Reitoria UFSC
  • Reunião da Andifes: Reitor da UFSC acompanha debates e participação do ministro Guilherme Boulos

    O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, participou nesta terça-feira, 24 de fevereiro, da 185ª Reunião Ordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), realizada na sede da entidade, em Brasília. O encontro reuniu reitores e reitoras de universidades e institutos federais de todo o país para discutir agendas estratégicas voltadas ao fortalecimento da educação pública brasileira. Entre os destaques da programação, esteve a participação do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, no debate da tarde.

    A abertura do primeiro dia ficou a cargo da Diretoria da Andifes. Na sequência, o Conselho Pleno discutiu o Marco Regulatório do Ensino a Distância, em mesa mediada pela vice-presidente da entidade, com a presença de dirigentes universitários e de representante do Ministério da Educação (MEC). Á tarde, o painel “Movimentos Sociais, Governo Federal e Universidades Federais” trouxe ao centro do debate o papel das instituições federais no diálogo com a sociedade e com o Executivo, com a participação do ministro Boulos.

    A programação continua nesta quarta-feira (25), com nova rodada de diálogos entre a Diretoria Executiva e o Conselho Pleno. Estão previstas discussões com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), além de pautas sobre internacionalização, concessão de rádios e TVs universitárias e a chamada do Procel E3 — iniciativa voltada à eficiência energética em edificações públicas de ensino.

    Em meio aos debates, o reitor Irineu reforçou a importância da unidade entre as instituições federais para o avanço do sistema de ensino superior no país. “Uma Andifes unida e forte é a garantia de que as universidades federais continuarão exercendo seu protagonismo no desenvolvimento do Brasil. As universidades federais são patrimônio nacional. Produzem ciência, formam profissionais, reduzem desigualdades e transformam realidades. E como eu sempre digo: universidade pública não é problema — é solução”, afirmou.

    Ao longo dos dois dias, os dirigentes devem alinhar estratégias para a consolidação de políticas acadêmicas, de pesquisa, extensão e inovação, em um cenário que exige cooperação entre governo, universidades e sociedade civil. A expectativa é que as deliberações resultem em encaminhamentos para aprimorar marcos regulatórios, ampliar a inclusão e fortalecer a presença das instituições federais em temas de interesse público.

    Setor de Imprensa do GR | SECOM
    imprensa.gr@contato.ufsc.br


  • UFSC recepciona a comunidade internacional em 6 de março e oferece mês de integração

    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Secretaria de Relações Internacionais (Sinter), realiza no dia 6 de março de 2026 a Recepção à Comunidade Internacional. O encontro marca o início do semestre para estudantes estrangeiros e tem como foco acolher, orientar e integrar quem está chegando à Universidade.

    A programação começa às 8h, no Auditório da Reitoria I, no campus Trindade, em Florianópolis. Ao longo do dia, haverá momentos institucionais, orientações acadêmicas e atividades culturais pensadas para aproximar os participantes. Outras ações seguem nas semanas seguintes, compondo um calendário integrativo ao longo de todo o mês.

    A abertura contará com uma apresentação cultural e a cerimônia oficial, incluindo apresentações institucionais da UFSC e da Sinter. Pela manhã, além de um café de integração, os estudantes receberão orientações específicas conforme o tipo de vínculo com a Universidade: intercambistas dos programas Incoming e Escala Grado, da Asociación de Universidades Grupo Montevideo (AUGM); participantes do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G); e estudantes internacionais regulares que ingressaram por diferentes modalidades.

    À tarde, a agenda se volta a atividades culturais de integração, mediante inscrição prévia.

    Para além do dia 6, a UFSC prepara uma programação complementar ao longo do mês, com passeios e visitas culturais, rodas de conversa, atividades de integração e um torneio esportivo internacional.

    A Recepção à Comunidade Internacional é uma ação estratégica da Universidade para fortalecer a integração acadêmica, social e cultural de sua comunidade internacional. Nos últimos anos, a Sinter vem ampliando o alcance e a inclusão do evento, com o apoio de diversas unidades e parceiros: a Secretaria de Cultura, Arte e Esporte (SeCarte), o Centro de Desportos (CDS), o Departamento de Psicologia do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), a Associação dos Angolanos em Florianópolis (ASSAF), a Associação dos Estudantes Guineenses em Santa Catarina (AEGUISI) e estudantes representantes de Cabo Verde na UFSC.

    A programação completa e os links de inscrição para estudantes internacionais, madrinhas e padrinhos – recepção geral e atividades culturais – estão disponíveis na página do evento.


  • Prédio na região central de Florianópolis, desocupado pela UFSC, recebe visita técnica

    Imóvel na rua Dom Joaquim, no Centro de Florianópolis, foi desocupado pela Universidade em dezembro de 2025, cuja cessão durou 27 anos. Foto: Divulgação

    No dia 18 de fevereiro de 2026, representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina (PGE/SC) realizaram visita técnica ao imóvel situado na rua Dom Joaquim, no Centro de Florianópolis. A UFSC formalizou a entrega do imóvel ao Estado em dezembro de 2025; contudo, ainda há alguns bens a serem removidos pela Universidade. A UFSC dará sequência à retirada e ao inventário dos bens remanescentes, enquanto a PGE manterá o apoio ao controle de acesso às instalações para a conclusão da desocupação.

    Participaram da visita, pela UFSC, o reitor Irineu Manoel de Souza, o chefe de Gabinete Bernardo Meyer, o procurador federal junto à UFSC Juliano Scherner Rossi, o prefeito universitário Matheus Lima Alcantara, a secretária de Educação a Distância (Sead) Susan Aparecida de Oliveira, a secretária de Comunicação (Secom) em exercício Stefani de Souza e a servidora Maria José Nunes Pires. Pela PGE, estiveram presentes o diretor de Administração (DIAD) Adriano Dias de Lima, o gerente de Materiais e Serviços Gerais (Gemat) Elias Pryciuk Kuster e a assistente do Procurador-Geral Patricia Ferreira.

    UFSC e PGE/SC realizaram visita técnica em prédio. Fotos: Secom/UFSC

    O prédio foi originalmente cedido à UFSC em 1998 — e não em 2014, como consta em algumas publicações oficiais do governo estadual — e, ao longo de 27 anos, abrigou unidades estratégicas como a TV UFSC, a Secretaria de Educação a Distância (Sead), o Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) e o Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil (Ceped), todas já realocadas para outras instalações da Universidade.

    Localizado em área de fácil acesso e alta circulação, o imóvel sediou nesse período projetos determinantes para aproximar a UFSC da comunidade, do poder público e do setor produtivo. A presença da TV UFSC no endereço ampliou a difusão científica e cultural; a Sead consolidou políticas de democratização do ensino, ampliando a oferta de cursos e ações de formação continuada; o LabTrans apoiou decisões de mobilidade urbana e logística, com estudos e projetos aplicados à realidade catarinense; e o Ceped fortaleceu a capacidade de prevenção, resposta e reconstrução frente a desastres, em articulação com a Defesa Civil.

    Segundo o Estado, a cessão estava amparada por legislação que prevê a possibilidade de retomada do bem para uso próprio. E ainda argumenta que a decisão de reassumir o imóvel decorre do aumento do quadro de pessoal da PGE após novos concursos e da necessidade de conter despesas.

    Setor de Imprensa do GR | SECOM
    imprensa.gr@contato.ufsc.br


  • Artigo: ‘Entre discurso e fatos’

    A administração das universidades brasileiras, no atual contexto de austeridade fiscal, enfrenta um desafio imenso e, em sua escala, inédito. A redução drástica dos investimentos e do custeio do sistema federal de ensino superior público impõe soluções igualmente duras e escolhas difíceis. Ignorar esse cenário revela profundo desconhecimento da realidade das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES).

    A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) estima que as restrições orçamentárias acumuladas desde 2014 correspondem a cerca de 50% do orçamento de custeio das IFES. Em consequência, os déficits se multiplicam em escala nacional. Diariamente, as universidades são obrigadas a decidir quais compromissos financeiros honrar e quais postergar, configurando um cenário permanente de administração sob escassez. Ao contrário do que muitas vezes se tenta fazer crer, essas escolhas são profundamente políticas, pois extrapolam o mero cálculo contábil e expressam compromissos com o papel da universidade como agente de transformação social.

    Cotidianamente, as IFES enfrentam demandas emergenciais e, ao mesmo tempo, a necessidade de sustentar projetos estruturantes que só produzem resultados no médio e longo prazo. Na UFSC, os desafios não são menores: o esforço diário para manter a universidade em funcionamento, dentro dos marcos da normalidade institucional, tem sido intenso e permanente.

    Apesar das adversidades, trabalhamos arduamente, dia após dia, para cumprir o programa que nos elegeu em 2022. Assumimos a universidade pós-pandemia, em um contexto de grave asfixia financeira, resultante de decisões orçamentárias tomadas pelo governo federal. Mesmo assim, amparados pela confiança da comunidade universitária, não nos afastamos de nossos compromissos. Implementamos políticas de permanência estudantil e de inclusão social. Lutamos junto ao governo federal e buscamos alternativas com outras IFES, para a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (PROAFE), assegurando, em nossa gestão, políticas institucionais voltadas à pluralidade e à diversidade.

    Realizamos esforços significativos para atender às demandas de expansão e funcionamento dos campi, assim como para regularizar contratos e serviços naquele momento inexistentes ou insuficientes. Apesar das limitações orçamentárias, o apoio à pesquisa e à extensão e o trabalho sistemático pela melhoria do ensino e a garantia da permanência estudantil, foram, de fato, compromissos centrais da gestão.

    Nas instâncias de decisão — em especial no Conselho Universitário — mantivemos permanentemente o diálogo aberto com a comunidade. As portas da administração central estiveram e permanecem abertas, e jamais deixamos de ouvir, acolher e dialogar com estudantes, docentes, TAEs, trabalhadores terceirizados e comunidade. O caráter democrático de nossa gestão é inequívoco e amplamente reconhecido, a ponto de, não raras vezes, sermos considerados excessivamente tolerantes com protestos. O que fizemos, na prática, foi reafirmar o diálogo como fundamento de uma universidade plural, aberta e democrática, na qual a comunidade pode se manifestar, pressionar, criticar e participar ativamente da vida institucional. É essa a universidade em que acreditamos e pela qual lutamos: uma universidade que não teme a participação de sua própria comunidade.

    Nesse contexto, movimentos de desagregação da comunidade universitária e da gestão acabam por servir apenas a interesses pessoais ou aos que atacam sistematicamente o ensino superior público federal. Com coragem e responsabilidade, enfrentamos problemas estruturais graves, garantimos os recursos necessários às bolsas estudantis e asseguramos o funcionamento do Restaurante Universitário, o maior equipamento de permanência estudantil da UFSC.

    As políticas de inclusão e diversidade não são patrimônio de indivíduos ou grupos. São fruto de lutas históricas, debates públicos e mobilização social, consolidadas no conjunto das universidades brasileiras. Ações afirmativas, políticas de enfrentamento ao racismo, à discriminação de gênero e o respeito à diversidade sexual são hoje reconhecidas em diversas instituições de ensino. Na UFSC, essas conquistas foram efetivadas com respaldo institucional e esforço concreto de nossa gestão, em um processo de construção coletiva. Nesse contexto, é importante ressaltar que a UFSC é uma das referências nacionais nas políticas de inclusão e diversidade. Contudo, apropriar-se individualmente destas conquistas revela postura incompatível com o compromisso institucional que se espera de quem ocupa cargos de direção.

    É de conhecimento público que, ao longo do mandato, projetos pessoais e ambições políticas interferiram, em diversas ocasiões, no compromisso da então vice-reitora com a gestão da UFSC. No dia 18 de fevereiro, a menos de dois meses da consulta informal à comunidade para a Reitoria, recebemos a carta de renúncia da, até aquele momento, vice-reitora – fato inédito nos 65 anos de história da Universidade Federal de Santa Catarina.

    Em sua carta, a ex-vice-reitora apresentou uma série de acusações públicas contra o reitor. Cabe destacar que nossa gestão foi a primeira na história da UFSC a assegurar paridade de gênero no primeiro escalão, não como gesto retórico, mas como opção política estruturante, capaz de alterar concretamente as relações de poder dentro da universidade. Rompemos com uma tradição que naturalizava a exclusão das mulheres dos espaços centrais de decisão e governança. Assim, ao contrário de uma leitura meramente formal da paridade, garantimos às mulheres não apenas presença numérica, mas autoridade real, protagonismo institucional e participação efetiva nas decisões estratégicas da Reitoria, com poder político e responsabilidade sobre os rumos da UFSC.

    Ainda em sua carta de renúncia, a ex-vice-reitora acusa o reitor de não buscar alternativas para a crise orçamentária da UFSC. Caso estivesse mais presente no cotidiano institucional, teria podido constatar a atuação permanente do reitor em Brasília, na Andifes, no Congresso Nacional e no MEC. Para além das reuniões com a bancada federal, participamos da formulação das propostas para a construção de um modelo de financiamento sustentável das IFES, aprovado por lei específica, e pela extinção da lista tríplice e do modelo 70/30 nas eleições para a reitoria.

    O fato é que a divulgação pública dessas acusações, em forma de factoide, mais uma vez expôs a UFSC à exploração midiática local e nacional, oferecendo munição aos que insistem em deslegitimar o ensino superior público.

    Para nossa surpresa, na manhã seguinte à renúncia, no dia 19 de fevereiro de 2026, recebemos do Ministério das Mulheres uma correspondência oficial, datada de 13 de fevereiro de 2026, solicitando a cessão da então vice-reitora para ocupar cargo naquele ministério, em Brasília. A data do documento evidencia que o convite ao novo cargo antecedeu a renúncia. Os fatos são inequívocos, ainda que alguns insistam em negá-los, o que é especialmente grave em uma instituição comprometida com o rigor dos fatos e com a verdade.

    Em nosso entendimento, essa sequência de acontecimentos revela que o compromisso da ex-vice-reitora com a UFSC esteve subordinado a projetos pessoais de carreira. Mais grave ainda é constatar que sua renúncia banaliza o cargo que ocupava, um posto que deveria ser exercido com responsabilidade institucional até o último dia do mandato.

    A publicização da renúncia às vésperas de um processo eleitoral, com os motivos alegados pela ex-vice-reitora, compromete sua legitimidade ética. Silenciar por anos e vocalizar críticas apenas no contexto eleitoral indica interesse político, e não compromisso com a universidade.

    Não corresponde à realidade a afirmação de que o programa eleito pela maioria da comunidade universitária “não foi realizado”. Apesar das dificuldades, cumprimos praticamente todas as propostas apresentadas. Seguimos trabalhando com determinação para enfrentar os desafios orçamentários sem comprometer o potencial científico, tecnológico e cultural da UFSC, nem a permanência estudantil.

    A gestão segue trabalhando, pois há muito a fazer pela UFSC. Compartilhamos as conquistas, porque são da comunidade universitária, e reconhecemos também os limites e as ações não realizadas. Ainda assim, mantemos nossa crença no potencial da UFSC e das pessoas que a constroem diariamente: docentes, TAEs e estudantes.

    A UFSC é maior do que interesses particulares. A exposição pública irresponsável da universidade, nos termos em que foi realizada, produz instabilidade institucional e alimenta aqueles que desejam enfraquecer o ensino superior público. Divergências fazem parte da democracia; atacar a instituição, não. Nosso compromisso com a UFSC antecede o exercício de qualquer cargo e se renova agora com ainda mais convicção, na certeza de que a maioria da comunidade seguirá unida em defesa da universidade pública, democrática e comprometida com o desenvolvimento de Santa Catarina e do Brasil.

     

    Irineu Manoel de Souza
    Reitor da UFSC


  • Política institucional contra assédio e discriminação entra em vigor na UFSC

    A Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), aprovada pelo Conselho Universitário em 18 de novembro de 2025, foi publicada no Diário Oficial no dia 19 de fevereiro de 2026, e objetiva promover uma convivência digna, saudável, segura e sustentável.

    A Resolução Normativa nº 221 aplica-se a toda a comunidade universitária — discentes, docentes, técnicos-administrativos, estagiários, aprendizes, trabalhadores terceirizados e prestadores de serviços — em quaisquer espaços físicos ou virtuais vinculados às atividades institucionais, abrangendo assédio moral e sexual, bem como todas as formas de discriminação.

    A política responde a uma demanda histórica da comunidade e a acordos de greve firmados desde 2015. Por este motivo, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), Sandra Carrieri, a considera um avanço institucional: “não é uma pauta restrita a um determinado público, mas organiza procedimentos e cria condições para encaminhamentos adequados às três categorias da comunidade universitária, as quais necessitam de acolhimento qualificado. Ao colocar a política em prática, a UFSC assegurará esse atendimento”.

    Esse marco normativo se orienta por princípios como a dignidade da pessoa humana, a garantia de um ambiente seguro, o sigilo e o tratamento humanizado, com respeito à diversidade e atenção a grupos vulnerabilizados. Suas diretrizes priorizam um ambiente saudável e inclusivo, uma abordagem integrativa que considere contextos organizacionais e socioculturais, e o incentivo a uma cultura de respeito, equidade e diálogo. Os objetivos incluem ações contínuas de informação e capacitação, identificação de fatores de risco, acolhimento e cuidado biopsicossocial, adoção de ações administrativas e restaurativas, tratamento de denúncias e formação obrigatória, especialmente para quem ocupa cargos de gestão.

    O reitor Irineu Manoel de Souza reitera o caráter histórico da política e acrescenta que a iniciativa “fortalece a gestão ao estabelecer com clareza procedimentos e responsabilidades, organizar uma rede de acolhimento e tornar mais ágeis e efetivas as ações institucionais de prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação.”

    O enfrentamento ocorre em quatro frentes: divulgação e capacitação; acolhimento e acompanhamento em saúde; ações administrativas, práticas restaurativas e mediação; e tratamento de denúncias. Essas abordagens podem ocorrer em paralelo, mas, após a formalização de denúncia na Ouvidoria, via Fala.BR, passam a vigorar os trâmites específicos definidos na própria Política e na legislação aplicável.

    A Rede de Acolhimento reúne setores como Prodegesp, Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) — em especial o Serviço de Acolhimento a Vítimas de Violências (SEAVis), Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), Pró-Reitoria de Graduação e Edcuação Básica (Prograd), Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg), Ouvidorias (UFSC e Hospital Universitário), Comissão de Ética e as equipes pedagógicas do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) e do Colégio de Aplicação (CA), entre outros. O acolhimento deve observar escuta humanizada, sigilo e linguagem acessível, com encaminhamentos para atendimento em saúde e outras medidas necessárias.

    As denúncias devem ser registradas na plataforma Fala.BR, por qualquer pessoa, sendo que chefias têm o dever de comunicar fatos de que tiverem ciência. A manifestação precisa conter elementos mínimos de autoria, materialidade e compreensão, podendo a Ouvidoria solicitar complementações. O encaminhamento à apuração depende do vínculo da pessoa denunciada: servidores/as são apurados pela unidade correcional, discentes em processo próprio, e terceirizados/as por meio da gestão do contrato com apoio da Pró-Reitoria de Administração (Proad). O tratamento deve ser célere e pautado pela proteção de dados, pela não revitimização e pela valorização do depoimento da vítima, garantindo-se transparência sobre o desfecho, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    A governança da Política prevê a criação de uma Comissão Intersetorial Permanente, com representantes de órgãos institucionais, entidades sindicais e estudantis, e áreas de gestão. Cabe a essa Comissão coordenar a execução da Política, recomendar providências, monitorar dados e denúncias, propor campanhas e melhorias, apoiar medidas cautelares, fomentar capacitação e práticas restaurativas e promover a avaliação e a revisão da Política.

    Leia mais: Ouvidoria da UFSC: seu canal de escuta e participação

    Setor de Imprensa do GR | SECOM
    imprensa.gr@contato.ufsc.br