Feira do Livro da UFSC reúne editoras do país, de 10 a 13 de agosto

01/06/2026 16:37

A Feira do Livro da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) será realizada de 10 a 13 de agosto de 2026, no prédio da Reitoria, no campus Trindade, em Florianópolis. O evento reunirá as principais editoras universitárias do país, além de locais e comunitárias, em uma programação voltada à valorização do livro, da leitura e da produção editorial.

Além da comercialização de livros com desconto, a feira contará com atividades culturais e acadêmicas, incluindo apresentações de música e teatro, lançamentos editoriais e espaços de debate. A proposta é promover o encontro entre editoras, autores, leitores e a comunidade em geral, ampliando o acesso à produção bibliográfica e incentivando a circulação de ideias.

A Feira do Livro da UFSC é realizada pela Editora da UFSC, com apoio da Secretaria de Cultura e Arte (SecArte).

Mais informações pelo e-mail: eventos.editora@contato.ufsc.br

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Editora da UFSC leva cerca de 250 títulos à 8ª Feira do Livro da Unesp

08/05/2026 13:44

A Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC) estará presente na 8ª Feira do Livro da Universidade Estadual Paulista (Unesp), entre os dias 13 a 17 de maio de 2026, no Memorial da América Latina, na capital paulista. Com cerca de 250 títulos, o estande reunirá publicações acadêmicas e de interesse geral, com ênfase em lançamentos recentes e em obras de referência.

O catálogo selecionado pela EdUFSC contempla áreas como ciências humanas, filosofia, literatura, estudos decoloniais e saúde coletiva, oferecendo opções para públicos diversos — de pesquisadores a leitores não especializados. Entre os destaques estão:

  • Imperialismo, de J. A. Hobson;
  • Zama, de Antonio Di Benedetto;
  • Capitalismo e Colonização: Extratos e Notas – Londres, 1851, de Karl Marx;
  • Virada de Século, de Bolívar Echeverría;
  • Sobre a Tranquilidade da Alma, de Sêneca;
  • Políticas do sofrimento: saúde mental e subjetivações em tempos pandêmicos, organizado por Sônia Weidner Maluf, Érica Quinaglia Silva e Ana Paula Müller de Andrade.

A edição de 2026 terá caráter especial por integrar as comemorações dos 50 anos da Unesp. Com programação cultural ampliada — incluindo debates, lançamentos e atividades formativas —, a feira busca atrair um público diversificado e fortalecer o diálogo sobre a produção acadêmica e editorial no país.

Serviço:

Evento: 8ª Feira do Livro da Unesp
Data: 13 a 17 de maio de 2026
Local: Memorial da América Latina — Av. Mário de Andrade, 664, Barra Funda, São Paulo (acesso pelo Portão 2)
Estande da EdUFSC: cerca de 250 títulos entre lançamentos e obras de catálogo
Mais informações: editora.ufsc.br

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Editora da UFSC lança edição digital de ‘O Castelo de Frankenstein’, de Salim Miguel

04/05/2026 13:26

A Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC) lançou em formato digital os volumes 1 e 2 de O Castelo de Frankenstein – Anotações sobre autores e livros, de Salim Miguel. A publicação integra o projeto de disponibilização da obra completa do escritor em meio online, ampliando o acesso a um dos nomes centrais da literatura brasileira do século XX.

Escrito em 1986, o livro reúne críticas, resenhas, depoimentos, prefácios e orelhas de obras publicados por Salim Miguel entre 1976 e 1985. Originalmente veiculados em jornais e revistas como Manchete (RJ), Ficção (RJ), Jornal do Brasil (RJ), Correio do Povo (RS), O Estado (SC) e Leia (SP), os textos refletem sua atuação constante no debate literário nacional ao longo de décadas.

Nos dois volumes, Salim Miguel aborda autores brasileiros e da literatura mundial, entre eles Autran Dourado, Carlos Fuentes, Érico Veríssimo, Ernesto Sábato, Gabriel García Márquez, Guillermo Cabrera Infante, Ignácio de Loyola Brandão, Italo Svevo, Jorge Amado, Juan Rulfo, Julio Cortázar, Saul Bellow e Umberto Eco, compondo um amplo panorama crítico e cultural.

A edição traz prefácio da professora Luciana Rassier, que destaca a relevância da trajetória de Salim Miguel no cenário cultural catarinense e brasileiro, reconhecida por distinções como o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (2010), o Prêmio Juca Pato – Intelectual do Ano (2002) e o título de Doutor Honoris Causa da UFSC, concedido no mesmo ano. O texto ressalta ainda uma produção literária que se estende por cerca de sete décadas, com mais de 30 livros publicados, além de traços recorrentes de sua ficção, como a herança das narrativas orientais, o rigor na construção temporal e a multiplicidade de pontos de vista.

A edição digital está disponível gratuitamente na plataforma Estante Aberta da Editora da UFSC. Além de O Castelo de Frankenstein, também podem ser acessados sem custo outros títulos do autor, como RedeNur na escuridãoPrimeiro de abril: narrativas da cadeia e Nós.

Mais informações sobre a vida e obra de Salim Miguel estão reunidas no site salimmiguel100anos.com.br, organizado pelos filhos de Salim Miguel e Eglê Malheiros, que concentra dados biográficos, bibliografia e material de referência sobre o escritor.

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Editora da UFSC publica obra de Karl Marx e inaugura linha dedicada ao pensamento crítico

16/03/2026 13:12

A Igrejinha da UFSC sediou o lançamento de “Capitalismo e colonização: Extratos e notas – Londres, 1851”, primeira obra de Karl Marx publicada pela EdUFSC. Fotos: Felipe Maciel

A Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC) marcou um momento significativo em sua trajetória editorial com o lançamento de Capitalismo e colonização: Extratos e notas – Londres, 1851. Esta é a primeira obra de Karl Marx publicada pela editora, inaugurando uma linha voltada ao pensamento crítico latino-americano e à teoria social.

O lançamento ocorreu durante o evento Livro na Praça, na noite de sexta-feira, 13 de março, na Igrejinha da UFSC. O volume reúne textos inéditos em que Marx analisa a formação do capitalismo mundial a partir de uma perspectiva colonial, com base em uma leitura crítica das investigações de William Hickling Prescott sobre as conquistas do México e do Peru. Nos escritos, o autor desenvolve uma teoria sobre o colonialismo como parte constitutiva do sistema capitalista e oferece detalhes sobre as “formações econômicas pré-capitalistas”. Diferente de outros textos do autor, o volume foi organizado de forma a se tornar acessível ao público em geral, sem exigir conhecimento prévio da teoria marxista.

Apresentação de Julia Ouriques (violino), Vitor Vieira (rabeca) e Ana Gabriela Cordeiro (percussão)

A sessão foi conduzida pelos professores da UFSC, Nildo Ouriques e Sílvio Marcus de Souza, com atendimento dos servidores da Editora. A programação contou ainda com apresentações musicais de Julia Ouriques (violino), Vitor Vieira (rabeca) e Ana Gabriela Cordeiro (percussão). O público presente pôde participar com perguntas aos docentes.

A atualidade de Marx

Sílvio Marcus de Souza

Para o professor Sílvio, a publicação representa um marco para o pensamento crítico contemporâneo. Ele ressaltou a importância de “disponibilizar esses textos em língua portuguesa e Marx em toda a sua atualidade”. O professor recordou o cenário acadêmico de quatro décadas atrás, quando a queda do Muro de Berlim gerou uma “crise de paradigmas” que, somada à euforia liberal dos anos 1990, acabou por marginalizar os estudos marxistas na historiografia.

Sílvio enfatizou que o lançamento ocorre em momento crucial, servindo como contraponto ao momento que atinge as universidades. O livro reúne apontamentos sobre colonização, capitalismo e escravidão, temas, que segundo o pesquisador “permanecem profundamente atuais”.

Ao detalhar o conteúdo da obra, o professor explicou que o livro compila anotações feitas por Marx no verão londrino de 1851, na Biblioteca Britânica — período em que o autor se debruçava sobre questões globais, como a repressão ao tráfico de escravos no Atlântico e a manutenção do regime escravista no Brasil. Sílvio contextualizou que os cadernos revelam um Marx atento aos acontecimentos nas Américas e a diferentes formas de relações de trabalho que não se encaixavam estritamente nos modelos europeus.

Além do valor histórico, a obra oferece um vislumbre sobre o processo intelectual de Marx. O professor destacou que o leitor poderá acompanhar como as ideias de outros autores do século XIX interferiram na elaboração de obras como O Capital. Para Sílvio, a iniciativa permite um retorno valioso aos textos clássicos com o olhar do presente.

Nildo Ouriques

Em sua exposição, Nildo colocou que a publicação não é apenas um ato editorial, mas um posicionamento em uma “gigantesca batalha das ideias”. O diretor da EdUFSC defendeu que, independentemente de preferências ideológicas, Marx é um autor incontornável para a compreensão da sociedade moderna. “Marx é um desses autores clássicos que, a despeito de todas as calúnias, críticas e ocultamentos, de vez em quando ressurge com maior curiosidade ainda”, afirmou, citando uma reflexão de Darcy Ribeiro.

Ouriques comparou a trajetória editorial de Marx no Brasil com a de países vizinhos: enquanto na Argentina a tradução de O Capital começou em 1898, no Brasil a obra só apareceu em português em 1968, sob a ditadura militar. Para o professor, ainda se publica muito pouco da vasta produção marxista em língua portuguesa, o que torna o esforço da EdUFSC fundamental para alcançar a juventude e os trabalhadores que não dominam outros idiomas.

O lançamento também deu visibilidade aos bastidores da produção editorial da UFSC. Ouriques elogiou o trabalho das equipes da editora e da Imprensa Universitária. Diante de um cenário em que “30% da população brasileira é composta por analfabetos funcionais”, ele argumentou que as editoras universitárias precisam travar uma “batalha cultural”. “A editora contribuiu na medida das suas forças para entregar um livro muito bem pensado, bem traduzido, bem revisado e bem editado”, concluiu o diretor.

Mais informações: editora.ufsc.br

Vendas no site da livraria virtual ou pelo e-mail: vendas.editora@contato.ufsc.br

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

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Obra da Editora da UFSC é tema de artigo na revista Cadernos de África Contemporânea

04/02/2026 13:04

A revista Cadernos de África Contemporânea, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), publicou um artigo do professor Sílvio Marcus de Souza Correa, do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que examina a obra Capitalismo e colonização: extratos e notas: Londres, 1851, lançada pela Editora da UFSC.

O livro organiza e apresenta excertos de Karl Marx sobre o entrelaçamento entre colonialismo e capitalismo no século XIX, permitindo acompanhar como Marx observou:

  • a expansão imperial europeia e seus mecanismos econômicos;
  • a violência material e simbólica da colonização;
  • as formas de extração de valor e de reorganização do trabalho nos territórios coloniais;
  • e as conexões entre metrópole e colônia na formação dos mercados mundiais.

No artigo, Correa salienta a importância histórica desses textos para compreender a gênese do capitalismo global e argumenta que a seleção ilumina debates atuais sobre colonialidade, dependência e economia política. Um ponto enfatizado é o caráter inédito de parte do material em português: a edição reúne trechos de obras oitocentistas, muitas delas ainda não traduzidas, que chegam ao leitor por meio dos excertos citados por Marx.

O autor também destaca o valor metodológico da coleção. Em um contexto em que estudantes frequentemente recorrem a ferramentas de Inteligência Artificial para obter resumos, a edição propõe um retorno ao trabalho filológico e comparativo: ler fragmentos no seu enquadramento histórico, cotejar fontes, explicitar referências e reconstruir argumentos. Segundo Correa, esse método – aparentemente anacrônico – oferece à nova geração uma prática de estudo rigorosa, que complementa (e por vezes corrige) os atalhos dos resumos automáticos.

O artigo completo pode ser consultado na plataforma da revista.

Mais informações: editora.ufsc.br

Vendas no site da livraria virtual ou pelo e-mail: vendas.editora@contato.ufsc.br

Leia mais: Editora da UFSC lança textos inéditos de Karl Marx e marca início de nova linha editorial

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