serviço público estadual.

O debate também contou com vozes da sociedade civil e de outras instituições de ensino, como Maria Helena Tomaz, coordenadora do Núcleo de Estudos Afro‑Brasileiros (NEAB) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que defendeu a importância de políticas de permanência estudantil para evitar a evasão de alunos cotistas, e Luiz Herculano de Sousa Guilherme, professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), que provocou o público ao questionar quantos negros e indígenas de fato conseguem exercer a cidadania plena em um estado ainda marcado por resquícios de um regime excludente. Vanda Pinedo, do Movimento Negro Unificado de Santa Catarina, reforçou que a vitória jurídica no STF é apenas um passo, pois ainda é necessário “mudar as mentes” dentro das universidades e enfrentar o racismo institucional que opera nos currículos e nas vivências acadêmicas.

O evento encerrou‑se com o compromisso de diversas lideranças, incluindo o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública, de monitorar o cumprimento das leis de cotas e avançar em projetos que garantam a representatividade da população negra nos espaços de poder em Santa Catarina.

Assista à audiência na íntegra:

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