UFSC sedia encontro internacional sobre educação científica e tecnológica

03/02/2026 16:06

Mesa de abertura do II EDECT teve a presença do reitor Irineu Manoel de Souza (Fotos: Gustavo Diehl)

Até a próxima sexta-feira, 6 de fevereiro, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sedia um evento internacional dedicado a debater questões relacionadas à educação em ciências. A abertura do II Encontro Internacional Decolonizando a Educação Científica e Tecnológica (EDECT) / III Simpósio Internacional: Educación en Biología y Construcción de Ciudadanías / III Descolonizando Imaginários ocorreu nesta terça-feira, 3 de fevereiro, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

O EDECT será realizado em formato híbrido (presencial e on-line), reunindo professores da Educação Básica, pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação, em atividades como mesas-redondas, comunicações orais, painéis e conversatórios. A programação abordará temas como questões raciais, formação de professores, desinformação e negacionismo científico, gênero, decolonialidade e cidadania.

Toda a programação do evento está disponível no site do EDECT. As transmissões podem ser acompanhadas pelo YouTube. O encontro é coordenado pela professora Suzani Cassiani, professora voluntária do Departamento de Metodologia de Ensino (MEN) da UFSC.

Pesquisadores Emanuele Bitencourt Camani, Simone Ribeiro e Alan Brito foram os primeiros palestrantes do II EDECT

A mesa de abertura do evento foi formada pelo reitor Irineu Manoel de Souza; pelo pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Werner Krauss; pela professora Suzani Cassiani; pelo professor André Ary Leonel, coordenador do Programa de Pós-graduação em Educação Científica e Tecnológica (PPGECT) e pelo professor Alexandre Toaldo Bello, vice-diretor do Centro de Ciências da Educação (CED).

Após a solenidade de abertura, foi realizada a primeira palestra do encontro, intitulada “Questões raciais nas escolas: racismo científico como colonialidade do ser”.

Texto: Agecom

 

Tags: CEDII Encontro Internacional Decolonizando a Educação Científica e TecnológicaReitorSuzani CassianiUFSC

Brafagri: coordenado pela UFSC, programa inicia nova etapa de integração Brasil e França

03/02/2026 14:46

A cooperação acadêmica entre Brasil e França nas áreas de ciências agronômicas, agroalimentares e veterinárias foi renovada com o projeto institucional “Formação para ação na agricultura familiar frente a mudanças globais” (AGRIFAM 2 – 2026/2029), coordenado pelo professor Paulo Emílio Lovato, do Departamento de Engenharia Rural da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Vinculada ao Programa Brasil/França pela Agricultura (Brafagri), a iniciativa dá continuidade à internacionalização na graduação, com foco em inovação para produção sustentável e segurança alimentar. Entre as metas estão a aproximação de estruturas curriculares, o reconhecimento mútuo de créditos e a ampliação de acordos de dupla diplomação.

O AGRIFAM 2 sucede e amplia o projeto “Agricultura Familiar: Inovação para Produção Sustentável e Segurança Alimentar”, em curso desde 2019, que reúne as universidades federais UFSC, UFRB (Recôncavo da Bahia) e UTFPR (Tecnológica do Paraná), além das instituições francesas Bordeaux Sciences Agro, Institut Agro (campus Dijon) e VetAgro Sup. O projeto conta com apoio financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e, de natureza extensionista, prioriza a qualificação da formação discente por meio de temas estratégicos da agricultura familiar. Busca fortalecer competências técnicas e ampliar a visão de mundo dos estudantes diante dos desafios contemporâneos de inovação, sustentabilidade e desenvolvimento rural.

Entre os objetivos específicos:

  • Harmonização curricular para favorecer o aproveitamento de atividades formativas, a equivalência e o reconhecimento de créditos, além da formalização de acordos de dupla diplomação.
  • Consolidação de parcerias entre docentes e discentes para aprimorar metodologias de ensino e estruturar redes de pesquisa em áreas de interesse comum.
  • Impactos esperados na empregabilidade de egressos e no acesso à pós-graduação, no aumento do grau de internacionalização das instituições participantes e na atualização dos Projetos Pedagógicos dos cursos de Agronomia, com maior flexibilização curricular, ampliação de disciplinas optativas e readequação de componentes obrigatórios.

A agenda de atividades inclui a criação de novos componentes curriculares e estágios, o estímulo a projetos de pesquisa conjuntos entre equipes brasileiras e francesas, a ampliação das oportunidades de estágios em Agronomia e Agroecologia e a oferta de aulas a distância integrando as universidades parceiras. No Brasil, a UFRB permanece responsável pela coordenação geral e pela gestão dos recursos liberados pela Capes. As regras e prazos para candidaturas a bolsas e vagas de intercâmbio são definidos por cada instituição parceira, com participação aberta a estudantes de graduação nas áreas contempladas.

A expansão da cooperação apoia-se em marcos institucionais. Em 29 de outubro de 2015, a UFSC e a École Nationale Vétérinaire, Agroalimentaire et de l’Alimentation Nantes-Atlantique (ONIRIS), da França, firmaram acordo de cooperação e termo aditivo específico para intercâmbio, ambos válidos por cinco anos. No ano seguinte, foi assinado um acordo de dupla diplomação, alinhado ao pacto principal. Em 2020, novo aditivo prorrogou a validade por mais cinco anos, e uma terceira emenda prevê extensão adicional por igual período, a partir de 29 de outubro de 2025.

Fruto direto do Brafagri, o acordo de dupla diplomação entre o curso de Engenharia de Alimentos da UFSC e a ONIRIS, em vigor desde março de 2016, permite a estudantes selecionados realizar formações biculturais em duas instituições de excelência, com outorga simultânea de diplomas. A modalidade amplia horizontes acadêmicos e profissionais e reforça a integração entre os sistemas de ensino e pesquisa dos dois países.

Sobre o Brafagri

Criado em 2005 por acordo entre a Capes e a Direction Générale de l’Enseignement et de la Recherche (DGER), do Ministère de l’Agriculture et de la Souveraineté Alimentaire, na França, o Brafagri é coordenado no Brasil pela UFSC, em parceria com a UFRB e a Universidade Federal do Pará (UFPA), e, na França, pela Bordeaux Sciences Agro, em associação com o Institut Agro e a VetAgro Sup.

O primeiro edital foi lançado em 2008 e, desde então, o programa vem sendo regularmente reeditado (2010, 2012, 2014, 2016, 2018, 2022 e 2026). O Brafagri promove mobilidade acadêmica bidirecional, permitindo que estudantes brasileiros cursem períodos em instituições francesas e que alunos franceses vivenciem experiências acadêmicas nas regiões Norte, Nordeste e Sul do Brasil. Os projetos selecionados recebem bolsas de graduação e recursos para missões de pesquisa, fortalecendo a integração acadêmica e formando profissionais com visão internacional.

Mais informações sobre edital aberto no site: https://engalimentos.grad.ufsc.br/2026/02/10/programa-brafagricapes-edicao-20262027/

 

 

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Reuniões da gestão da UFSC com centros de ensino seguem cronograma: CDS e CCB

03/02/2026 09:52

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) prosseguiu, nos dias 29 de janeiro (sexta-feira) e 2 de fevereiro (segunda-feira), com o cronograma de reuniões do Gabinete da Reitoria (GR) junto às direções de centros de ensino e campi, com foco na definição de prioridades para o início do ano letivo. O quarto e o quinto encontros ocorreram no Centro de Desportos (CDS) e no Centro de Ciências Biológicas (CCB), respectivamente.

Participaram das agendas o reitor Irineu Manoel de Souza; os pró-reitores Werner Krauss (Pesquisa e Inovação), Dilceane Carraro (Graduação e Educação Básica) e Vilmar Michereff Junior (Administração); o diretor executivo da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), Narbal Silva; o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; o assessor institucional do GR, Alexandre Verzani; e o prefeito universitário, Matheus Lima Alcantara, além de secretários, diretores e servidores das unidades.

As reuniões tiveram como eixo central a apresentação de demandas mais urgentes alinhadas às diretrizes institucionais para o semestre que se inicia. As pautas abarcaram um conjunto de necessidades operacionais, acadêmicas e de relacionamento com a comunidade, que serão consolidadas pelo Gabinete da Reitoria em articulação com as pró-reitorias e unidades administrativas.

Reunião do GR no CDS. Foto: Secom

No CDS, a infraestrutura foi apontada como o desafio mais urgente, dadas as demandas de projetos de pesquisa e extensão, a alta utilização das instalações pela comunidade e a necessidade de garantir plena acessibilidade – com destaque para a piscina e atividades que envolvem pessoas com deficiência. A direção ressaltou a importância de reforçar a manutenção, a conclusão de obras e a atualização de espaços para atender ao alto fluxo de usuários. O centro destacou, ainda, a excelência acadêmica, com cursos de graduação (bacharelado e licenciatura) e um programa de pós-graduação com nota 7, patamar máximo na avaliação da área. A Ouvidoria registra queixas concentradas em infraestrutura, e a administração superior sinalizou a retomada de tratativas com o poder público municipal para viabilizar soluções, inclusive referentes a compromissos antigos de cessão e obras não concluídas.

Reunião do GR no CCB. Foto: Secom

No CCB, as prioridades convergiram para a resolução de questões de infraestrutura essenciais ao ensino, à pesquisa e à extensão, com ênfase na segurança, na conservação de acervos e na manutenção de biotérios e laboratórios de alto impacto. Foram destacados como urgentes: a conclusão e adequação de obras estratégicas – especialmente o Laboratório de Anatomia (“Novo Anatômico”) e o Centro de Produção e Manutenção de Roedores (CPMR) -, a atualização de instalações prediais para suportar atividades práticas de grande capilaridade, a modernização de ambientes de pesquisa e a regularização de rotinas de biossegurança. Reiterou-se, ainda, a necessidade de fortalecer a gestão da Unidade de Conservação Ambiental Desterro (UCAD), assegurar a continuidade do abastecimento de insumos críticos e aprimorar processos técnico‑administrativos, incluindo concursos, manutenção preventiva e contratos de serviços essenciais.

Próximos encontros:

•⁠ ⁠⁠⁠Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM): 6/2, às 9h;
•⁠ ⁠Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH): 9/2, às 10h;
•⁠ ⁠Centro de Ciências da Saúde (CCS): 10/2, às 10h;
•⁠ ⁠Centro Tecnológico (CTC): 11/2, às 10h;
•⁠ ⁠Centro de Comunicação e Expressão (CCE): 12/2, às 10h;
•⁠ ⁠Centro de Ciências Agrárias (CCA): 13/2, às 10h.

 

Setor de Imprensa do GR | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

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UFSC na mídia: campus Araranguá define conclusão do prédio da Saúde como prioridade para 2026

02/02/2026 13:00

A UFSC Araranguá entra em 2026 com a conclusão do prédio de Ciências da Saúde como prioridade institucional, passo decisivo para consolidar os cursos de Medicina e Fisioterapia e viabilizar a futura abertura de Enfermagem. Em entrevista à TV Sul Catarinense, a diretora do campus, Melissa Dellacqua, confirmou que o primeiro movimento técnico para retomar a obra será a emissão de um laudo estrutural, necessário porque o canteiro ficou paralisado desde a pandemia. Segundo ela, o documento permitirá identificar eventuais “patologias” na estrutura e orientar os reparos prévios.

A diretora afirmou que a obtenção do laudo foi viabilizada com apoio local e institucional e que, concluída essa etapa, o Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia (DPAE) da UFSC deve finalizar a instrução do processo e abrir a licitação ainda neste semestre. Dellacqua acrescentou que há compromissos de recursos para a conclusão da obra e negociações em curso para resgatar verbas não empenhadas no ano passado, com tratativas em instâncias federais para garantir a aplicação neste ano.

No horizonte, além da entrega do prédio, seguem as articulações para a implantação do curso de Enfermagem e para a viabilização de um hospital universitário em Araranguá, considerados estratégicos para qualificar a formação prática e ampliar o atendimento à população da Região Sul.

Assista à entrevista na íntegra:

Divisão de Imprensa do GR | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: saúdeUFSCUFSC Araranguá

UFSC consolida políticas institucionais que visam acesso, permanência e visibilidade de pessoas trans

29/01/2026 13:23

O Dia Nacional da Visibilidade das Pessoas Trans e Travestis, celebrado neste 29 de janeiro, ganha em 2026 um contorno histórico na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): neste ano, ocorre o ingresso do primeiro grupo de estudantes selecionados pelas cotas para pessoas trans na instituição. Trata-se de um marco que materializa décadas de reivindicações dessa população e consolida a instituição como referência na implementação de políticas de ações afirmativas no Brasil, além de reafirmar o compromisso da UFSC com uma Universidade cada dia mais diversa.

A política de cotas para pessoas trans está fundamentada na Política Institucional de Inclusão de Pessoas Trans (Resolução Normativa 181/CUn/2023), aprovada pelo Conselho Universitário em agosto de 2023, após vários meses de discussões no grupo de trabalho formado para essa finalidade. O GT, na época coordenado pela então Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD), envolveu mais de 40 participantes na elaboração da minuta do documento aprovado pelo CUn. A discussão foi precedida e atravessada pela intensa mobilização de estudantes e coletivos trans dentro da Universidade.

A Política abrange a inclusão de pessoas trans nos espaços institucionais da UFSC de forma estruturante, com reserva de vagas em concursos públicos e processos seletivos, acesso prioritário à assistência estudantil e adequação da infraestrutura institucional para garantir a permanência desse público de estudantes. Nos cursos de graduação e pós-graduação, são reservadas 2% das vagas, o que inclui editais de transferências e retornos. Já os concursos públicos passam a ter reserva de 1% das vagas.

A estrutura administrativa da Universidade também foi modificada em favor da implementação de políticas de inclusão de pessoas trans com a transformação da SAAD em Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), em julho de 2022. Pautada no princípio da equidade, a Proafe tem por objetivo desenvolver políticas e ações institucionais, pedagógicas e acadêmicas de promoção das ações afirmativas na Universidade, referentes ao ensino na educação básica, graduação, pós-graduação, pesquisa, extensão, contratação de pessoal e gestão institucional, de modo transversal e em articulação com as demais estruturas universitárias. O recorte inclusivo voltado à população trans fica a cargo da Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN), espaço institucional de acolhimento, orientação e atendimento às pessoas trans.

Um histórico de resistência e conquistas

A trajetória institucional da UFSC no campo da diversidade não é recente, mas foi acelerada pela mobilização de coletivos e movimentos sociais. Um marco importante é a Resolução Normativa 18/CUn/2012, que assegura o uso do nome social em registros acadêmicos. Outro instrumento normativo de relevo é a Resolução Normativa 199/CUn/2024, que aprimorou o processo de validação das autodeclarações, garantindo segurança jurídica e ética às políticas de cotas.

Outra frente de apoio à inclusão das pessoas trans é a realização de ações com foco no combate à violência simbólica e física. A instituição mantém uma campanha educativa que reafirma o compromisso da Universidade em combater todas as formas de violência e preconceito. Em 2023, foi lançado ainda o Guia de Prevenção e Enfrentamento à Transfobia, que oferece um glossário inclusivo e orientações sobre como proceder em casos de discriminação.

Desde 2019, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a transfobia é crime no Brasil, equiparada à injúria racial. Na UFSC, qualquer ocorrência deve ser denunciada via Plataforma Fala.BR (Ouvidoria). Fora da instituição, as autoridades orientam o uso do Disque 100 ou canais diretos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Sobre o Dia Nacional da Visibilidade de Pessoas Trans

A data de 29 de janeiro remete à ocupação histórica do Congresso Nacional por lideranças trans e travestis, em 2004, acontecimento que conferiu visibilidade inédita às pautas dessa população no âmbito estatal. No mesmo ano, a campanha “Travesti e Respeito” foi lançada em 2004 pelo Ministério da Saúde em articulação com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais. Hoje, o debate migra para as salas de aula e laboratórios de pesquisa. Ao abrir as portas para pessoas trans e travestis como sujeitos de direitos e produtoras de saber, a UFSC não apenas corrige uma desigualdade histórica, mas enriquece o ambiente acadêmico com novas perspectivas de mundo.

Texto: Agecom

Tags: Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de GêneroDia Nacional da Visibilidade de Pessoas TransPolítica Institucional de Inclusão de Pessoas TransproafeTransfobiaUFSC