Hospital Universitário: patrimônio da UFSC, do SUS e da sociedade catarinense

23/07/2026 13:27

Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC). Fotos: Gustavo Diehl | Agecom

O Hospital Universitário (HU) carrega o nome do professor Polydoro Ernani de São Thiago, médico e escritor (1909-1999) que ajudou a fundar a faculdade de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), além de ter inaugurado e sido primeiro diretor do HU – um projeto que ele próprio definia como a maior realização de sua vida. Inaugurado em 2 de maio de 1980, o HU consolidou-se como patrimônio da UFSC, do Sistema Único de Saúde (SUS) e da sociedade catarinense, oferecendo atendimento público, gratuito, humanizado e de elevada qualidade técnica.

Mais de quatro décadas depois, permanece como o único hospital universitário federal de Santa Catarina. Diariamente, atende moradores da Grande Florianópolis, pacientes de todas as regiões do estado e também turistas e visitantes. Sua estrutura contempla os três níveis de atenção à saúde — básica, média e alta complexidade — reunindo ambulatórios especializados, emergências adulto, pediátrica e ginecológico-obstétrica, além de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para adultos e neonatal. Além da assistência hospitalar de referência, o HU desempenha papel estratégico na formação de profissionais da saúde, integrando ensino, pesquisa e extensão.

Desde dezembro de 2015, a administração do hospital está a cargo da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), atualmente denominada HU Brasil e vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Embora a gestão assistencial seja exercida pela empresa pública, o hospital permanece academicamente vinculado à UFSC e continua prestando atendimento exclusivamente pelo SUS. Essa dupla identidade — assistencial e acadêmica — orientou o processo de renovação do contrato entre a universidade e a estatal, cuja vigência se encerrou em março deste ano.

Avaliação da primeira década de gestão

As discussões sobre a renovação do contrato tiveram início ainda em 2023, quando a UFSC instituiu uma comissão para avaliar os dez anos de gestão da Ebserh no hospital. O grupo reuniu representantes da Reitoria, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), do próprio HU e de entidades representativas da comunidade universitária, como o Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc-Sindical), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFSC (Sintufsc), o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e a Associação de Pós-Graduandos (APG).

O relatório final da comissão, entregue em novembro de 2025, apresentou 16 recomendações destinadas a aperfeiçoar a gestão do hospital. Entre elas estavam a manutenção da emergência pediátrica, a criação de um conselho superior do HU e a realização de consulta prévia à comunidade universitária para a escolha do(a) superintendente.

Com base nesse diagnóstico e diante de duas propostas apresentadas pela Ebserh, a universidade optou por ampliar a participação da comunidade na definição do novo contrato. Neste sentido, em março deste ano, o contato foi prorrogado por mais quatro meses com o objetivo de “assegurar um debate responsável, transparente e aprofundado sobre o futuro da gestão do HU”, conforme afirmou a Administração Central da UFSC em nota. A decisão também levou em conta o fato de estar em curso o processo eleitoral para a Reitoria.

Entre os dias 6 e 15 de maio de 2026, a UFSC promoveu consulta pública por meio da Plataforma Brasil Participativo, e, na sequência, em 21 de maio, realizou audiência pública com a participação de trabalhadores do hospital, estudantes, servidores e representantes sindicais. As contribuições recebidas subsidiaram a elaboração de uma nova minuta contratual, que passou a prever, entre outros pontos, a vinculação da atuação da empresa aos planos de ensino da instituição, a retirada da obrigatoriedade de adesão ao Exame Nacional de Residência (Enare) e maior autonomia da universidade sobre os servidores do Regime Jurídico Único (RJU) lotados no hospital.

Deliberação do Conselho Universitário

Em 30 de junho, o Conselho Universitário (CUn) aprovou parecer favorável à continuidade das negociações, estabelecendo dez diretrizes institucionais que deveriam orientar a celebração do novo contrato. Na ocasião, o relator do processo, conselheiro Rui Daniel Schroder Prediger, classificou a matéria como uma das mais relevantes já apreciadas pelo colegiado e reafirmou o Hospital Universitário como patrimônio da UFSC, do SUS e da sociedade catarinense.

A negociação avançou com o envio, em 7 de julho, de contraproposta da HU Brasil. O documento foi analisado pelo CUn na sessão realizada em 14 de julho. Em seu parecer, Rui Daniel concluiu que a contraproposta representava um avanço em relação às negociações anteriores, embora ainda exigisse ressalvas e condicionantes para a execução do futuro contrato. Segundo o relator, a renovação do acordo, por si só, não seria suficiente para atender plenamente todos os pontos considerados estratégicos pela universidade.

O parecer também esclareceu que a sessão não tinha como finalidade rediscutir a conveniência política da renovação contratual. Essa etapa havia sido superada na reunião de 30 de junho, quando o Conselho autorizou a continuidade das negociações após um processo de avaliação institucional desenvolvido ao longo de dois anos. Na ocasião, também foram aprovadas as dez diretrizes que passariam a orientar a celebração e a execução do novo contrato.

A análise concentrou-se, portanto, em verificar em que medida a contraproposta incorporava essas diretrizes. Segundo o relator, nem todas precisariam estar expressamente previstas no texto contratual para produzir efeitos, já que muitas possuem natureza gerencial, estratégica e de governança, podendo ser implementadas por meio do Plano Diretor Estratégico (PDE), de atos administrativos da UFSC e de mecanismos permanentes de acompanhamento e avaliação.

Esse entendimento foi corroborado pela Procuradoria Federal junto à UFSC, que não identificou impedimentos jurídicos para a celebração do novo contrato e apontou que diversos aspectos levantados pelo CUn deveriam ser tratados durante sua execução, especialmente no âmbito da governança, da gestão de riscos e do monitoramento institucional.

Diretrizes incorporadas

Na análise das dez diretrizes aprovadas pelo Conselho Universitário, o parecer concluiu que apenas a relacionada ao fortalecimento da pesquisa, da inovação e da extensão foi plenamente contemplada pela contraproposta da HU Brasil. As demais foram consideradas parcialmente atendidas, abrangendo aspectos como a preservação da identidade acadêmica do hospital, o fortalecimento da governança compartilhada, a criação de indicadores acadêmicos e de gestão, a integração permanente entre hospital e universidade, a valorização da preceptoria, a transparência ativa, a avaliação periódica da execução contratual e a consolidação de uma cultura permanente de avaliação institucional.

Para o relator, a nova minuta incorporou elementos essenciais dessas diretrizes ao reafirmar o HU-UFSC como hospital-escola e órgão suplementar da Universidade. Ainda assim, ressaltou que o êxito da nova etapa dependerá menos da redação do contrato e mais da forma como ele será executado.

Nesse contexto, o documento defende o fortalecimento de uma governança compartilhada entre UFSC e HU Brasil, com a criação de instâncias permanentes de diálogo e acompanhamento. Também recomenda a adoção de indicadores que contemplem não apenas os resultados assistenciais, mas igualmente o desempenho acadêmico e científico do hospital, além da ampliação da transparência sobre dados assistenciais, administrativos, financeiros e de gestão.

O parecer também propõe que a Reitoria institua mecanismos permanentes de acompanhamento da execução contratual, com participação das estruturas acadêmicas e de representantes dos estudantes, dos técnicos-administrativos, dos docentes e dos usuários do hospital. Outra recomendação é que o PDE incorpore indicadores relacionados ao ensino, à pesquisa, à extensão, à inovação, às residências, à preceptoria, à força de trabalho, à transparência e à integração institucional.

Aprovação do parecer

Durante a sessão do CUn realizada em 14 de julho, o reitor da UFSC Amir de Oliveira, que presidiu os trabalhos, destacou que o objetivo da reunião era analisar exclusivamente a resposta apresentada pela HU Brasil às exigências formuladas pela Universidade, e não reabrir a discussão sobre a conveniência da renovação contratual.

Ao final da votação, o parecer foi aprovado pelo colegiado por 33 votos favoráveis e 25 contrários. “Esta sessão do Conselho Universitário trata de uma decisão de grande relevância institucional para a UFSC e para o Hospital Universitário. Estamos diante de um tema sensível, que envolve a continuidade das atividades assistenciais, acadêmicas, de ensino, pesquisa, extensão e formação em saúde”, ressaltou o reitor.

Amir enfatizou ainda que a aprovação do parecer não representa o encerramento das responsabilidades da Universidade. Pelo contrário, segundo ele, inaugura uma nova fase, na qual caberá à UFSC acompanhar de forma permanente a execução do contrato, fortalecer os mecanismos de governança e assegurar a participação da comunidade universitária nesse processo.

A vice-reitora Felipa Amadigi também destacou que a decisão do CUn representa um marco para a instituição e reforçou que “o Hospital Universitário é e sempre será Universidade Federal de Santa Catarina”. Felipa observou ainda que, ao longo dos últimos anos, deixaram de ser implementadas ações de governança consideradas essenciais para o fortalecimento institucional do hospital, mesmo durante o período de gestão da Ebserh.

A vice-reitora afirmou que a Administração Central pretende promover mudanças por meio da nova superintendência, com a criação e articulação de instâncias permanentes de avaliação e consulta, além da construção participativa do PDE. Informou também que o parecer aprovado já autoriza a assinatura do novo contrato e a implementação dos encaminhamentos definidos pelo colegiado. Acrescentou ainda que a gestão adotaria as providências necessárias para viabilizar uma eventual prorrogação de 60 dias nas negociações, conforme sugestão apresentada pelo conselheiro Fabrício de Souza Neves. No entanto, a HU Brasil não concedeu essa extensão de prazo.

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Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
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Conselho Universitário define datas para formalização de lista tríplice para Reitoria

17/03/2026 19:00

Sessão do CUn sobre a consulta à Reitoria da UFSC foi transferida para o Auditório da Reitoria. Fotos: SI-GR/Secom

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou, na tarde desta terça-feira (17), duas sessões — uma autoconvocada e outra extraordinária — para tratar de questões relacionadas à consulta à Reitoria da universidade. A relevância do debate motivou a transferência da reunião da Sala dos Conselhos para o Auditório da Reitoria, atendendo o pedido do Diretório Central dos Estudantes (DCE). A comunidade universitária marcou presença e pôde acompanhar o evento por transmissão no canal do CUn no YouTube.

A primeira parte da sessão foi uma autoconvocação do CUn sobre aconselhamento sobre dois pontos: o impasse na Comissão Eleitoral Representativa de Entidades da UFSC (Comeleufsc) quanto à modalidade de votação — remota ou presencial — na consulta informal à comunidade universitária; e a revisão do calendário eleitoral. Em síntese, representantes da Apufsc defendem o voto remoto, alegando maior participação de servidores afastados e estudantes de Educação a Distância (EaD) e pós-graduação. As demais entidades da Comeleufsc — Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (Sintufsc), DCE e Associação de Pós-Graduandos (APG) — sustentam o voto presencial com urnas eletrônicas.

Na abertura das falas, o conselheiro Jorge Balster, representante dos técnico-administrativos em Educação (TAEs), apresentou questão de ordem pela retirada da pauta. Para ele, o CUn não tem competência para deliberar sobre assuntos da comissão eleitoral. “Esses assuntos pertencem à comunidade universitária, e não ao Conselho Universitário”.

Balster fundamentou seu argumento em uma tradição que remonta a 1983, quando, em resposta ao centralismo autoritário do regime militar, a comunidade universitária instituiu uma comissão paritária autônoma para conduzir a escolha do(a) reitor(a). Para ele, essa prática consolidou “um princípio ético-democrático” e “qualquer iniciativa de quebrar esse princípio pactuado há 43 anos configura-se um atentado à democracia da comunidade universitária”, declarou.

O conselheiro também destacou que a Comeleufsc já conduz o processo dentro da normalidade — com urnas contratadas, mesários em processo de seleção e cronograma em dia. “O CUn não criou a comissão eleitoral, foi a comunidade universitária”, ressaltou, alertando que “qualquer atitude oriunda deste conselho será centralista, autoritária e impedirá o curso do processo” eleitoral.

Em sentido oposto, o conselheiro Juarez Vieira do Nascimento, representante do Centro de Desportos (CDS), defendeu que o processo de escolha da próxima gestão da UFSC fosse conduzido com máxima transparência e caráter democrático. Ele lembrou que a autonomia universitária na definição de dirigentes “vai ser assegurada ainda mais” por um projeto de lei já aprovado no Senado e aguardando sanção presidencial. “Estamos preocupados em evitar que oportunistas de plantão deslegitimem esse processo”, afirmou.

Nascimento negou qualquer intenção de interferência e afirmou reconhecer “a legitimidade, a autonomia e a importância da consulta da comunidade”. Ele criticou o que chamou de “descompasso” entre o discurso de excelência e inclusão da universidade e a resistência ao uso de tecnologias no processo eleitoral.

O conselheiro reiterou que a iniciativa buscava tão somente “encontrar uma solução” para o impasse sobre a modalidade de votação e, em segundo momento, estabelecer um calendário a ser votado pelo colegiado. “Não há intervenção”, concluiu, defendendo maior participação de servidores, docentes e, principalmente, estudantes no processo.

Ao final da primeira parte, o Conselho aprovou por maioria – 45 votos favoráveis e sete contrários – a retirada de pauta da demanda.

Na sessão seguinte (extraordinária), o Conselho apreciou a minuta de resolução normativa que regulamentará a formação das listas tríplices para os cargos de reitor(a) e vice-reitor(a), em conformidade com a Lei nº 9.192/1995, o Decreto nº 1.916/1996 e o Decreto nº 6.264/2007. A relatoria ficou a cargo do conselheiro Michel Angillo Saad, a partir de solicitação do Gabinete da Reitoria (GR).

Entre outros aspectos apresentados pelo relator, a condução do processo caberá a uma Comissão Especial criada pelo CUn e designada pelo reitor. A sessão de escolha está marcada para 29 de abril de 2026, às 14h, na Sala Ayrton Roberto de Oliveira, em Sessão Especial do CUn. Apenas os conselheiros votam, por escrutínio secreto e uninominal, sendo as listas formadas pelos três candidatos mais votados em escrutínio único. A integridade do processo é garantida por cédulas assinadas pela Presidência e por um membro da Comissão, com apuração realizada imediatamente após o escrutínio e acompanhamento facultado aos candidatos.

Podem se candidatar docentes do Magistério Superior — titulares, associados ou doutores, independentemente de nível ou classe. O edital deverá ser publicado até 19 de abril de 2026, com inscrições previstas para 22 de abril, na Secretaria dos Conselhos. Após a divulgação da relação de candidatos, impugnações poderão ser apresentadas até as 18h de 23 de abril, com efeito suspensivo. A Comissão terá prazo até as 18h de 27 de abril para decidir sobre eventuais impugnações, com homologação final até as 18h de 28 de abril e possibilidade de recurso ao CUn em 48 horas. As listas tríplices deverão ser encaminhadas às autoridades competentes ao menos 60 dias antes do fim dos mandatos.

A minuta foi aprovada por unanimidade pelos conselheiros, com uma única alteração: o envio da lista tríplice ao MEC, originalmente previsto para 30 de abril, ficou definido para 1º de maio de 2026.

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
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Com correções da Agecom

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Administração Central informa sobre negociações relativas ao contrato entre UFSC e Ebserh

16/03/2026 10:18

A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) informa à comunidade universitária e à sociedade que, desde 2023, a Universidade constituiu uma comissão de avaliação da gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC). A comissão foi composta por representantes da Reitoria, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Hospital Universitário (HU) e das entidades representativas (Apufsc, Sintufsc, DCE e APG).

O relatório final da comissão, concluído em novembro de 2025, apontou aspectos da gestão que demandam aperfeiçoamentos, recomendando cautela em relação a uma renovação contratual por prazos muito longos. Diante disso, a Universidade tem defendido uma prorrogação temporária do contrato vigente por 12 meses, período que permitiria às partes aprofundar o diálogo, corrigir os pontos identificados pela comissão de avaliação e construir um acordo mais equilibrado e seguro para o futuro do hospital.

Há meses a Universidade e a Ebserh vêm mantendo diálogo institucional com o objetivo de construir uma solução que assegure a continuidade e o aprimoramento das atividades assistenciais, de ensino, pesquisa e extensão realizadas no hospital.

No âmbito das negociações, a Ebserh apresentou à Universidade duas possibilidades: a prorrogação do contrato atual por um período de 20 anos ou a celebração de um novo contrato sob modelo distinto, também por 20 anos. A Administração Central da UFSC entende que ambos os formatos, tal como apresentados até o momento, levantam questões que precisam ser melhor debatidas e ajustadas, especialmente no que se refere ao prazo contratual, à gestão dos servidores da Universidade que atuam no hospital e às condições relacionadas ao uso de espaços físicos do HU.

As tratativas seguem em curso e envolvem, além da Reitoria da UFSC, a direção nacional da Ebserh e representantes do Ministério da Educação (MEC) e da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Novas reuniões ocorrerão nesta segunda e terça-feira, 16 e 17 de março.

A Administração Central reforça que não haverá interrupção das atividades do HU, que seguirá funcionando normalmente, garantindo o atendimento à população e a continuidade das atividades acadêmicas e assistenciais, enquanto as negociações prosseguem.

A UFSC reafirma seu compromisso com a defesa do caráter público do Hospital Universitário, com a qualidade do atendimento prestado à população e com a preservação das condições necessárias para que o HU continue cumprindo plenamente suas funções assistenciais, acadêmicas e sociais.

Administração Central UFSC

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Aprovada criação de comissão eleitoral para consulta informal à Reitoria da UFSC

25/11/2025 18:20

O parecer da conselheira Heloisa Teles foi aprovado pelo CUn por ampla maioria. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Na tarde desta terça-feira, 25 de novembro, o Conselho Universitário abriu os trabalhos discutindo a criação de uma comissão encarregada de organizar e coordenar a consulta prévia, de caráter informal, à comunidade universitária sobre a escolha da Reitoria para o quadriênio 2026–2030. A proposta partiu do Gabinete da Reitoria (GR) e teve relatoria da conselheira Heloisa Teles. A sessão foi transmitida ao vivo pelo canal do CUn no YouTube.

Em parecer conclusivo, a conselheira Heloisa reforçou a legitimidade da consulta informal à comunidade como instrumento de democratização na escolha da Reitoria e confirmou a manutenção de práticas históricas adotadas pela instituição. Sem propor mudanças de rumo, o parecer sublinha que a consulta está consolidada na Universidade e que o modelo paritário garante representatividade equilibrada entre docentes, técnico-administrativos e estudantes.

Entre as recomendações, destacam-se:

  • Voto paritário, com ponderação proporcional ao universo efetivo de votantes de cada segmento.
  • Participação de docentes e técnico-administrativos em efetivo exercício e de estudantes regularmente matriculados na Educação Básica da UFSC (a partir de 16 anos), na graduação e na pós-graduação stricto sensu.
  • Comissão Eleitoral formada por seis representantes: dois da Apufsc-Sindical, dois do Sintufsc, um do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e um da Associação de Pós-Graduandos(as) (APG). Caberá a esse colegiado organizar o pleito, inscrever chapas, definir regras de campanha, nomear mesários, cadastrar fiscais e zelar pela lisura do processo.
  • Inscrição de chapas com candidatos para Reitor(a) e Vice-Reitor(a).
  • Realização em dois turnos, caso nenhuma chapa alcance maioria absoluta (50% + 1 dos votos válidos) no primeiro turno.
  • Instalação da Comissão Eleitoral até 10 de dezembro de 2025.
  • Cálculo do resultado por segmento com a fórmula: votos válidos da chapa no segmento divididos pelo total de votantes daquele segmento na consulta, multiplicado por um terço.
  • Voto secreto, pessoal e não cumulativo, vedada a votação por procuração.
  • Emissão, pela Comissão Eleitoral, de resoluções específicas para tratar de casos omissos, tomando como referência as normas aplicadas na consulta de 2021.
  • Apoio institucional da Secretaria dos Conselhos, do Gabinete da Reitoria, da Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC) e da Prefeitura Universitária para assegurar infraestrutura e suporte técnico.
  • Regulamentação das campanhas e da prestação de contas das chapas pela Comissão Eleitoral.
  • Publicação, com ao menos 30 dias de antecedência, das listas de eleitores aptos por segmento.

No voto, a relatora posicionou-se favoravelmente à constituição da Comissão Eleitoral com representação dos três segmentos e à realização da consulta informal para o ciclo 2026–2030. A conselheira ressaltou que a observância dos parâmetros detalhados no parecer é essencial para garantir lisura, transparência, segurança procedimental e ampla participação. Por último, também fixou como marco temporal a criação da Comissão Eleitoral até 10 de dezembro de 2025.

Após a discussão e a inclusão de suplência para a representação discente, foi aprovado o parecer com ampla maioria.

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Reunião esclarece próximos passos para processo eleitoral da Reitoria da UFSC

10/11/2025 17:30

Reitor da UFSC e demais representantes do Gabinete reúnem-se com entidades representativas da comunidade universitária sobre o próximo processo eleitoral na instituição. Fotos: SECOM/UFSC

Na manhã desta segunda-feira, 10 de novembro, o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, reuniu-se com representantes de entidades vinculadas à comunidade universitária para discutir e esclarecer questões relativas ao próximo processo eleitoral da Reitoria. Estiveram presentes, ao lado do reitor, o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer, a diretora-geral do Gabinete, Camila Pagani, o assessor institucional, Alexandre Verzani, a pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceane Carraro, e o secretário de Comunicação, Marcus Paulo Pessôa.

Entre as entidades representativas que participaram do encontro estavam o Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc-Sindical), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (Sintufsc), o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e a Associação de Pós-Graduandos (APG). Essas organizações tradicionalmente compõem a Comissão Eleitoral Representativa das Entidades da UFSC (Comeleufsc), responsável pela condução da consulta informal à comunidade universitária para escolha da nova gestão.

O mandato da atual gestão será encerrado no dia 4 de julho de 2026. Durante a reunião, Irineu esclareceu que o processo que estabelece as normas para as eleições foi encaminhado para apreciação do Conselho Universitário (CUn). A pauta será discutida na próxima sessão do colegiado, marcada para o dia 25 de novembro, com parecer da professora Heloisa Teles, do Departamento de Serviço Social. O prazo estipulado para a definição da comissão organizadora das eleições é 2 de dezembro. “O Conselho Universitário define os parâmetros gerais, enquanto a comissão é responsável por organizar e conduzir a consulta pública à comunidade universitária”, complementou.

Fases do processo

  • Previsão de datas: O primeiro turno da consulta pública informal está previsto para ocorrer no final de março de 2026. Caso necessário, um segundo turno será realizado no início de abril.
  • Modelo mantido: O processo enviado ao CUn segue o mesmo formato utilizado nas eleições anteriores, sendo a última concretizada em 2022.
  • Constituição da Comeleufsc: O procedimento prevê a criação da Comeleufsc, que ficará responsável por conduzir a consulta pública informal junto à comunidade universitária.
  • Encaminhamento do resultado ao CUn: Após a realização da consulta, o resultado será enviado ao CUn, que terá a responsabilidade de eleger a lista tríplice.
  • Envio ao MEC: A lista tríplice será encaminhada ao Ministério da Educação (MEC), que nomeará oficialmente o(a) novo(a) reitor(a).

 

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