Um clássico para entender o mundo: Editora da UFSC lança ‘Imperialismo: um estudo’

27/04/2026 16:02

“Imperialismo: um estudo” foi lançado pela Editora da UFSC no dia 24 de abril de 2026, na Igrejinha da UFSC. Fotos: Felipe Maciel Martínez

A Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC) lançou, na noite de 24 de abril, a primeira tradução para o português de Imperialismo: um estudo, do economista britânico John Atkinson Hobson. A sessão, realizada na Igrejinha da UFSC, foi aberta pelo diretor da editora, Nildo Ouriques, e reuniu representantes de diferentes legendas e movimentos: Afrânio Boppre (PSOL), Carlos Eduardo de Souza (PT), a presidente da Unidade Popular pelo Socialismo (UP) de Santa Catarina, Julia Andrade, o membro da Juventude Socialista do PDT (JSPDT), Luis Otávio Feltrin, além dos músicos convidados Vitor Vieira e Felipe Ferro.

Publicado em 1902, o livro tornou-se referência central em inglês sobre o tema. Hobson articula economia política, disputa colonial e ideologias de legitimação — da retórica “civilizatória” ao racismo científico — para explicar o imperialismo moderno. A edição da EdUFSC atualiza o debate e recoloca, no país, uma discussão que integra economia, política e ideologia. Para leitores de desenvolvimento, relações internacionais e história econômica, o lançamento oferece raro fôlego analítico e uma ponte entre o início do século XX e as tensões do presente.

Na abertura do evento, Ouriques classificou a obra como “extraordinária”, destacando a “ótima aceitação em escala nacional” e o lançamento como marco de uma nova linha editorial da EdUFSC em 46 anos. Segundo ele, o título já figura entre os mais vendidos da casa, ao lado de publicações críticas lançadas na atual gestão da universidade. O gestor Lembrou ainda que este é o segundo livro de Hobson em português — o primeiro, dos anos 1980, influenciou pesquisas “sobretudo na Unicamp” — e observou que “o estudo sobre o imperialismo é substancialmente mais importante e melhor”. Ao evocar Vladimir Ilitch Lênin, afirmou que “O imperialismo, fase superior do capitalismo” reconhece Hobson como principal referência em inglês e comparou: diferente do “panfleto popular” de Lênin, a obra agora lançada oferece análise densa, igualmente orientada à práxis.

Na sequência, Júlia Andrade, presidente da UP, afirmou estar “muito feliz de ver a casa tão cheia para debater imperialismo”, tema que considera crucial “em tempos de guerra”. Militante marxista-leninista, sublinhou a influência de Hobson sobre Lênin, especialmente na definição do imperialismo pela “exportação de capitais” e pelo “predomínio do capital financeiro”, somados à disputa por colônias e a um “Estado rentista e parasitário, capaz de subornar dirigentes operários”. Recordou as polêmicas na Segunda Internacional e ressaltou que Hobson “não é marxista”, aproximando-se do social-liberalismo; por isso, não reduz o imperialismo a uma política, ao passo que Lênin critica como ilusória a saída pela democracia liberal ou pelo retorno à livre concorrência.

Para Júlia, as contradições do imperialismo “se intensificam” na rivalidade entre Estados Unidos e China, no rearmamento europeu e em guerras que “começam e não terminam”, citando Ucrânia e Palestina, além de tensões no Oriente Médio, intervenções na América Latina e o bloqueio a Cuba. Esse cenário, pontuou, afeta diretamente o Brasil pela cobiça internacional por petróleo, alimentos, minérios e terras raras. Na sua avaliação, “a única força capaz de impedir a guerra é a classe trabalhadora”, transformando a guerra imperialista em revolução socialista. Encerrando, citou José Martí — “trocar de dono não significa ser livre” — e defendeu organizar-se “sem abaixar a cabeça para nenhum império”.

Luis Otávio Feltrin, representante da Juventude Socialista do Partido Democrático Trabalhista (JSPDT), elogiou a iniciativa — “antes tarde do que mais tarde” — e retomou uma distinção central do livro entre colonialismo, nacionalismo e imperialismo. Segundo ele, o colonialismo pode ser “um transbordamento da nacionalidade”, enquanto o imperialismo é “pura exploração, sem assimilação”. Recorreu a John Stuart Mill para definir o nacionalismo pela “identidade de antecedentes políticos e a comunhão de lembranças”, com o alerta de que, capturado por elites, degrada-se em colonialismo espúrio ou imperialismo. Aproximou o debate das categorias de Darcy Ribeiro — “povos transplantados, povos novos e deculturação” —, argumentando que o brasileiro aprofunda, décadas depois, questões já enunciadas por Hobson no processo civilizatório.

Ao tratar das causas econômicas, Feltrin afirmou ter “revisto convicções”: o imperialismo não dependeria da vontade pessoal do governante, mas da “necessidade das elites de investir excedentes no exterior”, tendência reforçada pela concentração de controle e propriedade. Classificou como “ilusão” a crença de que reformas sociais e melhor distribuição de renda, dentro do capitalismo, bastariam para estancar o fenômeno. Criticou a “hipocrisia liberal” do protecionismo quando interessa “proteger negócios privados” e a retórica de “levar democracia” a países com petróleo ou terras raras. Lembrou o “capítulo horroroso” das supostas “defesas científicas” do imperialismo, que invocavam superioridades biológicas para legitimar a dominação. Concluiu que a lição central é política e estrutural: “não basta vencer uma eleição”; enquanto persistirem relações que concentram capital e empurram investimentos para fora, o imperialismo continuará sendo necessidade das elites — não simples escolha de governo.

O político Afrânio Boppre insistiu na importância de “situar o autor no seu tempo”: em 1902, antes da Revolução Russa, Hobson “entende o presente, olha 60 anos para trás e projeta adiante”, chegando a antecipar “o declínio britânico e a ascensão dos Estados Unidos”. Rejeitou a leitura de que falte luta de classes no livro e citou a síntese de Hobson segundo a qual “o imperialismo implica o uso da maquinaria governamental para fins privados, principalmente capitalistas, a fim de assegurar ganhos fora do país” — menos “desovar mercadorias”, mais “expandir capital”. Enfatizou o núcleo da crítica ao racismo — “como o imperialismo subjuga povos originários para reproduzir o capital” — e, olhando para o presente, criticou “estadocratas e a estatolatria”, lembrando o papel do Estado na recomposição do sistema em 1929 e 2008. Sem ver “condições para grandes rupturas”, defendeu “acumular forças no longo prazo, por dentro das contradições, com expansão das lutas populares”.

Encerrando o debate, o historiador Carlos Eduardo de Souza afirmou que “oligopólios nacionais acabaram maiores que o próprio Estado — sequestram a democracia, a política e as decisões”. Para ele, Hobson faz a pergunta essencial — “por que expandem?” — e responde ao “desmistificar patriotismos exaltados e superioridades raciais”. Após viajar à África do Sul, o autor relata como “o Império manipula imprensa e parlamento para arrastar a nação à guerra contra as repúblicas bôeres e controlar minas de ouro”: “na superfície havia choque de nacionalidades; no fundo, ouro”. No plano econômico, Carlos Eduardo destacou a tese do subconsumo: se trabalhadores ingleses recebessem melhor, consumiriam mais no próprio país e reduzir-se-ia a pressão por expansão externa. O retorno imperial, disse, foi “pífio” frente aos custos de exércitos e da proteção a investidores, mesmo após a Europa ocupar porções extensas da África, Ásia e Oceania. Embora reformista e fabiano, Hobson teria sido “revolucionário ao desvendar o motor econômico do imperialismo” e ao denunciar o darwinismo social difundido por jornais, igrejas e escolas.

Ao final das contribuições, o público pôde participar do debate, com perguntas aos convidados.

Mais informações: editora.ufsc.br

Vendas no site da livraria virtual ou pelo e-mail: vendas.editora@contato.ufsc.br

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Fotos: Felipe Maciel Martínez

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Lançamento da Cuidoteca na UFSC: política intersetorial que fortalece o direito ao cuidado

27/04/2026 13:46

Projeto Cuidoteca foi lançado no dia 24 de abril, na UFSC, com a presença de representantes do MDS. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

A Cuidoteca, novo espaço da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para cuidado de filhos de estudantes, servidores e terceirizados, foi lançada nesta sexta-feira, 24 de abril, na Sala dos Conselhos, com a presença de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A iniciativa, desenvolvida em parceria com o órgão, integra a Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024). As inscrições para o projeto seguem abertas até o dia 3 de maio de 2026.

O projeto extensionista é destinado a crianças de 4 a 10 anos, com ou sem deficiência. O serviço funcionará no período noturno, com atividades no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC, que disponibilizará duas salas para atividades, cozinha para preparo de refeições e áreas externas e comuns. A proposta inclui práticas lúdicas e acessíveis, rodas de conversa com as famílias e oferta de alimentação saudável.

Na abertura do evento, foi evidenciado que a política reafirma a universidade como espaço de transformação social, sensível às desigualdades que impactam especialmente as mulheres. Ao inaugurar a Cuidoteca, a UFSC fortalece a política de assistência estudantil e amplia a rede de apoio à comunidade universitária, em alinhamento com as diretrizes nacionais de inclusão e justiça social. “Celebra-se hoje não apenas a abertura de um espaço, mas a concretização de uma parceria institucional que une universidade e governo federal em torno de um propósito maior: garantir que o cuidado seja política pública, direito assegurado e instrumento de permanência e pertencimento”.

Na mesa de abertura, o reitor da UFSC, Irineu Manuel de Souza; a diretora da Secretaria Nacional da Política de Cuidados, Maria Carolina Alves; a pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE), Simone Sobral Sampaio; a coordenadora geral da Cuidoteca, Josiana Piccolli; e a representante do Coletivo MãEstudantes, Chaiane Guterres da Silva

Participaram da mesa de lançamento o reitor da UFSC, Irineu Manuel de Souza; a diretora da Secretaria Nacional da Política de Cuidados, Maria Carolina Alves; a pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE), Simone Sobral Sampaio; a coordenadora geral da Cuidoteca, Josiana Piccolli; e a representante do Coletivo MãEstudantes, Chaiane Guterres da Silva.

A diretora Maria Carolina Alves afirmou que a iniciativa é uma das ações centrais da política nacional prevista em lei. Segundo ela, o objetivo é “garantir acolhida e cuidado para as crianças nos períodos que excedem a jornada escolar, especialmente à noite, em um lugar seguro, acessível e com qualidade, enquanto mães, pais e responsáveis trabalham, estudam ou fazem qualificação profissional”.

Diretora da Secretaria Nacional da Política de Cuidados, Maria Carolina Alves

Maria Carolina também destacou que a Cuidoteca materializa o direito ao cuidado por meio de ações do governo federal e será implementada em parceria com universidades. “A UFSC foi uma das primeiras com quem conversamos e estamos muito felizes de estar aqui concretizando o projeto e fazendo o lançamento”, disse.

A coordenadora Josiana Piccolli salientou que recebe o projeto “com muita alegria e com profundo senso de responsabilidade”. A professora mencionou que a iniciativa “não nasce no NDI nem na UFSC”, mas é fruto da Política Nacional de Cuidados, que reconhece o cuidado como direito e condição para acesso, permanência e participação plena na vida universitária, “especialmente das mulheres”. Segundo ela, o NDI soma-se a esse movimento ao ceder infraestrutura e, sobretudo, a experiência acumulada em 45 anos de trabalho em ensino, pesquisa e extensão voltados à infância.

Josiana ainda ressaltou que a Cuidoteca não se configura como oferta de educação infantil, “até porque envolve atendimento em período noturno”, e sim como política intersetorial que amplia o olhar sobre o cuidado como responsabilidade compartilhada entre Estado e sociedade. “A Cuidoteca nos ajuda a reconhecer que garantir espaços para as crianças é também garantir condições mais justas de permanência para suas famílias”, afirmou, agradecendo à Reitoria, ao MDS e à PRAE pela viabilização do projeto. “Que a Cuidoteca seja um espaço vivo, coletivo e comprometido com o cuidado e com as infâncias, na construção de uma universidade mais justa, inclusiva e democrática”, finalizou.

Assinatura simbólica do projeto entre UFSC e MDS

A representante do Coletivo MãEstudantes, Chaiane Guterres da Silva, afirmou que o momento é resultado de anos de mobilização. “Só chegamos até aqui porque, muitas vezes, abrimos mão de nos formar no tempo esperado e de estar com nossos filhos para construir políticas públicas”. Ela citou marcos recentes que, segundo ela, impulsionaram a pauta materna nas universidades — como iniciativas legais sobre mães na ciência, licenças e exercício domiciliar — e destacou a criação de grupos de trabalho que “saíram do ventre da UFSC”, em diálogo com parlamentares e ganharam o país. Esse percurso, disse, culminou na Política Institucional de Permanência para Mães Estudantes da UFSC, “com avanços significativos, como o auxílio materno de R$ 300 e o auxílio‑natalidade”.

A líder do coletivo reforçou que a Cuidoteca nasce da necessidade concreta de mães e responsáveis que compõem a comunidade acadêmica. “A universidade tem mães, pais e responsáveis, e seus filhos fazem parte deste espaço”, Em relato pessoal, contou ter se tornado mãe estudante aos 16 anos e atravessado toda a trajetória acadêmica nessa condição: “A universidade pode romper correntes; o cuidado transforma vidas.” Ao final, agradeceu aos responsáveis pela viabilização do projeto e saudou “todas as mulheres, mães e responsáveis que sonharam e construíram essas políticas — e que, muitas vezes, se formaram antes de ver esse sonho concretizado”.

A Cuidoteca é mais do que um espaço físico, constitui-se um território de acolhida e cuidado. O funcionamento à noite permitirá que mães, pais e responsáveis se dediquem às suas atividades acadêmicas e profissionais com maior tranquilidade, encerrou.

Ao final, foi feita a assinatura simbólica do projeto entre UFSC e MDS.

Para candidatas(os) que possuam IdUFSC (como estudantes e servidores), a inscrição deverá ser realizada neste link. Para pessoas que não possuam IdUFSC (contratados e terceirizados), a inscrição deverá ser realizada por meio deste link.

Confira o edital completo.

Mais informações: cuidoteca.paginas.ufsc.br

 

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

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Academia Catarinense de Ciência Agronômica empossa novos integrantes

27/04/2026 11:17

A Academia Catarinense de Ciência Agronômica (ACCA) realizou, no dia 24 de abril de 2026, a posse de novos acadêmicos em evento no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA-SC), em Florianópolis. Nove integrantes se somam aos 21 membros empossados em 2025, reforçando o papel da instituição de cultivar, proteger e divulgar a ciência agronômica em benefício de Santa Catarina.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi representada pelo assessor institucional do Gabinete da Reitoria, Alexandre Verzani, e a professora Rosete Pescador, superintendente de Pós-Graduação, também esteve presente e integrou a Comissão que preparou a posse dos novos acadêmicos.

Criada em 19 de dezembro de 2024 por sete engenheiros-agrônomos, a ACCA realizou sua primeira solenidade de posse em 26 de setembro de 2025. A Academia é a segunda instituição científica estadual dedicada à ciência agronômica no país, e reúne profissionais de referência para impulsionar produtividade com sustentabilidade, fortalecer a extensão rural, reduzir o uso de insumos e garantir a segurança alimentar no estado.

Durante a cerimônia, foram empossados os ocupantes das cadeiras 22 a 30, com homenagem aos respectivos patronos:

Cadeira 22: Moacir Antonio Schiocchet — Patrono: Takazi Ishiy

Cadeira 23: Afonso Buss — Patrono: Conrado Zimmermann

Cadeira 24: Paulo Sergio Tagliari — Patrono: Antônio Ayrton Auzani Uberti

Cadeira 25: Rosicler Maria Vanti — Patrona: Maria Elisabeth Guedes Diaz

Cadeira 26: Aleksander Westphal Muniz — Patrona: Mariangela Hungria

Cadeira 27: Paulo Cezar Cassol — Patrono: Flávio Krebs Ramos

Cadeira 28: Airton Spies — Patrono: Carlos Cláudio Perdomo

Cadeira 29: Valdir Colatto — Patrono: Luiz Carlos Gallotti Bayer

Cadeira 30: Voltaire Mesquita Cézar — Patrono: Alceo Roque Pigozzi

 

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Reitor convoca sessão especial do Conselho Universitário para composição da lista tríplice

27/04/2026 10:33

O reitor Irineu Manoel de Souza convocou o Conselho Universitário (CUn) para a sessão especial de elaboração da lista tríplice para o cargo de reitora/reitor e de vice-reitora/vice-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para o quadriênio 2026-2030. A reunião ocorrerá nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, às 14h, presencialmente, no auditório da Sala Professor Ayrton Roberto de Oliveira (Sala dos Conselhos).

A sessão de elaboração da lista tríplice segue o disposto na Resolução Normativa nº 222/2026/CUn. Estão homologadas as inscrições de seis pessoas para composição da lista: professores(as) Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior, Juarez Vieira do Nascimento e Maria Luiza Bazzo, para o cargo de reitor/reitora; e professores(as) Felipa Rafaela Amadigi, Edson Roberto de Pieri e Francine Lima Gelbcke, para vice-reitor ou vice-reitora.

Apenas conselheiros votam, em escrutínio secreto com uso de cédulas de votação. A votação é única, isto é, cada conselheiro escolhe apenas um nome para cada cargo (de reitor(a) e de vice-reitor(a).

As listas serão compostas pelos três primeiros nomes mais votados para cada cargo. O envio das listas para o Ministério da Educação (MEC) está programado para o dia 1º de maio de 2026.

A comunidade poderá acompanhar a reunião por meio do canal do CUn/UFSC no YouTube.

 

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UFSC, Ebserh e Comissão definem novo cronograma de diálogo sobre renovação do contrato

27/04/2026 10:22

Na última sexta-feira, 24 de abril de 2026, a Comissão responsável por fiscalizar as metas de desempenho, indicadores e prazos de execução do contrato com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh, atual HU Brasil) reuniu-se com representante da Reitoria e da Ebserh para definir um novo cronograma de diálogo com a comunidade universitária sobre a renovação do contrato. O contrato foi aprovado em 2015 e, em março de 2026, teve sua vigência prorrogada por 120 dias.

Compete ainda à Comissão analisar a proposta de contratação encaminhada pela Ebserh, bem como elaborar relatórios periódicos sobre a gestão da empresa.

A minuta do novo contrato apresentada pela empresa, prevista para vigorar por 20 anos, estabelece que a Ebserh passe a gerir, além de seus próprios empregados, os trabalhadores do Regime Jurídico Único (RJU), vinculados à UFSC.

Calendário definido

  • 30/4 – Reunião com a Ebserh nacional.
  • 04/5 – Reunião da Comissão.
  • 05/5 a 15/5 – Consulta pública sobre a minuta. Serão disponibilizados para análise: o contrato vigente entre HU‑UFSC e Ebserh; a minuta proposta pela Ebserh; a proposta de minuta elaborada pela Comissão; e o relatório da Comissão sobre a gestão da Ebserh durante a vigência do contrato atual.
  • 18/5 – Reunião da Comissão para consolidar a minuta a partir das contribuições recebidas.
  • 20/5 – Audiência pública para apresentação da minuta à comunidade.
  • 25/5 – Última reunião da Comissão.
  • 27/5 – Data final para envio da minuta à Reitoria da UFSC.

Com informações do Sintufsc.

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