UFSC e Unimed discutem ajustes na execução do contrato emergencial e revisão de coparticipações

23/01/2026 19:30

Representantes da UFSC e Unimed reuniram-se nesta sexta-feira para tratar de questões sobre a execução do Contrato Emergencial nº 179/2025. Foto: GR

Representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Unimed Grande Florianópolis (UGF) reuniram-se nesta sexta-feira, 23 de janeiro, no Gabinete da Reitoria, para tratar de questões sobre a execução do Contrato Emergencial nº 179/2025. O encontro deu sequência às tratativas iniciadas na última reunião e concentrou-se em correções de cobranças, transparência de tabelas e revisão de procedimentos com maior impacto nas coparticipações.

Participaram pela UFSC: o reitor, Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), Sandra Carrieri; a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), Nicolle Ruzza; a secretária de Planejamento e Orçamento, Andréa Cristina Trierweiller; o pró-reitor de Administração, Vilmar Michereff Junior; a diretora-geral do Gabinete da Reitoria (GR), Camila Pagani; o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; a servidora Helena Lolli Savi, e o coordenador de Fiscalização de Contratos Terceirizados, Gabriel Nascimento Kinczeski. Pela UGF: o CEO, Evaldo Soares Rodrigues; a gerente de Mercado, Larissa Schütz da Silva; o coordenador de Mercado e Custos Assistenciais, Leandro Silveira; e o analista de Customer Success, Elson Semiro Alves Júnior.

A UFSC solicitou esclarecimentos sobre a aplicação de um reajuste de 25,9% em boleto referente ao dia 1º de dezembro, último dia de vigência do contrato 232/2019, e informou aguardar manifestação formal da operadora sobre a revisão do valor, já solicitada na reunião anterior. Segundo a gestão, essas medidas precisam ser documentadas e comunicadas com clareza à comunidade.

A análise interna apontou aumentos considerados elevados em procedimentos de alta utilização, o que tem ampliado os boletos mensais, especialmente para famílias que realizam terapias de forma frequente. Como alternativa, a universidade sugeriu que, nesses casos, sejam adotadas faixas menos onerosas da CBHPM ou de tabela de referência da Unimed, preservando o equilíbrio econômico do contrato.

O debate também foi contextualizado por indicadores inflacionários e, nesse sentido, a Unimed se mostrou acessível à solicitação. Será feito um trabalho quanto à problemática apontada, a fim de tornar os serviços mais acessíveis à comunidade que deles depende.

Levantamento apresentado estima inflação acumulada próxima de 40% entre dezembro de 2019 e dezembro de 2025, enquanto parte dos itens avaliados como muito utilizados superaria, e muito, 60% de reajuste. Para a UFSC, a grande diferença ajuda a explicar a insatisfação dos usuários e reforça a necessidade de justificativas técnicas transparentes quando houver variações acima do inflacionário.

Como encaminhamentos, a universidade aguarda resposta sobre a revisão do reajuste aplicado no último dia de contrato e a reavaliação de procedimentos de maior frequência, com prioridade às faixas e valores menos onerosos. Desta forma, a UFSC espera a rápida solução das pendências, com transparência e comunicação efetiva.

Divisão de Imprensa do GR | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: Plano de saúdeTabela de coparticipaçãoUFSCUGFUnimed

UFSC e Universidade do Paquistão firmam cooperação para pesquisas em Saúde

23/01/2026 08:47

Khyber Medical University (KMU). Foto: divulgação

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) firmou acordo de cooperação acadêmica com a Khyber Medical University (KMU), do Paquistão, com foco na expansão de parcerias internacionais, na mobilidade acadêmica e no desenvolvimento de pesquisas em Enfermagem. A colaboração envolve o Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PEN/UFSC) e o Institute of Nursing Sciences (KMU), fortalecendo a internacionalização do ensino superior e a produção científica conjunta.

Assinado em agosto de 2023, o acordo prevê uma ampla gama de atividades, incluindo:

  • mobilidade acadêmica de estudantes (graduação e pós-graduação), professores, pesquisadores e técnico-administrativos;
  • realização de projetos de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária;
  • programas de dupla diplomação, cotutela e doutoramento;
  • participação e organização de seminários, palestras, simpósios e encontros acadêmicos.

Professora da UFSC Maria de Lourdes de Souza

Na UFSC, a coordenação é da professora Maria de Lourdes de Souza, do PEN. Na KMU, a responsável é Sabiha Khanum, do Institute of Nursing Sciences. Entre as frentes já em andamento, destacam-se atividades de coorientação internacional em nível de pós-graduação, que promovem o intercâmbio de conhecimento, a colaboração entre docentes e a formação de pesquisadores em temas de alta relevância científica.

Projetos de pesquisa em cooperação

  • Challenges and care needs of patients with pre-eclampsia at public sector teaching hospitals of Peshawar – pesquisadora: Romisa Khan
  • Women’s Experiences of Intrapartum Nursing Care in Public Sector Hospitals of Khyber Pakhtunkhwa – pesquisadora: Nishat Perveen

A parceria atual se apoia em uma trajetória de colaboração entre as instituições e seus pesquisadores. Em 2012, Sabiha Khanum realizou doutorado na UFSC, com bolsa do CNPq, sob orientação de Maria de Lourdes de Souza. Desde então, a rede de cooperação se ampliou: Najma Naz concluiu doutorado no PEN/UFSC, com bolsa da Capes, orientada por Grace Dal Sasso e coorientada por Maria de Lourdes; e o engenheiro Ali Sayyed obteve o título de doutor em Engenharia de Automação e Sistemas na UFSC, orientado por Leandro Buss Becker, também com bolsa da Capes.

Os vínculos acadêmicos permaneceram após as titulações, resultando em pesquisas e publicações conjuntas nas áreas de obstetrícia, saúde materna, redes e tecnologias aplicadas à saúde da mulher e aos cuidados em Enfermagem. Com o acordo formalizado, UFSC e KMU ampliam a cooperação institucional e criam novas oportunidades para a formação de recursos humanos qualificados, a produção de conhecimento e a transferência de práticas inovadoras na área da saúde.

Divisão de Imprensa do GR | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: acordo de cooperaçãoCapesInstitute of Nursing SciencesKhyber Medical UniversityPaquistãoPrograma de Pós-Graduação em EnfermagemUFSC

UFSC reúne-se com a Unimed para discutir ajustes no plano de saúde

21/01/2026 17:20

Representantes da UFSC e Unimed reúnem-se para tratar do Contrato Emergencial nº 179/2025. Fotos: Secom

Representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Unimed Grande Florianópolis (UGF) reuniram-se na manhã de quarta-feira, 21 de janeiro, no Gabinete da Reitoria, para questões relacionadas à execução do Contrato Emergencial nº 179/2025, vigente desde 2 de dezembro de 2025, que vem gerando insatisfação entre os beneficiários do plano.

Participaram pela UFSC: o reitor, Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), Sandra Carrieri; a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), Nicolle Ruzza; o secretário de Comunicação (Secom), Marcus Pêssoa; o procurador federal junto à UFSC, Juliano Scherner Rossi; a diretora do Departamento de Contratos (DPC/Proad), Ana Paula Peres da Silva; a diretora-geral do Gabinete da Reitoria (GR), Camila Pagani; o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; e o coordenador de Fiscalização de Contratos Terceirizados (CPC/DPC), Gabriel Nascimento Kinczeski. Pela UGF: o CEO, Evaldo Soares Rodrigues; a gerente de Mercado, Larissa Schütz da Silva; o coordenador de Mercado e Custos Assistenciais, Leandro Silveira; e o analista de Customer Success, Elson Semiro Alves Júnior.

A UFSC manifestou preocupação com a qualidade do diálogo e cobrou prioridade no atendimento aos beneficiários. Nicolle apontou como principais problemas a divulgação tardia da tabela de coparticipação (em 18/12) com aplicação retroativa a 2/12; valores cobrados acima do previsto e necessidade de transparência. Ela também criticou a retirada, do site da Unimed, da tabela específica da universidade após comparações feitas por beneficiários.

Outro ponto contestado foi o texto presente no boleto sobre um reajuste de 25,9%, em 1º de dezembro, sem negociação prévia, contrariando o contrato à época vigente. Conforme Nicolle, boletos indicaram uma negociação inexistente entre as partes e, incorretamente, atribuíram à UFSC atraso que não ocorreu, pois o contrato 232/2019 seguia vigente até 1º/12. Para Ana Paula, as questões tratam-se de descumprimentos contratuais; ela rejeitou o pedido de retratação e solicitou documentação que comprove as alegações da operadora. O reitor, Irineu Manoel de Souza, classificou a situação como grave, pediu sensibilidade à Unimed e ressaltou o desgaste interno provocado pelo tema.

Pela Unimed, Evaldo Soares reconheceu a pressão e afirmou buscar uma solução. A gerente Larissa explicou que o contrato prevê a CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) vigente (versão 2022, com atualizações de 2024 e 2025), adotada a faixa 3 pela Unimed, devido ao porte do contrato e orientação da ANS, o que elevou os valores frente ao contrato anterior (de 2019). Diante do impacto, a operadora propôs uma “tabela UFSC” customizada. O coordenador Leandro informou que a proposta resultaria em um aumento médio de aproximadamente 13% em relação à tabela anterior (2019), reduzindo o impacto questionado pela UFSC de cerca de 48% frente à tabela de 2019.

Nos números, Evaldo informou que, de dezembro de 2024 a novembro de 2025, as coparticipações somaram cerca de R$ 12 milhões com CBHPM antiga e coparticipação de 20%. Com CBHPM 2024-2025 e coparticipação de 50%, iriam a R$ 25 milhões; com a nova “tabela UFSC”, ficariam em torno de R$ 26 milhões. Quanto ao período de 2 a 18 de dezembro, a operadora comprometeu-se a recalcular os atendimentos pela tabela do contrato anterior, aplicando o novo percentual de 50% e o teto de R$ 200, com lançamento do ajuste em fevereiro e estorno na fatura de março. A Unimed também propôs retomar reuniões periódicas de prestação de contas para aprimorar a comunicação.

O reitor avaliou a proposta como promissora, mas condicionou qualquer decisão à análise da comissão técnica, observando que há indício de vantajosidade para o usuário e lembrando que se trata de contrato anual. Ao final, ficou definido que a UFSC analisará com celeridade até o final da semana a nova tabela de coparticipação e, havendo acordo, implementará as mudanças o quanto antes, possivelmente com efeito retroativo para reduzir impactos aos beneficiários. A Unimed manterá os canais de diálogo abertos e fornecerá a documentação necessária para formalização dos ajustes.

Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: Contrato EmergencialPlano de saúdeUFSCUnimed

UFSC reafirma compromisso com as políticas de ações afirmativas e o enfrentamento à transfobia

20/01/2026 12:38

Desde a última sexta-feira (16), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem sido alvo de ataques e de desinformação relacionados às suas políticas de ações afirmativas, em especial no que se refere às vagas suplementares destinadas a pessoas trans na graduação.

A UFSC esclarece que essas políticas são institucionais, consolidadas e plenamente amparadas por resoluções do Conselho Universitário, pela legislação federal vigente, por critérios públicos e objetivos previstos em editais e pelo reconhecimento reiterado de sua validade pelo Poder Judiciário. Em especial, a Política Institucional de Ações Afirmativas para Pessoas Trans foi aprovada pelo Conselho Universitário por meio da Resolução Normativa nº 181/2023. As vagas suplementares não reduzem nem comprometem o quantitativo original dos cursos de graduação, tratando-se de vagas adicionais, criadas para ampliar o acesso de grupos historicamente sub-representados ao ensino superior. Nesse sentido, a UFSC reafirma que inclusão, diversidade e excelência acadêmica não são valores antagônicos, mas complementares e indissociáveis.

A UFSC reafirma, ainda, que todos os ingressos por meio de ações afirmativas ocorrem exclusivamente através de processos seletivos públicos, com regras claras, critérios objetivos e rigoroso cumprimento dos editais. As políticas de inclusão adotadas pela instituição visam garantir igualdade de oportunidades, combater discriminações estruturais e fortalecer o caráter público, democrático e plural da universidade.

Ao completar 65 anos de existência, a UFSC reafirma que o que ameaça o futuro das universidades públicas não são as políticas de inclusão, mas o subfinanciamento, a desinformação, a intolerância e o preconceito — fenômenos que a universidade, por sua própria natureza, existe para enfrentar, por meio do conhecimento, da ciência, do diálogo e da formação cidadã.

Universidade Federal de Santa Catarina

Tags: Ações afirmativasConselho UniversitárioTransfobiaUFSC

Com fomento do Governo do Estado, UFSC inaugura rede de laboratórios de robótica avançada

20/01/2026 10:38

Santa Catarina consolida uma nova estrutura voltada à ciência, tecnologia e inovação com a criação da Rede Catarinense de Laboratórios de Robótica Avançada (RCRobótica), dedicada à pesquisa avançada e multidisciplinar em robótica industrial e robótica móvel. A entrega oficial dos três polos que compõem a rede ocorre nos dias 19 e 20 de fevereiro, em diferentes regiões do Estado, com a presença de autoridades, pesquisadores, estudantes e representantes do setor produtivo.

A iniciativa é da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e foi viabilizada com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), por meio do Programa Multilab SC. As cerimônias serão realizadas no dia 19 de fevereiro, às 10h, em Joinville, no Polo de Robótica Móvel Subaquática; no mesmo dia, às 14h30, em Blumenau, no Polo de Robótica Móvel Terrestre e Aérea; e no dia 20 de fevereiro, às 10h, em Florianópolis, no Polo de Robótica Industrial.

O projeto tem como objetivo estabelecer e consolidar uma rede integrada de laboratórios de robótica avançada, com especializações complementares em cada campus.

Cada laboratório dispõe de infraestrutura adequada para a instalação de robôs industriais e móveis, áreas de prototipagem mecânica e eletrônica, bancadas de instrumentação e sistemas computacionais de alto desempenho. Os espaços são destinados ao uso compartilhado por pesquisadores, estudantes e profissionais, atendendo a projetos de ensino, pesquisa, inovação e cooperação com empresas, em áreas como Robótica, Mecanismos, Indústria 4.0, Inteligência Artificial, Sistemas Embarcados e Agro 4.0.

Sobre o MultiLab SC

Os laboratórios integram o Programa MultiLab SC, que, por meio do Edital 15/2023, selecionou projetos voltados ao uso compartilhado de espaços laboratoriais nas áreas de Ciências Agrárias, Biológicas, Saúde e Engenharias. As iniciativas estão alinhadas a temas estratégicos definidos pelo Governo do Estado, como Saúde Única (One Health), Mudanças Climáticas e Recursos Hídricos.

Com investimento total de R$ 111 milhões, o edital contemplou 50 projetos de 19 instituições de ensino superior distribuídas por todas as regiões catarinenses, incluindo cidades como Blumenau, Brusque, Chapecó, Florianópolis, Jaraguá do Sul, Mafra e São Miguel do Oeste. Os recursos serão aplicados na modernização da infraestrutura laboratorial, aquisição de equipamentos e fomento à pesquisa científica de ponta em Santa Catarina.

Texto: Fapesc

Leia mais:

UFSC possui 12 laboratórios multiusuários contemplados em edital do estado

Tags: BlumenauFapescJoinvilleMultiLab SCUFSC