UFSC anuncia restauração de adicionais de insalubridade para servidores do HU

29/05/2026 13:59

Membros da gestão da UFSC participaram da mesa da audiência pública sobre insalubridade. Fotos: SI-GR | Secom

Em audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira, 28 de maio, no Auditório do Hospital Universitário (HU), no campus da Trindade, em Florianópolis, a Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) anunciou que vai restabelecer os adicionais de insalubridade de servidores afetados por mudanças administrativas recentes. A atividade, ligada à greve dos Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs), reuniu membros do Gabinete da Reitoria (GR) e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), servidores do HU e a comunidade em geral.

A mesa foi composta pelo reitor Irineu Manoel de Souza, pelo procurador federal junto à UFSC, Juliano Scherner Rossi, e pela pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Sandra Regina Carrieri de Souza. Também participaram a vice-reitora Olga Regina Zigelli Garcia, a superintendente de Atenção à Saúde, Nicolle Doneda Ruzza, a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), Daniela Daniel Laureano, a diretora do Departamento de Administração de Pessoal (DAP), Emanuella Kátia da Conceição dos Santos, e o chefe da Divisão de Saúde e Segurança do Trabalho (DSST), Francisco Felipe da Silva Junior.

O reitor, em sua fala, defendeu a presença constante da gestão atual da UFSC no HU. “A nossa gestão, de fato, foi a que mais esteve e discutiu todas as situações que o hospital enfrenta”, afirmou. Segundo ele, essa atenção especial se deu, especialmente, em razão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e, entre as propostas apresentadas, apenas uma segue pendente: a equiparação do valor das refeições ao praticado no Restaurante Universitário (RU). “Infelizmente houve várias negociações com a Ebserh, que não autorizou, porque tem um refeitório dentro do HU”, disse.

Audiência pública realizada no Auditório do HU-UFSC

Irineu descreveu a atuação mais incisiva da gestão no acompanhamento do contrato com a Ebserh. “Eu tive nesse período pelo menos 15 reuniões com a empresa em Brasília”, disse, lembrando que a UFSC “foi a primeira universidade que criou uma comissão para acompanhar a renovação do contrato, ainda em 2023”. E afirmou ter sido “o único reitor que não aceitou a assinatura do contrato da Ebserh” por mais 20 anos. “Eles encaminharam em fevereiro e nós não assinamos”, explicou, informando que o tema seguirá para deliberação no Conselho Universitário, em um calendário de discussão que segue até 15 de julho.

Ainda sobre agendas internas, o reitor destacou que a universidade manteve a jornada de 30 horas no HU, e disse que a gestão atuou para “reativar o setor de apoio da gestão de pessoas” dentro do hospital, além de ter levado ao governo federal a pauta do auxílio-moradia para os residentes. Mencionou também a “eleição direta para escolha do superintendente do HU” como avanço institucional.

Portaria irá restabelecer adicionais e rever norma interna

Ao entrar no tema central da audiência, o reitor Irineu foi categórico ao prometer a recomposição dos adicionais de quem foi afetado por mudanças meramente administrativas, como a troca de denominações de setores: “Nós vamos restabelecer os percentuais de insalubridade excluídos em razão dos procedimentos administrativos organizacionais”. Segundo o reitor, “quem teve a suspensão vai voltar a ter a situação de insalubridade que tinha anterior a esse ajuste administrativo”. Ele acrescentou que, por se tratar de um erro de fluxo, a correção não exigirá, neste primeiro momento, nova perícia: “Mesmo sem análise da insalubridade se é devida ou não, vamos manter o status que tinham antes desse episódio administrativo”. A recomposição abrange cerca de 100 servidores afetados pelas mudanças organizacionais no HU.

Irineu também anunciou mudanças na Portaria nº 504, que disciplina o fluxo sobre adicionais no âmbito da UFSC. “A portaria era para apenas dar o andamento do fluxograma do trabalho”, explicou, admitindo que o texto “pode ser alterado no sentido de ficar apenas diminuir fluxos de trabalho, não entrar no mérito da insalubridade”, matéria regulamentada pela Instrução Normativa 15 (IN 15). De acordo com o reitor, há espaço para “aprimorar” a interpretação da norma, “por um caminho que não prejudique tanto o servidor”.

Na sequência, a pró-reitora Sandra contextualizou os cortes, manifestou solidariedade e indicou a origem do problema. Segundo ela, ocorreu uma falha administrativa no fluxo entre o HU e a Prodegesp, e explicou que a forma como a localização é registrada no sistema leva, automaticamente, à suspensão do adicional de insalubridade. Foi o que ocorreu, sem que a informação chegasse à Pró-Reitoria — nenhum laudo foi encaminhado — e sem que o fluxograma, acertado inclusive com a presença do reitor, fosse cumprido. Ela informou que a equipe buscou respaldo jurídico para reverter os cortes e seus efeitos, de modo a garantir o tempo para a retomada dos laudos individuais, exigência do acordo de greve. Há, ainda, dificuldades no preenchimento do checklist técnico, que “foi aplicado em toda a UFSC; só não foi trabalhado no HU, talvez por ser mais complexo. O correto teria sido pedir apoio para o preenchimento”, acrescentou.

No encerramento, Irineu reafirmou a preferência pela resolução via administrativa e disse que a normalização abrangerá todos os atingidos. “Quem teve redução da insalubridade retornará à situação anterior por portaria que eu vou apoiar antes de sair da Reitoria”, prometeu, destacando que a medida já conta com o aval da Procuradoria. Ele acrescentou que novos laudos individuais serão realizados “de forma criteriosa e conjunta com o hospital” no momento oportuno.

Rosiani Bion | Setor de Imprensa do GR
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HU, CA e NDI passam a ter representação no Conselho Universitário da UFSC

27/05/2026 10:30

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou, na tarde desta terça-feira, 26 de maio, sessão especial na Sala dos Conselhos, com transmissão pelo canal do CUn no YouTube. O encontro foi dedicado à apreciação de dois processos de criação de cadeiras no colegiado para a Superintendência do Hospital Universitário (HU-UFSC) e, de forma alternada, para as direções do Colégio de Aplicação (CA) e do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), sendo que mudanças na composição do Conselho exigem alteração no artigo 16 do Estatuto da UFSC.

HU-UFSC. Foto: Gustao Diehl | Agecom

O conselheiro Fabricio de Souza Neves foi o primeiro a apresentar seu parecer. Para ele, a composição atual do CUn apresenta uma lacuna de representatividade, pois não inclui os órgãos suplementares. O relator entende que essa ausência se torna especialmente relevante no caso do HU, em razão de sua importância estratégica para a vida universitária.

O relator destacou que o HU é reconhecido como hospital-escola e constitui espaço central para a realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão, especialmente na formação dos cursos da área da saúde, alcançando também outros cursos e áreas acadêmicas. O documento enfatizou ainda a sua complexidade administrativa, que atualmente conta com cerca de 2,2 mil profissionais.

Outro ponto analisado diz respeito aos desafios específicos da relação entre UFSC e HU. O parecer mostrou que a gestão do hospital exige a conciliação entre duas lógicas distintas: de um lado, a acadêmica, voltada ao ensino, à pesquisa e à extensão; de outro, a assistencial, vinculada à prestação de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse contexto, o relator apontou que, na prática, as demandas assistenciais, muitas vezes, acabam prevalecendo sobre as necessidades acadêmicas, o que pode fragilizar a centralidade da função do hospital.

O relator também destacou a atuação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), contratada em 2016 para a gestão do HU. Segundo o parecer, entende-se que a presença da Ebserh contribuiu para um deslocamento do centro decisório do hospital para uma instância externa à Universidade. O relator avaliou que esse movimento pode representar uma redução da autonomia universitária, especialmente no que diz respeito à preservação de sua vocação acadêmica e de seu vínculo om a UFSC.

Nesse sentido, argumentou-se que a criação de uma cadeira para a Superintendência do HU teria a função de fortalecer o compromisso institucional do hospital com a Universidade, aproximando sua gestão das deliberações relacionadas às políticas de ensino, pesquisa e extensão. O documento também explicitou que a participação de hospitais universitários em colegiados superiores já ocorre no sistema federal de ensino superior.

Colégio de Aplicação. Foto: Jair Quint | Acervo Agecom

Quanto ao processo referente ao NDI e ao CA, a conselheira Daniela de Toni apresentou seu parecer. De acordo com a proposta, essa representação ocorrerá de forma alternada entre as duas unidades, de modo que, em um mandato, uma delas exercerá a titularidade e a outra, a suplência, invertendo-se essa condição no mandato seguinte. O parecer também encaminha a inclusão dessas unidades na Câmara de Graduação e Educação Básica.

A relatora apresentou as razões institucionais e acadêmicas que justificam essa inclusão na estrutura representativa do Conselho. O CA é uma unidade de Educação Básica da UFSC, vinculada ao Centro de Ciências da Educação (CED) e integrada ao Sistema Federal de Ensino. E ressaltou que o CA constitui espaço de referência para o desenvolvimento articulado de ensino, pesquisa e extensão, com atuação voltada tanto para a inovação pedagógica quanto para a formação docente inicial e continuada. Além de sua função social e educacional, destacou-se seu papel como campo de formação acadêmica, especialmente para os cursos de licenciatura e demais áreas da educação.

Em relação ao NDI, também vinculada ao CED, o parecer evidenciou que a unidade se dedica ao desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão voltadas à Educação Infantil. O Núcleo é descrito como espaço de experimentação pedagógica, formação docente e integração acadêmica com cursos de graduação e pós-graduação. Segundo a relatora, o Núcleo ainda se configura como ambiente privilegiado de articulação entre teoria e prática e contribui para a consolidação das políticas institucionais de formação profissional.

Núcleo de Desenvolvimento Infantil. Foto: Acervo NDI

Em seu texto, a relatora destacou que, na razão das atribuições do CUn, bem como da relevância da Câmara de Graduação e Educação Básica, a presença institucional do CA e do NDI tende a qualificar o processo decisório universitário. O parecer afirmou que as especificidades institucionais dessas duas unidades contribuirão para o aprimoramento das deliberações no âmbito da Universidade.

Ao final das duas apresentações, os pareceres foram levados à votação no CUn. Com 47 votos favoráveis à inclusão do HU e 49 no caso do NDI e do CA, os dois pareceres foram aprovados por ampla maioria, respeitando o quórum necessário previsto no Estatuto da UFSC.

Rosiani Bion | Setor de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: Colégio de AplicaçãoConselho UniversitárioHospital UniversitárioNDIProgradRepresentação no CUnUFSC

UFSC avança no debate sobre contrato com Ebserh, com fortalecimento do hospital‑escola

22/05/2026 10:56

Representantes da Administração Central e de comissão específica conduziram a audiência pública que discutiu com a comunidade a renovação contratual da UFSC com a Ebserh. Fotos: Gustavo Diehl | Agecom

Em audiência pública na tarde desta quinta-feira, 21 de maio, no Auditório da Reitoria, representantes da Administração Central, de comissão específica, de entidades sindicais, trabalhadores do Hospital Universitário (HU), servidores e estudantes se reuniram para discutir a renovação contratual da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). O contrato foi firmado em 2015 e teve sua vigência prorrogada por 120 dias em março de 2026.

A minuta foi elaborada por comissão designada para analisar a proposta de contratação encaminhada pela Ebserh e produzir relatórios periódicos sobre a gestão da empresa junto ao hospital. A etapa da consulta pública, realizada entre 6 e 15 de maio de 2026, também trouxe subsídios para a versão final do documento, disponibilizada anteriormente para auxiliar os debates na audiência.

O chefe de Gabinete, Bernardo Meyer, acompanhado do reitor Irineu Manoel de Souza, apresentou as principais alterações e inclusões no texto e detalhou o processo de revisão da minuta de renovação do contrato com a Ebserh. Este trabalho foi fruto de quase três anos de discussão e estudos técnicos pela comissão especial e ao final será submetido à deliberação do Conselho Universitário (CUn) antes do encaminhamento oficial à empresa.

O chefe de Gabinete da UFSC, Bernardo Meyer, apresentou as principais alterações e inclusões na minuta de renovação do contrato com a Ebserh

Segundo Meyer, o processo atual rompeu com um ciclo de falta de acompanhamento da gestão no HU. “Ao longo de todo o período de vigência contratual da Ebserh, nunca havia sido feito um trabalho de avaliação de desempenho no Hospital Universitário”, afirmou, destacando que essa foi a missão inicial da comissão criada em 2023.

Após a entrega de um relatório em novembro de 2025, que apontou fragilidades e pontos de melhoria, a Universidade passou a analisar a nova minuta enviada pela Ebserh em fevereiro de 2025. Meyer explicou que o objetivo central da Reitoria foi propor uma redação mais interessante para a instituição, incorporando contribuições da consulta pública e desta audiência.

Um dos pontos centrais da nova proposta é o fortalecimento do HU como unidade acadêmica. Bernardo destacou que a atuação da Ebserh passará a ser condicionada à “ligação com os planos de ensino dos departamentos e cursos correlatos da UFSC”. Além disso, a minuta agora prevê a garantia de recursos específicos para o funcionamento do HU como hospital‑escola, uma demanda recorrente da comunidade universitária.

Entre as principais alterações apresentadas, destacam-se:

Gestão paritária: inclusão da cooperação entre UFSC e Ebserh e reafirmação da autonomia da Universidade na formulação de políticas de ensino;
Pesquisa e extensão: obrigações de destino de recursos especificamente ao incentivo à pesquisa e à extensão;
Residências médicas: remoção da obrigatoriedade de adesão ao Exame Nacional de Residência (Enare) da Ebserh, garantindo maior autonomia à Comissão de Residência Médica (Coreme).

A questão dos servidores vinculados ao Regime Jurídico Único (RJU) foi definida pelo chefe de Gabinete como “bastante polêmica”, resultando em cláusulas que restringem a cessão desses profissionais apenas a cargos comissionados ou funções gratificadas. Foi garantido que “o controle de frequência, a escala dos servidores e o poder disciplinar vai ser exercido tão somente pela UFSC no que diz respeito ao RJU”.

No campo da governança, a minuta propõe a criação de um órgão colegiado consultivo com representação de estudantes e usuários do hospital. Outro avanço foi a possibilidade de que a “escolha do superintendente possa ser precedida por consulta prévia regulamentada no âmbito da UFSC”.

Meyer ainda explicou que a revisão contratual, prevista para ocorrer a cada quatro anos, exigiria um relatório de auditoria independente custeado pela Ebserh. Além disso, os relatórios quadrienais deverão ser submetidos à aprovação do CUn e os planos anuais da estatal deverão ser apresentados ao CUn sempre no mês de março.

Ao final da apresentação, foram abertas as inscrições para as falas dos participantes. Neste sentido, toda contribuição foi registrada e, no que couber, fará parte da minuta de renovação contratual.

Ao avaliar a audiência, o reitor afirmou que “as reflexões discutidas foram muito importantes para aprofundar os estudos, sintetizar aprendizados, ampliar o escopo de trabalho e promover uma divulgação mais ampla à comunidade universitária”. Irineu reiterou sua confiança de que “teremos condições de avançar bastante” em relação ao que foi feito até aqui e reforçou que as contribuições recebidas serão aproveitadas para futuros encaminhamentos institucionais, deixando claro que o processo participativo segue aberto a novas colaborações.

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
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Fotos: Gustavo Diehl | Agecom

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Consulta pública sobre renovação do contrato do HU-UFSC com Ebserh; participe até o dia 15 de maio

07/05/2026 13:02

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realiza consulta pública, até o dia 15 de maio de 2026, com a finalidade de coletar contribuições da comunidade universitária e da sociedade acerca da renovação do contrato do Hospital Universitário com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), atualmente denominada HU Brasil.

A consulta está disponível na plataforma do Governo Federal, Brasil Participativo, e pode ser acessada por meio deste link. A plataforma permite a participação digital por meio de comentários em cada cláusula e inciso do projeto.

As contribuições recebidas servirão de base para a versão final da minuta a ser encaminhada à Reitoria da UFSC. A minuta disponibilizada na consulta é fruto do trabalhado desenvolvido pelos representantes da Comissão – responsável por fiscalizar metas de desempenho, indicadores e prazos de execução do acordo – e do Gabinete da Reitoria.

Próximas etapas

  • 18/5: Reunião da Comissão para consolidar a minuta a partir das contribuições recebidas.
  • 20/5: Audiência pública para apresentação da minuta à comunidade.
  • 25/5: Última reunião da Comissão.
  • 27/5: Data final para envio da minuta à Reitoria da UFSC.

Acesse a consulta pública no link: https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/contratogestaoufscebserh/f/4454/

Setor de Imprensa do GR | SECOM
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UFSC e Ebserh prorrogam, por 120 dias, contrato de gestão do Hospital Universitário

16/03/2026 18:48

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) acordaram a prorrogação, por 120 dias, do contrato de gestão do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU). Nesse período, permanecem vigentes os termos atuais, enquanto avança a discussão sobre uma renovação de longo prazo.

A extensão do prazo tem como objetivo assegurar um debate responsável, transparente e aprofundado sobre o futuro da gestão do HU. Ela abre um período de análise qualificada, no qual será possível avaliar cláusula por cláusula, garantir segurança institucional e assegurar que qualquer decisão esteja plenamente alinhada aos interesses da universidade pública, do hospital e da sociedade.

Há meses, UFSC e Ebserh mantêm diálogo institucional para construir uma solução que assegure a continuidade e o aprimoramento das atividades assistenciais, de ensino, pesquisa e extensão realizadas no hospital.

No curso das negociações, a Ebserh apresentou duas alternativas: prorrogar o contrato atual por 20 anos ou firmar um novo contrato, em modelo distinto, também por 20 anos. A Administração Central da UFSC entende que ambas as propostas, tal como formuladas até o momento, suscitam questões que demandam debate e ajustes — em especial quanto ao prazo contratual, à gestão dos servidores da Universidade que atuam no hospital e às condições de uso dos espaços físicos do HU.

A Administração Central reforça que não haverá interrupção das atividades do Hospital Universitário. O HU/UFSC seguirá funcionando normalmente, garantindo o atendimento à população e a continuidade das atividades acadêmicas e assistenciais enquanto as negociações prosseguem.

A UFSC reafirma seu compromisso com o caráter público do Hospital Universitário, com a qualidade do atendimento prestado à população e com a preservação das condições necessárias para que o HU continue cumprindo plenamente suas funções assistenciais, acadêmicas e sociais.

Administração Central UFSC

Tags: EbserhHospital Universitáriorenovação contratoUFSC
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