Estudantes recebem prêmios por participação em seminários de iniciação científica da UFSC

07/05/2026 17:55

Estudantes contemplados receberam prêmios e brindes em evento promovido pela Propesq (Fotos: João Hasse/Estagiário/Agecom)

Seis estudantes da graduação e sete do ensino médio foram premiados durante a realização da Cerimônia de Premiação do 35º Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica (SIC) e do 15º Seminário de Iniciação Científica para o Ensino Médio (SIC-EM). O evento, promovido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),  foi realizado nesta quinta-feira, 7 de maio, às 14h, na Sala dos Conselhos da UFSC. 

Os estudantes foram selecionados durante a 22ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex). O prêmio aos estudantes de graduação foi a inscrição e passagens de ida e volta para a participação na 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), cujo tema será “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão“, na qual ocorre a Jornada Nacional de Iniciação Científica (JNIC), bem como uma bolsa no valor de R$ 1.400, destinada a auxiliar nos custos de hospedagem e alimentação durante o evento. Os bolsistas do ensino médio que se apresentaram oralmente no SIC-EM receberam brindes, como canecas, blocos de notas e um mapa da UFSC.

O pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Werner Kraus Junior, destacou a simbologia da premiação. “Esse evento é uma coroação de toda excelência de programas de iniciação à pesquisa na universidade, desde a científica, no desenvolvimento tecnológico e também de ensino médio”. Werner também citou que o fomento à pesquisa segue forte por quase 40 anos e é fruto de um trabalho contínuo entre a UFSC e a CNPq.

Professores, colegas e familiares dos estudantes prestigiaram o evento

Além do pró-reitor, também compuseram a mesa do evento o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, a Coordenadora do Programa Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica, Maria Luiza Ferreira e a Superintendente de Projetos, Maíra Busato Westphal.

Entre as premiadas do ensino médio estava Rosa Maria Pereira Miranda, hoje graduanda em Física na Universidade Federal de Santa Catarina. Rosa foi premiada por sua pesquisa no ensino médio “Mulheres e Meninas na Ciência”, que aborda os desafios e a representatividade feminina nas áreas científicas e tecnológicas. O livro conta a história de Estrela que passa por desafios na escola em que estuda e encontra na trajetória da cientista Jocelyn Bell Burnel inspiração para enfrentá-las.

A estudante explicou a importância de abordar o espaço da mulher na ciência. “Essa história trata de todas as mulheres e meninas que se interessam por ciência. É sobre incentivar cada vez as mulheres a contribuir ao estudo e avanço científico.

Confira a lista de todos os estudantes premiados.

Carlos Sobral – Estagiário Agecom | UFSC
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Consulta pública sobre renovação do contrato do HU-UFSC com Ebserh; participe até o dia 15 de maio

07/05/2026 13:02

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realiza consulta pública, até o dia 15 de maio de 2026, com a finalidade de coletar contribuições da comunidade universitária e da sociedade acerca da renovação do contrato do Hospital Universitário com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), atualmente denominada HU Brasil.

A consulta está disponível na plataforma do Governo Federal, Brasil Participativo, e pode ser acessada por meio deste link. A plataforma permite a participação digital por meio de comentários em cada cláusula e inciso do projeto.

As contribuições recebidas servirão de base para a versão final da minuta a ser encaminhada à Reitoria da UFSC. A minuta disponibilizada na consulta é fruto do trabalhado desenvolvido pelos representantes da Comissão – responsável por fiscalizar metas de desempenho, indicadores e prazos de execução do acordo – e do Gabinete da Reitoria.

Próximas etapas

  • 18/5: Reunião da Comissão para consolidar a minuta a partir das contribuições recebidas.
  • 20/5: Audiência pública para apresentação da minuta à comunidade.
  • 25/5: Última reunião da Comissão.
  • 27/5: Data final para envio da minuta à Reitoria da UFSC.

Acesse a consulta pública no link: https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/contratogestaoufscebserh/f/4454/

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Programa da Editora da UFSC avança com coleção de Shakespeare e participação de alunos de Design

06/05/2026 18:33

O Programa “Editora Escola”, da Editora da UFSC (EdUFSC), está em curso e já apresenta resultados ao aproximar estudantes e docentes das rotinas de produção editorial. Nesta segunda-feira, 4 de maio de 2026, uma reunião na EdUFSC avançou no desenvolvimento de uma caixa (de livros) dedicada a obras de William Shakespeare, reunindo cinco títulos e com previsão de ações de divulgação na sequência.

Participaram do encontro o diretor da EdUFSC, Nildo Ouriques; as servidoras Schirlei Stock, coordenadora do programa, e Beatriz Ribeiro, coordenadora editorial; o professor e tradutor dos textos, Rafael Rafaelli; além de estudantes do curso de Design da UFSC. A orientação acadêmica é do professor Maurício Elias Klafke Dick, do Departamento de Design e Expressão Gráfica (EGR/CCE).

A iniciativa conta, neste momento, com a participação direta de quatro estagiários de Design, que acompanham o trabalho desde a concepção dos volumes e do projeto gráfico até a criação de peças promocionais a serem lançadas nas próximas etapas. O desenvolvimento da coleção está a cargo de Kalkin Weiss, Isabela Munhoz e Pamato Santanna; já a produção do material de divulgação terá a colaboração de Mariane Werlang. A expectativa é que, com o amadurecimento do projeto, novas disciplinas sejam incorporadas gradualmente ao Programa.

A seleção de Shakespeare contempla cinco obras: Macbeth, As You Like It (Do Jeito que Você Gosta), O Mercador de Veneza, A Tempestade e Sonho de Uma Noite de Verão. Segundo a equipe, a proposta editorial aposta em tradução didática e primorosa, apontada como diferencial em relação a edições já disponíveis no mercado.

O Editora Escola é uma ação da EdUFSC, em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), voltada a estreitar os vínculos da editora com a comunidade acadêmica. A iniciativa busca transformar a EdUFSC em espaço de aprendizagem e experimentação, integrando ensino, pesquisa e extensão. Nesse ambiente, docentes, técnicos-administrativos e estudantes desenvolvem práticas de extensão curricularizada, articulando atividades acadêmicas às demandas editoriais e formativas da casa.

Mais informações pelo e-mail: editora@contato.ufsc.br.

Tags: CCEDepartamento de Design e Expressão GráficaEdUFSCProexPrograma "Editora Escola"UFSC

Projeto da UFSC coleta percepções de servidores sobre saúde mental e trabalho

06/05/2026 15:29

O Laboratório Fator Humano, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGP) do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), lançou um questionário para mapear aspectos que impactam o bem-estar e a saúde ocupacional das pessoas que trabalham na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A iniciativa integra o projeto institucional “Avaliação e Gestão de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho na UFSC”, solicitado pela Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan), com o objetivo de criar um sistema informatizado que dê suporte à coleta de dados, à análise e à gestão de relatórios, qualificando a tomada de decisão preventiva e o cuidado em saúde mental. O questionário pode ser acessado neste link.

A participação é voluntária e as orientações estão disponíveis no próprio formulário. As respostas serão tratadas de forma sigilosa pela equipe responsável, assegurando a confidencialidade das informações e o respeito à privacidade das pessoas participantes. As contribuições coletivas são fundamentais para o aperfeiçoamento do sistema e para o fortalecimento das ações institucionais de prevenção e promoção da saúde na UFSC.

Coordenado pelo professor Roberto Moraes Cruz, o Laboratório Fator Humano foi acionado pela Seplan em razão de sua expertise no desenvolvimento de métodos e ferramentas para avaliação e gestão de riscos psicossociais. O projeto ganha relevância diante das atualizações recentes da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01), que estabelece diretrizes de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) e reforça a obrigatoriedade de gerenciamento de riscos ocupacionais — incluindo os de natureza psicossocial — por meio do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Em novembro de 2025, o Laboratório promoveu um workshop que abriu espaço para debates e apresentação de estratégias de gestão e prevenção de riscos psicossociais no contexto laboral, com uma exposição dedicada às mudanças na legislação federal, especialmente na NR-01. Na ocasião, o professor Roberto destacou que os riscos psicossociais englobam elementos como estresse ocupacional, pressão excessiva, assédio moral, ausência de autonomia e sobrecarga de tarefas, fatores capazes de afetar de forma significativa a saúde mental e física das pessoas trabalhadoras — evidência de uma mudança de paradigma nas políticas de saúde ocupacional, que passam a reconhecer o papel central de componentes psicológicos e sociais no bem-estar no trabalho.

Entre os destaques do projeto, o desenvolvimento na universidade de um protótipo digital de avaliação de Fatores de Risco Psicossociais Relacionados ao Trabalho, concebido com ênfase no setor público para oferecer ferramentas mais adequadas à identificação e à administração de riscos nesse contexto específico. A construção do sistema segue quatro etapas integradas: definição do problema, com a identificação da lacuna tecnológica na gestão de riscos psicossociais e a proposição de uma solução informatizada; construção do modelo, com a definição de indicadores, limites e critérios para classificação dos níveis de risco (baixo, médio e alto), além da arquitetura lógica do banco de dados; implementação da solução, que envolve o desenvolvimento do software, a integração dos fluxos de informação e a realização de testes piloto; e, por fim, avaliação e refinamento, etapa em que são analisados os indicadores gerados, validada a usabilidade junto às pessoas usuárias e feitos os ajustes necessários para aprimorar a precisão e a utilidade dos resultados.

Participe do questionário, acessando este link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScKDPmQR-0SSZ8rlDOc6gaMiOVN_-HRclV4LBGlIeJF4cTbnA/viewform

Mais informações pelo site fatorhumano.ufsc.br ou pelo e-mail fatorhumanolab@gmail.com.

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UFSC integra debate sobre cotas raciais nas universidades e concursos públicos em SC

04/05/2026 14:15

Audiência Pública na Alesc sobre as cotas raciais no ensino superior e nos concursos públicos em Santa Catarina. Fotos: Divulgação

A Audiência Pública que discutiu a implementação e o fortalecimento das cotas raciais no ensino superior e nos concursos públicos do estado foi realizada nesta segunda-feira, 4 de maio, às 19h, no Plenarinho Paulo Stuart Wright da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc).

Representando a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estiveram presentes o reitor, Irineu Manoel de Souza, e a superintendente de Ações Afirmativas e Equidade, Bianca Costa Silva de Souza. O professor Marcelo Tragtenberg também participou como integrante da Cátedra Antonieta de Barros – Educação para a Igualdade Racial e Combate ao Racismo.

A deputada estadual Luciane Carminatti, proponente do debate, abriu os trabalhos ressaltando que a luta pela equidade é essencial para reverter séculos de escravidão e negação de direitos, afirmando: “Nós só vamos reverter essa situação se, de fato, a legislação for positiva”, uma vez que o discurso de acesso igual para todos não condiz com a realidade de quem enfrenta barreiras históricas.

No encontro, autoridades, acadêmicos e movimentos sociais celebraram a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou inconstitucional uma lei estadual que pretendia proibir ações afirmativas em território catarinense. Os participantes apresentaram dados estatísticos que comprovam desigualdades sistêmicas de renda e escolaridade, evidenciando que o racismo institucional ainda restringe o acesso da população negra a espaços de poder. Destacou‑se que as cotas não são privilégios, mas mecanismos essenciais de reparação histórica e de promoção da equidade social. Além disso, oradores enfatizaram a necessidade de reformar currículos acadêmicos e de garantir políticas de permanência estudantil para estudantes quilombolas e indígenas. O evento reafirmou o compromisso do Parlamento e da sociedade civil em vigiar e expandir a legislação que assegura a justiça racial no estado.

A participação de Tragtenberg trouxe embasamento técnico ao debate, onde apresentou um diagnóstico sobre as desigualdades raciais em Santa Catarina. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstrou que a desigualdade é sistêmica e atravessa todas as fases da vida: desde o ensino fundamental, em que crianças negras apresentam maior atraso escolar, até o mercado de trabalho, no qual pessoas negras com ensino superior completo chegam a receber cerca de 77% da renda de pessoas brancas com a mesma formação. Diante desses dados, o pesquisador recomendou não apenas a manutenção das cotas, mas também sua ampliação para a educação básica, para o sistema de universidades privadas e para o serviço público estadual.

O debate também contou com vozes da sociedade civil e de outras instituições de ensino, como Maria Helena Tomaz, coordenadora do Núcleo de Estudos Afro‑Brasileiros (NEAB) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que defendeu a importância de políticas de permanência estudantil para evitar a evasão de alunos cotistas, e Luiz Herculano de Sousa Guilherme, professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), que provocou o público ao questionar quantos negros e indígenas de fato conseguem exercer a cidadania plena em um estado ainda marcado por resquícios de um regime excludente. Vanda Pinedo, do Movimento Negro Unificado de Santa Catarina, reforçou que a vitória jurídica no STF é apenas um passo, pois ainda é necessário “mudar as mentes” dentro das universidades e enfrentar o racismo institucional que opera nos currículos e nas vivências acadêmicas.

O evento encerrou‑se com o compromisso de diversas lideranças, incluindo o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública, de monitorar o cumprimento das leis de cotas e avançar em projetos que garantam a representatividade da população negra nos espaços de poder em Santa Catarina.

Assista à audiência na íntegra:

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