Conselho Universitário delibera sobre renovação do contrato do HU-UFSC com Ebserh

01/07/2026 17:16

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aprovou, em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira, 30 de junho, o parecer favorável à continuidade das negociações sobre a renovação do contrato da instituição com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), com a fixação de condicionantes para a discussão em Brasília. A reunião foi aberta à comunidade no Auditório da Reitoria, com transmissão ao vivo pelo canal do CUn no YouTube.

Ao abrir a sessão, o reitor Irineu Manoel de Souza informou que tratava-se de pauta única, solicitada pelo Gabinete da Reitoria (GR), e relatoria do conselheiro Rui Daniel Schroder Prediger. Antes da leitura, o parecerista classificou a matéria como uma das mais relevantes apresentadas pela CUn nos últimos anos. Segundo ele, o Conselho não discutiu apenas a renovação de um contrato administrativo, mas “o futuro de uma das principais estruturas estratégicas da UFSC”. Também ressaltou que o Hospital Universitário Professor Polidoro Hernani de Santiago (HU-UFSC) é “patrimônio da UFSC, do SUS e da sociedade catarinense”.

Em sua exposição, o relator destacou que o processo possui 470 páginas e disse que foi subsidiado pelo trabalho da comissão presidida pelo chefe de Gabinete Bernardo Meyer, responsável por avaliar a gestão dos últimos dez anos, além da organização cronológica deste processo.

O conselheiro Rui Daniel contextualizou que o contrato especial de gestão entre UFSC e Ebserh foi firmado em março de 2016, com vigência original de dez anos. Como esse prazo se encerrou em março de 2026, houve prorrogação administrativa até 15 de julho de 2026 para permitir a conclusão da análise institucional. De acordo com o relator, o tema ultrapassa a dimensão contratual e envolve a definição das bases de integração entre assistência, ensino, pesquisa, extensão e inovação.

O parecer também recupera o histórico do HU, concebido na década de 1980 em articulação com o Centro de Ciências da Saúde (CCS), com atuação exclusivamente vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS). O professor Rui comentou que o hospital exerce papel central na formação prática de residentes e graduandos e lembrou que, no Plano Diretor Estratégico (PDE) de 2024, estipulou-se como meta tornar-se hospital-escola de excelência até 2028.

Ao tratar da Ebserh, o relator lembrou que a empresa foi criada pela Lei nº 12.550/2011, em resposta à crise estrutural dos hospitais universitários. Segundo o parecer, a legislação preservou a autonomia universitária ao tornar facultativa a adesão. Rui Daniel assinalou ainda que, em 2026, a rede passou a adotar a denominação “HU Brasil” e atualmente administra 46 hospitais em 25 unidades da federação.

O relator recordou que a adesão da UFSC à Ebserh foi antecipada por forte controvérsia interna entre 2014 e 2015, episódio que marcou a história da instituição. Conforme descrito, a consulta pública de 2015 registrou 70% de manifestações contrárias à adesão, mas, em 1º de dezembro daquele ano, o CUn apresentou o início das tratativas por 35 votos identificados e dois contrários, em sessão realizada no Colégio da Polícia Militar.

Sobre os trabalhos da Comissão de Avaliação, instituída no final de 2023, Rui Daniel afirmou que houve um processo de escuta institucional que resultou em 16 recomendações. Entre elas, estão a exigência de cláusula de reabertura e manutenção da emergência pediátrica, bem como dos atendimentos de emergência nas áreas básicas; a consulta prévia obrigatória à comunidade para a escolha do superintendente; a oferta de moradia para médicos residentes; e a criação de um órgão consultivo interno, o Conselho Superior do Hospital.

Também integram as recomendações a criação de um site com indicadores de desempenho em tempo real; a inclusão de índices de rotatividade e absenteísmo entre os indicadores monitorados; a penalização da Ebserh em caso de descumprimento contratual; a integração do planejamento assistencial às necessidades de ensino; a priorização de pesquisas cooperativas por profissionais da UFSC; e mecanismos para atração de profissionais em setores com dificuldade de fixação.

Além disso, a comissão recomendou o fortalecimento da Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP), o reinventário de bens patrimoniados em nome da UFSC sob guarda da Ebserh, o aprimoramento dos procedimentos de desfazimento de bens móveis, o reforço da fiscalização pela administração universitária, a retomada das negociações sobre o termo de cessão do espaço no campus Trindade e a melhoria da comunicação entre a gestão do HU e os setores acadêmicos.

Na análise da gestão entre 2016 e 2026, o parecer apresentou avanços e fragilidades. Rui Daniel disse que houve “renovação tecnológica expressiva”, com a incorporação de mais de 500 novos equipamentos, entre tomógrafos e angiógrafos. Ele registrou ainda que, em 2023, o hospital alcançou 78,3% de cobertura financeira por receitas próprias e SUS.

Por outro lado, o relator recomendou a subutilização da capacidade instalada. Segundo os dados apresentados, a taxa de ocupação foi de 73,8% em 2023, abaixo da meta de 80%, e houve redução no número de cirurgias, de 4.686 em 2022 para 3.145 em 2023.

No campo acadêmico, o parecer apontou a persistência de divergências sobre as competências do GEP em relação às estruturas da UFSC e o excesso de burocracia para atividades acadêmicas. Rui Daniel destacou que permanece uma tensão entre a busca pela eficiência financeira da Ebserh e a missão universitária, com percepção de priorização de serviços mais rentáveis ​​em detrimento de áreas de maior valor pedagógico.

Ao examinar a minuta de renovação contratual, o relator afirmou que o texto revisado pela comissão reafirma o HU como regulamento suplementar da UFSC, propõe governança compartilhada, retira a obrigatoriedade de adesão ao Exame Nacional de Residência (Enare) e introduz a criação de um órgão colegiado consultivo paritário.

Com base nesse diagnóstico, Rui Daniel apresentou dez diretrizes institucionais para orientar a negociação: preservação da identidade acadêmica e da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; fortalecimento da governança e do monitoramento anual pelo CUn; desenvolvimento de indicadores acadêmicos e de gestão; integração permanente entre gestão hospitalar e departamentos acadêmicos; fortalecimento da pesquisa, inovação e extensão; valorização da preceptoria; transparência ativa; avaliação periódica com revisão anual no quinto ano; elaboração de cultura permanente de avaliação institucional; e fortalecimento do HU como referência nacional em integração e gestão pública.

Ao final da leitura, o relator apresentou o seu voto: “pela aprovação das diretrizes”, “pelo reconhecimento da minuta revisada como referência”, “pela autorização à Reitoria para negociar em Brasília” e “pela recomendação de prorrogação excepcional de 60 dias”, caso o prazo de 15 de julho fosse insuficiente para os ajustes finais.

Após o debate entre os conselheiros, Rui Daniel agradeceu as contribuições e respondeu aos pontos levantados durante a discussão. Disse que, em relação aos dados, a minuta prevê auditorias independentes custeada pela própria Ebserh. Também afirmou que não encontrou, nos autos, elementos que permitissem apresentar naquele momento um modelo imediato de não adesão. Em seguida, acolheu sugestão de dois conselheiros para alterar a redação do parecer: as “diretrizes” passariam a ser tratadas como “condicionantes fundamentais para a discussão em Brasília”.

Posto em votação, o parecer do relator foi aprovado no colegiado da UFSC por 34 votos favoráveis e 17 contrários.

Leia mais:

Renovação do contrato HU-UFSC e Ebserh (2026)

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Servidores devem seguir regras de conduta durante o período de defeso eleitoral

26/06/2026 16:30

O período de Defeso Eleitoral, em 2026, ocorre de 4 de julho a 25 de outubro, quando órgãos e agentes públicos devem seguir diversas regras e orientações especiais. O objetivo é garantir a isonomia de oportunidades entre os candidatos e a correta utilização de recursos e estruturas públicas, evitando condutas ou ações que possam prejudicar essa igualdade. 

Servidores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), responsáveis por páginas e perfis oficiais de centros de ensino, laboratórios, entre outros meios de comunicação, precisam seguir as determinações do Direito Eleitoral. Práticas que podem configurar abuso do poder político, abuso do poder econômico ou uso indevido dos meios de comunicação precisam ser evitadas, tanto em sites como em perfis oficiais. 

De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sites, portais e perfis institucionais em redes sociais são meios oficiais de publicidade. A publicidade institucional nesses perfis também configura conduta vedada se mantida no período proibido.

A vedação alcança publicidade institucional ainda que de caráter informativo, educativo ou de orientação social.

A seguir, estão compiladas algumas regras e orientações de conduta:

AGENTES PÚBLICOS

A regra básica de conduta dos agentes públicos é uso do bom senso e separação de espaços. Os espaços públicos, formados por recursos, estruturas, servidores, agendas e canais oficiais, são utilizados para comunicação institucional, divulgação de eventos, obras, serviços e políticas públicas. Neste espaço, a atuação é impessoal, informativa e vinculada ao interesse público. 

No espaço privado, como nas redes sociais pessoais, podem ser publicizadas opiniões,  preferências político‐partidárias, participação em atos de campanha, promoção pessoal e manifestação de apoio político. Cabe lembrar que o Código de Ética do servidor público estabelece que, mesmo fora do exercício do cargo ou função, “a dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores que devem nortear o servidor público”.

Os agentes públicos em atividade devem evitar a publicação de conteúdos de campanha eleitoral durante o horário de expediente, especialmente quando houver vínculo com a função pública exercida. Também é recomendável não utilizar recursos públicos como Wi-Fi institucional, computadores, celulares funcionais ou qualquer infraestrutura de órgãos públicos para produzir, acessar ou divulgar material de campanha eleitoral.

A qualquer tempo, sobretudo em anos eleitorais, é proibido ceder servidores/empregados ou usar seus serviços para comitês de campanha durante o expediente normal. Essa atuação político-eleitoral é permitida para servidor de férias e servidor formalmente licenciado. Servidores em atividade podem atuar fora do horário de expediente, como em finais de semana, à noite ou em horário de almoço.

PUBLICIDADE INSTITUCIONAL

A regra geral é a de que, durante o período de defeso eleitoral, fica vedada toda publicidade institucional, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública. Também fica proibido o uso de nomes, slogans, símbolos, expressões, imagens ou outros elementos que permitam identificar governos ou autoridades que estejam disputando cargo.

A simples manutenção de publicidade institucional é considerada uma irregularidade, não importando quando o conteúdo foi produzido ou autorizado. A publicidade pré-existente deve ser retirada ou ocultada de sites, redes sociais e outros meios durante o período vedado. 

Apesar das restrições, os canais oficiais das instituições podem continuar a divulgar conteúdo educativo, meramente informativo ou de serviço aos cidadãos. Entre os conteúdos permitidos estão resultados de avaliações, rankings e dados acadêmicos, que são considerados obrigação de transparência. Instituições de ensino como a UFSC devem continuar a divulgar conteúdos relacionados ao Enem, vestibulares, concursos e listas de aprovados.

Mesmo nestes casos, a linguagem utilizada não pode caracterizar o conteúdo como promoção de governo.  Deve-se evitar expressões como  “conquistas ou entregas da gestão”, “avanço histórico”, “ampliação de benefícios ou programas” e notícias em tom de comemoração.

As divulgações não podem conter slogan de governo, marca de gestão, fotos de autoridades ou quaisquer elementos que promovam a gestão.

Veja a cartilha do defeso eleitoral elaborada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

TRANSPARÊNCIA ATIVA

As vedações de publicações não alcançam as páginas, sites, plataformas e serviços destinados ao cumprimento de obrigações de transparência, como as agendas de autoridades, dashboards, painéis de dados e relatórios em tempo real. 

É permitida a manutenção de publicidade institucional para cumprimento, pelos responsáveis, de normas de transparência da Lei de Responsabilidade Fiscal, Lei de Acesso à Informação e Lei do Governo Digital.

REDES SOCIAIS

Como já visto, os perfis institucionais em redes sociais são considerados meios oficiais de publicidade. Por isso, também estão sujeitos a regras e restrições no período do defeso eleitoral. 

Os perfis institucionais não podem, por exemplo, seguir candidatos, curtir posts, comentar, compartilhar conteúdo e marcar perfis.

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República propõe dois procedimentos para os perfis institucionais durante o período eleitoral: o arquivamento de posts ou a suspensão total do perfil.

A suspensão integral do perfil elimina totalmente o risco eleitoral de manutenção indevida de algum conteúdo vedado e é compatível com a Resolução TSE nº 23.735/2024 —”providências necessárias” para adequação do acervo digital. É uma opção consolidada na eleição de 2022, em que órgãos federais suspenderam perfis sem contestação eleitoral. Os dados são preservados para reativação após o pleito e fica preservada a memória institucional.

No entanto, em caso de suspensão do perfil, o órgão precisa criar um novo para publicação dos conteúdos do período de defeso, caso tenha necessidade.

Já a ocultação, disponível na maioria das plataformas, elimina o risco eleitoral de permanência de conteúdo vedado; o perfil permanece ativo: seguidores retidos e canal disponível para publicações permitidas no defeso. Neste caso, é desnecessário criar um canal alternativo e não há dispersão de audiência. O acervo é preservado de forma privada e a ocultação é reversível após o pleito.

Confira o manual de arquivamento de publicações em período de defeso do Ministério da Educação (MEC)

EVENTOS

A lei não proíbe a realização de eventos institucionais em ano eleitoral. São permitidos, por exemplo, eventos comemorativos já incorporados ao calendário regular do órgão ou instituição. 

No período de defeso eleitoral, não é vedada a realização de eventos, tais como:

  1. de caráter técnico-científico, direcionados a público determinado e com divulgação restrita, com o objetivo de discussão de tema específico de interesse da Administração;
  2. comemorativos de datas cívicas, históricas ou culturais, desde que já incorporados ao calendário regular do órgão ou entidade;
  3. previstos em lei para realização nesse período específico;
  4. de inauguração, com observância das restrições legais;

A realização do evento e sua divulgação deverão observar algumas cautelas, para evitar a promoção ou favorecimento pessoal de agente público. O conteúdo apresentado e o material eventualmente utilizado no evento deverão ter caráter educativo, informativo ou de orientação social e utilizar linguagem neutra, sem emissão de juízo de valor e sem exaltação de atos, programas, obras, serviços e campanhas do órgão ou entidade, assim como a comparação entre diferentes gestões.

Pode-se usar placas, painéis e backdrops em eventos e obras, desde que estejam dentro do padrão de assinaturas permitido no período de defeso (sem símbolos, imagens e slogans de governo). Nestes casos, pode-se usar o brasão da República como imagem.

OBRAS

Nas inaugurações, pode ser fixada placa informando sobre a obra (objeto, órgão, prazo). As placas de obras não podem conter nomes, símbolos ou imagens de autoridades ou gestões.  

Para obras em andamento, é proibido manter publicidade institucional em sites oficiais e redes sociais. E placas já instaladas devem ser cobertas ou retiradas.

Em relação à participação de autoridades, a partir de 4 de julho é proibido o comparecimento de candidatos nas inaugurações de obras públicas.

BENS E VEÍCULOS PÚBLICOS

A qualquer tempo, é proibida a cessão ou uso de bens públicos móveis ou imóveis (carros, aviões, repartições) em benefício de candidato ou partido.

Exemplos:  Realização de comício em bem imóvel da União; utilização de veículo oficial para transportar material de campanha eleitoral ou para outro proveito pessoal do candidato; execução de lives com cunho eleitoral em residência oficial; cessão de repartição pública para atividade de campanha eleitoral; utilização de bens da repartição, tais como celulares e computadores, para fazer propaganda eleitoral de candidato; gravação de vídeos de servidores identificados como tais e com falas que promovem alguma candidatura política.

COMBATE À DESINFORMAÇÃO

A Cartilha da CGU traz uma seção destinada exclusivamente à questão da desinformação, assunto que vem merecendo atenção cada vez maior da Justiça Eleitoral. 

“Os agentes públicos devem estar atentos para não veicular notícias falsas, especialmente durante o período eleitoral. Esse tem sido um assunto de grande preocupação para o TSE, que, por exemplo, editou a Resolução nº 23.735/2024, cujo artigo 6º, §§ 3º e 4º preveem, respectivamente: “o uso de aplicações digitais de mensagens instantâneas visando promover  disparos em massa, com desinformação, falsidade, inverdade ou montagem, em prejuízo de adversária(o) ou em benefício de candidata(o) configura abuso do poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social” (Tribunal Superior Eleitoral, AIJEs nº 060196880 e nº 0601771-28, julgadas em 28/10/2021) e “a utilização da internet, inclusive serviços de mensageria, para difundir informações falsas ou descontextualizadas em prejuízo de adversária(o) ou em benefício de candidata(o), ou a respeito do sistema eletrônico de votação e da Justiça Eleitoral, assim como o uso de conteúdo sintético gerado ou modificado por inteligência artificial ou tecnologias equivalentes em violação às normas eleitorais, configura uso indevido dos meios de comunicação e, pelas circunstâncias do caso, também abuso dos poderes político e econômico”.

 

Disposições legais relacionadas

  • Assédio eleitoral: “É vedada a propaganda eleitoral ou o assédio eleitoral em ambiente de trabalho público ou privado, respondendo quem lhe der causa ou permitir sua ocorrência, nos termos da legislação vigente” (art. 19, § 2º-A da Resolução TSE nº 23.610/2019).
  • Captação de imagens: “É permitida a captação de imagens do bem público para servir de cenário de propaganda eleitoral, desde que: (1) o local das filmagens seja de livre acesso a qualquer pessoa; (2) o serviço não seja interrompido em razão das filmagens; (3) o uso das dependências seja franqueado a todos os demais candidatos; e (4) a utilização se restrinja à captação de imagens, sem encenação. (AgR no AREspEl nº 060055738, Relator Ministro Sergio Silveira Banhos, julgado em 24/03/2022).
  • remoção de servidor: “É conduta proibida a nomeação, contratação, admissão, demissão sem justa causa, supressão ou readaptação de vantagens, remoção ou transferência de ofício e exoneração de servidor público nos três meses que antecedem o pleito e  até a posse dos eleitos. (Art. 73, inciso V, da Lei n° 9.504/1997).
  • Renovação de contratos temporários: “A renovação de contratos de servidores  públicos temporários, nos três meses que antecedem as eleições, configura conduta vedada, nos termos do art. 73, inciso V, da Lei nº 9.504/1997.” (RESPE nº 38704, Relator Ministro Edson Fachin, julgamento em 13/08/2019).
  • Revisão de remunerações: “É conduta proibida fazer, na circunscrição do pleito, revisão geral da remuneração dos servidores públicos que exceda a recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição.  Período: a partir de cento e oitenta dias antes da eleição até a posse dos eleitos (cf. Lei nº 9.504/1997, art. 73, inciso VIII, e Resolução TSE nº 22.252/2006). OBS: De acordo com o TSE, “a aprovação, pela via legislativa, de proposta de reestruturação de carreira de servidores não se confunde com revisão geral de remuneração e, portanto, não encontra obstáculo na proibição contida no art. 73, inciso VIII, da Lei no 9.504, de 1997.” (CTA nº 772, que originou a Resolução nº 21.054, Relator Ministro Fernando Neves da Silva, julgada em 02/04/2002).

Veja a cartilha da Advocacia-Geral da União.

 

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UFSC inaugura Instituto de Ecologização de Mares, Campo e Cidades para Combate à Fome e Pobreza

24/06/2026 17:00

Programa de Pesquisa e Inovação com Algas será a primeira ação do Instituto de Ecologização de Mares, Campo e Cidades para o Combate à Fome e à Pobreza (Fotos: Divulgação)

A Universidade Federal de Santa Catarina inaugurou no sábado, 20 de junho, o primeiro Instituto de Ecologização de Mares, Campo e Cidades para o Combate à Fome e à Pobreza. O espaço, na Fazenda Ressacada, passa a integrar a estrutura institucional com o propósito de fomentar o ensino, pesquisa e extensão nas áreas de ciências agrárias e ciências biológicas. A iniciativa deverá se dedicar à produção de arranjos e saberes que poderão contribuir para o combate à fome e à pobreza.

A ideia do instituto nasceu de uma visita do Ministro Wellington Dias, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. O ministro incentivou a criação do instituto para ser um modelo acadêmico dentro da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, iniciativa à qual a UFSC foi a primeira universidade brasileira a aderir. Uma emenda parlamentar viabilizou os recursos usados na reforma do espaço e a proposta ganhou apoio institucional do Gabinete da Reitoria, do Centro de Ciências Agrárias (CCA), do Centro de Ciências Biológicas (CCB), centros e departamentos da UFSC, além de instituições do Estado e da sociedade civil.

A solenidade de inauguração contou com a presença do reitor Irineu Manoel de Souza; da vice-reitora Olga Regina Zigelli Garcia; da diretora do CCA, Marlene Grade; do diretor do CCB, Rui Prediger; autoridades políticas, líderes de associações de pescadores e de maricultores; professores e servidores administrativos da UFSC e representantes da sociedade civil.

O professor Paulo Horta, um dos idealizadores do Instituto e coordenador das ações, agradeceu pelo apoio recebido, e a cada uma e cada um “que dedicaram recursos e esforços para transformar um prédio em um espaço de construção de pesquisa, inovação, extensão e ensino, em uma perspectiva crítica e emancipadora”.

Inauguração do Instituto, no dia 20 de junho, teve a presença de diversos apoiadores do projeto

Nesta primeira etapa, o instituto implementará o programa de Pesquisa e Inovação com Algas, conjunto de projetos que devem auxiliar maricultores a expandir e diversificar a produção de algas no Brasil. De acordo com o professor Horta, o Instituto buscará novos apoios para viabilizar a implementação de uma biorrefinaria de produção de fertilizantes, para fomentar a agricultura familiar a produzir alimento saudável de forma resiliente, sem agrotóxicos.

“Este projeto pode ser a ponte que vai potencializar a aproximação entre maricultores e agricultores, construindo uma base fundamental para termos mares, campo e cidades resistentes e resilientes aos desafios do século 21, quando o agravamento da crise climática e humanitária ameaça o pacto civilizatório”, disse o professor.

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Evento na UFSC dá início à implementação de rede nacional de internacionalização da pós-graduação

24/06/2026 15:00

Lançamento da Rede BRIDGES ocorreu no dia 22 de junho, na UFSC. Foto: Gustavo Diehl/Agecom

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou, no dia 22 de junho, o evento Marco Zero da Rede Building Research and Innovation towards Development and Global Exchange for Sustainability (Bridges), iniciativa aprovada no âmbito do Programa Capes Global.Edu e coordenada pela instituição. O evento marcou oficialmente o início da fase de implementação da rede, que reúne universidades de diferentes regiões do país em uma proposta inovadora de internacionalização da pós-graduação brasileira.

Realizada em formato híbrido, a cerimônia contou com a presença do reitor da UFSC, professor Irineu Manoel de Souza e de representantes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), dirigentes das instituições parceiras, coordenadores de programas de pós-graduação, pesquisadores, estudantes e membros da governança da Rede.
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UFSC desenvolve sistema digital para processo de aposentadoria de pessoas com deficiência

18/06/2026 11:05

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio de uma parceria entre o Departamento de Atenção à Saúde (DAS), a Divisão de Gestão de Processos e Sistemas (DGPS), a Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) e a Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic), finalizou a implantação de um novo sistema digital destinado às avaliações do Índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado para fins de Aposentadoria (IFBr-A).

A ferramenta, atualmente finalizada para integração com o Sistema Administrador de Recursos Humanos da UFSC (ADRH Web), representa mais um importante avanço da Universidade no fortalecimento de soluções tecnológicas voltadas à gestão, acompanhamento e avaliação em saúde dos servidores com deficiência, bem como na modernização dos processos de trabalho das equipes que atuam na área de saúde e segurança do trabalho.

Desde 2022, o Departamento de Atenção à Saúde (DAS) da UFSC vem realizando avaliações do Índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado para fins de Aposentadoria da Pessoa com Deficiência (IFBr-A) junto aos servidores da UFSC, ainda não implementadas para os órgãos partícipes da Unidade SIASS.

O IFBr-A é o instrumento utilizado para verificar o grau da deficiência do servidor para fins de concessão da aposentadoria da pessoa com deficiência, conforme previsto na Lei Complementar nº 142/2013 e na Emenda Constitucional nº 103/2019. A partir da regulamentação promovida pela Lei Complementar nº 142/2013 no âmbito do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), a Súmula Vinculante nº 33 do Supremo Tribunal Federal estendeu a aplicação dessas regras aos servidores públicos, até a edição de legislação específica.

No âmbito do DAS, a avaliação biopsicossocial é realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, composta por profissionais do serviço social, da perícia oficial e da saúde ocupacional, refletindo o compromisso institucional com uma abordagem integrada e centrada na funcionalidade e na participação social do servidor.

Em meados de 2024, a Direção do DAS articulou esforços com a Divisão de Gestão de Processos e Sistemas (DGPS) para a criação do sistema, buscando oferecer às equipes envolvidas uma plataforma segura, estruturada e integrada às bases de dados institucionais. A iniciativa decorre da compreensão de que a transformação digital e a inovação em saúde e segurança do trabalho são elementos fundamentais para proporcionar melhores condições de trabalho às equipes e qualificar os serviços prestados aos servidores.

O sistema foi desenvolvido pela DGPS , em parceria com o suporte tecnológico da Setic, a partir de amplo estudo de materiais técnicos, modelos de referência e legislações relacionadas ao IFBr-A. O processo de construção ocorreu em constante interlocução com a equipe multiprofissional do DAS, permitindo alinhar as necessidades técnicas e operacionais às rotinas de trabalho desenvolvidas pelos profissionais responsáveis pelas avaliações.

A solução desenvolvida busca otimizar os processos relacionados ao IFBr-A, promovendo maior segurança, padronização e organização das informações. A integração direta com a base funcional dos servidores proporciona maior consistência dos dados, redução de retrabalho e maior agilidade nos fluxos internos, contribuindo para uma gestão mais eficiente e para a qualificação dos atendimentos prestados.

Além de fortalecer a governança das informações, a iniciativa representa um avanço na incorporação de ferramentas digitais voltadas à saúde e segurança do trabalho, favorecendo melhores condições para atuação das equipes técnicas e impactando positivamente a experiência dos servidores atendidos, com maior rastreabilidade, confiabilidade e celeridade nos processos.

 

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