Aula inaugural de Medicina no Campus de Curitibanos da UFSC recebe a primeira turma

Reitor reforçou o compromisso com a democratização do acesso à educação. Foto: Luís Carlos Ferrari/Agecom/UFSC
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) celebrou na manhã desta quarta-feira, 12 de março, a aula inaugural do curso de Medicina no Campus de Curitibanos. O evento marcou o início das atividades acadêmicas da primeira turma do curso, consolidando um importante avanço para a interiorização do ensino superior e a formação de profissionais da saúde no estado. A solenidade contou com a presença de autoridades universitárias, docentes, estudantes e representantes da comunidade local.
O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, destacou a relevância da expansão do ensino, reforçando o compromisso da instituição com a democratização do acesso à educação e com a melhoria da assistência à saúde. Ele reafirmou o sentimento de responsabilidade da Universidade mesmo em um momento de grande esforço para a recomposição do orçamento. “As universidades públicas são, sem dúvida, o maior patrimônio do povo brasileiro. São as universidades públicas as principais responsáveis pela formação dos mais diversos quadros técnicos e científicos que alimentam os setores da nossa sociedade, pelo desenvolvimento regional, nacional e internacional”, disse.
As universidades públicas são, sem dúvida, o maior patrimônio do povo brasileiro. São as universidades públicas as principais responsáveis pela formação dos mais diversos quadros técnicos e científicos que alimentam os setores da nossa sociedade, pelo desenvolvimento regional, nacional e internacional.
Irineu Manoel de Souza, reitor

Ex-reitor Ubaldo César Balthazar (à direita) e Marcelino Ito, superintendente da Fepese. Foto: Luís Carlos Ferrari/Agecom/UFSC
Irineu falou sobre a transformação social que a UFSC tem a oferecer aos novos estudantes e suas famílias, desejando votos de sucesso à turma pioneira de Curitibanos: “O futuro de vocês está começando aqui. Desejo um curso de profundo aprendizado, de profundo esforço e de muito estudo. Aproveitem a Universidade, aproveitem o Campus de Curitibanos e cada momento, cada desafio e cada descoberta. Esse é um momento único em suas vidas. Desejamos a todos um semestre repleto de aprendizado, realizações e muitas felicidades”, completou.
Durante a cerimônia foram destacadas as iniciativas das sucessivas gestões da UFSC, incluindo o ex-reitor Lucio Botelho, que levou o campus a Curitibanos, a ex-reitora Roselane Neckel e também do ex-reitor Ubaldo César Balthazar, que estava presente.
Pró-reitora destaca trabalho coletivo

Estudantes da primeira turma de Medicina estiveram presentes na solenidade. Foto: Luís Carlos Ferrari/Agecom/UFSC
A pró-reitora de Graduação e Educação Básica da UFSC, Dilceane Carraro, destacou o esforço de um trabalho coletivo para que a criação do curso pudesse se concretizar. “A criação de um curso de Medicina em uma instituição pública não é uma tarefa ordinária, visto que a formação exige infraestrutura e organização que garanta, por exemplo, estágio curricular obrigatório de treinamento em serviço em regime de internato, em serviços próprios ou conveniados, e sob supervisão direta de docentes”, afirmou. “Para isso, contamos com o apoio das autoridades legislativas e executivas que estão presentes aqui para continuar buscando os recursos financeiros e os humanos necessários para essa concretização”, completou.
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Professora da UFSC assume cargo no GSI e prioriza criação de Agência de Cibersegurança
A professora Danielle Jacon Ayres Pinto, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), anunciou recentemente sua nomeação para ocupar um cargo da alta gestão do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. O cargo que levará a professora para Brasília inclui, entre outras atribuições, a proteção e segurança da informação do Governo Federal, tratados e acordos firmados com o Brasil.
Danielle Ayres é a nova diretora do Departamento de Segurança da Informação da Secretaria de Segurança da Informação e Cibernética do GSI. Sua área de pesquisa e estudos se relaciona diretamente com essa função, já que ela coordena, junto com a professora Graciela De Conti Pagliari, o Núcleo de Pesquisa em Política Internacional, Segurança e Defesa (NPSeD) da UFSC.
Seus estudos e pesquisas acadêmicas são voltados às Relações Internacionais, na linha de Estudos de Paz e Segurança, e Estudos de Defesa. Esse diálogo entre a nova atuação e as suas investigações é, para a pesquisadora, um dos desafios mais esperados.
“Vai ser interessante entender os caminhos da construção da política pública, nas esferas do poder tanto do Executivo como do Legislativo e como se dará a aplicação dessas políticas públicas na esfera do Judiciário. Essa costura fina vai ser a questão mais importante que eu acho que eu terei dentro desse cargo”, adianta Danielle.
A pesquisadora chega com um objetivo claro em mente: a criação da Agência Nacional de Cibersegurança no GSI. A medida precisará passar pela aprovação do Legislativo, além de demandar um código de conduta que atenda às demandas do Poder Judiciário e da Constituição. Como benefício, a agência trará para o Poder Executivo uma capacidade de ação maior na área da segurança da informação e cibernética.
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UFSC aprova título de Professora Emérita a Maria Bernardete Ramos Flores e Joana Maria Pedro

Sessão especial do Conselho Universitário no dia 26 de novembro concede título de professora emérita a Maria Bernardete Ramos Flores e Joana Maria Pedro. Imagem: YouTube CUn/UFSC
O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou sessão especial na tarde desta terça-feira, 26 de novembro, na Sala dos Conselhos, no campus da Trindade, em Florianópolis. Na reunião foram apreciadas as propostas de concessão do título de Professora Emérita às docentes Maria Bernardete Ramos Flores e Joana Maria Pedro, ambas titulares do Departamento de História do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). Os dois pedidos foram aprovados pelos(as) conselheiros(as) com, respectivamente, 46 e 52 votos favoráveis.
A UFSC completará 64 anos de história no dia 18 de dezembro deste ano. Em homenagem ao aniversário da instituição e às professoras eméritas, o CUn realizará sessão solene no dia 13 de dezembro, às 14h, no Auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo. A dignidade universitária é “concedida a membro de pessoal docente aposentado, pelos altos méritos profissionais ou por relevantes serviços prestados à Instituição”.
A conselheira Marilia Carla de Mello Gaia, relatora do processo da professora Maria Bernardete Ramos Flores, ressaltou que a docente atuou no Departamento de História entre 1987 e 2013, tendo se aposentado como professora titular, contribuindo para a configuração atual do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História, o qual atua como orientadora até o presente momento. É bolsista de produtividade em pesquisa 1B do CNPq e é uma grande referência no campo da História Cultural e da História da Arte no Brasil. Contribuiu para a estruturação da Associação Nacional de História (ANPUH) em Santa Catarina, e do Grupo de Trabalho História Cultural da ANPUH a nível nacional.
Maria Bernardete é Graduada em História pela Universidade do Vale do Itajaí (1973), Mestre em História pela UFSC (1979) e Doutora em História pela PUC/SP (1991). Realizou Pós-Doutorado na Universidade Nova de Lisboa e na University of Maryland (1999-2000), e no IDAES da Universidad de San Martín – Argentina (2009- 2010). Foi professora visitante na Universidade de Salamanca (2003) e pesquisadora visitante na University of California – Campus Davis (1994). Foi agraciada com o Prêmio Destaque de Pesquisa – Centro de Filosofia e Ciência Humanas (2010). Foi Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História da UFSC por diversos anos, e atuou no Comitê da Área de História na Capes. Dedica-se à pesquisa de História e Arte, Modernidade e Estética, Teoria da Imagem e Teoria da História. Atua na Linha de Pesquisa História da Historiografia, Arte, Memória e Patrimônio, do Programa de Pós Graduação em História da UFSC.
A professora Maria Bernardete orientou 35 trabalhos de conclusão de curso de graduação, 36 dissertações de mestrado e 41 teses de doutorado durante sua carreira. É autora de livros, capítulos de livros e artigos científicos, organizadora de coletâneas diversas, no Brasil e exterior.

Professora Joana Maria Pedro. Foto: Acervo Agecom
Na sequência, a conselheira Maria del Carmen Cortizo foi a relatora do parecer que delineou a trajetória acadêmica da professora Joana Maria Pedro. Na leitura do parecer destacou que a docente ainda atua no Departamento de História da UFSC desde o início da década de 1980, contribuindo significativamente para a qualificação acadêmica em todos os níveis da graduação e da pós-graduação, e para a projeção nacional e internacional do Departamento e da UFSC, trata-se de uma intelectual amplamente reconhecida no campo da História das Mulheres e do Gênero no Brasil na América Latina.
A professora Joana possui graduação em História pela Universidade do Vale do Itajaí/Univali (1972), mestrado em História pela UFSC (1979) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) (1992). Fez pós-doutorado na França, na Université d´Avignon, entre 2001 e 2002, e nos Estados Unidos, na Brown University, entre 2016 e 2017. Foi professora visitante na Universidade do Chile (2021), na Universidade Nacional de La Plata (Argentina, 2013) e na Université Paris Diderot, Paris 7 (França, 2014).
No desenvolvimento de funções administrativas foi Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História entre 1993 e 1995, Diretora do CFH entre 1996 e 2000, Coordenadora do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH) entre 2008 e 2012, e Pró-Reitora de Pós-Graduação entre 2012 e 2016.
Entre outras atividades cabe também mencionar que foi Presidenta da ANPUH – Associação Nacional de História na gestão 2017-2019; Editora da Revista Estudos Feministas; e que atuou no Comitê da Área de História do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Aposentou-se em março de 2019, dando continuidade a suas atividades em qualidade de professora voluntária como docente permanente do Programa de Pós-Graduação em História e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC, e como pesquisadora do Instituto de Estudos de Gênero (IEG) e do Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH). É pesquisadora 1A do CNPq.
Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil República, principalmente nos temas: feminismo, gênero, relações de gênero, história das mulheres, memória, história oral, história do tempo presente e história comparativa. Entre seus livros mais conhecidos estão “Mulheres Honestas, Mulheres Faladas: uma questão de classe” (Ed. UFSC, 1991), Nova História das Mulheres no Brasil (Contexto, 2012 com Carla Pinsky), Gênero, Feminismos e Ditaduras no Cone Sul (Mulheres, 2010, com Cristina S. Wolff) e outros, além de inúmeros artigos e capítulos de livros publicados no Brasil e no exterior.
É necessário salientar a fundamental contribuição da trajetória da professora Joana Pedro para a luta das mulheres e para o reconhecimento dos seus direitos dentro e fora do âmbito universitário.
Rosiani Bion de Almeida | imprensa.gr@contato.ufsc.br
Coordenadoria de Imprensa do GR | UFSC
Com informações dos processos para concessão dos títulos, disponíveis nos links:
Estudantes e egressos da UFSC podem emitir histórico escolar em inglês
A Secretaria de Relações Internacionais (Sinter) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) disponibilizou a emissão do histórico síntese de alunos e egressos na língua inglesa, que pode ser feita de forma gratuita diretamente pelo Sistema de Controle Acadêmico da Graduação (CAGR). A ação foi feita em parceria com a Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd) e com a Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC).
A iniciativa tem o objetivo de tornar o documento em inglês mais acessível para quem deseja continuar os estudos fora do país, seja por mobilidade acadêmica ou na pós-graduação.
Segundo o secretário de Relações Internacionais da UFSC, Luiz Carlos Pinheiro, antes desse serviço a tradução tinha que ser feita de forma externa à universidade, geralmente por tradução juramentada, realizada por um tradutor público e reconhecida oficialmente por instituições e órgãos públicos como documento oficial.
O serviço, quando efetuado de forma externa, é pago. A média de preço é de R$ 99,05 por mil caracteres, segundo a tabela de valores para 2024 do Sindicato Nacional dos Tradutores (Sintra). “A universidade tem 40 mil estudantes de graduação e grande parte não tem uma renda familiar muito alta, então isso acaba sendo mais uma limitação para esse aluno fazer uma mobilidade”, diz Pinheiro.
A chefe do Serviço de Tradução da Sinter, Luciana Lima, explica que as disciplinas dos cursos de graduação começaram a ser traduzidas em 2017, pela tradutora e intérprete de língua inglesa Paula Michels. A partir de 2021, o trabalho foi intensificado pelas duas servidoras. Somente neste ano, 2024, o processo foi concluído e encaminhado aos departamentos para revisão, posteriormente sendo anexado ao CAGR pela SeTIC. “O documento sai igual ao em português, com código de autenticidade e tudo, mas como documento da UFSC emitido em inglês, não uma tradução como a juramentada”, esclarece Luciana.
Passo a passo:
- Entre na sua página do Aluno no CAGR;
- Clique em Histórico Síntese;
- Selecione a opção Gerar histórico (em inglês).