UFSC obtém recurso financeiro para recuperar e expandir infraestrutura de pesquisa em 2025

10/12/2024 15:42

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) investirá R$ 34,5 milhões na expansão e recuperação de sua infraestrutura de pesquisa em 2025. Os recursos provêm do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e foram obtidos por meio de três editais lançados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Projetos de sete unidades acadêmicas foram contemplados, assim como de três órgãos suplementares da instituição: Biblioteca Universitária (BU), Museu de Arqueologia e Etnologia (MArquE) e Biotério Central.

O edital de Recuperação responde por metade do valor conquistado pela UFSC. Neste, entre outros projetos relevantes, será possível realizar obras de manutenção e adquirir novos equipamentos para o Tecmídia, laboratório multiusuário de pesquisa em mídias digitais mais completo do país – localizado entre o Centro de Comunicação e Expressão (CCE) e o Centro de Ciências da Educação (CED).

O MArquE receberá R$ 5,2 milhões para manutenção, provenientes do edital de Recuperação e Preservação de Acervos. Também nessa chamada, a BU foi contemplada e poderá investir nas coleções especiais e no repositório digital.

O edital de Expansão permitirá a aquisição de equipamentos de alto desempenho, especialmente um aparelho de ressonância magnética nuclear de alto campo.

As prioridades foram definidas pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) em chamadas públicas que buscaram distribuir os recursos no maior número possível de estruturas da Universidade. “A UFSC, por intermédio do Comitê Permanente CT-INFRA, indicou projetos para representá-la nas chamadas da Finep, considerando a qualidade dos mesmos, que foram avaliados por consultores ad-hoc externos, mas norteada também pelo sentido de equidade”, explica o superintendente de Projetos da Propesq, William Gerson Matias. “A maneira transparente e democrática como foi realizado o processo de seleção trouxe para a UFSC um novo olhar, criando oportunidades para grupos competentes, mas com recursos insuficientes para desenvolver boas ideias”, complementa.

A Coordenadoria de Projetos Institucionais, vinculada à Superintendência de Projetos da Propesq, realizou a submissão das propostas contempladas nos editais da Finep. Seu trabalho consistiu em lançar as chamadas internas para seleção de interessados, bem como reunir as informações para a composição de propostas coesas e competitivas. Neste caso, “é sempre um desafio elaborar as propostas, pois possuem elevados níveis de exigência técnica e de concorrência nacional. Os três editais em questão foram publicados simultaneamente, o que demandou um esforço maior para o entendimento das regras, o atendimento dos prazos e a adequação das necessidades das pessoas interessadas”, explica a coordenadora Maíra Busato Westphal. Para ela “ser a ponte entre as demandas da Universidade e as iniciativas de financiamento desta magnitude é uma grande responsabilidade, mas todo o trabalho árduo é recompensado quando vemos resultados como este de 2024”.

Estruturas da UFSC que receberão investimento em 2025

  • Expansão – R$ 10,2 milhões

Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM)

– Implementação de infraestrutura experimental multidisciplinar baseada em Ressonância Magnética Nuclear (RMN) de alto campo
R$ 7.241.411,23

– Nanoestelar: caracterizando materiais avançados e simulando do átomo às estrelas
R$ 1.308.430,41

Centro Tecnológico (CTC)

– TERMOPIV: infra experimental para pesquisa em fenômenos de transporte, sistemas térmicos e energias renováveis
R$ 1.629.708,13

  • Recuperação – R$ 17,1 milhões

Subprojetos do projeto ReUFSC: recomposição para reconstrução de infraestrutura laboratorial de pesquisa e inovação na UFSC.

Centro de Ciências Biológicas (CCB)

– Laboratório de Biologia Molecular Estrutural (Labime): R$ 2.084.756,01

– Laboratório Multiusuário de Estudos em Biologia (Lameb): R$ 739.673,60

Centro de Ciências Agrárias (CCA)

– Laboratório de Solo, Água e Tecidos Vegetais: R$ 77.887,16

– Laboratório de Físico-Química (NuFiQ): R$ 471.748,74

Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM)

– Laboratório de Catálise Biomimética (LaCBio): R$ 87.983, 11

– Laboratório Multiusuário de Ressonância Magnética Nuclear (LAMRMN): R$ 3.625.092,94

– Laboratório de Bioinorgânica e Cristalografia (Labinc): R$ 105.207,55

– Laboratório Multiusuário de Pesquisas Físicas (Lampef): R$ 911.198,26

Centro Tecnológico (CTC)

– Laboratório Integrado de Meio Ambiente (LIMA): R$ 1.479.423,62

– Laboratório de Aplicações de Nanotecnologia em Construção Civil (Nanotec): R$ 128.139,73

– Laboratório de Eletromagnetismo e Compatibilidade Eletromagnética (MagLab): R$ 1.062.440,25

– Instituto de Eletrônica de Potência (INEP): R$ 425.592,48

– Laboratório de Simulação Numérica em Mecânica dos Fluidos e Transferência de Calor (SINMEC): R$ 959.287,96

– Instituto Nacional de C&T Controle e Automação de Processos de Energia (INCT-CAPE): R$ 758.892,10

Centro de Ciências da Saúde (CCS)

– Laboratório de Pesquisa em Imunologia (LAPI): R$ 21.578,30

Centro de Comunicação e Expressão (CCE)

– Laboratório de P&D de tecnologias para as mídias (Tecmidia): R$ 4.105.228,67

Campus Joinville

– Laboratório de Interação Fluido-Estrutura (LIFE): R$ 144.136,55

Órgão Suplementar:

– Biotério Central: R$ 500.285,97

  • Recuperação e preservação de acervos – R$ 7,2 milhões

– Projeto O MarQUE e os museus indígenas de Santa Catarina: digitalização, difusão e virtualização de acervos
R$ 5.182.554,72

Biblioteca Universitária

– projeto Buespecial (Coleções Especiais da Biblioteca Universitária: preservação, disseminação e acesso de acervos)
R$ 1.085.791,82

– projeto DigitalUFSC (Repositório digital científico: preservação e disseminação das produções técnico-científicas da UFSC)
R$ 979.959,49

  • Dependem de suplementação orçamentária

Centro de Ciências Biológicas (CCB)

– projeto BOTANICA (Recuperação, Ampliação, Digitalização e Divulgação dos Acervos Botânicos: unificação de coleções)
R$ 1.889.355,22

– projeto ANATOMIA (Recuperação, Ampliação, Digitalização e Divulgação dos Acervos de Anatomia Humana)
R$ 1.873.857,68

TV UFSC

– projeto Acervo de Memória Audiovisual (AMA)
R$ 997.296,29

Mais informações: propesq.ufsc.br

Rosiani Bion de Almeida | imprensa.gr@contato.ufsc.br
Coordenadoria de Imprensa do GR | UFSC

Tags: Biblioteca UniversitáriaFinepinfraestruturaMArquEPropesqTecmídiaUFSC

Curso Educação do Campo assina acordo de cooperação com tradicional comunidade quilombola

09/12/2024 19:38

Representantes da UFSC e da comunidade quilombola Vidal Martins assinam acordo de cooperação. Fotos: SECOM/UFSC

No dia 6 de dezembro deste ano, o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, e a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), Leslie Sedrez Chaves, reuniram-se com os coordenadores do curso de Educação do Campo, os professores Roberto Antônio Finatto e Emeson Tavares da Silva; o servidor técnico-administrativo Caio Cesar Prado Gomes; as professoras Graziela Del Mônaco e Natacha Eugênia Janata; e membros e educadores da Comunidade Quilombola Vidal Martins. Na ocasião, a liderança local Shirlen Vidal de Oliveira representou a Associação dos Remanescentes do Quilombo.

O encontro no Gabinete da Reitoria da UFSC objetivou a assinatura de Cooperação Técnica entre o curso do Centro de Ciências da Educação (CED) e a tradicional comunidade quilombola. O professor Emeson, que também coordenou o acordo, destacou que o estabelecimento desta iniciativa “contribui para uma educação mais inclusiva, respeitosa e eficaz, além de fortalecer a comunidade quilombola”.

Emeson também explicou que é fundamental puder garantir as bases do curso de Educação do Campo, que ao longo do seu processo de construção, “vem ampliando o seu diálogo com diferentes movimentos sociais e abrangendo, cada vez mais, a Educação Quilombola e Indígena, bem como o compromisso com os sujeitos do campo, das águas e das florestas”.

Para ele, o acordo de cooperação trará várias implicações positivas no campo social, educacional, técnico-científico, político e econômico que beneficiam os agentes envolvidos. Entre outras consequências, citou que no âmbito social, “promove a preservação e divulgação da história, cultura e tradições da comunidade; fomenta a igualdade racial e social, combatendo discriminações; fortalece a autonomia e a organização comunitária”. No que se refere ao educacional, “desenvolve currículos que respeitam a realidade quilombola; prepara educadores para atuar em contextos quilombolas; e estimula trocas entre estudantes e comunidade”.

A Associação dos Remanescentes do Quilombo Vidal Martins é a primeira comunidade quilombola reconhecida pela Fundação Palmares na Ilha de Santa Catarina. Constituída desde 1831, é composta por cerca de 30 famílias descendentes de escravos.

Mais informações: educampo.grad.ufsc.br

Rosiani Bion de Almeida | imprensa.gr@contato.ufsc.br
Coordenadoria de Imprensa do GR | UFSC

Tags: CEDEducação do CampoGabinete da ReitoriaproafeUFSC

UFSC 64 anos: sessão solene nesta sexta com homenagens às professoras eméritas

09/12/2024 10:00

A agenda de comemorações dos 64 anos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) se estende até o dia 19 de dezembro, com programação repleta de atrações artísticas e culturais em diferentes pontos da Universidade. Acompanhe toda a programação cultural do aniversário da UFSC.

A tradicional sessão solene do Conselho Universitário será realizada nesta sexta-feira, 13 de dezembro, às 14h, no Auditório Garapuvu, localizado no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo. A sessão será transmitida via canal de televisão e YouTube da TV UFSC.

O evento contará com a apresentação do Coral RMV Anima In Coro, sob a regência do maestro Robson Medeiros Vicente, e também com a performance da Companhia de Dança UFSC, sob a coordenação da professora Cristiane Ker de Melo.

Nesta sessão solene, as professoras Maria Bernardete Ramos Flores e Joana Maria Pedro serão homenageadas com o título de eméritas. A dignidade universitária é “concedida a membro de pessoal docente aposentado, pelos altos méritos profissionais ou por relevantes serviços prestados à Instituição.”
(mais…)

Tags: 64 anosAniversárioAuditório GarapuvuCia de Dança da UFSCConselho UniversitárioCUnDazaranhaEFIIgrejinhaMostra Artes da CenaOrquestra Filarmônica CatarinenseOrquestras de Câmara do CESCBprofessora eméritaProjeto Práticas CorporaisSalim Miguelsessão soleneSinfônica de CaçadorSlam EducaTeatro Carmen FossariUFSC

UFSC desenvolve projeto de planejamento e logística para Ministério da Defesa

03/12/2024 17:46

Representantes do Ministério da Defesa (MD) e da UFSC reuniram-se nesta terça-feira, 3 de novembro

Representantes do Ministério da Defesa (MD) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) reuniram-se nesta terça-feira, 3 de novembro, na sala do Gabinete da Reitoria, para tratar de projeto que envolve as duas instituições que, conforme descrito, visa ao “desenvolvimento de ferramenta de planejamento e realização de estudo piloto voltados a decisões logísticas e de mobilização de Defesa para o Sistema APOLO”. O general Maurício de Souza e comitiva foram recebidos pelo reitor Irineu Manoel de Souza e o chefe de Gabinete Bernardo Meyer.

A iniciativa teve início em 2023 e envolve o Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) da UFSC e a Chefia de Logística e Mobilização do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

Tal instrumento será usado nos planejamentos militares e nas apresentações de alto nível de cenários militares, com soluções de problemas logísticos e estimativa de custo e tempo, produzindo consciência situacional e considerando as operações conjuntas como alvo principal.

O simulador irá compor o APOLO, que é uma plataforma de Tecnologia da Informação e Comunicação cuja função principal é apoiar as decisões estratégicas do Ministério da Defesa, em especial aquelas relacionadas à logística conjunta de emprego das Forças Armadas e à mobilização nacional.

O desenvolvimento da ferramenta de planejamento será baseada no framework GIS Desktop LabTrans, que está servindo de referencial para os desenvolvimentos de requisitos e regras de negócio a serem implementados.

Participam do projeto: general Maurício de Souza, capitão Lucivaldo Montalvão, comandante Gláucio, coronel Sakamoto, e os sargentos Uarlas e Norberto. Da UFSC: os professores Wellington Repette e Amir Mattar Valente, o administrador de projetos, Marciel Manoel dos Santos, e o coordenador geral, Antônio Venícius dos Santos.

Leia mais:

https://noticias.ufsc.br/2023/09/ufsc-firma-parceria-para-apoiar-projetos-de-logistica-e-transporte-do-ministerio-da-defesa/

Tags: Chefia de Logística e Mobilização do Estado-Maior Conjunto das Forças ArmadasLabTransMinistério da DefesaSistema APOLOUFSC

Comissão analisa dados com objetivo de aumentar número de concluintes nos cursos da UFSC

02/12/2024 16:03

Dados parciais foram apresentados nesta segunda-feira em evento público (Fotos: Mateus Mendonça)

A busca ativa de estudantes para favorecer a permanência e o êxito, a análise dos currículos e a análise qualitativa e quantitativa de fatores que levam à desistência ou abandono são algumas das propostas da Comissão de Análise da Evasão e Retenção nos Cursos de Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina para aumentar o percentual de estudantes que se formam. O grupo, que agora é permanente, apresentou nesta segunda-feira, 2 de dezembro, dados parciais de um estudo realizado em todos os cursos e campi da UFSC.

“O fenômeno da evasão, em toda sua multidimensionalidade, é uma preocupação entre educadores(as) de todo o mundo”, avalia o documento assinado pelo grupo. O objetivo do trabalho multidisciplinar é se debruçar sobre dados concretos para minimizar os efeitos econômicos, sociais e organizacionais da evasão. O trabalho é liderado pela Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd).

O Censo da Educação Superior divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) em outubro deste ano revela que, no Brasil, 51% dos alunos cotistas da rede federal concluíram o curso, enquanto o índice entre os não cotistas foi de 41%. No estudo da UFSC, o foco foram as matrículas, não os CPFs – isso significa que situações de alunos que saíram de um curso e reingressaram em outro, por exemplo, não estão contempladas nessa análise.

O estudo cobre o período de 2008 a 2023. Na análise de evasão parcial, 45,6% das matrículas evadiram e 31% se formaram, enquanto 23,4% estão com o status de regular, podendo futuramente se formar ou evadir. Ao longo do tempo, os anos de 2008 e 2009 indicavam índices de formandos acima do índice de desistentes. Entre 2011, 2012 e 2013, no entanto, houve uma inversão nos gráficos.

A comissão também fez análises que cruzam outros indicadores, como por exemplo o do conceito dos cursos na avaliação do MEC, além da distribuição por campus, ao longo do tempo. Os centros de ensino e a idade dos ingressantes também compõem os interesses do grupo que se debruçou sobre o assunto.

Faixa etária, raça e pontuação no Vestibular

Reitor Irineu Manoel de Souza abriu o evento e acompanhou a apresentação dos dados de evasão

No caso da faixa etária, o relatório aponta que o percentual maior de formandos está na faixa etária daqueles que ingressaram entre os 16 e 19 anos. Proporcionalmente, a evasão aumenta a partir dos 56 anos, chegando a 92% entre os ingressantes com 72 a 75 anos. Com relação ao gênero, mulheres registram o maior percentual de formadas no período de 2008 a 2023. Entre os homens, há um volume de 49% de evadidos.

Com relação à raça, pessoas negras e pardas atingem os maiores números de evasão na distribuição percentual, mas ficam atrás de uma categoria também presente na análise: a daqueles que não informaram sua raça. Entre estes, 71% estão listados como evadidos.

Outro ponto analisado pelo grupo diz respeito à pontuação para o ingresso via Vestibular e SISU e o índice de aproveitamento acumulado, dados que estariam relacionados ao desempenho e rendimento dos estudantes nos cursos. No caso do Vestibular, quanto mais alta a pontuação, menor o abandono. Esta lógica também ocorre com relação às notas durante a graduação: quanto mais altas, menores os índices de evasão.

O estudo ainda identifica o número de abandono comparativamente à questão da correspondência entre a cidade de residência e o campus onde o estudante está matriculado. O abandono é maior entre aqueles que se matriculam em cidades onde não residem.

A comissão apontou quatro sugestões administrativas para que os ​​dados e informações de interesse sejam melhor aproveitados, além de sugerir nove ações de gestão. Serão designadas comissões para elaboração da política institucional e dados e análises por dashboards. Os dados também serão apresentados, com recortes focados nos diferentes centros de ensino da UFSC.

 

Coordenadoria de Imprensa do GR | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: Andressa Sasaki Vasques PachecoComissão de Análise da Evasão e Retenção nos Cursos de GraduaçãoEvasãoMECProgradReitoriaSiSUUFSCVestibular