UFSC reafirma compromisso com as políticas de ações afirmativas e o enfrentamento à transfobia

20/01/2026 12:38

Desde a última sexta-feira (16), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem sido alvo de ataques e de desinformação relacionados às suas políticas de ações afirmativas, em especial no que se refere às vagas suplementares destinadas a pessoas trans na graduação.

A UFSC esclarece que essas políticas são institucionais, consolidadas e plenamente amparadas por resoluções do Conselho Universitário, pela legislação federal vigente, por critérios públicos e objetivos previstos em editais e pelo reconhecimento reiterado de sua validade pelo Poder Judiciário. Em especial, a Política Institucional de Ações Afirmativas para Pessoas Trans foi aprovada pelo Conselho Universitário por meio da Resolução Normativa nº 181/2023. As vagas suplementares não reduzem nem comprometem o quantitativo original dos cursos de graduação, tratando-se de vagas adicionais, criadas para ampliar o acesso de grupos historicamente sub-representados ao ensino superior. Nesse sentido, a UFSC reafirma que inclusão, diversidade e excelência acadêmica não são valores antagônicos, mas complementares e indissociáveis.

A UFSC reafirma, ainda, que todos os ingressos por meio de ações afirmativas ocorrem exclusivamente através de processos seletivos públicos, com regras claras, critérios objetivos e rigoroso cumprimento dos editais. As políticas de inclusão adotadas pela instituição visam garantir igualdade de oportunidades, combater discriminações estruturais e fortalecer o caráter público, democrático e plural da universidade.

Ao completar 65 anos de existência, a UFSC reafirma que o que ameaça o futuro das universidades públicas não são as políticas de inclusão, mas o subfinanciamento, a desinformação, a intolerância e o preconceito — fenômenos que a universidade, por sua própria natureza, existe para enfrentar, por meio do conhecimento, da ciência, do diálogo e da formação cidadã.

Universidade Federal de Santa Catarina

Tags: Ações afirmativasConselho UniversitárioTransfobiaUFSC

Com fomento do Governo do Estado, UFSC inaugura rede de laboratórios de robótica avançada

20/01/2026 10:38

Santa Catarina consolida uma nova estrutura voltada à ciência, tecnologia e inovação com a criação da Rede Catarinense de Laboratórios de Robótica Avançada (RCRobótica), dedicada à pesquisa avançada e multidisciplinar em robótica industrial e robótica móvel. A entrega oficial dos três polos que compõem a rede ocorre nos dias 19 e 20 de fevereiro, em diferentes regiões do Estado, com a presença de autoridades, pesquisadores, estudantes e representantes do setor produtivo.

A iniciativa é da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e foi viabilizada com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), por meio do Programa Multilab SC. As cerimônias serão realizadas no dia 19 de fevereiro, às 10h, em Joinville, no Polo de Robótica Móvel Subaquática; no mesmo dia, às 14h30, em Blumenau, no Polo de Robótica Móvel Terrestre e Aérea; e no dia 20 de fevereiro, às 10h, em Florianópolis, no Polo de Robótica Industrial.

O projeto tem como objetivo estabelecer e consolidar uma rede integrada de laboratórios de robótica avançada, com especializações complementares em cada campus.

Cada laboratório dispõe de infraestrutura adequada para a instalação de robôs industriais e móveis, áreas de prototipagem mecânica e eletrônica, bancadas de instrumentação e sistemas computacionais de alto desempenho. Os espaços são destinados ao uso compartilhado por pesquisadores, estudantes e profissionais, atendendo a projetos de ensino, pesquisa, inovação e cooperação com empresas, em áreas como Robótica, Mecanismos, Indústria 4.0, Inteligência Artificial, Sistemas Embarcados e Agro 4.0.

Sobre o MultiLab SC

Os laboratórios integram o Programa MultiLab SC, que, por meio do Edital 15/2023, selecionou projetos voltados ao uso compartilhado de espaços laboratoriais nas áreas de Ciências Agrárias, Biológicas, Saúde e Engenharias. As iniciativas estão alinhadas a temas estratégicos definidos pelo Governo do Estado, como Saúde Única (One Health), Mudanças Climáticas e Recursos Hídricos.

Com investimento total de R$ 111 milhões, o edital contemplou 50 projetos de 19 instituições de ensino superior distribuídas por todas as regiões catarinenses, incluindo cidades como Blumenau, Brusque, Chapecó, Florianópolis, Jaraguá do Sul, Mafra e São Miguel do Oeste. Os recursos serão aplicados na modernização da infraestrutura laboratorial, aquisição de equipamentos e fomento à pesquisa científica de ponta em Santa Catarina.

Texto: Fapesc

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Ano letivo na UFSC: Reitoria discute prioridades com Centro de Ciências da Educação

20/01/2026 09:55

Nesta segunda-feira, 19 de janeiro, o Gabinete da Reitoria (GR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) iniciou o cronograma de reuniões com as direções dos centros de ensino e dos campi, com o objetivo de elencar prioridades para o início do ano letivo e organizar as demais demandas específicas de cada unidade.

A primeira agenda foi com o Centro de Ciências da Educação (CED), em encontro que reuniu o reitor Irineu Manoel de Souza, o diretor Hamilton de Godoy Wielewicki, o vice-diretor Alexandre Toaldo Bello, o chefe do Departamento de Metodologia de Ensino (MEN), Thiago Jorge Ferreira Santos, o coordenador do curso de Ciência de Dados, Moisés Lima Dutra, a diretora em exercício do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), Camila da Silva Almeida, além dos pró-reitores Werner Krauss (Pesquisa e Inovação) e Dilceane Carraro (Graduação e Educação Básica), o diretor executivo da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), Narbal Silva, o secretário de Comunicação, Marcus Pêssoa, a diretora-geral do GR, Camila Pagani, o assessor institucional do GR, Alexandre Verzani, o prefeito universitário Matheus Lima Alcantara, e servidores do CED.

Entre as necessidades urgentes para o início do semestre, a direção do CED destacou o acolhimento dos novos estudantes, propondo que as atividades administrativas na primeira semana de aula seja integralmente presencial. A infraestrutura foi apontada como principal desafio, com o Colégio de Aplicação (CA) concentrando as maiores demandas e o alerta para risco de não autorização do início do semestre caso pendências não sejam sanadas. O diretor Hamilton informou que a entrega do Bloco A está prevista para julho, mas a ocupação do espaço deve exigir providências adicionais não previstas inicialmente.

No campo acadêmico, foi noticiada a migração do curso de Arquivologia para o período noturno e o avanço da implantação do novo curso de Ciência de Dados. Para viabilizar o funcionamento da nova graduação, o coordenador Moisés Dutra solicitou 20 computadores e a contratação de quatro técnicos-administrativos em Educação (TAEs) para a secretaria do curso. O professor Thiago, do MEN, defendeu a abertura de novos concursos para docentes.

No NDI, a direção relatou alagamentos e problemas elétricos que envolvem o uso de forno e ar-condicionado. Entre as questões estruturais gerais, foram citados setores do CED sem ar-condicionado e a necessidade de instalar equipamentos já adquiridos. A lanchonete do CED segue com a licitação paralisada, à espera do layout de ocupação a ser definido pela Prefeitura Universitária (PU). Também foi solicitada a garantia de recursos para as bancas do concurso docente em andamento. O vice-diretor Bello ressaltou como prioritárias as demandas do CA e do NDI.

Na reunião foi informado que o orçamento de 2025 é de R$ 171 milhões, com déficit estimado em R$ 20 milhões. As limitações orçamentárias atravessam pedidos sobretudo relacionados à infraestrutura; a PU destacou que há processo licitatório em curso para telhados e coberturas, voltado a atender as situações mais emergenciais.

Cronograma das próximas reuniões:

  • Centro de Ciências Jurídicas (CCJ): 22/1, às 8h
  • Centro Socioeconômico (CSE): 23/1, às 8h
  • Centro de Desportos (CDS): 30/1, às 10h
  • Centro de Ciências Biológicas (CCB): 2/2, às 10h
  • Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM): 6/2, às 9h
  • Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH): 9/2, às 10h
  • Centro de Ciências da Saúde (CCS): 10/2, às 10h
  • Centro Tecnológico (CTC): 11/2, às 10h
  • Centro de Comunicação e Expressão (CCE): 12/2, às 10h
  • Centro de Ciências Agrárias (CCA): 13/2, às 10h

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Tags: CEDGabinete da ReitoriaUFSC

Representantes da UFSC esclarecem, em assembleia dos TAEs, contrato emergencial com Unimed

19/01/2026 12:36

O plano de saúde da Unimed foi uma das principais pautas da Assembleia Geral Extraordinária do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (Sintufsc), realizada na manhã desta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, no Auditório da Reitoria da UFSC, no campus Trindade, em Florianópolis. Para prestar esclarecimentos, participaram da reunião a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), Sandra Carrieri, o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer, e a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), Nicolle Ruzza.

A pró-reitora apresentou um panorama detalhado do contrato com a Unimed, explicou as razões para a adoção do instrumento emergencial e informou que a operadora se comprometeu a ressarcir valores cobrados indevidamente referentes aos primeiros 17 dias de vigência do acordo. Segundo ela, a gestão tem atuado com firmeza e transparência em relação à operadora desde o início de 2023, para garantir cobertura contínua aos beneficiários, sem interrupções.

Sandra relatou que duas tentativas de licitação antecederam o contrato emergencial. A primeira foi declarada deserta, sem interessados — inclusive a própria Unimed. A segunda fracassou: embora tenham sido apresentadas propostas, algumas empresas não atendiam requisitos essenciais, como rede hospitalar adequada, ou não demonstravam liquidez suficiente para assegurar o atendimento aos beneficiários.

Diante da baixa atratividade do edital, a equipe técnica realizou pesquisa de mercado e identificou que novos contratos no setor migraram majoritariamente para coparticipação de 50%, abandonando modelos de 20% ou 30%. Carrieri admitiu ter se posicionado inicialmente contra a mudança, mas reconheceu que o ajuste foi a alternativa para evitar nova licitação deserta ou fracassada.

A pró-reitora enfatizou que a contratação emergencial — com exigências reduzidas e que permitiu a continuidade do atendimento — não era a primeira opção, mas se tornou inevitável pela falta de prazo após o insucesso das licitações. Apesar de insatisfeita com pontos operacionais, a gestão considerou positivo não ter havido descontinuidade de cobertura. Entre as melhorias negociadas, Sandra citou a possibilidade de titular e dependente estarem em planos distintos, conforme necessidade e cidade de residência, além da inclusão de procedimentos ausentes em contratos anteriores. Na prática, porém, a Unimed não liberou de imediato a migração entre modalidades, contrariando o que havia sido alinhado para a transição.

Outro foco de contestação foram as cobranças baseadas em uma nova tabela de referência que, segundo a pró-reitora, não foi divulgada aos beneficiários quando passou a ser aplicada. O contrato teve início em 2 de dezembro, mas a tabela, comunicada apenas no dia 18, foi usada retroativamente, gerando cobranças relativas entre esse período. “Nós pedimos a divulgação da tabela e a resposta foi de que era um documento de um órgão particular. Acabamos encontrando a referência por conta própria”, relatou. Em reuniões com a Unimed — algumas com a presença do reitor e da equipe técnica —, a UFSC apresentou uma pauta de reivindicações e exigiu solução imediata para o ponto mais objetivo: o estorno dos 17 dias cobrados sem prévia divulgação. Após insistentes contatos, a operadora confirmou que fará o ressarcimento e que apresentará, até esta terça-feira, posicionamento formal sobre os demais temas.

A pró-reitora reforçou que as reclamações recebidas têm como alvo a operadora — e não a Prodegesp — e que a universidade vem atuando como ponte, cobrando providências e transparência. “Todos nós somos beneficiários e estamos enfrentando problemas. Ninguém deixou para a última hora. Trabalhamos ao máximo para garantir que ninguém ficasse um dia sem cobertura”, afirmou. Ela também destacou a complexidade do contrato, que envolve cerca de 14 mil vidas, com grande diversidade de perfis, número expressivo de idosos e atendimento multicampi — fatores que aumentam a exigência sobre rede, gestão e sustentabilidade financeira do plano.

Como encaminhamento, Sandra defendeu aprofundar o debate com a comunidade universitária e antecipou que, no futuro, a alternativa por convênios individuais pode ser considerada, caso o modelo licitatório não ofereça vantagens concretas à instituição e aos servidores. Uma audiência pública está nos planos, mas, segundo ela, deve ocorrer quando houver respostas mais consistentes da Unimed. “Pelo menos duas vieram: o ressarcimento dos 17 dias e um prazo para retorno formal sobre o restante. Seguiremos ouvindo a comunidade e levando sua voz às negociações”, concluiu.

A diretora Nicolle Ruzza (DAS/UFSC), em sua fala, detalhou as principais frentes de fiscalização e cobrança dirigidas à Unimed e afirmou que a equipe técnica tem mapeado padrões nas reclamações, intermediado demandas coletivas e exigido correções imediatas — a começar pelo ressarcimento dos 17 dias em que uma nova tabela de coparticipação foi aplicada sem prévia divulgação. Nicolle adiantou o que a operadora já alegou: a cláusula de coparticipação do contrato emergencial reproduz a do contrato de 2019, e a diferença de valores decorre da atualização periódica da tabela nacional de procedimentos, com índice de 2024/2025. A diretora contestou a falta de transparência sobre os números e disse que a UFSC precisou buscar, por conta própria, a origem dos valores para compreender a composição. Ao confrontar boletos e referências disponíveis, a equipe verificou que, “na grande maioria dos casos”, a Unimed aplicou a faixa 3 — a mais onerosa —, o que explicaria a elevação abrupta das coparticipações. A universidade questionou formalmente o critério, pediu justificativa técnica para a adoção da faixa e aguarda manifestação detalhada com a exposição dos parâmetros de cálculo.

Outro ponto de alerta foi uma frase incluída nos boletos: “após negociação entre UFSC e Unimed, seu contrato sofreu reajuste de 25,9%”. De acordo com a diretora, a afirmação é incorreta e já foi objeto de pedido de retirada imediata e retratação pública. “Não houve negociação. Trata-se de um contrato por dispensa de licitação, cujo rito não prevê negociação de reajuste como descrito no boleto”, afirmou. A UFSC também solicitou que a Unimed esclareça a origem do percentual, que, na avaliação preliminar da equipe, teria sido indevidamente calculado a partir da dinâmica de reajustes do contrato anterior e “transposto” para o novo instrumento emergencial — o que não se aplica. “Não existe esse reajuste no contrato emergencial”, reforçou.

Sobre o impacto financeiro médio do novo contrato, Ruzza explicou que, para fins de compreensão geral, a equipe estimou uma variação média entre 5% e 6% na comparação entre faixas etárias de 0 a 59+ anos, ressaltando que, caso a caso, podem surgir percentuais diferentes. “Alguns podem ter 8% ou 10%, dependendo da faixa”, disse. Ela também contextualizou a adoção de coparticipação de 50% como uma exigência do mercado para viabilizar a contratação: estudos preliminares indicaram que, mantendo coparticipação de 20%, as propostas tenderiam a implicar aumentos de cerca de 42% na mensalidade — custo recorrente que recairia sobre todos os beneficiários, independentemente de uso. No cenário atual, a UFSC afirma atuar para mitigar distorções e assegurar que a coparticipação seja aplicada com critérios claros e previamente informados.

Nicolle reconheceu o desgaste causado pela divulgação tardia da tabela de coparticipação e pelo choque de valores nos boletos, e destacou que a UFSC mantém fiscalização permanente do contrato, organiza as queixas para identificar padrões e encaminha as demandas coletivas à Unimed com pedidos formais de resposta. Entre as medidas já adotadas estão: a exigência de estorno dos 17 dias cobrados com base na tabela não publicizada; a solicitação de exposição transparente da metodologia de precificação e da faixa aplicada; e o pedido de retirada da referência a “negociação” e “reajuste de 25,9%” dos boletos, com comunicação pública aos beneficiários. Segundo a diretora, a Unimed comprometeu-se a formalizar resposta sobre boletos e tabela, que será divulgada aos servidores. “Sabemos que não está confortável. Negociar com a operadora tem sido historicamente difícil, mas sempre conseguimos resultados melhores do que os inicialmente propostos e seguiremos pressionando por correções e transparência”, concluiu.

Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
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Tags: contratação emergencialPlano de saúdeUFSCUnimed

Pós-graduação da UFSC amplia conceitos de excelência em avaliação nacional

19/01/2026 09:13

Foto: Henrique Almeida/Agecom

Os programas de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina se destacaram pela qualidade e nível de excelência na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), um rigoroso processo que afere a produção intelectual das 50 áreas de avaliação, com a indicação dos destaques de cada programa de pós-graduação (PPG), além de análises qualitativas e quantitativas e de indicadores.

A UFSC aumentou para 29 programas com nota máxima – dois a mais do que no último ciclo. Destes, sete constam como conceito de excelência: Ciência e Engenharia de Materiais, Educação Física, Engenharia Ambiental, Engenharia de Alimentos, Engenharia Química, Filosofia e Química. Outros 22 obtiveram a nota 6, um marco de qualidade para os programas.

Para a professora Débora Oliveira, pró-reitora de Pós-Graduação, trata-se de um marco para a UFSC.  “No conjunto dos 89 programas avaliados, os dados evidenciam a robustez, a diversidade e a trajetória ascendente da pós-graduação da UFSC”, comenta. “Destaca-se que 33% dos PPGs alcançaram as notas 6 e 7, patamares que caracterizam excelência internacional, reafirmando a projeção da UFSC no cenário científico global. Outros 25% dos programas obtiveram nota 5, consolidando-se como referências de excelência nacional em suas respectivas áreas”, pontua.

Outro destaque foram os programas que elevaram seu conceito: um total de 23,5%. Dentre eles, sete subiram para o nível de excelência: Agroecossistemas, Ciência da Computação, Ecologia, Física, Interdisciplinar em Ciências Humanas, Matemática Pura e Aplicada e Serviço Social.

Resultado relevante para o Estado

A pró-reitora também reforça a importância do crescimento dos programas que subiram para o segmento 4, a partir do qual já é possível construir projetos para cursos de doutorado. “Eles passaram a representar 36% dos PPGs da UFSC, frente a apenas 12% na avaliação anterior. Esse avanço não apenas reflete o amadurecimento acadêmico e científico desses programas, como também os qualifica para a submissão de propostas de cursos de doutorado, ampliando de forma estratégica a formação avançada de recursos humanos na instituição”.

Para Débora, um ponto a ser destacado é que a maior parte desses PPGs nota 4 corresponde a programas relativamente novos e localizados nos demais campi da UFSC, sendo um resultado relevante também para o Estado de Santa Catarina. “Esses resultados traduzem o impacto positivo das políticas institucionais de interiorização, redução de assimetrias e fortalecimento da pós-graduação em diferentes regiões do estado”.

A Avaliação Quadrienal é uma política pública de Estado. O sistema de avaliação, coordenado pela CAPES, serve como uma ferramenta de supervisão para garantir a qualidade da pós-graduação brasileira desde 1976. O processo é conduzido com análise dos pares, debate sobre os critérios e atualização dos mesmos pela comunidade acadêmico-científica a cada ciclo.

“Os resultados preliminares da Avaliação Quadrienal 2021–2024 sinalizam que a UFSC segue avançando de forma sólida, inclusiva e estratégica, reafirmando seu compromisso com a excelência acadêmica e com o desenvolvimento científico, tecnológico e social do país”, sintetiza Débora.

Texto: Agecom

Tags: CapesPROPGUFSC