Plantio coletivo celebra chegada da primavera na UFSC

23/09/2026 14:21

A chegada da primavera trouxe novas cores à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Nesta quarta-feira, 23 de setembro, a comunidade universitária participou de um plantio coletivo de flores no canteiro localizado na entrada principal do Campus da Trindade, em Florianópolis. Realizada a partir das 11h30, a atividade proporcionou um momento de integração, conexão com a natureza e cuidado com os espaços da Universidade. Com disposição e trabalho em equipe, os participantes contribuíram para transformar um dos principais acessos ao campus em um ambiente mais acolhedor.

A iniciativa partiu do bolsista da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), Breno Yasuda, e contou com o apoio da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese). Breno contou que mudou de curso para se dedicar a um projeto de transformação do espaço universitário, no qual pretende integrar paisagismo, produção de alimentos e convivência com a comunidade. Segundo ele, a Universidade funciona como uma segunda casa — e, para algumas pessoas, até como a primeira —, já que estudantes e servidores passam boa parte do dia no campus. “Eu gostaria que a nossa casa ficasse bem arrumada e bonita, para que fosse referência no Brasil e até na América Latina”, afirmou. Breno também destacou que a UFSC possui poucos muros e se assemelha a uma praça aberta à sociedade, inclusive nos fins de semana. A proposta é que os espaços tenham frutas, alimentos e plantas que possam ser utilizadas, por exemplo, no preparo de chás.

O canteiro da entrada principal foi escolhido como ponto de partida por ser um local de grande circulação e visibilidade, utilizado diariamente por estudantes, servidores, familiares e visitantes. Para o espaço, foram selecionadas espécies de baixo custo e pouca manutenção, adaptadas à incidência constante de sol e à baixa disponibilidade de água. Embora a maioria seja originária da África, o estudante ressaltou que as plantas não são invasoras. “Daqui a alguns meses, estará tudo florido. Espero que estudantes, servidores e as próximas gerações desfrutem da beleza dessas plantas”, disse Breno.

Representando a Administração Central da UFSC, participaram a vice-reitora Felipa Amadigi e a chefe de Gabinete Cátia Regina Silva de Carvalho Pinto. Felipa destacou a sensibilidade do estudante ao propor uma iniciativa capaz de transformar os espaços da Universidade em ambientes de conexão da comunidade com a natureza, bem representada por um jardim. Para a vice-reitora, depois de um período marcado por temperaturas baixas, a chegada da primavera e das flores torna o campus ainda mais bonito e agradável. Ao agradecer a todas as pessoas envolvidas, ela ressaltou o desejo institucional de que “a Universidade seja um grande jardim, um lugar onde as pessoas possam parar, contemplar e compartilhar”. Ao final, convidou a todos e todas a “colocar amor na terra”.

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
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Fotos: SI-GR

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Documentário destaca pesquisas e a trajetória do Instituto Brasil Plural, sediado na UFSC

22/09/2026 11:41

Um documentário de 35 minutos apresenta a trajetória do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural (INCT Brasil Plural ou IBP), desde sua criação, em 2009, até a consolidação de uma rede que reúne instituições do Brasil e de outros países. Lançada em agosto de 2026, a produção destaca pesquisas desenvolvidas por integrantes do Instituto, sua expansão ao longo de mais de uma década e meia e o pioneirismo da iniciativa nas Ciências Humanas, especialmente na Antropologia.

Sediado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o IBP surgiu de uma parceria entre pesquisadores da instituição e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). A organização em rede, adotada desde o início, possibilitou a colaboração entre grupos de diferentes estados brasileiros e de outros países.

Dirigido por Vanessa Pedro e editado por Giuliane Gava, ambas jornalistas, o documentário reúne depoimentos de integrantes do Instituto vinculados a diversas instituições. Imagens de campo e materiais produzidos pelas equipes complementam as reflexões apresentadas ao longo do filme.

A coordenadora do IBP e professora da UFSC, Sônia Weidner Maluf, aborda as contribuições da Antropologia para as respostas à pandemia de Covid-19, além das reflexões e ações desenvolvidas pelas comunidades locais naquele período. Também da UFSC, a professora Jean Langdon destaca as oportunidades criadas pelo Instituto para o intercâmbio de estudantes e pesquisadores brasileiros e de outros países da América Latina.

As pesquisas sobre infâncias são apresentadas pelas professoras Antonella Tassinari, da UFSC, que trata das experiências de crianças indígenas, e Luciana Hartmann, que discute as relações entre infância e migração. Já a pesquisadora Juana Valentina Nieto relata seu trabalho na fronteira entre Brasil e Colômbia, desenvolvido em parceria com uma artista plástica local.

O vice-coordenador do IBP e professor da UFSC, Rafael Devos, apresenta a pesquisa sobre a pesca com botos, reconhecida em 2026 como patrimônio cultural imaterial nacional. A professora Alícia Castells, também da UFSC, fala sobre o estudo que coordenou no Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural (NAUI) a respeito das práticas nos engenhos de farinha de Santa Catarina. Essas atividades também receberam do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) o reconhecimento como patrimônio cultural do país.

Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) relatam suas experiências de pesquisa e a relação do Instituto com a criação do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da instituição. A professora Sônia Lourenço aborda as políticas de ações afirmativas implantadas na universidade durante o período, com a abertura de vagas para pessoas negras, indígenas e quilombolas. Segundo a pesquisadora, os saberes e as experiências incorporados a partir dessa inclusão contribuem para tornar a ciência mais plural.

Os professores Marcos Aurélio da Silva e Moisés Lopes, também da UFMT, apresentam estudos desenvolvidos com populações LGBT em Mato Grosso.

Pesquisadores da UFAM, por sua vez, destacam as possibilidades de investigação e produção científica em rede, em colaboração com integrantes do IBP de outros estados e instituições. O documentário também ressalta a contribuição do Instituto para a criação do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da universidade, iniciada no mesmo período de formação do IBP.

A produção reúne ainda depoimentos de pesquisadores de outras instituições e está disponível na íntegra no canal do INCT Brasil Plural no YouTube..

Texto: INCT Brasil Plural

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Parceria inédita aproxima pesquisa da UFSC e mercado de Biotecnologia

18/09/2026 15:44

Reitor da UFSC, Amir de Oliveira, e o diretor financeiro e operacional da ARK Bio Solutions, Leonardo Borges. Fotos: Secom

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) deu um novo passo na aproximação entre ciência e mercado ao assinar, nesta quarta-feira, 16 de setembro, um acordo inédito de pesquisa, desenvolvimento e inovação com a ARK Bio Solutions. A parceria permite à Universidade receber participação societária na empresa como contrapartida pelo apoio ao desenvolvimento de tecnologias. O acordo foi firmado no Gabinete da Reitoria pelo reitor Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior e pelo diretor financeiro e operacional da ARK, Leonardo Borges Santos Caiado. Também participou do ato o secretário de Inovação e Relacionamento Externo (Sinova), Ronaldo David Viana Barbosa.

A construção da parceria mobilizou a Reitoria, a Sinova e a Rook Ventures, holding de investimentos e cofundadora da ARK. A articulação integrou pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, infraestrutura universitária, propriedade intelectual, gestão empresarial e investimento privado. A iniciativa inaugura uma modalidade de interação entre a Universidade e empresas de base tecnológica que permite à UFSC ser remunerada por meio de participação no capital social da empresa, em reconhecimento ao suporte institucional, científico e tecnológico oferecido ao empreendimento. A parceria também conta com a participação da Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (Feesc), responsável pela gestão administrativa e financeira do projeto.

Estruturado com base no Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, o acordo prevê um investimento conversível em participação societária. Como contrapartida pelo compartilhamento de laboratórios, equipamentos e pessoal, a UFSC terá a opção de adquirir ou subscrever ações da empresa, conforme as condições estabelecidas no instrumento. O documento também define mecanismos de governança para orientar a relação entre a Universidade, a empresa e os pesquisadores, preservando a autonomia institucional e as atividades acadêmicas de ensino e pesquisa. Além de disponibilizar sua infraestrutura, a UFSC passa a atuar estrategicamente na criação de um ambiente capaz de transformar conhecimento científico em soluções inovadoras com potencial de impacto econômico e social.

“Esta parceria reforça o compromisso da UFSC com uma ciência capaz de responder aos desafios da sociedade e contribuir para o desenvolvimento do país. Ao apoiar empresas de base tecnológica surgidas no ambiente acadêmico, a Universidade amplia o alcance das pesquisas realizadas por sua comunidade e abre novas possibilidades de retorno institucional, econômico e social, sem renunciar à autonomia e à sua missão pública”, afirmou o reitor Amir.

O secretário Ronaldo destacou a atuação da Sinova “na construção de um modelo jurídico e de governança adequado às características do projeto, conciliando a legislação de inovação, a proteção da propriedade intelectual e a relação da Universidade com o setor produtivo”. Para ele, “esse arranjo oferece segurança aos envolvidos e estabelece um caminho que poderá orientar futuras parcerias da UFSC com empreendimentos de base científica”.

Proteínas alternativas por fermentação de precisão

Com duração inicial de 36 meses, a parceria apoiará o projeto “Fermentação de Precisão para Produção de Proteínas Alternativas”. A proposta envolve estudos de biologia molecular, modificação genética de microrganismos, biologia sintética e cultivo de microrganismos.

As atividades também incluem a otimização de parâmetros fermentativos, fermentações em frascos agitados e fermentadores de bancada, cultivo de tecidos animais, testes de sensibilidade, ensaios bioquímicos e outras análises necessárias ao desenvolvimento das biotecnologias propostas.

A empresa poderá utilizar, de maneira compartilhada e não exclusiva, a infraestrutura de dois laboratórios da Universidade:

    • Laboratório de Engenharia Biológica (LieB), do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos;
    • Laboratório de Biologia Molecular e Biotecnologia de Leveduras (LBMBL), do Departamento de Bioquímica.

O uso dos espaços não poderá interferir nas atividades de ensino, pesquisa e extensão da UFSC. A Universidade também continuará a compartilhar os laboratórios com outros interessados, inclusive empresas que atuem no mesmo segmento.

Recursos e contrapartidas

O projeto possui valor financeiro de R$ 239.540,63, a ser transferido pela ARK conforme o cronograma previsto no plano de trabalho. A contrapartida não financeira da UFSC corresponde ao uso da infraestrutura e à disponibilização de pessoal, foi estimada em R$ 462 mil.

A Feesc administrará os recursos e ficará responsável, entre outras atribuições, pelo controle das despesas, pelas contratações e bolsas previstas, pela prestação de contas e pelo cumprimento das obrigações administrativas, fiscais e financeiras relacionadas ao projeto.

Propriedade intelectual

Os novos ativos de propriedade intelectual – resultantes diretamente da execução conjunta do projeto – terão titularidade compartilhada, na proporção de 90% para a empresa e 10% para a UFSC, desde que não sejam derivados de tecnologias, conhecimentos ou direitos anteriormente pertencentes a um dos parceiros.

A ARK terá o direito de exploração comercial dos resultados, enquanto a UFSC poderá utilizar as invenções conjuntas internamente para atividades não comerciais de ensino, pesquisa e desenvolvimento, observadas as obrigações de confidencialidade.

A assinatura consolida uma nova possibilidade de apoio da UFSC a empresas de base científica surgidas no ambiente acadêmico, aliando o compartilhamento de infraestrutura pública, o desenvolvimento de pesquisas estratégicas e a geração de retorno institucional a partir do crescimento de empreendimentos inovadores.

Sobre a ARK

Originada no ecossistema científico da UFSC, a ARK Bio Solutions é uma deep tech constituída como spin-off acadêmica. A empresa desenvolve moléculas de alto valor por meio de fermentação de precisão, biologia molecular, biologia sintética, bioinformática e inteligência artificial aplicada a bioprocessos. Sua liderança técnica e científica é formada pelas pesquisadoras Marília Knychala, Débora Trichez – técnica de laboratório do Centro de Ciências Biológicas (CCB) -, e Jaciane Lutz Ienczak, professora da UFSC e coordenadora do projeto. A estruturação da ARK foi realizada em parceria com a Rook Ventures, responsável pelas frentes de gestão, estratégia, captação de recursos e desenvolvimento comercial. Esse modelo permite que as pesquisadoras concentrem seus esforços no avanço tecnológico, enquanto as atividades de gestão e capitalização são conduzidas paralelamente.

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
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Evento celebra 40 anos da IA na UFSC, relembra pioneirismo e debate desenvolvimento responsável

16/09/2026 15:38

A conferência “A Inteligência Artificial no contexto universitário” combinou memória, ciência e perspectivas de futuro. Fotos: Gustavo Diehl | Agecom

A história da Inteligência Artificial (IA) na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ganhou novos contornos na noite desta terça-feira, 15 de setembro. Quatro décadas depois da criação da primeira disciplina dedicada ao tema na instituição, professores, estudantes, técnicos e gestores reuniram-se no Auditório da Reitoria, no Campus de Trindade, em Florianópolis, para celebrar essa trajetória única e refletir sobre o futuro de uma tecnologia cada vez mais presente nas salas de aula, nas pesquisas e nas relações humanas.

Promovida pela Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd), a conferência “A Inteligência Artificial no contexto universitário” combinou memória, ciência e perspectivas de futuro. Mais do que apresentar ferramentas e conceitos, o encontro abriu espaço para discutir as transformações provocadas pela IA, suas possibilidades de aplicação e os desafios éticos e pedagógicos que impõe aos processos de ensino e aprendizagem.

Um dos momentos mais marcantes da noite foi a homenagem ao professor aposentado Renato Antonio Rabuske, responsável por ministrar, em 1986, a primeira disciplina de IA da UFSC. O reitor Amir de Oliveira e o professor Aldo von Wangenheim entregaram uma placa de reconhecimento à contribuição de Rabuske para a área. Ele estava acompanhado da esposa, a também professora aposentada da UFSC, Márcia Aguiar Rabuske, cuja atuação na área da Computação e no Departamento de Informática e Estatística (INE) também foi evidenciada.

Com apresentações artísticas da Companhia de Dança da UFSC, a solenidade inaugurou um ciclo de debates sobre Inteligência Artificial na Universidade. Participaram do evento o reitor Amir de Oliveira, a vice-reitora Felipa Amadigi, secretários, pró-reitores, docentes, técnicos-administrativos e estudantes. Ao revisitar o caminho iniciado há 40 anos, a UFSC não apenas reconheceu o trabalho de quem ajudou a construir essa história, mas também renovou o compromisso de pensar criticamente os impactos da IA na educação e na sociedade.

O professor aposentado Renato Antonio Rabuske foi o responsável por ministrar, em 1986, a primeira disciplina de IA da UFSC

O professor Renato Rabuske, em sua fala, disse que recebeu “com muita surpresa a comunicação dessa homenagem, que muito me honra. Quero dividi-la com todos os professores que me apoiaram e incentivaram durante a minha jornada na Universidade”.

Rabuske destacou que, quando começou a atuar na área, havia poucos profissionais com formação avançada em Computação no Brasil. Segundo ele, esse cenário exigia que a Universidade planejasse não apenas a formação dos estudantes, mas também a constituição de seu futuro corpo docente.

Ao recordar a reforma curricular realizada na década de 1980, o professor ressaltou o apoio recebido de colegas. “Estávamos convictos de que o curso não produziria bons resultados sem um bom planejamento e um bom currículo. Pensávamos em algo capaz de ir além do preparo de mão de obra para o mercado de trabalho existente, propondo novos desafios e apontando novas possibilidades para a sociedade”.

Foi nesse contexto que surgiu a proposta de incluir a inteligência artificial no currículo. Rabuske observou que a decisão representava uma aposta acadêmica, pois a área atravessava um período de descrédito internacional e ainda não apresentava as perspectivas que possui atualmente. O professor explicou que, naquela época, as limitações tecnológicas eram significativas. Ao chegar à Universidade, na década de 1970, encontrou uma estrutura computacional com capacidade muito inferior à disponível atualmente. Ainda assim, participou do desenvolvimento de sistemas institucionais, incluindo soluções relacionadas à matrícula universitária. “Quando entrei, havia na Universidade uma máquina de 16K. Eu mesmo programei sistemas para ela, inclusive o sistema de matrícula, mas a capacidade era insuficiente para executá-lo. As coisas aconteciam de uma forma muito diferente naquela época”.

Apesar das restrições de infraestrutura, financiamento e pessoal, Rabuske identificava possibilidades concretas de pesquisa. “Mesmo dentro de nossa limitada realidade local, havia espaço e ferramentas para desenvolver sistemas especialistas. Incluir a inteligência artificial já representava um avanço importante”. Os resultados práticos, entretanto, foram inicialmente modestos. Conforme relatou, faltavam recursos financeiros e pesquisadores, e poucos estudantes demonstravam interesse em desenvolver trabalhos de conclusão de curso sobre IA. Rabuske lembrou, contudo, algumas iniciativas que ajudaram a manter o campo de investigação ativo na UFSC.

“Nós, pioneiros, desbravamos e semeamos, mas a colheita costuma tardar e ficar para as gerações seguintes, como a nossa realidade atual comprova”, interpretou o professor.

Reitor da UFSC entrega a homenagem ao professor Rabuske

Potencial e riscos da nova fase

Ao tratar do atual desenvolvimento da tecnologia, o professor Rabuske defendeu que a sociedade procure obter da inteligência artificial o maior benefício possível, sem ignorar seus riscos. Ele considerou legítimas as preocupações sociais provocadas pelas transformações tecnológicas e lembrou que grandes invenções e descobertas também despertaram reações semelhantes em outros momentos da história.

Entre os desafios mencionados estão a expansão dos centros de dados, o aumento da demanda por energia e, principalmente, as questões éticas e de segurança. Rabuske alertou para o temor de que o desenvolvimento tecnológico avance sem mecanismos suficientes de supervisão humana.

Segundo o professor, o momento exigiria cautela, vigilância e articulação internacional. “As empresas conhecem os riscos, mas dizem estar presas à disputa pela sobrevivência no mercado. O momento exige extrema cautela e coordenação internacional”. Rabuske ressaltou ainda que “para o bem e para o mal, esses sistemas de inteligência artificial estão sendo disponibilizados diretamente ao grande público, o que torna seus usos e impactos difíceis de prever”.

Ao encerrar sua manifestação, o homenageado dirigiu uma mensagem de incentivo tanto aos pesquisadores que já atuam com inteligência artificial quanto àqueles que pretendem ingressar nesse campo. “A todos os que já estão envolvidos com a inteligência artificial, e àqueles que ainda se aventurarem nessa fantástica área, desejo muito sucesso”.

Na sequência, a conferência foi conduzida pelos professores Aldo von Wangenheim e Jônata Tyska, ambos do INE. Durante o encontro, os palestrantes apresentaram uma visão geral da Inteligência Artificial, passando por seu desenvolvimento histórico, principais termos e conceitos e pelo avanço recente da chamada IA generativa. O debate também abordou as discussões e normativas existentes no Brasil e em outros países, além de evidências científicas sobre os efeitos do uso dessas tecnologias na aprendizagem e no ambiente universitário. Os riscos, os limites éticos e os impactos da inovação estiveram entre os assuntos discutidos.

Assista à conferência na íntegra:

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Fotos: Gustavo Diehl | Agecom

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UFSC realiza manejo preventivo de árvores no Campus da Trindade

16/09/2026 09:43

Por iniciativa do Gabinete da Reitoria (GR) e da Direção do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve, na manhã desta terça-feira, 15 de setembro, no Campus da Trindade, em Florianópolis, para auxiliar na poda e na remoção de árvores mortas. A ação busca reduzir os riscos para a comunidade universitária e evitar danos às edificações, diante da ocorrência frequente de quedas de galhos e troncos.

Os trabalhos foram realizados sem incidentes e acompanhados por servidores da Secretaria de Segurança Institucional (SSI), da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e do CCB, representado pelo chefe do Departamento de Botânica, Leonardo Rubi Rörig.

De acordo com professor Leonardo, os pedidos de poda ou remoção dessas árvores haviam sido encaminhados há alguns anos, mas ainda não tinham sido atendidos. Algumas delas apresentavam risco de queda sobre o Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) e imóveis vizinhos.

O professor destacou que o campus da UFSC constitui uma área verde de elevada importância para a biodiversidade de Florianópolis. Ressaltou, entretanto, que as árvores possuem ciclos naturais de vida e, quando estão fora de um sistema florestal ou localizadas próximas a edificações, podem ficar mais suscetíveis aos efeitos dos ventos, das chuvas, do apodrecimento e do acúmulo de epífitas.

Por esse motivo, conforme explicou o docente, é necessário realizar o manejo contínuo da vegetação, com acompanhamento das condições fitossanitárias das árvores e a adoção de medidas preventivas e corretivas. “As ações de hoje, que deverão continuar por algumas semanas, representam o início da solução para esses problemas e riscos”, declarou.

Nos casos em que há necessidade de remoção, os procedimentos são precedidos de solicitação de autorização à Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram). Leonardo também ressaltou o profissionalismo e a capacidade técnica da equipe do Corpo de Bombeiros na execução do trabalho. Além das intervenções nas árvores, os bombeiros orientaram o NDI e o Departamento de Botânica sobre o isolamento de áreas com risco elevado de queda de galhos, contribuindo para ampliar a segurança da comunidade universitária.

Setor de Imprensa do GR | Secom
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