Em reunião com a Apufsc, UFSC esclarece andamento da licitação do plano de saúde

16/09/2025 15:56

Vilmar Michareff, pró-reitor de Administração (esq.), Bernardo Meyer, chefe de Gabinete, participaram de reunião com a Apufsc representando a Reitoria da UFSC. Foto: Nathan Balthazar/Apufsc

A Associação dos Professores da Universidade Federal de Santa Catarina (Apufsc-Sindical) realizou, no último dia 11 de setembro, uma reunião ampliada da Diretoria para discutir o processo de licitação do plano de saúde dos servidores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Durante o encontro, a Administração Central da instituição prestou esclarecimentos, participou das discussões e garantiu que os serviços prestados aos beneficiários do atual plano de saúde não correm risco de interrupção. O contrato vigente entre a UFSC e a Unimed, que abrange quase 14.200 vidas entre docentes e técnicos, está previsto para encerrar em 1º de dezembro.

Representando a Reitoria da UFSC, estiveram presentes Bernardo Meyer, chefe de Gabinete; Vilmar Michereff Junior, pró-reitor de Administração; e Alexandre Verzani, assessor de Gabinete. Bernardo Meyer assegurou que “não haverá descontinuidade de serviço de plano de saúde aqui na Universidade Federal de Santa Catarina para os nossos servidores”. Ele reafirmou o compromisso da Administração Central em garantir que “nenhum servidor da UFSC fique sem serviço de plano de saúde” e destacou o empenho em encontrar uma solução. Além disso, Meyer comprometeu-se a trabalhar em parceria com a Apufsc para promover uma comunicação mais direta e antecipada sobre o processo.

O pró-reitor Vilmar Michereff explicou os aspectos técnicos do processo licitatório, destacando a complexidade das contratações no setor público. O novo edital apresenta uma ampliação significativa no escopo de cobertura, incluindo não apenas a UFSC, mas também o Instituto Federal Catarinense (IFC), a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e a Advocacia Geral da União (AGU). Com isso, o número de beneficiários potenciais aumenta de aproximadamente 14.000 para mais de 22.500 vidas, o que, segundo Michereff, representa um “ganho de escala bastante significativo”. Sobre as tentativas de licitação, ele informou que a primeira, realizada em 1º de agosto, foi deserta, ou seja, não recebeu propostas. Na segunda tentativa, realizada em 21 de agosto, duas empresas apresentaram propostas: Tempo Med e Vítrea Administradora. No entanto, a Tempo Med foi inabilitada por não atender aos critérios de qualificação econômico-financeira. A Vítrea Administradora encontra-se em fase de recurso, com prazo até 15 de setembro, e a decisão final da UFSC está prevista para o dia 7 de outubro. Apesar disso, a administração já antecipa que a empresa não possui capacidade para atender ao contrato.

Michereff garantiu que o novo contrato não implicará em “nenhuma redução de serviço” nem em limitações quanto à inclusão de dependentes. Contudo, haverá um aumento na coparticipação, que passará de até 20% para até 30% em alguns planos, com o objetivo de reduzir as mensalidades. Ele acrescentou que a pesquisa de mercado para o novo edital indicou valores “bastante parecidos com os valores que a gente pratica hoje”. Além disso, o edital exige maior transparência nos extratos de uso e no detalhamento das funções dos prepostos da empresa contratada, facilitando a fiscalização.

Michereff também destacou que, caso o recurso da Vítrea Administradora demore ou não seja viabilizado, a Administração Central já possui alternativas planejadas para evitar a interrupção do serviço. Entre elas, estão a recondução da licitação ou a realização de uma contratação emergencial, com duração de um ano, tempo considerado suficiente para organizar uma nova licitação de forma mais planejada.

Assista à reunião na íntegra:

 

Com informações da Apufsc

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UFSC divulga relatório do Plano Institucional de Gestão de Riscos 2020-2024

16/09/2025 09:50

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) encerrou o ciclo do Plano Institucional de Gestão de Riscos (PIGR), com os relatório de gestão de riscos publicizados, encerrando o ciclo do seu primeiro PIGR, implementado em 2020. O relatório final de acompanhamento registra os avanços da iniciativa, que fortaleceu a governança, o controle interno e a cultura organizacional voltada à prevenção e à melhoria contínua.

O PIGR possibilitou o mapeamento e o monitoramento de riscos capazes de impactar os objetivos do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2020-2024, além de consolidar metodologias e rotinas para gestão de riscos em âmbito institucional.

Com o encerramento do ciclo, a UFSC já iniciou a elaboração de um novo plano alinhado ao PDI 2025-2029, incorporando os aprendizados da primeira experiência. O objetivo é avançar na institucionalização das práticas de governança e transparência.

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Nota de esclarecimento sobre as tratativas referentes à sede da APUFSC

16/09/2025 09:27

A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em atenção à nota publicada pelo Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (APUFSC) em 12 de setembro de 2025, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos.

A UFSC reafirma seu compromisso com o diálogo transparente e a construção de soluções conjuntas. Em atenção à proposta da APUFSC, formalizada em resposta ao chamamento público para o uso da área conhecida como “Flor do Campus”, a Administração Central tem se dedicado a analisar a viabilidade do pleito.

Nesse sentido, foi realizada uma reunião, em 22 de agosto, entre Gabinete da Reitoria, Procuradoria Federal junto à UFSC e a APUFSC. Para dar seguimento à solicitação e, como encaminhamento, a Administração instituiu um Grupo de Trabalho (Portaria nº 1902/2025) para conduzir os estudos necessários. Uma nova reunião ocorreu em 11 de setembro, com a presença do Gabinete da Reitoria e da Pró-Reitoria de Administração (PROAD), para acompanhar os passos administrativos e jurídicos do processo.

A Administração Central reitera que a gestão de bens públicos exige análises técnicas e jurídicas aprofundadas. Conforme informado pela PROAD na reunião de 11 de setembro, a eventual demolição de uma edificação pública não ocorre por mera autorização, mas carece de uma tramitação processual específica para garantir a lisura do ato. Este entendimento, apresentado pela PROAD na referida reunião e, posteriormente, corroborado pela Procuradoria Federal junto à UFSC, serve de base para o trabalho que já está sendo conduzido com prioridade pelo GT mencionado.

A UFSC reafirma sua convicção de que o diálogo institucional e as instâncias formais de negociação são o caminho mais produtivo e eficaz para a construção de soluções. A gestão reitera seu total compromisso com este processo colaborativo e com o avanço das tratativas junto à APUFSC.

Reiteramos o nosso total comprometimento em encontrar a melhor solução para a sede da APUFSC, dentro dos prazos que os trâmites legais e administrativos permitem, e convidamos a diretoria do sindicato a manter o foco nas instâncias formais de negociação, onde os avanços concretos têm sido construídos.

Administração Central
Universidade Federal de Santa Catarina

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UFSC sedia debate sobre ‘Soberania Alimentar e Abastecimento Popular’

12/09/2025 18:17

Abertura do Seminário Soberania Alimentar e Abastecimento Popular, no Auditório da Reitoria da UFSC. Foto: Divulgação

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sediou a abertura do Seminário Soberania Alimentar e Abastecimento Popular nesta sexta-feira, dia 12 de setembro de 2025, no Auditório da Reitoria. A iniciativa do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e do Coletivo Raízes do Brasil de Santa Catarina reuniu agricultores, pesquisadores, estudantes e representantes de movimentos sociais para debater alternativas de produção e distribuição de alimentos em tempos de crise climática e insegurança alimentar. Segundo a organização, a proposta do seminário é reforçar que “comer é um ato político” e que a agricultura camponesa é um caminho fundamental diante desses desafios.

O debate se concentrou sobre como construir alternativas em face de graves ameaças que visam desmantelar conquistas sociais e ambientais. Entre as preocupações levantadas:

  • A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca remover o direito humano à alimentação adequada da Carta Magna, substituindo-o pelo termo “segurança alimentar”. Essa manobra é vista como uma tentativa de esvaziar o sentido profundo do direito, reduzindo-o a políticas assistencialistas e à lógica de mercado;
  • Um projeto de lei que libera a entrada de alimentos ultraprocessados na alimentação escolar, considerado um ataque direto à saúde das crianças e à cultura alimentar brasileira.

Essas iniciativas, segundo os organizadores, não são isoladas, mas representam a vontade de um “projeto colapsista de morte e cobiça, liderado pelas corporações transnacionais que enxergam a comida como mercadoria e não como um direito sagrado”. Esse modelo é criticado por “destruir a terra, envenenar corpos e mentes e desconsiderar a cultura que alimenta o povo”.

Em contrapartida, reafirma-se a crença de que “outra realidade é possível”, inspirada pela “história de resistência camponesa”. O conceito central é a soberania alimentar, hídrica, energética, genética e territorial, que vai além da mera produção de alimentos. Ela envolve o poder de decidir o que se come, como se produz e para que se produz, buscando o fim do controle da terra, sementes, água e meios de produção.

O “Plano Camponês” do MPA foi apresentado como um pilar para a construção do poder popular, visando garantir:

  • Reforma agrária popular nos territórios camponeses, indígenas e quilombolas;
  • Agroecologia como base produtiva, rompendo com agrotóxicos e transgênicos;
  • Abastecimento popular por meio de feiras, mercados locais e circuitos curtos de comercialização, garantindo “comida saudável a preço justo”;
  • A consolidação de uma aliança campo-cidade, reconhecendo que a luta por alimentação digna é compartilhada por trabalhadores rurais e urbanos.

O seminário, descrito como um espaço para “tecer alianças, compartilhar saberes e reafirmar o compromisso com um projeto de sociedade justa, igualitária e sustentável”, contou com o apoio institucional da Reitoria da UFSC, representada no ato pela pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis, Simone Sobral Sampaio.

Entre os apoiadores, destacam-se a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), da Teia de Articulação pelo Fortalecimento da Segurança Alimentar e Nutricional (TearSAN), do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Florianópolis (COMSEAS), do Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (LACAF/UFSC), da Cáritas Santa Catarina, além do coletivo Terra Trabalho Resistência (TTR/UFSC) e de parlamentares como o deputado federal Pedro Uczai, a deputada estadual Luciane Carminatti, o deputado estadual Marquito e a vereadora Ingrid Sateré Mawé.

UFSC na mesa política

A programação do seminário foi dividida em uma mesa política inicial, seguida por uma mesa de formação. A mesa política contou com a participação de diversas autoridades e representantes, incluindo:

  • Gilberto Schneider, do MPA Raízes do Brasil Santa Catarina
  • Simone Sobral Sampaio, pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis da UFSC
  • Deputado Federal Pedro Uczai
  • Deputada Estadual Luciana Carminatti
  • Vereadora de Florianópolis Ingrid Sateré Mawé
  • André Burigo, da Fiocruz
  • José Luiz Alves, secretário do Meio Ambiente da CUT Santa Catarina
  • Vitor da Silva Couto
  • Deputado Estadual Marcos José de Abreu (online)

As vozes presentes no auditório ecoaram as palavras que sintetizam a luta: “Pela vida, pela terra e pela soberania alimentar!”. A plateia foi convidada a repetir a afirmação: “Alimentação é direito, não é mercadoria!”. E os brados de “Fora agrotóxicos!” e “Contra as mudanças climáticas, temos a agricultura camponesa!”.

A pró-reitora da UFSC, Simone Sobral, iniciou sua fala parabenizando a organização do seminário e destacou que a alimentação e a soberania popular traduzem, de forma exemplar, a máxima de que “comer é um ato político”. Para ela, a agricultura camponesa é um caminho fundamental diante dos desafios que marcam a vida em sociedade. Ao criticar as desigualdades existentes, questionou que tipo de sociedade transforma tudo em mercadoria e defendeu a necessidade de refletir profundamente sobre os modelos que estruturam nossas relações sociais.

Simone enfatizou que a alimentação adequada deve ser reconhecida como um direito essencial, articulado a muitos outros, como educação, saúde, terra, moradia e dignidade. Ressaltou, nesse sentido, a importância de políticas públicas consistentes, sustentadas por investimento público e compromisso político, para que esse direito se concretize. Defendeu ainda o papel da universidade na produção de uma ciência crítica, comprometida com a igualdade e aberta ao diálogo entre os diferentes saberes – acadêmico, popular e dos povos originários – como parte da construção de novas formas de sociabilidade.

Como ação concreta, revelou que a UFSC está finalizando o chamamento público para aquisição de alimentos da agricultura familiar, uma lei que nunca havia sido implementada na instituição. O processo, segundo ela, exigiu grandes cuidados, pois envolve toneladas de alimentos destinados a cerca de 10 mil refeições diárias, servidas no Restaurante Universitário (RU). Ao encerrar, agradeceu especialmente aos estudantes e reafirmou: “comer é, todos os dias, um ato político”.

A programação iniciou às 12h, com a Feira de Saberes e Sabores, trazendo música e a comercialização de produtos da agricultura camponesa. Após o evento no auditório, o encerramento dos trabalhos ocorreu por volta das 17h, com um Café Camponês e uma feirinha com produtos agroecológicos de várias produções do interior do estado, além de produtos do Armazém do Campo do MST e do MPA.

 

Rosiani Bion de Almeida | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

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Reitoria visita estação da UFSC e conhece avanços na pesquisa em maricultura

12/09/2025 12:57

Visita do reitor Irineu Manoel de Souza à Estação de Maricultura Elpídio Beltrame (EMEB), na Barra da Lagoa. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

A Estação de Maricultura Elpídio Beltrame (EMEB), vinculada ao Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recebeu na manhã desta quinta-feira, 11 de setembro, a visita do reitor Irineu Manoel de Souza, que esteve acompanhado do assessor do Gabinete, Alexandre Verzani, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Sandra Carrieri. O encontro teve como objetivo prestigiar a estrutura de ensino, pesquisa e extensão que completa 40 anos em 2025, localizada na Barra da Lagoa, em Florianópolis (SC), bem como apresentar à Reitoria os projetos desenvolvidos nos laboratórios. Também participaram da visita a diretora do CCA, Marlene Grade, a chefe do Departamento de Aquicultura (AQI), Monica Yumi Tsuzuki, o administrador Carlos Alberto Sapata Carubelli, além de professores, estudantes e técnicos da unidade.

Com uma área construída de 9.800 m², a Estação abriga laboratórios dedicados a pesquisas e projetos relacionados ao cultivo de camarões, peixes marinhos nativos, moluscos e algas marinhas: o de Piscicultura Marinha (LAPMAR), o de Peixes Ornamentais (LAPOM), o de Moluscos Marinhos (LMM), o de Camarões Marinhos (LCM) e o de Cultivo de Algas (LCA).

A programação iniciou com um café da manhã oferecido à Reitoria, preparado com produtos resultantes dos próprios cultivos e pesquisas da Estação, como pão de alga, salicórnia e alecrim-do-mar. Na sequência, os visitantes conheceram o projeto pioneiro de reprodução de ouriço-do-mar em ambiente controlado, desenvolvido em parceria entre o LCM e o LMM. Pela primeira vez no país, a espécie foi produzida em laboratório, trabalho conduzido pelo pesquisador Cássio de Oliveira Ramos, que tem recebido destaque na mídia nacional.

Ainda durante a visita, foram apresentadas as atividades em andamento no LCA, sob coordenação do professor Roberto Derner e do biólogo Rafael Garcia Lopes. No LCM, o grupo acompanhou os estudos relacionados ao cultivo multitrófico integrado – sistema sustentável que combina a criação de camarões, peixes, macroalgas e plantas halófitas, como salicórnia e alecrim-do-mar. A pesquisa é conduzida pelo professor Walter Quadros Seifert, pelo pesquisador Felipe do Nascimento Vieira, pelas biólogas Cláudia Machado e Cibele Tesser, e pelo professor Frank Bellettini.

O roteiro incluiu ainda a visita ao LAPOM, conduzida pela professora Mônica Tsuzuki e pela engenheira de Aquicultura Renata Ávila Ozório, que apresentaram exemplares de cavalos-marinhos, peixe-palhaço e outras espécies de interesse ornamental. No LAPMAR, os visitantes acompanharam os projetos voltados ao cultivo de tainha e miragaia, sob responsabilidade da professora Aline Brum Figueredo Ruschel e do engenheiro de Aquicultura Caio Cesar França Magnotti.

A visita foi concluída no LMM, marco inicial da maricultura de ostras em Santa Catarina. Responsável por quase 100% da produção de sementes de ostras no Estado, o Laboratório registrou, no último ano, a marca de 70 milhões de sementes produzidas, destinadas tanto a maricultores locais quanto de outras regiões do Brasil. O setor é supervisionado pelo oceanólogo Cláudio Blacher e pelo professor Cláudio Manoel Rodrigues de Melo.

Para o reitor Irineu Manoel de Souza, a Estação “é um patrimônio acadêmico e científico da Universidade, com atuação reconhecida nacionalmente. Projetos como a reprodução inédita de ouriços-do-mar de forma controlada e a produção de sementes de ostras que abastecem maricultores em todo o Brasil demonstram o caráter estratégico desta unidade”. Reconheceu que “esse trabalho só é possível graças à dedicação diária de pesquisadores, técnicos, estudantes e profissionais que mantêm em funcionamento a infraestrutura e a excelência científica da unidade, mesmo diante das limitações orçamentárias que desafiam a universidade pública. A Reitoria reafirma seu compromisso de fortalecer essas iniciativas que, com conhecimento, esforço e responsabilidade, unem ciência, impacto social e preservação ambiental em benefício da sociedade.”

Laboratórios do EMEB

Laboratório de Camarões Marinhos (LCM/AQI): Foi o primeiro laboratório a ser instalado na área da EMEB. Com apoio financeiro do Programa Embrater-Sudepe-BIRD e da Fundação Banco do Brasil, o LCM foi concebido para apoiar o desenvolvimento do cultivo de camarões em Santa Catarina, atuando na pesquisa, ensino e extensão, especialmente na produção de pós-larvas para atender o setor produtivo. Desenvolve pesquisas sobre a nutrição de camarões.

Laboratório de Piscicultura Marinha (LAPMAR/AQI): Iniciou suas atividades em 1990. Inicialmente, estudou duas espécies de robalo, peixes valorizados no mercado. Mais recentemente, o LAPMAR retomou estudos com a tainha, uma das primeiras espécies marinhas estudadas no Brasil, que havia tido as pesquisas paralisadas desde a década de 1990. Atualmente, a tainha e o robalo são vistos como alternativas interessantes para as fazendas de carcinicultura marinha. O LAPMAR estuda espécies e apoia produtores e parceiros no desenvolvimento de tainhas, robalos e sardinhas.

Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM/AQI): Desde 1995, o LMM desenvolve pesquisas na área de reprodução e produção de formas jovens de moluscos nativos. Através do desenvolvimento tecnológico, o laboratório apoia o crescimento da maricultura no estado. Seu foco principal é a produção de sementes de ostras nativas e ostras do pacífico, atendendo cerca de 80 produtores, principalmente na Grande Florianópolis, com uma produção média anual de 45 milhões de sementes. O trabalho desenvolvido pelo LMM/AQI/UFSC é um destaque na maricultura de Santa Catarina.

Laboratório de Cultivo de Algas (LCA/AQI): Implantado a partir da estrutura física do Setor de Microalgas do LCM, o LCA inicialmente dedicava-se exclusivamente à produção de culturas de microalgas para a alimentação de larvas de camarões marinhos. A partir de 2003, suas linhas de pesquisa foram direcionadas para a aplicação biotecnológica das microalgas. Em 2010, teve início a Seção de Macroalgas dentro da EMEB, com o objetivo de desenvolver pesquisas relacionadas ao cultivo massivo e agregação de valor a macroalgas de interesse comercial. Diversos estudos sobre cultivo integrado com camarões e moluscos estão sendo realizados, além de pacotes tecnológicos de espécies e trabalhos junto a produtores de moluscos para oferecer uma nova fonte de renda. Estudos liderados pela professora Leila Hayashi no contexto da EMEB foram fundamentais para a autorização de cultivo comercial da macroalga Kappaphycus Alvarezii em Santa Catarina.

Laboratório de Peixes Ornamentais (LAPOM/AQI): Integrado à Estação em 2009, o LAPOM desenvolve tecnologia para a produção de peixes ornamentais marinhos, com foco em espécies nativas e ameaçadas de extinção.

A EMEB, e, por extensão, seus laboratórios, contaram com o apoio de diversas instituições para sua criação e instalação, incluindo o Governo de Santa Catarina, a Fundação de Amparo a Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) e a Agência Canadense de Cooperação Internacional, que forneceu aporte técnico e financeiro ao Projeto Brazilian Maricultura Linkage Program (BMLP). Existe também uma parceria com o Projeto Tamar – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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Rosiani Bion de Almeida | SECOM
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Fotos: Gustavo Diehl | Agecom | UFSC

 

 

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