Mural de Antonieta de Barros transforma o Centro de Ciências da Educação em espaço de memória

25/09/2026 16:52

Mural artístico homenageou a professora Antonieta de Barros; inauguração foi nesta sexta-feira, 25 de setembro, na fachada do Bloco A do CED. Fotos: Gustavo Diehl | Agecom

Entre acordes, versos e lembranças, o rosto de Antonieta de Barros ganhou um lugar na paisagem cotidiana da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Um mural artístico homenageou a jornalista, professora e primeira mulher negra a integrar o Parlamento catarinense, nesta sexta-feira, 25 de setembro, na fachada do Bloco A do Centro de Ciências da Educação (CED). A cerimônia reuniu música e poesia em apresentações do violinista Felipe Corbani, da cantora Elô Gonzaga e da poetisa Edenice Fraga, com referências à música popular brasileira, ao samba e à ancestralidade afro-brasileira e catarinense.

O mural – integrante do Festival Street Art Tour 2026 – foi criado pelo artista cabo-verdiano Helder Cardoso. Conhecido por retratar o cotidiano, a cultura e personagens de Cabo Verde, ele combina cores expressivas e pinceladas livres em um estilo que chama de “realismo espontâneo”. A homenagem a Antonieta aproxima-se de outros trabalhos do artista dedicados a personalidades que lutaram por uma sociedade mais justa e inclusiva.

Participaram da inauguração o reitor Amir de Oliveira, a vice-reitora Felipa Amadigi, estudantes, servidores docentes e técnicos e comunidade. Na apresentação, os professores do CED Hamilton de Godoy Wielewicki, Glaucia de Sousa Moreno e Joana Célia dos Passos – ex vice-reitora e que atualmente é secretária nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres – destacaram a trajetória de Antonieta, sua contribuição para a educação e sua iniciativa para a instituição do Dia do Professor em Santa Catarina. O público também acompanhou a leitura de um texto biográfico sobre a homenageada e conheceu iniciativas do centro voltadas à preservação de sua memória.

A escolha da fachada do CED reforça a ligação da homenagem com a vida de Antonieta, que dedicou parte de sua trajetória à formação de jovens e defendeu a educação como instrumento de transformação social. Na ocasião, Hamilton reproduziu uma mensagem de áudio em que Helder Cardoso falou sobre o significado de realizar o mural na UFSC como artista negro e africano. A cerimônia terminou com uma fotografia coletiva.

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Mural artístico na UFSC, que homenageia Antonieta de Barros, será inaugurado nesta sexta-feira

22/09/2026 15:39

Uma das figuras mais marcantes da história de Santa Catarina ganhou novas cores e um lugar de destaque na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A fachada do Bloco A do Centro de Ciências da Educação (CED) recebeu um mural artístico em homenagem a Antonieta de Barros, jornalista, professora e primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. A inauguração do painel será realizada nesta sexta-feira, 25 de setembro, às 12h, no CED.

A UFSC participou do Festival Street Art Tour 2026 e recebeu dois novos murais artísticos em prédios do campus Trindade, em Florianópolis. Com o tema “Conexões Lusófonas”, o evento buscou celebrar a arte urbana e a diversidade cultural entre países de língua portuguesa. Assinado pelo artista cabo-verdiano Helder Cardoso, o mural apresenta um retrato de Antonieta de Barros e transforma uma das fachadas da Universidade em espaço de memória e reconhecimento. A obra aproxima arte, educação e história e remete à trajetória de uma mulher que marcou a vida pública catarinense.

Produção de mural artístico, pelo artista cabo-verdiano Helder Cardoso, na fachada do Bloco A do CED, em homenagem a Antonieta de Barros. Foto: João Hasse/Estagiário Agecom/UFSC

A escolha de Antonieta de Barros como personagem da obra também estabelece uma relação especial com o próprio CED. Professora e defensora da educação, Antonieta dedicou parte significativa de sua trajetória à formação de jovens e à defesa da educação como instrumento de transformação social. Ao ocupar um espaço de circulação cotidiana na Universidade, sua imagem passa a fazer parte da paisagem do campus e do cotidiano de estudantes, servidores, professores e visitantes.

Natural de Cabo Verde, Helder Cardoso é conhecido por pinturas que retratam o cotidiano, a cultura e personagens de seu país de origem. Seu trabalho é marcado pelo uso expressivo das cores e por pinceladas livres, características do que o artista denomina “realismo espontâneo”.

A homenagem a Antonieta de Barros dialoga com uma prática recorrente de Helder Cardoso em Cabo Verde: retratar personalidades históricas e contemporâneas cujas trajetórias contribuíram para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Mais do que ocupar uma parede, o painel passa a integrar o espaço universitário como uma referência visual à trajetória de Antonieta. A obra convida quem passa pelo CED a conhecer ou revisitar a história e a refletir sobre a sua presença na Educação e no Parlamento.

Novas gestões

Após a inauguração do mural, às 13h30, será realizada a cerimônia de posse das novas gestões do CED e do Colégio de Aplicação (CA) para o período 2026–2030, no auditório do Colégio.

Assumem a Direção do CED os professores Hamilton de Godoy Wielewicki, como diretor, e Alexandre Toaldo Bello, como vice-diretor. No CA, a nova gestão será formada pelas professoras Marina Guazzelli Soligo, como diretora, e Luciana Serra Passos, como vice-diretora.

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UFSC realiza manejo preventivo de árvores no Campus da Trindade

16/09/2026 09:43

Por iniciativa do Gabinete da Reitoria (GR) e da Direção do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve, na manhã desta terça-feira, 15 de setembro, no Campus da Trindade, em Florianópolis, para auxiliar na poda e na remoção de árvores mortas. A ação busca reduzir os riscos para a comunidade universitária e evitar danos às edificações, diante da ocorrência frequente de quedas de galhos e troncos.

Os trabalhos foram realizados sem incidentes e acompanhados por servidores da Secretaria de Segurança Institucional (SSI), da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e do CCB, representado pelo chefe do Departamento de Botânica, Leonardo Rubi Rörig.

De acordo com professor Leonardo, os pedidos de poda ou remoção dessas árvores haviam sido encaminhados há alguns anos, mas ainda não tinham sido atendidos. Algumas delas apresentavam risco de queda sobre o Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) e imóveis vizinhos.

O professor destacou que o campus da UFSC constitui uma área verde de elevada importância para a biodiversidade de Florianópolis. Ressaltou, entretanto, que as árvores possuem ciclos naturais de vida e, quando estão fora de um sistema florestal ou localizadas próximas a edificações, podem ficar mais suscetíveis aos efeitos dos ventos, das chuvas, do apodrecimento e do acúmulo de epífitas.

Por esse motivo, conforme explicou o docente, é necessário realizar o manejo contínuo da vegetação, com acompanhamento das condições fitossanitárias das árvores e a adoção de medidas preventivas e corretivas. “As ações de hoje, que deverão continuar por algumas semanas, representam o início da solução para esses problemas e riscos”, declarou.

Nos casos em que há necessidade de remoção, os procedimentos são precedidos de solicitação de autorização à Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram). Leonardo também ressaltou o profissionalismo e a capacidade técnica da equipe do Corpo de Bombeiros na execução do trabalho. Além das intervenções nas árvores, os bombeiros orientaram o NDI e o Departamento de Botânica sobre o isolamento de áreas com risco elevado de queda de galhos, contribuindo para ampliar a segurança da comunidade universitária.

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‘Cuidoteca’ na UFSC: lançamento dia 12 de março materializa compromisso social com a comunidade

05/03/2026 14:18

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) dará mais um passo concreto em direção à inclusão e à equidade no ambiente acadêmico. No próximo dia 12 de março, às 15h, na Sala dos Conselhos, será lançado o projeto Cuidoteca, um espaço de cuidado destinado a crianças de 4 a 10 anos, com ou sem deficiência, filhos de estudantes de graduação e pós-graduação, servidores e trabalhadores terceirizados da instituição. A ação extensionista foi desenvolvida em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e está inserida na Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024).

O serviço funcionará no turno da noite, período em que as redes de apoio familiar são mais escassas, e terá capacidade para atender até 40 crianças simultaneamente. As atividades ocorrerão no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC, que disponibilizará duas salas para atividades, cozinha para preparo de refeições e áreas externas e comuns. A proposta inclui práticas lúdicas e acessíveis, rodas de conversa com as famílias e oferta de alimentação saudável. A proporção mínima planejada é de um agente de cuidados para cada grupo de 15 crianças, com pelo menos dois profissionais presentes em todas as atividades. Na ocasião do lançamento do projeto, será aberto o edital de inscrições.

Para a professora Josiana Piccolli, coordenadora do projeto, a Cuidoteca materializa o compromisso social da universidade com sua comunidade. “Quando a universidade cuida, ela amplia possibilidades, transforma permanência em realidade e se torna, de fato, mais justa e possível para todos”. “Mais do que disponibilizar um espaço físico, a universidade afirma que permanência não se constrói apenas com acesso ao trabalho, à vaga ou matrícula efetivada. Permanência exige condições reais para que estudantes e trabalhadores possam seguir suas trajetórias com dignidade, tranquilidade e segurança”, acrescenta.

A pró-reitora de Assuntos Estudantis (PRAE), Simone Sampaio, cujo setor articulou com o MDS, ressalta o caráter inovador da Cuidoteca na história da UFSC. “Estamos estruturando esse espaço a partir de nossos saberes institucionais e essa construção coletiva é o que confere especial relevância a iniciativa”, disse. A gestora sublinha a interlocução do projeto com a Política de Permanência de Estudantes-Mães, aprovada em 18 de dezembro de 2024 e construída com a participação do Coletivo Mães Estudantes, e reforça que a “Cuidoteca se consolida como dispositivo de apoio e reflexão sobre políticas de cuidado, articulando conhecimento acadêmico e experiências cotidianas, tornando-se referência para práticas inclusivas e sustentáveis no campus”.

O reitor Irineu Manoel de Souza destaca o impacto estrutural da iniciativa. “O lançamento da Cuidoteca representa um passo concreto para remover barreiras de permanência na universidade. Ao garantir cuidado infantil gratuito, noturno, público e acessível, fortalecemos o direito de estudar e trabalhar com tranquilidade para quem tem responsabilidades de cuidado — em especial nossas estudantes-mães. Esta é uma resposta institucional a uma demanda real da comunidade e inaugura uma cultura de corresponsabilidade pelo cuidado na UFSC, tornando nosso ambiente mais justo, acolhedor e humano”, afirma o reitor.

O projeto teve como referência uma experiência-piloto bem-sucedida desenvolvida na Universidade Federal Fluminense (UFF). A equipe da Cuidoteca na UFSC será composta por docentes, técnicos-administrativos e bolsistas de graduação e pós-graduação.

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
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UFSC sedia encontro internacional sobre educação científica e tecnológica

03/02/2026 16:06

Mesa de abertura do II EDECT teve a presença do reitor Irineu Manoel de Souza (Fotos: Gustavo Diehl)

Até a próxima sexta-feira, 6 de fevereiro, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sedia um evento internacional dedicado a debater questões relacionadas à educação em ciências. A abertura do II Encontro Internacional Decolonizando a Educação Científica e Tecnológica (EDECT) / III Simpósio Internacional: Educación en Biología y Construcción de Ciudadanías / III Descolonizando Imaginários ocorreu nesta terça-feira, 3 de fevereiro, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

O EDECT será realizado em formato híbrido (presencial e on-line), reunindo professores da Educação Básica, pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação, em atividades como mesas-redondas, comunicações orais, painéis e conversatórios. A programação abordará temas como questões raciais, formação de professores, desinformação e negacionismo científico, gênero, decolonialidade e cidadania.

Toda a programação do evento está disponível no site do EDECT. As transmissões podem ser acompanhadas pelo YouTube. O encontro é coordenado pela professora Suzani Cassiani, professora voluntária do Departamento de Metodologia de Ensino (MEN) da UFSC.

Pesquisadores Emanuele Bitencourt Camani, Simone Ribeiro e Alan Brito foram os primeiros palestrantes do II EDECT

A mesa de abertura do evento foi formada pelo reitor Irineu Manoel de Souza; pelo pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Werner Krauss; pela professora Suzani Cassiani; pelo professor André Ary Leonel, coordenador do Programa de Pós-graduação em Educação Científica e Tecnológica (PPGECT) e pelo professor Alexandre Toaldo Bello, vice-diretor do Centro de Ciências da Educação (CED).

Após a solenidade de abertura, foi realizada a primeira palestra do encontro, intitulada “Questões raciais nas escolas: racismo científico como colonialidade do ser”.

Texto: Agecom

 

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