UFSC e Fapesc discutem possibilidades de cooperação em pesquisa, ensino e inovação

09/09/2026 16:30

Na quarta-feira, 9 de setembro, o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Amir de Oliveira, e a vice-reitora, Felipa Amadigi, receberam, no Gabinete da Reitoria (GR), o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Valdir Cechinel Filho. Também participaram da reunião a chefe de Gabinete, Cátia Regina Silva de Carvalho Pinto, e o assessor institucional, Carlos Alberto Marques.

O encontro teve como pauta a possibilidade de cooperação entre as instituições e a discussão de projetos relacionados a ensino, pesquisa, inovação e desenvolvimento regional em Santa Catarina.

Durante a reunião, o presidente da Fapesc apresentou possibilidades de atuação conjunta com a UFSC e destacou a participação da Universidade na formação de profissionais que atuam em diferentes áreas no estado.

O reitor Amir apresentou iniciativas da Universidade voltadas à aproximação com instituições públicas e privadas e à ampliação do diálogo com governos municipal, estadual e federal, associações, empresas e instituições de ensino.

Entre os assuntos discutidos estiveram ações relacionadas à educação superior e à formação de professores, bem como possibilidades de colaboração em iniciativas voltadas à educação básica e ao atendimento de demandas técnicas e científicas dos municípios.

A reunião também abordou a possibilidade de criação de centros estratégicos que reúnam competências de diferentes instituições de ensino e pesquisa. A proposta considera a participação de universidades públicas, instituições do Sistema Acafe e outros parceiros em projetos de interesse comum.

Segundo os participantes, esses centros poderiam ser estruturados em diferentes regiões do estado, de acordo com as áreas de atuação e as demandas identificadas. Também foi discutida a possibilidade de compartilhamento de equipes, infraestrutura e conhecimento entre as instituições envolvidas.

Outro ponto tratado foi a atuação da Fapesc no apoio a projetos de pesquisa e inovação. Durante o encontro, foram mencionadas iniciativas desenvolvidas com participação da UFSC e estruturas de uso compartilhado destinadas a atividades de pesquisa.

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UFSC busca apoio para recuperar prédios atingidos por granizo

03/09/2026 11:53

A Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participou de uma reunião com a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) para tratar dos danos causados ​​pelas recentes chuvas de granizo às estruturas prediais da Universidade. Participaram do encontro os diretores do Departamento de Assistência Humanitária (DAH), Wesley de Almeida Felinto, e do Departamento de Restabelecimento e Recuperação (DRR), Paulo Roberto Farias Falcão, acompanhados de suas equipes. A iniciativa integra os esforços da UFSC para restabelecer plenamente seus espaços e garantir segurança e condições adequadas à comunidade universitária.

Durante a reunião, a Universidade apresentou os prejuízos identificados em áreas essenciais, algumas delas prejudicadas pelas chuvas de forma recorrente, como a Biblioteca Universitária (BU), o Restaurante Universitário (RU) do Centro de Ciências Agrárias (CCA), a Farmácia Escola e a Moradia Estudantil Indígena (Maloca).

Nesse sentido, a UFSC busca viabilizar recursos federais, por meio do Termo de Execução Descentralizada (TED), para recuperar as estruturas mais afetadas. Como encaminhamento, serão realizados o levantamento técnico dos danos, a elaboração das especificações e dos orçamentos necessários, além da construção conjunta do plano de trabalho.

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Reitor da UFSC participa de reuniões estratégicas em Brasília

28/08/2026 15:24

Como novo membro do Conselho Pleno, o reitor da UFSC, Amir de Oliveira, foi recebido na Andifes, em Brasília. Foto: Andifes

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Amir de Oliveira, participou, nos últimos dias 26 e 27 de agosto, de agendas institucionais em Brasília, que incluíram as reuniões do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e com representantes da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (SESu/MEC).

Realizada na quarta-feira, 26 de agosto, na sede da Andifes, a reunião marcou a chegada do reitor Amir ao Conselho Pleno da entidade. Como novo membro, o reitor da UFSC foi recebido ao lado dos dirigentes Gracialda Costa Ferreira, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA); João Carlos Salles, da Universidade Federal da Bahia (UFBA); e Josimar Batista, da Universidade Federal do Acre (UFAC).

“A participação na Andifes foi uma oportunidade importante para reafirmarmos o papel estratégico das universidades públicas na promoção da soberania nacional, especialmente por meio da produção científica e tecnológica e da formação de profissionais comprometidos com o desenvolvimento do país. Também debatemos os desafios impostos pela desinformação e a necessidade de fortalecermos a comunicação das instituições públicas com a sociedade. Nesse contexto, relembrar a injustiça cometida contra o reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo é essencial para que episódios como aquele não se repitam e para renovarmos nosso compromisso permanente com a democracia, a autonomia universitária e o Estado de Direito”, afirmou Amir.

A abertura da programação foi marcada pelo seminário “Desafios e Caminhos da Segurança da Informação nas Universidades Federais” , realizado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) como parte do Fórum RNP 2026. O debate abordou os desafios enfrentados pelas instituições na proteção de dados, sistemas e infraestruturas digitais.

No segundo dia de atividades, 27, os debates tiveram como um dos eixos centrais a sustentabilidade das universidades federais, além das possibilidades de cooperação entre as instituições para otimizar processos e recursos.

A diretoria da Andifes também apresentou atualizações sobre as agendas institucionais e os resultados das escutas realizadas com representantes das cinco regiões que compõem o Diretório Nacional da Associação. O levantamento reuniu demandas comuns das instituições federais, entre elas questões orçamentárias, recomposição de quadros de servidores, infraestrutura e assistência estudantil.

A programação proporcionou ainda um diálogo entre os dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) e representantes da SESu. Na ocasião, foram discutidos temas relacionados ao financiamento, à gestão e ao desenvolvimento das universidades federais.

Reunião na SESu

A agenda da UFSC em Brasília foi encerrada na quinta-feira, 27 de agosto, com uma reunião no gabinete da SESu. O reitor Amir e o pró-reitor de Planejamento e Orçamento da Universidade, Vladimir Fey, foram recebidos pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David. Também participaram do encontro a chefe de Gabinete do SESu, Mariléia Goin; o assessor da Secretaria Vilmar Michereff; o diretor de Desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Educação Superior, Juscelino Pereira Silva; e a diretora de Desenvolvimento Acadêmico, Lúcia Campos Pellanda. A reunião deu continuidade ao diálogo institucional entre a UFSC e o MEC sobre as demandas e prioridades da Universidade.

Com informações da Andifes.

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Dossiê entregue à UFSC mapeia efeitos da cirurgia de redesignação em mulheres trans

28/08/2026 11:29

A professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Helena Moraes Cortes, entregou na manhã desta quinta-feira, 27 de agosto, à vice-reitora da instituição, Felipa Amadigi, o Dossiê Redesignadas: Mapeamento sobre Repercussões da Cirurgia de Redesignação Sexual em Mulheres Trans Brasileiras.

O estudo foi desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisas, Tecnologias e Inovação em Enfermagem Psiquiátrica, Atenção Psicossocial e Transgeneridades (MentalTrans), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PEN) da Universidade, em parceria com o Instituto Nacional de Mulheres Redesignadas (Inamur), e reúne dados de abrangência nacional sobre saúde física e mental, sexualidade, qualidade de vida e acesso ao atendimento após o procedimento de redesignação genital.

Para a vice-reitora Felipa, o documento oferece subsídios importantes para o planejamento institucional. “Identificar essas experiências, necessidades e barreiras é fundamental para que a gestão universitária possa formular ações concretas, qualificar os serviços e fortalecer políticas institucionais que contribuam efetivamente para a garantia dos direitos, do respeito e da dignidade das pessoas trans dentro e fora da Universidade”, afirmou.

O levantamento inédito contou com a participação de mulheres trans e travestis redesignadas das cinco regiões brasileiras. Ao todo, 144 pessoas responderam ao questionário da pesquisa, 104 entrevistas em profundidade e 28 integraram grupos de convergência. A metodologia combinou informações quantitativas e qualitativas para identificar repercussões clínicas, emocionais, sociais e institucionais da cirurgia.

A professora da UFSC, Helena Moraes Cortes (dir.), entregou à vice-reitora da instituição, Felipa Amadigi, o “Dossiê Redesignadas: Mapeamento sobre Repercussões da Cirurgia de Redesignação Sexual em Mulheres Trans Brasileiras”. Foto: divulgação

Entre as participantes que responderam ao questionário, as idades variaram de 22 a 76 anos, com média de 40 anos. A maior parte fez uma cirurgia entre os 31 e os 44 anos, embora quase metade tenha iniciado uma transição social ou hormonal entre os 13 e 18 anos. Para a pesquisa, a diferença entre esses períodos ajuda a dimensionar as barreiras enfrentadas até o acesso ao procedimento, como o número limitado de serviços habilitados, a espera no Sistema Único de Saúde (SUS) e os custos da cirurgia na rede privada.

Os resultados mostram índices elevados de satisfação. Entre as entrevistadas, 86,1% afirmaram que a autoconfiança aumentou muito depois do procedimento, 79,8% declararam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o resultado geral e 82,7% avaliaram que a cirurgia contribuiu positivamente para a sensação de segurança em espaços públicos. Os relatos também demonstram melhorias na autoestima, na saúde mental, na vida sexual, nas interações sociais e no alinhamento entre a identidade de gênero e o corpo.

Os benefícios, entretanto, convivem com dificuldades no atendimento pós-operatório. Segundo o dossiê, 64,6% das participantes enfrentaram alguma complicação depois da cirurgia. Entre os problemas relatados estão a deiscência de sutura, caracterizada pela abertura dos pontos, registrada em 54,8% dos casos, e a estenose vaginal, que pode provocar o estreitamento ou o encurtamento do canal, apontado em 46,2%.

Para a docente Helena, coordenadora do estudo, os resultados demonstram que a assistência não pode se limitar ao procedimento cirúrgico. O cuidado precisa considerar as repercussões da cirurgia na saúde mental, na sexualidade, nas relações sociais e na qualidade de vida, além de garantir o acompanhamento multiprofissional no longo prazo. “O desconhecimento dos profissionais no Sistema Único de Saúde para cuidarem das mulheres trans redesignadas aparece como uma dimensão importante. A transfobia institucional vai se revestindo de outras facetas que demandam intervenções importantes de toda a força de trabalho da saúde, especialmente da Enfermagem”, afirmou a pesquisadora.

O despreparo técnico, o desrespeito ao nome social e a objetificação dos corpos durante consultas aparecem entre os problemas relatados. O Ambulatório Trans foi apontado como o serviço mais procurado para atendimento em saúde mental, citado por 55,6% das participantes. As unidades básicas de saúde, embora sejam a principal porta de entrada do SUS, ainda são evitadas por parte dessas mulheres em razão do medo de discriminação e da falta de profissionais capacitados.

A cirurgia também não eliminou a exposição à violência e ao preconceito. Mesmo depois do procedimento, 52% das participantes afirmaram vivenciar transfobia com alguma frequência. A rua foi apontada como o principal local das ocorrências, presente em 50% dos relatos, seguido pelo ambiente de trabalho e pelos serviços de saúde, com 42,3%. Para 25,6% das entrevistadas, a violência também ocorre no ambiente familiar.

Além dos resultados, o projeto se diferencia pelo envolvimento direto de mulheres trans redesignadas na sua produção. A professora Helena, que compartilha essa identidade, avalia que a composição da equipe contribuiu para estabelecer relações de confiança com as participantes e formular perguntas relacionadas às experiências da população pesquisada. “Deixamos de ser apenas objeto de pesquisa e passamos a ocupar o lugar de quem pensa, analisa e produz conhecimento sobre a própria realidade”, declarou. Segundo a professora da UFSC, essa abordagem rompe com uma tradição acadêmica em que pessoas trans e travestis são frequentemente estudadas sob perspectivas externas, sem atuação direta na construção das pesquisas.

O Dossiê está disponível para consulta pública, e a expectativa é que as evidências reunidas orientem políticas públicas mais inclusivas e ajudem a construir um modelo de atendimento que assegure cuidado continuado, humanizado e livre de transfobia.

Com informações do Coren-RS e Notícias UFSC.

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UFSC e órgãos federais discutem renovação de acordo para atenção à saúde dos servidores

24/08/2026 16:01

Representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e de órgãos de administração pública federal se reuniram na manhã desta segunda-feira, 24 de agosto, para discutir a atualização do acordo de cooperação técnica que viabiliza as atividades do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS). O encontro ocorreu no Gabinete da Reitoria da instituição.

Participaram da reunião representantes da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), do Gabinete da Reitoria, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ​​(Ibama) e da Procuradoria Federal.

A reunião marcou o início das tratativas para a elaboração de um novo instrumento de cooperação. Os participantes deverão compartilhar informações e expectativas sobre quatro eixos principais: os serviços que estão em funcionamento, as dificuldades enfrentadas, as necessidades atuais e as contrapartidas entre as instituições.

Embora o acordo anterior previsse a atualização automática após o encerramento de sua vigência, a mudança na gestão da Universidade e a necessidade de atualização do documento levaram à retomada da discussão. A proposta é revisar os termos do acordo e alinhá-los às demandas atuais dos órgãos participantes.

Entre os serviços planejados por meio da parceria estão as atividades de perícia oficial em saúde, realizadas pela junta médica, e as iniciativas para a promoção da saúde. Durante o encontro, foi destacado que a junta médica concentrou parte significativa das exigências encaminhadas pelos órgãos parceiros.

Instituído pelo Decreto nº 6.833/2009, o SIASS tem como finalidade coordenar e integrar ações e programas relacionados à assistência, à perícia oficial, à promoção, à prevenção e ao acompanhamento da saúde dos servidores da administração pública federal direta, autárquica e fundamental.

A atuação do subsistema é organizada em três áreas:

Assistência à saúde: ações destinadas à prevenção, à detecção precoce e ao tratamento de doenças, além da reabilitação da saúde dos servidores;
Perícia oficial: avaliações médicas ou odontológicas sobre as condições de saúde do servidor para o exercício de suas atividades profissionais;
Promoção, prevenção e acompanhamento da saúde: iniciativas voltadas para a prevenção do adoecimento e para a melhoria das condições individuais e coletivas nos ambientes de trabalho.

Com a renovação da parceria, as instituições pretendem garantir a continuidade dos atendimentos já oferecidos e fortalecer as ações de cuidado, prevenção e acompanhamento da saúde dos servidores públicos federais.

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