Inscrições abertas para o Seminário Sustentabilidade Socioambiental na Educação

06/10/2026 17:45

O Fórum Estadual de Educação de Santa Catarina (FEE/SC) convida suas entidades integrantes, entre elas a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e as pessoas interessadas a participar do Seminário Sustentabilidade Socioambiental na Educação, no dia 14 de outubro de 2026, no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

O encontro reunirá debates sobre educação para a sustentabilidade e os desafios do Plano Nacional de Educação (PNE). Pela manhã, a programação abordará a Carta da Terra e o Selo Escola Sustentável. À tarde, haverá uma mesa-redonda sobre o Objetivo 8 do PNE, seguida de uma plenária de sistematização e encaminhamentos.

Sobre o FEE SC

Entidade reúne representantes do poder público e da sociedade civil para discutir as prioridades da educação catarinense.

O FEE/SC participa da construção do novo PNE. A iniciativa envolve a elaboração de um diagnóstico da realidade educacional, a preparação de uma proposta preliminar e orientações aos municípios para a construção dos seus próprios planos.

Criado em 2011 e instalado em 2012, o fórum é um espaço permanente de participação social. Entre as suas atribuições contribuem para a formulação e a avaliação das políticas educacionais, coordenar conferências estaduais e manter a articulação com os fóruns nacionais e municipais.

O desafio atual  é transformar o diagnóstico e a participação dos diferentes setores em propostas para o próximo plano decenal catarinense. O fórum apresenta esse processo como uma construção coletiva, voltado para definir prioridades para a educação no estado.

Serviço

Data: 14 de outubro de 2026
Credenciamento com café: a partir das 8h
Encerramento: às 17h
Local: Alesc
Inscrições: pelo site da Escola do Legislativo

Tags: AlescFórum Estadual de Educação de Santa CatarinaProgradUFSC

UFSC e Udesc discutem realização conjunta de seminário sobre autonomia universitária

19/08/2026 08:22

O reitor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), José Fernando Fragalli, reuniu-se, na tarde desta segunda-feira, 17 de agosto, com o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Amir de Oliveira, e com a vice-reitora Felipa Amadigi. Durante o encontro, foi apresentada a proposta de realização conjunta da segunda edição do Seminário sobre Autonomia Universitária de Santa Catarina.

A iniciativa pretende reunir universidades públicas e institutos federais que atuam no estado para debater desafios relacionados à autonomia universitária. A proposta dá continuidade ao evento realizado em junho de 2024, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc).

Durante a reunião, Amir manifestou o apoio da UFSC à iniciativa. O reitor destacou que o seminário deverá promover reflexões sobre o tema e contribuir para a construção de soluções comuns às instituições públicas de ensino de Santa Catarina.

A primeira edição marcou o início de uma série de cinco encontros e instituições reunidas da Região Sul do país. A mobilização acadêmica em torno da autonomia universitária busca responder a uma demanda social e institucional. Além de sua relevância para as instituições de ensino superior, o debate pretende ampliar a compreensão da sociedade e de seus representantes sobre o conceito, que ainda é pouco conhecido ou interpretado de maneira imprecisa.

A data da segunda edição do seminário ainda será definida pelas instituições organizadoras.

Setor de Imprensa do Gabinete da Reitoria | Secom
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Tags: Alescautonomia universitáriaGabinete da ReitoriaUdescUFSC

Ponte Hercílio Luz, 100 anos: para a UFSC um ‘símbolo que conecta pessoas, territórios e saberes’

13/05/2026 18:00

Na noite desta terça-feira, 12 de maio, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) realizou sessão especial em comemoração aos 100 anos da Ponte Hercílio Luz. Proposta pelo deputado Marcos Vieira (PSDB), a solenidade foi marcada por homenagens e manifestações de memória e afeto ao principal cartão‑postal catarinense, contando também com a presença do chefe de Gabinete da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Bernardo Meyer.

“Celebrar o centenário da nossa Ponte Hercílio Luz é reconhecer, ao mesmo tempo, a grandeza de uma obra de engenharia e a força de um símbolo que conecta pessoas, territórios e saberes. Ao longo de décadas, a UFSC formou profissionais e pesquisadores que contribuíram com estudos, ensaios e pareceres técnicos para a conservação desta estrutura singular. Essa trajetória, em diálogo permanente com o poder público e com a sociedade, reafirma nossa missão: transformar ciência em serviço, patrimônio e cidadania para Santa Catarina”, destaca Meyer.

O Parlamento reuniu autoridades, familiares e trabalhadores que ajudaram a construir, manter e restaurar a ponte. Entre os homenageados, esteve o aposentado Ivo Pelegrini, que dedicou toda a carreira à estrutura, chegando a mestre de obras. Também receberam reconhecimento ex‑governadores, lideranças envolvidas na preservação do bem histórico e familiares do ex‑governador Hercílio Pedro da Luz, reforçando a dimensão coletiva da obra e de sua salvaguarda.

A programação integrou ainda uma exposição fotográfica com imagens do livro “Ponte Hercílio Luz – uma ligação de amor”, de autoria do arquiteto, fotógrafo e pesquisador Joel Pacheco, obra já lançada anteriormente na Alesc no contexto das ações do centenário. Como complemento, foi apresentada ao público uma réplica da ponte, construída pelo comerciante florianopolitano Marcelo Pedro dos Santos — uma peça de 1,80 metro de comprimento que permanecerá exposta no hall da Alesc entre os dias 12 e 22 de maio.

Durante a cerimônia, um vídeo institucional resgatou a linha do tempo. Concebida como prioridade de governo em 1918, com projeto iniciado em 1919 e obras a partir de 1922, a estrutura foi oficialmente inaugurada em 13 de maio de 1926, tornando‑se então a maior ponte pênsil do mundo com sistema de barras de olhal. Construída com cerca de cinco mil toneladas de aço importadas dos Estados Unidos, em quatro remessas marítimas, a ponte enfrentou o desgaste das décadas seguintes: foi interditada em 22 de janeiro de 1982 após sobrecarga de asfalto, reaberta em 15 de março de 1988 e novamente fechada em 4 de julho de 1991, em razão da deterioração das barras de olhal.

A partir de debates intensificados na Alesc em 1996, sucederam‑se iniciativas de preservação: um projeto de restauração apresentado em 2005, o rompimento contratual por atrasos em agosto de 2014, nova contratação para as torres em fevereiro de 2015 e, em 2016, os trabalhos foram assumidos por uma empreiteira portuguesa. O processo — que substituiu aproximadamente 40% da estrutura metálica e mobilizou centenas de profissionais — culminou na entrega à população em 30 de dezembro de 2019, num gesto simbólico de reconciliação de Florianópolis com seu maior ícone.

Em seu discurso, o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, sublinhou a ponte como solução estrutural que integrou a ilha ao continente, possibilitando o desenvolvimento urbano, econômico e acadêmico da capital — neste último ponto relacionado à criação e à expansão da UFSC nas décadas seguintes. Ao reconhecer a contribuição da Universidade e dos diversos agentes públicos e privados envolvidos na restauração, o prefeito também ressaltou a atualidade da ponte para a mobilidade urbana e para a identidade cultural da cidade.

Em síntese, a solenidade celebrou o centenário da Ponte Hercílio Luz combinando memória, técnica e cidadania: revisitou a trajetória histórica da obra (de 1922 a 2019), reafirmou seu papel decisivo na integração e no desenvolvimento de Florianópolis e prestou tributo a personagens históricos, autoridades, instituições — entre elas a UFSC — e trabalhadores que asseguraram a permanência do monumento como símbolo maior de Santa Catarina e ativo relevante para a mobilidade da capital.

Assista à cerimônia na íntegra:

Leia mais: 

Ponte Hercílio Luz possibilitou travessia de Florianópolis para o século 20 [13/05/2026]

UFSC deu contribuição importante para preservação da estrutura da Ponte Hercílio Luz [13/05/2026]

Estudos da UFSC com a estrutura da Ponte Hercílio Luz [02/01/2020]

Ponte Hercílio Luz será reaberta para transporte público, pedestre e ciclista [11/07/2017]

 

Setor de Imprensa do GR | SECOM
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Tags: 100 anosAlescChefia de GabinetePonte Hercílio LuzReitoriaUFSC

Vice-Reitora da UFSC é uma das homenageadas na solenidade ‘Personalidades Negras’

16/12/2025 17:31

A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) realizou no dia 16 de dezembro, a partir das 14h, no Plenarinho da instituição, a solenidade de entrega de moções de Aplauso às Personalidades Negras de Santa Catarina. A iniciativa, proposta pela deputada estadual Paulinha, por meio da Secretaria da Mulher, reconhece trajetórias que contribuem de forma expressiva para a promoção da equidade racial, da justiça social e do desenvolvimento do estado.

O evento foi aberto ao público e reuniu comunidade acadêmica, autoridades e a sociedade civil que prestigiou as personalidades celebradas nesta edição. Entre elas a vice-reitora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Joana Célia dos Passos.

A homenagem a Joana Célia dos Passos celebra sua longa e significativa carreira na educação superior e nas relações étnico-raciais. Ela é professora há quase 40 anos, dos quais 29 foram dedicados ao ensino superior. Sua formação acadêmica inclui mestrado e doutorado em educação pela UFSC e um pós-doutorado na Universidade Nacional Autônoma do México, onde se concentrou nas Relações Raciais da América Latina. Antes de assumir a vice-reitoria, ela também dirigiu o Centro de Ciências da Educação (CED) na mesma universidade.

A homenagem reconhece o compromisso da vice-reitora com a construção de uma universidade mais democrática e com o enfrentamento do racismo em todas as suas formas. Sua participação em projetos institucionais, articulações com movimentos sociais e produção acadêmica tem ampliado o diálogo entre universidade e sociedade, contribuindo para um ambiente mais plural e inclusivo em Santa Catarina e no país.

Personalidades Negras

A cerimônia homenageou as pessoas que fazem a diferença em áreas como arte, educação, saúde e empreendedorismo.

  • Jéssica Cardoso
  • Janai Antunes da Fonseca
  • Andreia Zaida
  • Rosa Maria de Jesus da Silveira (Representando o Setor de Educação para as Relações Étnico-Raciais – ERER da rede municipal de ensino de São José)
  • Fábio Garcia
  • Daisy Américo
  • Joana Célia dos Passos
  • Giane Abot (Jean)
  • Klauner da França
  • Valdonira dos Anjos
  • Edson Amaral
  • Edenice Fraga
  • Ana Lúcia Teixeira
  • Regina Santos da Silva
  • Marilu Lima de Oliveira
  • Nelson Murilo Padilha
  • Selma Terezinha Adão
  • Amanda Santos
  • Associação Cultural Ação Zumbi (Representada por sua presidente, Jussara de Assis dos Santos)

Assista à cerimônia na íntegra:

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Tags: AlescCEDPersonalidades NegrasUFSC

Para vice-reitora da UFSC, cotas raciais têm como opositor o racismo estrutural e institucional

12/12/2025 15:27

Vice-reitora da UFSC, Joana Célia dos Passos. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

O Projeto de Lei aprovado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), na última quarta-feira, 10 de dezembro, que extingue as cotas raciais em universidades estaduais provocou manifestações contrárias. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e o Instituto Federal Catarinense (IFC) assinam nota conjunta de repúdio ao PL.

Em entrevista, a vice-reitora da UFSC, Joana Célia dos Passos, falou sobre a importância das cotas. A medida tomada pela Alesc não impacta as federais, mas o exemplo dado por ela mostra a importância desta política pública.

Joana lembra que passaram-se 22 anos da primeira iniciativa de cotas em universidades federais, 12 anos da promulgação da lei que implementou as ações afirmativas nas instituições federais de ensino superior e 17 anos da criação do programa de ações afirmativas da UFSC.

“É assim que vemos, neste período, pela primeira vez, a autonomia universitária é um princípio tão caro para quem defende a universidade pública que passa a ser usada em nome da inclusão de estudantes negros, indígenas e quilombolas no ensino superior. Mas, no entanto, e justamente por esses mesmos avanços, essas mesmas políticas enfrentam desafios decorrentes do racismo estrutural e institucional que tenta desqualificar, obstruir, obstaculizar a sua expansão e obriga, em alguma medida, as instituições busquem novos instrumentos para o fortalecimento e manutenção dessa política”, analisa a vice-reitora.

Segundo ela, a UFSC teve um avanço significativo no quantitativo de formandos negros.

“Antes da adoção do sistema, 170 pessoas negras se formaram pela UFSC. Em 2003, esse número aumentou para 442 pessoas negras. Também foi nesse mesmo ano que a gente teve um recorde de formandos negros, 17% do total de pessoas diplomadas, correspondendo a um aumento, então, de 2008 para 2023, de cerca de 160%. Até 2008, antes do programa de ações afirmativas, os negros representavam apenas 6,5% do total de alunos formados na UFSC. Se levarmos em conta uma série histórica das ações afirmativas, nós vamos encontrar aproximadamente 6 mil estudantes negros se formaram na Universidade Federal de Santa Catarina, sendo que aproximadamente 360 por ano nesse tempo mais recente”.

Para Joana, “as universidades estão mais plurais, mais democráticas em termos raciais, mas não menos conflituosas, não menos desafiadoras”. Ela avalia ainda que essa política pública “tem como forte opositor o racismo estrutural e institucional”.

“Isso faz com que os desafios da equidade sejam ainda mais difíceis de se alcançar. Mas, apesar desses tensionamentos, essas políticas vão se consolidando com a política de Estado e vão tendo uma aceitação”, pondera. Conforme a vice-reitora da UFSC, falar de ações afirmativas hoje é falar de oportunidades.

Ela ainda faz uma observação importante:

“a ampla maioria das ações afirmativas não é para negros, indígenas e quilombolas, é para educação pública, é para escola pública. Portanto, a cota que existe é socioeconômica, mas o racismo brasileiro, o racismo estrutural, institucional, faz com que as pessoas focalizem exclusivamente como sujeitos das ações afirmativas as pessoas negras, que é uma tentativa de construir a desinformação sobre como essas políticas se dão e acontecem”.

Para Joana, é fundamental a divulgação da importância das ações afirmativas para a diversidade e para que outras perspectivas de ciência, de produção do conhecimento, também façam parte da universidade.

Fonte: Imprensa Apufsc

Tags: Alesccotas raciaisUdescUFSC
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