2º Fórum Audiovisual de Natureza fortalece o cinema socioambiental; UFSC apoia a iniciativa

01/12/2025 18:11

Florianópolis recebe o II Fórum Audiovisual de Natureza, que marca um novo patamar na articulação do audiovisual socioambiental no Brasil. Integrado à décima edição do Festival Internacional de Cinema Socioambiental Planeta.doc — cuja programação se estende até 31 de agosto de 2026 — o encontro ocorre nos dias 4 e 5 de dezembro no Passeio Sapiens (Sapiens Parque) e reúne produtoras, realizadores, canais de TV, plataformas de streaming, agentes de mercado e instituições públicas e privadas.

Com foco mercadológico e temático em natureza, ciência, aventura, esporte, turismo e sustentabilidade, o Fórum consolida-se como espaço essencial de formação profissional, debate e apresentação de projetos (pitchings), além de promover rodadas de negociação e rodas de conversa com canais e distribuidoras como TV Brasil, Canal Futura, TV Cultura e Travel Box Brazil. As oficinas gratuitas de fotografia, storytelling e uso de drones estão com inscrições abertas no site oficial.

UFSC no apoio institucional

O evento conta com o apoio institucional fundamental da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Diversas estruturas da Universidade estão envolvidas, como a Sala Verde da UFSC, o Curso de Cinema da UFSC, o Labcine UFSC, a TV UFSC e o Neambi, além da Andifes. Este apoio reforça o caráter do Planeta.Doc como um espaço de formação de público, educação cidadã e debate qualificado sobre o futuro do planeta. Entre outras instituições parceiras citadas no release estão BRAVI, Instituto de Conteúdo Audiovisual Brasileiro (ICABI) e Ministério do Meio Ambiente (MMA), entre diversos apoiadores.

Programação

A programação divide-se entre o Passeio Sapiens (Sapiens Parque) e o Centro Integrado de Cultura (CIC):

Fórum Audiovisual (Passeio Sapiens): 4 e 5 de dezembro

O Fórum, sediado no Passeio Sapiens, reúne as principais produtoras, canais de televisão e plataformas de streaming, além de agentes de mercado, especialistas e realizadores comprometidos com narrativas sobre natureza, ciência, aventura, esporte, turismo e sustentabilidade.

  • Masterclass de Abertura: Na quinta-feira (4), às 9h30, o cineasta Jorge Bodanzky conduz a masterclass “Meu cinema como estratégia política”, reafirmando o audiovisual como instrumento de transformação social e ambiental.
  • Mercado: A programação inclui pitchings públicos para projetos selecionados, rodadas de negociação com players do mercado, rodas de conversa com canais e distribuidoras como TV Brasil, Canal Futura, TV Cultura e Travel Box Brazil, além da apresentação de cases de produtoras.
  • Oficinas Gratuitas: Formação profissional com foco em narrativas socioambientais, com inscrições gratuitas e abertas:
    • Olhares do Alto – Uso de Drones na Produção Socioambiental, com André Dib.
    • Storytelling e Cinema Socioambiental, com Vincent Carelli.
    • Olhar Selvagem – Fotografia Cinematográfica de Natureza, com Marina Klink.
    • Olhares em Trilha – Expedição Fotográfica: Descobrindo Floripa, com Rafael Paz.

Festival Planeta.Doc – Mostra Cineastas (CIC): 3, 5 e 6 de dezembro

As sessões abertas e gratuitas de cinema e debates no Centro Integrado de Cultura (CIC) têm o papel de ampliar o acesso do público às produções e discussões que moldam o futuro do cinema dedicado ao planeta.

  • Dia 3/12: Exibição de “Ruivaldo, o homem que salvou a Terra” e “Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky”, seguida de debate com o cineasta Jorge Bodanzky.
  • Dia 5/12: Sessão de curtas do cineasta Todd Southgate, dedicada a conflitos socioambientais. Após a sessão, às 19h30, roda de conversa com Jorge Bodanzky, Vincent Carelli e Todd Southgate.
  • Dia 6/12: Exibição de “Martírio”, de Vincent Carelli (sobre a luta Guarani Kaiowá), seguida do longa de Jorge Bodanzky, “As cores e amores de Lore”.

O Planeta.Doc foi selecionado pelo Prêmio Catarinense de Cinema, Edição Especial Lei Paulo Gustavo 2023. Além da UFSC e suas estruturas, o evento conta com apoio de instituições como BRAVI, Instituto de Conteúdo Audiovisual Brasileiro (ICABI) e Ministério do Meio Ambiente (MMA), entre outras.

Serviço

Fórum Audiovisual de Natureza

Onde: Passeio Sapiens e Centro Integrado de Cultura (CIC)
Quando: 4 e 5 de dezembro
Inscrições de oficinas (gratuitas): https://planetadoc.com/forum-novo/

Festival Planeta.Doc – Mostra Cineastas

Onde: Centro Integrado de Cultura (CIC)
Quando: 3, 5 e 6 de dezembro
Programação: https://planetadoc.com/programacao-cic/

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UFSC inaugura Núcleo de Ciências da Saúde do campus Curitibanos; lugar de ciência e cuidado com as pessoas

01/12/2025 16:58

Inauguração do Núcleo de Ciências da Saúde do campus de Curitibanos reuniu autoridades municipais e membros da gestão da UFSC. Fotos: Comunicação UFSC Curitibanos

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) celebrou nesta segunda-feira, 1º de dezembro, a inauguração do Núcleo de Ciências da Saúde (NCS) do campus de Curitibanos, um marco que representa um avanço significativo para a formação médica na região. A cerimônia reuniu autoridades municipais, incluindo o prefeito Kleberson Luciano Lima, o vice-prefeito Roque Stanguerlin e a presidente da Câmara de Vereadores Vilma Natalina Fontana Maciel, e da instituição, como o reitor Irineu Manoel de Souza, a diretora-geral do Gabinete Camila Pagani, o diretor do campus Guilherme Jurkevicz Delben e a diretora-administrativa Claudia Mayumi Uekubo, entre outros membros da comunidade universitária.

Em seu discurso, o diretor do campus, Guilherme Delben, enfatizou que a inauguração transcende o simbolismo da cerimônia e estabelece uma responsabilidade compartilhada entre Universidade e Município. Citando Albert Camus, o diretor afirmou que a verdadeira generosidade para com o futuro consiste em dar tudo ao presente, palavras que sintetizam o espírito do momento vivido pela instituição.

Delben dirigiu agradecimentos especiais aos gestores municipais, destacando o procurador-geral Herlon Adalberto Rech e o secretário de Transportes e Obras Christian Ortiz de Souza como parceiros fundamentais. O diretor ressaltou uma frase que frequentemente ouve dos representantes do município e que, segundo ele, resume a natureza singular dessa relação: “claro, é pela nossa Universidade”. Essa declaração simples, mas profunda, revela o compromisso de Curitibanos com a UFSC e evidencia um vínculo que vai além do administrativo.

A cessão do prédio pelo Prefeitura foi mencionada por Delben, que reconheceu no gesto inteligência política, compromisso ético e uma visão estratégica de que fortalecer a Universidade significa fortalecer a própria cidade em suas dimensões de saúde, bem-estar e capacidade de projetar futuro. A presença do reitor Irineu foi comparada à do saudoso professor Lúcio Botelho, ambos compreendendo a importância de expandir a UFSC para além do litoral catarinense.

O diretor caracterizou a relação entre a UFSC e Curitibanos como única, marcada por uma parceria viva e quase orgânica que produz sentido, pertencimento e compromisso mútuo. Segundo Delben, a Universidade não é apenas instalada no município, mas acolhida, reconhecida e integrada ao tecido da cidade, criando raízes genuínas no território.

Sobre o propósito do novo espaço, Delben expressou o desejo de que o Núcleo de Ciências da Saúde seja um lugar de pensamento rigoroso, ciência comprometida e cuidado com as pessoas, onde a generosidade com o futuro se manifeste diariamente no presente. O reitor Irineu complementou essa visão, afirmando que a conclusão do prédio representa não apenas a entrega de uma obra física, mas a consolidação de um projeto de interiorização do ensino superior e de melhoria da assistência à saúde no Meio-Oeste catarinense, região historicamente marcada pela carência de profissionais de saúde.

O curso de Medicina de Curitibanos iniciou suas atividades em março de 2025, mas os 33 alunos da turma pioneira precisaram adaptar-se a espaços provisórios cedidos pela Prefeitura Municipal, como o auditório da Secretaria Municipal de Educação e Cultura. Atualmente, os estudantes contam com infraestrutura adequada, que inclui laboratórios de anatomia, histologia, simulação, comunicação e informática, além de salas de tutoria e salas de aula.

A criação do curso atende a uma reivindicação que remonta a 2013, quando uma audiência pública evidenciou a demanda da comunidade local por formação médica na região. Após anos de espera, o Ministério da Educação autorizou oficialmente a criação do curso em abril de 2024, seguindo recomendação da Comissão de Acompanhamento e Monitoramento de Escolas Médicas. O curso rapidamente se consolidou como um dos mais concorridos da UFSC, ficando em segundo lugar na relação candidato/vaga no Vestibular Unificado de 2025, com média de 50,17 candidatos por vaga, superando o campus de Araranguá e ficando atrás apenas de Florianópolis, o que demonstra o interesse pela formação médica no interior do estado e a confiança da sociedade na qualidade do ensino oferecido pela universidade federal.

 

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Parceria entre Iphan e UFSC marca início da execução de projeto inédito nas fortalezas

01/12/2025 10:19

Vista noturna do Quartel da Tropa da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim. Imagem: Joi Cletison Alves

A primeira obra que irá integrar um projeto inédito na história das fortalezas sob gestão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), requalificando os monumentos, trazendo melhorias e novas atrações turísticas, será anunciada em evento nesta quarta-feira, 3 de dezembro, às 9h, na Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, em Governador Celso Ramos.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) fará o anúncio da programação dos Avanços do Patrimônio em Santa Catarina, em cerimônia oficial.

Essa ação vai integrar um projeto maior da UFSC: a Restauração das Fortificações Catarinenses #EuValorizoAsFortalezas, que prevê obras na fortificação, como recuperação de edifícios e novos espaços expositivos, atrações turísticas e comunicação visual, mas também soluções de acessibilidade e equipamentos renovados para atendimento ao público.

O anúncio desta quarta-feira envolve uma parceria entre Iphan e UFSC, gestora da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim desde 1979, para obras de preservação, restauração e requalificação.

Nessa fase, serão investidos R$ 17 milhões com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. Desse montante, R$ 15 milhões vão diretamente para as obras no Quartel da Tropa – o maior prédio da fortaleza – e trabalhos de arqueologia, além da criação de novos sanitários e da instalação de novas redes de infraestrutura hidráulica, elétrica e outras.

Ao todo serão investidos R$ 67 milhões

Os recursos serão transferidos do Iphan para a UFSC através de Termo de Execução Descentralizada (TED). Essa primeira intervenção de restauração e requalificação marca o início do projeto Restauração das Fortificações Catarinenses #EuValorizoAsFortalezas, criado em 2021, durante a pandemia de Covid-19, pela Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC) da Secretaria de Cultura, Arte e Esporte (SeCArtE) da UFSC.

Vista da Nova Casa do Comandante da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, 1999. Imagem: Alberto L. Barckert

Esse projeto, que transformará os patrimônios culturais sob gestão da UFSC, tem aporte total de R$ 67 milhões. Inicialmente, ele foi proposto pela Fundação de Amparo à Pesquisa e à Extensão Universitária (Fapeu), com orientação da CFISC, na Chamada Pública n° 1/2021 – Resgatando a história, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em 2022, a proposta foi aprovada pelo BNDES, com investimento de R$ 32,5 milhões. Como parte do processo para aprovação, a UFSC demonstrou ao banco a contrapartida de R$ 17,5 milhões já investida nas fortificações catarinenses pelo Iphan, pelo PAC anterior e pelo Fundo de Direitos Difusos. Até então, a soma estava em R$ 50 milhões. Com mais os recursos que serão anunciados nesta quarta-feira, o total chega aos R$ 67 milhões para investimentos exclusivos nas fortalezas.

Atrações musicais e novos espaços

O projeto Restauração das Fortificações Catarinenses #EuValorizoAsFortalezas será executado em três anos. O projeto prevê mais que obras nas fortificações. Há a previsão de 25 ações complementares, que envolvem desde apresentações culturais até montagem de um ônibus e uma embarcação, ambos movidos a energia elétrica gerada por sistema fotovoltaico para visitas à Ilha de Anhatomirim e Ilha de Ratones Grande. Também estão previstos novos usos para as fortalezas, que deverão receber mais atividades turísticas e de negócios, com auditórios para promoção de eventos e novos recursos de acessibilidade. Para a cerimônia desta quarta-feira, a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim será fechada ao público pela manhã.

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Segurança nas universidades federais inspira obra que reúne experiências e propõe caminhos

28/11/2025 17:25

A extinção do cargo de vigilante no serviço público federal, há mais de duas décadas, esvaziou o quadro de servidores dedicados à segurança nas universidades federais e transferiu a atividade para empresas terceirizadas. O diagnóstico, compartilhado por profissionais de cinco instituições federais de ensino superior, embasa o livro “Segurança Pública Institucional nas Instituições Federais de Ensino Superior: desafios e soluções”, que reúne experiências práticas e propostas para repensar o setor.

A obra foi organizada por Leandro Luiz de Oliveira, secretário de Segurança Institucional da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com Aritan Ventura, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Armando Nascimento, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Daniel Pereira, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); e Renan Canuto, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Produzida pela Editora Universitária da UFRPE e impressa na Gráfica da UFSC, a publicação conta com prefácios assinados pelos reitores das universidades envolvidas e por autoridades da área de segurança pública.

No prefácio, o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, contextualiza o problema. Segundo ele, a reforma gerencial dos anos 1990 promoveu o enxugamento da máquina estatal, valorizando terceirizações e reduzindo o número de servidores. Em 1998, a Lei 9.632 extinguiu o cargo de vigilante nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), institucionalizando a terceirização.

Leandro Luiz de Oliveira, secretário de Segurança Institucional da UFSC, é um dos autores da obra

As consequências, na avaliação do professor Irineu, incluem a dualidade de regime de trabalho entre terceirizados e servidores efetivos, alta rotatividade e falta de identidade dos funcionários com a universidade. “O tema da segurança nas universidades preocupa há muito toda a sociedade” e é “polêmico e muito debatido” dentro dos campi, afirma o reitor.

Leandro, que dirige a Secretaria de Segurança Institucional (SSI) da UFSC desde 2016, vivenciou a transformação. Servidor técnico-administrativo desde 1994, ele relata que, naquele ano, a universidade contava com cerca de 220 seguranças do quadro e não tinha terceirização. Hoje, são apenas 21 servidores de carreira, enquanto a instituição praticamente triplicou de tamanho. Nos campi de Araranguá, Curitibanos, Blumenau e Joinville, a segurança é totalmente terceirizada.

“O pessoal vai adoecendo, vai cansando. A gente acaba acumulando funções: atividade operacional e atividade administrativa”, relata o secretário, referindo-se à sobrecarga sobre o reduzido quadro de servidores, que além das operações diárias precisam lidar com licitações e elaboração de termos de referência.

Apesar das limitações de pessoal, a UFSC mantém um dos ambientes universitários mais seguros do país. Leandro destaca que a instituição possui o maior parque tecnológico de vigilância entre as universidades brasileiras, com 1.506 câmeras, cerca de 4.500 salas protegidas por alarme e uma central de monitoramento 24 horas que recebe imagens em tempo real dos quatro campi.

A política de segurança combina tecnologia com intervenções no espaço físico. Investimentos em iluminação, manutenção de equipamentos e controle de perímetro seguem princípios da arquitetura preventiva. “Manter espaços limpos, iluminados, com visibilidade, e trazer eventos culturais para ocupar a universidade ajuda na prevenção do crime”, explica o secretário.

Segurança pública, não privada

O livro defende que a atividade de segurança nas universidades federais tem natureza de segurança pública, não privada. “Primeiro, a legislação nos diferencia: você tem o Estatuto da Segurança Privada e a Lei 11.091, além do Decreto 5.624, que definem nossas atribuições”, argumenta Oliveira.

Outro diferencial apontado é o pertencimento institucional. O secretário destaca que o conhecimento do cotidiano acadêmico, da diversidade cultural e dos eventos estudantis exige uma abordagem preventiva e de diálogo. “A gente age muito na prevenção e nessa conversa com os nossos alunos. Eles participaram da proposta de política de segurança da UFSC, com Diretório Central dos Estudantes (DCE) e entidades de base envolvidos.”

O livro oferece um panorama do sistema de segurança pública e evidencia a complexidade da atividade no ambiente universitário. A estrutura começa pela revisão de conceitos e avança para a evolução da segurança universitária, a importância da reestruturação da carreira dos técnicos-administrativos na área e estudos sobre o agente de vigilância. Também discute a criação de uma polícia universitária federal e os desafios futuros do setor.

Entre as soluções defendidas pelos autores estão a reabertura de concursos específicos para segurança institucional, o reconhecimento legal da natureza de segurança pública da atividade, intervenções permanentes de ambiente e fortalecimento do monitoramento eletrônico.

Há perspectivas de avanço. Uma proposta em discussão prevê incluir, no macrocargo técnico, a especialidade de “proteção e segurança institucional”. Se aprovada pelo Ministério da Gestão e Inovação (MGI), com apoio da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e do Ministério da Educação (MEC), poderá viabilizar a abertura de concursos para a área.

Para o reitor Irineu Manoel de Souza, a força do livro está em aproximar teoria e prática. “O leitor terá a oportunidade de conhecer reflexões oriundas de experiências práticas dos autores, que acompanham e decidem situações reais e complexas de segurança no dia a dia”, afirma. Ele classifica a publicação como inovadora e aposta que se tornará obra de referência para profissionais e interessados no tema.

Exemplares foram encaminhados à Andifes e disponibilizados na Biblioteca Universitária (BU) da UFSC.

Mais informações: leandro.oliveira@ufsc.br

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Reitor da UFSC recebe estudantes e professores do novo curso de Licenciatura em Educação Escolar Quilombola

28/11/2025 16:46

A Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu, nesta sexta-feira, 28 de novembro, um grupo de estudantes – em sua maioria do Quilombo Invernada dos Negros, de Campos Novos (SC) -, além de docentes da Licenciatura em Educação Escolar Quilombola e representantes do Movimento Negro Unificado (MNU). Os visitantes também participam do I Encontro do Curso de Licenciatura em Educação Escolar Quilombola (EaD/Semipresencial), realizado nos dias 28 e 29 de novembro, na UFSC.

Integraram a agenda a coordenadora do curso, professora Maíra Samara de Lima Freire, do Departamento de Antropologia da UFSC, e Vanda Pinedo, representante do MNU, professora aposentada da rede estadual e docente na Educação Quilombola na modalidade EJA. O grupo foi recebido no Gabinete da Reitoria e, na sequência, iria visitar pró-reitorias estratégicas, em diálogo sobre a consolidação do curso – recém-implantado em formato EaD, com atividades presenciais no território.

Para a professora Maíra, a recepção institucional representa um passo simbólico e prático na trajetória da licenciatura. “Para muitas e muitos, este é o primeiro contato com a Universidade. É fundamental um acolhimento pensado para um curso que, embora seja EaD, tem especificidades porque parte das atividades ocorre dentro do território”, afirmou. Ela destacou que o encontro inaugura “um circuito de conversa e troca com a Reitoria”, fortalecendo o reconhecimento da iniciativa na UFSC. A coordenadora agradeceu “aos estudantes, aos colegas e à administração” pela acolhida que viabilizaram a agenda.

O reitor Irineu saudou o grupo e ressaltou o compromisso da UFSC com a inclusão. “Sejam todas e todos bem-vindos. Nossa Universidade é bem qualificada entre as federais, está entre as quatro melhores do Brasil”, disse. Ele lembrou que a instituição reúne cerca de 40 mil estudantes, mais de 2.800 técnicos-administrativos e 2.600 docentes. “A cada ano ampliamos cursos e programas de inclusão, buscando atender todos os setores da sociedade. Temos cotas raciais, indígenas e quilombolas”, afirmou. Apesar das restrições orçamentárias, o reitor frisou a continuidade das atividades: “Há uma luta constante para manter a Universidade funcionando, e felizmente temos conseguido. A UFSC é bem avaliada pelos órgãos educacionais e pela sociedade, e segue bastante procurada nos vestibulares”.

Na pauta, surgiram demandas de infraestrutura para o polo presencial no território. Maíra relatou que o Polo de Educação Escolar Quilombola “está em processo de consolidação” no Quilombo Invernada dos Negros e requer definição de espaço físico e de logística. “Hoje, embora o curso seja EaD, as aulas também ocorrem presencialmente e ainda não temos um local adequado para oferecê-las. Além disso, há o desafio do transporte: professores saem de Florianópolis para o território e nem sempre há condução para os estudantes”, apontou. Segundo a professora, a turma iniciou com 30 matriculados em abril e atualmente conta com 23 estudantes. “Temos uma rede de docentes da UFSC e convidados externos; é um curso financiado pela Capes. Este momento serve para compartilharmos como o curso se encontra e compreendermos como tem funcionado na prática”, completou. As visitas incluem a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), a Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (Prae), a Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd) e o Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape).

Representando o MNU, Vanda Pinedo agradeceu a recepção e resgatou o histórico da luta pela licenciatura. “Lançar a licenciatura quilombola é um desafio que carregamos desde 2013. Conversamos sobre isso com o professor Irineu logo após sua posse. É um feito de 12 anos”, afirmou. Ela citou contribuições que “ajudaram a fazer, lá em 2013, o primeiro lançamento da perspectiva de uma licenciatura quilombola na UFSC”.

Vanda reforçou a defesa da universidade pública. “Queremos verba pública para a universidade pública. Refutamos que essa licenciatura seja ofertada por uma instituição privada”, disse. Segundo ela, o MNU “brigou para que a licenciatura saísse pela Universidade Federal”, por entender que são as universidades públicas que “acolhem as comunidades desfavorecidas”. “Às vezes somos criticados por não ter começado antes, mas não gostaríamos que o orçamento federal desse suporte a privadas que não acolhem nossas comunidades”, afirmou. Ela parabenizou a equipe: “Sob coordenação da professora Samara, queremos o melhor na formação superior dos estudantes quilombolas. Há passos a avançar em 2026 para melhorar a estrutura e dar andamento aos projetos, mas estamos extremamente felizes por a licenciatura ser uma realidade – e em uma universidade pública”.

Ao final, o reitor Irineu reiterou o alinhamento institucional com a iniciativa. Para ele, o momento “é importante” e está em sintonia com a função da universidade pública: “atender todas as dimensões da sociedade”. “A UFSC tem se esforçado, apesar das dificuldades, para ampliar a inclusão”, concluiu.

Sobre o curso

A Licenciatura em Educação Escolar Quilombola (LEEQ) EaD/UFSC é ofertada no âmbito do Programa Nacional de Fomento à Equidade na Formação de Professores da Educação Básica (Parfor Equidade).

O LEEQ/UFSC, na modalidade a distância e em regime de alternância, está vinculado ao Departamento de Antropologia e ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). O objetivo é formar profissionais para o exercício docente na educação básica, em escolas de comunidades quilombolas ou que atendem estudantes quilombolas.

A proposta habilita professoras e professores para atuar no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, nas áreas de Linguagens; Ciências da Natureza e Matemática; e Ciências Humanas e Sociais. Visa ao pleno exercício da docência em uma perspectiva plural, anticolonial e transformadora, ampliando o aporte estrutural e legal relacionado à realidade e aos territórios quilombolas.

A Educação Escolar Quilombola baseia-se solidamente na tradição quilombola e promove uma educação sociocultural que integra ancestralidade e territorialidade à prática pedagógica.

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Fotos: DI-GR | SECOM

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