Esclarecimentos sobre o Contrato Emergencial nº 179/2025 – Unimed Grande Florianópolis

14/01/2026 17:50

A Administração Central, por meio das instâncias responsáveis pela gestão e fiscalização contratual, presta os seguintes esclarecimentos à comunidade universitária, em especial aos beneficiários do Contrato Emergencial nº 179/2025, firmado com a Unimed Grande Florianópolis e vigente desde 2 de dezembro de 2025.

Desde o início da vigência contratual, a fiscalização e a gestão do contrato solicitaram formalmente à operadora a disponibilização da nova tabela de coparticipação, contendo os valores de cada procedimento (consultas, exames e demais procedimentos), considerando que, após o início do novo contrato, a tabela anterior foi retirada do site da Unimed e não foi substituída por nova tabela vigente.

A nova tabela de coparticipação somente foi encaminhada à UFSC em 18 de dezembro de 2025, por meio do site da operadora https://tabelacop.unimedflorianopolis.com.br/pj . Contudo, os valores constantes dessa nova tabela passaram a ser cobrados retroativamente desde 2 de dezembro de 2025, data de início da vigência do contrato.

Diante desse cenário, a UFSC formalizou reiteradas manifestações junto à Unimed quanto à cobrança realizada sem a devida publicidade prévia da tabela vigente, solicitando a revisão das cobranças e o ressarcimento dos valores correspondentes. Tais solicitações, entretanto, foram indeferidas pela operadora, o que motivou a realização de reunião com a Diretoria da Unimed Grande Florianópolis, com a presença do Reitor da UFSC, em 13 de janeiro de 2026.

Outro ponto formalmente questionado pela UFSC refere-se aos valores de referência praticados na tabela de coparticipação. Embora o contrato emergencial mantenha como referência a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) vigente, em cláusula idêntica à prevista no contrato anterior (2019–2025) quanto ao índice de referência, a Unimed informou que os valores teriam sido reajustados em razão da atualização da CBHPM (vigência 2024–2025). Contudo, até o momento a operadora não apresentou a planilha-base da CBHPM vigente, nem as metodologias de cálculo utilizadas para a definição dos valores aplicados à UFSC, limitando-se a informar que essa tabela de referência não teria sido atualizada ou reajustada monetariamente durante o contrato anterior.

No Contrato nº 232/2019, vigente até 1º de dezembro de 2025, a coparticipação correspondia a 20% do valor da CBHPM vigente, com limite máximo de R$ 150,00 por procedimento. Já o Contrato Emergencial nº 179/2025 estabelece coparticipação de 50% do valor da CBHPM vigente, com limite máximo de R$ 200,00 por procedimento, buscando mitigar reajustes mais elevados na mensalidade. Assim, independentemente do valor do procedimento ou do percentual aplicado, a coparticipação dos beneficiários permanece limitada ao teto contratual de R$ 200,00 por procedimento. Ressalta-se que esse teto é inferior à atualização monetária acumulada no período de dezembro/2019 a dezembro/2025 e significativamente inferior às cotações anteriormente apresentadas pela operadora.

Em razão da ausência de informações técnicas detalhadas e da falta de transparência quanto aos critérios adotados, a UFSC solicitou formalmente, na nova reunião com a Diretoria da operadora, a revisão dos valores de referência aplicados. O Reitor da UFSC reiterou a necessidade de reanálise dos valores praticados, destacando, inclusive, que a CBHPM contempla faixas de valores inferiores àquela adotada pela operadora (existem três faixas além da original), sendo indispensável a apresentação de justificativa técnica para a escolha da faixa mais onerosa.

A Diretoria da Unimed, em 13 de janeiro, se comprometeu a criar agilmente uma comissão interna dos setores envolvidos para reanálise dos pedidos da UFSC.

Assim, informamos, que a instituição seguirá atuando de forma contínua e firme para que a Unimed Grande Florianópolis revise a tabela de coparticipação, reduza os valores praticados e realize o ressarcimento das cobranças efetuadas no período em que a tabela ainda não havia sido oficialmente divulgada.

Por fim, ressalta-se que o contrato emergencial trouxe avanços em relação ao contrato anterior, como a isenção de procedimentos que anteriormente oneravam de forma significativa os beneficiários (hemodiálise, quimioterapia, radioterapia, parto normal, cesariana, entre outros), a manutenção ininterrupta da cobertura assistencial durante a transição contratual, a oferta do Plano Tipo Regional, bem como a manutenção de procedimentos que superam as exigências da ANS, como a cobertura nacional de urgência e emergência para planos estaduais e regionais, além da manutenção de pais, madrastas e padrastos como dependentes, entre outros aspectos.

Tais avanços, entretanto, devem estar acompanhados de transparência, equilíbrio econômico-financeiro e observância aos princípios da boa-fé e da proteção ao consumidor, razão pela qual a UFSC continuará adotando todas as providências administrativas e institucionais cabíveis.

Tags: Plano de saúdeUFSCUnimed

Três instituições, um resultado: UFSC, IFSC e IFC celebram as conquistas do Vestibular Unificado 2026

13/01/2026 11:07

Gestores da UFSC, IFSC e IFC divulgaram oficialmente o resultado do Vestibular Unificado 2026. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

Em cerimônia realizada na manhã desta segunda-feira, 12 de janeiro, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e o Instituto Federal Catarinense (IFC) divulgaram oficialmente o resultado do Vestibular Unificado 2026. O processo seletivo ofertou 6.812 vagas — 4.553 na UFSC, 1.268 no IFSC e 991 no IFC — e registrou aumento expressivo no índice de candidatos classificados, além de redução significativa nas reprovações e eliminações em relação ao ano anterior.

O evento também marcou a certificação dos aprovados em políticas de inclusão, com destaque para os processos seletivos voltados a indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência (PCD) e pessoas trans. Foram reconhecidos, ainda, os primeiros colocados do processo, com homenagens por recortes institucionais e de origem escolar.

Abrindo a cerimônia, o presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve/UFSC), Marcos Baltar, ressaltou o trabalho conjunto das três instituições, iniciado em 2025 e que mobilizou cerca de 3 mil pessoas entre elaboração, aplicação e avaliação das provas.

Estamos muito felizes: oferecemos cerca de 6.800 vagas e tivemos êxito em classificar aproximadamente 80% dos candidatos. Reduzimos o índice de reprovação em 60% em comparação ao último vestibular, passando de cerca de 1.700 para 500 reprovados, e diminuímos as eliminações de 33 para 17. Isso mostra o aprimoramento da prova e a qualidade da execução, fruto de um esforço coletivo entre UFSC, IFSC e IFC.

Baltar destacou que o exame incorporou contribuições de seminários com educadores de escolas públicas, privadas e cursinhos, coordenados pela Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica da UFSC, resultando em melhorias na prova. Ele informou, ainda, que haverá edital de reopção para vagas remanescentes e lembrou do uso das notas do Enem via Sisu como alternativa adicional de ingresso.

A pró-reitora de Graduação e Educação Básica da UFSC, Dilceanne Carraro, reforçou o compromisso com múltiplas portas de entrada e com a diversidade da comunidade acadêmica.

O vestibular unificado é um esforço central, mas não o único. Mantemos processos específicos — como Educação do Campo e Letras-Libras — e vagas suplementares para indígenas, quilombolas, PCD e pessoas trans. Queremos que a universidade reflita a pluralidade da sociedade. Para os não selecionados de imediato, há reopção de curso, Sisu e chamadas subsequentes. É essencial atenção redobrada aos prazos e aos documentos de matrícula, especialmente nas ações afirmativas.

A pró-reitora detalhou os períodos de matrícula:

  • UFSC: 13 a 16 de janeiro
  • IFC: 19 a 23 de janeiro
  • IFSC: 26 a 29 de janeiro

Segundo Dilceanne, o edital de reopção está previsto para 15 de janeiro, e as instituições farão chamadas semanais ou quinzenais para preencher as vagas, inclusive com possibilidade de remanejamento de aprovados do segundo para o primeiro semestre, quando cabível.

O reitor do IFC, Rudinei Kock Exterckoter, destacou o papel transformador do ingresso e das políticas de permanência.

Este é um momento de renovação. A quem ainda não foi chamado, reforçamos: fiquem atentos ao Sisu e aos editais de vagas remanescentes. E, ao ingressar, procurem nossas políticas de permanência e êxito: bolsas de ensino, pesquisa, extensão e auxílios, inclusive para alimentação. É assim que garantimos condições para trajetórias acadêmicas consistentes.

Representando o IFSC, a pró-reitora de Administração, Vanessa dos Santos Grando, celebrou a cooperação entre as três instituições.

O sucesso do vestibular unificado comprova que nossas instituições não competem entre si; elas se fortalecem mutuamente em prol da sociedade. Otimizamos recursos, qualificamos os processos e colocamos o estudante no centro das políticas. Reafirmamos nossa defesa da educação pública gratuita, democrática e socialmente referenciada.

Encerrando os pronunciamentos, o reitor da UFSC, professor Irineu Manuel de Souza, sublinhou a relevância social das instituições públicas de ensino superior e a necessidade de recomposição orçamentária para ampliar ensino, pesquisa, extensão e políticas de permanência.

A UFSC, o IFSC e o IFC abrem portas para a juventude e para a inclusão social. Mesmo com restrições orçamentárias, seguimos investindo na qualidade acadêmica. Defender a educação pública é garantir formação gratuita e de excelência, com ações afirmativas e permanência estudantil. Nosso compromisso é preencher todas as vagas e acolher com dignidade cada estudante.

A cerimônia homenageou os primeiros aprovados nos seguintes processos:

  • Vagas suplementares para indígenas, quilombolas, PCD e pessoas trans (UFSC 2026).
  • Educação do Campo (UFSC) e Pedagogia com ênfase em Educação do Campo (IFC) 2026.
  • Letras-Libras (UFSC) e Pedagogia Bilíngue Libras-Português (IFSC) 2026.

E também foram homenageados os primeiros colocados do Vestibular Unificado 2026, incluindo destaques entre egressos de escola pública e os melhores de cada instituição (IFC, IFSC e UFSC).

A cerimônia foi transmitida ao vivo pelo canal do Departamento de Cultura e Eventos (DCEven) da UFSC no YouTube.

Todas as informações estão disponíveis no site oficial do Vestibular Unificado 2026.

Divisão de Imprensa do GR | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: CoperveIFCIFSCLista de aprovadosUFSCVestibular Unificado 2026

Andifes publica nota sobre a situação na Venezuela

03/01/2026 18:30

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) acompanha com preocupação a situação na Venezuela. Reafirmamos nossa solidariedade ao povo daquele país, o nosso compromisso com os princípios da paz e da autodeterminação dos povos, da defesa da soberania latino americana, do diálogo, da solução diplomática dos conflitos, do respeito ao direito internacional, sempre em consonância com a tradição da política externa do Estado brasileiro.

No âmbito acadêmico, manifestamos especial atenção à comunidade universitária, em particular aos estudantes, docentes e pesquisadores brasileiros que se encontram na Venezuela, bem como aos estudantes venezuelanos vinculados às instituições federais de ensino superior no Brasil.

A Andifes segue à disposição para apoiar, dentro de suas atribuições, eventuais demandas de orientação e articulação institucional que se façam necessárias, em diálogo com os órgãos competentes do governo brasileiro. Seguiremos acompanhando a situação e firmes no propósito de seguir colaborando para que o ambiente acadêmico continue sendo um espaço de cooperação, intercâmbio, proteção às pessoas comprometidas com a promoção da paz entre os povos.

Andifes

Tags: AndifesUFSCVenezuela

Reitor da UFSC inspeciona campus Trindade após fortes chuvas em Florianópolis

30/12/2025 17:40

Após a intensa chuva que atingiu Florianópolis e a região metropolitana na segunda-feira, 29 de dezembro, o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, percorreu na manhã desta terça-feira, 30, áreas do campus Trindade para avaliar os impactos do temporal na Universidade.

De acordo com dados da Defesa Civil, a Capital registrou mais de 170 milímetros de chuva em apenas seis horas, chegando a 185 milímetros no acumulado de 24 horas — volume que provocou alagamentos em diferentes pontos da cidade e também no campus universitário.

Durante a vistoria, o reitor esteve acompanhado do prefeito universitário Matheus Lima Alcântara, do secretário de Comunicação Marcus Paulo Pessôa da Silva e da diretora-geral do Gabinete da Reitoria Camila Pagani. A comitiva visitou áreas do Centro Tecnológico (CTC), acompanhada pelo diretor Sérgio Peters e pelo vice-diretor Amir Antônio Martins de Oliveira Junior; o Laboratório de Anatomia do Centro de Ciências Biológicas (CCB), com o diretor Rui Prediger e docentes do centro; a Biblioteca Universitária, acompanhada pela diretora Gleide Bitencourte J. Ordovás; e o Centro Socioeconômico (CSE), com o servidor técnico-administrativo Marcio Antonio Nascimento, representando a Direção de Centro.

As equipes de limpeza da UFSC foram mobilizadas já na manhã desta terça-feira para atuar nas áreas afetadas. Nos locais que registraram maiores impactos, como a Biblioteca Universitária e o Laboratório de Anatomia, a Prefeitura Universitária dará início, a partir de janeiro de 2026, a ações de reparo e de prevenção, com o objetivo de reduzir riscos e minimizar danos em eventuais novos episódios de chuva intensa.

A Administração Central acompanha a situação e segue adotando as medidas necessárias para garantir a segurança da comunidade universitária e a preservação dos espaços da Universidade.

Secretaria de Comunicação
secom@contato.ufsc.br

Tags: Defesa CivilinspeçãoUFSC

Em entrevista, Reitor da UFSC esclarece situação orçamentária da instituição

23/12/2025 11:43

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, foi entrevistado nesta segunda-feira, 22 de dezembro, no programa Conversas Cruzadas, da Rádio CBN Floripa, para esclarecimentos da situação orçamentária da instituição. O apresentador e jornalista Renato Igor iniciou indagando o reitor sobre a coletiva de imprensa realizada na UFSC em março deste ano, em que a gestão havia alertado que a universidade teria recursos apenas até outubro de 2025.

O reitor explicou que foi necessário um esforço sem precedentes na história da UFSC para manter o funcionamento de uma instituição que atende 40 mil estudantes em 120 cursos de graduação e 150 de pós-graduação. “Criamos uma comissão com representantes de diversas áreas da gestão e da academia para avaliar os contratos, que são em torno de 200”, afirmou Irineu. A análise minuciosa de cada um resultou em uma economia de quase 5 milhões de reais em 2025 com aprimoramento e redução. Além disso, a universidade cortou diárias e passagens de estudantes, docentes, técnicos-administrativos e gestores, economizando quase 2 milhões de reais.

“Como reitor, desde julho, viajo sem receber diárias. Eu mesmo pago todos os custos”, revelou Irineu, que precisa ir mensalmente a Brasília para reuniões com outros reitores e reitoras, e no Ministério da Educação (MEC).

A universidade deixou de arcar com contas essenciais. A UFSC não paga a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) desde agosto, após negociação para transferir o pagamento para 2026, confirmou o reitor. Quanto à Companhia Energética de Santa Catarina (Celesc), os últimos três meses (outubro, novembro e dezembro) foram parcelados para pagamento no ano seguinte.

No total, a universidade conseguiu direcionar 19 milhões de reais em despesas de 2025 para o orçamento de 2026, incluindo pagamentos a empresas de limpeza, segurança, recepção e outras prestadoras de serviços. Irineu ressaltou que as negociações empresa por empresa foram fundamentais para garantir que funcionários terceirizados recebessem seus salários e 13º.

Para fechar o ano, a UFSC também recorreu a emendas parlamentares que originalmente tinham outras finalidades. O reitor negociou com a bancada catarinense para direcionar esses recursos ao pagamento de bolsas de permanência estudantil. “Todas as emendas que nós mudamos a finalidade, nós negociamos com o parlamentar ou com a bancada. Foi mudada a ata em Brasília, no MEC”, explicou Irineu, que destacou a sensibilidade dos parlamentares diante da situação crítica.

Apesar das dificuldades, o reitor garantiu que as atividades acadêmicas não foram comprometidas. “A prioridade foi a manutenção do ensino, da pesquisa, da extensão, do Restaurante Universitário, da Moradia Estudantil”, afirmou. Os cortes mais severos atingiram as atividades administrativas. As pró-reitorias e secretarias não receberam recursos, e mesmo as diárias acadêmicas para participação em congressos e seminários foram cortadas em 50%.

O cenário para 2026, contudo, é ainda mais preocupante. O orçamento de custeio e capital de 2025 foi de R$ 171 milhões. O governo federal propôs inicialmente para 2026 cerca de R$ 177,5 milhões, uma correção de apenas 3,5% quando a inflação estiver em torno de 5%. Porém, o Congresso cortou 7,25% desse valor, aproximadamente R$ 12,9 milhões. Com isso, o orçamento aprovado para 2026 é de cerca de R$ 164,6 milhões, inferior aos R$ 171 milhões de 2025.

“A situação ficou mais grave que o ano passado”, lamentou Irineu. O reitor explicou que há um movimento nacional para que o presidente Lula vete o corte do Congresso, mas reconheceu que a aprovação faz parte de um acordo com o governo federal e dificilmente haverá alteração. No ano passado, o Congresso havia cortado 8 milhões de reais, dos quais o governo recompôs 6 milhões e, no final do ano, concedeu uma suplementação de aproximadamente 1 milhão de reais, com o recurso chegando apenas no último dia 19 de dezembro.

A expectativa agora é que o MEC faça um esforço para repor os recursos. “As universidades não têm condições de se manter com esse corte, que já é um orçamento aquém do necessário”, alertou o reitor. A situação se agrava porque a universidade precisará primeiro recuperar o que foi retirado pelo Congresso para depois pedir uma suplementação adicional.

Um ponto positivo no orçamento de 2026 foi a autorização para ampliar as receitas próprias da universidade. No ano anterior, essa possibilidade havia sido reduzida de 47 para 45 milhões de reais pelo Congresso Nacional. Para 2026, a UFSC solicitou 53 milhões e tanto o MEC quanto o Congresso aceitaram esse valor. Essas receitas são provenientes de aluguéis de espaços no campus para bancos, restaurantes, entre outras atividades. Porém, permanece o chamado “pedágio” de 30%, uma retenção que o governo federal aplica sobre essas receitas. Esses recursos são basicamente alocados para a política estudantil, com os centros também ficando com uma parte para manutenção.

O reitor abordou também a visita à UFSC do ministro da Educação, Camilo Santana, neste mês de dezembro, em que afirmou que “falta gestão, não dinheiro, nas universidades federais”. Irineu explicou que há um equívoco nesta fala, uma vez que o governo federal de fato investiu mais recursos na educação, mas esses valores foram direcionados à criação de novos cursos, universidades, campi e institutos federais. “Se nós temos mais universidades com aquele mesmo bolo, então ocorre uma ampliação, mas a ampliação ela não atende todas as universidades”, argumentou.

Segundo o reitor, universidades mais antigas e consolidadas como UFSC, Universidade Federal da Bahia, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro perderam recursos. “Nós tivemos de 2015 para até hoje uma redução de mais de 50% dos orçamentos das universidades”, afirmou Irineu, classificando a equação como “um desafio diário” manter a instituição funcionando.

Para 2026, a UFSC já se prepara para um novo ciclo de dificuldades. “Já vamos iniciar novamente uma nova comissão para rever os contratos, e também buscar ampliar essa economia nas diárias de passagens”, anunciou Irineu. Paralelamente, os dirigentes das universidades federais continuarão pressionando o MEC e Congresso Nacional pela recomposição do orçamento. “As universidades públicas são o maior patrimônio do país e precisamos mantê-las”, concluiu o reitor.

Assista à entrevista na íntegra neste link.

Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

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