Reitoria da UFSC recebe vista de cooperação do Consulado do Haiti

02/06/2026 19:30

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, acompanhado da secretária de Relações Internacionais da instituição, Fernanda Leal, recebeu na manhã desta terça-feira, 2 de junho, o cônsul-geral do Haiti em Santa Catarina, Jean-Euphèle Milcé, e o assessor do Consulado, John Landy Desilas. O encontro teve como pauta a discussão de possibilidades de cooperação e de iniciativas conjuntas nas áreas de ensino, pesquisa e extensão.

Durante a reunião, Fernanda destacou o histórico da UFSC na acolhida de estudantes haitianos e ressaltou o potencial de ampliação das relações institucionais com o Haiti. Segundo a gestora, a universidade já recebeu alunos por meio do Programa Pró-Haiti, iniciativa emergencial realizada durante alguns anos. A secretária informou também que, até o momento, 43 estudantes haitianos já se formaram na UFSC em cursos de graduação, mestrado, doutorado e especialização, e, atualmente, 29 continuam estudando na instituição.

Fernanda acrescentou que os dados reunidos pela universidade demonstram a importância da cooperação com o país e avaliou que a presença da representação consular em Florianópolis contribui para abrir espaço a novas possibilidades de diálogo.

Ao agradecer a recepção, o cônsul-geral afirmou que havia grande expectativa em relação a esse encontro e destacou “a boa reputação da UFSC na comunidade universitária do Haiti”. Milcé também sinalizou o interesse do consulado em promover pontes entre instituições haitianas e brasileiras. Segundo ele, apesar da existência de estudantes haitianos já diplomados e matriculados na universidade, ainda não há acordos formais entre universidades haitianas e a UFSC, o que reforça a necessidade de avançar no tema. Para tanto, o consulado está à disposição para atuar como elo entre instituições dos dois países e favorecer o fortalecimento dos laços acadêmicos.

Na sequência, Fernanda defendeu a criação de um canal permanente de diálogo direto com universidades haitianas, com apoio do consulado e sugeriu que a UFSC adote estratégia semelhante à utilizada recentemente nas discussões de cooperação com instituições africanas, a partir da consulta a pesquisadores da universidade sobre o interesse em parcerias internacionais.

O reitor e a secretária reforçaram que, a partir desse mapeamento, seria possível identificar docentes e pesquisadores que já desenvolvem estudos relacionados ao Haiti, com vistas à formalização de acordos de cooperação. Os gestores indicaram a possibilidade de organizar uma consulta interna para levantar interesses acadêmicos e científicos e, com base nesses dados, estruturar futuras parcerias com instituições haitianas.

O assessor Desilas evidenciou que “o Haiti é um país em que a afrodescendência tem um lugar muito particular na nossa história”. Para ele, o país construiu, ao longo do tempo, reflexões próprias sobre o tema, inclusive no ambiente universitário, e continua empenhado em colaborar com instituições que também se dedicam a essa agenda.

Fernanda compartilhou com os representantes o interesse da universidade e do governo brasileiro em ampliar a cooperação com o Sul Global. Neste sentido, a UFSC irá encaminhar ao consulado informações adicionais, sugestões de desdobramentos, modelos de convênio e programas institucionais e nacionais que eventualmente permitam a participação de estudantes haitianos.

A secretária destacou que a política de internacionalização da UFSC tem buscado se tornar mais cooperativa e situada, especialmente por meio do fortalecimento de vínculos com países da América Latina, da África e do Haiti.

Milcé chamou atenção para o crescimento da comunidade haitiana no Brasil e para o potencial acadêmico e científico dessa presença. Segundo ele, o fluxo migratório aumentou significativamente nos últimos anos e já constitui uma realidade importante também em Santa Catarina. O cônsul pontuou que esse contexto tende a gerar, no futuro, maior demanda por pesquisas sobre o Haiti em áreas como literatura, população, religiões e imigração. Em sua avaliação, o fortalecimento dessa agenda poderá exigir, no futuro, estruturas acadêmicas mais dedicadas ao tema.

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Feira do Livro da UFSC reúne editoras do país, de 10 a 13 de agosto

01/06/2026 16:37

A Feira do Livro da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) será realizada de 10 a 13 de agosto de 2026, no prédio da Reitoria, no campus Trindade, em Florianópolis. O evento reunirá as principais editoras universitárias do país, além de locais e comunitárias, em uma programação voltada à valorização do livro, da leitura e da produção editorial.

Além da comercialização de livros com desconto, a feira contará com atividades culturais e acadêmicas, incluindo apresentações de música e teatro, lançamentos editoriais e espaços de debate. A proposta é promover o encontro entre editoras, autores, leitores e a comunidade em geral, ampliando o acesso à produção bibliográfica e incentivando a circulação de ideias.

A Feira do Livro da UFSC é realizada pela Editora da UFSC, com apoio da Secretaria de Cultura e Arte (SecArte).

Mais informações pelo e-mail: eventos.editora@contato.ufsc.br

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UFSC anuncia restauração de adicionais de insalubridade para servidores do HU

29/05/2026 13:59

Membros da gestão da UFSC participaram da mesa da audiência pública sobre insalubridade. Fotos: SI-GR | Secom

Em audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira, 28 de maio, no Auditório do Hospital Universitário (HU), no campus da Trindade, em Florianópolis, a Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) anunciou que vai restabelecer os adicionais de insalubridade de servidores afetados por mudanças administrativas recentes. A atividade, ligada à greve dos Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs), reuniu membros do Gabinete da Reitoria (GR) e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), servidores do HU e a comunidade em geral.

A mesa foi composta pelo reitor Irineu Manoel de Souza, pelo procurador federal junto à UFSC, Juliano Scherner Rossi, e pela pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Sandra Regina Carrieri de Souza. Também participaram a vice-reitora Olga Regina Zigelli Garcia, a superintendente de Atenção à Saúde, Nicolle Doneda Ruzza, a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), Daniela Daniel Laureano, a diretora do Departamento de Administração de Pessoal (DAP), Emanuella Kátia da Conceição dos Santos, e o chefe da Divisão de Saúde e Segurança do Trabalho (DSST), Francisco Felipe da Silva Junior.

O reitor, em sua fala, defendeu a presença constante da gestão atual da UFSC no HU. “A nossa gestão, de fato, foi a que mais esteve e discutiu todas as situações que o hospital enfrenta”, afirmou. Segundo ele, essa atenção especial se deu, especialmente, em razão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e, entre as propostas apresentadas, apenas uma segue pendente: a equiparação do valor das refeições ao praticado no Restaurante Universitário (RU). “Infelizmente houve várias negociações com a Ebserh, que não autorizou, porque tem um refeitório dentro do HU”, disse.

Audiência pública realizada no Auditório do HU-UFSC

Irineu descreveu a atuação mais incisiva da gestão no acompanhamento do contrato com a Ebserh. “Eu tive nesse período pelo menos 15 reuniões com a empresa em Brasília”, disse, lembrando que a UFSC “foi a primeira universidade que criou uma comissão para acompanhar a renovação do contrato, ainda em 2023”. E afirmou ter sido “o único reitor que não aceitou a assinatura do contrato da Ebserh” por mais 20 anos. “Eles encaminharam em fevereiro e nós não assinamos”, explicou, informando que o tema seguirá para deliberação no Conselho Universitário, em um calendário de discussão que segue até 15 de julho.

Ainda sobre agendas internas, o reitor destacou que a universidade manteve a jornada de 30 horas no HU, e disse que a gestão atuou para “reativar o setor de apoio da gestão de pessoas” dentro do hospital, além de ter levado ao governo federal a pauta do auxílio-moradia para os residentes. Mencionou também a “eleição direta para escolha do superintendente do HU” como avanço institucional.

Portaria irá restabelecer adicionais e rever norma interna

Ao entrar no tema central da audiência, o reitor Irineu foi categórico ao prometer a recomposição dos adicionais de quem foi afetado por mudanças meramente administrativas, como a troca de denominações de setores: “Nós vamos restabelecer os percentuais de insalubridade excluídos em razão dos procedimentos administrativos organizacionais”. Segundo o reitor, “quem teve a suspensão vai voltar a ter a situação de insalubridade que tinha anterior a esse ajuste administrativo”. Ele acrescentou que, por se tratar de um erro de fluxo, a correção não exigirá, neste primeiro momento, nova perícia: “Mesmo sem análise da insalubridade se é devida ou não, vamos manter o status que tinham antes desse episódio administrativo”. A recomposição abrange cerca de 100 servidores afetados pelas mudanças organizacionais no HU.

Irineu também anunciou mudanças na Portaria nº 504, que disciplina o fluxo sobre adicionais no âmbito da UFSC. “A portaria era para apenas dar o andamento do fluxograma do trabalho”, explicou, admitindo que o texto “pode ser alterado no sentido de ficar apenas diminuir fluxos de trabalho, não entrar no mérito da insalubridade”, matéria regulamentada pela Instrução Normativa 15 (IN 15). De acordo com o reitor, há espaço para “aprimorar” a interpretação da norma, “por um caminho que não prejudique tanto o servidor”.

Na sequência, a pró-reitora Sandra contextualizou os cortes, manifestou solidariedade e indicou a origem do problema. Segundo ela, ocorreu uma falha administrativa no fluxo entre o HU e a Prodegesp, e explicou que a forma como a localização é registrada no sistema leva, automaticamente, à suspensão do adicional de insalubridade. Foi o que ocorreu, sem que a informação chegasse à Pró-Reitoria — nenhum laudo foi encaminhado — e sem que o fluxograma, acertado inclusive com a presença do reitor, fosse cumprido. Ela informou que a equipe buscou respaldo jurídico para reverter os cortes e seus efeitos, de modo a garantir o tempo para a retomada dos laudos individuais, exigência do acordo de greve. Há, ainda, dificuldades no preenchimento do checklist técnico, que “foi aplicado em toda a UFSC; só não foi trabalhado no HU, talvez por ser mais complexo. O correto teria sido pedir apoio para o preenchimento”, acrescentou.

No encerramento, Irineu reafirmou a preferência pela resolução via administrativa e disse que a normalização abrangerá todos os atingidos. “Quem teve redução da insalubridade retornará à situação anterior por portaria que eu vou apoiar antes de sair da Reitoria”, prometeu, destacando que a medida já conta com o aval da Procuradoria. Ele acrescentou que novos laudos individuais serão realizados “de forma criteriosa e conjunta com o hospital” no momento oportuno.

Rosiani Bion | Setor de Imprensa do GR
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MEC assina ordem de serviço da Moradia Estudantil em cerimônia na UFSC

28/05/2026 18:02

O Ministério da Educação (MEC) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) convidam a comunidade para a Cerimônia de Assinatura da Ordem de Serviço da Adequação da Moradia Estudantil do Campus Trindade, em Florianópolis. O evento será realizado em 1º de junho de 2026, segunda-feira, às 14h, no prédio da Reitoria I, na Sala dos Conselhos.

O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, e a vice-reitora, Olga Regina Zigelli Garcia, acompanhados de membros da Administração Central, participarão do evento, que contará, por parte do MEC, com a presença do assessor parlamentar do Gabinete do Ministro da Educação, Leonardo Cunha de Brito, e do diretor de Desenvolvimento da Educação em Saúde (DDES) da Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC), Aristóteles Homero dos Santos Cardona Júnior. Após a assinatura da ordem de serviço, a comitiva fará uma visita à Moradia Estudantil.

A Moradia Estudantil, também conhecida como Casa do Estudante Universitário (CEU), tem por finalidade acolher estudantes de graduação presenciais do campus de Florianópolis, oriundos de municípios fora da Grande Florianópolis e com renda per capita de até um salário mínimo, garantindo condições dignas de permanência.

Setor de Imprensa do GR | SECOM
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Conselho Universitário aprova moção de apoio à greve dos servidores técnico-administrativos

28/05/2026 10:00

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aprovou, na sessão ordinária realizada em 26 de maio de 2026, moção de apoio à greve dos servidores técnico-administrativos em educação.

Leia abaixo a moção na íntegra:

Moção de apoio à greve dos servidores técnico-administrativos em Educação – 2026

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (CUn/UFSC), manifesta seu apoio e sua solidariedade à greve das servidoras e dos servidores técnico-administrativos em educação (TAEs), atualmente em curso.

A presente mobilização ocorre em continuidade ao movimento nacional de 2024, cuja legitimidade foi reconhecida pelo CUn/UFSC por meio de moção aprovada em sessão de 26 de março daquele ano. Passados dois anos, a retomada da greve expressa o descumprimento, por parte do governo federal, de pontos fundamentais do acordo firmado com a categoria ao
término do movimento paredista anterior.

Entre as principais reivindicações, destacam-se o cumprimento integral do acordo de 2024, incluindo a implementação da jornada de 30 horas semanais sem redução salarial, a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), o reposicionamento de aposentadas, aposentados e pensionistas, bem como medidas estruturantes de valorização da carreira dos TAEs. Destaca-se, ainda, a necessidade de abertura imediata de mesa de negociação específica com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), órgão responsável pela condução, abertura e encerramento das mesas de negociação no âmbito do Executivo Federal, a fim de tratar diretamente das pendências do acordo e das reivindicações apresentadas pela categoria.

O CUn/UFSC a reconhece o papel essencial desempenhado pelas servidoras e pelos servidores técnico-administrativos na sustentação das atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária.

A persistência de condições de trabalho precarizadas, a insuficiência de pessoal e a ausência de avanços concretos nas negociações impactam diretamente a qualidade da educação pública, gratuita e socialmente referenciada, comprometendo o projeto de universidade defendido por esta instituição.

Diante disso, o CUn/UFSC reafirma seu apoio à mobilização da categoria, reconhece a legitimidade do movimento grevista e defende o imediato cumprimento dos acordos firmados, com a instalação de mesa de negociação junto ao MGI, como condição para a valorização das trabalhadoras e dos trabalhadores, bem como para o fortalecimento das instituições federais de ensino.

Florianópolis, 26 de maio de 2026.

Irineu Manoel de Souza
Presidente do Conselho Universitário

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