A comunidade universitária e a sociedade estão convidadas para a audiência pública que discutirá a insalubridade dos trabalhadores do Hospital Universitário (HU/UFSC). O evento será promovido pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) nesta quinta-feira, 21 de maio, no Auditório da Reitoria, a partir das 10 horas.
A Semana do Meio Ambiente, organizada pela Coordenadoria de Gestão Ambiental (CGA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), será realizada entre os dias 25 de maio e 12 de junho, em diferentes locais e com atividades voltadas à sustentabilidade, educação ambiental, inovação e bem-estar.
O evento integra a Jornada Verde, realizada em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), a Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF) e o Projeto Tamar. A programação busca fortalecer a articulação entre instituições pela conscientização ambiental.
As ações serão distribuídas entre os campi da UFSC, que contará com mais de 25 atividades gratuitas e abertas ao público externo. Serão realizadas oito visitas técnicas e ecológicas, cinco oficinas, três exposições, seis atividades culturais, dois minicursos, além de espaços para debate e ações de educação ambiental em Araranguá, Blumenau, Florianópolis. As atividades terão como temas centrais, biodiversidade, conservação ambiental, energias renováveis, alimentação sustentável, ciência cidadã, conservação ambiental, reaproveitamento de materiais, inclusão, consumo consciente e qualidade de vida.
O calendário de atividades receberá a Mostra Científica e de boas práticas, que apresentará projetos, pesquisas e iniciativas sustentáveis e a divulgação de ações voltadas à sustentabilidade. A Mostra Fotográfica reunirá registro e olhares sobre questões ambientais, biodiversidade, território, e sustentabilidade no contexto universitário e social, no hall da Reitoria, no campus Trindade, em Florianópolis.
Para garantir transparência e ampliar a participação social na futura licitação do plano de saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Pró-Reitoria de Administração (PROAD) promoverá audiência pública no dia 18 de maio, das 14h30 às 17h30. O encontro ocorrerá exclusivamente no formato virtual pela Plataforma ConferênciaWeb/RNP, e ficará integralmente gravado, com disponibilização posterior ao público.
Poderão participar representantes de operadoras de planos de saúde, entidades de classe e sociedade civil. A sessão tem como objetivo colher subsídios técnicos e econômicos que contribuam para o aperfeiçoamento do processo licitatório. Para fins de organização, cada empresa poderá indicar até dois representantes oficiais.
A audiência seguirá três momentos. Na abertura, haverá exposição técnica sobre as necessidades da UFSC e as premissas do planejamento. Em seguida, os credenciados poderão se manifestar por ordem de inscrição, com tempo máximo de 10 minutos por empresa, priorizando aspectos técnicos e operacionais. No encerramento, serão apresentadas orientações finais e o prazo para o envio de contribuições complementares por escrito: até cinco dias úteis após o término da audiência. Todas as contribuições recebidas serão analisadas e consolidadas em relatório a ser publicado em site oficial.
Os documentos que embasam esta consulta (artefatos da contratação em vigor na UFSC, Termo de Referência, Edital e documentos complementares) estarão disponíveis para consulta prévia no site planodesaude.ufsc.br.
Serviço
Evento: Audiência Pública – chamamento de interessados na nova licitação do Plano de Saúde da UFSC Data: 18 de maio Horário: 14h30 às 17h30 Acesso:https://conferenciaweb.rnp.br/ufsc/proad-ufsc Público: Operadoras de planos de saúde, entidades de classe e sociedade civil Credenciamento: até 14 de maio, por e-mail à equipe de planejamento, informando:
Nome completo e CPF dos representantes
Razão social e CNPJ da empresa
E-mail de contato para envio do convite de acesso
Regras de manifestação: por ordem de inscrição; até 10 minutos por empresa; foco técnico-operacional
A Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) manifesta seu apoio e sua solidariedade à greve das servidoras e dos servidores técnico-administrativos em Educação (TAEs), atualmente em curso.
A presente mobilização ocorre em continuidade ao movimento nacional de 2024, cuja legitimidade foi reconhecida pelo Conselho Universitário por meio de moção aprovada em sessão de 26 de março daquele ano. Passados dois anos, a retomada da greve expressa o descumprimento, por parte do governo federal, de pontos fundamentais do acordo firmado com a categoria ao término do movimento paredista anterior.
Entre as principais reivindicações, destacam-se o cumprimento integral do acordo de 2024, incluindo a implementação da jornada de 30 horas semanais sem redução salarial, a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), o reposicionamento de aposentadas, aposentados e pensionistas, bem como medidas estruturantes de valorização da carreira dos TAEs.
Destaca-se, ainda, a necessidade de abertura imediata de negociação específica com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), órgão responsável pela condução, abertura e encerramento das mesas de negociação no âmbito do Executivo Federal, a fim de tratar diretamente das pendências do acordo e das reivindicações apresentadas pela categoria.
A Reitoria reconhece o papel essencial desempenhado pelas servidoras e servidores técnico-administrativos na sustentação das atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária. A persistência de condições de trabalho precarizadas, a insuficiência de pessoal e a ausência de avanços concretos nas negociações impactam diretamente a qualidade da educação pública, gratuita e socialmente referenciada, comprometendo o projeto de universidade defendido por esta instituição.
Diante disso, a Reitoria da UFSC reafirma seu apoio à mobilização da categoria, reconhece a legitimidade do movimento grevista e defende o imediato cumprimento dos acordos firmados, com a instalação de mesa de negociação junto ao MGI, como condição para a valorização das trabalhadoras e dos trabalhadores, bem como para o fortalecimento das instituições federais de ensino.
Na noite desta terça-feira, 12 de maio, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) realizou sessão especial em comemoração aos 100 anos da Ponte Hercílio Luz. Proposta pelo deputado Marcos Vieira (PSDB), a solenidade foi marcada por homenagens e manifestações de memória e afeto ao principal cartão‑postal catarinense, contando também com a presença do chefe de Gabinete da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Bernardo Meyer.
“Celebrar o centenário da nossa Ponte Hercílio Luz é reconhecer, ao mesmo tempo, a grandeza de uma obra de engenharia e a força de um símbolo que conecta pessoas, territórios e saberes. Ao longo de décadas, a UFSC formou profissionais e pesquisadores que contribuíram com estudos, ensaios e pareceres técnicos para a conservação desta estrutura singular. Essa trajetória, em diálogo permanente com o poder público e com a sociedade, reafirma nossa missão: transformar ciência em serviço, patrimônio e cidadania para Santa Catarina”, destaca Meyer.
O Parlamento reuniu autoridades, familiares e trabalhadores que ajudaram a construir, manter e restaurar a ponte. Entre os homenageados, esteve o aposentado Ivo Pelegrini, que dedicou toda a carreira à estrutura, chegando a mestre de obras. Também receberam reconhecimento ex‑governadores, lideranças envolvidas na preservação do bem histórico e familiares do ex‑governador Hercílio Pedro da Luz, reforçando a dimensão coletiva da obra e de sua salvaguarda.
A programação integrou ainda uma exposição fotográfica com imagens do livro “Ponte Hercílio Luz – uma ligação de amor”, de autoria do arquiteto, fotógrafo e pesquisador Joel Pacheco, obra já lançada anteriormente na Alesc no contexto das ações do centenário. Como complemento, foi apresentada ao público uma réplica da ponte, construída pelo comerciante florianopolitano Marcelo Pedro dos Santos — uma peça de 1,80 metro de comprimento que permanecerá exposta no hall da Alesc entre os dias 12 e 22 de maio.
Durante a cerimônia, um vídeo institucional resgatou a linha do tempo. Concebida como prioridade de governo em 1918, com projeto iniciado em 1919 e obras a partir de 1922, a estrutura foi oficialmente inaugurada em 13 de maio de 1926, tornando‑se então a maior ponte pênsil do mundo com sistema de barras de olhal. Construída com cerca de cinco mil toneladas de aço importadas dos Estados Unidos, em quatro remessas marítimas, a ponte enfrentou o desgaste das décadas seguintes: foi interditada em 22 de janeiro de 1982 após sobrecarga de asfalto, reaberta em 15 de março de 1988 e novamente fechada em 4 de julho de 1991, em razão da deterioração das barras de olhal.
A partir de debates intensificados na Alesc em 1996, sucederam‑se iniciativas de preservação: um projeto de restauração apresentado em 2005, o rompimento contratual por atrasos em agosto de 2014, nova contratação para as torres em fevereiro de 2015 e, em 2016, os trabalhos foram assumidos por uma empreiteira portuguesa. O processo — que substituiu aproximadamente 40% da estrutura metálica e mobilizou centenas de profissionais — culminou na entrega à população em 30 de dezembro de 2019, num gesto simbólico de reconciliação de Florianópolis com seu maior ícone.
Em seu discurso, o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, sublinhou a ponte como solução estrutural que integrou a ilha ao continente, possibilitando o desenvolvimento urbano, econômico e acadêmico da capital — neste último ponto relacionado à criação e à expansão da UFSC nas décadas seguintes. Ao reconhecer a contribuição da Universidade e dos diversos agentes públicos e privados envolvidos na restauração, o prefeito também ressaltou a atualidade da ponte para a mobilidade urbana e para a identidade cultural da cidade.
Em síntese, a solenidade celebrou o centenário da Ponte Hercílio Luz combinando memória, técnica e cidadania: revisitou a trajetória histórica da obra (de 1922 a 2019), reafirmou seu papel decisivo na integração e no desenvolvimento de Florianópolis e prestou tributo a personagens históricos, autoridades, instituições — entre elas a UFSC — e trabalhadores que asseguraram a permanência do monumento como símbolo maior de Santa Catarina e ativo relevante para a mobilidade da capital.