Reitor empossa novos membros da Comissão Permanente de Pessoal Docente

15/06/2026 15:57

Posse dos novos integrantes da CPPD foi realizada no Gabinete da Reitoria (Fotos: Gustavo Diehl / Agecom UFSC)

O reitor Irineu Manoel de Souza deu posse, nesta segunda-feira, 15 de junho, a novos membros da Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD), em reunião realizada no Gabinete da Reitoria. Os novos integrantes da CPPD assumem para um mandato de dois anos (2026-2028).

Entre os membros titulares da comissão, oito são eleitos em consulta à categoria docente e três são indicados pelo Conselho Universitário. A eleição ocorreu em 30 de abril de 2026 e a Portaria de designação dos novos membros foi assinada em 21 de maio.

Foram designados, como representantes da carreira do Magistério Superior:

Paula Lazzarin Uggioni, titular;

Carla de Abreu D`Aquino, titular;

Luís Roberto Sousa Mendes, titular;

Deise Helena Baggio Ribeiro, titular;

Augusto Vanni Bodanezi, titular;

Mario Rodolfo Roldan Daquilema, titular; e

Meire Mezzomo, suplente;

Como representante da Carreira de Educação Básica, Técnica e Tecnológica (EBTT) foi designado Leonardo Francisco Schwinden.

Além do reitor, participaram da cerimônia de posse a pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceane Carraro, a diretora geral do Gabinete, Camila Pagani, o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer e a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), Nicolle Doneda Ruzza, representando a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Sandra Carrieri.

Vinculada à Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), a Comissão Permanente de Pessoal Docente é responsável em auxiliar na gestão da carreira dos professores. Suas principais funções são: Progressão e promoção: avaliar o desempenho dos docentes para avanços na carreira; Regime de trabalho: analisar pedidos de mudança de carga horária ou de dedicação exclusiva e Capacitação: avaliar solicitações de afastamento ou liberação para cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado.

 

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Secretário da Casa Civil do Estado reúne-se com o reitor para tratar da liberação de emendas

11/06/2026 14:28

Reitor Irineu, vice-reitora Olga e chefe de gabinete Bernardo Meyer receberam o secretário da Casa Civil do governo do Estado, Henrique de Freitas Junqueira (Foto: Divulgação)

O secretário de Estado da Casa Civil, Henrique de Freitas Junqueira, reuniu-se nesta quinta feira, 11 de junho, com o reitor Irineu Manoel de Souza, a vice-reitora Olga Zigelli Garcia e o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer, no Gabinete da Reitoria da UFSC.

O objetivo da reunião foi promover maior aproximação entre a UFSC do Governo do Estado de Santa Catarina.

Um dos temas discutidos no encontro foi a criação de alternativas para viabilizar o repasse de emendas parlamentares destinadas por deputados estaduais para a Universidade. A UFSC é destinatária de emendas parlamentares do deputado Marquito que totalizam mais de R$ 1 milhão, para financiar projetos e atividades em Centros de Ensino. No entanto, entraves burocráticos impedem que recursos do orçamento estadual sejam transferidos diretamente para a UFSC, que é uma instituição federal.

O secretário Henrique Junqueira mostrou-se disposto a colaborar com a UFSC. Ele solicitou que a Universidade enviasse os números de referência das emendas, para que ele possa estudar a melhor forma de encaminhar os valores.

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Colegiado da UFSC abre debate sobre revisão do regulamento dos cursos de graduação

03/06/2026 16:02

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abriu a sessão desta terça-feira, 2 de junho, com o debate sobre a proposta de revisão da Resolução nº 17/CUn/97 – que dispõe sobre o Regulamento dos Cursos de Graduação da UFSC -, solicitado pela Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd).

O conselheiro Sergio Romanelli, relator do processo, iniciou os trabalhos apresentando uma análise de dezenas de sugestões enviadas por conselheiros por meio de formulários. Segundo ele, o objetivo era modernizar uma resolução que hoje não atende à complexidade atual da graduação, destacando que o novo texto inclui capítulos inéditos sobre permanência estudantil e flexibilização de normas para reduzir a evasão.

Entretanto, o relator não acolheu a maioria das sugestões enviadas pela representação discente, como a paridade nos conselhos e o direito a voz e voto dos estudantes no Núcleo Docente Estruturante (NDE). Romanelli argumentou que mudanças na composição dos colegiados dependem de normativas superiores e que o NDE, por natureza, é um órgão técnico de professores.

Representatividade estudantil

A conselheira Amanda Zamboni afirmou que a Câmara de Graduação não foi o espaço ideal para o debate, pois possui baixa representatividade discente. Ela defendeu que a exclusão de estudantes com faltas disciplinares de cargos de representação, conforme previsto no texto, fere a autonomia do movimento estudantil.

Para Amanda, a nova resolução não apresenta avanços reais para o cotidiano dos alunos. “Tiramos a principal polêmica [o programa de acompanhamento discente punitivo] e agora a gente vai estar tentando aprovar uma resolução que no cotidiano estudantil não tem avanço nenhum”, declarou a conselheira. Ela ainda reforçou a necessidade de participação discente na elaboração dos cursos: “A gente tem o direito de estar nos espaços de elaboração do que são os cursos”.

O conselheiro Mateus da Costa Martins endossou as críticas, ressaltando que a discussão é um “acúmulo histórico” do movimento estudantil. Ele argumentou que a universidade deve ser um espaço de confronto de visões para gerar uma síntese de futuro. Martins pontuou que os estudantes buscam coisas básicas: “A gente quer mais paridade nos conselhos e colegiados”.

Outro ponto de grande tensão foi o Artigo 49, que estabelece o mínimo de 12 alunos para o funcionamento de uma turma. O conselheiro Paulo Horta defendeu a exclusão desse limite, argumentando que turmas menores garantem melhor qualidade de ensino e respeitam a diversidade de interesses dos alunos, especialmente em cursos práticos como a Biologia. “A nossa universidade ela precisa atentar para essa importância de nós termos cada vez mais a diversidade do nosso público respeitada”, afirmou Horta, classificando o número como sem base didática operacional.

Por outro lado, o conselheiro Raphael Falcão da Hora alertou para o risco de inviabilizar os departamentos caso o número mínimo seja reduzido, devido à falta de docentes. Segundo ele, sem dados estatísticos claros para a distribuição de vagas, a conta “simplesmente não fecha”. Em resposta, Paulo Horta disse que “se a gente tá precisando de professor, vamos para Brasília pedir para contratar, não podemos cortar na carne naquilo que é a qualidade do processo de educação”.

Apesar dos apontamentos do relator pela urgência da aprovação — alegando que o debate poderia continuar na Câmara de Graduação após a entrada em vigor da norma — o conselheiro Mateus formalizou o pedido de vistas, justificando a ação como uma forma de buscar uma “mediação possível” e garantir que a comunidade acadêmica avance junta. Com isso, a revisão da Resolução 17 permanece em aberto por tempo indeterminado.

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Prestação de contas anual da UFSC é aprovada pelo Conselho Universitário

03/06/2026 12:21

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), reunido em sessão extraordinária na tarde desta terça-feira, 2 de junho, avaliou e aprovou, por unanimidade, a prestação de contas da instituição referente ao exercício financeiro de 2025, por solicitação do Gabinete da Reitoria (GR). A equipe da Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan/UFSC) esteve presente na sessão para acompanhar o relatório.

Em sessão dedicada ao detalhamento técnico e à análise da conjuntura financeira da instituição, o conselheiro-relator, Luís Augusto dos Santos Madureira, apresentou extenso parecer que sistematiza os principais indicadores de gestão, desempenho acadêmico e execução orçamentária do período. Ressaltou que o trabalho se limitou aos “aspectos formais dos relatórios”, sem avaliar o mérito dos dados — responsabilidade da gestão —, e enfatizou que a universidade atuou sob persistentes restrições orçamentárias, o que exigiu da administração central interlocução contínua com o governo federal e com a bancada catarinense para mitigar desafios estruturais e conter o aumento dos custos operacionais.

O relatório apresentado pelo conselheiro detalhou que a UFSC contou com uma dotação de aproximadamente R$ 2,45 bilhões em 2025, dos quais a maioria, cerca de 90,65%, foi destinada ao programa de gestão e manutenção do poder executivo, que cobre despesas com pessoal ativo e inativo. Madureira observou que, após o pagamento de folha e encargos, restou uma margem de apenas 7,12% para atender despesas de custeio, como manutenção e infraestrutura, e um percentual ainda menor, de 0,06%, para investimentos de capital. Segundo o relator, essa configuração orçamentária reflete uma realidade onde a instituição precisa preservar o “núcleo essencial da missão universitária”, garantindo a manutenção do ensino, da pesquisa, da extensão e, prioritariamente, das políticas de permanência estudantil, como o funcionamento do Restaurante Universitário (RU) e da moradia.

Além dos números financeiros, o parecer trouxe uma análise de governança fundamentada no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), listando pontos positivos como a qualificação do corpo docente e a transparência dos processos decisórios, mas também apontando fragilidades como a carência de sistemas automatizados e a lentidão em alguns fluxos administrativos. O conselheiro relatou que a Auditoria Interna (Audin) da UFSC considerou que o relatório de gestão obedeceu aos princípios exigidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), alcançando uma aderência de 87% aos requisitos avaliados. Em sua conclusão, Madureira afirmou que, diante da análise dos documentos e dos pareceres prévios da Audin e do Conselho de Curadores, manifestou-se “favorável à aprovação da prestação de contas anual”.

Antes da votação final, o reitor Irineu Manoel de Souza reforçou as dificuldades financeiras mencionadas no relatório, pontuando que, entre 2015 e 2025, as universidades federais sofreram uma redução real de 50% em seu orçamento, o que desestrutura qualquer planejamento a longo prazo. O debate também contou com questionamentos da conselheira Cátia Regina Carvalho Pinto, ao que a equipe da Seplan esclareceu que o relatório de gestão funciona como um “retrato” do estado da universidade em 31 de dezembro, podendo sofrer alterações dinâmicas ao longo do ano seguinte.

Sem votos contrários ou abstenções, o pleno do CUn encerrou o processo validando a gestão financeira de 2025 e reconhecendo os esforços institucionais para manter a excelência acadêmica mesmo diante do quadro de asfixia orçamentária relatado.

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Reitoria da UFSC recebe vista de cooperação do Consulado do Haiti

02/06/2026 19:30

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, acompanhado da secretária de Relações Internacionais da instituição, Fernanda Leal, recebeu na manhã desta terça-feira, 2 de junho, o cônsul-geral do Haiti em Santa Catarina, Jean-Euphèle Milcé, e o assessor do Consulado, John Landy Desilas. O encontro teve como pauta a discussão de possibilidades de cooperação e de iniciativas conjuntas nas áreas de ensino, pesquisa e extensão.

Durante a reunião, Fernanda destacou o histórico da UFSC na acolhida de estudantes haitianos e ressaltou o potencial de ampliação das relações institucionais com o Haiti. Segundo a gestora, a universidade já recebeu alunos por meio do Programa Pró-Haiti, iniciativa emergencial realizada durante alguns anos. A secretária informou também que, até o momento, 43 estudantes haitianos já se formaram na UFSC em cursos de graduação, mestrado, doutorado e especialização, e, atualmente, 29 continuam estudando na instituição.

Fernanda acrescentou que os dados reunidos pela universidade demonstram a importância da cooperação com o país e avaliou que a presença da representação consular em Florianópolis contribui para abrir espaço a novas possibilidades de diálogo.

Ao agradecer a recepção, o cônsul-geral afirmou que havia grande expectativa em relação a esse encontro e destacou “a boa reputação da UFSC na comunidade universitária do Haiti”. Milcé também sinalizou o interesse do consulado em promover pontes entre instituições haitianas e brasileiras. Segundo ele, apesar da existência de estudantes haitianos já diplomados e matriculados na universidade, ainda não há acordos formais entre universidades haitianas e a UFSC, o que reforça a necessidade de avançar no tema. Para tanto, o consulado está à disposição para atuar como elo entre instituições dos dois países e favorecer o fortalecimento dos laços acadêmicos.

Na sequência, Fernanda defendeu a criação de um canal permanente de diálogo direto com universidades haitianas, com apoio do consulado e sugeriu que a UFSC adote estratégia semelhante à utilizada recentemente nas discussões de cooperação com instituições africanas, a partir da consulta a pesquisadores da universidade sobre o interesse em parcerias internacionais.

O reitor e a secretária reforçaram que, a partir desse mapeamento, seria possível identificar docentes e pesquisadores que já desenvolvem estudos relacionados ao Haiti, com vistas à formalização de acordos de cooperação. Os gestores indicaram a possibilidade de organizar uma consulta interna para levantar interesses acadêmicos e científicos e, com base nesses dados, estruturar futuras parcerias com instituições haitianas.

O assessor Desilas evidenciou que “o Haiti é um país em que a afrodescendência tem um lugar muito particular na nossa história”. Para ele, o país construiu, ao longo do tempo, reflexões próprias sobre o tema, inclusive no ambiente universitário, e continua empenhado em colaborar com instituições que também se dedicam a essa agenda.

Fernanda compartilhou com os representantes o interesse da universidade e do governo brasileiro em ampliar a cooperação com o Sul Global. Neste sentido, a UFSC irá encaminhar ao consulado informações adicionais, sugestões de desdobramentos, modelos de convênio e programas institucionais e nacionais que eventualmente permitam a participação de estudantes haitianos.

A secretária destacou que a política de internacionalização da UFSC tem buscado se tornar mais cooperativa e situada, especialmente por meio do fortalecimento de vínculos com países da América Latina, da África e do Haiti.

Milcé chamou atenção para o crescimento da comunidade haitiana no Brasil e para o potencial acadêmico e científico dessa presença. Segundo ele, o fluxo migratório aumentou significativamente nos últimos anos e já constitui uma realidade importante também em Santa Catarina. O cônsul pontuou que esse contexto tende a gerar, no futuro, maior demanda por pesquisas sobre o Haiti em áreas como literatura, população, religiões e imigração. Em sua avaliação, o fortalecimento dessa agenda poderá exigir, no futuro, estruturas acadêmicas mais dedicadas ao tema.

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