Feesc 60 anos: um marco na transferência de conhecimento da UFSC

13/05/2026 13:45

Sessenta anos de história, de pesquisa e de aproximação entre o conhecimento científico e as demandas da sociedade. Com esse legado, a Fundação Stemmer para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (Feesc) reunirá parceiros, pesquisadores e gestores na noite desta quinta-feira, 14 de maio, para comemorar um marco expressivo na trajetória da ciência catarinense. O evento será realizado a partir das 19h30 no Clube Paulo Ramos, no bairro Trindade, em Florianópolis, nas imediações do campus universitário que abrigou grande parte da história da fundação.

“Celebrar os 60 anos da Feesc é reconhecer um capítulo essencial da própria história da UFSC e de Santa Catarina. A Feesc nasceu para servir à sociedade, conectando os nossos laboratórios, pesquisadores e estudantes às necessidades reais do Estado e do país. Ao longo dessas seis décadas, construiu pontes sólidas entre universidade, governo e setor produtivo, viabilizando projetos estratégicos, formando pessoas e gerando inovação com impacto social”, afirma o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Irineu Manoel de Souza.

Em sua trajetória, a Feesc tornou-se agente central na transferência de conhecimento entre universidade e sociedade. Sua missão permanece a mesma: viabilizar parcerias que promovam o desenvolvimento mútuo e a inovação, apoiando, captando, gerindo e executando programas e projetos de pesquisa, ensino, extensão e estímulo à inovação. A fundação celebra convênios e contratos com entidades públicas e privadas, sempre com foco no desenvolvimento científico e tecnológico e no fortalecimento do ambiente universitário.

Instalada no campus Trindade, dentro do Centro Tecnológico (CTC) da UFSC, a Feesc foi instituída oficialmente em 18 de maio de 1966. A iniciativa surgiu de uma parceria entre a Universidade e as Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), com um objetivo: formar engenheiros eletricistas para dar suporte à implantação da companhia de energia no Estado.

Nos seus primeiros anos de existência, entre 1966 e meados da década de 1970, a Feesc dedicou-se a viabilizar os cursos de graduação e pós-graduação do CTC da UFSC. Em 1978, a fundação iniciou a gestão de convênios com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) —, dando o primeiro passo para uma parceria estratégica que ampliaria significativamente sua capacidade de atuação. A partir daí, a Feesc passou a trabalhar para estreitar os laços entre universidade e setor produtivo, criando uma rota direta entre os laboratórios do CTC e as empresas em busca de soluções inovadoras.

Até 1990, a atuação da fundação estava circunscrita ao CTC. Uma revisão no Estatuto mudou esse cenário: a Feesc passou a operar em outras unidades de ensino da UFSC e a participar de projetos independentes, ampliando consideravelmente seu alcance e relevância institucional.

Um dos marcos na consolidação institucional da Feesc foi a mudança, em 2001, para o prédio Caspar Erich Stemmer — construído pela própria fundação, com direito de uso garantido por 30 anos. A nova sede criou condições físicas e estruturais para o crescimento de suas atividades e o aprofundamento das parcerias com a UFSC e o meio empresarial.

Sua relação com a UFSC é regulamentada pela Lei nº 8.958/94, que rege as fundações de apoio a instituições federais de ensino superior e pesquisa científica e tecnológica. A mais recente expansão da Feesc veio em 2023, quando a fundação obteve autorização para atuar no Hospital Universitário (HU-EBserh).

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UFSC obtém recurso financeiro para recuperar e expandir infraestrutura de pesquisa em 2025

10/12/2024 15:42

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) investirá R$ 34,5 milhões na expansão e recuperação de sua infraestrutura de pesquisa em 2025. Os recursos provêm do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e foram obtidos por meio de três editais lançados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Projetos de sete unidades acadêmicas foram contemplados, assim como de três órgãos suplementares da instituição: Biblioteca Universitária (BU), Museu de Arqueologia e Etnologia (MArquE) e Biotério Central.

O edital de Recuperação responde por metade do valor conquistado pela UFSC. Neste, entre outros projetos relevantes, será possível realizar obras de manutenção e adquirir novos equipamentos para o Tecmídia, laboratório multiusuário de pesquisa em mídias digitais mais completo do país – localizado entre o Centro de Comunicação e Expressão (CCE) e o Centro de Ciências da Educação (CED).

O MArquE receberá R$ 5,2 milhões para manutenção, provenientes do edital de Recuperação e Preservação de Acervos. Também nessa chamada, a BU foi contemplada e poderá investir nas coleções especiais e no repositório digital.

O edital de Expansão permitirá a aquisição de equipamentos de alto desempenho, especialmente um aparelho de ressonância magnética nuclear de alto campo.

As prioridades foram definidas pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) em chamadas públicas que buscaram distribuir os recursos no maior número possível de estruturas da Universidade. “A UFSC, por intermédio do Comitê Permanente CT-INFRA, indicou projetos para representá-la nas chamadas da Finep, considerando a qualidade dos mesmos, que foram avaliados por consultores ad-hoc externos, mas norteada também pelo sentido de equidade”, explica o superintendente de Projetos da Propesq, William Gerson Matias. “A maneira transparente e democrática como foi realizado o processo de seleção trouxe para a UFSC um novo olhar, criando oportunidades para grupos competentes, mas com recursos insuficientes para desenvolver boas ideias”, complementa.

A Coordenadoria de Projetos Institucionais, vinculada à Superintendência de Projetos da Propesq, realizou a submissão das propostas contempladas nos editais da Finep. Seu trabalho consistiu em lançar as chamadas internas para seleção de interessados, bem como reunir as informações para a composição de propostas coesas e competitivas. Neste caso, “é sempre um desafio elaborar as propostas, pois possuem elevados níveis de exigência técnica e de concorrência nacional. Os três editais em questão foram publicados simultaneamente, o que demandou um esforço maior para o entendimento das regras, o atendimento dos prazos e a adequação das necessidades das pessoas interessadas”, explica a coordenadora Maíra Busato Westphal. Para ela “ser a ponte entre as demandas da Universidade e as iniciativas de financiamento desta magnitude é uma grande responsabilidade, mas todo o trabalho árduo é recompensado quando vemos resultados como este de 2024”.

Estruturas da UFSC que receberão investimento em 2025

  • Expansão – R$ 10,2 milhões

Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM)

– Implementação de infraestrutura experimental multidisciplinar baseada em Ressonância Magnética Nuclear (RMN) de alto campo
R$ 7.241.411,23

– Nanoestelar: caracterizando materiais avançados e simulando do átomo às estrelas
R$ 1.308.430,41

Centro Tecnológico (CTC)

– TERMOPIV: infra experimental para pesquisa em fenômenos de transporte, sistemas térmicos e energias renováveis
R$ 1.629.708,13

  • Recuperação – R$ 17,1 milhões

Subprojetos do projeto ReUFSC: recomposição para reconstrução de infraestrutura laboratorial de pesquisa e inovação na UFSC.

Centro de Ciências Biológicas (CCB)

– Laboratório de Biologia Molecular Estrutural (Labime): R$ 2.084.756,01

– Laboratório Multiusuário de Estudos em Biologia (Lameb): R$ 739.673,60

Centro de Ciências Agrárias (CCA)

– Laboratório de Solo, Água e Tecidos Vegetais: R$ 77.887,16

– Laboratório de Físico-Química (NuFiQ): R$ 471.748,74

Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM)

– Laboratório de Catálise Biomimética (LaCBio): R$ 87.983, 11

– Laboratório Multiusuário de Ressonância Magnética Nuclear (LAMRMN): R$ 3.625.092,94

– Laboratório de Bioinorgânica e Cristalografia (Labinc): R$ 105.207,55

– Laboratório Multiusuário de Pesquisas Físicas (Lampef): R$ 911.198,26

Centro Tecnológico (CTC)

– Laboratório Integrado de Meio Ambiente (LIMA): R$ 1.479.423,62

– Laboratório de Aplicações de Nanotecnologia em Construção Civil (Nanotec): R$ 128.139,73

– Laboratório de Eletromagnetismo e Compatibilidade Eletromagnética (MagLab): R$ 1.062.440,25

– Instituto de Eletrônica de Potência (INEP): R$ 425.592,48

– Laboratório de Simulação Numérica em Mecânica dos Fluidos e Transferência de Calor (SINMEC): R$ 959.287,96

– Instituto Nacional de C&T Controle e Automação de Processos de Energia (INCT-CAPE): R$ 758.892,10

Centro de Ciências da Saúde (CCS)

– Laboratório de Pesquisa em Imunologia (LAPI): R$ 21.578,30

Centro de Comunicação e Expressão (CCE)

– Laboratório de P&D de tecnologias para as mídias (Tecmidia): R$ 4.105.228,67

Campus Joinville

– Laboratório de Interação Fluido-Estrutura (LIFE): R$ 144.136,55

Órgão Suplementar:

– Biotério Central: R$ 500.285,97

  • Recuperação e preservação de acervos – R$ 7,2 milhões

– Projeto O MarQUE e os museus indígenas de Santa Catarina: digitalização, difusão e virtualização de acervos
R$ 5.182.554,72

Biblioteca Universitária

– projeto Buespecial (Coleções Especiais da Biblioteca Universitária: preservação, disseminação e acesso de acervos)
R$ 1.085.791,82

– projeto DigitalUFSC (Repositório digital científico: preservação e disseminação das produções técnico-científicas da UFSC)
R$ 979.959,49

  • Dependem de suplementação orçamentária

Centro de Ciências Biológicas (CCB)

– projeto BOTANICA (Recuperação, Ampliação, Digitalização e Divulgação dos Acervos Botânicos: unificação de coleções)
R$ 1.889.355,22

– projeto ANATOMIA (Recuperação, Ampliação, Digitalização e Divulgação dos Acervos de Anatomia Humana)
R$ 1.873.857,68

TV UFSC

– projeto Acervo de Memória Audiovisual (AMA)
R$ 997.296,29

Mais informações: propesq.ufsc.br

Rosiani Bion de Almeida | imprensa.gr@contato.ufsc.br
Coordenadoria de Imprensa do GR | UFSC

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