Audiência pública avança processo histórico das políticas de jornada de trabalho dos TAEs

01/07/2025 16:18

A definição das políticas institucionais relacionadas ao Teletrabalho, à Flexibilização da Jornada de Trabalho e ao Controle Social (CSocial) para o registro de frequência dos Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi o tema central de audiência pública realizada na manhã desta terça-feira, 1º de julho, no Auditório da Reitoria, no campus Trindade, em Florianópolis. O evento representou um marco decisivo em um processo histórico para a categoria, configurando-se como uma oportunidade essencial para discutir, sugerir melhorias e consolidar os projetos em desenvolvimento.

O encontro contou com expressiva participação dos TAEs, que formaram a maior parte do público presente, além de representantes de outros segmentos, como professores e estudantes. Na condução dos trabalhos, estiveram o reitor Irineu Manoel de Souza, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), Sandra Regina Carrieri de Souza, a diretora do Departamento de Administração Pessoal (DAP), Emanuella Kátia da Conceição dos Santos, e os servidores Salézio Schmitz Júnior e Patricia Cristina dos Santos Leocadio, da Divisão de Acompanhamento da Jornada de Trabalho (DAJOR). O evento também foi transmitido online, alcançando mais de 140 pessoas.

A audiência teve como eixo principal a discussão da minuta da Resolução Normativa, que consolidou as portarias nº 470, 471 e 473 (2023/GR). A minuta esteve em consulta pública até o dia 15 de junho deste ano, e as sugestões recebidas foram apresentadas e analisadas durante o encontro de hoje. A resolução abrange 22 capítulos, que tratam de princípios, conceitos, modalidades de jornada de trabalho, o papel das comissões setoriais e das unidades, além de temas como o CSocial, a compensação de horas extras e a operacionalização do teletrabalho. A transparência no processo e o protagonismo dos servidores foram amplamente destacados pelos gestores, enquanto as contribuições da consulta pública enriqueceram os debates, sendo avaliadas e registradas durante a apresentação.

A pró-reitora Sandra Carrieri destacou a relevância do caráter participativo desse processo. “Estamos na quinta audiência pública sobre o tema, buscando sempre aperfeiçoar a política com base nas contribuições da comunidade. Nosso objetivo é garantir que a proposta seja robusta, transparente e amplamente aceita por todos. Essa construção coletiva é essencial para o sucesso da iniciativa”, afirmou.

Sandra também relembrou os desafios enfrentados pela gestão desde julho de 2022. Na ocasião, havia uma decisão judicial que determinava a instalação de catracas e sistemas biométricos para controle de frequência na universidade, mas a administração optou por propor uma solução inovadora. “Com o apoio do reitor e de uma equipe altamente qualificada, desenvolvemos o sistema de controle social, que garante a autonomia da universidade e a transparência, sem abrir mão da legalidade”, explicou.

O controle social foi apontado como um diferencial da UFSC em relação a outras universidades federais. “Enquanto algumas instituições enfrentam dificuldades com o Programa de Gestão por Desempenho (PGD), a UFSC implementou um modelo que protege tanto a gestão quanto os servidores, sempre fundamentado na transparência e no respaldo legal”, acrescentou Sandra.

Já o reitor Irineu Manoel de Souza enfatizou a inovação e a relevância do projeto para os técnico-administrativos. “Essa política não é apenas legal, mas também essencial, pois reflete o compromisso da universidade com a eficiência, a transparência e a continuidade administrativa. Trata-se de uma conquista coletiva, resultado de três anos de debates envolvendo diferentes setores e perspectivas da nossa comunidade. Estamos construindo algo sólido e institucional, que valoriza tanto os servidores quanto a gestão pública”, destacou.

Durante a apresentação conduzida por Salézio, foram detalhados os 22 capítulos da minuta da resolução. Entre os temas abordados, destacaram-se a organização do trabalho, a ampliação do atendimento por meio da flexibilização da jornada e as modalidades de teletrabalho, integral e parcial. Salézio sublinhou que o teletrabalho é voluntário e depende da concordância da chefia imediata, sendo necessário que o servidor possua condições adequadas para desempenhar suas funções remotamente.

“A UFSC assegura total transparência e segurança jurídica em todas as políticas que implementa. O controle de frequência continua sendo uma premissa essencial, ao contrário do que ocorre em outras instituições que aderiram ao PGD. Estamos sempre buscando o equilíbrio entre a autonomia dos servidores, o atendimento às demandas da comunidade e a eficiência administrativa”, afirmou Salézio.

Entre as ideias sugeridas durante a audiência, destacaram-se propostas como a inclusão de políticas voltadas à saúde ocupacional, a regulamentação de intervalos na jornada flexibilizada e a ampliação do teletrabalho para até quatro dias por semana. No entanto, a possibilidade de instituir o teletrabalho integral para todos os servidores foi considerada inviável, já que o modelo atual já contempla situações específicas, como limitações de saúde.

Outro tema debatido foi a viabilidade do teletrabalho no exterior. “Essa proposta é incompatível com as regras vigentes, que exigem a presença do servidor em caso de necessidade administrativa. Além disso, a UFSC, como instituição pública brasileira, tem como objetivo atender demandas locais e nacionais”, pontuou Salézio.

O evento também foi marcado por agradecimentos aos diversos setores que contribuíram para o processo. “Essa política é uma conquista histórica da nossa comunidade, especialmente dos técnico-administrativos, que há três décadas reivindicam a flexibilização da jornada de trabalho. É gratificante ver que estamos avançando de maneira coletiva e responsável”, concluiu o reitor Irineu.

As sugestões apresentadas durante a audiência serão consolidadas em um relatório que será encaminhado, na sequência, ao Gabinete da Reitoria (GR) e, posteriormente, submetido ao Conselho Universitário (CUn) para avaliação final.

Os projetos-piloto do Teletrabalho, da Flexibilização da Jornada de Trabalho e do CSocial foram implementados em 31 de março de 2023, abrangendo todos os setores da universidade. O teletrabalho permite que os servidores realizem até três dias de trabalho remoto por semana, assegurando maior flexibilidade e eficiência no desempenho de suas funções. A flexibilização da jornada possibilita atendimentos contínuos de até 12 horas diárias, ampliando o suporte à comunidade universitária. Por sua vez, o sistema CSocial substituiu os métodos tradicionais de controle de frequência, promovendo maior transparência e facilitando o acesso público às informações de jornada.

Rosiani Bion de Almeida / Secom UFSC
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UFSC no Summit Cidades: palestras e estande com conhecimento, tecnologia e inovação

27/06/2025 10:38

Estande da UFSC no Summit Cidades 2025. Fotos: SECOM/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve uma participação inédita no Summit Cidades 2025, realizado de 24 a 26 de junho no CentroSul, em Florianópolis. Atuando como parceira institucional do evento, a UFSC marcou presença com um estande próprio durante os três dias, além das palestras de gestores universitários e pesquisadores. A participação da instituição promoveu uma ampla interlocução com diferentes setores da sociedade.

O estande da UFSC destacou uma série de projetos que refletem o impacto da Universidade no desenvolvimento social, econômico e tecnológico. Essa ação foi organizada de forma conjunta pela Secretaria de Comunicação (Secom) e o Departamento de Inovação (Sinova), integrada ao eixo “Conexão Externa” do Programa de Inovação e Empreendedorismo (Inova UFSC), que busca potencializar essas atividades, além de fortalecer parcerias estratégicas e novas oportunidades.

O reitor, Irineu Manoel de Souza, participou de um podcast no estande da UFSC

O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, esteve presente no primeiro dia e reforçou a relevância da participação da Universidade em um evento nacional como o Summit Cidades. “A UFSC tem o compromisso de contribuir para o desenvolvimento da sociedade por meio da ciência, tecnologia e inovação. Estar aqui, apresentando nossos projetos e dialogando com diferentes setores, é essencial para fortalecer nosso papel como universidade pública e ampliar nosso impacto social”, afirmou o reitor. Durante o evento, ele também cumprimentou autoridades locais e nacionais, como o prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto, e o ex-presidente da República, Michel Temer.

Entre os projetos da UFSC, o Fórum de Governança Ecosocial dos Bens Comuns de Florianópolis (Ecoar) chamou a atenção por seu trabalho em conjunto com associações comunitárias, lideranças e movimentos sociais. Outro destaque foi o Instituto de Inovação, Pesquisa, Empreendedorismo e Tecnologia da UFSC (InPETU hub), localizado no Sapiens Parque, que atua como pesquisas do desenvolvimento regional, conectando ideias, pessoas e organizações por meio de espaços colaborativos, programas de incubação e o projeto Sapiens Connect, que atrai novos empreendedores para o ecossistema local.

Também estiveram presentes o Projeto Contador Cidadão e o Programa de Formação Continuada, além do trabalho do Laboratório de Sinais, IoT e Imagens (LSIIM), que desenvolve tecnologias de visão computacional e inteligência artificial aplicadas à agricultura e segurança pública. O laboratório, composto por 35 pesquisadores, utiliza drones para reconhecimento de padrões em culturas como cana, soja e milho. Outro projeto inovador foi o jogo educativo Vidas em Jogo, que ensina crianças e adolescentes sobre primeiros socorros de forma lúdica e interativa.

O Mestrado Profissional em Saúde Mental e Atenção Psicossocial também foi representado, destacando sua formação de profissionais no campo da saúde mental. Além disso, o curso de formação em auriculoterapia e acupuntura, responsável por capacitar mais de 25 mil profissionais em práticas integrativas no Sistema Único de Saúde (SUS), reforçou o impacto das iniciativas da UFSC no bem-estar social. Outros projetos exibidos incluíram o Sistema de Telemedicina , o projeto RA nas Escolas, que utiliza realidade aumentada na educação, e ações voltadas para a inovação social.

Além do estande, as palestras ministradas por gestores da UFSC foram um ponto alto do evento. O secretário de Comunicação, Marcus Pessôa, participou do painel “Um Engenheiro na Comunicação”, detalhando sua trajetória e os desafios na estruturação da comunicação pública na Universidade. Por sua vez, o chefe de Gabinete Bernardo Meyer discutiu o tema “Inovação e Parcerias Público-Privadas: um caminho para melhorar as cidades”. A diretora de Inovação, Clarissa Stefani, reconhecida como uma das cientistas mais influentes da América Latina, apresentou dois painéis: “Marco Legal das Startups e CPSI: inovação como Estratégia de Governo” e “CPSI e Living Lab 5G: um projeto iniciado utilizando o Marco Legal das Startups”. Em ambos, foram evidenciadas a importância da inovação e da conectividade na transformação urbana.

Outro momento importante foi a abertura da palestra do comandante-Geral da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), Emerson Fernandes, feita pelo secretário de Segurança Institucional da UFSC, Leandro Oliveira. Em sua fala, Leandro destacou a relevância do trabalho dos policiais militares, e a importância da segurança pública como um pilar essencial na construção de cidades mais seguras e inovadoras.

Confira as fotos:

Sobre o Summit

A edição 2025 do Summit Cidades foi realizada de 24 a 26 de junho, no CentroSul, em Florianópolis, com foco na discussão sobre inovação, empreendedorismo, tecnologia, sustentabilidade urbana e comunicação política e institucional. O evento reuniu especialistas, gestores públicos, empresas, acadêmicos e a sociedade civil para debater as principais tendências e soluções que moldam o futuro das cidades, conectando os setores público e privado, além de fortalecer o protagonismo da academia nesse cenário.

Promovido pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), em parceria com o Consórcio de Inovação na Gestão Pública (Ciga) e o Consórcio Interfederativo Santa Catarina (Cincatarina), o Summit Cidades 2025 trouxe uma programação diversificada que incluiu palestras com nomes do cenário nacional e internacional, workshops, painéis, feira de negócios e o eixo científico Summit Cidades Academy, que explora temas fundamentais para a construção de cidades resilientes e sustentáveis.

 

Rosiani Bion de Almeida / Secom UFSC
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Reitoria da UFSC recebe Diretoria da Apufsc para discutir nova sede do sindicato

09/06/2025 09:30

Reunião do Gabinete da Reitoria da UFSC com a Diretoria da Apufsc-Sindical. Foto: SECOM/UFSC

Na sexta-feira, 6 de junho, o Gabinete da Reitoria (GR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou uma reunião com representantes da Apufsc-Sindical para discutir opções de locais para a nova sede da entidade. O encontro contou com a presença do reitor Irineu Manoel de Souza, da vice-reitora Joana Célia dos Passos, do chefe de Gabinete Bernardo Meyer, do diretor do GR João Luiz Martins, do assessor institucional Alexandre Verzani Nogueira e do pró-reitor de Administração Vilmar Michereff Junior. Pela Apufsc-Sindical, participaram o presidente Bebeto Marques e outros representantes da diretoria.

O reitor Irineu Manoel de Souza e o presidente da Apufsc Bebeto Marques. Foto: Apufsc-Sindical

O principal tema debatido foi a necessidade de realocar a sede da Apufsc devido ao projeto de demolição dos blocos modulados do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM). Em uma consulta de opinião realizada entre 28 e 30 de maio, a maioria dos docentes filiados sinalizou o desejo de transferir a sede para outro local definitivo dentro do campus, seja em uma edificação existente ou em um terreno para construção. Durante a reunião, o presidente da Apufsc apresentou os resultados dessa consulta, destacando que a questão será submetida à decisão final em assembleia, conforme o estatuto da entidade. Ele reforçou a urgência em resolver a situação, afirmando que a diretoria está empenhada em encontrar uma solução definitiva.

O reitor Irineu Manoel de Souza enfatizou a relevância do tema para a Administração Central e apresentou duas opções de locais definitivos para a nova sede da Apufsc: o prédio Flor do Campus e um terreno onde o sindicato poderia construir sua própria sede. Para o período de transição, considerando o início das obras de demolição, foram sugeridas salas na Biblioteca Universitária (BU) ou no Centro de Eventos. Os possíveis locais serão visitados nesta segunda-feira.

Participação de representantes da Administração Central da UFSC na Assembleia Geral Extraordinária da Apufsc, realizada em 26 de maio. Foto: Apufsc-Sindical

Essa reunião representa a continuidade do diálogo entre Reitoria e Apufsc, que já teve momentos importantes, como a participação de representantes da Administração Central na Assembleia Geral Extraordinária da Apufsc-Sindical, realizada no último dia 26 de maio. Na ocasião, foram esclarecidos diversos pontos sobre o futuro da sede da entidade.

O projeto de demolição da sede da Apufsc-Sindical insere-se em um plano mais amplo de reurbanização do Setor 9 do campus, conhecido como Renovação. A área, composta por edificações antigas, enfrenta problemas estruturais e de segurança, além de ser considerada subutilizada, apesar de sua localização central. A demolição é necessária devido à integração física e funcional da sede da Apufsc com os blocos modulados que serão removidos. O processo inclui a movimentação de terra, nivelamento do terreno e instalação de novas redes de infraestrutura, o que tornaria a edificação atual inutilizável ou inacessível.

O objetivo da reurbanização vai além da demolição, buscando transformar o local em um espaço de melhor qualidade para o campus. O projeto prevê a criação de um boulevard, rotas acessíveis e seguras, áreas de preservação e espaços estratégicos para futuras construções. O financiamento para a obra será realizado por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e o prazo estimado de execução é de 14 meses.

A Reitoria expressou o desejo de que a entidade permaneça no campus Trindade, e solicitou à Apufsc a elaboração de um plano de necessidades para a nova sede, detalhando características e dimensões desejadas, com o objetivo de viabilizar o planejamento e aprovação pela Prefeitura Universitária (PU). Também destacou que uma equipe foi designada para continuar as negociações e construir soluções em conjunto com a Apufsc, reafirmando seu compromisso com o diálogo e a viabilização da mudança para uma sede própria.


Rosiani Bion de Almeida 
/ SECOM UFSC
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Com informações do site da Apufsc e da Assembleia do dia 26 de maio

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Curso Educação do Campo assina acordo de cooperação com tradicional comunidade quilombola

09/12/2024 19:38

Representantes da UFSC e da comunidade quilombola Vidal Martins assinam acordo de cooperação. Fotos: SECOM/UFSC

No dia 6 de dezembro deste ano, o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, e a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), Leslie Sedrez Chaves, reuniram-se com os coordenadores do curso de Educação do Campo, os professores Roberto Antônio Finatto e Emeson Tavares da Silva; o servidor técnico-administrativo Caio Cesar Prado Gomes; as professoras Graziela Del Mônaco e Natacha Eugênia Janata; e membros e educadores da Comunidade Quilombola Vidal Martins. Na ocasião, a liderança local Shirlen Vidal de Oliveira representou a Associação dos Remanescentes do Quilombo.

O encontro no Gabinete da Reitoria da UFSC objetivou a assinatura de Cooperação Técnica entre o curso do Centro de Ciências da Educação (CED) e a tradicional comunidade quilombola. O professor Emeson, que também coordenou o acordo, destacou que o estabelecimento desta iniciativa “contribui para uma educação mais inclusiva, respeitosa e eficaz, além de fortalecer a comunidade quilombola”.

Emeson também explicou que é fundamental puder garantir as bases do curso de Educação do Campo, que ao longo do seu processo de construção, “vem ampliando o seu diálogo com diferentes movimentos sociais e abrangendo, cada vez mais, a Educação Quilombola e Indígena, bem como o compromisso com os sujeitos do campo, das águas e das florestas”.

Para ele, o acordo de cooperação trará várias implicações positivas no campo social, educacional, técnico-científico, político e econômico que beneficiam os agentes envolvidos. Entre outras consequências, citou que no âmbito social, “promove a preservação e divulgação da história, cultura e tradições da comunidade; fomenta a igualdade racial e social, combatendo discriminações; fortalece a autonomia e a organização comunitária”. No que se refere ao educacional, “desenvolve currículos que respeitam a realidade quilombola; prepara educadores para atuar em contextos quilombolas; e estimula trocas entre estudantes e comunidade”.

A Associação dos Remanescentes do Quilombo Vidal Martins é a primeira comunidade quilombola reconhecida pela Fundação Palmares na Ilha de Santa Catarina. Constituída desde 1831, é composta por cerca de 30 famílias descendentes de escravos.

Mais informações: educampo.grad.ufsc.br

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UFSC firma convênio com Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil

29/11/2024 16:20

Reitora em exercício da UFSC assina convênio com a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. Fotos: Maria Isabel Miranda/Agecom

A reitora em exercício da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Dilceane Carraro, e o diretor de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), Fernando Amaral Baptista Filho, assinaram nesta sexta-feira, 29 de novembro, na sala do Gabinete da Reitoria, convênio entre as instituições para a realização de ações que visam melhorar a saúde e a qualidade de vida de bancários associados da ativa e aposentados. O primeiro projeto a ser atendido é voltado ao enfrentamento de problemas relativos à saúde mental, em especial entre esses trabalhadores.

O convênio é resultante do programa de Conexões e Parcerias da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) da UFSC, a qual foi representada na assinatura pelo pró-reitor Jacques Mick. “O Banco do Brasil é uma das maiores empresas do Brasil e um símbolo da nossa economia. Os problemas que a Universidade vai ajudar a Cassi a enfrentar – que tem a ver não só com a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras, mas também com as questões organizacionais de uma grande companhia -, são pontos estratégicos e logísticos muito desafiadores para as nossas competências”, introduziu o professor Jacques. Para ele, há muito potencial nesse termo de cooperação, pela similaridade dos desafios que são partilhados pelos trabalhadores da Cassi, do BB e da Universidade.

Participaram da assinatura do convênio representantes da UFSC e do Banco do Brasil

Na ocasião, também estiveram presentes o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; o diretor do CCS, Fabricio de Souza Neves; a professora do Departamento de Psicologia, Suzana da Rosa Tolfo; a gerente da Unidade Cassi/SC, Emília Figueiredo; o gerente da Divisão de Convênios Cassi/Sede, Eduardo Machado; o coordenador do Conselho de Usuários Cassi/SC, Antonio João Furquin; e membro do Conselho de Usuários Cassi SC, Paulo Roberto. Representantes das duas instituições se manifestaram bastante satisfeitos com a materialização do convênio entre UFSC e BB, que pretende avançar em soluções frente aos desafios do mundo do trabalho.

O diretor Fernando Amaral contou em detalhes o histórico da criação da Cassi e, neste contexto, acredita que qualquer tipo de mudança tem que avançar na busca de conhecimento em benefício da sociedade. O gestor falou do tempo e das estratégias adotadas pela rede para continuar ampliando e atendendo cada vez mais pessoas. “Hoje nós cuidamos de 820 mil vidas, somente da Cassi são cerca de 580 mil, e os demais são parceiros dos convênios de reciprocidade. Montamos uma rede de 28 mil prestadores, que comporta todas as nossas necessidades”, reforçou.

Após uma rodada de apresentações de ambas as partes, a reitora Dilceane disse que a parceria estabelecida com a Cassi abre muitas possibilidades e potencialidades de pesquisas e de estudos conjuntos nas áreas técnica, educacional e científica. “Enquanto universidade pública, nós temos a obrigação de nos envolver com instituições que têm a forma de gestão cooperativa, sendo gerida pelos próprios funcionários, e isso traz muitos significados e mostra a importância de a gente estar nesses espaços que não sejam somente o do mercado, mas aqueles que formam pessoas que têm uma preocupação social, política e econômica genuína com a transformação e desenvolvimento do país”, ressaltou.

Rosiani Bion de Almeida | imprensa.gr@contato.ufsc.br
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