UFSC recebe inscrições de atividades para o ‘Novembro Negro’ 2026

14/09/2026 15:10

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) prepara a edição 2026 do Novembro Negro, que reunirá, ao longo de todo o mês de novembro, atividades alusivas ao Dia da Consciência Negra.

Construído coletivamente, o evento contará com ações promovidas por cursos, unidades acadêmicas, coletivos e setores administrativos da Universidade. A programação poderá incluir palestras, oficinas, exposições, apresentações artísticas, atividades culturais afro-brasileiras e outras iniciativas relacionadas ao enfrentamento ao racismo e à valorização da cultura, da história e da presença negra na UFSC.

A Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) convida os setores administrativos, os coletivos e as unidades acadêmicas da UFSC a inscreverem suas iniciativas na programação unificada. A participação dos diferentes segmentos contribuirá para ampliar a mobilização e o envolvimento da comunidade universitária na construção do evento.

As unidades e os coletivos interessados devem preencher o formulário de inscrição até 30 de setembro de 2026. O envio deve ser realizado dentro do prazo mesmo que a programação da atividade ainda não esteja totalmente definida ou organizada.

Todas as atividades inscritas serão divulgadas no site que reúne todas as edições, disponível em https://novembronegro.ufsc.br/. Oportunamente, as pessoas responsáveis pelas propostas serão convidadas a participar de uma reunião de organização e alinhamento.

Formulário de Inscrição

Mais informações: novembronegro.ufsc.br

Tags: Novembro NegroproafeUFSC

Nota de Repúdio da UFSC às manifestações racistas e de exaltação ao nazismo

14/09/2026 10:25

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vem a público manifestar seu mais firme repúdio às inscrições de caráter racista, ameaçador e de exaltação ao nazismo encontradas nas dependências do Centro Socioeconômico (CSE), no Campus Trindade, em Florianópolis.

Não vamos reproduzir aqui as mensagens encontradas. Elas são graves, ofensivas e absolutamente incompatíveis com os valores de uma universidade pública, democrática e plural. Mas nosso posicionamento precisa ser muito claro: não aceitaremos que o racismo, o ódio, a intolerância ou qualquer forma de ameaça encontrem espaço na UFSC.

Desde que tomamos conhecimento do ocorrido, estamos adotando as providências institucionais necessárias. Estamos encaminhando formalmente o caso à Polícia Federal, solicitando apoio para a investigação e identificação dos responsáveis, e reunindo os registros e demais elementos que possam contribuir para a apuração. Também estamos mobilizando nossas estruturas internas para avaliar e reforçar as medidas de segurança e de proteção à nossa comunidade.

A liberdade de expressão e a pluralidade de ideias são princípios fundamentais da Universidade. Mas ameaça não é divergência. Racismo não é opinião. A exaltação do nazismo não pode ser naturalizada como manifestação política.

A UFSC continuará sendo um espaço onde as diferenças possam conviver com respeito, onde o debate aconteça democraticamente e onde todas as pessoas tenham o direito de estudar, trabalhar e circular com segurança e dignidade.

À nossa comunidade, especialmente às pessoas diretamente atingidas por essas manifestações, reafirmamos: a Universidade está atenta, está tomando providências e não será omissa.

Defender a UFSC é também defender a democracia, os direitos humanos e o respeito à vida. E diante do ódio e da intolerância, nossa resposta será sempre firme: democracia, respeito e ação institucional.

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Marco na UFSC: construção e responsabilidade coletivas orientam a sua política de equidade de gênero

11/09/2026 10:49

Imagem: Oksana Horiun

“O maior desafio deste momento é promover uma mudança na cultura institucional, para que cada unidade reconheça sua responsabilidade na efetivação da política.” A afirmação da pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Evelise Santos Sousa, traduz a dimensão do caminho que a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) começa a percorrer: fazer com que a equidade de gênero deixe de ocupar apenas o campo das normas e passe a atravessar, de forma concreta, as salas de aula, os laboratórios, os setores administrativos e as relações cotidianas.

Esse caminho foi delineado por um amplo processo de diálogo e construção coletiva iniciado em 2023. Como resultado, o Conselho Universitário (CUn) aprovou, por unanimidade, em 1º de julho de 2026, a Política Institucional de Equidade de Gênero. A decisão representa um avanço fundamental para a consolidação de uma Universidade mais segura, plural, democrática e comprometida com o respeito às diferenças.

Instituída pela Resolução Normativa nº 231/2026/CUn, a política reconhece que as desigualdades de gênero ainda atravessam a rotina acadêmica e profissional e, por isso, precisam ser enfrentadas por meio de ações permanentes e articuladas. O objetivo é promover a equidade em todas as instâncias da UFSC, com iniciativas educacionais, medidas de assistência e estratégias de prevenção e enfrentamento às violências.

Apresentada pela Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), a proposta está estruturada em três eixos centrais e complementares: promoção da equidade, assistência e enfrentamento à violência de gênero. Por meio da Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN), a Proafe será responsável pela coordenação e pela articulação técnica da implementação. A efetividade da política, no entanto, dependerá do envolvimento de toda a Universidade.

“Será necessária uma atuação articulada e monitorada, com ações permanentes de formação e sensibilização, para incorporar a equidade de gênero às práticas de ensino, pesquisa, extensão e gestão e alcançar resultados concretos e duradouros”, ressalta Evelise.

A política adota uma perspectiva interseccional, considerando que gênero, raça, classe, renda, deficiência, maternidade e outras dimensões sociais se combinam e produzem diferentes experiências de desigualdade. Mais do que estabelecer princípios, o documento busca transformar práticas institucionais e contribuir para a eliminação de discriminações, opressões e injustiças.

Suas diretrizes deverão orientar as relações interpessoais, as atividades de ensino, pesquisa e extensão, bem como as práticas administrativas e de gestão. A política alcança toda a comunidade universitária: estudantes, servidores docentes e técnico-administrativos, trabalhadores terceirizados, estagiários, aprendizes, voluntários, visitantes e prestadores de serviços vinculados à UFSC.

A mudança cultural proposta exige que a equidade deixe de ser percebida como atribuição exclusiva de um setor e passe a integrar as decisões, as relações e as práticas diárias de toda a instituição. Trata-se, portanto, de uma responsabilidade compartilhada, cuja concretização dependerá da participação ativa das diferentes unidades e dos diversos segmentos da comunidade universitária.

Segundo Evelise, a aprovação é resultado de um processo verdadeiramente coletivo e participativo. Desde 2023, cerca de 40 representantes de diferentes segmentos da comunidade universitária integraram o grupo de trabalho responsável pela elaboração da proposta. O documento também foi debatido em audiência e consulta pública, ampliando os espaços de escuta e participação social.

“Esse percurso confere legitimidade e representatividade à política, que se soma a outras normativas institucionais, como as políticas de Enfrentamento ao Racismo e para Pessoas Trans, reforçando o compromisso da UFSC com um ambiente universitário plural, inclusivo e respeitoso às diferenças”, afirma a pró-reitora.

Equidade, compromisso permanente

No eixo da promoção da equidade, a resolução distribui responsabilidades entre a Administração Central, os centros de ensino e as demais unidades acadêmicas e administrativas. Estão previstas campanhas educativas, ações de sensibilização, incentivo a pesquisas e estudos de gênero, inclusão da temática nos currículos e oferta de capacitações voltadas à equidade e ao enfrentamento das violências.

As formações serão obrigatórias para servidores ingressantes nas carreiras do Magistério Superior, do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e para os técnicos-administrativos em Educação. A UFSC também deverá solicitar que as empresas terceirizadas ofereçam capacitação a seus trabalhadores.

Outra medida importante é a incorporação da linguagem inclusiva de gênero à comunicação oficial da Universidade. A orientação abrange ofícios, editais, portarias, resoluções, sites, redes sociais e conteúdos produzidos para rádio e televisão. A Proafe ficará responsável pela elaboração de guias e orientações, com o apoio da Secretaria de Comunicação (Secom) e de profissionais habilitados.

A política também reconhece que a equidade depende da participação efetiva de mulheres e pessoas de gênero dissidente nos espaços de poder e tomada de decisão. Sempre que possível, os órgãos da UFSC deverão assegurar a presença mínima de 50% desse público em cargos de chefia e funções gratificadas de livre indicação, bem como em comissões, grupos de trabalho e mesas de eventos institucionais.

Nos processos eleitorais para a Reitoria, as direções de unidades acadêmicas e as de campi, deverá ser garantida a presença de pelo menos uma mulher ou pessoa de gênero dissidente entre as candidaturas a titular e vice ou suplente. A resolução também estabelece parâmetros de equidade para o CUn, as câmaras acadêmicas, o Conselho de Curadores, os conselhos de unidades e os colegiados de departamentos.

Maternidade, parentalidade e condições de permanência

A política reconhece que as responsabilidades de cuidado ainda afetam de maneira desigual as trajetórias acadêmicas e profissionais. Por isso, o eixo da assistência amplia as medidas de apoio à maternidade e à parentalidade, buscando garantir condições mais justas de permanência, desenvolvimento e participação na vida universitária.

Entre as ações previstas estão a prioridade para mães, pais e responsáveis na adesão ao teletrabalho parcial ou à flexibilização da jornada. Também será assegurada a liberação para reuniões e compromissos escolares de filhos, mediante comprovação e sem necessidade de compensação das horas.

A licença-maternidade de estudantes não poderá ocasionar a perda de bolsas ou auxílios pagos pela Universidade. Além disso, editais que avaliem currículo e produção acadêmica deverão ampliar em, no mínimo, dois anos o período de análise da produtividade científica de mulheres e pessoas de gênero dissidente que tenham passado por parto ou adoção dentro do intervalo considerado.

A resolução determina, ainda, a manutenção e a ampliação do Serviço de Apoio à Amamentação (Saam) e assegura o direito à amamentação livre nos espaços da UFSC. No caso de estudantes em exercício domiciliar, docentes deverão elaborar planos de ensino com flexibilidade didático-pedagógica e avaliativa, respeitando as necessidades relacionadas à maternidade e à parentalidade.

Também estão previstas ações de permanência estudantil, grupos de acolhimento e redes de apoio para mães, pessoas que gestam e famílias no período posterior à adoção. O objetivo é evitar que o cuidado se transforme em barreira para a continuidade dos estudos ou para o desenvolvimento acadêmico e profissional.

Acolhimento e enfrentamento à violência de gênero

No eixo do enfrentamento à violência, a resolução organiza uma rede institucional de acolhimento e define procedimentos para o recebimento, encaminhamento e apuração de denúncias. Essa rede será composta por diferentes setores da Universidade, entre eles Proafe, Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (Prae), Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd), Ouvidoria, Comissão de Ética, unidades de educação básica e equipes dos campi.

As denúncias deverão ser formalizadas junto à Ouvidoria da UFSC, por meio da plataforma Fala.BR, presencialmente ou pela internet. O registro poderá ser realizado tanto pela pessoa afetada quanto por terceiros que tenham conhecimento dos fatos.

Após a qualificação da denúncia, caberá à Ouvidoria encaminhá-la ao setor responsável pela apuração e informar a pessoa denunciante sobre os serviços de acolhimento e atendimento disponíveis.

Confidencialidade, celeridade, escuta ativa e prevenção da revitimização estão entre os princípios que deverão orientar todo o processo. A resolução parte do entendimento de que procurar ajuda ou denunciar uma violência não pode representar uma nova experiência de sofrimento, exposição ou constrangimento.

Entre as medidas de apoio às estudantes estão a flexibilização da frequência, a substituição de avaliações e a ampliação de prazos para a apresentação de trabalhos de conclusão de curso.

A discente denunciante também poderá solicitar medidas protetivas administrativas de urgência, como prioridade na escolha de disciplinas e remanejamento de atividades de pesquisa e extensão. O objetivo é evitar a convivência com a pessoa denunciada e preservar as condições de segurança e permanência na Universidade. Esses pedidos deverão ser analisados no prazo de até cinco dias úteis.

Quando as condutas forem comprovadas, serão aplicadas as penalidades previstas na legislação, sempre com respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. A resolução prevê o desligamento de estudantes que pratiquem assédio ou violência sexual, assim como a demissão de servidores quando essas condutas estiverem configuradas nos termos legais.

Da aprovação à transformação institucional

Para que a política produza mudanças reais, sua implementação será acompanhada continuamente pelo Comitê Institucional de Ações Afirmativas e Equidade. Os relatórios de monitoramento deverão reunir dados sobre a participação de mulheres e pessoas de gênero dissidente nos cursos, nas carreiras e nos cargos da alta administração, além de informações sobre remuneração, denúncias, processos disciplinares e penalidades.

Esses dados serão fundamentais para identificar desigualdades, avaliar os resultados das ações e corrigir caminhos sempre que necessário. Mais do que acompanhar números, o monitoramento permitirá verificar se os princípios estabelecidos pela política estão sendo efetivamente incorporados ao cotidiano institucional.

A aprovação da Política Institucional de Equidade de Gênero constitui, portanto, um marco para a UFSC. Ao mesmo tempo, reafirma uma responsabilidade coletiva: transformar o texto da resolução em práticas permanentes, recursos, estruturas de acolhimento e mudanças concretas nas relações institucionais.

Acesse a Política neste link.

Leia mais: UFSC tem desafio de enfrentar desigualdades e situações de violência de gênero no ambiente de trabalho

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Banco vermelho: UFSC defende mobilização coletiva contra a violência às mulheres

03/09/2026 10:05

No Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, a pintura foi promovida pela Administração Central da UFSC. Fotos: Gustavo Diehl | Agecom

A cor vermelha ganhou um significado especial nos espaços da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na tarde desta quarta-feira, 2 de setembro. Em uma ação realizada simultaneamente em 14 unidades da instituição, membros da comunidade universitária se reuniram para pintar bancos e chamar a atenção para o enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres.

A mobilização ocorreu nos centros Socioeconômico (CSE), de Comunicação e Expressão (CCE), Tecnológico (CTC), de Desportos (CDS), de Ciências Agrárias (CCA), de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM) e de Ciências Biológicas (CCB), além dos campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, da Biblioteca Universitária (BU) e do Hospital Universitário (HU).

No Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, a pintura foi promovida pela Administração Central da UFSC. A atividade contou com a participação da vice-reitora, Felipa Amadigi; da secretária de Cultura, Arte e Esporte (SeCArtE), Maria de Lourdes Alves Borges; da pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), Evelise Santos Sousa, do secretário de Comunicação (Secom), Aureo Moraes, setores que promoveram a iniciativa.

Instalados em locais de grande circulação, os bancos vermelhos buscam romper o silêncio e manter o tema presente no cotidiano da Universidade. Mais do que as intervenções visuais, eles representam um convite ao diálogo, à escuta e à reflexão sobre relações marcadas pela misoginia e pelo sexismo. A iniciativa também possui caráter preventivo, educativo e pedagógico, ao estimular a comunidade a reconhecer situações de violência e se posicionar diante delas.

Vice-reitora da UFSC, Felipa Amadigi

Durante a atividade, a professora Felipa ressaltou a urgência de fortalecer a participação e a voz feminina nos diferentes ambientes da instituição. A vice-reitora contextualizou que o banco pintado coletivamente torna-se um símbolo de responsabilidade compartilhada; e que cada pincelada representa a possibilidade de transformar um espaço de passagem em um lugar de memória, conscientização e compromisso.

“Cada um de vocês seja muito bem-vindo a refletir sobre o tema, a encarar esse desafio de defender a voz das mulheres, de defender as mulheres em qualquer espaço em que elas estejam ou queiram estar”, declarou Felipa.

A vice-reitora também reforçou que o combate à violência passa necessariamente pela educação e pelo envolvimento de toda a sociedade. Proteger as mulheres, segundo ela, também significa promover relações baseadas no respeito, enfrentar atitudes discriminatórias e construir ambientes nos quais as vítimas se sintam seguras para falar e buscar ajuda.

Felipa destacou ainda que se trata de todas as mulheres: “das que estão nos espaços de gestão, das docentes, das nossas estudantes, das nossas mães, das mulheres indígenas, quilombolas e trans”, afirmou. Garantir que todas as pessoas sejam ouvidas, reconhecidas e protegidas, acrescentou, não pode depender apenas de atitudes individuais. O enfrentamento à violência requer um esforço coletivo, envolvendo a gestão universitária, os diferentes setores da instituição e toda a comunidade acadêmica.

Como parte desse compromisso, a UFSC pretende cumprir as etapas possíveis para concorrer a um selo concedido ao reconhecimento de instituições de ensino superior comprometidas com o combate à violência contra as mulheres. “A nossa Universidade vai se dedicar a percorrer todas as etapas para garantir que, na UFSC, as mulheres tenham liberdade e proteção contra a violência”, declarou a vice-reitora.

Ao final da atividade, Felipa lembrou que o convite simbolizado pelos bancos vermelhos não termina quando a tinta seca. A proposta é fazer com que a reflexão permaneça e se transforme em atitudes concretas de prevenção, acolhimento e denúncia. “A gente convida todo o mundo para pintar, mas também para se incomodar com o que estamos falando e replicar essas informações, para evitar que as mulheres continuem sendo vítimas de violência e de feminicídio”, concluiu.

Iniciativas da UFSC

O campus Trindade da UFSC já possui um banco vermelho, inaugurado em abril deste ano em homenagem à estudante Catarina Kasten, que foi assassinada por um homem no dia 21 de novembro de 2025, na trilha da praia do Matadeiro, em Florianópolis. O banco está localizado em frente ao Centro de Comunicação e Expressão (CCE), onde Catarina cursava pós-graduação em Inglês – Estudos Linguísticos e literários.

A Universidade aprovou recentemente uma Política de Equidade de Gênero no âmbito da UFSC (Resolução Normativa Nº 231, do Conselho Universitário). Entre outros objetivos, a política estabelece a busca da equidade de gênero e a prevenção e enfrentamento de todas as formas de violência baseadas no gênero das pessoas.

Na UFSC, existem canais de denúncias, como a Ouvidoria, e também o Serviço de Acolhimento a Vítimas de Violências (Seavis), vinculado à Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe). O Seavis é um espaço seguro onde estudantes ou servidores da UFSC que tenham passado por situações de violência encontram acolhimento, orientações e acompanhamento para lidar com essas situações.

Em relação às violências e discriminações de gênero e LGBTfóbicas, a Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGen), da Proafe, ocupa papel central.

Sua atuação envolve escuta empática, acolhimento, encaminhamentos internos e externos, apoio e orientação para a realização de denúncias e acompanhamento de demandas relacionadas às vivências de violência, discriminação por orientação sexual e/ou identidade de gênero e violência contra as mulheres na comunidade universitária.

Há cerca de cinco anos, a CDGen mantém projetos de extensão de caráter educativo e conscientizador, como o “Entre Laços”, em formato de grupo reflexivo, realizado virtualmente, com rodas de compartilhamento, escuta e apoio às mulheres; e o “Refletindo masculinidades”, grupos reflexivos voltados a homens, em formato de rodas de conversa virtuais.

Peça ajuda!

Se você está passando por uma situação de violência ou conhece alguém que esteja, procure ajuda. A denúncia pode ser feita de forma anônima. Ligue 180 ou pelo WhatsApp (61) 9610-0180.

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do Gabinete da Reitoria
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Fotos: Gustavo Diehl | Agecom

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UFSC reúne gestores acadêmicos para organizar o início do segundo semestre letivo

06/08/2026 15:09

Coordenadores de curso, chefes de departamento e diretores de centros de ensino participaram, nesta quinta-feira, 6 de agosto, de reunião realizada no auditório da Reitoria, no campus Trindade, em Florianópolis, com transmissão para os demais campi da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O encontro integrou as atividades preparatórias para o início do segundo semestre letivo de 2026, previsto para a próxima segunda-feira, 10 de agosto.

Participaram o reitor Amir Oliveira e a vice-reitora Felipa Amadigi, e representantes da Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd), da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) e da Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (Prae), além de gestores das unidades acadêmicas.

Durante a reunião, foram apresentadas informações sobre a organização das atividades relacionadas ao início do semestre, os fluxos de trabalho entre as unidades acadêmicas e administrativas e as ações de apoio aos estudantes.

Também foram discutidas as Resoluções nº 227, nº 229 e nº 230, aprovadas recentemente pelo Conselho Universitário (CUn), com foco nos procedimentos necessários para sua implementação nas unidades de ensino.

A Prograd informou que o Departamento de Ensino (DEN) e a Superintendência de Graduação e Educação Básica elaboram um manual destinado às coordenações de curso, chefias de departamento e demais unidades acadêmicas. O material reunirá orientações sobre a aplicação das novas resoluções e será disponibilizado após a conclusão dos estudos técnicos necessários.

Recepção aos estudantes

A programação de acolhimento aos estudantes ocorrerá nos dias 10 e 11 de agosto, das 7h30 às 19h30, na antessala do Hall da Reitoria I, simultaneamente à Feira do Livro promovida pela Editora da UFSC.

Durante os dois dias, 16 monitores estarão distribuídos em pontos estratégicos do campus de Florianópolis para orientar estudantes e encaminhá-los ao espaço de recepção, onde diferentes setores da Universidade prestarão informações sobre serviços e programas institucionais.

Entre os temas que serão apresentados estão o acesso ao Restaurante Universitário, ações afirmativas, bolsas estudantis, apoio pedagógico, oportunidades de intercâmbio, atividades esportivas e serviços da Biblioteca Universitária (BU).

A página calouros.ufsc.br reúne, a cada semestre, informações sobre as atividades de recepção organizadas pelos cursos e pelos diferentes setores da Universidade, funcionando como canal de consulta para estudantes ingressantes e demais interessados.

Ao final do encontro, houve espaço para esclarecimentos de dúvidas e troca de informações entre os representantes das unidades acadêmicas e das pró-reitorias sobre os preparativos para o início do semestre letivo.

Setor de Imprensa do Gabinete da Reitoria | Secom
imprensa.gr@contato.ufsc.br

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