UFSC adia votação de política para ingresso e permanência de estudantes indígenas e quilombolas

12/05/2026 16:48

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) dedicou a sessão da tarde desta terça-feira, 12 de maio, à apreciação da minuta da Política Institucional para o Ingresso e a Permanência de Estudantes Indígenas e Quilombolas. A pauta foi relatada pela conselheira Olga Regina Zigelli Garcia, com transmissão ao vivo pelo canal do CUn no YouTube. Após a leitura do parecer, o conselheiro Juarez Vieira do Nascimento pediu vistas e propôs a criação de uma comissão representativa para subsidiar ajustes no texto, o que adiou a deliberação para a próxima reunião do colegiado.

Em seu parecer, a relatora destacou que a proposta “revela-se juridicamente sólida, politicamente necessária e estrategicamente fundamental para o aprimoramento das ações institucionais desta Universidade”. Segundo ela, a política “não se configura apenas como [um] mecanismo de acesso, mas como instrumento indispensável para a construção de uma instituição efetivamente comprometida com a equidade, a diversidade e o enfrentamento ao racismo”.

Olga sustentou que a UFSC acumulou avanços com cotas e processos seletivos específicos, mas ainda enfrenta “obstáculos concretos à permanência, ao desempenho acadêmico e à conclusão dos cursos”. Para a conselheira, a ausência de uma diretriz integrada fez com que iniciativas relevantes surgissem “de forma fragmentada e, muitas vezes, reativa às demandas emergenciais”, o que reforça a necessidade de institucionalização de uma política contínua e intersetorial.

O parecer ressalta princípios estruturantes da proposta — “interculturalidade crítica, protagonismo estudantil, reconhecimento dos saberes tradicionais e direito à consulta prévia, livre e informada” — e afirma que sua implementação representa “o cumprimento efetivo dos deveres constitucionais e legais da universidade pública; o fortalecimento das ações afirmativas institucionais; a promoção concreta da equidade no ensino superior; e a reafirmação do compromisso da UFSC com uma sociedade democrática, plural e antirracista”, situando a política em um paradigma contemporâneo de universidade socialmente referenciada e inclusiva.

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Audiência sobre RU da UFSC evidencia prioridades e cria comissão de acompanhamento de reforma

30/04/2026 17:59

Audiência pública sobre o Restaurante Universitário reuniu trabalhadores terceirizados, estudantes e servidores da UFSC. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

A Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Santa Catarina (PRAE/UFSC) realizou, na tarde desta quinta-feira, 30 de abril, uma audiência pública sobre o Restaurante Universitário (RU), na sala Aroeira do Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, no campus Trindade. O encontro reuniu trabalhadores terceirizados do RU, estudantes e servidores. Ao abrir o debate, a pró-reitora Simone Sobral Sampaio enfatizou que “o RU é a principal política de permanência estudantil dessa universidade” e que “não há auxílio pecuniário que concorra com um prato na mesa”, salientando que a centralidade do RU vai além do custo direto e alcança o cotidiano acadêmico. “Falo do tempo, do deslocamento, de ter que ir para casa, preparar comida, e voltar para outra atividade”, explicou, em referência ao impacto do restaurante na rotina discente.

Conduzida por Simone e pelo prefeito universitário, Matheus Lima Alcantara, a audiência apresentou um panorama do serviço: volume diário de refeições, público atendido, manutenções executadas, problemas de infraestrutura e os recursos disponíveis para reformas urgentes diante do orçamento atual das universidades públicas. Segundo a pró-reitora, a UFSC ampliou o contrato de operação do RU na transição para a atual empresa, o que resultou no aumento do número de postos de trabalho entre cozinheiros, auxiliares e demais funções. Ela elencou intervenções recentes “sobretudo no campo elétrico e também no campo da estrutura”, como o fechamento das cargas elétricas, a instalação de ventiladores, a instalação de dispositivo DR na lavanderia, a troca de lâmpadas, a manutenção preventiva e a inspeção elétrica, o aterramento de equipamentos e adequações na área dos fornos, além da adequação dos circuitos das caldeiras. No âmbito operacional, citou o hidrojateamento das tubulações para limpeza de canos, a manutenção de torneiras externas, a instalação de telas milimetradas, a pintura e a desinsetização. A modernização do parque de equipamentos está em curso, com a chegada de novas caldeiras de fluido térmico de 500 litros cada — medida que, segundo ela, “dá mais conforto térmico para a produção e também mais segurança aos trabalhadores” — e a troca de coifas, entre outros itens que devem elevar a produtividade.

Simone destacou que a UFSC já encaminhou, por meio de pregão eletrônico, um contrato para serviços de manutenção de telhados, coberturas e impermeabilizações — um passivo que atinge o RU e outras áreas da universidade. Há previsão orçamentária de R$ 3,7 milhões para diversas reformas de telhados na instituição, valor que, frisou, não se limita ao restaurante. Em paralelo, uma nova licitação tratará de uma reforma mais ampla do RU, distinta das manutenções correntes e com maior complexidade técnica e exigências legais. “Teremos a reforma do sistema de climatização, da subestação do RU e da segurança elétrica, além da drenagem, de um espaço para pessoas neurodivergentes e de reparos em infiltrações e na estrutura metálica”, detalhou. O pacote está estimado em R$ 4,5 milhões, recursos que, segundo a pró-reitora, virão por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

A etapa de perguntas expôs preocupações com a segurança de trabalhadores e usuários, sobretudo após a queda de parte do forro em área interna do RU no último dia 26 de abril, por volta das 17h, atribuída a infiltrações decorrentes das chuvas — episódio que levou à suspensão do trabalho quando as equipes se preparavam para o jantar. Nessa ocasião, as equipes da Prefeitura Universitária atuaram no local com manutenções emergenciais. Ao tratar do contexto orçamentário, Simone explicou que  é “mais grave ainda: não é somente a UFSC; estamos falando de todas as universidades públicas”. Ela lembrou que a universidade reúne mais de 50 mil pessoas — “maior que alguns municípios do estado” — e afirmou que a verba de capital enviada neste ano, de R$ 3,7 milhões, não é suficiente diante do tamanho da demanda. “Esse é o total de verba de capital para o ano inteiro. No caso do telhado, o único jeito é a reforma, e estamos tocando esse processo há algum tempo”, disse.

Houve ainda questionamentos sobre a troca de gestão na UFSC e os impactos no RU. A pró-reitora salientou que a transição, cujo início está marcado para 4 de julho, será acompanhada de um informe detalhado à nova equipe sobre os problemas existentes e os processos em curso, a fim de garantir continuidade administrativa e técnica. “Para nós, é muito importante que esses processos aconteçam o quanto antes, para assegurar que o recurso previsto seja, de fato, aplicado nas reformas de que precisamos, para que o RU atenda à sua finalidade”, afirmou. Em resposta às cobranças por celeridade na solução do telhado — um problema apontado como antigo e, segundo relatos, tratado com sucessivos paliativos — Simone e Matheus anunciaram as datas e prazos: o pregão para a reforma do telhado será realizado em 14 de maio de 2026; o início da obra está previsto para junho; e a conclusão, em até quatro semanas, com trabalho setorizado, de modo a liberar áreas gradualmente e manter o funcionamento do restaurante sem interrupções.

Como encaminhamento prático, e atendendo a uma demanda especialmente dos estudantes, a audiência decidiu pela criação de uma comissão para acompanhar o contrato do telhado, com representação dos setores envolvidos — Restaurante Universitário e Prefeitura Universitária — e dos alunos.

Sobre o RU

O RU é uma unidade suplementar da UFSC, vinculado à PRAE, tendo como atividade principal o fornecimento de refeições aos alunos da UFSC. Ele favorece a manutenção da saúde de seus usuários por meio do fornecimento de uma alimentação balanceada e diversificada, produzida dentro de um padrão de controle qualidade, preocupando-se com a heterogeneidade de hábitos alimentares presentes em nosso estado. Contribui também na promoção da qualidade de ensino, pesquisa e extensão, através da abertura de campos de estágio para as mais diversas disciplinas.

Os estudantes com cadastro socioeconômico aprovado pelo Departamento de Permanência Estudantil podem requerer isenção de alimentação no Restaurante Universitário.

O cardápio é planejado e elaborado semanalmente, atentando para o custo, o correto armazenamento e a recepção dos gêneros utilizados para confecção dos mesmos. Os fornecedores são previamente selecionados, visando a garantia da qualidade dos gêneros utilizados.

Mais informações na página ru.ufsc.br.

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
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Fotos: Gustavo Diehl | Agecom

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Lançamento da Cuidoteca na UFSC: política intersetorial que fortalece o direito ao cuidado

27/04/2026 13:46

Projeto Cuidoteca foi lançado no dia 24 de abril, na UFSC, com a presença de representantes do MDS. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

A Cuidoteca, novo espaço da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para cuidado de filhos de estudantes, servidores e terceirizados, foi lançada nesta sexta-feira, 24 de abril, na Sala dos Conselhos, com a presença de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A iniciativa, desenvolvida em parceria com o órgão, integra a Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024). As inscrições para o projeto seguem abertas até o dia 3 de maio de 2026.

O projeto extensionista é destinado a crianças de 4 a 10 anos, com ou sem deficiência. O serviço funcionará no período noturno, com atividades no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC, que disponibilizará duas salas para atividades, cozinha para preparo de refeições e áreas externas e comuns. A proposta inclui práticas lúdicas e acessíveis, rodas de conversa com as famílias e oferta de alimentação saudável.

Na abertura do evento, foi evidenciado que a política reafirma a universidade como espaço de transformação social, sensível às desigualdades que impactam especialmente as mulheres. Ao inaugurar a Cuidoteca, a UFSC fortalece a política de assistência estudantil e amplia a rede de apoio à comunidade universitária, em alinhamento com as diretrizes nacionais de inclusão e justiça social. “Celebra-se hoje não apenas a abertura de um espaço, mas a concretização de uma parceria institucional que une universidade e governo federal em torno de um propósito maior: garantir que o cuidado seja política pública, direito assegurado e instrumento de permanência e pertencimento”.

Na mesa de abertura, o reitor da UFSC, Irineu Manuel de Souza; a diretora da Secretaria Nacional da Política de Cuidados, Maria Carolina Alves; a pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE), Simone Sobral Sampaio; a coordenadora geral da Cuidoteca, Josiana Piccolli; e a representante do Coletivo MãEstudantes, Chaiane Guterres da Silva

Participaram da mesa de lançamento o reitor da UFSC, Irineu Manuel de Souza; a diretora da Secretaria Nacional da Política de Cuidados, Maria Carolina Alves; a pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE), Simone Sobral Sampaio; a coordenadora geral da Cuidoteca, Josiana Piccolli; e a representante do Coletivo MãEstudantes, Chaiane Guterres da Silva.

A diretora Maria Carolina Alves afirmou que a iniciativa é uma das ações centrais da política nacional prevista em lei. Segundo ela, o objetivo é “garantir acolhida e cuidado para as crianças nos períodos que excedem a jornada escolar, especialmente à noite, em um lugar seguro, acessível e com qualidade, enquanto mães, pais e responsáveis trabalham, estudam ou fazem qualificação profissional”.

Diretora da Secretaria Nacional da Política de Cuidados, Maria Carolina Alves

Maria Carolina também destacou que a Cuidoteca materializa o direito ao cuidado por meio de ações do governo federal e será implementada em parceria com universidades. “A UFSC foi uma das primeiras com quem conversamos e estamos muito felizes de estar aqui concretizando o projeto e fazendo o lançamento”, disse.

A coordenadora Josiana Piccolli salientou que recebe o projeto “com muita alegria e com profundo senso de responsabilidade”. A professora mencionou que a iniciativa “não nasce no NDI nem na UFSC”, mas é fruto da Política Nacional de Cuidados, que reconhece o cuidado como direito e condição para acesso, permanência e participação plena na vida universitária, “especialmente das mulheres”. Segundo ela, o NDI soma-se a esse movimento ao ceder infraestrutura e, sobretudo, a experiência acumulada em 45 anos de trabalho em ensino, pesquisa e extensão voltados à infância.

Josiana ainda ressaltou que a Cuidoteca não se configura como oferta de educação infantil, “até porque envolve atendimento em período noturno”, e sim como política intersetorial que amplia o olhar sobre o cuidado como responsabilidade compartilhada entre Estado e sociedade. “A Cuidoteca nos ajuda a reconhecer que garantir espaços para as crianças é também garantir condições mais justas de permanência para suas famílias”, afirmou, agradecendo à Reitoria, ao MDS e à PRAE pela viabilização do projeto. “Que a Cuidoteca seja um espaço vivo, coletivo e comprometido com o cuidado e com as infâncias, na construção de uma universidade mais justa, inclusiva e democrática”, finalizou.

Assinatura simbólica do projeto entre UFSC e MDS

A representante do Coletivo MãEstudantes, Chaiane Guterres da Silva, afirmou que o momento é resultado de anos de mobilização. “Só chegamos até aqui porque, muitas vezes, abrimos mão de nos formar no tempo esperado e de estar com nossos filhos para construir políticas públicas”. Ela citou marcos recentes que, segundo ela, impulsionaram a pauta materna nas universidades — como iniciativas legais sobre mães na ciência, licenças e exercício domiciliar — e destacou a criação de grupos de trabalho que “saíram do ventre da UFSC”, em diálogo com parlamentares e ganharam o país. Esse percurso, disse, culminou na Política Institucional de Permanência para Mães Estudantes da UFSC, “com avanços significativos, como o auxílio materno de R$ 300 e o auxílio‑natalidade”.

A líder do coletivo reforçou que a Cuidoteca nasce da necessidade concreta de mães e responsáveis que compõem a comunidade acadêmica. “A universidade tem mães, pais e responsáveis, e seus filhos fazem parte deste espaço”, Em relato pessoal, contou ter se tornado mãe estudante aos 16 anos e atravessado toda a trajetória acadêmica nessa condição: “A universidade pode romper correntes; o cuidado transforma vidas.” Ao final, agradeceu aos responsáveis pela viabilização do projeto e saudou “todas as mulheres, mães e responsáveis que sonharam e construíram essas políticas — e que, muitas vezes, se formaram antes de ver esse sonho concretizado”.

A Cuidoteca é mais do que um espaço físico, constitui-se um território de acolhida e cuidado. O funcionamento à noite permitirá que mães, pais e responsáveis se dediquem às suas atividades acadêmicas e profissionais com maior tranquilidade, encerrou.

Ao final, foi feita a assinatura simbólica do projeto entre UFSC e MDS.

Para candidatas(os) que possuam IdUFSC (como estudantes e servidores), a inscrição deverá ser realizada neste link. Para pessoas que não possuam IdUFSC (contratados e terceirizados), a inscrição deverá ser realizada por meio deste link.

Confira o edital completo.

Mais informações: cuidoteca.paginas.ufsc.br

 

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
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Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

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Nota esclarece critérios, funcionamento e contexto orçamentário da Assistência Estudantil na UFSC

24/04/2026 10:22

A Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) informa à comunidade universitária que a Assistência Estudantil constitui-se como política educacional fundamental, voltada à promoção da democratização do acesso e da permanência no ensino superior. Com foco no êxito acadêmico, destina-se a estudantes de graduação com renda familiar de até um salário mínimo.

A PRAE esclarece que todos os programas, bolsas e auxílios são regidos por editais públicos específicos, nos quais estão definidos os critérios, prazos e condições para concessão, renovação e continuidade dos benefícios. Esses prazos seguem, também, o calendário acadêmico da Universidade.

No caso, por exemplo, da Renovação da Bolsa Estudantil, o edital vigente estabeleceu o período de inscrições entre os dias 12 a 20 de março, posteriormente prorrogado até 24 de março de 2026, em razão do feriado de aniversário de Florianópolis, com o objetivo de ampliar as condições de participação dos estudantes.

Para a renovação do benefício, é exigido o cumprimento de critérios acadêmicos, incluindo matrícula em, pelo menos, a carga horária mínima do seu curso, ausência de reprovação por Frequência Insuficiente (FI) e aproveitamento em 50% das disciplinas cursadas nos dois semestres anteriores.

No caso da continuidade na Moradia Estudantil, os critérios são: ter frequência nas disciplinas matriculadas e não ultrapassar o tempo de jubilamento do curso quando de seu ingresso na moradia.

A PRAE ressalta que todas as decisões relativas à Assistência Estudantil são pautadas pelo diálogo permanente com a comunidade acadêmica e pelo acompanhamento educacional realizado pelas equipes técnicas, com base nas informações apresentadas pelos estudantes. Nesse sentido, reafirma seu compromisso cotidiano com a permanência estudantil e com a transparência das informações prestadas.

A Pró-Reitoria destaca que manifestações difamatórias, ou que busquem descredibilizar a atuação institucional, fragilizam o já difícil cotidiano da comunidade estudantil, que conta com editais públicos e transparentes na definição dos critérios de seleção e de continuidade ao recebimento dos benefícios, garantindo isonomia e adequada destinação do orçamento público.

No âmbito financeiro, a PRAE informa que a Bolsa Estudantil da UFSC passou por correção inflacionária recente, sendo reajustada de R$ 963,89, em 2025, para R$ 1.004,95, em 2026 — configurando-se como um dos maiores auxílios dessa natureza entre as universidades federais.

O orçamento disponível não é suficiente para atender a totalidade dos estudantes que se enquadram nos critérios de renda estabelecidos.
A realidade orçamentária da Assistência Estudantil permanece restritiva. Em 2025, o valor destinado pelo Governo Federal à rubrica “Auxílio Financeiro de Assistência Estudantil” foi de R$ 19.300.000,00, enquanto o montante efetivamente executado com o pagamento de auxílios atingiu R$ 24.093.770,35, evidenciando o esforço institucional para garantir a continuidade dos atendimentos.

Mesmo diante desse cenário desafiador, a PRAE reafirma o compromisso da UFSC com a permanência estudantil, buscando assegurar condições adequadas para que estudantes possam concluir sua formação acadêmica com qualidade.

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Cuidoteca lança edital para seleção de crianças que terão acolhimento em período noturno

17/04/2026 18:55

A equipe de coordenação do Projeto Cuidoteca UFSC lançou edital de inscrições para seleção das crianças que poderão participar do projeto. Neste semestre, são oferecidas 40 vagas para crianças de 4 a 10 anos de idade, filhos e filhas de estudantes, servidores técnico-administrativos, professores e trabalhadores contratados ou terceirizados que atuam na UFSC no período noturno. O serviço de cuidado será oferecido de segunda a sexta-feira, das 18h20 às 22h, no espaço físico do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), localizado no campus da Trindade, em Florianópolis.

A Cuidoteca é um projeto viabilizado por uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Visa oferecer um espaço acolhedor, seguro e inclusivo de cuidado às crianças cujos pais desenvolvem atividades no período noturno na UFSC.
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