UFSC realiza manejo preventivo de árvores no Campus da Trindade

16/09/2026 09:43

Por iniciativa do Gabinete da Reitoria (GR) e da Direção do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve, na manhã desta terça-feira, 15 de setembro, no Campus da Trindade, em Florianópolis, para auxiliar na poda e na remoção de árvores mortas. A ação busca reduzir os riscos para a comunidade universitária e evitar danos às edificações, diante da ocorrência frequente de quedas de galhos e troncos.

Os trabalhos foram realizados sem incidentes e acompanhados por servidores da Secretaria de Segurança Institucional (SSI), da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e do CCB, representado pelo chefe do Departamento de Botânica, Leonardo Rubi Rörig.

De acordo com professor Leonardo, os pedidos de poda ou remoção dessas árvores haviam sido encaminhados há alguns anos, mas ainda não tinham sido atendidos. Algumas delas apresentavam risco de queda sobre o Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) e imóveis vizinhos.

O professor destacou que o campus da UFSC constitui uma área verde de elevada importância para a biodiversidade de Florianópolis. Ressaltou, entretanto, que as árvores possuem ciclos naturais de vida e, quando estão fora de um sistema florestal ou localizadas próximas a edificações, podem ficar mais suscetíveis aos efeitos dos ventos, das chuvas, do apodrecimento e do acúmulo de epífitas.

Por esse motivo, conforme explicou o docente, é necessário realizar o manejo contínuo da vegetação, com acompanhamento das condições fitossanitárias das árvores e a adoção de medidas preventivas e corretivas. “As ações de hoje, que deverão continuar por algumas semanas, representam o início da solução para esses problemas e riscos”, declarou.

Nos casos em que há necessidade de remoção, os procedimentos são precedidos de solicitação de autorização à Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram). Leonardo também ressaltou o profissionalismo e a capacidade técnica da equipe do Corpo de Bombeiros na execução do trabalho. Além das intervenções nas árvores, os bombeiros orientaram o NDI e o Departamento de Botânica sobre o isolamento de áreas com risco elevado de queda de galhos, contribuindo para ampliar a segurança da comunidade universitária.

Setor de Imprensa do GR | Secom
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HU, CA e NDI passam a ter representação no Conselho Universitário da UFSC

27/05/2026 10:30

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou, na tarde desta terça-feira, 26 de maio, sessão especial na Sala dos Conselhos, com transmissão pelo canal do CUn no YouTube. O encontro foi dedicado à apreciação de dois processos de criação de cadeiras no colegiado para a Superintendência do Hospital Universitário (HU-UFSC) e, de forma alternada, para as direções do Colégio de Aplicação (CA) e do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), sendo que mudanças na composição do Conselho exigem alteração no artigo 16 do Estatuto da UFSC.

HU-UFSC. Foto: Gustao Diehl | Agecom

O conselheiro Fabricio de Souza Neves foi o primeiro a apresentar seu parecer. Para ele, a composição atual do CUn apresenta uma lacuna de representatividade, pois não inclui os órgãos suplementares. O relator entende que essa ausência se torna especialmente relevante no caso do HU, em razão de sua importância estratégica para a vida universitária.

O relator destacou que o HU é reconhecido como hospital-escola e constitui espaço central para a realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão, especialmente na formação dos cursos da área da saúde, alcançando também outros cursos e áreas acadêmicas. O documento enfatizou ainda a sua complexidade administrativa, que atualmente conta com cerca de 2,2 mil profissionais.

Outro ponto analisado diz respeito aos desafios específicos da relação entre UFSC e HU. O parecer mostrou que a gestão do hospital exige a conciliação entre duas lógicas distintas: de um lado, a acadêmica, voltada ao ensino, à pesquisa e à extensão; de outro, a assistencial, vinculada à prestação de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse contexto, o relator apontou que, na prática, as demandas assistenciais, muitas vezes, acabam prevalecendo sobre as necessidades acadêmicas, o que pode fragilizar a centralidade da função do hospital.

O relator também destacou a atuação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), contratada em 2016 para a gestão do HU. Segundo o parecer, entende-se que a presença da Ebserh contribuiu para um deslocamento do centro decisório do hospital para uma instância externa à Universidade. O relator avaliou que esse movimento pode representar uma redução da autonomia universitária, especialmente no que diz respeito à preservação de sua vocação acadêmica e de seu vínculo om a UFSC.

Nesse sentido, argumentou-se que a criação de uma cadeira para a Superintendência do HU teria a função de fortalecer o compromisso institucional do hospital com a Universidade, aproximando sua gestão das deliberações relacionadas às políticas de ensino, pesquisa e extensão. O documento também explicitou que a participação de hospitais universitários em colegiados superiores já ocorre no sistema federal de ensino superior.

Colégio de Aplicação. Foto: Jair Quint | Acervo Agecom

Quanto ao processo referente ao NDI e ao CA, a conselheira Daniela de Toni apresentou seu parecer. De acordo com a proposta, essa representação ocorrerá de forma alternada entre as duas unidades, de modo que, em um mandato, uma delas exercerá a titularidade e a outra, a suplência, invertendo-se essa condição no mandato seguinte. O parecer também encaminha a inclusão dessas unidades na Câmara de Graduação e Educação Básica.

A relatora apresentou as razões institucionais e acadêmicas que justificam essa inclusão na estrutura representativa do Conselho. O CA é uma unidade de Educação Básica da UFSC, vinculada ao Centro de Ciências da Educação (CED) e integrada ao Sistema Federal de Ensino. E ressaltou que o CA constitui espaço de referência para o desenvolvimento articulado de ensino, pesquisa e extensão, com atuação voltada tanto para a inovação pedagógica quanto para a formação docente inicial e continuada. Além de sua função social e educacional, destacou-se seu papel como campo de formação acadêmica, especialmente para os cursos de licenciatura e demais áreas da educação.

Em relação ao NDI, também vinculada ao CED, o parecer evidenciou que a unidade se dedica ao desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão voltadas à Educação Infantil. O Núcleo é descrito como espaço de experimentação pedagógica, formação docente e integração acadêmica com cursos de graduação e pós-graduação. Segundo a relatora, o Núcleo ainda se configura como ambiente privilegiado de articulação entre teoria e prática e contribui para a consolidação das políticas institucionais de formação profissional.

Núcleo de Desenvolvimento Infantil. Foto: Acervo NDI

Em seu texto, a relatora destacou que, na razão das atribuições do CUn, bem como da relevância da Câmara de Graduação e Educação Básica, a presença institucional do CA e do NDI tende a qualificar o processo decisório universitário. O parecer afirmou que as especificidades institucionais dessas duas unidades contribuirão para o aprimoramento das deliberações no âmbito da Universidade.

Ao final das duas apresentações, os pareceres foram levados à votação no CUn. Com 47 votos favoráveis à inclusão do HU e 49 no caso do NDI e do CA, os dois pareceres foram aprovados por ampla maioria, respeitando o quórum necessário previsto no Estatuto da UFSC.

Rosiani Bion | Setor de Imprensa do GR
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Lançamento da Cuidoteca na UFSC: política intersetorial que fortalece o direito ao cuidado

27/04/2026 13:46

Projeto Cuidoteca foi lançado no dia 24 de abril, na UFSC, com a presença de representantes do MDS. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

A Cuidoteca, novo espaço da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para cuidado de filhos de estudantes, servidores e terceirizados, foi lançada nesta sexta-feira, 24 de abril, na Sala dos Conselhos, com a presença de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A iniciativa, desenvolvida em parceria com o órgão, integra a Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024). As inscrições para o projeto seguem abertas até o dia 3 de maio de 2026.

O projeto extensionista é destinado a crianças de 4 a 10 anos, com ou sem deficiência. O serviço funcionará no período noturno, com atividades no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC, que disponibilizará duas salas para atividades, cozinha para preparo de refeições e áreas externas e comuns. A proposta inclui práticas lúdicas e acessíveis, rodas de conversa com as famílias e oferta de alimentação saudável.

Na abertura do evento, foi evidenciado que a política reafirma a universidade como espaço de transformação social, sensível às desigualdades que impactam especialmente as mulheres. Ao inaugurar a Cuidoteca, a UFSC fortalece a política de assistência estudantil e amplia a rede de apoio à comunidade universitária, em alinhamento com as diretrizes nacionais de inclusão e justiça social. “Celebra-se hoje não apenas a abertura de um espaço, mas a concretização de uma parceria institucional que une universidade e governo federal em torno de um propósito maior: garantir que o cuidado seja política pública, direito assegurado e instrumento de permanência e pertencimento”.

Na mesa de abertura, o reitor da UFSC, Irineu Manuel de Souza; a diretora da Secretaria Nacional da Política de Cuidados, Maria Carolina Alves; a pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE), Simone Sobral Sampaio; a coordenadora geral da Cuidoteca, Josiana Piccolli; e a representante do Coletivo MãEstudantes, Chaiane Guterres da Silva

Participaram da mesa de lançamento o reitor da UFSC, Irineu Manuel de Souza; a diretora da Secretaria Nacional da Política de Cuidados, Maria Carolina Alves; a pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE), Simone Sobral Sampaio; a coordenadora geral da Cuidoteca, Josiana Piccolli; e a representante do Coletivo MãEstudantes, Chaiane Guterres da Silva.

A diretora Maria Carolina Alves afirmou que a iniciativa é uma das ações centrais da política nacional prevista em lei. Segundo ela, o objetivo é “garantir acolhida e cuidado para as crianças nos períodos que excedem a jornada escolar, especialmente à noite, em um lugar seguro, acessível e com qualidade, enquanto mães, pais e responsáveis trabalham, estudam ou fazem qualificação profissional”.

Diretora da Secretaria Nacional da Política de Cuidados, Maria Carolina Alves

Maria Carolina também destacou que a Cuidoteca materializa o direito ao cuidado por meio de ações do governo federal e será implementada em parceria com universidades. “A UFSC foi uma das primeiras com quem conversamos e estamos muito felizes de estar aqui concretizando o projeto e fazendo o lançamento”, disse.

A coordenadora Josiana Piccolli salientou que recebe o projeto “com muita alegria e com profundo senso de responsabilidade”. A professora mencionou que a iniciativa “não nasce no NDI nem na UFSC”, mas é fruto da Política Nacional de Cuidados, que reconhece o cuidado como direito e condição para acesso, permanência e participação plena na vida universitária, “especialmente das mulheres”. Segundo ela, o NDI soma-se a esse movimento ao ceder infraestrutura e, sobretudo, a experiência acumulada em 45 anos de trabalho em ensino, pesquisa e extensão voltados à infância.

Josiana ainda ressaltou que a Cuidoteca não se configura como oferta de educação infantil, “até porque envolve atendimento em período noturno”, e sim como política intersetorial que amplia o olhar sobre o cuidado como responsabilidade compartilhada entre Estado e sociedade. “A Cuidoteca nos ajuda a reconhecer que garantir espaços para as crianças é também garantir condições mais justas de permanência para suas famílias”, afirmou, agradecendo à Reitoria, ao MDS e à PRAE pela viabilização do projeto. “Que a Cuidoteca seja um espaço vivo, coletivo e comprometido com o cuidado e com as infâncias, na construção de uma universidade mais justa, inclusiva e democrática”, finalizou.

Assinatura simbólica do projeto entre UFSC e MDS

A representante do Coletivo MãEstudantes, Chaiane Guterres da Silva, afirmou que o momento é resultado de anos de mobilização. “Só chegamos até aqui porque, muitas vezes, abrimos mão de nos formar no tempo esperado e de estar com nossos filhos para construir políticas públicas”. Ela citou marcos recentes que, segundo ela, impulsionaram a pauta materna nas universidades — como iniciativas legais sobre mães na ciência, licenças e exercício domiciliar — e destacou a criação de grupos de trabalho que “saíram do ventre da UFSC”, em diálogo com parlamentares e ganharam o país. Esse percurso, disse, culminou na Política Institucional de Permanência para Mães Estudantes da UFSC, “com avanços significativos, como o auxílio materno de R$ 300 e o auxílio‑natalidade”.

A líder do coletivo reforçou que a Cuidoteca nasce da necessidade concreta de mães e responsáveis que compõem a comunidade acadêmica. “A universidade tem mães, pais e responsáveis, e seus filhos fazem parte deste espaço”, Em relato pessoal, contou ter se tornado mãe estudante aos 16 anos e atravessado toda a trajetória acadêmica nessa condição: “A universidade pode romper correntes; o cuidado transforma vidas.” Ao final, agradeceu aos responsáveis pela viabilização do projeto e saudou “todas as mulheres, mães e responsáveis que sonharam e construíram essas políticas — e que, muitas vezes, se formaram antes de ver esse sonho concretizado”.

A Cuidoteca é mais do que um espaço físico, constitui-se um território de acolhida e cuidado. O funcionamento à noite permitirá que mães, pais e responsáveis se dediquem às suas atividades acadêmicas e profissionais com maior tranquilidade, encerrou.

Ao final, foi feita a assinatura simbólica do projeto entre UFSC e MDS.

Para candidatas(os) que possuam IdUFSC (como estudantes e servidores), a inscrição deverá ser realizada neste link. Para pessoas que não possuam IdUFSC (contratados e terceirizados), a inscrição deverá ser realizada por meio deste link.

Confira o edital completo.

Mais informações: cuidoteca.paginas.ufsc.br

 

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

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Cuidoteca lança edital para seleção de crianças que terão acolhimento em período noturno

17/04/2026 18:55

A equipe de coordenação do Projeto Cuidoteca UFSC lançou edital de inscrições para seleção das crianças que poderão participar do projeto. Neste semestre, são oferecidas 40 vagas para crianças de 4 a 10 anos de idade, filhos e filhas de estudantes, servidores técnico-administrativos, professores e trabalhadores contratados ou terceirizados que atuam na UFSC no período noturno. O serviço de cuidado será oferecido de segunda a sexta-feira, das 18h20 às 22h, no espaço físico do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), localizado no campus da Trindade, em Florianópolis.

A Cuidoteca é um projeto viabilizado por uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Visa oferecer um espaço acolhedor, seguro e inclusivo de cuidado às crianças cujos pais desenvolvem atividades no período noturno na UFSC.
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UFSC lança Cuidoteca para apoio ao cuidado infantil no período noturno

13/03/2026 09:40

Reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, participa do lançamento do Projeto Cuidoteca no dia 12 de março, na Sala dos Conselhos. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

O projeto Cuidoteca da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) — voltado ao cuidado de filhos de estudantes, servidores e trabalhadores terceirizados — foi lançado na tarde desta quinta-feira, 12 de março, na Sala dos Conselhos da instituição. Na ocasião, o edital de ingresso para o novo serviço foi o tema central dos debates e será publicado em breve, após ajustes operacionais e de aprimoramento da proposta.

Também foi reforçado o convite para a inauguração do espaço, prevista para o próximo dia 24 de abril, em evento com a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

De caráter extensionista, a ação oferecerá apoio a estudantes (de graduação e pós-graduação) e trabalhadores (servidores e terceirizados) em atividades no período noturno. O projeto conta com parceria do MDS, gestão da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) e articulação da Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE).

Integrante do Plano Nacional de Cuidados, o Cuidoteca tem o propósito de permitir que responsáveis por crianças possam estudar ou trabalhar à noite, assegurando cuidado temporário de qualidade em um espaço acolhedor, seguro e inclusivo.

Participaram do lançamento o reitor Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora Simone Sampaio (PRAE); e as professoras e coordenadoras do projeto, Josiana Piccolli e Adriana da Costa. Também estiveram presentes estudantes-mães da instituição, servidores técnico-administrativos e docentes, além de representantes da sociedade.

O reitor agradeceu a presença do público e manifestou apoio da gestão ao “desenvolvimento de mais uma política institucional que será referência na nossa Universidade e, ao ser entendida como política pública, fortalecerá a frente do cuidado em Santa Catarina”.

As professoras Josiana e Simone apresentaram os pontos principais sobre o funcionamento e o público do projeto. No primeiro edital, serão oferecidas 40 vagas destinadas a crianças de 4 a 10 anos, com ou sem deficiência. O serviço funcionará nas dependências do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), de segunda a sexta-feira, das 18h20 às 22h, acompanhando o calendário acadêmico da graduação. Se o número de inscritos ultrapassar as 40 vagas, será formada lista de espera.

Pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis, Simone Sampaio (PRAE) (dir.), e a professora e coordenadora do projeto, Josiana Piccolli (esq.)

O atendimento será realizado por agentes de cuidado selecionados por meio de edital. A equipe da Cuidoteca na UFSC será composta por docentes, técnico-administrativos e bolsistas de graduação e pós-graduação.

Critérios de seleção e inclusão

A seleção dos beneficiários não seguirá apenas a ordem de inscrição, mas um sistema de pontuação baseado em critérios socioeconômicos e de composição familiar, inspirado no modelo adotado em projeto piloto da Universidade Federal Fluminense (UFF). Entre os critérios considerados estão:

  • gênero e composição familiar (materna, paterna, biparental ou monoparental);
  • identificação étnico-racial;
  • deficiência;
  • situação de cuidado;
  • inscrição no CadÚnico;
  • vínculo com a universidade.

A UFSC é uma das 18 instituições federais — entre as 69 universidades — que implementam essa política pública em estágio inicial, com o objetivo de produzir conhecimento e avaliações para o aperfeiçoamento do Plano Nacional de Cuidados.

Destacou-se, ainda, que o MDS está conduzindo o processo de formação das equipes e de orientação sobre o funcionamento desse tipo de espaço. As fases do projeto ocorrem de forma simultânea: estruturação do espaço; seleção e contratação da equipe técnica; divulgação às famílias; e abertura do processo seletivo. Cada etapa prevê avaliação.

A coordenadora Josiana enfatizou que o projeto não se configura como espaço de educação formal: trata-se de um serviço de cuidado temporário que “afirma o direito de brincar da criança e o direito ao cuidado partilhado”. Segundo ela, esse cuidado envolve principalmente as mães e também as próprias crianças. “Ao garantir o brincar e o cuidado, garantimos, igualmente, que essa mãe tenha seu tempo liberado para estudar, pesquisar, trabalhar e circular pela universidade”. Josiana mencionou ainda que o período noturno é estratégico, pois “abre possibilidades de frequência a atividades acadêmicas e comunitárias que, muitas vezes, ficam inviáveis sem uma rede de apoio”.

Ao final do lançamento, a agenda para contemplar os pontos levantados referentes ao edital e reunião com a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) para as questões de validações, foi definida para o início da próxima semana.

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
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