Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania apresenta Aula Magna na UFSC dia 12 de agosto

01/08/2025 14:21

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil, Macaé Evaristo, estará presente na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no dia 12 de agosto, a convite do 1º Seminário Estadual Mulheres na Gestão das Instituições Públicas de Ensino Superior de Santa Catarina. O evento, que será realizado no campus Trindade, em Florianópolis, é promovido pela UFSC em parceria com o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), o Instituto Federal Catarinense (IFC), a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).

A ministra será recepcionada pela Reitoria da UFSC e pelas instituições organizadoras às 17h do dia 12 (terça-feira). Em seguida, às 17h30, Macaé participará de um encontro com movimentos sociais catarinenses, no Auditório da Reitoria, e às 19h, proferirá Conferência/Aula Magna: Direitos Humanos e Cidadania nas Instituições Públicas, no Auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo. A apresentação será transmitida ao vivo pelo canal do YouTube do Departamento de Cultura e Eventos (DCEven).

 


Programação do Seminário

Com início a partir das 14h, o seminário tem como objetivo central discutir o papel das mulheres na gestão dessas instituições e fomentar a igualdade de gênero nesses espaços. A programação inclui palestras, mesas-redondas e debates voltados para os desafios e conquistas das mulheres em posições de liderança, promovendo reflexões e trocas de experiências entre gestoras, profissionais da área e movimentos sociais de Santa Catarina. A iniciativa reforça o compromisso das instituições organizadoras com a promoção dos direitos humanos e da cidadania, destacando a necessidade de ações concretas para a valorização das mulheres em todos os níveis da sociedade e do ambiente acadêmico.

12/08 (terça-feira)

14h
– Abertura
– Apresentação cultural
14h15
– Roda de Conversa: autoapresentação das gestoras
19h
– Conferência/Aula Magna: Direitos Humanos e Cidadania nas Instituições Públicas, com a ministra Macaé Evaristo

13/08 (quarta-feira)

8h30
– Desafios enfrentados por mulheres em cargos de gestão
11h30
– Avaliação do encontro e preparação do próximo seminário

 


Macaé Evaristo

Foto: Clarissa Barçante/ALMG

Nascida em São Gonçalo do Pará, no estado de Minas Gerais, em abril de 1965, Macaé tem trajetória marcada na educação e na luta antirracista, no ativismo na defesa dos direitos humanos. Professora e assistente social, foi secretária de Estado de Educação de Minas Gerais e de Belo Horizonte e exerceu mandatos como vereadora e deputada estadual no estado.

Reconhecida por seu trabalho sociopolítico educacional em todo país, Macaé é graduada em Serviço Social (PUC-MG), mestre e doutoranda em educação pela Universidade Federal de Minas Gerais. Integrou a equipe de transição do governo Lula no grupo de trabalho da educação.

No governo da presidenta Dilma Rousseff, Macaé Evaristo foi titular da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC) e coordenou programas importantes como Escolas Indígenas e as cotas para ingresso de estudantes de escola pública, negros e indígenas no ensino superior.

Fonte: MDHC

 


Serviço:

O quê: 1º Seminário Estadual Mulheres na Gestão das Instituições Públicas de Ensino Superior de SC
Quando: 12 e 13 de agosto, 14h
Onde: Auditório Garapuvu – UFSC, campus Trindade, Florianópolis
Organização: UFSC, IFSC, IFC, Udesc, UFFS

 

Coordenadoria de Imprensa do GR | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: 1º Seminário Estadual Mulheres na Gestão das Instituições Púbicas de Ensino Superior de SCIFCIFSCMacaé EvaristoMinistério dos Direitos Humanos e CidadaniaUdescUFFSUFSC

UFSC é destaque em seminário de Observatórios de Violência contra a Mulher

31/07/2025 15:32

Vice-reitora da UFSC, Joana Célia dos Passos. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

O Plenarinho da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, sediará, nos dias 6 e 7 de agosto de 2025, o Seminário Internacional de Observatórios de Violência contra a Mulher. O evento é gratuito e aberto ao público, e reunirá especialistas, autoridades e representantes de observatórios nacionais e internacionais para debater estratégias no enfrentamento à violência de gênero.

A professora Joana Célia dos Passos, vice-reitora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), será uma das participantes de destaque na abertura do evento, na mesa de debates intitulada: “Dados e políticas públicas em prol das mulheres: transformando decisões para um futuro mais justo”. Na ocasião, serão entregues ao público exemplares do guia, lançado recentemente, “Direitos diante da Violência Política contra Mulheres: orientações sobre prevenção e responsabilização”.

Reconhecida por sua trajetória ativa no movimento negro e feminista, com atuação destacada na luta antirracista e na defesa dos direitos das mulheres, sua participação reforça o papel essencial da academia na construção de soluções concretas em prol da equidade de gênero e na articulação entre o conhecimento científico e a ação política.

O evento tem como principal objetivo promover a troca de experiências entre observatórios de violência contra a mulher no Brasil e em outros países, compartilhando práticas, estratégias e aprendizados que possam fortalecer as ações dessas instituições em seus contextos locais e globais.

Além da mesa de abertura, a programação inclui painéis, oficinas e debates, que reunirão lideranças acadêmicas, políticas e da sociedade civil comprometidas com o combate à violência de gênero.

Programação

06 de agosto – Quarta-feira

  • 18h | Recepção e credenciamento
  • 19h | Abertura oficial
    Com a presença de autoridades locais e nacionais
  • 19h30 | Mesa de debates:
    Dados e políticas públicas em prol das mulheres: transformando decisões para um futuro mais justo

Participantes:

  • Márcia Helena Carvalho Lopes – Ministra das Mulheres
  • Joana Célia dos Passos – Vice-Reitora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Manuela d’Ávila – Coordenadora do Instituto “E Se Fosse Você?”
  • Soraya Santos – Deputada Federal

07 de agosto – Quinta-feira

8h | Painel:
A importância dos dados sobre violência contra a mulher para a construção de políticas públicas e para a promoção da segurança e dos direitos femininos

Participantes:

  • Vanessa Wendhausen Cavallazzi – Procuradora-Geral de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)
  • Patrícia Zimmermann D’Ávila – Delegada e Coordenadora das Delegacias de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso de Santa Catarina
  • Andressa Boer Fronza – Perita-Geral da Polícia Científica de Santa Catarina
  • Tenente-coronel Frederick Rambusch – Polícia Militar de Santa Catarina – Coordenador do protótipo Alpha
  • Teresa Kleba Lisboa – Integrante do Instituto de Estudos de Gênero (IEG/UFSC)
  • Mediação: Luciane Carminatti – Deputada Estadual

10h30 | Painel:
Observatório da Mulher na Política, Observatório Brasil da Igualdade de Gênero e Observatório da Violência contra a Mulher de Santa Catarina: trajetória, desafios e perspectivas

Participantes:

  • Camila Rocha Firmino – Coordenadora-Geral do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero
  • Ana Cláudia Oliveira – Coordenadora de Pesquisas do Observatório da Mulher na Política
  • Anne Teive Auras – Coordenadora do Comitê Gestor do Observatório da Violência contra a Mulher de Santa Catarina
  • Mediação: Rejane Silva Sánchez – Advogada OAB/SC

14h | Painel:
A experiência dos Observatórios da Argentina e do Uruguai na análise de dados e implementação de políticas públicas para mulheres

Participantes:

  • Betiana Cabrera Fasolis – Diretora do Observatório Nacional MuMaLá (Argentina)
  • Victoria Aguirre – Observatório Nacional MuMaLá (Argentina)
  • Natalia Reyes Toja – Instituto Nacional da Mulher – Sistema de Informação de Gênero – SIG (Uruguai)
  • Luciana Gagniere – Gabinete da Mulher do Supremo Tribunal de Justiça da Nação (Argentina)
  • Mediação: Matilde Quiroga Castellano – Pesquisadora do Instituto de Estudos de Gênero (IEG-UFSC)

16h | Encerramento

16h30
Assembleia da Rede dos Observatórios da Violência contra a Mulher
(Atividade restrita aos integrantes da Rede)

Mais informações no site do evento www.ovm.alesc.sc.gov.br ou no Instagram: @ovmulher.sc

 

Coordenadoria de Imprensa do GR | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: Joana Célia dos PassosSeminário Internacional de Observatórios da Violência contra a MulherUFSC

Envie sua contribuição: consultas públicas sobre políticas de inclusão e segurança na UFSC

28/07/2025 14:04

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com duas importantes políticas institucionais em consulta pública, disponíveis na Plataforma Participa + Brasil, para receber contribuições da comunidade em geral.

A primeira delas é a Política Institucional para o Ingresso e a Permanência de Estudantes Indígenas e Quilombolas da UFSC, que está sob a responsabilidade da Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE). Sua consulta pública teve início em 18 de junho de 2025 e ficará aberta até 20 de agosto de 2025 neste link. Esta política foi elaborada para estabelecer medidas que promovam o ingresso e a permanência de estudantes indígenas e quilombolas na Universidade, por meio de ações afirmativas e suporte acadêmico, social e financeiro, com o objetivo de ampliar a inclusão e garantir a continuidade dos estudos desses grupos.

A segunda consulta pública trata da Política de Segurança Institucional da UFSC, elaborada pelo Gabinete da Reitoria. Esta consulta foi aberta em 16 de junho de 2025 e estará disponível até 15 de agosto de 2025 neste link. A proposta aborda diretrizes para a segurança institucional da Universidade, abrangendo medidas preventivas, gestão de riscos e ações para garantir um ambiente seguro para toda a comunidade universitária.

Serviço:

Consulta Pública sobre a Política de Segurança Institucional
Quando: até 15 de agosto de 2025
Onde: Plataforma Participa + Brasil (acesse aqui)
Mais informações: seguranca@contato.ufsc.br

Consulta Pública sobre a Política Institucional para o Ingresso e a Permanência de Estudantes Indígenas e Quilombolas da UFSC
Quando: até 20 de agosto de 2025
Onde: Plataforma Participa + Brasil (acesse aqui)
Mais informações: prae@contato.ufsc.br

 

Coordenadoria de Imprensa do GR / SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: consulta públicaestudantes indígenasestudantes quilombolasPraeSegurança InstitucionalUFSC

UFSC integra debate da Andifes sobre curricularização da extensão

24/07/2025 14:25

Imagem: Andifes

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, participou, na tarde desta quarta-feira, 23 de julho de 2025, de um seminário sobre a curricularização da extensão. O evento integrou a 206ª Reunião Extraordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e reuniu reitores, pró-reitores e gestores de universidades federais para debater a integração da extensão universitária aos currículos de graduação. Este tema tem ganhado destaque no Brasil desde a publicação da Resolução nº 7, de 2018, do Ministério da Educação (MEC), que tornou obrigatória a inserção da extensão nos projetos pedagógicos dos cursos (PPCs) de graduação.

O seminário contou com exposições de especialistas no tema: Francisco Ângelo Brinati, pró-reitor de extensão da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e coordenador do Colégio de Pró-Reitores de Extensão da Andifes; Joana Angélica Guimarães da Luz, reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB); e Raiane Patrícia Severino Assumpção, reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A moderação foi conduzida pela reitora Sandra Goulart Almeida, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O debate abordou conceitos fundamentais da extensão universitária, discutindo a necessidade de financiamento contínuo, desafios institucionais e operacionais, e a integração da extensão com ensino e pesquisa. Destacou-se que a extensão não deve ser tratada como uma disciplina isolada ou como assistencialismo, mas como um processo dialógico e transformador, que conecta a universidade à sociedade. A proposta é que a extensão seja uma atividade intrínseca ao ensino e à pesquisa, promovendo uma formação acadêmica mais abrangente e socialmente responsável.

Além disso, foram discutidos tópicos como a formação de docentes, avaliação de indicadores, e a inclusão da extensão em todas as áreas do conhecimento, inclusive tecnológicas. Os participantes enfatizaram a relevância da extensão como um dos pilares estratégicos das instituições de ensino superior.

O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, destacou que a curricularização da extensão representa uma ampliação dos horizontes formativos dos estudantes e fortalece os vínculos entre universidades e comunidades. “Não é apenas uma diretriz do Plano Nacional de Educação (PNE), mas uma oportunidade concreta de promover uma formação acadêmica mais integrada e comprometida com a sociedade”, afirmou. Ele também lembrou que a Resolução nº 7 (2018) exige que as instituições garantam que pelo menos 10% da carga horária dos cursos de graduação seja destinada a atividades de extensão, articulando ensino, pesquisa e extensão de forma indissociável.

Na UFSC, o tema da curricularização da extensão vem sendo discutido desde 2016, com avanços significativos a partir de 2018, quando foi criada a Comissão Mista de Curricularização (CMC). Essa comissão tem como objetivo implementar as diretrizes da referida resolução em todos os cursos da universidade. A UFSC também disponibilizou materiais de apoio e suporte técnico para orientar a comunidade acadêmica no processo.

Reflexões e Desafios

A reitora Sandra Almeida (UFMG) defendeu o uso do termo “formação em extensão” em vez de “curricularização”, argumentando que o conceito vai além de um ajuste técnico. Apesar de elogiar a legislação, ela ressaltou os desafios práticos: “embora a legislação seja maravilhosa, na ponta da implementação, nós nos deparamos com muitos desafios. É necessário sensibilizar a comunidade acadêmica para a importância da extensão.”

Francisco Brinati (UFSJ) ressaltou que a extensão não deve ser tratada como “disciplina” no currículo, mas como um processo educativo, cultural, político e científico que articula ensino e pesquisa de forma indissociável. Ele afirmou que a curricularização simboliza uma mudança de paradigma na universidade, que precisa “olhar para o currículo pelas lentes da extensão”.

A reitora Joana Angélica Guimarães da Luz (UFSB) destacou a necessidade de superar o entendimento assistencialista da extensão, questionando: “O que entendemos por extensão? Essa é a grande pergunta que precisamos fazer.” Ela defendeu uma relação de troca entre universidade e comunidade, rejeitando a “colonização do saber” e enfatizando que a universidade deve compreender as demandas das comunidades que atende.

A reitora Raiane Patrícia Severino Assumpção (Unifesp) preferiu o termo “inserção da extensão na matriz curricular” e sublinhou que o currículo deve incluir experiências práticas que promovam um aprendizado significativo. Ela definiu a extensão como “um processo educativo, artístico, cultural, científico e político, que permite a troca de saberes entre a universidade e a sociedade, produzindo conhecimentos transformadores.”

A curricularização da extensão enfrenta desafios significativos, como apontado por um levantamento do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex). Apenas 2,4% das instituições declararam ter concluído plenamente a inclusão da extensão nos currículos. Os principais entraves incluem:

  • Lacunas conceituais e resistência cultural: Dois terços das instituições ainda tratam a extensão como uma atividade extra.
  • Escassez de recursos humanos e financeiros: Metade das instituições relatam falta de equipes e orçamento suficiente.
  • Dificuldades de integração nos sistemas de gestão: Problemas para registrar e atribuir créditos às atividades de extensão.
  • Burocracia e agendas acumuladas: O impacto da pandemia também atrasou o avanço desse tema.

Mesmo na UFSB, onde 100% dos PPCs foram adaptados, a reitora Joana admitiu que ainda há dificuldades na compreensão do que significa “fazer extensão”. Já a reitora Raiane destacou a importância de alinhar os entendimentos sobre extensão entre gestores e docentes.

O financiamento foi apontado como um dos pontos mais críticos. Francisco Brinati destacou que, com a obrigatoriedade da extensão para todos os estudantes (na UFSJ, anteriormente apenas 7% participavam), os modelos de financiamento atuais são insuficientes e instáveis. Ele propôs a retomada de um programa nacional de financiamento contínuo e a definição de percentuais mínimos de orçamento discricionário para extensão.

Além disso, os participantes sugeriram estratégias para avançar na curricularização, como capacitação de docentes, modernização dos sistemas de gestão, financiamento adequado, e maior diálogo entre universidades e comunidades.

O seminário foi celebrado como um marco na Andifes, pela ampla participação dos dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) e pela sintonia nas discussões. A relatoria do evento será encaminhada à Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, com propostas e encaminhamentos para fortalecer a curricularização da extensão como um pilar estratégico das universidades brasileiras.

Assista à reunião da Andifes na íntegra:

 

Rosiani Bion de Almeida / SECOM UFSC
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: AndifesComissão Mista de Curricularizaçãocurricularização da extensãoProexProgradUFSC

Diploma Digital, desenvolvido na UFSC, passa a ser obrigatório no Brasil

22/07/2025 16:22

Desde 1º de julho de 2025, a emissão de diplomas digitais tornou-se obrigatória para todas as instituições de ensino superior no Brasil, públicas ou privadas, conforme determinação do Ministério da Educação (MEC). Esse novo formato substitui o diploma em papel, que continua válido apenas para documentos emitidos antes dessa data. Os diplomas impressos emitidos após essa mudança não possuem valor jurídico, servindo apenas como cópias simbólicas. A obrigatoriedade será estendida para os cursos de pós-graduação stricto sensu e certificados de residência em saúde a partir de janeiro de 2026.

O diploma digital oferece diversos benefícios, como maior segurança contra fraudes, agilidade no processo de emissão e redução de custos com impressão e logística. Para os estudantes, o formato digital facilita o acesso ao documento, que pode ser armazenado e transportado em diferentes dispositivos. Além disso, a equivalência jurídica entre os diplomas físicos e digitais é garantida, desde que o documento siga as diretrizes da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) e contenha o certificado digital e o carimbo de tempo.

As instituições de ensino superior devem emitir os diplomas digitais no formato XML, organizando os dados de forma acessível para sistemas e usuários. O acesso ao diploma é disponibilizado em ambiente restrito nos sites das instituições, mediante consulta com um código de validação. Para verificar a autenticidade de um diploma digital, o MEC oferece uma ferramenta online no site oficial (https://verificadordiplomadigital.mec.gov.br/diploma).

Pioneira na emissão de diplomas digitais no Brasil

Antes da obrigatoriedade no âmbito nacional, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) destacou-se como pioneira na emissão de diplomas digitais no Brasil. Em 15 de março de 2019, a UFSC realizou sua primeira formatura com diplomas no formato digital, tornando-se a primeira instituição do sistema federal de ensino superior a implementar a tecnologia, em conformidade com as Portarias nº 330/2018 e nº 554/2019 do MEC.

A tecnologia utilizada foi desenvolvida internamente pela UFSC, por meio do Laboratório de Segurança em Computação (LabSEC) e da Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC). Com essa inovação, os diplomas digitais passaram a incluir um QR Code que redireciona para a URL oficial (diplomas.ufsc.br), permitindo o acesso ao registro visual e ao arquivo XML do documento. O processo também eliminou etapas manuais, integrando-se totalmente às bases de dados acadêmicos da Universidade.

O professor Jean Everson Martina, do LabSEC, destacou que os diplomas digitais emitidos pela UFSC são interoperáveis, permitindo que uma instituição seja responsável pela emissão e outra pelo registro, com assinaturas independentes. Além disso, o método desenvolvido reduziu significativamente a burocracia administrativa e trouxe maior sustentabilidade ao processo.

O reitor da UFSC na época, Ubaldo Cesar Balthazar, enfatizou a importância simbólica dessa inovação, que simboliza um avanço tecnológico e administrativo para a Universidade e para a sociedade. Ele destacou que o diploma digital contribui para a redução do fluxo de trabalho, minimiza a burocracia e promove a sustentabilidade, alinhando-se com a missão da UFSC de ser uma instituição inovadora e comprometida com o meio ambiente.

Com esse pioneirismo, a UFSC desempenhou um papel essencial na modernização do sistema de emissão de diplomas no Brasil, servindo de modelo para outras instituições de ensino superior no país.

Com informações de:

UFSC emite primeiro diploma digital do Brasil

Diploma digital passa a ser obrigatório no Brasil: entenda o que muda

 

Coordenadoria de Imprensa do GR / SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: Diploma DigitalLabSECMECSeticUFSC