O reitor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), José Fernando Fragalli, reuniu-se, na tarde desta segunda-feira, 17 de agosto, com o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Amir de Oliveira, e com a vice-reitora Felipa Amadigi. Durante o encontro, foi apresentada a proposta de realização conjunta da segunda edição do Seminário sobre Autonomia Universitária de Santa Catarina.
A iniciativa pretende reunir universidades públicas e institutos federais que atuam no estado para debater desafios relacionados à autonomia universitária. A proposta dá continuidade ao evento realizado em junho de 2024, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc).
Durante a reunião, Amir manifestou o apoio da UFSC à iniciativa. O reitor destacou que o seminário deverá promover reflexões sobre o tema e contribuir para a construção de soluções comuns às instituições públicas de ensino de Santa Catarina.
A primeira edição marcou o início de uma série de cinco encontros e instituições reunidas da Região Sul do país. A mobilização acadêmica em torno da autonomia universitária busca responder a uma demanda social e institucional. Além de sua relevância para as instituições de ensino superior, o debate pretende ampliar a compreensão da sociedade e de seus representantes sobre o conceito, que ainda é pouco conhecido ou interpretado de maneira imprecisa.
A data da segunda edição do seminário ainda será definida pelas instituições organizadoras.
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Na noite desta terça-feira, 12 de maio, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) realizou sessão especial em comemoração aos 100 anos da Ponte Hercílio Luz. Proposta pelo deputado Marcos Vieira (PSDB), a solenidade foi marcada por homenagens e manifestações de memória e afeto ao principal cartão‑postal catarinense, contando também com a presença do chefe de Gabinete da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Bernardo Meyer.
“Celebrar o centenário da nossa Ponte Hercílio Luz é reconhecer, ao mesmo tempo, a grandeza de uma obra de engenharia e a força de um símbolo que conecta pessoas, territórios e saberes. Ao longo de décadas, a UFSC formou profissionais e pesquisadores que contribuíram com estudos, ensaios e pareceres técnicos para a conservação desta estrutura singular. Essa trajetória, em diálogo permanente com o poder público e com a sociedade, reafirma nossa missão: transformar ciência em serviço, patrimônio e cidadania para Santa Catarina”, destaca Meyer.
O Parlamento reuniu autoridades, familiares e trabalhadores que ajudaram a construir, manter e restaurar a ponte. Entre os homenageados, esteve o aposentado Ivo Pelegrini, que dedicou toda a carreira à estrutura, chegando a mestre de obras. Também receberam reconhecimento ex‑governadores, lideranças envolvidas na preservação do bem histórico e familiares do ex‑governador Hercílio Pedro da Luz, reforçando a dimensão coletiva da obra e de sua salvaguarda.
A programação integrou ainda uma exposição fotográfica com imagens do livro “Ponte Hercílio Luz – uma ligação de amor”, de autoria do arquiteto, fotógrafo e pesquisador Joel Pacheco, obra já lançada anteriormente na Alesc no contexto das ações do centenário. Como complemento, foi apresentada ao público uma réplica da ponte, construída pelo comerciante florianopolitano Marcelo Pedro dos Santos — uma peça de 1,80 metro de comprimento que permanecerá exposta no hall da Alesc entre os dias 12 e 22 de maio.
Durante a cerimônia, um vídeo institucional resgatou a linha do tempo. Concebida como prioridade de governo em 1918, com projeto iniciado em 1919 e obras a partir de 1922, a estrutura foi oficialmente inaugurada em 13 de maio de 1926, tornando‑se então a maior ponte pênsil do mundo com sistema de barras de olhal. Construída com cerca de cinco mil toneladas de aço importadas dos Estados Unidos, em quatro remessas marítimas, a ponte enfrentou o desgaste das décadas seguintes: foi interditada em 22 de janeiro de 1982 após sobrecarga de asfalto, reaberta em 15 de março de 1988 e novamente fechada em 4 de julho de 1991, em razão da deterioração das barras de olhal.
A partir de debates intensificados na Alesc em 1996, sucederam‑se iniciativas de preservação: um projeto de restauração apresentado em 2005, o rompimento contratual por atrasos em agosto de 2014, nova contratação para as torres em fevereiro de 2015 e, em 2016, os trabalhos foram assumidos por uma empreiteira portuguesa. O processo — que substituiu aproximadamente 40% da estrutura metálica e mobilizou centenas de profissionais — culminou na entrega à população em 30 de dezembro de 2019, num gesto simbólico de reconciliação de Florianópolis com seu maior ícone.
Em seu discurso, o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, sublinhou a ponte como solução estrutural que integrou a ilha ao continente, possibilitando o desenvolvimento urbano, econômico e acadêmico da capital — neste último ponto relacionado à criação e à expansão da UFSC nas décadas seguintes. Ao reconhecer a contribuição da Universidade e dos diversos agentes públicos e privados envolvidos na restauração, o prefeito também ressaltou a atualidade da ponte para a mobilidade urbana e para a identidade cultural da cidade.
Em síntese, a solenidade celebrou o centenário da Ponte Hercílio Luz combinando memória, técnica e cidadania: revisitou a trajetória histórica da obra (de 1922 a 2019), reafirmou seu papel decisivo na integração e no desenvolvimento de Florianópolis e prestou tributo a personagens históricos, autoridades, instituições — entre elas a UFSC — e trabalhadores que asseguraram a permanência do monumento como símbolo maior de Santa Catarina e ativo relevante para a mobilidade da capital.
Audiência Pública na Alesc sobre as cotas raciais no ensino superior e nos concursos públicos em Santa Catarina. Fotos: Divulgação
A Audiência Pública que discutiu a implementação e o fortalecimento das cotas raciais no ensino superior e nos concursos públicos do estado foi realizada nesta segunda-feira, 4 de maio, às 19h, no Plenarinho Paulo Stuart Wright da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc).
Representando a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estiveram presentes o reitor, Irineu Manoel de Souza, e a superintendente de Ações Afirmativas e Equidade, Bianca Costa Silva de Souza. O professor Marcelo Tragtenberg também participou como integrante da Cátedra Antonieta de Barros – Educação para a Igualdade Racial e Combate ao Racismo.
A deputada estadual Luciane Carminatti, proponente do debate, abriu os trabalhos ressaltando que a luta pela equidade é essencial para reverter séculos de escravidão e negação de direitos, afirmando: “Nós só vamos reverter essa situação se, de fato, a legislação for positiva”, uma vez que o discurso de acesso igual para todos não condiz com a realidade de quem enfrenta barreiras históricas.
No encontro, autoridades, acadêmicos e movimentos sociais celebraram a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou inconstitucional uma lei estadual que pretendia proibir ações afirmativas em território catarinense. Os participantes apresentaram dados estatísticos que comprovam desigualdades sistêmicas de renda e escolaridade, evidenciando que o racismo institucional ainda restringe o acesso da população negra a espaços de poder. Destacou‑se que as cotas não são privilégios, mas mecanismos essenciais de reparação histórica e de promoção da equidade social. Além disso, oradores enfatizaram a necessidade de reformar currículos acadêmicos e de garantir políticas de permanência estudantil para estudantes quilombolas e indígenas. O evento reafirmou o compromisso do Parlamento e da sociedade civil em vigiar e expandir a legislação que assegura a justiça racial no estado.
A participação de Tragtenberg trouxe embasamento técnico ao debate, onde apresentou um diagnóstico sobre as desigualdades raciais em Santa Catarina. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstrou que a desigualdade é sistêmica e atravessa todas as fases da vida: desde o ensino fundamental, em que crianças negras apresentam maior atraso escolar, até o mercado de trabalho, no qual pessoas negras com ensino superior completo chegam a receber cerca de 77% da renda de pessoas brancas com a mesma formação. Diante desses dados, o pesquisador recomendou não apenas a manutenção das cotas, mas também sua ampliação para a educação básica, para o sistema de universidades privadas e para o serviço público estadual.
O debate também contou com vozes da sociedade civil e de outras instituições de ensino, como Maria Helena Tomaz, coordenadora do Núcleo de Estudos Afro‑Brasileiros (NEAB) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que defendeu a importância de políticas de permanência estudantil para evitar a evasão de alunos cotistas, e Luiz Herculano de Sousa Guilherme, professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), que provocou o público ao questionar quantos negros e indígenas de fato conseguem exercer a cidadania plena em um estado ainda marcado por resquícios de um regime excludente. Vanda Pinedo, do Movimento Negro Unificado de Santa Catarina, reforçou que a vitória jurídica no STF é apenas um passo, pois ainda é necessário “mudar as mentes” dentro das universidades e enfrentar o racismo institucional que opera nos currículos e nas vivências acadêmicas.
O evento encerrou‑se com o compromisso de diversas lideranças, incluindo o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública, de monitorar o cumprimento das leis de cotas e avançar em projetos que garantam a representatividade da população negra nos espaços de poder em Santa Catarina.
Assista à audiência na íntegra:
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A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) esteve representada na manhã desta quinta-feira, 5 de março, no seminário “Vivas e Decididas contra o Feminicídio”, realizado no Auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis. O reitor da instituição, Irineu Manoel de Souza, participou da abertura do evento, que tratou do enfrentamento à violência de gênero — um problema estrutural que afeta milhares de mulheres no Brasil.
“Hoje participei do ato de abertura do seminário, fui um dos 52 homens convidados pela deputada Luciane Carminatti a carregar sapatos vermelhos, símbolo das mulheres vítimas de feminicídio no estado. Um gesto de respeito, memória e compromisso com o enfrentamento à violência contra as mulheres”, destacou o reitor Irineu.
Aberto ao público, o seminário propôs um dia de diálogo e construção coletiva, reunindo representantes de instituições públicas e da sociedade civil. A programação contemplou mesas temáticas sobre o compromisso dos poderes públicos, masculinidades e violência, antifeminismo e feminicídio, além de intervenções culturais. Ao final, foram elaborados encaminhamentos e carta aberta com recomendações e compromissos pactuados durante os debates.
A atividade integra a programação do Mês das Mulheres e é realizada em parceria com movimentos sociais e sindicais, lideranças feministas, entidades e organizações da sociedade civil, além de universidades.
Assista ao seminário:
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A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) realizou no dia 16 de dezembro, a partir das 14h, no Plenarinho da instituição, a solenidade de entrega de moções de Aplauso às Personalidades Negras de Santa Catarina. A iniciativa, proposta pela deputada estadual Paulinha, por meio da Secretaria da Mulher, reconhece trajetórias que contribuem de forma expressiva para a promoção da equidade racial, da justiça social e do desenvolvimento do estado.
O evento foi aberto ao público e reuniu comunidade acadêmica, autoridades e a sociedade civil que prestigiou as personalidades celebradas nesta edição. Entre elas a vice-reitora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Joana Célia dos Passos.
A homenagem a Joana Célia dos Passos celebra sua longa e significativa carreira na educação superior e nas relações étnico-raciais. Ela é professora há quase 40 anos, dos quais 29 foram dedicados ao ensino superior. Sua formação acadêmica inclui mestrado e doutorado em educação pela UFSC e um pós-doutorado na Universidade Nacional Autônoma do México, onde se concentrou nas Relações Raciais da América Latina. Antes de assumir a vice-reitoria, ela também dirigiu o Centro de Ciências da Educação (CED) na mesma universidade.
A homenagem reconhece o compromisso da vice-reitora com a construção de uma universidade mais democrática e com o enfrentamento do racismo em todas as suas formas. Sua participação em projetos institucionais, articulações com movimentos sociais e produção acadêmica tem ampliado o diálogo entre universidade e sociedade, contribuindo para um ambiente mais plural e inclusivo em Santa Catarina e no país.
Personalidades Negras
A cerimônia homenageou as pessoas que fazem a diferença em áreas como arte, educação, saúde e empreendedorismo.
Jéssica Cardoso
Janai Antunes da Fonseca
Andreia Zaida
Rosa Maria de Jesus da Silveira (Representando o Setor de Educação para as Relações Étnico-Raciais – ERER da rede municipal de ensino de São José)
Fábio Garcia
Daisy Américo
Joana Célia dos Passos
Giane Abot (Jean)
Klauner da França
Valdonira dos Anjos
Edson Amaral
Edenice Fraga
Ana Lúcia Teixeira
Regina Santos da Silva
Marilu Lima de Oliveira
Nelson Murilo Padilha
Selma Terezinha Adão
Amanda Santos
Associação Cultural Ação Zumbi (Representada por sua presidente, Jussara de Assis dos Santos)
Assista à cerimônia na íntegra:
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