UFSC lança Cuidoteca para apoio ao cuidado infantil no período noturno

13/03/2026 09:40

Reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, participa do lançamento do Projeto Cuidoteca no dia 12 de março, na Sala dos Conselhos. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

O projeto Cuidoteca da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) — voltado ao cuidado de filhos de estudantes, servidores e trabalhadores terceirizados — foi lançado na tarde desta quinta-feira, 12 de março, na Sala dos Conselhos da instituição. Na ocasião, o edital de ingresso para o novo serviço foi o tema central dos debates e será publicado em breve, após ajustes operacionais e de aprimoramento da proposta.

Também foi reforçado o convite para a inauguração do espaço, prevista para o próximo dia 24 de abril, em evento com a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

De caráter extensionista, a ação oferecerá apoio a estudantes (de graduação e pós-graduação) e trabalhadores (servidores e terceirizados) em atividades no período noturno. O projeto conta com parceria do MDS, gestão da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) e articulação da Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE).

Integrante do Plano Nacional de Cuidados, o Cuidoteca tem o propósito de permitir que responsáveis por crianças possam estudar ou trabalhar à noite, assegurando cuidado temporário de qualidade em um espaço acolhedor, seguro e inclusivo.

Participaram do lançamento o reitor Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora Simone Sampaio (PRAE); e as professoras e coordenadoras do projeto, Josiana Piccolli e Adriana da Costa. Também estiveram presentes estudantes-mães da instituição, servidores técnico-administrativos e docentes, além de representantes da sociedade.

O reitor agradeceu a presença do público e manifestou apoio da gestão ao “desenvolvimento de mais uma política institucional que será referência na nossa Universidade e, ao ser entendida como política pública, fortalecerá a frente do cuidado em Santa Catarina”.

As professoras Josiana e Simone apresentaram os pontos principais sobre o funcionamento e o público do projeto. No primeiro edital, serão oferecidas 40 vagas destinadas a crianças de 4 a 10 anos, com ou sem deficiência. O serviço funcionará nas dependências do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), de segunda a sexta-feira, das 18h20 às 22h, acompanhando o calendário acadêmico da graduação. Se o número de inscritos ultrapassar as 40 vagas, será formada lista de espera.

Pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis, Simone Sampaio (PRAE) (dir.), e a professora e coordenadora do projeto, Josiana Piccolli (esq.)

O atendimento será realizado por agentes de cuidado selecionados por meio de edital. A equipe da Cuidoteca na UFSC será composta por docentes, técnico-administrativos e bolsistas de graduação e pós-graduação.

Critérios de seleção e inclusão

A seleção dos beneficiários não seguirá apenas a ordem de inscrição, mas um sistema de pontuação baseado em critérios socioeconômicos e de composição familiar, inspirado no modelo adotado em projeto piloto da Universidade Federal Fluminense (UFF). Entre os critérios considerados estão:

  • gênero e composição familiar (materna, paterna, biparental ou monoparental);
  • identificação étnico-racial;
  • deficiência;
  • situação de cuidado;
  • inscrição no CadÚnico;
  • vínculo com a universidade.

A UFSC é uma das 18 instituições federais — entre as 69 universidades — que implementam essa política pública em estágio inicial, com o objetivo de produzir conhecimento e avaliações para o aperfeiçoamento do Plano Nacional de Cuidados.

Destacou-se, ainda, que o MDS está conduzindo o processo de formação das equipes e de orientação sobre o funcionamento desse tipo de espaço. As fases do projeto ocorrem de forma simultânea: estruturação do espaço; seleção e contratação da equipe técnica; divulgação às famílias; e abertura do processo seletivo. Cada etapa prevê avaliação.

A coordenadora Josiana enfatizou que o projeto não se configura como espaço de educação formal: trata-se de um serviço de cuidado temporário que “afirma o direito de brincar da criança e o direito ao cuidado partilhado”. Segundo ela, esse cuidado envolve principalmente as mães e também as próprias crianças. “Ao garantir o brincar e o cuidado, garantimos, igualmente, que essa mãe tenha seu tempo liberado para estudar, pesquisar, trabalhar e circular pela universidade”. Josiana mencionou ainda que o período noturno é estratégico, pois “abre possibilidades de frequência a atividades acadêmicas e comunitárias que, muitas vezes, ficam inviáveis sem uma rede de apoio”.

Ao final do lançamento, a agenda para contemplar os pontos levantados referentes ao edital e reunião com a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) para as questões de validações, foi definida para o início da próxima semana.

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
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Reitoria da UFSC integra abertura de seminário sobre políticas de combate ao feminicídio

06/03/2026 12:12

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) esteve representada na manhã desta quinta-feira, 5 de março, no seminário “Vivas e Decididas contra o Feminicídio”, realizado no Auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis. O reitor da instituição, Irineu Manoel de Souza, participou da abertura do evento, que tratou do enfrentamento à violência de gênero — um problema estrutural que afeta milhares de mulheres no Brasil.

“Hoje participei do ato de abertura do seminário, fui um dos 52 homens convidados pela deputada Luciane Carminatti a carregar sapatos vermelhos, símbolo das mulheres vítimas de feminicídio no estado. Um gesto de respeito, memória e compromisso com o enfrentamento à violência contra as mulheres”, destacou o reitor Irineu.

Aberto ao público, o seminário propôs um dia de diálogo e construção coletiva, reunindo representantes de instituições públicas e da sociedade civil. A programação contemplou mesas temáticas sobre o compromisso dos poderes públicos, masculinidades e violência, antifeminismo e feminicídio, além de intervenções culturais. Ao final, foram elaborados encaminhamentos e carta aberta com recomendações e compromissos pactuados durante os debates.

A atividade integra a programação do Mês das Mulheres e é realizada em parceria com movimentos sociais e sindicais, lideranças feministas, entidades e organizações da sociedade civil, além de universidades.

Assista ao seminário:

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Reuniões da Reitoria da UFSC no CTC, CCE e CCA finalizam agenda no campus Florianópolis

13/02/2026 15:33

As três últimas reuniões do Gabinete da Reitoria (GR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com as direções dos centros de ensino do campus Trindade foram promovidas no Centro Tecnológico (CTC), na quarta-feira (11 de fevereiro); no Centro de Comunicação e Expressão (CCE), na quinta (12); e no Centro de Ciências Agrárias (CCA), na sexta (13).

As iniciativas têm como proposta a apresentação de demandas mais urgentes, alinhadas às diretrizes institucionais para o semestre que se inicia. As pautas abarcam um conjunto de necessidades operacionais, acadêmicas e de relacionamento com a comunidade, que serão consolidadas pelo GR em articulação com as pró-reitorias e unidades administrativas.

Assim como nos encontros anteriores, participaram representantes do GR, entre eles o reitor Irineu Manoel de Souza; o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; o assessor institucional, Alexandre Verzani; a diretora-geral, Camila Pagani; o prefeito universitário, Matheus Lima Alcantara; além de pró-reitores e secretários. Também estiveram presentes, pelos centros, diretores, chefes de departamento, coordenadores e servidores das unidades. Na dinâmica final, cada gestor apresentou soluções preliminares ou assumiu a responsabilidade de articular os encaminhamentos.

Em cada reunião, o reitor apresentou a proposta de escuta para cada centro de ensino e expôs um panorama da situação orçamentária, entre outros aspectos da gestão universitária. Ele ressaltou a importância de compreender os desafios enfrentados pela Universidade e de reconhecer a gravidade do quadro orçamentário. Segundo o reitor, esse entendimento é fundamental para aprimorar a resolução dos problemas. Destacou que o orçamento deste ano será menor que o do ano passado e que a UFSC encerrou o exercício anterior com uma dívida de R$ 20 milhões. Reforçou, ainda, a perspectiva de suplementação de recursos no segundo semestre por parte do governo.

CTC. Foto: Secom

O CTC destacou a situação crítica dos laboratórios de ensino e a crescente necessidade de salas equipadas com computadores, além de dificuldades com diárias e passagens para atividades de ensino. Relatou problemas estruturais em três prédios com infiltrações e telhados comprometidos, afetando laboratórios com equipamentos de alto valor; reforçou a insuficiência da iluminação e a falta de previsibilidade em serviços de manutenção, como jardinagem. Houve questionamentos sobre ar-condicionado, aos quais o reitor respondeu informando a vigência de um contrato que enfrenta um passivo histórico na UFSC. Também se apontou a necessidade de fiscalização mais efetiva das empresas terceirizadas.

No âmbito de espaços e projetos, as equipes de competição carecem de locais adequados, e foi sugerido o uso do Conviva. O centro mencionou a baixa taxa de matrícula de classificados no Sisu, indicando a necessidade de mecanismos de atração e possíveis flexibilizações nas regras dos cursos. Por fim, informou-se que está em elaboração um contrato de bebedouros, contemplando fornecimento de material e serviços.

CCE. Foto: Secom

O CCE apontou um quadro grave de infraestrutura, manutenção e carência de pessoal técnico, com destaque para os blocos A e D – este último, a “Caixa Preta”, único espaço para apresentações cênicas e gravações dos cursos – em situação considerada urgente. Houve relatos de infiltrações, falta de impermeabilização, riscos estruturais, além de falhas crônicas de iluminação interna e externa, escassez de água e salas interditadas. A insuficiência de respostas a demandas emergenciais tem levado docentes a custear reparos com recursos próprios, prejudicando o planejamento do centro. Somam-se pendências como a instalação, há mais de dois anos, de um forno cerâmico, problemas de ar-condicionado e fiação perigosa no bloco A, banheiros interditados, equipamentos obsoletos e licenças de software.

Na área de Libras, enfrenta-se a falta de tradutores e intérpretes, laboratórios e equipamentos adequados, o que impacta diretamente na acessibilidade do centro. O CCE solicitou fiscalização e previsibilidade em manutenção, solução para o espaço físico (incluindo articulação com a SeCArte sobre uso de espaços para aulas e apresentações), regularização de serviços básicos, reabertura segura da Caixa Preta e apoio a iniciativas como a implantação da Rádio UFSC.

CCA. Foto: Secom

No CCA, as demandas concentraram-se em infraestrutura, manutenção e pessoal técnico. Foram relatadas infiltrações em telhados, manutenção atrasada, falhas de climatização que afetam laboratórios e aulas práticas, além de escassez de técnicos em áreas-chave. As unidades produtivas – Fazenda Experimental da Ressacada, Estação de Maricultura da Barra da Lagoa e Fazenda Yakult – apresentam déficits históricos de infraestrutura e quadro de trabalhadores insuficiente, com impacto direto no cuidado de animais e plantas, na segurança operacional e na continuidade de ensino, pesquisa e extensão.

Houve ainda queixas sobre transporte para práticas de campo, prejudicando a realização de atividades curriculares, e sobre a morosidade de respostas no Sistema de Processos Administrativos (SPA), com pedido de previsibilidade nos retornos. O centro cobrou regularidade dos duodécimos – com indicação do reitor de liberação inicial em março. A prioridade em infraestrutura foi consenso, com efeitos agravados pela natureza das atividades do CCA.

A agenda das reuniões nos campi da UFSC será divulgada oportunamente.

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UFSC cria Superintendência de Graduação e Educação Básica

11/02/2026 13:02

Os professores Raphael Schlickmann (1º à dir.) e Natacha Eugenia Janata (1ª à esq.) iram comandar setores vinculados à Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica. Foto: SI-GR/Secom

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) instituiu, em 6 de fevereiro de 2026, a Superintendência de Graduação e Educação Básica. Para dirigir a nova estrutura, será nomeado o professor Raphael Schlickmann (Administração), que chefiou o Departamento de Ensino (DEN) até 2 de fevereiro. A partir dessa data, o DEN passou a ser comandado pela professora Natacha Eugenia Janata (Educação do Campo). A posse da docente contou com a presença do ex-diretor, do reitor Irineu Manoel de Souza e da pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceanne Carraro.

A criação da Superintendência, vinculada à Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd), atende a uma demanda histórica da comunidade universitária e está alinhada ao modelo adotado em outras pró-reitorias da instituição. De acordo com a Administração Central, a medida busca conferir maior efetividade às ações da Prograd na interlocução com os demais setores da UFSC e otimizar a integração entre suas direções e coordenadorias. Nesse contexto, a Superintendência atuará como órgão executivo, apoiando a formulação e a implementação de políticas para a graduação e a educação básica e assegurando o cumprimento da legislação vigente.

Entre as atribuições, destacam-se o assessoramento a gestores acadêmicos, comissões e grupos de trabalho em procedimentos administrativos e no desenvolvimento de programas e projetos dos cursos de graduação e da educação básica; a proposição e o acompanhamento de convênios com instituições parceiras; e a atuação articulada com outros setores para o encaminhamento de ações e a solução de demandas relativas à área de competência da Prograd. A Superintendência também tem como propósito contribuir para a concretização e o fortalecimento do papel social da UFSC na formação acadêmica.

Para o reitor Irineu Manoel de Souza, a nova estrutura busca aprimorar a gestão da área, com foco na integração das políticas e na efetividade das ações de ensino, garantindo o pleno funcionamento da Universidade. Ele destacou ainda que, ao assumir a missão, “o professor Raphael Schlickmann leva sua experiência e compromisso para liderar esse novo arranjo institucional”. Irineu reforçou que a reconfiguração administrativa tem como objetivo melhorar o serviço prestado à comunidade universitária: “Temos convicção de que estamos organizando melhor a casa para atender com mais qualidade nossos estudantes”.

 

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Administração Central da UFSC alinha prioridades para início do ano letivo com CFM, CFH e CCS

10/02/2026 13:13

Na continuidade da agenda do Gabinete da Reitoria (GR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) junto às direções dos centros de ensino e dos campi, voltada à definição de prioridades para o início do ano letivo, foram realizadas reuniões no Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM), na sexta-feira (6 de fevereiro); no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), na segunda (9); e no Centro de Ciências da Saúde (CCS), na terça (10).

As iniciativas têm por objetivo a apresentação das demandas mais urgentes, alinhadas às diretrizes institucionais para o semestre que se inicia. As pautas reúnem necessidades operacionais, acadêmicas e de relacionamento com a comunidade, que serão consolidadas pelo GR em articulação com as pró-reitorias e unidades administrativas.

Assim como nos encontros anteriores, participaram representantes do GR, entre eles o reitor Irineu Manoel de Souza; o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; o assessor institucional, Alexandre Verzani; a diretora-geral, Camila Pagani; o prefeito universitário, Matheus Lima Alcantara; além de pró-reitores e secretários. Pelos centros, estiveram presentes diretores, chefes de departamento e servidores das unidades. Ao final dos apontamentos, cada gestor apresentou devolutivas preliminares e assumiu a responsabilidade de articular os encaminhamentos.

CFM. Foto: Secom

No CFM, a reunião manteve o foco das anteriores, com ênfase nos problemas de infraestrutura e nas potencialidades da pós-graduação. Foram elencadas como urgências a regularização do para-raios, a modernização do elevador, intervenções em laboratórios e a insuficiência de salas de aula e espaços acadêmicos. Destacou-se que o centro ainda ocupa áreas antigas, inclusive em setores previstos para demolição, e que há um prédio inacabado, paralisado há mais de dez anos, o que agrava riscos e custos e dificulta o funcionamento cotidiano. Também foi mencionada a elevada evasão em alguns cursos de graduação, possivelmente relacionada às limitações estruturais e à ausência de novos ambientes de estudo e aprendizagem.

Nesse debate, reforçou-se a necessidade de um programa federal específico para a recuperação das universidades — demanda compartilhada por outros centros e instituições —, bem como a possibilidade de reservar um percentual de recursos de projetos de pesquisa e extensão para apoiar a infraestrutura e a manutenção, historicamente precárias.

CFH. Foto: Secom

No CFH, entre as questões urgentes, a direção apontou salas de aula, laboratórios e gabinetes de docentes com problemas de infiltração, exigindo inclusive demolição de paredes e readequações elétricas para unificação de ambientes. Persistem problemas de iluminação, acúmulo de inservíveis nos corredores, pendências pontuais de manutenção (como troca de fechaduras e portas) e a necessidade de avançar no projeto do elevador do Bloco B para garantir acessibilidade. Também foi citada a necessidade de apoio logístico para a realização de sete bancas de concurso para docentes, bem como apoio institucional à política de diárias de motoristas vinculada à Licenciatura Indígena. A direção solicitou ainda a presença da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) em reunião interna para alinhar a comunicação sobre força de trabalho e a integração de secretarias.

CFH. Foto: Secom

Membros de departamentos e coordenações do CFH reforçaram carências de infraestrutura, casos pontuais de falta de monitoria para estudantes com deficiência, desafios da curricularização da extensão e preocupações com evasão e permanência estudantil, agravadas pela redução e pela dificuldade de financiamento contínuo para bolsas de extensão e estágios. Foram apontadas ainda pendências relativas à moradia estudantil (Módulo 3), diárias para viagens de campo e continuidade de licenciaturas EAD da UFSC em parceria com a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Houve menção a melhorias de rotina e planejamento na manutenção do Serviço de Atenção Psicológica (Sapsi). Em razão da diminuição do trabalho terceirizado de vigilância e limpeza por restrições orçamentárias, o CFH manifestou preocupação com as condições de sua estrutura no início do semestre.

No CCS, as prioridades relatadas concentram-se na recuperação da infraestrutura predial e na gestão orçamentária para assegurar o funcionamento acadêmico e assistencial. Em edifícios antigos e com déficit histórico de conservação, o centro vem retomando rotinas de manutenção, mas ainda enfrenta severas limitações de recursos. Diante desse quadro, a direção enfatizou um planejamento financeiro realista, maior integração dos departamentos nos processos de compras e contratações e a recomposição gradual do quadro técnico-administrativo, hoje operando no limite. O objetivo é dar previsibilidade às intervenções de manutenção, melhorar a eficiência administrativa em articulação com as áreas centrais e mitigar impactos sobre as atividades de ensino, pesquisa, extensão e atendimento à comunidade.

CCS. Foto: Secom

Os departamentos apontaram como urgentes a celeridade na contratação de professores substitutos e o redimensionamento do quadro docente para atender práticas e atividades de campo, com atenção especial ao suporte a estudantes com deficiência. Reforçaram a necessidade de investimentos em laboratórios — aquisição e manutenção preventiva e corretiva de equipamentos — e de melhorias em estruturas compartilhadas com o Hospital Universitário e clínicas-escola, garantindo condições adequadas para aulas práticas, estágios e atividades extensionistas, em consonância com as diretrizes curriculares. Também foi destacada a importância de fortalecer a presença institucional em Brasília para apoiar pautas estratégicas e ampliar a captação de recursos, condição vista como decisiva para superar as restrições orçamentárias, além de questões relativas aos pagamentos de insalubridade a docentes.

Os três últimos encontros serão nos próximos dias:

•⁠ ⁠Centro Tecnológico (CTC): 11/2, às 10h;
•⁠ ⁠Centro de Comunicação e Expressão (CCE): 12/2, às 10h;
•⁠ ⁠Centro de Ciências Agrárias (CCA): 13/2, às 10h.

 

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