HU-UFSC inaugura Solário da UTI Neonatal e reforça humanização do cuidado materno-infantil

27/02/2026 09:48

Inauguração do Solário da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do HU-UFSC. Fotos: Divulgação

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC), inaugurou na manhã desta quinta-feira, 26 de fevereiro, o Solário da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). A cerimônia contou com a presença do reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, do superintendente do HU, Spyros Dimatos, e da chefe do Setor de Paciente Crítico, Vanessa de Oliveira, para a entrega deste importante espaço de interação entre mãe e bebê. A presença da Reitoria tornou o momento ainda mais especial, simbolizando o reconhecimento institucional ao esforço coletivo que tornou possível a realização do projeto.

O Solário da UTI Neonatal é um projeto voltado à humanização do atendimento, permitindo que recém-nascidos internados e suas famílias tenham acesso à luz solar e à ventilação natural, com a finalidade de oferecer um ambiente terapêutico fora do cenário fechado da UTI, auxiliando na recuperação dos bebês e no bem-estar emocional dos pais. Referência nacional no Método Canguru, o HU-UFSC reforça essa filosofia ao proporcionar um cuidado centrado na família.

A concretização do Solário é fruto do empenho da gestão do HU-UFSC e das diversas equipes técnicas e assistenciais envolvidas, que atuaram de forma integrada para garantir um ambiente mais humanizado, seguro e acolhedor aos recém-nascidos e suas famílias. O novo espaço contribui para a promoção do vínculo mãe-bebê, favorecendo práticas de cuidado centradas na família, essenciais ao desenvolvimento neonatal.

Em consonância com as licitações iniciadas em setembro de 2024, o projeto contempla melhorias estruturais, ampliação da área útil e adoção de soluções sustentáveis, com atenção à eficiência energética, ao conforto ambiental e à segurança dos pacientes e profissionais.

“Com a reforma e a ampliação do Solário da UTI Neonatal, reafirmamos nosso compromisso com a qualidade assistencial, a humanização do cuidado e a excelência no ensino, na pesquisa e na extensão em saúde. Este é um marco institucional que beneficia diretamente nossos recém-nascidos e suas famílias, fortalecendo a missão do HU-UFSC como referência no atendimento materno-infantil em Santa Catarina”, afirma o reitor.

Rede Ebserh

O HU-UFSC faz parte da Rede Ebserh desde março de 2016. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, que possuem características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

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Pró-Reitoria de Extensão lança cartilha sobre projetos financiados na UFSC

26/02/2026 09:36

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por iniciativa da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), lançou nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, a cartilha introdutória “Projetos Financiados na UFSC”. Elaborado pelo servidor técnico-administrativo David Arruda Husadel, o material reúne, de forma objetiva e didática, os principais conceitos, normas e fluxos relacionados à captação e à gestão de recursos externos para iniciativas de ensino, pesquisa, extensão e desenvolvimento institucional.

Para David, a cartilha foi produzida devido à grande procura de informações por parte de servidores docentes e técnicos quanto à captação de recursos e à execução de projetos com as fundações de apoio credenciadas na UFSC. Segundo ele, a experiência acumulada na coordenação de contratos fundacionais e convênios na Pró-Reitoria de Administração (Proad), entre 2014 e 2023, evidenciou a necessidade de um guia sintético que orientasse coordenadores e equipes. Ele acrescenta que o material “é uma visão geral do assunto, um primeiro passo, pois a legislação e processos estão constantemente sendo alterados”.

De acordo com a cartilha, são considerados “financiados” os projetos que recebem recursos que não integram o orçamento anual repassado pelo Ministério da Educação (MEC) à UFSC. Entre as fontes mais comuns estão: Termo de Execução Descentralizada (TED) de órgãos federais, convênios (inclusive internacionais), contratos com estados e municípios, emendas parlamentares e arrecadação própria oriunda de cursos, serviços, eventos, fazendas experimentais e laboratórios da Universidade.

O material detalha os instrumentos jurídicos empregados e o papel estratégico das fundações de apoio vinculadas à UFSC – Fapeu, Feesc, Fepese e Funjab. Regulamentadas pela Lei nº 8.958/1994, essas entidades privadas sem fins lucrativos conferem agilidade administrativa e financeira à execução dos projetos, assegurando maior eficiência na gestão de recursos e no cumprimento de prazos e metas.

A publicação apresenta ainda orientações práticas sobre como contratar uma fundação de apoio, com base na legislação vigente (Lei nº 8.958/1994, Decreto nº 7.423/2010 e Lei nº 14.133/2021), e remete ao sistema Tramita Fácil, da Coordenadoria de Projetos e Contratos (CPC/Proad), onde constam fluxos, modelos e procedimentos atualizados. No âmbito institucional, destaca-se a Resolução Normativa nº 13/2011/CUn, que regulamenta as relações entre a UFSC e suas fundações e classifica os projetos segundo a origem dos recursos.

A cartilha “Projetos Financiados na UFSC” está disponível em formato eletrônico (PDF) e pode ser consultada neste link.

Mais informações: proex.ufsc.br

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UFSC recepciona a comunidade internacional em 6 de março e oferece mês de integração

24/02/2026 15:25

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Secretaria de Relações Internacionais (Sinter), realiza no dia 6 de março de 2026 a Recepção à Comunidade Internacional. O encontro marca o início do semestre para estudantes estrangeiros e tem como foco acolher, orientar e integrar quem está chegando à Universidade.

A programação começa às 8h, no Auditório da Reitoria I, no campus Trindade, em Florianópolis. Ao longo do dia, haverá momentos institucionais, orientações acadêmicas e atividades culturais pensadas para aproximar os participantes. Outras ações seguem nas semanas seguintes, compondo um calendário integrativo ao longo de todo o mês.

A abertura contará com uma apresentação cultural e a cerimônia oficial, incluindo apresentações institucionais da UFSC e da Sinter. Pela manhã, além de um café de integração, os estudantes receberão orientações específicas conforme o tipo de vínculo com a Universidade: intercambistas dos programas Incoming e Escala Grado, da Asociación de Universidades Grupo Montevideo (AUGM); participantes do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G); e estudantes internacionais regulares que ingressaram por diferentes modalidades.

À tarde, a agenda se volta a atividades culturais de integração, mediante inscrição prévia.

Para além do dia 6, a UFSC prepara uma programação complementar ao longo do mês, com passeios e visitas culturais, rodas de conversa, atividades de integração e um torneio esportivo internacional.

A Recepção à Comunidade Internacional é uma ação estratégica da Universidade para fortalecer a integração acadêmica, social e cultural de sua comunidade internacional. Nos últimos anos, a Sinter vem ampliando o alcance e a inclusão do evento, com o apoio de diversas unidades e parceiros: a Secretaria de Cultura, Arte e Esporte (SeCarte), o Centro de Desportos (CDS), o Departamento de Psicologia do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), a Associação dos Angolanos em Florianópolis (ASSAF), a Associação dos Estudantes Guineenses em Santa Catarina (AEGUISI) e estudantes representantes de Cabo Verde na UFSC.

A programação completa e os links de inscrição para estudantes internacionais, madrinhas e padrinhos – recepção geral e atividades culturais – estão disponíveis na página do evento.

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Prédio na região central de Florianópolis, desocupado pela UFSC, recebe visita técnica

24/02/2026 11:56

Imóvel na rua Dom Joaquim, no Centro de Florianópolis, foi desocupado pela Universidade em dezembro de 2025, cuja cessão durou 27 anos. Foto: Divulgação

No dia 18 de fevereiro de 2026, representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina (PGE/SC) realizaram visita técnica ao imóvel situado na rua Dom Joaquim, no Centro de Florianópolis. A UFSC formalizou a entrega do imóvel ao Estado em dezembro de 2025; contudo, ainda há alguns bens a serem removidos pela Universidade. A UFSC dará sequência à retirada e ao inventário dos bens remanescentes, enquanto a PGE manterá o apoio ao controle de acesso às instalações para a conclusão da desocupação.

Participaram da visita, pela UFSC, o reitor Irineu Manoel de Souza, o chefe de Gabinete Bernardo Meyer, o procurador federal junto à UFSC Juliano Scherner Rossi, o prefeito universitário Matheus Lima Alcantara, a secretária de Educação a Distância (Sead) Susan Aparecida de Oliveira, a secretária de Comunicação (Secom) em exercício Stefani de Souza e a servidora Maria José Nunes Pires. Pela PGE, estiveram presentes o diretor de Administração (DIAD) Adriano Dias de Lima, o gerente de Materiais e Serviços Gerais (Gemat) Elias Pryciuk Kuster e a assistente do Procurador-Geral Patricia Ferreira.

UFSC e PGE/SC realizaram visita técnica em prédio. Fotos: Secom/UFSC

O prédio foi originalmente cedido à UFSC em 1998 — e não em 2014, como consta em algumas publicações oficiais do governo estadual — e, ao longo de 27 anos, abrigou unidades estratégicas como a TV UFSC, a Secretaria de Educação a Distância (Sead), o Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) e o Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil (Ceped), todas já realocadas para outras instalações da Universidade.

Localizado em área de fácil acesso e alta circulação, o imóvel sediou nesse período projetos determinantes para aproximar a UFSC da comunidade, do poder público e do setor produtivo. A presença da TV UFSC no endereço ampliou a difusão científica e cultural; a Sead consolidou políticas de democratização do ensino, ampliando a oferta de cursos e ações de formação continuada; o LabTrans apoiou decisões de mobilidade urbana e logística, com estudos e projetos aplicados à realidade catarinense; e o Ceped fortaleceu a capacidade de prevenção, resposta e reconstrução frente a desastres, em articulação com a Defesa Civil.

Segundo o Estado, a cessão estava amparada por legislação que prevê a possibilidade de retomada do bem para uso próprio. E ainda argumenta que a decisão de reassumir o imóvel decorre do aumento do quadro de pessoal da PGE após novos concursos e da necessidade de conter despesas.

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Política institucional contra assédio e discriminação entra em vigor na UFSC

23/02/2026 12:03

A Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), aprovada pelo Conselho Universitário em 18 de novembro de 2025, foi publicada no Diário Oficial no dia 19 de fevereiro de 2026, e objetiva promover uma convivência digna, saudável, segura e sustentável.

A Resolução Normativa nº 221 aplica-se a toda a comunidade universitária — discentes, docentes, técnicos-administrativos, estagiários, aprendizes, trabalhadores terceirizados e prestadores de serviços — em quaisquer espaços físicos ou virtuais vinculados às atividades institucionais, abrangendo assédio moral e sexual, bem como todas as formas de discriminação.

A política responde a uma demanda histórica da comunidade e a acordos de greve firmados desde 2015. Por este motivo, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), Sandra Carrieri, a considera um avanço institucional: “não é uma pauta restrita a um determinado público, mas organiza procedimentos e cria condições para encaminhamentos adequados às três categorias da comunidade universitária, as quais necessitam de acolhimento qualificado. Ao colocar a política em prática, a UFSC assegurará esse atendimento”.

Esse marco normativo se orienta por princípios como a dignidade da pessoa humana, a garantia de um ambiente seguro, o sigilo e o tratamento humanizado, com respeito à diversidade e atenção a grupos vulnerabilizados. Suas diretrizes priorizam um ambiente saudável e inclusivo, uma abordagem integrativa que considere contextos organizacionais e socioculturais, e o incentivo a uma cultura de respeito, equidade e diálogo. Os objetivos incluem ações contínuas de informação e capacitação, identificação de fatores de risco, acolhimento e cuidado biopsicossocial, adoção de ações administrativas e restaurativas, tratamento de denúncias e formação obrigatória, especialmente para quem ocupa cargos de gestão.

O reitor Irineu Manoel de Souza reitera o caráter histórico da política e acrescenta que a iniciativa “fortalece a gestão ao estabelecer com clareza procedimentos e responsabilidades, organizar uma rede de acolhimento e tornar mais ágeis e efetivas as ações institucionais de prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação.”

O enfrentamento ocorre em quatro frentes: divulgação e capacitação; acolhimento e acompanhamento em saúde; ações administrativas, práticas restaurativas e mediação; e tratamento de denúncias. Essas abordagens podem ocorrer em paralelo, mas, após a formalização de denúncia na Ouvidoria, via Fala.BR, passam a vigorar os trâmites específicos definidos na própria Política e na legislação aplicável.

A Rede de Acolhimento reúne setores como Prodegesp, Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) — em especial o Serviço de Acolhimento a Vítimas de Violências (SEAVis), Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), Pró-Reitoria de Graduação e Edcuação Básica (Prograd), Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg), Ouvidorias (UFSC e Hospital Universitário), Comissão de Ética e as equipes pedagógicas do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) e do Colégio de Aplicação (CA), entre outros. O acolhimento deve observar escuta humanizada, sigilo e linguagem acessível, com encaminhamentos para atendimento em saúde e outras medidas necessárias.

As denúncias devem ser registradas na plataforma Fala.BR, por qualquer pessoa, sendo que chefias têm o dever de comunicar fatos de que tiverem ciência. A manifestação precisa conter elementos mínimos de autoria, materialidade e compreensão, podendo a Ouvidoria solicitar complementações. O encaminhamento à apuração depende do vínculo da pessoa denunciada: servidores/as são apurados pela unidade correcional, discentes em processo próprio, e terceirizados/as por meio da gestão do contrato com apoio da Pró-Reitoria de Administração (Proad). O tratamento deve ser célere e pautado pela proteção de dados, pela não revitimização e pela valorização do depoimento da vítima, garantindo-se transparência sobre o desfecho, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A governança da Política prevê a criação de uma Comissão Intersetorial Permanente, com representantes de órgãos institucionais, entidades sindicais e estudantis, e áreas de gestão. Cabe a essa Comissão coordenar a execução da Política, recomendar providências, monitorar dados e denúncias, propor campanhas e melhorias, apoiar medidas cautelares, fomentar capacitação e práticas restaurativas e promover a avaliação e a revisão da Política.

Leia mais: Ouvidoria da UFSC: seu canal de escuta e participação

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