UFSC inaugura Instituto de Ecologização de Mares, Campo e Cidades para Combate à Fome e Pobreza

24/06/2026 17:00

Programa de Pesquisa e Inovação com Algas será a primeira ação do Instituto de Ecologização de Mares, Campo e Cidades para o Combate à Fome e à Pobreza (Fotos: Divulgação)

A Universidade Federal de Santa Catarina inaugurou no sábado, 20 de junho, o primeiro Instituto de Ecologização de Mares, Campo e Cidades para o Combate à Fome e à Pobreza. O espaço, na Fazenda Ressacada, passa a integrar a estrutura institucional com o propósito de fomentar o ensino, pesquisa e extensão nas áreas de ciências agrárias e ciências biológicas. A iniciativa deverá se dedicar à produção de arranjos e saberes que poderão contribuir para o combate à fome e à pobreza.

A ideia do instituto nasceu de uma visita do Ministro Wellington Dias, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. O ministro incentivou a criação do instituto para ser um modelo acadêmico dentro da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, iniciativa à qual a UFSC foi a primeira universidade brasileira a aderir. Uma emenda parlamentar viabilizou os recursos usados na reforma do espaço e a proposta ganhou apoio institucional do Gabinete da Reitoria, do Centro de Ciências Agrárias (CCA), do Centro de Ciências Biológicas (CCB), centros e departamentos da UFSC, além de instituições do Estado e da sociedade civil.

A solenidade de inauguração contou com a presença do reitor Irineu Manoel de Souza; da vice-reitora Olga Regina Zigelli Garcia; da diretora do CCA, Marlene Grade; do diretor do CCB, Rui Prediger; autoridades políticas, líderes de associações de pescadores e de maricultores; professores e servidores administrativos da UFSC e representantes da sociedade civil.

O professor Paulo Horta, um dos idealizadores do Instituto e coordenador das ações, agradeceu pelo apoio recebido, e a cada uma e cada um “que dedicaram recursos e esforços para transformar um prédio em um espaço de construção de pesquisa, inovação, extensão e ensino, em uma perspectiva crítica e emancipadora”.

Inauguração do Instituto, no dia 20 de junho, teve a presença de diversos apoiadores do projeto

Nesta primeira etapa, o instituto implementará o programa de Pesquisa e Inovação com Algas, conjunto de projetos que devem auxiliar maricultores a expandir e diversificar a produção de algas no Brasil. De acordo com o professor Horta, o Instituto buscará novos apoios para viabilizar a implementação de uma biorrefinaria de produção de fertilizantes, para fomentar a agricultura familiar a produzir alimento saudável de forma resiliente, sem agrotóxicos.

“Este projeto pode ser a ponte que vai potencializar a aproximação entre maricultores e agricultores, construindo uma base fundamental para termos mares, campo e cidades resistentes e resilientes aos desafios do século 21, quando o agravamento da crise climática e humanitária ameaça o pacto civilizatório”, disse o professor.

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Evento na UFSC dá início à implementação de rede nacional de internacionalização da pós-graduação

24/06/2026 15:00

Lançamento da Rede BRIDGES ocorreu no dia 22 de junho, na UFSC. Foto: Gustavo Diehl/Agecom

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou, no dia 22 de junho, o evento Marco Zero da Rede Building Research and Innovation towards Development and Global Exchange for Sustainability (Bridges), iniciativa aprovada no âmbito do Programa Capes Global.Edu e coordenada pela instituição. O evento marcou oficialmente o início da fase de implementação da rede, que reúne universidades de diferentes regiões do país em uma proposta inovadora de internacionalização da pós-graduação brasileira.

Realizada em formato híbrido, a cerimônia contou com a presença do reitor da UFSC, professor Irineu Manoel de Souza e de representantes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), dirigentes das instituições parceiras, coordenadores de programas de pós-graduação, pesquisadores, estudantes e membros da governança da Rede.
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UFSC desenvolve sistema digital para processo de aposentadoria de pessoas com deficiência

18/06/2026 11:05

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio de uma parceria entre o Departamento de Atenção à Saúde (DAS), a Divisão de Gestão de Processos e Sistemas (DGPS), a Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) e a Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic), finalizou a implantação de um novo sistema digital destinado às avaliações do Índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado para fins de Aposentadoria (IFBr-A).

A ferramenta, atualmente finalizada para integração com o Sistema Administrador de Recursos Humanos da UFSC (ADRH Web), representa mais um importante avanço da Universidade no fortalecimento de soluções tecnológicas voltadas à gestão, acompanhamento e avaliação em saúde dos servidores com deficiência, bem como na modernização dos processos de trabalho das equipes que atuam na área de saúde e segurança do trabalho.

Desde 2022, o Departamento de Atenção à Saúde (DAS) da UFSC vem realizando avaliações do Índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado para fins de Aposentadoria da Pessoa com Deficiência (IFBr-A) junto aos servidores da UFSC, ainda não implementadas para os órgãos partícipes da Unidade SIASS.

O IFBr-A é o instrumento utilizado para verificar o grau da deficiência do servidor para fins de concessão da aposentadoria da pessoa com deficiência, conforme previsto na Lei Complementar nº 142/2013 e na Emenda Constitucional nº 103/2019. A partir da regulamentação promovida pela Lei Complementar nº 142/2013 no âmbito do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), a Súmula Vinculante nº 33 do Supremo Tribunal Federal estendeu a aplicação dessas regras aos servidores públicos, até a edição de legislação específica.

No âmbito do DAS, a avaliação biopsicossocial é realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, composta por profissionais do serviço social, da perícia oficial e da saúde ocupacional, refletindo o compromisso institucional com uma abordagem integrada e centrada na funcionalidade e na participação social do servidor.

Em meados de 2024, a Direção do DAS articulou esforços com a Divisão de Gestão de Processos e Sistemas (DGPS) para a criação do sistema, buscando oferecer às equipes envolvidas uma plataforma segura, estruturada e integrada às bases de dados institucionais. A iniciativa decorre da compreensão de que a transformação digital e a inovação em saúde e segurança do trabalho são elementos fundamentais para proporcionar melhores condições de trabalho às equipes e qualificar os serviços prestados aos servidores.

O sistema foi desenvolvido pela DGPS , em parceria com o suporte tecnológico da Setic, a partir de amplo estudo de materiais técnicos, modelos de referência e legislações relacionadas ao IFBr-A. O processo de construção ocorreu em constante interlocução com a equipe multiprofissional do DAS, permitindo alinhar as necessidades técnicas e operacionais às rotinas de trabalho desenvolvidas pelos profissionais responsáveis pelas avaliações.

A solução desenvolvida busca otimizar os processos relacionados ao IFBr-A, promovendo maior segurança, padronização e organização das informações. A integração direta com a base funcional dos servidores proporciona maior consistência dos dados, redução de retrabalho e maior agilidade nos fluxos internos, contribuindo para uma gestão mais eficiente e para a qualificação dos atendimentos prestados.

Além de fortalecer a governança das informações, a iniciativa representa um avanço na incorporação de ferramentas digitais voltadas à saúde e segurança do trabalho, favorecendo melhores condições para atuação das equipes técnicas e impactando positivamente a experiência dos servidores atendidos, com maior rastreabilidade, confiabilidade e celeridade nos processos.

 

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Reitor empossa novos membros da Comissão Permanente de Pessoal Docente

15/06/2026 15:57

Posse dos novos integrantes da CPPD foi realizada no Gabinete da Reitoria (Fotos: Gustavo Diehl / Agecom UFSC)

O reitor Irineu Manoel de Souza deu posse, nesta segunda-feira, 15 de junho, a novos membros da Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD), em reunião realizada no Gabinete da Reitoria. Os novos integrantes da CPPD assumem para um mandato de dois anos (2026-2028).

Entre os membros titulares da comissão, oito são eleitos em consulta à categoria docente e três são indicados pelo Conselho Universitário. A eleição ocorreu em 30 de abril de 2026 e a Portaria de designação dos novos membros foi assinada em 21 de maio.

Foram designados, como representantes da carreira do Magistério Superior:

Paula Lazzarin Uggioni, titular;

Carla de Abreu D`Aquino, titular;

Luís Roberto Sousa Mendes, titular;

Deise Helena Baggio Ribeiro, titular;

Augusto Vanni Bodanezi, titular;

Mario Rodolfo Roldan Daquilema, titular; e

Meire Mezzomo, suplente;

Como representante da Carreira de Educação Básica, Técnica e Tecnológica (EBTT) foi designado Leonardo Francisco Schwinden.

Além do reitor, participaram da cerimônia de posse a pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceane Carraro, a diretora geral do Gabinete, Camila Pagani, o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer e a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), Nicolle Doneda Ruzza, representando a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Sandra Carrieri.

Vinculada à Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), a Comissão Permanente de Pessoal Docente é responsável em auxiliar na gestão da carreira dos professores. Suas principais funções são: Progressão e promoção: avaliar o desempenho dos docentes para avanços na carreira; Regime de trabalho: analisar pedidos de mudança de carga horária ou de dedicação exclusiva e Capacitação: avaliar solicitações de afastamento ou liberação para cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado.

 

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Colegiado da UFSC abre debate sobre revisão do regulamento dos cursos de graduação

03/06/2026 16:02

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abriu a sessão desta terça-feira, 2 de junho, com o debate sobre a proposta de revisão da Resolução nº 17/CUn/97 – que dispõe sobre o Regulamento dos Cursos de Graduação da UFSC -, solicitado pela Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd).

O conselheiro Sergio Romanelli, relator do processo, iniciou os trabalhos apresentando uma análise de dezenas de sugestões enviadas por conselheiros por meio de formulários. Segundo ele, o objetivo era modernizar uma resolução que hoje não atende à complexidade atual da graduação, destacando que o novo texto inclui capítulos inéditos sobre permanência estudantil e flexibilização de normas para reduzir a evasão.

Entretanto, o relator não acolheu a maioria das sugestões enviadas pela representação discente, como a paridade nos conselhos e o direito a voz e voto dos estudantes no Núcleo Docente Estruturante (NDE). Romanelli argumentou que mudanças na composição dos colegiados dependem de normativas superiores e que o NDE, por natureza, é um órgão técnico de professores.

Representatividade estudantil

A conselheira Amanda Zamboni afirmou que a Câmara de Graduação não foi o espaço ideal para o debate, pois possui baixa representatividade discente. Ela defendeu que a exclusão de estudantes com faltas disciplinares de cargos de representação, conforme previsto no texto, fere a autonomia do movimento estudantil.

Para Amanda, a nova resolução não apresenta avanços reais para o cotidiano dos alunos. “Tiramos a principal polêmica [o programa de acompanhamento discente punitivo] e agora a gente vai estar tentando aprovar uma resolução que no cotidiano estudantil não tem avanço nenhum”, declarou a conselheira. Ela ainda reforçou a necessidade de participação discente na elaboração dos cursos: “A gente tem o direito de estar nos espaços de elaboração do que são os cursos”.

O conselheiro Mateus da Costa Martins endossou as críticas, ressaltando que a discussão é um “acúmulo histórico” do movimento estudantil. Ele argumentou que a universidade deve ser um espaço de confronto de visões para gerar uma síntese de futuro. Martins pontuou que os estudantes buscam coisas básicas: “A gente quer mais paridade nos conselhos e colegiados”.

Outro ponto de grande tensão foi o Artigo 49, que estabelece o mínimo de 12 alunos para o funcionamento de uma turma. O conselheiro Paulo Horta defendeu a exclusão desse limite, argumentando que turmas menores garantem melhor qualidade de ensino e respeitam a diversidade de interesses dos alunos, especialmente em cursos práticos como a Biologia. “A nossa universidade ela precisa atentar para essa importância de nós termos cada vez mais a diversidade do nosso público respeitada”, afirmou Horta, classificando o número como sem base didática operacional.

Por outro lado, o conselheiro Raphael Falcão da Hora alertou para o risco de inviabilizar os departamentos caso o número mínimo seja reduzido, devido à falta de docentes. Segundo ele, sem dados estatísticos claros para a distribuição de vagas, a conta “simplesmente não fecha”. Em resposta, Paulo Horta disse que “se a gente tá precisando de professor, vamos para Brasília pedir para contratar, não podemos cortar na carne naquilo que é a qualidade do processo de educação”.

Apesar dos apontamentos do relator pela urgência da aprovação — alegando que o debate poderia continuar na Câmara de Graduação após a entrada em vigor da norma — o conselheiro Mateus formalizou o pedido de vistas, justificando a ação como uma forma de buscar uma “mediação possível” e garantir que a comunidade acadêmica avance junta. Com isso, a revisão da Resolução 17 permanece em aberto por tempo indeterminado.

Setor de Imprensa do GR | SECOM
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