UFSC celebra 65 anos em 9 de dezembro, com homenagens a seis educadores

13/11/2025 14:39

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) celebrará seus 65 anos com uma sessão solene no dia 9 de dezembro de 2025, às 14h30, no Auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, campus Trindade, em Florianópolis. A cerimônia contará com uma programação cultural e entrega de homenagens a seis educadores referências em suas áreas.

Conheça os nomes dos agraciados:

Professora Emérita Esther Jean Langdon
Professor Emérito Rafael José de Menezes Bastos
Professora Emérita Miriam Pillar Grossi
Professora Emérita Luzinete Simões Minella
  • O título de Professor(a) Emérito(a) é uma das mais altas honrarias acadêmicas, concedido a docentes aposentados(as) que tenham se destacado por seus méritos profissionais ou por relevantes serviços prestados à instituição.
Doutora Honoris Causa in memoriam Dora Lúcia de Lima Bertúlio
Doutor Honoris Causa Padre Vilson Groh
  • O título de Doutor(a) Honoris Causa é destinado a personalidades eminentes, independentemente de possuírem diploma universitário, que tenham se destacado em áreas como artes, ciências, filosofia, letras, promoção da paz ou causas humanitárias. A honraria reconhece a boa reputação, virtudes, méritos ou ações de serviço que transcendam interesses particulares e alcancem um impacto significativo na sociedade.

A seguir, apresenta-se um breve perfil de cada homenageado(a), com base nos pareceres aprovados pelo Conselho Universitário (CUn) entre os meses de agosto e outubro de 2025.

Rafael José de Menezes Bastos

Rafael José de Menezes Bastos

O professor Rafael José de Menezes Bastos será homenageado, em reconhecimento à sua ampla trajetória acadêmica e às relevantes contribuições à área da Antropologia. Sua formação acadêmica é marcada por um sólido percurso: graduado em Música pela Universidade de Brasília (1968), mestre em Antropologia Social pela mesma instituição (1976) e doutor em Ciências Sociais (Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo (1990). Além disso, realizou estágios de pós-doutorado na França, nos Estados Unidos e no Canadá.

Ingressou como docente na UFSC em 1984 e, em 2014, foi promovido ao cargo de professor titular. Durante sua atuação na Universidade, consolidou uma trajetória acadêmica de grande relevância, com amplo reconhecimento nacional e internacional. Sua produção científica abrange mais de uma centena de artigos em periódicos qualificados, capítulos de livros e obras autorais que se tornaram referências nos campos da Etnologia e da Etnomusicologia Indígenas. Adicionalmente, atua como parecerista e conselheiro editorial em periódicos científicos no Brasil e no exterior, evidenciando seu prestígio e inserção na comunidade acadêmica internacional.

Para além de sua vasta produção bibliográfica, o professor Bastos se destacou por sua atuação institucional e formativa. Ele fundou e coordenou o núcleo de estudos Arte, Cultura e Sociedade na América Latina e Caribe (MUSA), coordenou o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFSC) e integrou diversos conselhos acadêmicos. Também foi professor visitante em universidades da Europa, América do Norte e América Latina. Sua contribuição vai além dos números, refletindo-se na consolidação de linhas de pesquisa, na formação de novos acadêmicos e no fortalecimento da Antropologia como campo científico no Brasil.

Esther Jean Langdon

Esther Jean Langdon

A professora Esther Jean Langdon será homenageada, em reconhecimento por suas contribuições pioneiras à Antropologia e à saúde indígena. Sua carreira na UFSC começou em 1983, como professora visitante, tornando-se docente efetiva em 1988. Mesmo após sua aposentadoria, permaneceu ativamente vinculada à instituição como voluntária e pesquisadora sênior do CNPq. Sua produção científica é extensa, com mais de uma centena de publicações nacionais e internacionais, além de uma atuação marcante na formação de recursos humanos, com a orientação de mais de 100 trabalhos de graduação e pós-graduação.

Entre suas contribuições mais relevantes, destacam-se os estudos pioneiros em xamanismo, antropologia da saúde e povos indígenas, com atenção especial às populações amazônicas, como os Siona. Sua atuação no campo da saúde indígena foi decisiva para a consolidação dessa área no Brasil, influenciando tanto o meio acadêmico quanto a formulação de políticas públicas. Além disso, a professora contribuiu significativamente para os estudos sobre narrativa, performance e ética em pesquisa.

Esther Langdon também exerceu um papel de liderança institucional, coordenando o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural (INCT) por mais de uma década. Sua atuação foi central na internacionalização da UFSC e no fortalecimento das ciências humanas no Brasil. Em 2022, recebeu o Prêmio de Excelência Acadêmica da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS). Em 2023, a Editora da UFSC publicou o livro Uma antropologia da práxis, com textos de mais de 40 autores que celebram sua obra e trajetória.

Miriam Pillar Grossi

Miriam Pillar Grossi

A professora Miriam Pillar Grossi será homenageada por ser uma referência nacional e internacional no campo da Antropologia. Sua trajetória na UFSC começou em 1989, quando passou a atuar no Departamento de Antropologia. Desde então, a professora contribuiu significativamente para a projeção do departamento e do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). Suas áreas de especialização incluem história da antropologia, feminismo, sexualidade, violências, gênero e diversidade sexual, políticas públicas, educação e diversidades, além de metodologias de pesquisa qualitativas.

Além de sua atuação como pesquisadora e docente, Miriam Grossi desempenhou um papel fundamental na formação de novos acadêmicos. Fundou, em 1991, o Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividade (NIGS) e, ao longo de sua carreira, orientou mais de 200 estudantes em iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

A professora ocupou posições de destaque, como coordenadora do Instituto de Estudos de Gênero (IEG/UFSC) em duas gestões (2013-2015 e 2017-2020), presidente da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) na gestão 2004-2006 e, atualmente, vice-presidente eleita da International Union of Anthropological and Ethnological Sciences (IUAES) para o período 2023-2027. Também coordena a Commission of Global Feminisms and Queer Politics. Sua contribuição acadêmica vai além da produção científica, refletindo-se na promoção de debates sobre gênero e diversidade e no fortalecimento da Antropologia como campo de estudo interdisciplinar e transformador.

Padre Vilson Groh

Padre Vilson Groh

O Padre Vilson Groh será homenageado por sua trajetória como educador popular e líder comunitário, marcada pela luta pela justiça social e pela atuação em comunidades vulneráveis de Florianópolis. Nascido em Brusque, em 1954, mudou-se para Florianópolis na década de 1970 para estudar Teologia e, a partir de 1979, começou sua atuação no morro do Mocotó, onde o contato com religiões afro-brasileiras ampliou sua compreensão sobre a pluralidade cultural e religiosa do país. Ordenado em 1981, optou por morar no morro e, posteriormente, no Monte Serrat, articulando ações entre igreja, poder público e sociedade civil para melhorar as condições de vida nos morros da cidade.

Em 2011, fundou o Instituto Vilson Groh (IVG), que coordena sete organizações sociais voltadas à educação, cultura, juventude e inclusão. Apenas em 2022, o IVG atendeu mais de 22 mil pessoas, entre crianças, adolescentes, jovens e famílias. A instituição mantém convênios com a UFSC para projetos de extensão e oferece bolsas de ensino técnico e superior, ampliando o acesso de jovens à universidade e fortalecendo a atuação comunitária em regiões vulneráveis. Sua atuação une fé, mobilização comunitária e compromisso com a cidadania, consolidando iniciativas transformadoras.

Aos 71 anos, Padre Vilson continua morador do Monte Serrat, formando lideranças e assessorando projetos sociais. Reconhecido nacionalmente, recebeu prêmios como o Diploma de Mérito Educacional (2019), o título de Doutor Honoris Causa pela Unisul (2024) e a Comenda da Ordem de Rio Branco (2025). Seu legado reflete a integração entre saberes acadêmicos, educação popular e o respeito à diversidade cultural e religiosa do Brasil, destacando as contribuições afro-brasileiras à identidade nacional.

Dora Lúcia de Lima Bertúlio

Dora Lúcia de Lima Bertúlio

A docente Dora Lúcia de Lima Bertúlio será homenageada, in memoriam, por sua trajetória na luta contra o racismo e pela promoção da igualdade racial no Brasil. Nascida em Itajaí, Santa Catarina, em 1949, destacou-se como jurista, professora e ativista, sendo referência nacional na defesa da justiça social e na construção de políticas públicas para a equidade racial. Graduada em Direito pela UFPR e mestre pela UFSC, sua dissertação Direito e Relações Raciais: uma introdução crítica ao racismo foi um marco no pensamento jurídico brasileiro e reafirmou seu impacto ao ser publicada como livro em 2019.

Dora foi pioneira na implementação de políticas de ações afirmativas no ensino superior, desempenhando papel crucial na institucionalização das cotas raciais e sociais enquanto Procuradora Federal da UFPR. Também colaborou com a Fundação Cultural Palmares, contribuindo para a valorização das culturas afro-brasileiras e a formulação de políticas públicas de reparação histórica. Sua atuação foi decisiva para consolidar as ações afirmativas como ferramentas constitucionais no combate às desigualdades raciais.

Participante da Conferência de Durban e integrante da Comissão de Juristas da Câmara dos Deputados, Dora ampliou sua militância para além da academia. Cofundadora do Núcleo de Estudos Negros (NEN) em Florianópolis e da Associação de Mulheres e Mulheres Negras na UFMT, criou espaços de debate e valorização das culturas afro-brasileiras. Faleceu em 14 de fevereiro de 2025, aos 76 anos, deixando um legado de resistência e compromisso com a justiça social, que continua a influenciar universidades, tribunais e movimentos sociais em todo o Brasil.

Luzinete Simões Minella

Luzinete Simões Minella

A professora Luzinete Simões Minella será homenageada por sua contribuição pioneira aos estudos feministas e de gênero na UFSC e no Brasil. Graduada e mestre em Ciências Sociais pela UFBA, doutora em Sociologia pela UNAM e com pós-doutorado na Unicamp, iniciou sua carreira na UFBA, onde lecionou de 1975 a 1991, antes de transferir-se para a UFSC. Na nova instituição, consolidou o Departamento de Sociologia e Ciência Política e o Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política como polos de excelência acadêmica.

Mesmo após a aposentadoria, Luzinete seguiu atuando no Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH), onde coordenou a Área de Concentração em Estudos de Gênero, tornando-a referência nacional e internacional. Participou ativamente do IEG/UFSC e da Revista Estudos Feministas, fortalecendo a projeção do periódico como um dos mais importantes da América Latina no campo. Sua atuação foi essencial para institucionalizar os estudos de gênero e feminismo na universidade.

Luzinete abordou temas como gênero, ciência, saúde reprodutiva, infância e saúde mental com olhar crítico e sensível às desigualdades sociais. Autora de obras como Gênero e Contracepção: uma perspectiva sociológica, formou gerações de pesquisadores comprometidos com a transformação social. Teve papel central em eventos como o Seminário Internacional Fazendo Gênero e na Rede Brasileira de Ciência, Tecnologia e Gênero, promovendo a crítica feminista da ciência e a inclusão das mulheres na produção científica. Reconhecida por unir ciência e afeto, sua trajetória inspira a construção de uma universidade pública mais inclusiva e uma sociedade mais democrática.

 

Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

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UFSC homenageia o filósofo moçambicano Severino Elias Ngoenha

12/11/2025 08:34

O filósofo moçambicano Severino Elias Ngoenha é homenageado na UFSC. Foto: Divulgação

O Instituto Kadila de Estudos Africanos e das Diásporas promoveu, nesta terça-feira, 11 de novembro, sua edição anual do Seminário que homenageia personalidades do pensamento africano. Neste 2025, o evento foi dedicado ao filósofo moçambicano Severino Elias Ngoenha, reitor da Universidade Técnica de Moçambique e reconhecido como o mais importante intelectual contemporâneo do país.

A conferência online, transmitida simultaneamente para o Brasil (9h) e Moçambique (14h), teve como tema “Das guerras coloniais às crises políticas atuais em África”. A abertura e mediação ficou a cargo da professora Ilka Boaventura Leite, do Departamento de Antropologia, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC. O evento contou ainda com a presença do reitor da Universidade, Irineu Manoel de Souza; da secretária de Relações Internacionais, Fernanda Leal; e do diretor do CFH, Alex Degan.

O reitor Irineu destacou a existência de vários projetos e intercâmbios da UFSC com a Universidade Técnica de Moçambique, e que são essas parceiras que tornam “a Universidade plural e preocupada com as questões mundiais”. Ele também ressaltou a importância em homenagear o professor Severino, confirmando a relevância de seus estudos para os dois países.

“Hoje celebramos a trajetória de um dos mais importantes pensadores contemporâneos de Moçambique. Sua obra está comprometida com os diversos dilemas e desafios das sociedades africanas e oferece contribuições valiosas para a construção de outras epistemologias”, reforçou a secretária Fernanda (Sinter). A filosofia africana, com sua força ética e epistêmica, “nos ajuda a romper com os paradigmas eurocentrados que ainda estruturam nossa Universidade, nosso ensino, nossa pesquisa e a própria internacionalização da educação superior”, complementou.

Fernanda também destacou o papel do Instituto Kadila, vinculado à UFSC, na promoção dos estudos africanos e afro-brasileiros. O trabalho do Instituto “tem sido fundamental para que a internacionalização da Universidade não seja apenas geográfica, mas também política e epistemológica”. Para a gestora, a UFSC tem buscado consolidar relações internacionais mais simétricas, igualitárias e sensíveis à diversidade de saberes. Ela concluiu sua fala enaltecendo a importância do seminário que “certamente nos ajudarão a refletir sobre o papel de uma universidade pública na formação de uma cidadania crítica, plural e engajada”.

O diretor Alex Degan evidenciou que “o CFH é o maior centro de Filosofia e Ciências Humanas de Santa Catarina e um dos mais importantes do país. Aqui, apresentamos um crescimento exponencial dos estudos sobre a África e a diáspora afro-brasileira”. O dirigente realizou a leitura do Certificado de Reconhecimento de Mérito Acadêmico que descreve o professor Severino como um “intelectual de notável relevância e um dos mais expressivos nomes da filosofia moçambicana e lusófona”. Degan ressaltou que sua trajetória acadêmica é marcada por reflexões sobre “as realidades históricas, políticas e culturais do continente africano”. O texto também confirma seu papel decisivo na formação de novas gerações de pesquisadores, tanto por meio de sua atuação docente quanto por sua presença em instituições universitárias e culturais de destaque. “Sua obra ultrapassa fronteiras disciplinares e nacionais, inspirando reflexões sobre ética, política, identidade e modernidade em contextos diversos”, afirmou.

Em sua fala, o homenageado disse que “a filosofia nunca foi e nunca será um ato individual. É um ato coletivo em que muitas pessoas juntas se reúnem para construir algo em comum, uma comunidade epistêmica de saber”. Ele citou instituições e pessoas que foram fundamentais ao longo da sua caminhada, como a Universidade Pedagógica e a Universidade Técnica de Moçambique, “sem as quais qualquer tipo de reflexão ou de contribuição não teria sido possível”.

Severino também relembrou momentos marcantes de sua trajetória, como o período em que viajou em Roma, onde ocorreram as primeiras reflexões sobre a filosofia africana. A partir desta experiência, ao retornar a Moçambique, teve a oportunidade de criar novos currículos que rompiam com modelos coloniais e marxistas, incorporando pensamentos africanos, latino-americanos e interculturais.

Após a homenagem e agradecimentos, Severino contribuiu com uma reflexão profunda sobre os impactos históricos da colonização e seus desdobramentos na vida contemporânea do continente africano, abordando questões que afetam pessoas, instituições e nações.

O seminário contou ainda com as contribuições dos debatedores Adna Cândido de Paula, professora de Filosofia Africana e Afrodiaspórica da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), e João Lupi, professor adjunto da UFSC com especialização em História da Filosofia, Filosofia Medieval e da Religião.

Desde 2022, o Instituto Kadila promove o seminário como um espaço de discussão sobre temas centrais para os estudos africanos. Em 2023, o evento homenageou Sua Majestade o Rei dos Ovimbundus, do Reino do Mbailundo, Angola. A edição deste ano reafirmou o compromisso do Instituto com a valorização de saberes africanos e o fortalecimento de laços interculturais.

Assista à conferência completa:

 

Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

 

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Mostra na UFSC, entre os dias 10 e 14, apresenta ações de enfrentamento às violências de gênero

07/11/2025 12:53

A Coordenadoria de Capacitação de Pessoas (DDP), vinculada à Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), convida a comunidade para a Mostra “Enfrentamento às Violências de Gênero em Perspectiva Interseccional: Reflexões e Transformações”. A exposição será inaugurada no dia 10, às 14h, e permanecerá até 14 de novembro, no Hall do Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, no campus Trindade, em Florianópolis.

A Mostra propõe um espaço de socialização de debates realizados no curso de capacitação e de sensibilização sobre a temática da violência de gênero no âmbito da UFSC, com o objetivo de promover um ambiente cada vez mais respeitoso e seguro para as diversidades humanas.

Mais informações no site: capacitacao.ufsc.br

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Hospital Universitário inaugura Laboratório de Simulação Clínica

06/11/2025 17:04

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), inaugurou nesta terça-feira (4/11) o novo Laboratório de Simulação Clínica, desenvolvido em parceria com o Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFSC. O espaço foi estruturado com equipamentos e manequins de simulação adquiridos especificamente para atividades de ensino e treinamento em saúde, e sua adequação foi viabilizada por meio da colaboração entre as duas instituições.

Após a solenidade, foram realizadas demonstrações práticas dos novos equipamentos, com transmissão em tempo real do laboratório para o público presente no auditório e para convidados que acompanharam o evento de forma on-line.

Simulação clínica como filosofia de cuidado

A gerente de Ensino e Pesquisa do HU, Jane da Silva, destacou que o novo ambiente representa um marco no aprimoramento das práticas de ensino voltadas à formação e capacitação de profissionais de saúde. “A simulação clínica não é apenas uma ferramenta didática, mas uma filosofia de cuidado e segurança. Nesse ambiente, alunos, residentes e profissionais podem aprender fazendo, se permitir errar, refletir e repetir até o aperfeiçoamento, tornando-se mais ágeis, preparados e responsáveis”, afirmou.

Jane destacou ainda que a implantação do laboratório teve início em 2022, com o planejamento e a aquisição dos equipamentos pelo HU e foi concluída com o apoio de diferentes setores e do CCS. A iniciativa contou com a colaboração de docentes, profissionais e técnicos da Gerência de Ensino e Pesquisa, com suporte institucional da direção do Centro e do colegiado executivo do hospital.

Parceria fortalece o ensino e a pesquisa

O superintendente do HU-UFSC, Spyros Cardoso Dimatos, enfatizou o caráter estratégico da parceria entre o hospital e o CCS. “Esse projeto vem sendo construído há mais de três anos e se concretiza hoje com o investimento de R$ 258 mil em simuladores e manequins. Essa estrutura estará disponível a todos os docentes e estudantes da universidade, reforçando o papel do HU como hospital de ensino e campo de formação para cerca de 800 estudantes de graduação e 200 residentes”, disse.

Ele também anunciou que, em breve, terão início as obras do novo Centro de Estudos do HU-UFSC, em parceria com o CCS e o Departamento de Clínica Médica.

Integração entre ensino e assistência

O diretor do CCS, professor Fabrício de Souza Neves, ressaltou que a iniciativa representa um avanço na integração entre ensino e assistência. “Esse ensino de simulação vai complementar o aprendizado com o paciente real, que já ocorre no hospital. Faltava um espaço prévio para a prática controlada e segura, e agora o temos. É um bonito avanço, fruto da união de esforços para superar desafios em benefício da formação dos estudantes e da qualidade do atendimento à população”, afirmou.

O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, destacou que a inauguração reforça o papel do HU-UFSC como hospital de ensino. “Precisamos cada vez mais fortalecer o trabalho conjunto entre o CCS e o Hospital. Esse é um passo importante para consolidar o HU como um hospital-escola de excelência, referência tanto no atendimento ao SUS quanto na formação de profissionais qualificados”, afirmou.

Organização e funcionamento do novo espaço

Durante o evento, a fisioterapeuta e instrutora do laboratório, Ana Carolina Starke, apresentou o funcionamento do espaço e explicou o processo de reserva e utilização. Segundo ela, o laboratório terá uma agenda disponível no Portal de Ensino da UFSC e contará sempre com um instrutor responsável do HU-UFSC para garantir o uso adequado dos simuladores, que são equipamentos de alto custo e exigem cuidados específicos.

O novo Laboratório de Simulação Clínica do HU-UFSC está preparado para atender diferentes níveis de complexidade, desde simulações de suporte básico de vida até cenários de alta fidelidade com manequins computadorizados e atores simulando situações clínicas reais. O objetivo é proporcionar um ambiente de aprendizado seguro, realista e colaborativo, que contribua para a formação de profissionais de saúde mais qualificados e comprometidos com a segurança do paciente.

Sobre a Ebserh

O HU-UFSC faz parte da Rede Ebserh desde março de 2016. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

Fonte: gov.br

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Seminário reúne UFSC e Udesc e destaca a importância da sociabilidade com a comunidade

06/11/2025 15:49

Mesa de Abertura com o reitor Irineu Manoel de Souza, Debora de Oliveira, Geisa Bock e Roberto Willrich. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

O II Seminário de Extensão na Pós-Graduação – Saberes em Movimento do Programa de Extensão na Pós Graduação (Proext-PG) e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em conjunto com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), está acontecendo no auditório do Centro Socioeconômico (CSE), no campus Trindade, em Florianópolis. O evento ocorre nesta quinta e sexta-feira, 6 e 7 de novembro, das 8h às 18h. 

O primeiro dia de seminário teve a  presença, na mesa de abertura, do reitor da UFSC Irineu Manoel de Souza, da superintendente da PROPG Debora de Oliveira, do coordenador geral da PROEXT-PG Roberto Willrich e da coordenadoria da pós graduação da Udesc Geisa Bock. 

Durante a cerimônia, os presentes frisaram a importância dos projetos de extensão oferecidos pelas universidades. Com a palestra do professor da UFSC Paulo Horta, foi debatida a questão das crises climáticas, assim como a importância e os desafios da extensão na pós-graduação. E, como encerramento, ocorreu a apresentação musical do grupo Destravalíngua pelos integrantes Ana Paula Santana (voz, violão), Janaína Fonseca (voz, violão e percussão), Guilherme Fonseca (voz e teclado) e Alexandre Bergamo (voz e percussão).

“O Saberes em Movimento constitui-se, assim, como um espaço privilegiado para reflexão, aprendizado e socialização de experiências, promovendo a construção coletiva de saberes e o fortalecimento da inserção social da universidade”, afirmam os organizadores.

Mais informações no site do Proext-PG ou pelo e-mail proextpgufsc@gmail.com.

Texto: Agecom/UFSC

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