UFSC acelera produção de inovação e sobe em ranking nacional de patentes e softwares

10/09/2025 16:33

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) consolidou em 2024 sua presença entre as principais instituições brasileiras em inovação. Além de subir nos rankings do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) — alcançando a 20ª posição em depósitos de patentes de invenção e o 11º lugar em programas de computador —, a universidade apresentou novos números sobre o impacto do seu DNA empreendedor, que hoje reúne 66 mil empreendedores e 107 mil empresas vinculadas à comunidade acadêmica.

Os dados detalhados pelo Departamento de Inovação da UFSC (Sinova) revelam a diversidade desse ecossistema. Do total de empreendedores, 55% são homens e 45% mulheres, uma distribuição próxima da paridade de gênero. Em relação à faixa etária, o maior contingente está entre 26 e 35 anos (24 mil empreendedores), seguido pelo grupo entre 36 e 45 anos (12,5 mil) e 18 a 25 anos (10,4 mil).

O vínculo institucional também aparece como fator de relevância: são 26 mil alunos de pós-graduação e 18 mil de graduação que empreendem, além de 3 mil professores e 3 mil alunos do ensino fundamental ligados a programas de extensão e iniciação científica. Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) completam o quadro, com 7 mil empreendedores.

Onde estão esses empreendedores

O mapa de distribuição mostra forte concentração em Santa Catarina, mas com alcance em diferentes estados brasileiros e até no exterior, refletindo a presença de egressos da UFSC em diversas regiões.

A análise por centros de ensino evidencia a capilaridade do fenômeno: o Centro Tecnológico (CTC) lidera em números absolutos, com 17,5 mil empreendedores, mas logo atrás aparecem áreas tradicionalmente associadas a carreiras profissionais clássicas: o Centro de Ciências da Saúde (CCS), com 11,3 mil empreendedores, e o Centro de Comunicação e Expressão (CCE), com 6,2 mil. Outros centros, como os de Ciências Humanas, Agrárias e Biológicas, também figuram com relevância, indicando que a cultura empreendedora na UFSC é transversal às diferentes áreas do conhecimento.

Essa diversidade se confirma ao observar os setores econômicos em que se distribuem as 107 mil empresas DNA UFSC. O maior volume está em atenção médica ambulatorial (32,8 mil empresas), seguido por comércio varejista de vestuário e acessórios (25,5 mil) e restaurantes e serviços de alimentação (19,1 mil). Somente depois aparecem atividades mais diretamente ligadas à tecnologia, como desenvolvimento de software sob encomenda (17 mil empresas). O recorte por cursos amplia essa leitura. Medicina lidera entre as formações de empreendedores da UFSC, seguida por Engenharia Civil, Direito e Ciências Contábeis.

Quanto à situação dos empreendedores, os dados indicam que parte significativa está em atividade: 22 mil já formados e 17 mil em fase de conclusão de curso. Outros 15 mil aparecem como “eliminados” ou “inativos”, número que reflete a dinâmica natural de experimentação e descontinuidade comum ao ambiente empreendedor.

O nível de qualificação também chama atenção: são 16,7 mil doutores, 14,2 mil mestres e 1,9 mil com mestrado profissional, além de 1,6 mil em programas de pós-doutorado. Esses indicadores reforçam que a UFSC contribui também para a geração de empreendedores altamente qualificados, capazes de transformar ciência aplicada em soluções inovadoras de impacto econômico e social.

Jacques Mick, pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFSC, comentou que este é o mais completo levantamento de empresas-filhas já feito por uma universidade brasileira. “A história da UFSC, como se vê nos números, é uma história de criatividade e de inovação. Entender e conhecer melhor as empresas que são criadas por egressos ajuda o setor produtivo, a sociedade e o governo, a compreenderem o quanto essas organizações, essas universidades, são fundamentais para o progresso, o desenvolvimento econômico, e para a agenda de justiça social e igualdade social no Brasil”, conclui.

Conexão com Mercado e Sociedade

Além dos números de propriedade intelectual e da rede de empreendedores, a Sinova tem estruturado instrumentos de conexão entre ciência, mercado e sociedade. Entre as iniciativas estão o Portal do Conhecimento e a Revista Sinova, que divulgam pesquisas, casos de inovação e oportunidades de parceria; a Vitrine Tecnológica, voltada à exposição de tecnologias prontas para licenciamento e exploração comercial; o Laboratório de Inovação SINOVA, criado para acelerar projetos com potencial de impacto; e o Prêmio Empreendedor DNA-UFSC, que reconhece intraempreendedores e lideranças em diferentes frentes, como feminina, social e de habitats de inovação.

Para a diretora de Inovação da Sinova, Clarissa Stefani Teixeira, a construção de uma mentalidade empreendedora pode ser ponto essencial no futuro das profissões: “estamos trabalhando em conjunto com os cursos da UFSC para impulsionar atividades e, até mesmo, disciplinas, com foco no empreendedorismo. Esperamos que estes espaços se desenvolvam ainda mais nos próximos anos e possam efetivamente aproximar que já passou pela UFSC e permitir que, quem esteja nela, crie vínculos que sejam inseparáveis da trajetória profissional e pessoal”, detalha.

Com informações de: SC Inova

 

Leia mais: Relatório coloca UFSC entre maiores depositantes de propriedade intelectual do Brasil

Tags: Clarissa Stefani Teixeiradepósitos de patentesDNA empreendedorINPIJacques MickPropesqpropriedade intelectualSC InovaSinovaUFSC

UFSC Joinville realiza evento de conexão entre pesquisa e mercado no Ágora Tech Park

03/09/2025 18:04

No dia 22 de agosto de 2025, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), campus Joinville, deu um importante passo no fortalecimento do ecossistema de inovação regional ao promover, em parceria com o Ágora Tech Park, a primeira edição da Ação de Tracionamento Ágora Connect/UFSC. O evento, realizado neste ambiente, teve como principal objetivo estreitar os laços entre os projetos de pesquisa desenvolvidos pela UFSC e as empresas do Perini Business Park, acelerando a transformação de conhecimento acadêmico em soluções comerciais.

A iniciativa focou na identificação e apresentação de produtos universitários com alto nível de maturidade tecnológica (próximo ao TRL 6, ou seja, em fase de protótipo funcional) e com grande potencial de se tornarem inovações aplicadas no mercado.

O encontro contou com a participação de representantes de grandes empresas, como Petrobrás, Weg Tintas, Avell, Brascola, Pollux, Walbert e Amoveri Hub, que tiveram a oportunidade de conhecer de perto as pesquisas e inovações desenvolvidas na universidade, reforçando a conexão entre o setor produtivo e a academia.

A ação foi liderada pelos professores Thiago Fiorentin e Andra Piga, da UFSC Joinville, em parceria com Fabiano Dell’Agnolo, diretor do Ágora Tech Park. O evento também contou com o apoio do pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFSC, Jacques Mick, e do gerente da Petrobrás, Vinícius Machado.

Diante do sucesso da iniciativa, novas edições da Ação de Tracionamento Ágora Connect/UFSC já estão sendo planejadas ainda para 2025, reforçando o compromisso de aproximar a universidade das demandas do mercado e fomentar a inovação na região.

Fonte: UFSC Joinville

Tags: Ágora Tech ParkJacques MickPropesqUFSCUFSC Joinville

Cannabis Medicinal: UFSC reforça necessidade da cadeia produtiva e de conhecimento em SC

26/08/2025 10:59

Audiência pública realizada no dia 25 de agosto, na Alesc, sobre a regulamentação e o uso da Cannabis Medicinal no estado. Imagem: TVAL

A audiência pública realizada na noite desta segunda-feira, 25 de agosto, no Auditório Antonieta de Barros, da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), fortaleceu o debate sobre a regulamentação e o uso da Cannabis Medicinal no estado, ampliando o diálogo com a sociedade sobre os benefícios e desafios relacionados ao seu uso terapêutico no tratamento de doenças crônicas e neurológicas.

O evento reuniu parlamentares, médicos, pesquisadores, advogados, pacientes, cuidadores e familiares para discutir políticas públicas que garantam maior acesso da população catarinense aos tratamentos à base de cannabis, enfrentando barreiras legais e econômicas que impõem dificuldades a diversas famílias. Atualmente, muitos pacientes dependem de processos judiciais ou da importação de medicamentos de alto custo, o que limita o direito constitucional à saúde.

Entre os pontos centrais do debate foi a ampliação do acesso à cannabis medicinal como recurso terapêutico para diferentes condições de saúde, a redução da judicialização e o fortalecimento da pesquisa científica sobre o tema. Além disso, foi discutida a criação de uma cadeia produtiva própria em Santa Catarina, com potencial para gerar emprego, renda e inovação. A audiência também abordou experiências já existentes no estado e no Brasil, incluindo aspectos relacionados à regulamentação, distribuição, prescrição médica e acompanhamento dos tratamentos.

A discussão da temática foi promovida pela Comissão de Saúde da Alesc e pelo Gabinete da deputada estadual Ana Paula da Silva (Paulinha), após a implementação da Lei Estadual 19.136 de 2024, que regulamenta o fornecimento de medicamentos à base de cannabis por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS), abordando aspectos legais, médicos, sociais e sanitários. A audiência destacou a experiência e os desafios enfrentados por pacientes, famílias e associações, como a Santa Cannabis, na busca por acesso e qualidade do tratamento. Além disso, foram apresentadas evidências científicas e propostas de colaboração entre entidades governamentais, universidades e associações para otimizar a produção local, capacitar profissionais de saúde e expandir o alcance da terapia. O evento, ainda, reforçou a necessidade de superar barreiras burocráticas e ideológicas para garantir que mais catarinenses se beneficiem da cannabis medicinal.

Na mesa de abertura a participação de dois professores da UFSC: Rubens Nodari, do Centro de Ciências Agrárias (CCA), e Rui Prediger, do Centro de Ciências Biológicas (CCB). Ambos os pesquisadores reiteraram a importância da ciência e da pesquisa para o avanço do uso da cannabis medicinal, bem como a necessidade de quebrar preconceitos e criar uma cadeia produtiva e de conhecimento em Santa Catarina. Também acompanharam a audiência o pró-reitor de pesquisa e Inovação da Universidade, Jacques Mick, e a professora do CCA e diretora de Pós-Graduação da UFSC, Rosete Pescador.

O professor de Agronomia, Rubens Nodari, contextualizou que “a cannabis é uma das cinco plantas sagradas da China” e “foi utilizada como alimento pelas antigas civilizações, devido à similaridade de seus grãos com outros cereais”. Nodari ressaltou que a proibição da planta se estabeleceu por interesses econômicos devido aos seus inúmeros benefícios.

O professor Rubens trouxe a mensagem de colegas da UFSC e de outras faculdades de Agronomia do estado que pesquisam formas de produção em conjunto com as associações. Ele sugeriu que é possível avançar no desenvolvimento da cultura da cannabis através de “estudos de aclimatação, diminuição do custo de produção, propagação adequada e desenvolvimento de variedades que, eventualmente, tenham a combinação de compostos mais adequados para diferentes patologias”.

Nodari defendeu a ampliação da produção “junto à agricultura familiar, de forma agroecológica e sem o uso de químicos”, para preservar os compostos da planta. Ele argumentou que isso fortaleceria a cadeia produtiva e traria independência ao país no tratamento da saúde, promovendo um acesso mais justo e democrático.

O docente mencionou que, nos Estados Unidos, a área cultivada de cannabis dobra anualmente, com produtores de soja migrando para esse mercado. No entanto, esses produtos são exportados para o Brasil a “preço de ouro”. A participação da agricultura catarinense, segundo ele, visa criar uma cadeia produtiva local e evitar essa dependência.

O professor de Farmacologia, Rui Prediger, abordou que a UFSC “é protagonista nas pesquisas que envolvem substâncias canabinoides”, com estudos iniciados já na década de 1980 pelo professor Reinaldo Takahashi. Atualmente, o CCB “conta com mais de 800 pesquisadores e dezenas de laboratórios” dedicados a essas investigações.

Em colaboração com o professor Francisney Nascimento, a UFSC tem conduzido “os dois maiores estudos a nível mundial com doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, realizados em solo brasileiro e catarinense”.

Um ponto crucial, segundo Prediger, é “a capacitação dos profissionais de saúde”, não apenas médicos, mas também enfermeiros, farmacêuticos e nutricionistas. Ele mencionou o curso de Endocanabinologia da UFSC, em parceria com o Instituto Dalla, que “já capacitou mais de 2 mil profissionais no Brasil e países vizinhos”.

O professor Rui explicou que a Endocanabinologia estuda as substâncias canabinoides produzidas pelo próprio organismo humano e de outros animais. “Com o envelhecimento ou em condições patológicas, pode haver um desequilíbrio na produção dessas substâncias”. O tratamento com cannabis, nesse contexto, é visto como uma reposição de substâncias naturais, similar à reposição hormonal ou de vitaminas.

Prediger concluiu reafirmando que a UFSC, juntamente com a comunidade catarinense e os parlamentares, “está à disposição para ampliar essa formação tanto para estudantes da área da saúde quanto para profissionais de todo o estado”.

“Hoje temos uma discussão mais ampla sobre o medicamento, mas precisamos, de fato, das plantas para produzir esses medicamentos ou os compostos”, afirmou a professora Rosete Pescador, em sua participação na audiência. Ela sugeriu que a Secretaria da Agricultura deveria participar mais ativamente desse debate, com o objetivo de promover uma colaboração mais próxima com a agricultura familiar. “O plantio da cannabis na agricultura familiar, além de garantir a produção dos compostos, também fortalece a própria agricultura familiar no sentido de ganho financeiro”, destacou.

Rosete também apontou os desafios enfrentados pelas universidades no desenvolvimento de pesquisas relacionadas à planta, principalmente pela falta de segurança jurídica. A pesquisadora ressaltou ainda as potencialidades do CCA para contribuir com o desenvolvimento da cadeia produtiva da cannabis. “Temos muitas expertises no CCA que poderiam contribuir para o melhoramento das plantas, o controle de doenças e a propagação, especialmente em sistemas indoor, que é onde atuo como pesquisadora”, explicou.

Por último, a docente destacou a importância de a Universidade estar inserida em todas as etapas do processo. “Acho que esse momento é muito importante para fortalecermos essa linha e avançarmos nos passos necessários para o desenvolvimento dessa cadeia produtiva”, concluiu.

Assista à audiência pública na íntegra:

 

Rosiani Bion de Almeida | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: AgronomiaAlescCannabis MedicianlCCACCBFarmacologiaFrancisney NascimentoInstituto DallaJacques MickPropesqRubens NodariRui PredigerSanta CannabisSUSUFSC

UFSC promove evento multidisciplinar sobre Cannabis e a conexão com ciência e saúde

21/07/2025 19:06

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realiza, nesta segunda e terça-feira, 21 e 22 de julho, o FloriCannabis ConexõeS – Ciência e Saúde: Diálogos Multidisciplinares sobre a Cannabis Sativa e suas Interfaces Sociais, Científicas e Institucionais. Promovido em parceria com a Associação Cannabis Sem Fronteiras (ACSF) e o Centro de Ciências Agrárias (CCA), o evento reúne especialistas, pacientes, representantes do poder público, ativistas e a comunidade em geral, configurando-se como um marco no diálogo sobre os potenciais da planta e suas implicações sociais e científicas.

A abertura oficial do evento ocorreu no Auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, e trouxe momentos marcantes com uma apresentação cultural e o depoimento comovente de uma mãe que relatou os desafios enfrentados na busca pelo tratamento à base de Cannabis para seu filho. Para suavizar o impacto emocional do depoimento, a mediação foi conduzida por Moriel da Costa, guitarrista da banda Dazaranha, que trouxe um tom descontraído à cerimônia.

O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, presente na ocasião, destacou a relevância do evento, afirmando que é mais que uma iniciativa acadêmica, “um movimento em direção a um futuro mais consciente, inclusivo e informado”. “Como universidade pública temos o compromisso de transformar a sociedade, promover debates relevantes como este e contribuir para um mundo mais justo e solidário”, complementou. Durante a abertura, outros representantes institucionais e ativistas reforçaram a importância de ocupar espaços acadêmicos para debater o tema. Jean Medeiros e Paulinho Coelho, presidente e vice da ACSF, respectivamente, destacaram os impactos do proibicionismo na relação da sociedade com a Cannabis e celebraram o evento como uma oportunidade única de transformação, lembrando que “o maior combustível dos ativistas é ver famílias retomando qualidade de vida e a felicidade de crianças e idosos”.

Os pró-reitores Jacques Mick (Pesquisa e Inovação) e Werner Krauss (Pós-Graduação) reforçaram o papel da UFSC na produção e disseminação do conhecimento científico sobre a Cannabis. Mick mencionou que a Universidade tem uma longa trajetória de pesquisa com a planta, iniciada nos anos 1980, e que “atualmente lidera estudos sobre os efeitos da Cannabis em doenças como Alzheimer e Parkinson”, além de explorar usos industriais, como fibras para os setores têxtil e de papel. Krauss, por sua vez, destacou que o conhecimento científico é fundamental para combater estigmas e avançar em direção a uma regulamentação mais justa e inclusiva. Ele ainda mencionou a necessidade de criação de uma rede colaborativa de programas de pós-graduação voltada a estudos da temática.

Outro ponto destacado foi a participação da UFSC, ao lado de 28 instituições federais e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em um grupo de trabalho voltado para a regulamentação do plantio de Cannabis para fins de pesquisa. As professoras Marlene Grade, diretora do CCA, e Rosete Pescador, diretora de Pós-Graduação, conectaram o evento à trajetória do centro de ensino, que celebra 50 anos em 2025, ressaltando que “a Cannabis, ao ser resgatada do estigma, representa regeneração: de solos, de saúde, de desigualdades e de saberes”. Marlene também reforçou o compromisso do CCA com a justiça ambiental e a valorização de conhecimentos tradicionais.

A programação do primeiro dia incluiu painéis sobre a cadeia produtiva da Cannabis, oficinas práticas sobre o uso de fibras de cânhamo, rodas de conversa sobre integração de estudantes e pesquisadores canábicos, além de diálogos sobre ancestralidade, saúde e os 100 anos de proibição da planta. No segundo dia, estão programadas discussões sobre o futuro da regulamentação, saúde integral e os impactos sociais e ambientais da planta. O evento se encerrou com exposições e reflexões finais, consolidando-se como um marco na construção de pontes entre ciência, sociedade e justiça social.

Mais informações no Instagram oficial do evento: @floricannabisconexoes.

Rosiani Bion de Almeida / SECOM UFSC
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: Associação Cannabis Sem FronteirasCCAFloriCannabis ConexõeSPropesqPROPGUFSC

UFSC promove ciclo de reuniões para construção de uma agenda de inovação social

23/06/2025 15:16

As pró-reitorias de Extensão (Proex) e de Pesquisa e Inovação (Propesq), em parceria com o Departamento de Inovação (Sinova), estão concluindo nas próximas duas semanas o ciclo de reuniões voltadas à sensibilização da comunidade acadêmica para a construção coletiva de uma agenda de inovação social na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os encontros são realizados nos campi de Blumenau e Florianópolis.

Desde maio deste ano, as reuniões têm sido abertas à participação de docentes e técnico-administrativos, proporcionando um espaço para discussão e aprendizado. A professora Helena Salles, coordenadora do LINC Social – projeto de extensão focado em inovação social e co-criação –, apresenta um panorama da bibliografia sobre o tema e propõe um conceito de inovação social adaptado à UFSC. Após a exposição, há um momento dedicado à escuta ativa e ao diálogo com os participantes.

Até o momento, mais de 130 pessoas já participaram desses encontros. O objetivo principal é reunir insumos para a criação de um programa de inovação social que contemple as especificidades da universidade. Além de discutir o conceito de inovação social, os encontros buscam identificar projetos já existentes nas unidades acadêmicas, fomentar o trabalho colaborativo em rede e fortalecer práticas de co-criação entre os membros da comunidade acadêmica.

A política de inovação e empreendedorismo da UFSC, aprovada pelo Conselho Universitário em 2022, define inovação social como “uma resposta criativa a problemas de tipo econômico e social, não satisfeitos nem pelo mercado nem pelo Estado, contribuindo para o bem-estar das pessoas e das comunidades”.

Com o ciclo de reuniões chegando à reta final, o calendário completo dos encontros restantes está disponível neste link.

Tags: ProexPropesqSinovaUFSC