Administração Central da UFSC alinha prioridades para início do ano letivo com CFM, CFH e CCS

10/02/2026 13:13

Na continuidade da agenda do Gabinete da Reitoria (GR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) junto às direções dos centros de ensino e dos campi, voltada à definição de prioridades para o início do ano letivo, foram realizadas reuniões no Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM), na sexta-feira (6 de fevereiro); no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), na segunda (9); e no Centro de Ciências da Saúde (CCS), na terça (10).

As iniciativas têm por objetivo a apresentação das demandas mais urgentes, alinhadas às diretrizes institucionais para o semestre que se inicia. As pautas reúnem necessidades operacionais, acadêmicas e de relacionamento com a comunidade, que serão consolidadas pelo GR em articulação com as pró-reitorias e unidades administrativas.

Assim como nos encontros anteriores, participaram representantes do GR, entre eles o reitor Irineu Manoel de Souza; o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; o assessor institucional, Alexandre Verzani; a diretora-geral, Camila Pagani; o prefeito universitário, Matheus Lima Alcantara; além de pró-reitores e secretários. Pelos centros, estiveram presentes diretores, chefes de departamento e servidores das unidades. Ao final dos apontamentos, cada gestor apresentou devolutivas preliminares e assumiu a responsabilidade de articular os encaminhamentos.

CFM. Foto: Secom

No CFM, a reunião manteve o foco das anteriores, com ênfase nos problemas de infraestrutura e nas potencialidades da pós-graduação. Foram elencadas como urgências a regularização do para-raios, a modernização do elevador, intervenções em laboratórios e a insuficiência de salas de aula e espaços acadêmicos. Destacou-se que o centro ainda ocupa áreas antigas, inclusive em setores previstos para demolição, e que há um prédio inacabado, paralisado há mais de dez anos, o que agrava riscos e custos e dificulta o funcionamento cotidiano. Também foi mencionada a elevada evasão em alguns cursos de graduação, possivelmente relacionada às limitações estruturais e à ausência de novos ambientes de estudo e aprendizagem.

Nesse debate, reforçou-se a necessidade de um programa federal específico para a recuperação das universidades — demanda compartilhada por outros centros e instituições —, bem como a possibilidade de reservar um percentual de recursos de projetos de pesquisa e extensão para apoiar a infraestrutura e a manutenção, historicamente precárias.

CFH. Foto: Secom

No CFH, entre as questões urgentes, a direção apontou salas de aula, laboratórios e gabinetes de docentes com problemas de infiltração, exigindo inclusive demolição de paredes e readequações elétricas para unificação de ambientes. Persistem problemas de iluminação, acúmulo de inservíveis nos corredores, pendências pontuais de manutenção (como troca de fechaduras e portas) e a necessidade de avançar no projeto do elevador do Bloco B para garantir acessibilidade. Também foi citada a necessidade de apoio logístico para a realização de sete bancas de concurso para docentes, bem como apoio institucional à política de diárias de motoristas vinculada à Licenciatura Indígena. A direção solicitou ainda a presença da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) em reunião interna para alinhar a comunicação sobre força de trabalho e a integração de secretarias.

CFH. Foto: Secom

Membros de departamentos e coordenações do CFH reforçaram carências de infraestrutura, casos pontuais de falta de monitoria para estudantes com deficiência, desafios da curricularização da extensão e preocupações com evasão e permanência estudantil, agravadas pela redução e pela dificuldade de financiamento contínuo para bolsas de extensão e estágios. Foram apontadas ainda pendências relativas à moradia estudantil (Módulo 3), diárias para viagens de campo e continuidade de licenciaturas EAD da UFSC em parceria com a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Houve menção a melhorias de rotina e planejamento na manutenção do Serviço de Atenção Psicológica (Sapsi). Em razão da diminuição do trabalho terceirizado de vigilância e limpeza por restrições orçamentárias, o CFH manifestou preocupação com as condições de sua estrutura no início do semestre.

No CCS, as prioridades relatadas concentram-se na recuperação da infraestrutura predial e na gestão orçamentária para assegurar o funcionamento acadêmico e assistencial. Em edifícios antigos e com déficit histórico de conservação, o centro vem retomando rotinas de manutenção, mas ainda enfrenta severas limitações de recursos. Diante desse quadro, a direção enfatizou um planejamento financeiro realista, maior integração dos departamentos nos processos de compras e contratações e a recomposição gradual do quadro técnico-administrativo, hoje operando no limite. O objetivo é dar previsibilidade às intervenções de manutenção, melhorar a eficiência administrativa em articulação com as áreas centrais e mitigar impactos sobre as atividades de ensino, pesquisa, extensão e atendimento à comunidade.

CCS. Foto: Secom

Os departamentos apontaram como urgentes a celeridade na contratação de professores substitutos e o redimensionamento do quadro docente para atender práticas e atividades de campo, com atenção especial ao suporte a estudantes com deficiência. Reforçaram a necessidade de investimentos em laboratórios — aquisição e manutenção preventiva e corretiva de equipamentos — e de melhorias em estruturas compartilhadas com o Hospital Universitário e clínicas-escola, garantindo condições adequadas para aulas práticas, estágios e atividades extensionistas, em consonância com as diretrizes curriculares. Também foi destacada a importância de fortalecer a presença institucional em Brasília para apoiar pautas estratégicas e ampliar a captação de recursos, condição vista como decisiva para superar as restrições orçamentárias, além de questões relativas aos pagamentos de insalubridade a docentes.

Os três últimos encontros serão nos próximos dias:

•⁠ ⁠Centro Tecnológico (CTC): 11/2, às 10h;
•⁠ ⁠Centro de Comunicação e Expressão (CCE): 12/2, às 10h;
•⁠ ⁠Centro de Ciências Agrárias (CCA): 13/2, às 10h.

 

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Tags: CCSCFHCFMGabinete da ReitoriaUFSC

UFSC na mídia: gestores falam, em entrevista, sobre demolição de blocos e reurbanização da área

03/02/2026 16:55

Início da demolição (Foto: DPAE/UFSC)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) deu início à demolição dos blocos modulados construídos na década de 1970 no campus de Florianópolis. Erguidos originalmente como solução provisória e de baixo custo, os prédios foram utilizados por décadas e abrigaram importantes estruturas acadêmicas da instituição. Em entrevista ao Balanço Geral Florianópolis, o reitor Irineu Manoel de Souza e o prefeito universitário, Matheus Lima Alcantara, detalharam o histórico do processo, os motivos da decisão e o plano de reurbanização da área.

Segundo o reitor, a discussão sobre a desativação e demolição dos blocos é tema recorrente há mais de dez anos, motivada por questões de segurança e pela incompatibilidade das instalações com normas técnicas atuais. “Há mais de uma década que tem essa discussão da demolição desses blocos modulados por motivo de segurança, as instalações não de acordo com as normas técnicas, enfim. E também para aproveitar melhor o espaço físico do campus universitário”, afirmou. Ele explica que a área dará lugar a um amplo espaço verde. “A ideia é uma revitalização de todas essas áreas com bancos, jardins, árvores, enfim, para que também os estudantes, os docentes, os técnicos possam aproveitar melhor o campus universitário.”

Os prédios, apelidados de “labirinto” pela comunidade acadêmica, passaram a apresentar problemas estruturais graves nos últimos anos, como infiltrações, goteiras, mofo, falhas elétricas e falta de acessibilidade, o que tornava a circulação pelo local especialmente desafiadora. “Várias questões muito sensíveis de segurança, de degradação ambiental e questões com bombeiros, Ministério Público, a própria qualidade das edificações, qualidade do espaço, problemas reais de segurança e de acessibilidade também”, resumiu o prefeito universitário.

Simulação gerada por IA de como ficará a área

A partir de laudos técnicos emitidos desde 2019, a UFSC promoveu interdições parciais das estruturas. Em março do ano passado, o espaço foi totalmente fechado e todas as atividades foram encerradas, abrindo caminho para a fase atual, que contempla a demolição completa dos prédios e a reurbanização do terreno de 18 mil m². “Esse projeto tem dois objetos: a demolição dessas edificações problemáticas e a reurbanização, que inclui terraplanagem, construção de calçadas, paisagismo e iluminação. Tudo isso pensando principalmente em acessibilidade e segurança”, explicou Matheus.

De acordo com o reitor, a ideia é transformar esse espaço em área de lazer. “No futuro, poderá ser discutida a construção de alguns prédios para atendimento de demandas da universidade”, acrescentou. Ele pontuou ainda que as salas demolidas eram majoritariamente utilizadas pelo Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM), único centro da UFSC que não dispõe de um prédio próprio de salas de aula, o que mantém no horizonte discussões futuras sobre a infraestrutura acadêmica.

O investimento previsto para esta fase das obras é de R$ 3,6 milhões, com recursos do orçamento da própria universidade e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. A previsão de conclusão é novembro de 2026.

Assista à entrevista:

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Tags: Blocos ModuladosCFMDemoliçãoLabirintoPrefeitura UniversitáriaRevitalizaçãoRotas AcessíveisSegurança do campusUFSC

Demolição dos Blocos Modulados marca início da reurbanização de área do campus da Trindade

23/01/2026 08:45

Os estudantes que retornarem ao campus da Trindade da UFSC no dia 9 de março, para o início do primeiro semestre letivo de 2026, vão se deparar com um novo cenário no terreno aos fundos do Centro de Comunicação e Expressão (CCE). Os Blocos Modulados, cujos corredores eram conhecidos popularmente como “Labirinto”, foram demolidos e abriram espaço para a urbanização da área. Futuramente, o local poderá servir também como área de expansão da universidade, abrigando novas edificações.

O trabalho de demolição dos Blocos Modulados está em fase de conclusão. O contrato firmado com a empresa Conquistar Serviços e Construção Ltda engloba a demolição de 17 construções (totalizando 8.168 metros quadrados), reforma da edificação onde está instalado o Núcleo de Estudos do Mar (Nemar) e urbanização de uma área de 18 mil metros quadrados.

No escopo do contrato estão incluídas as demolições de corredores a áreas técnicas que as conectam, como subestações e banheiros. Também estão previstas supressões de espécies de árvores e infraestruturas subterrâneas, conforme informações do Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia (DPAE) da Prefeitura Universitária.

O projeto de urbanização externa objetiva renovar o ambiente com implantação de passeios acessíveis, drenagem, iluminação e vegetação. A proposta é criar passeios nos grandes eixos de deslocamento de pedestres nesta área do campus. Ao longo dos passeios e no entorno da área serão instalados 73 postes de 4 metros com luminárias de LED, criando rotas seguras e acessíveis de deslocamento à noite.

O valor do contrato é de R$ 3.608.278,02, com recursos do Orçamento da UFSC e do Novo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. A previsão é de que as obras estejam concluídas no início de novembro de 2026.

Simplicidade e economicidade

Região modulados/ Setor 09 – anos 80. (Fonte: Agecom, 1985)

De acordo com informações da Coordenadoria de Planejamento do Espaço Físico (Coplan) do DPAE, as edificações conhecidas como ‘Blocos dos Modulados do Básico’ foram construídas na década de 1970 para uso por atividades do Centro de Estudos Básicos (CEB). O sistema construtivo escolhido à época priorizava a simplicidade e a economicidade.

O CEB agregava departamentos de diversos cursos e áreas da Universidade, tais como Biologia, Matemática, Física, Química, Geociências, Psicologia, Sociologia, História, Filosofia, Teologia, Língua e Literatura Estrangeiras, Língua e Literatura Vernáculas, Biblioteconomia e Documentação e o Departamento de Artes.

Em anos mais recentes, as edificações dos Blocos Modulados foram utilizadas principalmente em atividades de ensino e pesquisa do Centro de Ciências Biológicas (CCB) e do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM), além de laboratórios e salas para o serviço administrativo. Havia salas ocupadas por entidades representativas do movimento estudantil e também pelo Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc). A biblioteca setorial do CFM ocupava um dos espaços dos Blocos Modulados. A partir de 2018, grande parte das atividades do CCB foram transferidas para as novas instalações, no Córrego Grande, dando início à desocupação das edificações.

Corredores dos Blocos Modulados eram conhecidos como Labirinto

Desde o final dos anos 90 as construções dos Blocos Modulados passaram a ser questionadas, tanto pelo tempo decorrido de uso das instalações, consideradas provisórias, quanto pelas condições de conservação. Em 2019, um diagnóstico realizado por uma comissão da Secretaria de Obras, Manutenção e Ambiente (Seoma) considerou inviável a reforma e condenou estruturalmente algumas das construções. Os primeiros blocos foram interditados. A partir de 2022, intensificaram-se as realocações de atividades desenvolvidas no local, tarefa concluída em março de 2024, quando ocorreu a interdição total.

Área de expansão do campus

Futuramente, o terreno liberado com a demolição dos Blocos Modulados poderá servir também para a expansão do campus da Trindade. Desde o Plano Diretor Universitário de 2005, a área é denominada de Setor 09 – Renovação. “Esta nomeação advém da necessidade, diagnosticada já à época, de alteração da ocupação da região, com busca às densidades construídas médias e à garantia do papel integrador desta área central do Campus”, relata a engenheira Carolina Cannella Peña, do DPAE, no relatório técnico para demolição dos Modulados.

Sucessivos planejamentos da UFSC apresentaram diferentes propostas de ocupação da área, desde a criação de espaços de convivência com vias de circulação de pedestres até construção de novas edificações para abrigar cursos e núcleos de pesquisa. Essas ideias não foram concretizadas, mas a demolição dos Blocos Modulados abre uma nova oportunidade.

Interdições dos Blocos Modulados começaram em 2019

Embora apresente algumas restrições – como o fato de ter áreas sujeitas a alagamentos e de integrar o Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad) sobre Área de Proteção Permanente do Campus, que prevê a limitação construtiva nas áreas de margem de rios -, o terreno é considerado central e nobre para a Universidade.

Ainda este ano, a Coplan pretende iniciar a elaboração de um Plano Setorial para o terreno, de modo a planejar novas ocupações da área, que atendam de maneira estratégica as necessidades da Universidade. O novo Plano Setorial (MasterPlan) deverá “definir diretrizes construtivas para novas edificações, com zoneamentos que organizem fisicamente o espaço, definindo layouts urbanos, usos previstos e parâmetros construtivos para projetos”, informa a Coplan.

Para saber mais:

https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/238356
https://dpae.ufsc.br/planos-diretores/
https://dpae.ufsc.br/recuperacao-de-areas-degradadas/

 

Tags: Blocos ModuladosCCBCCECentro de Estudos Básicos (CEB)CFMDemoliçãoDPAEPrefeitura Universitáriareurbanizaçãorotas segurasUFSC

Reitoria da UFSC recebe Diretoria da Apufsc para discutir nova sede do sindicato

09/06/2025 09:30

Reunião do Gabinete da Reitoria da UFSC com a Diretoria da Apufsc-Sindical. Foto: SECOM/UFSC

Na sexta-feira, 6 de junho, o Gabinete da Reitoria (GR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou uma reunião com representantes da Apufsc-Sindical para discutir opções de locais para a nova sede da entidade. O encontro contou com a presença do reitor Irineu Manoel de Souza, da vice-reitora Joana Célia dos Passos, do chefe de Gabinete Bernardo Meyer, do diretor do GR João Luiz Martins, do assessor institucional Alexandre Verzani Nogueira e do pró-reitor de Administração Vilmar Michereff Junior. Pela Apufsc-Sindical, participaram o presidente Bebeto Marques e outros representantes da diretoria.

O reitor Irineu Manoel de Souza e o presidente da Apufsc Bebeto Marques. Foto: Apufsc-Sindical

O principal tema debatido foi a necessidade de realocar a sede da Apufsc devido ao projeto de demolição dos blocos modulados do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM). Em uma consulta de opinião realizada entre 28 e 30 de maio, a maioria dos docentes filiados sinalizou o desejo de transferir a sede para outro local definitivo dentro do campus, seja em uma edificação existente ou em um terreno para construção. Durante a reunião, o presidente da Apufsc apresentou os resultados dessa consulta, destacando que a questão será submetida à decisão final em assembleia, conforme o estatuto da entidade. Ele reforçou a urgência em resolver a situação, afirmando que a diretoria está empenhada em encontrar uma solução definitiva.

O reitor Irineu Manoel de Souza enfatizou a relevância do tema para a Administração Central e apresentou duas opções de locais definitivos para a nova sede da Apufsc: o prédio Flor do Campus e um terreno onde o sindicato poderia construir sua própria sede. Para o período de transição, considerando o início das obras de demolição, foram sugeridas salas na Biblioteca Universitária (BU) ou no Centro de Eventos. Os possíveis locais serão visitados nesta segunda-feira.

Participação de representantes da Administração Central da UFSC na Assembleia Geral Extraordinária da Apufsc, realizada em 26 de maio. Foto: Apufsc-Sindical

Essa reunião representa a continuidade do diálogo entre Reitoria e Apufsc, que já teve momentos importantes, como a participação de representantes da Administração Central na Assembleia Geral Extraordinária da Apufsc-Sindical, realizada no último dia 26 de maio. Na ocasião, foram esclarecidos diversos pontos sobre o futuro da sede da entidade.

O projeto de demolição da sede da Apufsc-Sindical insere-se em um plano mais amplo de reurbanização do Setor 9 do campus, conhecido como Renovação. A área, composta por edificações antigas, enfrenta problemas estruturais e de segurança, além de ser considerada subutilizada, apesar de sua localização central. A demolição é necessária devido à integração física e funcional da sede da Apufsc com os blocos modulados que serão removidos. O processo inclui a movimentação de terra, nivelamento do terreno e instalação de novas redes de infraestrutura, o que tornaria a edificação atual inutilizável ou inacessível.

O objetivo da reurbanização vai além da demolição, buscando transformar o local em um espaço de melhor qualidade para o campus. O projeto prevê a criação de um boulevard, rotas acessíveis e seguras, áreas de preservação e espaços estratégicos para futuras construções. O financiamento para a obra será realizado por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e o prazo estimado de execução é de 14 meses.

A Reitoria expressou o desejo de que a entidade permaneça no campus Trindade, e solicitou à Apufsc a elaboração de um plano de necessidades para a nova sede, detalhando características e dimensões desejadas, com o objetivo de viabilizar o planejamento e aprovação pela Prefeitura Universitária (PU). Também destacou que uma equipe foi designada para continuar as negociações e construir soluções em conjunto com a Apufsc, reafirmando seu compromisso com o diálogo e a viabilização da mudança para uma sede própria.


Rosiani Bion de Almeida 
/ SECOM UFSC
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Com informações do site da Apufsc e da Assembleia do dia 26 de maio

Tags: Apufsc-SindicalCFMGabinete da ReitoriaUFSC

Ação coletiva da UFSC reinaugura Planetário com arte e ciência

24/10/2024 18:15

A reinauguração do Planetário da UFSC tinha uma programação especial para as crianças. Foto: Maria Isabel Miranda/Agecom

O Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi reinaugurado na manhã desta quinta-feira, 24 de outubro, com programação especial para o público infantil e adulto. O momento celebra o retorno às atividades de um espaço essencial para a divulgação científica na Universidade, após a aquisição de um novo projetor digital e a pintura temática da cúpula do Planetário.

As crianças do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC e da Escola Básica Municipal João Alfredo Rohr, no Córrego Grande, marcaram presença no evento, preparado especialmente para elas.

Participaram da mesa de abertura o reitor Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora de Extensão, Olga Regina Zigelli Garcia; os diretores dos centros de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), Alex Degan; de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM), Nilton da Silva Branco; o professor do Departamento de Física Antônio Nemer Kanaan Neto; a geógrafa Edna Maria Esteves da Silva, e a artista visual Gugie Cavalcanti. Também registraram presença membros do Gabinete da Reitoria, diretores de unidades, pró-reitores, secretários, e da comunidade universitária e geral.

No cerimonial de abertura foi ressaltado o esforço coletivo para a aquisição do equipamento que oportunizou a retomada das atividades direcionadas ao ensino e à divulgação da Astronomia, bem como, retomar o atendimento do Planetário. CFM, CFH, Proex, Pró-Reitoria de Administração (Proad), Gabinete da Reitoria, técnicos, professores, bolsistas e profissionais de outras instituições foram os protagonistas desta conquista. Mesmo sendo muitos personagens, cada um e cada uma foi lembrado(a) na ocasião.

Reinauguração do Planetário da UFSC. Foto: Maria Isabel Miranda/Agecom

A geógrafa Edna, que coordenou o Planetário por quase 27 anos, enfatizou em sua fala a importância da continuidade deste trabalho, da história do espaço, da infraestrutura disponível, da parceria com o Observatório Astronômico, do Grupo de Estudos da Astronomia (GEA), da programação e, em especial, da equipe que reúne apaixonados pelo tema.

A arte estampada na cúpula do Planetário apresenta “duas crianças sorrindo no meio de um campo de flores enquanto olham o céu estrelado” explica Gugie, artista que assina a obra. Na sua fala abordou os significados que incorporam a sua pintura, que busca um olhar para fora, como forma de homenagear este gesto, esta contemplação, que conecta as pessoas com a natureza, as crianças com este lugar, no sentido de pertencimento e de futuro.

O diretor do CFM, o professor Nilton, colocou a impossibilidade de agradecer a todos que se dedicaram ao projeto. Para ele foi fundamental a parceria estabelecida com o CFH, o Departamento de Física, e de todos os bolsistas envolvidos, para a manutenção de um trabalho científico que, segundo ele, é apaixonante.

O diretor do CFH, Alex Degan, também complementou a lista de envolvidos. Mas, fez questão de destacar um nome, o da vice-diretora do centro de ensino, Michele Monguilhott, que, em janeiro deste ano, após uma série de ações conjuntas, o Gabinete da Reitoria sinalizou o aporte financeiro para aquisição do novo projetor para o Planetário.

A pró-reitora Olga Regina relatou como a Proex foi acionada na tentativa de solucionar a situação do Planetário. Ao tomar conhecimento se colocou à disposição e nesta jornada também obteve ajuda da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) e do Gabinete da Reitoria. Frisou, para além deste momento. a importância do Planetário, focado nas crianças, na juventude e nos futuros cientistas. “Para muitos, o Planetário é o primeiro contato com a UFSC”. “Esta aproximação com a Universidade, com a ciência e com tudo que ela é capaz de nos responder e nos trazer, é o objetivo maior do Planetário”.

Reitor Irineu Manoel de Souza destaca a importância do trabalho conjunto para a revitalização do Planetário. Foto: Maria Isabel Miranda/Agecom

O reitor Irineu encerrou a cerimônia valorizando o trabalho conjunto para a revitalização do Planetário, cuja atividade traz inúmeros benefícios à sociedade. A condução deste projeto, “apesar de todas as dificuldades financeiras enfrentadas atualmente pela universidade pública, deve servir de exemplo para outros setores da instituição que necessitam de reestruturação”, comentou o reitor. Fez um apelo à comunidade universitária para haver uma “ação colaborativa a fim de melhorar espaços essenciais da Universidade”, como o Restaurante Universitário, Biblioteca Central, Centro de Convivência, entre outros. Na aquisição do projetor digital, a UFSC investiu em torno de R$ 100 mil, finaliza o reitor.

Na sequência, como parte da programação, houve o descerramento das placas de reinauguração do projetor pelo reitor da UFSC, no hall de entrada do Planetário, e da assinatura da obra pela artista Gugie. Na continuidade, foram realizadas atividades gratuitas como observação do céu, projeções e recreação.

O Planetário e o Observatório

O Planetário e o Observatório da UFSC promovem, anualmente, sessões, cursos, palestras e eventos gratuitos à comunidade com a finalidade de divulgar a Astronomia e ciências afins, buscando fomentar a curiosidade das pessoas e auxiliar na complementação dos conteúdos didáticos previstos nas Diretrizes Curriculares Nacionais. Todos os eventos são abertos ao público em geral e ocorrem no campus da Trindade, em Florianópolis. Suas principais atividades são:

  • atendimento a escolas, com a realização de sessões para estudantes e professores, as quais devem ser marcadas com antecedência;
  • realização de sessões regulares para o público em geral às quartas-feiras nos períodos vespertino e noturno;
  • promoção de cursos e palestras;
  • atendimento a estudantes e professores da UFSC que estejam envolvidos com disciplinas afins à Astronomia;
  • atendimento à imprensa no que diz respeito a informações sobre fenômenos astronômicos;
  • orientação a estudantes e professores quanto à construção de modelos que facilitem o entendimento de fenômenos astronômicos;
  • acompanhamento e divulgação dos principais fenômenos astronômicos.

Conheça o trabalho artístico de Gugie Cavalcanti pelo Instagram ou no site.

Mais informações:
(48) 3721-4149
cultura.midia.cfh@contato.ufsc.br
planetario.ufsc.br

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