Conselho Universitário delibera sobre cargo vago na Vice-Reitoria da UFSC

12/05/2026 15:23

Em sessão ordinária realizada na tarde desta terça-feira, 12 de maio, na Sala dos Conselhos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Conselho Universitário (CUn) discutiu e deliberou sobre a vacância do cargo de Vice-Reitor(a). A reunião foi transmitida ao vivo pelo canal do CUn no YouTube, ampliando o acesso da comunidade às decisões do colegiado.

A pauta decorreu da renúncia apresentada em 18 de fevereiro de 2026 pela então vice-reitora, Joana Célia dos Passos, em meio ao processo eleitoral para o quadriênio 2026–2030. As etapas da consulta ocorreram em 1º de abril (primeiro turno) e 19 de abril (segundo turno); em 29 de abril, o CUn apreciou os resultados, e em 1º de maio a Reitoria encaminhou ao Ministério da Educação (MEC) a documentação das chapas eleitas — Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior (Reitor) e Felipa Rafaela Amadigi (Vice-Reitora).

Na sessão desta terça-feira, registrou-se que o MEC confirmou a regularidade documental e a tramitação do processo. Considerando que a vacância surgiu durante o pleito, o reitor Irineu Manoel de Souza relatou entendimento, alinhado ao MEC, de que não seria oportuno abrir discussão paralela naquele momento, para evitar sobreposição entre a escolha da próxima gestão e a definição do remanescente do mandato atual.

Após consultas à Procuradoria Federal e à Secretaria de Educação Superior (Sesu), foi recomendado aguardar a conclusão do processo eleitoral e, então, proceder à designação pro tempore para o período residual — estimado em cerca de 50 dias, até o término do mandato vigente. Com base nesses elementos, o reitor submeteu ao plenário com duas alternativas: (A) designação pro tempore pelo reitor para completar o mandato; ou (B) realização de eleição pelo próprio CUn exclusivamente para o preenchimento temporário da Vice-Reitoria.

Considerando a proximidade da posse da gestão eleita e a necessidade de continuidade administrativa, o Conselho aprovou a primeira alternativa, com apenas um voto contrário. Desta forma, o reitor indicou a professora Olga Regina Zigelli Garcia, do Departamento de Enfermagem, pró-reitora de Extensão (Proex) e decana do CUn, para exercer a Vice-Reitoria pro tempore até o fim do mandato em curso.

Assista à sessão na íntegra:

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Articulação em Brasília busca recursos para centro de pesquisas da UFSC Curitibanos

08/05/2026 13:04

Agenda da UFSC com a ministra Luciana Santos (MCTI)

Integrantes da Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) cumpriram, nesta quarta‑feira, 6 de maio de 2026, agenda em Brasília para viabilizar a continuidade das obras do Centro de Pesquisas Ambientais e Agroveterinárias (CPAAV), vinculado ao Centro de Ciências Rurais (CCR), no campus de Curitibanos. O encontro — articulado pelo senador catarinense Esperidião Amin — ocorreu na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

No MCTI, o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer, e o pró‑reitor de Pesquisa e Inovação (Propesq), Werner Kraus, foram recebidos pela ministra Luciana Santos. O senador Amin abriu a reunião destacando que Curitibanos é exemplo de como a interiorização da educação superior transforma realidades, especialmente naquela região do Contestado — área com alguns dos menores indicadores de desenvolvimento humano de Santa Catarina. O parlamentar, que estuda o tema e já publicou obra sobre a Guerra do Contestado, argumentou que o investimento no campus da UFSC tem efeito direto sobre o desenvolvimento regional.

Ao fim do encontro, a ministra encaminhou a solicitação ao diretor do Departamento de Fundos e Investimentos do MCTI, Raphael Padula, que fará a interface com a UFSC por meio da Propesq na busca por recursos junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em consonância com a estratégia do MCTI de apoiar estruturas de pesquisa conectadas às vocações econômicas locais.

Encontro com a chefe de Gabinete da Sesu (MEC), Marisa Monteiro de Castro e Castro

A presença dos gestores em Brasília oportunizou uma segunda agenda no Ministério da Educação (MEC), onde os professores se reuniram com a chefe de Gabinete da Secretaria de Educação Superior (Sesu), Marisa Monteiro de Castro e Castro, em conversa de caráter mais amplo relativa as demandas de orçamento da UFSC.

Sobre o CPAAV

Planejado como plataforma multiusuária e interdisciplinar, o CPAAV abrigará laboratórios avançados dedicados às áreas de Ecossistemas Agrícolas e Naturais, Biológicas, Veterinárias, Químicas e Ambientais. O objetivo é inserir o campus de Curitibanos no ecossistema de inovação, fomentar pesquisa de alto impacto e impulsionar o desenvolvimento regional. O centro atenderá pesquisadores do CCR e de toda a UFSC, além de usuários externos — públicos e privados. O projeto arquitetônico foi elaborado pelo Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia (DPAE) da Universidade.

Entre os ambientes previstos estão:

  • Laboratório de manipulação;
  • Central de armazenamento de amostras;
  • Área de autoclavagem e triagem;
  • Almoxarifado e sala de videoconferência.

O complexo reunirá três centrais: de Análise Instrumental, para análises de alta complexidade (solos, bromatologia, água, gases, combustíveis e produtos naturais); de Biologia Molecular, para processamento de amostras em estudos moleculares; de Microscopia, voltada a pesquisas em microestruturas.

O edifício terá dois pavimentos: no térreo, laboratórios com equipamentos de grande porte, salas de aula e áreas de apoio; no segundo piso, equipamentos de menor porte e salas técnicas. A área construída soma 1.239,03 m². O projeto inclui a urbanização do entorno (passeios, praças, vagas de estacionamento), além de paisagismo, iluminação e mobiliário urbano.

A referida obra foi reiniciada em 2023, após dez anos sem conclusão, mas a construtora responsável entrou em falência após a execução de aproximadamente R$ 700 mil. Para a conclusão, a estimativa é de liberação de cerca de R$ 11 milhões — valor superior aos R$ 5 milhões anteriormente sinalizados.

O valor total licitado desta obra é de R$ 8,7 milhões. Desse montante, R$ 1,65 milhão — provenientes da Finep — já estão disponíveis. A complementação será buscada em fontes locais, estaduais e federais.

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Com informações de: Autorizadas obras do Centro de Pesquisas Ambientais e Agroveterinárias de Curitibanos

 

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Reunião da Andifes: Reitor da UFSC acompanha debates e participação do ministro Guilherme Boulos

25/02/2026 14:02

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, participou nesta terça-feira, 24 de fevereiro, da 185ª Reunião Ordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), realizada na sede da entidade, em Brasília. O encontro reuniu reitores e reitoras de universidades e institutos federais de todo o país para discutir agendas estratégicas voltadas ao fortalecimento da educação pública brasileira. Entre os destaques da programação, esteve a participação do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, no debate da tarde.

A abertura do primeiro dia ficou a cargo da Diretoria da Andifes. Na sequência, o Conselho Pleno discutiu o Marco Regulatório do Ensino a Distância, em mesa mediada pela vice-presidente da entidade, com a presença de dirigentes universitários e de representante do Ministério da Educação (MEC). Á tarde, o painel “Movimentos Sociais, Governo Federal e Universidades Federais” trouxe ao centro do debate o papel das instituições federais no diálogo com a sociedade e com o Executivo, com a participação do ministro Boulos.

A programação continua nesta quarta-feira (25), com nova rodada de diálogos entre a Diretoria Executiva e o Conselho Pleno. Estão previstas discussões com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), além de pautas sobre internacionalização, concessão de rádios e TVs universitárias e a chamada do Procel E3 — iniciativa voltada à eficiência energética em edificações públicas de ensino.

Em meio aos debates, o reitor Irineu reforçou a importância da unidade entre as instituições federais para o avanço do sistema de ensino superior no país. “Uma Andifes unida e forte é a garantia de que as universidades federais continuarão exercendo seu protagonismo no desenvolvimento do Brasil. As universidades federais são patrimônio nacional. Produzem ciência, formam profissionais, reduzem desigualdades e transformam realidades. E como eu sempre digo: universidade pública não é problema — é solução”, afirmou.

Ao longo dos dois dias, os dirigentes devem alinhar estratégias para a consolidação de políticas acadêmicas, de pesquisa, extensão e inovação, em um cenário que exige cooperação entre governo, universidades e sociedade civil. A expectativa é que as deliberações resultem em encaminhamentos para aprimorar marcos regulatórios, ampliar a inclusão e fortalecer a presença das instituições federais em temas de interesse público.

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Brafagri: coordenado pela UFSC, programa inicia nova etapa de integração Brasil e França

03/02/2026 14:46

A cooperação acadêmica entre Brasil e França nas áreas de ciências agronômicas, agroalimentares e veterinárias foi renovada com o projeto institucional “Formação para ação na agricultura familiar frente a mudanças globais” (AGRIFAM 2 – 2026/2029), coordenado pelo professor Paulo Emílio Lovato, do Departamento de Engenharia Rural da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Vinculada ao Programa Brasil/França pela Agricultura (Brafagri), a iniciativa dá continuidade à internacionalização na graduação, com foco em inovação para produção sustentável e segurança alimentar. Entre as metas estão a aproximação de estruturas curriculares, o reconhecimento mútuo de créditos e a ampliação de acordos de dupla diplomação.

O AGRIFAM 2 sucede e amplia o projeto “Agricultura Familiar: Inovação para Produção Sustentável e Segurança Alimentar”, em curso desde 2019, que reúne as universidades federais UFSC, UFRB (Recôncavo da Bahia) e UTFPR (Tecnológica do Paraná), além das instituições francesas Bordeaux Sciences Agro, Institut Agro (campus Dijon) e VetAgro Sup. O projeto conta com apoio financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e, de natureza extensionista, prioriza a qualificação da formação discente por meio de temas estratégicos da agricultura familiar. Busca fortalecer competências técnicas e ampliar a visão de mundo dos estudantes diante dos desafios contemporâneos de inovação, sustentabilidade e desenvolvimento rural.

Entre os objetivos específicos:

  • Harmonização curricular para favorecer o aproveitamento de atividades formativas, a equivalência e o reconhecimento de créditos, além da formalização de acordos de dupla diplomação.
  • Consolidação de parcerias entre docentes e discentes para aprimorar metodologias de ensino e estruturar redes de pesquisa em áreas de interesse comum.
  • Impactos esperados na empregabilidade de egressos e no acesso à pós-graduação, no aumento do grau de internacionalização das instituições participantes e na atualização dos Projetos Pedagógicos dos cursos de Agronomia, com maior flexibilização curricular, ampliação de disciplinas optativas e readequação de componentes obrigatórios.

A agenda de atividades inclui a criação de novos componentes curriculares e estágios, o estímulo a projetos de pesquisa conjuntos entre equipes brasileiras e francesas, a ampliação das oportunidades de estágios em Agronomia e Agroecologia e a oferta de aulas a distância integrando as universidades parceiras. No Brasil, a UFRB permanece responsável pela coordenação geral e pela gestão dos recursos liberados pela Capes. As regras e prazos para candidaturas a bolsas e vagas de intercâmbio são definidos por cada instituição parceira, com participação aberta a estudantes de graduação nas áreas contempladas.

A expansão da cooperação apoia-se em marcos institucionais. Em 29 de outubro de 2015, a UFSC e a École Nationale Vétérinaire, Agroalimentaire et de l’Alimentation Nantes-Atlantique (ONIRIS), da França, firmaram acordo de cooperação e termo aditivo específico para intercâmbio, ambos válidos por cinco anos. No ano seguinte, foi assinado um acordo de dupla diplomação, alinhado ao pacto principal. Em 2020, novo aditivo prorrogou a validade por mais cinco anos, e uma terceira emenda prevê extensão adicional por igual período, a partir de 29 de outubro de 2025.

Fruto direto do Brafagri, o acordo de dupla diplomação entre o curso de Engenharia de Alimentos da UFSC e a ONIRIS, em vigor desde março de 2016, permite a estudantes selecionados realizar formações biculturais em duas instituições de excelência, com outorga simultânea de diplomas. A modalidade amplia horizontes acadêmicos e profissionais e reforça a integração entre os sistemas de ensino e pesquisa dos dois países.

Sobre o Brafagri

Criado em 2005 por acordo entre a Capes e a Direction Générale de l’Enseignement et de la Recherche (DGER), do Ministère de l’Agriculture et de la Souveraineté Alimentaire, na França, o Brafagri é coordenado no Brasil pela UFSC, em parceria com a UFRB e a Universidade Federal do Pará (UFPA), e, na França, pela Bordeaux Sciences Agro, em associação com o Institut Agro e a VetAgro Sup.

O primeiro edital foi lançado em 2008 e, desde então, o programa vem sendo regularmente reeditado (2010, 2012, 2014, 2016, 2018, 2022 e 2026). O Brafagri promove mobilidade acadêmica bidirecional, permitindo que estudantes brasileiros cursem períodos em instituições francesas e que alunos franceses vivenciem experiências acadêmicas nas regiões Norte, Nordeste e Sul do Brasil. Os projetos selecionados recebem bolsas de graduação e recursos para missões de pesquisa, fortalecendo a integração acadêmica e formando profissionais com visão internacional.

Mais informações sobre edital aberto no site: https://engalimentos.grad.ufsc.br/2026/02/10/programa-brafagricapes-edicao-20262027/

 

 

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Em entrevista, Reitor da UFSC esclarece situação orçamentária da instituição

23/12/2025 11:43

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, foi entrevistado nesta segunda-feira, 22 de dezembro, no programa Conversas Cruzadas, da Rádio CBN Floripa, para esclarecimentos da situação orçamentária da instituição. O apresentador e jornalista Renato Igor iniciou indagando o reitor sobre a coletiva de imprensa realizada na UFSC em março deste ano, em que a gestão havia alertado que a universidade teria recursos apenas até outubro de 2025.

O reitor explicou que foi necessário um esforço sem precedentes na história da UFSC para manter o funcionamento de uma instituição que atende 40 mil estudantes em 120 cursos de graduação e 150 de pós-graduação. “Criamos uma comissão com representantes de diversas áreas da gestão e da academia para avaliar os contratos, que são em torno de 200”, afirmou Irineu. A análise minuciosa de cada um resultou em uma economia de quase 5 milhões de reais em 2025 com aprimoramento e redução. Além disso, a universidade cortou diárias e passagens de estudantes, docentes, técnicos-administrativos e gestores, economizando quase 2 milhões de reais.

“Como reitor, desde julho, viajo sem receber diárias. Eu mesmo pago todos os custos”, revelou Irineu, que precisa ir mensalmente a Brasília para reuniões com outros reitores e reitoras, e no Ministério da Educação (MEC).

A universidade deixou de arcar com contas essenciais. A UFSC não paga a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) desde agosto, após negociação para transferir o pagamento para 2026, confirmou o reitor. Quanto à Companhia Energética de Santa Catarina (Celesc), os últimos três meses (outubro, novembro e dezembro) foram parcelados para pagamento no ano seguinte.

No total, a universidade conseguiu direcionar 19 milhões de reais em despesas de 2025 para o orçamento de 2026, incluindo pagamentos a empresas de limpeza, segurança, recepção e outras prestadoras de serviços. Irineu ressaltou que as negociações empresa por empresa foram fundamentais para garantir que funcionários terceirizados recebessem seus salários e 13º.

Para fechar o ano, a UFSC também recorreu a emendas parlamentares que originalmente tinham outras finalidades. O reitor negociou com a bancada catarinense para direcionar esses recursos ao pagamento de bolsas de permanência estudantil. “Todas as emendas que nós mudamos a finalidade, nós negociamos com o parlamentar ou com a bancada. Foi mudada a ata em Brasília, no MEC”, explicou Irineu, que destacou a sensibilidade dos parlamentares diante da situação crítica.

Apesar das dificuldades, o reitor garantiu que as atividades acadêmicas não foram comprometidas. “A prioridade foi a manutenção do ensino, da pesquisa, da extensão, do Restaurante Universitário, da Moradia Estudantil”, afirmou. Os cortes mais severos atingiram as atividades administrativas. As pró-reitorias e secretarias não receberam recursos, e mesmo as diárias acadêmicas para participação em congressos e seminários foram cortadas em 50%.

O cenário para 2026, contudo, é ainda mais preocupante. O orçamento de custeio e capital de 2025 foi de R$ 171 milhões. O governo federal propôs inicialmente para 2026 cerca de R$ 177,5 milhões, uma correção de apenas 3,5% quando a inflação estiver em torno de 5%. Porém, o Congresso cortou 7,25% desse valor, aproximadamente R$ 12,9 milhões. Com isso, o orçamento aprovado para 2026 é de cerca de R$ 164,6 milhões, inferior aos R$ 171 milhões de 2025.

“A situação ficou mais grave que o ano passado”, lamentou Irineu. O reitor explicou que há um movimento nacional para que o presidente Lula vete o corte do Congresso, mas reconheceu que a aprovação faz parte de um acordo com o governo federal e dificilmente haverá alteração. No ano passado, o Congresso havia cortado 8 milhões de reais, dos quais o governo recompôs 6 milhões e, no final do ano, concedeu uma suplementação de aproximadamente 1 milhão de reais, com o recurso chegando apenas no último dia 19 de dezembro.

A expectativa agora é que o MEC faça um esforço para repor os recursos. “As universidades não têm condições de se manter com esse corte, que já é um orçamento aquém do necessário”, alertou o reitor. A situação se agrava porque a universidade precisará primeiro recuperar o que foi retirado pelo Congresso para depois pedir uma suplementação adicional.

Um ponto positivo no orçamento de 2026 foi a autorização para ampliar as receitas próprias da universidade. No ano anterior, essa possibilidade havia sido reduzida de 47 para 45 milhões de reais pelo Congresso Nacional. Para 2026, a UFSC solicitou 53 milhões e tanto o MEC quanto o Congresso aceitaram esse valor. Essas receitas são provenientes de aluguéis de espaços no campus para bancos, restaurantes, entre outras atividades. Porém, permanece o chamado “pedágio” de 30%, uma retenção que o governo federal aplica sobre essas receitas. Esses recursos são basicamente alocados para a política estudantil, com os centros também ficando com uma parte para manutenção.

O reitor abordou também a visita à UFSC do ministro da Educação, Camilo Santana, neste mês de dezembro, em que afirmou que “falta gestão, não dinheiro, nas universidades federais”. Irineu explicou que há um equívoco nesta fala, uma vez que o governo federal de fato investiu mais recursos na educação, mas esses valores foram direcionados à criação de novos cursos, universidades, campi e institutos federais. “Se nós temos mais universidades com aquele mesmo bolo, então ocorre uma ampliação, mas a ampliação ela não atende todas as universidades”, argumentou.

Segundo o reitor, universidades mais antigas e consolidadas como UFSC, Universidade Federal da Bahia, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro perderam recursos. “Nós tivemos de 2015 para até hoje uma redução de mais de 50% dos orçamentos das universidades”, afirmou Irineu, classificando a equação como “um desafio diário” manter a instituição funcionando.

Para 2026, a UFSC já se prepara para um novo ciclo de dificuldades. “Já vamos iniciar novamente uma nova comissão para rever os contratos, e também buscar ampliar essa economia nas diárias de passagens”, anunciou Irineu. Paralelamente, os dirigentes das universidades federais continuarão pressionando o MEC e Congresso Nacional pela recomposição do orçamento. “As universidades públicas são o maior patrimônio do país e precisamos mantê-las”, concluiu o reitor.

Assista à entrevista na íntegra neste link.

Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
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