Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026: reitores da UFSC e IFSC visitam locais de prova

08/12/2025 09:53

A aplicação das provas do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026 começou neste sábado, 6 de dezembro, em 24 cidades de Santa Catarina. Os portões abriram às 13h e as provas começaram às 14h. Ao todo, dos 23.284 inscritos, 78,5% compareceram ao primeiro dia, informou a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da UFSC. O Vestibular seguiu com provas também neste domingo, 7 de dezembro.

De mais de 23 mil inscritos, 78,5% compareceram ao primeiro dia de provas. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

O programa das provas para o sábado foi Primeira Língua (Português e Literatura Brasileira ou Libras), Segunda Língua (Alemão ou Espanhol ou Francês ou Inglês ou Italiano ou Libras ou Português), Matemática, Biologia e duas questões discursivas. No domingo, as provas de: História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Física, Química e Redação.

O Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026 representa a oferta de cerca de 6.800 vagas, distribuídas em mais de 200 cursos de graduação, correspondentes a 70% das vagas dos cursos de graduação da UFSC e a 50% das vagas do IFSC e do IFC, relativas ao ano letivo de 2026. Na UFSC, os cursos mais disputados são: Medicina, em primeiro; Psicologia, em segundo; e Direito, em terceiro.

As provas foram realizadas nas seguintes cidades de Santa Catarina: Florianópolis (e municípios vizinhos), Araranguá, Blumenau e região metropolitana, Brusque, Caçador, Camboriú, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Curitibanos, Garopaba, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Rio do Sul, São Bento do Sul, São Carlos, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Sombrio, Tubarão e região metropolitana, Videira e Xanxerê.

Antes de entrarem na salas para as provas, os candidatos foram chegando ao bairro da Trindade, onde nove prédios do Campus de Florianópolis foram reservados para aplicação das provas.

Comitiva acompanhou abertura dos portões

Pouco antes da abertura dos portões, uma comitiva do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026 visitou um dos prédios em que foram aplicadas as provas: o Bloco B do Centro Tecnológico (CTC).

A comitiva foi composta pelo reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza; pelo reitor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Zízimo Moreira Filho; pela pró-reitora de Graduação e Educação Básica da UFSC, Dilceane Carraro; pelo presidente da Coperve, Marcos Baltar; pelo chefe do Departamento de Ingresso do IFSC, Valdeci Reis; e pelo secretário de Comunicação da UFSC, Marcus Pessôa.

Pró-reitora de Graduação e Educação Básica da UFSC, Dilceane Carraro; reitor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Zízimo Moreira Filho; reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza; presidente da Coperve, Marcos Baltar; e chefe do Departamento de Ingresso do IFSC, Valdeci Reis. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Eles percorreram os corredores do CTC, cumprimentando os fiscais e avaliando os locais de prova. Ficaram até pouco depois da entrada dos primeiros candidatos, vindo a conversar com alguns deles.

“Com esse processo seletivo reafirmamos nossa prioridade com a inclusão e a permanência dos estudantes. Nossa preocupação é que o estudante não apenas ingresse na universidade, mas conclua o seu curso. A universidade pública é o maior patrimônio do país, aqui nós formamos quadros de qualidade e desenvolvemos pesquisa científica e extensão, além de desenvolvermos quadros importantes de ciência e tecnologia. Estamos felizes por esse primeiro dia de vestibular”, comentou o professor Irineu, reitor da UFSC.

A professora Dilceane Carraro, pró-reitora de Graduação e Educação Básica da UFSC, fez uma análise sob o ponto de vista da democratização do ensino: “a UFSC tem uma longa trajetória desde 2008 com as ações afirmativas e temos aperfeiçoado isso com a lei de cotas. Para nós é muito importante esse momento pois damos um outro sentido para a universidade, que é o verdadeiro sentido de uma universidade pública, fortalecendo a diversidade e a inclusão, fazendo dela um espelho da sociedade”.

Já o professor Marcos Baltar, presidente da Coperve, demostrou entusiasmo com o primeiro dia de provas: “estamos muito felizes com o Vestibular Unificado 2026. Em 35 cidades as provas estão sendo aplicadas distribuídas em mais de 200 cursos de graduação, correspondentes a 70% das vagas dos cursos de graduação da UFSC. Isso implica salientar que estamos chegando cada vez mais próximos dos candidatos. Ano passado conseguimos uma classificação muito satisfatória e neste ano nossa expectativa é igualmente positiva”.

 

Texto: Agecom

Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

 

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Ministro Camilo Santana visita UFSC com agenda nos campi Florianópolis e Blumenau

05/12/2025 19:10

O ministro da Educação, Camilo Santana, cumprirá agenda em Santa Catarina nos dias 8 e 9 de dezembro, incluindo compromissos na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Na segunda-feira (8), visitará o campus Trindade, em Florianópolis, com passagem pelo Centro de Ciências da Educação (CED) e na terça-feira (9), participará de cerimônia no campus Blumenau.

A visita ao campus sede da UFSC está marcada para as 15h30 de segunda-feira. O ministro visitas às obras do CED, iniciadas em 2023. A presença do ministro Camilo Santana neste centro de ensino reforça a relevância institucional do projeto para a universidade e para a educação pública.

Na terça-feira, às 10h, o ministro retornará à UFSC para cerimônia no auditório do campus Blumenau. O evento marcará a entrega da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB), iniciativa do Ministério da Educação (MEC) para fortalecer e valorizar a carreira docente no país.

Antes da visita à UFSC na segunda-feira, às 14h, Santana participará da posse do professor Zízimo Moreira Filho como reitor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), do qual o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, estará presente, além de outros representantes da instituição.

A agenda completa do ministro está disponível na página: Ministro Camilo Santana cumpre agendas em Santa Catarina.

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Vice-reitora da UFSC participa da 6ª reunião do ‘Conselhão’ em Brasília

05/12/2025 08:14

A 6ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o “Conselhão”, realizada nesta quinta-feira, 4 de dezembro, no Palácio Itamaraty, reuniu representantes da sociedade civil, lideranças acadêmicas e membros do governo federal para debater propostas de prazos médios e longos para o país. O encontro contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros de Estado.

Durante a sessão, o colegiado apresentou formalmente ao presidente Lula um conjunto de propostas estratégicas e discutiu indicadores recentes que apontam avanços sociais no Brasil, como a saída do país do mapa da fome, a redução da pobreza e o recuo do índice de Gini, que mede a desigualdade. O presidente desafiou o Conselho a concentrar esforços em pautas estruturantes, entre elas o fim da jornada de trabalho 6×1 e medidas de combate ao feminicídio.

A vice-reitora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Joana Célia dos Passos, integrante do CDESS desde agosto deste ano, participou do evento e contribuiu para a análise de agendas estratégicas e para a formulação de diretrizes que orientam o desenvolvimento sustentável do país.

Um dos destaques da plenária foi a entrega ao presidente do documento “Pilares de um Projeto de Nação”, uma contribuição coletiva das comissões do Conselho para o debate estratégico sobre o futuro do Brasil. O texto traça uma visão até 2035 de um país soberano, justo, democrático e sustentável e propõe entender o desenvolvimento como transformação estrutural (cuidar, preservar e distribuir) para além do crescimento econômico.

O Conselhão apresentou também um balanço dos debates e resultados alcançados na COP-30, destacando a intensa participação do colegiado e o protagonismo do Brasil nas negociações climáticas. Principais pontos:

Protagonismo climático: o Brasil liderou uma discussão sobre o futuro dos combustíveis fósseis e consolidou uma agenda que coloca o setor privado como ator central nas soluções climáticas.
Decisões aprovadas: foram 29 decisões, com ênfase no compromisso de triplicar o financiamento destinado à adaptação, uma demanda histórica de países mais vulneráveis.
Financiamento: foi celebrado o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, mecanismo inovador de financiamento misto público-privado, que mobilizou mais de US$ 6,7 bilhões.
Outras entregas: apresentações e declarações sobre combate ao racismo ambiental; iniciativas integrando fome, pobreza e ação climática centrada nas pessoas; contribuições da comunidade científica da Amazônia; e um portfólio de investimentos voltados para transformação ecológica.

Com base nas diretrizes debatidas, o Conselho deve priorizar, nos próximos meses, a consolidação de propostas nas áreas de proteção social, transição ecológica, fortalecimento institucional e inclusão produtiva, além do acompanhamento das medidas estruturais relacionadas ao mercado de trabalho e à segurança das mulheres.

Assista à reunião do CDESS na íntegra

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Plano de Saúde UFSC: novas informações e orientações sobre o Contrato Emergencial

04/12/2025 11:20

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) informa que a Unimed Grande Florianópolis disponibilizou um formulário on-line para que servidores titulares do plano de saúde façam as seguintes solicitações:

– Adesões
– Inclusão de dependentes
– Transferências de tipo de plano
– Exclusões

Acesse o formulário: https://unimedflorianopolis.movidesk.com/form/10809/

Orientações para preenchimento

– Ao informar nome e e-mail, o sistema liberará a seleção do tipo de solicitação (adesão, inclusão, transferência ou exclusão).
– Após escolher a opção desejada, os demais campos serão exibidos conforme a necessidade da solicitação.
– O formulário também conta com um campo de descrição, onde podem ser registradas observações ou eventuais dúvidas.
– O servidor receberá, por e-mail, o número do ticket para acompanhamento. Todos os retornos serão enviados para o e-mail informado no formulário.

Exclusão

Conforme descrito no FAQ, a exclusão pode ser solicitada pelos seguintes canais:

– Aplicativo Cliente UGF;
– 0800 da Unimed;
– Atendimento presencial da Unimed;
– Formulário on-line (link acima).

A exclusão será processada dentro do prazo previsto pela Unimed. A cobrança cessará a partir da data de protocolo da solicitação, independentemente do canal utilizado.

Servidores já incluídos no novo contrato que desejarem sair ou migrar para outra operadora devem solicitar a exclusão formalmente, pois a cobrança continuará até que o pedido seja registrado.

 

Prazos

De 2 a 31 de dezembro de 2025:

Adesões ao contrato emergencial, inclusão de dependentes e transferências de tipo de plano serão realizadas sem carência.
A vigência/efetivação seguirá o prazo informado pela Unimed, via ticket ou atendimento direto.

A partir de janeiro de 2026:

As solicitações de adesão, inclusão, transferência e exclusão seguirão o fluxo padrão:

Pedidos realizados entre os dias 1º 15 terão vigência no 1º dia do mês subsequente.

Mais informações

Consulte o FAQ completo sobre o contrato emergencial: https://planodesaude.ufsc.br/2025/11/27/faq-perguntas-e-respostas-sobre-o-contrato-emergencial/

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Ministro Wellington Dias visita UFSC para debater agroecologia e combate à fome

03/12/2025 17:57

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, cumpriu agenda oficial na manhã desta quarta-feira, 3 de dezembro, em Florianópolis, com foco em agroecologia, segurança alimentar, sustentabilidade e fortalecimento das políticas públicas. A programação incluiu visitas a unidades e projetos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que integra o Grupo de Trabalho da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

A visita do ministro, que preside a Aliança, reforça a cooperação entre governo e universidade em ações estratégicas de desenvolvimento social. Wellington Dias estava acompanhado de sua equipe ministerial e foi recepcionado pelo reitor da UFSC Irineu Manoel de Souza, pelo chefe de Gabinete Bernardo Meyer, pela professora Cristiane Derani, pelo diretor do campus de Curitibanos Guilherme Jurkevicz Delben, pelo secretário de Comunicação Marcus Paulo Pêssoa, além de servidores docentes e técnicos, estudantes de graduação e pós-graduação, e representantes da comunidade.

A programação começou às 8h no Sítio Florbela, no Sertão do Peri, bairro Ribeirão da Ilha, onde professores e estudantes apresentaram experiências de produção agroecológica em sistemas agroflorestais, beneficiamento familiar de baixo custo para uso sustentável da biodiversidade nativa alimentícia e medicinal, circuitos curtos de comercialização, certificação participativa de produtos orgânicos, além de ações de educação ambiental e capacitação técnica avançada em manejo agroflorestal.

Durante o evento, Wellington destacou a importância da pesquisa na área de agroecologia, com foco na floresta produtiva, apontando-a como um passo significativo alinhado à Declaração de Belém na COP-30. Ele ressaltou que esse compromisso global pode salvar a humanidade diante das mudanças climáticas. Segundo o ministro, o trabalho desenvolvido no local é fundamental, mas ainda enfrenta desafios, e enfatizou que os pesquisadores estarão envolvidos para intensificar as ações nessa área.

A professora Cristiane Derani destacou a presença do ministro como um exemplo de como o saber acadêmico pode se unir ao saber tradicional. O ministro destacou que as universidades desempenham um papel fundamental para levar conhecimento às comunidades, ajudando na implementação de políticas públicas que visam a adaptação às realidades locais. O objetivo, segundo ele, é fortalecer essa relação, expandir os projetos de extensão para Santa Catarina e para o Brasil, e organizar rapidamente uma agenda de trabalho.

O reitor Irineu abordou os desafios enfrentados pelas universidades públicas, que são um patrimônio do país. Ele destacou que a missão das universidades vai além da formação de profissionais e da produção de conhecimento, sendo essencial manter a estrutura das instituições e atender às necessidades dos estudantes. Informou que atualmente 50% dos estudantes da UFSC vêm de escolas públicas e que a universidade oferece, de forma gratuita, alimentação e moradia para cerca de 4 mil estudantes. No entanto, alertou que a redução dos orçamentos das universidades federais tornou praticamente impossível manter o funcionamento adequado das instituições.

Irineu sugeriu um caminho possível: integrar as universidades ao programa de aquisição de alimentos, a fim de promover alimentação com soberania, autonomia e cidadania. “Essa iniciativa seria capaz de manter os estudantes nas universidades, reduzir a evasão e formar pessoas mais comprometidas com a sociedade”, afirmou o reitor.

Por volta das 10h, a comitiva seguiu para a Fazenda Experimental da Ressacada, no bairro Tapera, onde foram mostrados projetos integrados de pesquisa e extensão voltados à restauração da biodiversidade, mitigação das mudanças climáticas e promoção da soberania alimentar por meio de sistemas agroflorestais em áreas degradadas.

Na Fazenda, a universidade apresentou um modelo de manejo de pastagens que não apenas eleva a produtividade e a biodiversidade, mas também se apresenta como uma resposta crucial para os desafios da mudança climática e da sucessão familiar no campo. O sistema em foco, chamado Pastoreio Racional Voisin (PRV), está implantado há 10 anos e foi desenhado pelos pequenos produtores, levando em conta a ecologia tanto das plantas quanto dos animais.

Especialistas destacaram que o PRV é operado sem o uso de produtos químicos ou agrotóxicos e, crucialmente, “sem mexer no solo”. A proteção do solo é vital, pois “quando se mexe no solo, o carbono vai embora”. No sistema PRV, o solo se mantém protegido e os teores de carbono orgânico são elevados. Pesquisas de mestrado indicaram que, neste manejo, o estoque de carbono no solo é “maior do que no plantio direto de lavoura convencional”.

O método promove uma enorme biodiversidade. Em uma pastagem gerida pelo PRV, é possível encontrar “mais de 50 espécies diferentes” em um metro quadrado. Um dos objetivos centrais é “reduzir a temperatura do planeta”. Santa Catarina, que é o estado brasileiro com a maior porcentagem de agricultura familiar, pode se beneficiar diretamente desta abordagem. O modelo também visa sanar um dos maiores dilemas do campo: o abandono por parte dos jovens.

O diretor Guilherme Delben destacou que “se compararmos Curitibanos de 16 anos atrás com a cidade de hoje, veremos um desenvolvimento notável, impulsionado pela chegada de diversas indústrias”. Citou o exemplo da Berneck, empresa “responsável por 56% do PIB local, que se instalou na região em função da presença da UFSC e da oferta do curso de Engenharia Florestal. A UFSC mudou a história da cidade e hoje tem impacto em toda a região”, afirmou Guilherme. Também de Curitibanos, o professor Alexandre Siminski apresentou o projeto “Reforma”, que busca aumentar a eficiência da restauração da vegetação nativa, considerando os fatores ambientais, sociais e econômicos.

A programação incluiu ainda a apresentação do projeto de produção de algas para alimentação e enfrentamento da crise climática nas regiões costeiras, conduzido pelo professor Paulo Horta e pela presidente da Associação de Maricultores do Sul da Ilha, Tatiana da Gama Cunha. Na ocasião, foi entregue ao ministro o livro “Além da COP-30”, do deputado federal Pedro Uczai.

Ao final da visita, o ministro Wellington Dias falou sobre a desigualdade no Brasil e destacou a significativa queda nos índices de pobreza e extrema pobreza no país. Dias também celebrou os resultados na luta contra a fome, afirmando que o país tirou 30 milhões de pessoas dessa condição até o ano passado, com a expectativa de chegar a 33 milhões neste ano.

Durante o encontro, Dias incentivou a colaboração entre as esferas do governo e as universidades, especialmente no que tange a projetos de piscicultura e agricultura familiar desenvolvidos no estado catarinense. Ele solicitou um estudo em parceria com o Banco Mundial para entender quantos beneficiários de programas sociais estão migrando para a classe média. O ministro sugeriu que se cruzem dados da UFSC e do campus de Curitibanos para identificar quais alunos estão atualmente no Bolsa Família e no Cadastro Único. “A ideia é, além de cuidar desses estudantes, cuidar de suas famílias para tirá-las da pobreza”, explicou.

O ministro enfatizou que, ao invés de tentar criar programas novos e regionais para o Brasil, as propostas locais devem ser adaptadas a programas federais já existentes. Solicitou que as propostas de Santa Catarina sejam encaminhadas diretamente a ele e aos ministros da Pesca e Aquicultura, André de Paula, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, além da área de ensino superior do Ministério da Educação (MEC).

O futuro, segundo Wellington Dias, envolve um passo mais complexo: tirar não apenas famílias, mas também municípios e regiões inteiras da pobreza. Ele citou a experiência piloto no Arquipélago de Marajó, classificada como a região mais pobre do Brasil, e outros casos como Cavalcante, em Goiás, e Serrano do Maranhão. Ao final, o ministro agradeceu novamente a Universidade e expressou seu sentimento: “Quando percorro o Brasil e encontro pessoas como as que conheci aqui, que buscam soluções para os problemas sociais, minha esperança se renova”.

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Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

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