Cuidoteca lança edital para seleção de crianças que terão acolhimento em período noturno

17/04/2026 18:55

A equipe de coordenação do Projeto Cuidoteca UFSC lançou edital de inscrições para seleção das crianças que poderão participar do projeto. Neste semestre, são oferecidas 40 vagas para crianças de 4 a 10 anos de idade, filhos e filhas de estudantes, servidores técnico-administrativos, professores e trabalhadores contratados ou terceirizados que atuam na UFSC no período noturno. O serviço de cuidado será oferecido de segunda a sexta-feira, das 18h20 às 22h, no espaço físico do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), localizado no campus da Trindade, em Florianópolis.

A Cuidoteca é um projeto viabilizado por uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Visa oferecer um espaço acolhedor, seguro e inclusivo de cuidado às crianças cujos pais desenvolvem atividades no período noturno na UFSC.
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Tags: CuidotecaFamília e Combate à FomeMinistério do Desenvolvimento e Assistência SocialNDIPraeUFSC

UFSC recebe encontro de gestores de Relações Internacionais de universidades federais brasileiras

10/04/2026 14:06

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu nesta sexta-feira, 10 de abril, a reunião presencial do Colégio Gestor de Relações Internacionais da Andifes (CGRIFES). O encontro reuniu cerca de 50 gestores de Relações Internacionais de universidades federais brasileiras. A atividade iniciou às 9h15 na Sala dos Conselhos da UFSC.

O reitor Irineu Manoel de Souza deu boas vindas à reunião e defendeu a importância do evento para o avanço da internacionalização na instituição. “A internacionalização para nós, é uma emenda importante e faz parte da missão da nossa universidade. Estamos felizes com essa retomada e queremos desejar boas vindas à nossa Universidade Federal de Santa Catarina”, disse o reitor.

A secretária de Relações Internacionais, Fernanda Leal, apresentou a equipe da Secretaria de Relações Internacionais (Sinter) e falou brevemente sobre a programação do evento. Na mesa, estavam os representantes de universidades de três regiões do país, Patrícia Ferreira Miranda (UNIR), do Norte; Vitor Tomaz Guimarães Naves (UFTM), do Sudeste, e Ana Berenice Peres Martorelli (UFPB), do Nordeste, que elogiram a internacionalização como uma boa estratégia de diplomacia.

Professor Gilvan apresentou palestra ‘Multilinguismo e Gestão: O lugar das línguas na internacionalização’. Foto: Gustavo Diehl/Agecom

Na sequência, o professor Gilvan Müller de Oliveira iniciou a palestra “Multilinguismo e Gestão: O lugar das línguas na internacionalização”. Coordenador da Cátedra Unesco em Políticas Linguísticas para o Multilinguismo, ele falou da repressão que diversas línguas sofreram ao longo da história. Gilvan apresentou dados que mostram a exclusão linguística do Brasil e de Santa Catarina. Na UFSC, de acordo com o ministrante da palestra, a diversidade foi restrita logo quando surgiu a universidade e, na sua opinião, essa exclusão desencadeou problemas de inclusão de novas línguas na comunidade acadêmica até os dias de hoje.

Segundo o palestrante, o Brasil é o décimo país do mundo em diversidade linguística, com 351 idiomas entre línguas indígenas, de imigração e crioulos. “Mesmo com essa pluralidade, 98% dos brasileiros são monolíngues em português”, afirmou Gilvan. Ele questionou a plateia se sabiam qual era a segunda língua mais falada do país, e ao não saber, reafirmou o desconhecimento linguístico ainda presente.

Gilvan também defendeu a universidade como um meio de formação para projetos e pesquisas voltados à diversificação de idiomas, inserção de novos estudantes estrangeiros e ampliação de estudos em outros países. A UFSC, sendo a sede da Cátedra, é responsável pela seleção e sistematização de dados dos atlas das línguas do mundo. “Segundo os dados da UNESCO há  7.111 línguas do mundo, mas 99% delas são excluídas”, disse.

Ayana Prudêncio Araújo | agecom@contato.ufsc.br
Estagiária da Agecom | UFSC

Tags: AndifesInternacionalizaçãoSinterUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Conselho Universitário define datas para formalização de lista tríplice para Reitoria

17/03/2026 19:00

Sessão do CUn sobre a consulta à Reitoria da UFSC foi transferida para o Auditório da Reitoria. Fotos: SI-GR/Secom

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou, na tarde desta terça-feira (17), duas sessões — uma autoconvocada e outra extraordinária — para tratar de questões relacionadas à consulta à Reitoria da universidade. A relevância do debate motivou a transferência da reunião da Sala dos Conselhos para o Auditório da Reitoria, atendendo o pedido do Diretório Central dos Estudantes (DCE). A comunidade universitária marcou presença e pôde acompanhar o evento por transmissão no canal do CUn no YouTube.

A primeira parte da sessão foi uma autoconvocação do CUn sobre aconselhamento sobre dois pontos: o impasse na Comissão Eleitoral Representativa de Entidades da UFSC (Comeleufsc) quanto à modalidade de votação — remota ou presencial — na consulta informal à comunidade universitária; e a revisão do calendário eleitoral. Em síntese, representantes da Apufsc defendem o voto remoto, alegando maior participação de servidores afastados e estudantes de Educação a Distância (EaD) e pós-graduação. As demais entidades da Comeleufsc — Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (Sintufsc), DCE e Associação de Pós-Graduandos (APG) — sustentam o voto presencial com urnas eletrônicas.

Na abertura das falas, o conselheiro Jorge Balster, representante dos técnico-administrativos em Educação (TAEs), apresentou questão de ordem pela retirada da pauta. Para ele, o CUn não tem competência para deliberar sobre assuntos da comissão eleitoral. “Esses assuntos pertencem à comunidade universitária, e não ao Conselho Universitário”.

Balster fundamentou seu argumento em uma tradição que remonta a 1983, quando, em resposta ao centralismo autoritário do regime militar, a comunidade universitária instituiu uma comissão paritária autônoma para conduzir a escolha do(a) reitor(a). Para ele, essa prática consolidou “um princípio ético-democrático” e “qualquer iniciativa de quebrar esse princípio pactuado há 43 anos configura-se um atentado à democracia da comunidade universitária”, declarou.

O conselheiro também destacou que a Comeleufsc já conduz o processo dentro da normalidade — com urnas contratadas, mesários em processo de seleção e cronograma em dia. “O CUn não criou a comissão eleitoral, foi a comunidade universitária”, ressaltou, alertando que “qualquer atitude oriunda deste conselho será centralista, autoritária e impedirá o curso do processo” eleitoral.

Em sentido oposto, o conselheiro Juarez Vieira do Nascimento, representante do Centro de Desportos (CDS), defendeu que o processo de escolha da próxima gestão da UFSC fosse conduzido com máxima transparência e caráter democrático. Ele lembrou que a autonomia universitária na definição de dirigentes “vai ser assegurada ainda mais” por um projeto de lei já aprovado no Senado e aguardando sanção presidencial. “Estamos preocupados em evitar que oportunistas de plantão deslegitimem esse processo”, afirmou.

Nascimento negou qualquer intenção de interferência e afirmou reconhecer “a legitimidade, a autonomia e a importância da consulta da comunidade”. Ele criticou o que chamou de “descompasso” entre o discurso de excelência e inclusão da universidade e a resistência ao uso de tecnologias no processo eleitoral.

O conselheiro reiterou que a iniciativa buscava tão somente “encontrar uma solução” para o impasse sobre a modalidade de votação e, em segundo momento, estabelecer um calendário a ser votado pelo colegiado. “Não há intervenção”, concluiu, defendendo maior participação de servidores, docentes e, principalmente, estudantes no processo.

Ao final da primeira parte, o Conselho aprovou por maioria – 45 votos favoráveis e sete contrários – a retirada de pauta da demanda.

Na sessão seguinte (extraordinária), o Conselho apreciou a minuta de resolução normativa que regulamentará a formação das listas tríplices para os cargos de reitor(a) e vice-reitor(a), em conformidade com a Lei nº 9.192/1995, o Decreto nº 1.916/1996 e o Decreto nº 6.264/2007. A relatoria ficou a cargo do conselheiro Michel Angillo Saad, a partir de solicitação do Gabinete da Reitoria (GR).

Entre outros aspectos apresentados pelo relator, a condução do processo caberá a uma Comissão Especial criada pelo CUn e designada pelo reitor. A sessão de escolha está marcada para 29 de abril de 2026, às 14h, na Sala Ayrton Roberto de Oliveira, em Sessão Especial do CUn. Apenas os conselheiros votam, por escrutínio secreto e uninominal, sendo as listas formadas pelos três candidatos mais votados em escrutínio único. A integridade do processo é garantida por cédulas assinadas pela Presidência e por um membro da Comissão, com apuração realizada imediatamente após o escrutínio e acompanhamento facultado aos candidatos.

Podem se candidatar docentes do Magistério Superior — titulares, associados ou doutores, independentemente de nível ou classe. O edital deverá ser publicado até 19 de abril de 2026, com inscrições previstas para 22 de abril, na Secretaria dos Conselhos. Após a divulgação da relação de candidatos, impugnações poderão ser apresentadas até as 18h de 23 de abril, com efeito suspensivo. A Comissão terá prazo até as 18h de 27 de abril para decidir sobre eventuais impugnações, com homologação final até as 18h de 28 de abril e possibilidade de recurso ao CUn em 48 horas. As listas tríplices deverão ser encaminhadas às autoridades competentes ao menos 60 dias antes do fim dos mandatos.

A minuta foi aprovada por unanimidade pelos conselheiros, com uma única alteração: o envio da lista tríplice ao MEC, originalmente previsto para 30 de abril, ficou definido para 1º de maio de 2026.

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Com correções da Agecom

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UFSC e Ebserh prorrogam, por 120 dias, contrato de gestão do Hospital Universitário

16/03/2026 18:48

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) acordaram a prorrogação, por 120 dias, do contrato de gestão do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU). Nesse período, permanecem vigentes os termos atuais, enquanto avança a discussão sobre uma renovação de longo prazo.

A extensão do prazo tem como objetivo assegurar um debate responsável, transparente e aprofundado sobre o futuro da gestão do HU. Ela abre um período de análise qualificada, no qual será possível avaliar cláusula por cláusula, garantir segurança institucional e assegurar que qualquer decisão esteja plenamente alinhada aos interesses da universidade pública, do hospital e da sociedade.

Há meses, UFSC e Ebserh mantêm diálogo institucional para construir uma solução que assegure a continuidade e o aprimoramento das atividades assistenciais, de ensino, pesquisa e extensão realizadas no hospital.

No curso das negociações, a Ebserh apresentou duas alternativas: prorrogar o contrato atual por 20 anos ou firmar um novo contrato, em modelo distinto, também por 20 anos. A Administração Central da UFSC entende que ambas as propostas, tal como formuladas até o momento, suscitam questões que demandam debate e ajustes — em especial quanto ao prazo contratual, à gestão dos servidores da Universidade que atuam no hospital e às condições de uso dos espaços físicos do HU.

A Administração Central reforça que não haverá interrupção das atividades do Hospital Universitário. O HU/UFSC seguirá funcionando normalmente, garantindo o atendimento à população e a continuidade das atividades acadêmicas e assistenciais enquanto as negociações prosseguem.

A UFSC reafirma seu compromisso com o caráter público do Hospital Universitário, com a qualidade do atendimento prestado à população e com a preservação das condições necessárias para que o HU continue cumprindo plenamente suas funções assistenciais, acadêmicas e sociais.

Administração Central UFSC

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Editora da UFSC publica obra de Karl Marx e inaugura linha dedicada ao pensamento crítico

16/03/2026 13:12

A Igrejinha da UFSC sediou o lançamento de “Capitalismo e colonização: Extratos e notas – Londres, 1851”, primeira obra de Karl Marx publicada pela EdUFSC. Fotos: Felipe Maciel

A Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC) marcou um momento significativo em sua trajetória editorial com o lançamento de Capitalismo e colonização: Extratos e notas – Londres, 1851. Esta é a primeira obra de Karl Marx publicada pela editora, inaugurando uma linha voltada ao pensamento crítico latino-americano e à teoria social.

O lançamento ocorreu durante o evento Livro na Praça, na noite de sexta-feira, 13 de março, na Igrejinha da UFSC. O volume reúne textos inéditos em que Marx analisa a formação do capitalismo mundial a partir de uma perspectiva colonial, com base em uma leitura crítica das investigações de William Hickling Prescott sobre as conquistas do México e do Peru. Nos escritos, o autor desenvolve uma teoria sobre o colonialismo como parte constitutiva do sistema capitalista e oferece detalhes sobre as “formações econômicas pré-capitalistas”. Diferente de outros textos do autor, o volume foi organizado de forma a se tornar acessível ao público em geral, sem exigir conhecimento prévio da teoria marxista.

Apresentação de Julia Ouriques (violino), Vitor Vieira (rabeca) e Ana Gabriela Cordeiro (percussão)

A sessão foi conduzida pelos professores da UFSC, Nildo Ouriques e Sílvio Marcus de Souza, com atendimento dos servidores da Editora. A programação contou ainda com apresentações musicais de Julia Ouriques (violino), Vitor Vieira (rabeca) e Ana Gabriela Cordeiro (percussão). O público presente pôde participar com perguntas aos docentes.

A atualidade de Marx

Sílvio Marcus de Souza

Para o professor Sílvio, a publicação representa um marco para o pensamento crítico contemporâneo. Ele ressaltou a importância de “disponibilizar esses textos em língua portuguesa e Marx em toda a sua atualidade”. O professor recordou o cenário acadêmico de quatro décadas atrás, quando a queda do Muro de Berlim gerou uma “crise de paradigmas” que, somada à euforia liberal dos anos 1990, acabou por marginalizar os estudos marxistas na historiografia.

Sílvio enfatizou que o lançamento ocorre em momento crucial, servindo como contraponto ao momento que atinge as universidades. O livro reúne apontamentos sobre colonização, capitalismo e escravidão, temas, que segundo o pesquisador “permanecem profundamente atuais”.

Ao detalhar o conteúdo da obra, o professor explicou que o livro compila anotações feitas por Marx no verão londrino de 1851, na Biblioteca Britânica — período em que o autor se debruçava sobre questões globais, como a repressão ao tráfico de escravos no Atlântico e a manutenção do regime escravista no Brasil. Sílvio contextualizou que os cadernos revelam um Marx atento aos acontecimentos nas Américas e a diferentes formas de relações de trabalho que não se encaixavam estritamente nos modelos europeus.

Além do valor histórico, a obra oferece um vislumbre sobre o processo intelectual de Marx. O professor destacou que o leitor poderá acompanhar como as ideias de outros autores do século XIX interferiram na elaboração de obras como O Capital. Para Sílvio, a iniciativa permite um retorno valioso aos textos clássicos com o olhar do presente.

Nildo Ouriques

Em sua exposição, Nildo colocou que a publicação não é apenas um ato editorial, mas um posicionamento em uma “gigantesca batalha das ideias”. O diretor da EdUFSC defendeu que, independentemente de preferências ideológicas, Marx é um autor incontornável para a compreensão da sociedade moderna. “Marx é um desses autores clássicos que, a despeito de todas as calúnias, críticas e ocultamentos, de vez em quando ressurge com maior curiosidade ainda”, afirmou, citando uma reflexão de Darcy Ribeiro.

Ouriques comparou a trajetória editorial de Marx no Brasil com a de países vizinhos: enquanto na Argentina a tradução de O Capital começou em 1898, no Brasil a obra só apareceu em português em 1968, sob a ditadura militar. Para o professor, ainda se publica muito pouco da vasta produção marxista em língua portuguesa, o que torna o esforço da EdUFSC fundamental para alcançar a juventude e os trabalhadores que não dominam outros idiomas.

O lançamento também deu visibilidade aos bastidores da produção editorial da UFSC. Ouriques elogiou o trabalho das equipes da editora e da Imprensa Universitária. Diante de um cenário em que “30% da população brasileira é composta por analfabetos funcionais”, ele argumentou que as editoras universitárias precisam travar uma “batalha cultural”. “A editora contribuiu na medida das suas forças para entregar um livro muito bem pensado, bem traduzido, bem revisado e bem editado”, concluiu o diretor.

Mais informações: editora.ufsc.br

Vendas no site da livraria virtual ou pelo e-mail: vendas.editora@contato.ufsc.br

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

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