Conselho Universitário aprova listas tríplices; colegiado elege Amir e Felipa à Reitoria da UFSC

29/04/2026 17:48

Sessão especial do Conselho Universitário define listas tríplices para a Reitoria da UFSC. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

A sessão especial do Conselho Universitário (CUn/UFSC) destinada à composição das listas tríplices realizou-se na tarde desta quarta-feira, 29 de abril. Os(as) conselheiros(as) votaram, em escrutínio secreto, por meio de cédulas, em cabine de votação. Inscreveram-se para Reitor(a) os(as) professores(as) Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior, Juarez Vieira do Nascimento e Maria Luiza Bazzo; e, para Vice-Reitor(a), os(as) professores(as) Felipa Rafaela Amadigi, Edson Roberto de Pieri e Francine Lima Gelbcke. A comunidade interna e externa pôde acompanhar a reunião pelo canal do CUn no YouTube.

Dois integrantes da Comissão Especial criada pela Resolução nº 005/2026/CUn, de 7 de abril de 2026, Guilherme Rizzatti e Michel Angillo Saad, juntaram-se à mesa da sessão para condução do processo. Nas duas etapas da votação, os(as) conselheiros(as) eram chamados(as) a depositar seu voto na urna, indicando um único nome para cada cargo.

Votação no Conselho Universitário confirmou os docentes Amir e Felipa para a Reitoria da UFSC

O resultado do Conselho Universitário confirmou os docentes Amir e Felipa para a Reitoria da UFSC, em consonância com a consulta informal, registrando 42 votos (de um total de 52) e 40 votos (de um total de 46), respectivamente.

Convidado a falar, o professor Amir destacou o fortalecimento da universidade pública nesses momentos. “No uso da nossa autonomia, nós definimos o futuro, definimos o nosso destino”, afirmou. Ele agradeceu à comunidade universitária pelo engajamento “muito ativo, muito envolvente” na consulta; às instâncias que organizaram e supervisionaram o processo eleitoral; e, nominalmente, ao reitor Irineu Manoel de Souza, que “conduziu a nossa sessão hoje” e ajudou a dar “fechamento ao processo”. Para Amir, a deliberação do CUn confirma “uma forma muito própria da nossa universidade, muito efetiva, de definirmos os nossos rumos”. Em tom de transição, disse ser hora de “interromper aquele ciclo de ‘41, 52, 63’”, tornando essa etapa “parte do passado” e voltando “os olhos para o futuro”. “A UFSC não é apenas um conjunto de prédios ou de resultados, papéis etc; a UFSC são as pessoas que a escolheram para fazer suas vidas”, afirmou, conclamando a comunidade a “olhar para frente” e “construirmos juntos a nossa universidade”.

Em seguida, a professora Felipa saudou o plenário e agradeceu ao reitor Irineu pela condução da sessão. Para ela, o encontro reafirmou “o processo democrático aqui na nossa universidade”. Em mensagem concisa, agradeceu “a cada um dos conselheiros que aqui votaram” e aos representantes da comunidade que se manifestaram no primeiro e no segundo turnos. Felipa enfatizou a ideia de pertencimento e cooperação. Encerrado “esse momento de eleição”, disse, inicia-se “o passo seguinte”, orientado pela compreensão de que “a nossa universidade é maior que grupos” e pelo convite — feito por Amir e por ela — para que todas e todos participem “da construção da UFSC que a gente deseja” nos próximos anos.

Os três nomes mais votados em cada disputa comporão as listas tríplices que serão encaminhadas ao Ministério da Educação (MEC) assim que a ata da sessão especial estiver assinada pelos conselheiros, para que a Presidência da República nomeie o(a) novo(a) reitor(a) para mandato de quatro anos.

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Desde 1983, a UFSC realiza consulta informal e paritária à comunidade universitária, na qual os votos válidos são ponderados em igual proporção entre docentes, técnicos-administrativos e estudantes (um terço para cada segmento).

A Lei nº 15.367, de 2026, sancionada em março, põe fim ao modelo de lista tríplice e determina que o Executivo Federal nomeie, para as reitorias das universidades, o candidato mais votado na consulta à comunidade universitária. A mesma lei revoga a regra anterior que atribuía peso de 70% ao voto docente.

Assista à sessão na íntegra:

 

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

 

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Reitor convoca sessão especial do Conselho Universitário para composição da lista tríplice

27/04/2026 10:33

O reitor Irineu Manoel de Souza convocou o Conselho Universitário (CUn) para a sessão especial de elaboração da lista tríplice para o cargo de reitora/reitor e de vice-reitora/vice-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para o quadriênio 2026-2030. A reunião ocorrerá nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, às 14h, presencialmente, no auditório da Sala Professor Ayrton Roberto de Oliveira (Sala dos Conselhos).

A sessão de elaboração da lista tríplice segue o disposto na Resolução Normativa nº 222/2026/CUn. Estão homologadas as inscrições de seis pessoas para composição da lista: professores(as) Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior, Juarez Vieira do Nascimento e Maria Luiza Bazzo, para o cargo de reitor/reitora; e professores(as) Felipa Rafaela Amadigi, Edson Roberto de Pieri e Francine Lima Gelbcke, para vice-reitor ou vice-reitora.

Apenas conselheiros votam, em escrutínio secreto com uso de cédulas de votação. A votação é única, isto é, cada conselheiro escolhe apenas um nome para cada cargo (de reitor(a) e de vice-reitor(a).

As listas serão compostas pelos três primeiros nomes mais votados para cada cargo. O envio das listas para o Ministério da Educação (MEC) está programado para o dia 1º de maio de 2026.

A comunidade poderá acompanhar a reunião por meio do canal do CUn/UFSC no YouTube.

 

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Conselho Universitário define datas para formalização de lista tríplice para Reitoria

17/03/2026 19:00

Sessão do CUn sobre a consulta à Reitoria da UFSC foi transferida para o Auditório da Reitoria. Fotos: SI-GR/Secom

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou, na tarde desta terça-feira (17), duas sessões — uma autoconvocada e outra extraordinária — para tratar de questões relacionadas à consulta à Reitoria da universidade. A relevância do debate motivou a transferência da reunião da Sala dos Conselhos para o Auditório da Reitoria, atendendo o pedido do Diretório Central dos Estudantes (DCE). A comunidade universitária marcou presença e pôde acompanhar o evento por transmissão no canal do CUn no YouTube.

A primeira parte da sessão foi uma autoconvocação do CUn sobre aconselhamento sobre dois pontos: o impasse na Comissão Eleitoral Representativa de Entidades da UFSC (Comeleufsc) quanto à modalidade de votação — remota ou presencial — na consulta informal à comunidade universitária; e a revisão do calendário eleitoral. Em síntese, representantes da Apufsc defendem o voto remoto, alegando maior participação de servidores afastados e estudantes de Educação a Distância (EaD) e pós-graduação. As demais entidades da Comeleufsc — Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (Sintufsc), DCE e Associação de Pós-Graduandos (APG) — sustentam o voto presencial com urnas eletrônicas.

Na abertura das falas, o conselheiro Jorge Balster, representante dos técnico-administrativos em Educação (TAEs), apresentou questão de ordem pela retirada da pauta. Para ele, o CUn não tem competência para deliberar sobre assuntos da comissão eleitoral. “Esses assuntos pertencem à comunidade universitária, e não ao Conselho Universitário”.

Balster fundamentou seu argumento em uma tradição que remonta a 1983, quando, em resposta ao centralismo autoritário do regime militar, a comunidade universitária instituiu uma comissão paritária autônoma para conduzir a escolha do(a) reitor(a). Para ele, essa prática consolidou “um princípio ético-democrático” e “qualquer iniciativa de quebrar esse princípio pactuado há 43 anos configura-se um atentado à democracia da comunidade universitária”, declarou.

O conselheiro também destacou que a Comeleufsc já conduz o processo dentro da normalidade — com urnas contratadas, mesários em processo de seleção e cronograma em dia. “O CUn não criou a comissão eleitoral, foi a comunidade universitária”, ressaltou, alertando que “qualquer atitude oriunda deste conselho será centralista, autoritária e impedirá o curso do processo” eleitoral.

Em sentido oposto, o conselheiro Juarez Vieira do Nascimento, representante do Centro de Desportos (CDS), defendeu que o processo de escolha da próxima gestão da UFSC fosse conduzido com máxima transparência e caráter democrático. Ele lembrou que a autonomia universitária na definição de dirigentes “vai ser assegurada ainda mais” por um projeto de lei já aprovado no Senado e aguardando sanção presidencial. “Estamos preocupados em evitar que oportunistas de plantão deslegitimem esse processo”, afirmou.

Nascimento negou qualquer intenção de interferência e afirmou reconhecer “a legitimidade, a autonomia e a importância da consulta da comunidade”. Ele criticou o que chamou de “descompasso” entre o discurso de excelência e inclusão da universidade e a resistência ao uso de tecnologias no processo eleitoral.

O conselheiro reiterou que a iniciativa buscava tão somente “encontrar uma solução” para o impasse sobre a modalidade de votação e, em segundo momento, estabelecer um calendário a ser votado pelo colegiado. “Não há intervenção”, concluiu, defendendo maior participação de servidores, docentes e, principalmente, estudantes no processo.

Ao final da primeira parte, o Conselho aprovou por maioria – 45 votos favoráveis e sete contrários – a retirada de pauta da demanda.

Na sessão seguinte (extraordinária), o Conselho apreciou a minuta de resolução normativa que regulamentará a formação das listas tríplices para os cargos de reitor(a) e vice-reitor(a), em conformidade com a Lei nº 9.192/1995, o Decreto nº 1.916/1996 e o Decreto nº 6.264/2007. A relatoria ficou a cargo do conselheiro Michel Angillo Saad, a partir de solicitação do Gabinete da Reitoria (GR).

Entre outros aspectos apresentados pelo relator, a condução do processo caberá a uma Comissão Especial criada pelo CUn e designada pelo reitor. A sessão de escolha está marcada para 29 de abril de 2026, às 14h, na Sala Ayrton Roberto de Oliveira, em Sessão Especial do CUn. Apenas os conselheiros votam, por escrutínio secreto e uninominal, sendo as listas formadas pelos três candidatos mais votados em escrutínio único. A integridade do processo é garantida por cédulas assinadas pela Presidência e por um membro da Comissão, com apuração realizada imediatamente após o escrutínio e acompanhamento facultado aos candidatos.

Podem se candidatar docentes do Magistério Superior — titulares, associados ou doutores, independentemente de nível ou classe. O edital deverá ser publicado até 19 de abril de 2026, com inscrições previstas para 22 de abril, na Secretaria dos Conselhos. Após a divulgação da relação de candidatos, impugnações poderão ser apresentadas até as 18h de 23 de abril, com efeito suspensivo. A Comissão terá prazo até as 18h de 27 de abril para decidir sobre eventuais impugnações, com homologação final até as 18h de 28 de abril e possibilidade de recurso ao CUn em 48 horas. As listas tríplices deverão ser encaminhadas às autoridades competentes ao menos 60 dias antes do fim dos mandatos.

A minuta foi aprovada por unanimidade pelos conselheiros, com uma única alteração: o envio da lista tríplice ao MEC, originalmente previsto para 30 de abril, ficou definido para 1º de maio de 2026.

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Com correções da Agecom

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UFSC reafirma compromisso com as políticas de ações afirmativas e o enfrentamento à transfobia

20/01/2026 12:38

Desde a última sexta-feira (16), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem sido alvo de ataques e de desinformação relacionados às suas políticas de ações afirmativas, em especial no que se refere às vagas suplementares destinadas a pessoas trans na graduação.

A UFSC esclarece que essas políticas são institucionais, consolidadas e plenamente amparadas por resoluções do Conselho Universitário, pela legislação federal vigente, por critérios públicos e objetivos previstos em editais e pelo reconhecimento reiterado de sua validade pelo Poder Judiciário. Em especial, a Política Institucional de Ações Afirmativas para Pessoas Trans foi aprovada pelo Conselho Universitário por meio da Resolução Normativa nº 181/2023. As vagas suplementares não reduzem nem comprometem o quantitativo original dos cursos de graduação, tratando-se de vagas adicionais, criadas para ampliar o acesso de grupos historicamente sub-representados ao ensino superior. Nesse sentido, a UFSC reafirma que inclusão, diversidade e excelência acadêmica não são valores antagônicos, mas complementares e indissociáveis.

A UFSC reafirma, ainda, que todos os ingressos por meio de ações afirmativas ocorrem exclusivamente através de processos seletivos públicos, com regras claras, critérios objetivos e rigoroso cumprimento dos editais. As políticas de inclusão adotadas pela instituição visam garantir igualdade de oportunidades, combater discriminações estruturais e fortalecer o caráter público, democrático e plural da universidade.

Ao completar 65 anos de existência, a UFSC reafirma que o que ameaça o futuro das universidades públicas não são as políticas de inclusão, mas o subfinanciamento, a desinformação, a intolerância e o preconceito — fenômenos que a universidade, por sua própria natureza, existe para enfrentar, por meio do conhecimento, da ciência, do diálogo e da formação cidadã.

Universidade Federal de Santa Catarina

Tags: Ações afirmativasConselho UniversitárioTransfobiaUFSC

UFSC inicia migração escalonada para novas regras de jornada, teletrabalho e controle social

12/12/2025 17:48

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou no Diário Oficial a Resolução Normativa nº 218 do Conselho Universitário (CUn), que consolida políticas institucionais de flexibilização da jornada de trabalho, teletrabalho e controle social da frequência dos(as) técnico-administrativos(as) em Educação (TAEs).

Para assegurar uma transição segura, organizada e sem sobrecarga operacional, a Divisão de Acompanhamento da Jornada de Trabalho (Dajor), do Departamento de Administração de Pessoal (DAP), da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), adotará um modelo de migração escalonada. Na prática, os novos processos administrativos — relativos aos planos de implementação e à constituição de comissões setoriais — serão abertos de forma gradual, por grupos de unidades previamente definidos.

Somente os setores formalmente selecionados e comunicados pela Dajor, via ofício, devem iniciar neste momento a tramitação de processos com base na RN. As demais unidades não precisam encaminhar solicitações imediatamente, evitando retrabalho e congestionamento do fluxo interno.

A Divisão ressalta que as autorizações atualmente vigentes nos projetos-pilotos instituídos pelas Portarias Normativas nº 470 e nº 471/2023 permanecem válidas durante todo o período de transição. Servidores(as) contemplados(as) por essas portarias não precisam adotar nenhuma medida adicional até que a divisão analise e se manifeste formalmente sobre cada novo processo.

Quando convocadas, as unidades receberão um conjunto de orientações específicas: guias passo a passo, modelos de formulários e prazos por modalidade (teletrabalho, flexibilização da jornada e constituição de comissão setorial). Todo o material de apoio e as instruções oficiais estão reunidos na página https://prodegesp.ufsc.br/dap/dajor/.

Durante essa fase, dúvidas e pedidos de esclarecimento devem ser encaminhados exclusivamente pelas comissões setoriais, que centralizarão o contato com a Dajor. A medida busca garantir agilidade, padronização e clareza na comunicação entre as áreas.

Mais informações:

(48) 3721-9261

dajor.dap@contato.ufsc.br

csocial.dajor@contato.ufsc.br

https://prodegesp.ufsc.br/dap/dajor/

 

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