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UFSC irá qualificar servidores prisionais no combate ao crime organizado
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) irá liderar duas ações centrais da estratégia nacional de capacitação dos profissionais que atuam em 138 unidades prisionais consideradas estratégicas para o enfrentamento ao crime organizado. A primeira é uma pesquisa com servidores e gestores de todo o país. A segunda é um curso de formação continuada de 200 horas. As iniciativas fazem parte de uma parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).O trabalho é coordenado pela Escola Nacional de Serviços Penais (ESPEN) e envolve o Laboratório de Engenharia e Gestão do Conhecimento (EGC/Engin) da UFSC. A Universidade Federal de Goiás (UFG) também participa da nova etapa como parceira.
Pesquisa vai orientar as formações
De 28 de setembro a 8 de outubro de 2026, pesquisadores da UFSC e do SENAPPEN vão fazer um levantamento com profissionais das 138 unidades. O objetivo é identificar os conhecimentos que precisam ser aprimorados e as lacunas de aprendizagem das equipes.
A pesquisa terá entrevistas com os diretores dos estabelecimentos e questionários para os servidores. Os instrumentos foram criados pela UFSC e validados por uma câmara técnica formada por policiais penais federais, dentro de um grupo de trabalho coordenado pela ESPEN.
Os resultados vão servir de base para o planejamento das próximas capacitações. Assim, os conteúdos serão definidos a partir das necessidades reais de cada unidade, e não de modelos genéricos.
Curso de 200 horas
Na mesma parceria, a UFSC prepara um curso de formação continuada de 200 horas para os profissionais das 138 unidades. Ele será apresentado na plataforma ESPEN Virtual e tratará de temas ligados ao dia a dia do sistema prisional:
- procedimentos e rotinas prisionais;
- escolta;
- uso de tecnologias;
- inteligência e contrainteligência penal;
- gerenciamento de crises e eventos críticos;
- sobrevivência policial;
- formação jurídico-administrativa.
A nota curricular está sendo validada por uma câmara técnica de policiais penais federais, coordenada pela ESPEN. Depois dessa etapa, a equipe da UFSC vai produzir os materiais didáticos e as videoaulas do curso.
Como funciona a parceria
As ações são realizadas por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o SENAPPEN e a UFSC. O TED é um instrumento de cooperação que permite a transferência de recursos do orçamento entre órgãos e entidades da administração pública federal para executar projetos de interesse comum.
Estratégia nacional
A parceria dá continuidade às formações já oferecidas pelo SENAPPEN e faz parte da estratégia nacional de modernização das 138 unidades. Essa estratégia tem três frentes: inteligência e operações, investimento em tecnologia e qualificação dos profissionais.
Na capacitação, a meta é aproximar os conteúdos da realidade das equipes e criar referências comuns para os procedimentos. Também se busca preparar servidores e gestores para utilizar as novas tecnologias e para prevenir e gerenciar situações críticas.
Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a qualificação é a base das mudanças que o governo quer promover. “Investir na capacitação é valorizar os servidores e oferecer conhecimento e ferramentas para que eles possam desempenhar o melhor trabalho. Buscamos estabelecer referências comuns de segurança e atuação, sem desconsiderar as necessidades e as características de cada unidade e de cada estado”, afirma.
Segundo o secretário, “a qualificação das equipes dá sustentação às mudanças que queremos promover, porque transforma a atuação cotidiana e resultados produzidos permanentes. É assim que fortalecemos o sistema prisional e ampliamos sua capacidade de enfrentamento ao crime organizado”.
Junto com as ações de inteligência, as operações integradas e os investimentos em tecnologia, a capacitação busca qualificar o trabalho dos profissionais e ampliar a capacidade de resposta do sistema prisional. O objetivo final é fortalecer o combate às organizações criminosas.
Com informações da SENAPPEN
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Trabalhadores da Aliança por Floripa participam de atividades de aprendizagem na UFSC
Trabalhadores da Aliança por Floripa que atuam na limpeza, jardinagem e zeladoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participaram de uma atividade de aprendizagem no Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar (Labtate). O convite partiu da professora Rosemy da Silva Nascimento, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), após o contato com o grupo durante os trabalhos no campus. “A UFSC é pública e precisa ser um espaço que essas pessoas possam conhecer, ocupar e usufruir. Queria que fizessem contato não apenas com a estrutura física da universidade, mas também com aquilo que ela produz em conhecimento”, afirma Rosemy.
A experiência terá continuidade nesta segunda-feira, 28 de setembro, com um workshop no Labtate. Cada participante confeccionará um globo terrestre para levar para casa. A programação abordará a representação do planeta, os movimentos de rotação e tradução e as estações do ano. Ao final, o grupo receberá certificados.
A Aliança por Floripa reúne a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis, o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Centro, a Associação Empresarial de Florianópolis (Acif), poder público e sociedade civil em ações de recuperação de espaços públicos da capital. O projeto também busca oferecer trabalho e oportunidades de retomada da autonomia para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Com informações de: https://empautasc.com.br/noticia/2893998/alianca-por-floripa-leva-zeladores-a-uma-experiencia-de-aprendizagem-dentro-da-ufsc
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Mural de Antonieta de Barros transforma o Centro de Ciências da Educação em espaço de memória

Mural artístico homenageou a professora Antonieta de Barros; inauguração foi nesta sexta-feira, 25 de setembro, na fachada do Bloco A do CED. Fotos: Gustavo Diehl | Agecom
Entre acordes, versos e lembranças, o rosto de Antonieta de Barros ganhou um lugar na paisagem cotidiana da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Um mural artístico homenageou a jornalista, professora e primeira mulher negra a integrar o Parlamento catarinense, nesta sexta-feira, 25 de setembro, na fachada do Bloco A do Centro de Ciências da Educação (CED). A cerimônia reuniu música e poesia em apresentações do violinista Felipe Corbani, da cantora Elô Gonzaga e da poetisa Edenice Fraga, com referências à música popular brasileira, ao samba e à ancestralidade afro-brasileira e catarinense.
O mural – integrante do Festival Street Art Tour 2026 – foi criado pelo artista cabo-verdiano Helder Cardoso. Conhecido por retratar o cotidiano, a cultura e personagens de Cabo Verde, ele combina cores expressivas e pinceladas livres em um estilo que chama de “realismo espontâneo”. A homenagem a Antonieta aproxima-se de outros trabalhos do artista dedicados a personalidades que lutaram por uma sociedade mais justa e inclusiva.
Participaram da inauguração o reitor Amir de Oliveira, a vice-reitora Felipa Amadigi, estudantes, servidores docentes e técnicos e comunidade. Na apresentação, os professores do CED Hamilton de Godoy Wielewicki, Glaucia de Sousa Moreno e Joana Célia dos Passos – ex vice-reitora e que atualmente é secretária nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres – destacaram a trajetória de Antonieta, sua contribuição para a educação e sua iniciativa para a instituição do Dia do Professor em Santa Catarina. O público também acompanhou a leitura de um texto biográfico sobre a homenageada e conheceu iniciativas do centro voltadas à preservação de sua memória.
A escolha da fachada do CED reforça a ligação da homenagem com a vida de Antonieta, que dedicou parte de sua trajetória à formação de jovens e defendeu a educação como instrumento de transformação social. Na ocasião, Hamilton reproduziu uma mensagem de áudio em que Helder Cardoso falou sobre o significado de realizar o mural na UFSC como artista negro e africano. A cerimônia terminou com uma fotografia coletiva.
Setor de Imprensa do GR | Secom
imprensa.gr@contato.ufsc.brFotos: Gustavo Diehl | Agecom | Secom
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Rede Biotech integra pesquisadores e amplia atuação da UFSC em áreas estratégicas
Conectar pesquisadores, laboratórios e diferentes áreas de atuação para transformar competências já existentes na Universidade em novas possibilidades de pesquisa, inovação e desenvolvimento. É esse o movimento impulsionado pela Rede Biotech, criada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2024 e credenciada pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq). Atualmente, a iniciativa reúne 48 professores de diferentes departamentos e centros de ensino, além de pós-doutorandos, estudantes, programas de pós-graduação, laboratórios e instituições parceiras, articulando conhecimentos e infraestrutura em torno de projetos nas áreas de Biodiversidade e Biotecnologia.Para o pró-reitor de Pesquisa, Jacques Mick, essa experiência pode contribuir para a organização institucional da pesquisa em áreas estratégicas da UFSC. Ao reunir essas competências em uma estrutura institucional, torna-se mais fácil identificar os grupos, as especialidades e as modalidades de pesquisa existentes na Universidade, favorecendo a formação de equipes multidisciplinares e a elaboração de projetos que combinem conhecimentos especializados e infraestruturas específicas.
Para a professora da UFSC e superintendente de Projetos da Propesq, Gislaine Fongaro, a constituição de redes representa uma forma de regulamentar as colaborações que já estão presentes entre diferentes grupos de pesquisa da Universidade. “Transformar isso em rede é um caminho natural. Muitos já operam de forma articulada, mas não se encontram institucionalizadas”, afirma. Segundo ela, a formalização permite reunir competências complementares, compartilhar e otimizar espaços, ampliar a segurança nos laboratórios e fortalecer ações de internacionalização e de transferência de tecnologia.
Na UFSC, a criação e o funcionamento de redes de pesquisa são regidas por resoluções do Conselho Universitário (CUn), assim como grupos, laboratórios multiusuários, núcleos, institutos, cátedras e observatórios. Gislaine também acrescenta que “as redes são constituídas em torno de temas científicos de interesse comum e pressupõem uma colaboração organizada e contínua entre pesquisadores, que vai além de uma parceria pontual ou de um projeto específico”. Nesse contexto, a Rede Biotech também está registrada no Sistema Integrado de Gerenciamento de Projetos de Pesquisa e de Extensão (SIGPEX), que reúne todas as informações sobre pesquisadores, estudantes, colaboradores externos e atividades desenvolvidas.
Laboratórios e programas de pós-graduação envolvidos na Rede
Eixos de atuação
A diversidade de competências da Rede Biotech se reflete nas diferentes frentes de investigação desenvolvidas por seus integrantes. Em artigo publicado na revista acadêmica internacional Trends in Biotechnology, a iniciativa é apresentada a partir dos seguintes eixos: transição ecológica, engenharia de bioprocessos, biotecnologia de precisão, saúde (One Health) e transição energética. A publicação também destaca a engenharia de bioprodutos, área dedicada ao desenvolvimento de moléculas, materiais e processos com potencial de aplicação industrial.
Na transição ecológica, os estudos abrangem biotecnologia vegetal e de algas, tratamento de efluentes, monitoramento ambiental e identificação de poluentes emergentes. Entre as pesquisas estão trabalhos de sequenciamento e caracterização de genomas de espécies vegetais, cultivo de microalgas e macroalgas e desenvolvimento de processos e produtos a partir de sua biomassa. As investigações buscam ampliar o conhecimento sobre recursos biológicos e, ao mesmo tempo, desenvolver alternativas para seu aproveitamento sustentável e para a redução de impactos ambientais.
A transição energética concentra pesquisas voltadas à produção de combustíveis renováveis e ao aproveitamento de diferentes tipos de biomassa, além de iniciativas relacionadas à recuperação ambiental. Um dos projetos destacados no artigo é o “Cannabiofuel”, desenvolvido em colaboração com a Polícia Federal, que investiga a conversão, por meio de pirólise, de biomassa de cannabis apreendida em biocombustíveis. A proposta é dar uma destinação alternativa a um material que seria incinerado, transformando-o em produtos como bioóleo, biogás, biocarvão e vinagre pirolítico. A pesquisa avalia o potencial desses materiais e seus possíveis usos em processos energéticos, associando a investigação científica ao aproveitamento de resíduos e à busca por novas fontes de energia.
Na engenharia de bioprocessos, as equipes estudam formas de tornar mais eficientes sistemas de produção baseados em processos fermentativos e enzimáticos. Um dos desafios é fazer com que tecnologias desenvolvidas em laboratório possam ser ampliadas para aplicações industriais, mantendo eficiência, viabilidade econômica e segurança. Os estudos envolvem o uso de consórcios microbianos, o controle de biofilmes e análises técnico-econômicas e de ciclo de vida dos processos.
Já a engenharia de bioprodutos concentra pesquisas voltadas à obtenção e ao aprimoramento de produtos de interesse científico e industrial. Entre os trabalhos estão estudos com bioaromas, biossurfactantes, pigmentos e outras moléculas bioativas, além do desenvolvimento de processos enzimáticos destinados à indústria têxtil. A área também envolve tecnologias de separação e purificação e pesquisas relacionadas à produção de estruturas de suporte para carne cultivada, campo que demanda conhecimentos de diferentes áreas da biotecnologia e da engenharia.
A biotecnologia de precisão reúne ferramentas de biologia molecular, bioinformática e abordagens ômicas para investigar sistemas biológicos em diferentes níveis de complexidade. Entre as aplicações estão a identificação de biomarcadores associados a doenças infecciosas e ao câncer, o desenvolvimento de estratégias vacinais e pesquisas de cultivo in vitro e micropropagação de espécies vegetais.
No eixo de saúde, a perspectiva de One Health amplia o olhar sobre as relações entre saúde humana, animal e ambiental. Nesse contexto, os pesquisadores desenvolvem estudos sobre doenças negligenciadas, como a de Chagas e leishmaniose, além de pesquisas relacionadas a doenças neurodegenerativas, terapias regenerativas e biomateriais. Também fazem parte desse conjunto investigações sobre o potencial terapêutico de canabinoides, especialmente em estudos relacionados à neuroproteção e à medicina regenerativa.
Pesquisa e inovação
A aproximação entre produção científica e inovação é outra dimensão da atuação da Rede Biotech. As pesquisas desenvolvidas pelos grupos participantes abrangem possibilidades de aplicação em setores como saúde, agricultura, indústria, meio ambiente e produção de energia. Entre os exemplos, uma pesquisa que prevê a proteção intelectual de uma pomada à base de canabidiol (CBD) destinada ao uso veterinário.
O processo de transformar resultados obtidos nos laboratórios em tecnologias, produtos ou processos aplicáveis em diferentes setores pode abrir novas possibilidades de cooperação entre a Universidade e o setor produtivo. A transferência de tecnologia também pode contribuir para ampliar a escala de soluções desenvolvidas em ambiente acadêmico e aproximar a pesquisa de demandas identificadas fora da Universidade. “A vantagem é de imagem, de receita própria e de uma agenda de cooperação entre a nossa pesquisa avançada e a indústria”, explica Mick.
A busca por financiamento permanece vinculada aos próprios pesquisadores e grupos que integram a Rede, que desenvolvem suas iniciativas e procuram fontes de recursos de acordo com as características de cada pesquisa. A estrutura institucional funciona como espaço de articulação dessas competências e também prevê a organização de um portfólio de pesquisas, a prestação de serviços, a oferta de cursos, a realização de workshops e encontros científicos e ações de divulgação científica.
Cooperação e novas oportunidades
A articulação com instituições externas amplia o alcance das pesquisas desenvolvidas pela Rede Biotech. Atualmente, a iniciativa mantém cooperações com instituições como o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a Associação da Rede de Biotecnologia da Região Sul (SulBiotec). A rede também busca ampliar essa parceria no Brasil e no exterior.
A experiência acumulada pelos pesquisadores também contribuiu para a criação do Instituto Nacional de Biofábricas (INCT-Biofábricas). Coordenado por Débora de Oliveira, o instituto deverá contribuir para ampliar a escala de processos e produtos inicialmente desenvolvidos em ambiente laboratorial. A proposta foi aprovada com financiamento público do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
As atividades da rede dialogam ainda com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, especialmente em temas relacionados à saúde, segurança alimentar, preservação ambiental, inovação e desenvolvimento econômico sustentável. A relação com esses objetivos aparece nas diferentes frentes de investigação, que envolvem desde a conservação e o uso sustentável de recursos biológicos até a criação de processos industriais, produtos para a área da saúde e alternativas para a produção de energia.
Com informações do site redebiotech.ufsc.br e de artigo publicado na revista Trends in Biotechnology, que se encontra disponível para leitura nesta página.
Setor de Imprensa do GR | Secom
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Nota de pesar: falece o arquiteto e professor aposentado da UFSC David Ferreira Lima
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com profundo pesar, o falecimento do arquiteto e professor aposentado David Ferreira Lima, ocorrido nesta quinta-feira, 24 de setembro, aos 88 anos. O velório será realizado hoje, às 21h, na Capela Monalisa do Vaticano e o sepultamento ocorrerá nesta sexta-feira, dia 25, às 11h, no Cemitério Municipal São Francisco de Assis, no bairro Itacorubi, em Florianópolis.David ingressou na UFSC em 1977 como docente do Departamento de Arquitetura e Urbanismo. Filho do primeiro reitor da Universidade, João David Ferreira Lima (1910–2001), também foi responsável pela criação do primeiro Escritório de Projetos e Obras da instituição, estrutura fundamental para o planejamento e a implantação do Campus da Trindade.
Ao longo de sua vida profissional, contribuiu de forma significativa para a consolidação da UFSC. Sua atuação ajudou a transformar uma antiga fazenda, com infraestrutura ainda incipiente, em um espaço universitário capaz de acolher atividades acadêmicas, administrativas, científicas e culturais.
David também teve participação reconhecida na história do Avaí Futebol Clube, onde atuou como dirigente e assinou o projeto inicial do Estádio da Ressacada, concebido no fim da década de 1970 e inaugurado em 15 de novembro de 1983.
Neste momento de luto, a comunidade universitária expressa sua solidariedade aos familiares, amigos, colegas, ex-alunos e a todos aqueles que conviveram com o professor David Ferreira Lima e foram marcados por sua contribuição na Universidade e na cidade de Florianópolis.
Trajetória acadêmica e ingresso na UFSC
David Ferreira Lima iniciou o curso de Arquitetura em 1961 e concluiu sua formação em 1965. Após se graduar, retornou a Florianópolis a convite de seu pai, então reitor da UFSC, em um período decisivo para a construção da Universidade.
Ao chegar à cidade, foi convidado pelo professor Aloísio Piazza para organizar o primeiro escritório responsável pelos projetos e obras da instituição. Naquele momento, o Conselho Universitário já havia aprovado a transferência das atividades da Universidade para o novo campus, localizado no bairro da Trindade.
Inicialmente, David atuou na UFSC como profissional da área de projetos e obras. Anos mais tarde, passou a integrar o corpo docente do curso de Arquitetura e Urbanismo, contribuindo para a formação de gerações de estudantes.
Contribuição para a implantação do campus da Trindade
O primeiro Escritório de Projetos e Obras da UFSC funcionava em uma estrutura simples, em um pequeno prédio localizado na área onde, posteriormente, seria instalada a Prefeitura Universitária. No início, a equipe contava com poucos profissionais, alguns móveis e dois desenhistas. Foi a partir desse núcleo inicial que se estruturou a equipe responsável pelo planejamento, pelos projetos e pela execução das obras do campus universitário da Trindade. O trabalho desenvolvido por esses profissionais foi essencial para a consolidação física da Universidade e para a criação de condições necessárias ao seu crescimento.
Atuação profissional e contribuição institucional
Além de sua atuação na UFSC, David Ferreira Lima participou de iniciativas relevantes nas áreas de ensino de Arquitetura, preservação do patrimônio histórico e planejamento de espaços universitários.
Entre suas contribuições, destaca-se a participação no Conselho Federal de Educação, em processos de avaliação de faculdades de Arquitetura; a atuação no primeiro conselho de preservação do patrimônio de Florianópolis; a participação em ações relacionadas ao tombamento de edificações da Rua Conselheiro Mafra; e a elaboração, em parceria com Paulo Correia, do projeto do campus da Univali, em Itajaí.
Também colaborou em outros projetos de campi universitários em Santa Catarina e integrou equipes envolvidas em processos de planejamento institucional, incluindo iniciativas relacionadas à transformação de instituições de ensino em universidades federais.
Legado para a Universidade e para Florianópolis
Em entrevista à TV UFSC, o professor David Ferreira Lima relembrou a implantação do campus universitário na Trindade e destacou a importância da Universidade para a transformação de Florianópolis.
Para ele, a criação da UFSC representou um marco na história da cidade. Antes da transferência da Universidade, Florianópolis ainda apresentava infraestrutura limitada e poucos sinais de modernização. A implantação da instituição contribuiu decisivamente para o crescimento urbano, cultural, econômico e social da capital catarinense.
Seu depoimento evidencia a compreensão de que a UFSC ultrapassou os limites do campus, tornando-se uma das principais forças de transformação de Florianópolis. Ao formar profissionais, produzir conhecimento e contribuir para o desenvolvimento da cidade, a Universidade ajudou a construir uma nova etapa na história da capital.
A trajetória de David Ferreira Lima permanece, assim, inscrita na memória da UFSC e de Florianópolis. Seu trabalho, sua dedicação e sua contribuição institucional integram o legado de uma Universidade que se constrói coletivamente, com o compromisso de servir à sociedade.













