Reitoria da UFSC participa de celebração da turma de Medicina formada em 1976

Celebração dos 50 anos de formatura do curso de Medicina da UFSC. Fotos: Gustavo Diehl | Agecom | Secom
Cinco décadas depois de concluírem o curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), médicos e médicas da turma de 1976 se reencontraram no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago (HU). Entre lembranças de uma vida dedicada ao cuidado, eles e elas celebraram o caminho percorrido desde os tempos de estudante. A homenagem ocorreu na manhã desta sexta-feira, 16 de outubro, no campus da Trindade, em Florianópolis, e reuniu membros da turma, familiares, amigos, docentes, técnicos, colaboradores e representantes da comunidade universitária. A alegria do reencontro se misturou à saudade dos colegas que já partiram, cuja memória também foi resgatada na cerimônia.
A mesa de homenagens foi composta pelo representante da turma de 1976, professor Ari Digiácomo Ocampo Moré, pelo reitor Amir de Oliveira, pelo superintendente do hospital, Michel Maximiano Faraco, pelo coordenador do curso de Medicina, Antônio Reis de Sá Júnior, e pelo diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Fabrício de Souza Neves.
O orador e homenageado Rui José de Luca contou um pouco dessa história. Lembrou daqueles jovens que chegaram à universidade com sonhos, expectativas e a responsabilidade de se preparar para cuidar da vida humana. “Parece que foi ontem que cruzamos os corredores da Universidade”, disse, ao evocar as aulas, as provas, as noites de estudo e as amizades nascidas naquele período.
Para Rui, a formação também foi marcada pelas dificuldades enfrentadas. “Muitos de nós, inclusive eu, éramos estudantes carentes”. Ele destacou a importância da alimentação e das passagens de ônibus que tinham acesso na universidade, fundamentais para conseguir frequentar o curso. Ao agradecer à UFSC e aos professores, ressaltou não apenas o ensino recebido, mas o apoio que ajudou a tornar possível aquela trajetória.
Os 50 anos de profissão, afirmou, deram à turma uma compreensão mais profunda da Medicina: o conhecimento científico ensinado a investigar doenças; a experiência, a lidar com o sofrimento de quem chegava em busca de ajuda. “Por trás de cada paciente, existe uma história, uma família, uma esperança e, muitas vezes, um medo que precisa ser acolhido”. Rui também ressaltou que, ao lado dos exames e tratamentos, uma palavra de conforto, um gesto de atenção ou a disposição de ouvir podem fazer diferença na vida de um paciente.
Em sua fala, houve espaço para lembrar tanto a alegria de acompanhar recuperações quanto a dor das perdas e dos momentos em que foi preciso considerar os limites da Medicina. Essas vivências, constatou, fortaleceram o senso de responsabilidade diante dos pacientes e a certeza de que a profissão deve ser exercida com honestidade e compaixão, mesmo em um mundo transformado pelos avanços da ciência e da tecnologia.
Rui estendeu os agradecimentos às famílias: aos pais que acreditaram nos estudantes, aos companheiros que compreenderam suas ausências e aos filhos que cresceram convivendo com as exigências da profissão. “A carreira médica nunca é uma caminhada solitária”, afirmou. Para ele, por trás de cada trajetória, houve pessoas que compartilharam sacrifícios, renúncias e conquistas.
Ao olhar para os colegas, Rui disse enxergar mais do que uma turma reunida novamente: são companheiros de uma longa jornada, unidos pelos anos de formação mesmo depois de seguirem caminhos diferentes. “Não estamos aqui apenas para registrar o passado, mas para celebrar tudo aquilo que o passado nos permitiu construir”, evidenciou.
O reitor Amir de Oliveira destacou a importância das homenagens como oportunidade de registrar a trajetória da universidade e das pessoas que ajudaram a construi-la. Ao falar da história do curso, lembrou que o pai se formou em Medicina na instituição em 1967, após deixar o interior para estudar em Florianópolis — uma escolha que, segundo ele, transformou a vida de toda a família.
Ao falar do pai, a emoção lhe tomou conta. Ele o retratou como uma pessoa correta e dinâmica e ressaltou, sobretudo, sua humanidade. “Aprendi muito com ele, principalmente a necessidade de respeitar as pessoas e de ouvi-las. Respeite, preocupe-se, importe-se com elas”, afirmou. Para o reitor, essa atenção às necessidades de cada pessoa traduz também a atitude de um médico. A convivência com o pai despertou nele o apreço pela Medicina e pela UFSC, embora tenha escolhido seguir a Engenharia.
Ao se dirigir aos homenageados, o reitor parabenizou os egressos não apenas pela escolha da universidade, mas pelas trajetórias que construíram e pelas vidas que marcaram. “A gente é lembrado sempre por aquilo que deixa”. A cerimônia foi encerrada com a entrega de certificados aos homenageados pelo reitor e pelo diretor do CCS.
Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
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Fotos: Gustavo Diehl | Agecom






































