A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) marcou presença na solenidade de celebração dos 60 anos da regulamentação da profissão de Administração no Brasil, realizada na noite desta segunda-feira, 17 de novembro de 2025, no Auditório Azul do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE/SC). O evento, promovido pelo Conselho Regional de Administração de Santa Catarina (CRA-SC), reuniu profissionais, autoridades e representantes de instituições de ensino para marcar o Jubileu de Diamante da área.
Na ocasião, a UFSC foi agraciada com a Medalha Comemorativa dos 60 anos da Administração, em reconhecimento à sua relevante contribuição para a formação de profissionais e para o fortalecimento da ciência da Administração no Estado de Santa Catarina.
UFSC é homenageada na celebração de 60 anos da regulamentação da profissão de Administração no Brasil. Foto: Divulgação
O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, acompanhado do chefe de Gabinete, Bernardo Meyer, participou da cerimônia e da solenidade oficial de entrega da Medalha dos 60 anos da Administração. Ambos os professores e gestores da instituição estão vinculados ao Departamento de Ciências da Administração e ministram aulas na graduação e pós-graduação. “A participação da UFSC nesta celebração reafirma nosso compromisso com a formação de profissionais qualificados e com o desenvolvimento da área em Santa Catarina. Os 60 anos da regulamentação da profissão representam um longo percurso de contribuições fundamentais para o progresso econômico e social do país”, destacou o reitor Irineu Manoel de Souza.
O Jubileu de Diamante marca um momento histórico para uma das profissões mais estratégicas do país. Ao longo dessas seis décadas, a Administração consolidou-se como pilar essencial para o desenvolvimento econômico, social e organizacional do Brasil, transformando desafios em aprendizados e oportunidades em resultados concretos.
O Sistema CFA/CRAs lidera as comemorações em âmbito nacional, organizando eventos, debates, campanhas e homenagens que destacam a relevância e o impacto da profissão na sociedade brasileira. O objetivo é valorizar os profissionais da área e demonstrar como a gestão eficiente e estratégica contribui para a construção de um país mais competitivo.
Ex-reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier de Olivo, é homenageado, em memória, pelo MEC. Fotos: Acervo Agecom/UFSC
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Educação, Camilo Santana, participaram nesta sexta-feira, 14 de novembro, da cerimônia de entrega da Ordem Nacional do Mérito Educativo, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. Inserido nas celebrações pelos 95 anos do Ministério da Educação (MEC), o evento reconheceu mais de 200 personalidades que contribuíram para a promoção e o desenvolvimento da educação brasileira. Entre os agraciados, o ex-reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier de Olivo, homenageado in memoriam e representado por seu filho, Mikhail Cancellier, que recebeu a distinção das mãos do presidente e do ministro.
Ao abrir a solenidade, Camilo Santana afirmou que o momento “celebra histórias, compromissos e esperanças. Celebra um Brasil que acredita no poder transformador da educação, base de um país soberano, democrático e livre”. Ele lembrou que, “no início do ano, o governo lançou o programa Mais Professores, com eixos para estimular o ingresso em licenciaturas, aperfeiçoar a formação inicial e continuada e valorizar a carreira docente”. Em seguida, reforçou: “Professor não pode ser profissão de segunda categoria; tem de ser a mais importante da nação, porque todo mundo passa por um professor. Peço uma salva de palmas a todos os docentes que dedicam suas vidas a transformar a vida de crianças e jovens”. Ao encerrar, registrou agradecimento “a cada agraciada e a cada agraciado desta edição, nossa mais profunda gratidão. Todos fazem parte da história da educação brasileira, cada um contribuindo à sua maneira para o esforço coletivo que transforma o país”.
As declarações ocorreram no contexto do aniversário de 95 anos do MEC, celebrado em 14 de novembro. “São quase cem anos de construção coletiva, de políticas públicas fundamentais, de servidores dedicados e de mulheres e homens que fizeram deste Ministério um patrimônio do Estado brasileiro”, destacou o ministro. Ele também prestou homenagem, in memoriam, ao ex-reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier de Olivo, sublinhando a importância de reafirmar a autonomia universitária e o compromisso com a justiça.
Os condecorados foram reconhecidos em cinco graus: Grã-Cruz, Grande-Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro. As nomeações e promoções são formalizadas por decreto presidencial, mediante proposta do ministro da Educação e parecer favorável do Conselho da Ordem Nacional do Mérito Educativo. Instituída em 1955, a honraria é regulamentada pelo Decreto nº 4.797/2003.
Confira a cerimônia na íntegra:
Cancellier
Luiz Carlos Cancellier, o “Cau”, é descrito por seus amigos e familiares como um mediador, uma figura conciliadora que permanentemente buscou o diálogo, especialmente como gestor na UFSC. O catarinense de Tubarão nasceu em 13 de maio de 1958, filho de uma costureira e um operário, tendo dois irmãos: Júlio e Acioli.
Em 1977, ingressou no curso de Direito da UFSC. O período era de resistência contra a ditadura militar e luta pela abertura política do Brasil. Engajado no movimento estudantil, Cancellier trabalhou ativamente nas campanhas para a redemocratização do país, mesmo com risco de prisões e morte. Envolvido, parou os estudos para se dedicar integralmente à carreira de jornalista, até ser assessor parlamentar no Senado Federal de 1992 a 1994.
Em 1995, veio à UFSC para continuar nela até o fim. Retomou o curso de Direito, graduando em 1998. Tornou-se mestre em 2001 e doutor em 2003 no Centro de Ciências Jurídicas (CCJ), com a tese A reglobalização do Estado e da Sociedade em rede na era do acesso.
Como profissional, sempre esteve próximo da área de gestão. Durante a graduação, havia trabalhado como assessor da presidência do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Especializou-se em Gestão Universitária e Direito Tributário. Em 2003, foi Coordenador Geral da Secretaria de Estado da Saúde. Mas é em 2005 que ele ingressa como professor na UFSC, no próprio CCJ.
Ali, lecionou as disciplinas relativas a Direito Administrativo, tornando-se coordenador do curso e membro do Conselho Universitário em 2008. No ano seguinte, foi eleito chefe de departamento por três anos e, ainda, presidente da Fundação José Arthur Boiteux. No começo de 2012, foi nomeado diretor do Centro de Ciências Jurídicas.
Em 2015, venceu o pleito para Reitoria, tendo como vice a professora Alacoque Lorenzini Erdmann, na chapa “A UFSC pode mais”. Cancellier, como gestor, conquistou o caráter de ser uma figura mediadora e conciliadora, dedicando-se profundamente à Universidade e tendo uma trajetória de rápida ascensão.
“Por mais que as dificuldades surjam, uma palavra de conciliação, de abertura e de diálogo sempre pode trazer uma luz”, disse no ato de posse. A meta do seu trabalho foi de trazer a excelência acadêmica e a eficiência administrativa, apostando na descentralização da gestão e na valorização e participação de todos os Centros e Unidades da universidade nas tomadas de decisão.
O seu mandato teve 858 dias, contados de 10 de maio de 2015 a 14 de setembro de 2017, desde a posse à data de aprisionamento, quando foi afastado. O reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo foi liberado, mas impedido de entrar na Universidade e de ter contato com todos que lá trabalhavam. Afastado do que mais amou e ao que se dedicou em toda sua carreira, tirou a própria vida no dia 2 de outubro de 2017, uma segunda-feira.
A sua gestão foi sucedida pelo reitor pro tempore Ubaldo Cesar Balthazar em 2017, que escolheu dar continuidade ao trabalho e manteve a equipe que Cancellier escolheu. Ubaldo foi eleito reitor em novo pleito no ano de 2018 e encerrou seu mandato em julho de 2022.
Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
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O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, informa a comunidade universitária que foram designados os novos titulares das seguintes Pró-Reitorias:
Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq): professor Werner Kraus
Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg): professora Débora de Oliveira
Professor e coordenador do Laboratório Fator Humano, Roberto Moraes Cruz, abriu o Workshop sobre Fatores de Risco Psicossociais Relacionados ao Trabalho. Fotos: DI-GR/SECOM/UFSC
O Laboratório Fator Humano, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promoveu, na manhã desta sexta-feira, 14 de novembro, o Workshop sobre Fatores de Risco Psicossociais Relacionados ao Trabalho. A atividade ocorreu no Auditório do Centro Socioeconômico (CSE), no campus Trindade, em Florianópolis. O reitor, Irineu Manoel de Souza, e a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Sandra Carrieri, prestigiaram o encontro.
O professor e coordenador do Laboratório, Roberto Moraes Cruz, abriu a programação, que teve como objetivos fomentar debates e apresentar estratégias de gestão e prevenção de riscos psicossociais no contexto laboral, tema que vem adquirindo destaque nas discussões sobre saúde e segurança ocupacional. O workshop incluiu uma exposição sobre as recentes mudanças na legislação federal, com foco na Norma Regulamentadora 01 (NR-01), que estabelece diretrizes de segurança e saúde no trabalho.
O reitor da UFSC ressaltou ser “fundamental que a Universidade desenvolva uma abordagem mais humana em todas as dimensões, incluindo o ambiente de trabalho e os relacionamentos interpessoais”, sublinhando a importância de uma nova política sobre o tema, atualmente em deliberação no Conselho Universitário. Irineu enfatizou ainda que a construção dessa política contou com ampla participação de diferentes segmentos, como o Departamento de Psicologia, sindicatos e estudantes. “Falamos de uma comunidade grande, com 40 mil estudantes, 2.600 docentes e 2.800 técnicos-administrativos, o que torna ainda mais essencial aperfeiçoar nossas relações humanas”, acrescentou.
O dirigente elogiou o trabalho conduzido pelo professor Roberto e pela pró-reitora Sandra, que acompanham de perto o desenvolvimento da iniciativa. “Quero parabenizar todos os envolvidos, especialmente a coordenação de Psicologia, por trazer à pauta um tema tão relevante”, afirmou. Ele reforçou que a gestão universitária deve não apenas acompanhar, mas também apoiar ações que promovam melhorias no bem-estar da comunidade acadêmica. “É um assunto de extrema importância, e a Universidade precisa continuar avançando nesse sentido”, concluiu.
A pró-reitora Sandra (Prodegesp) reafirmou o compromisso da UFSC em priorizar o fator humano como elemento central para um ambiente de trabalho saudável. “Queremos que o nosso local de trabalho seja mais do que uma segunda casa; que seja um espaço onde sintamos prazer em estar, orgulho do que fazemos, com quem fazemos e pelo que fazemos”, declarou. Ela salientou a relevância de cultivar relações saudáveis e respeitosas, destacando que iniciativas como o workshop contribuem diretamente para um clima institucional mais acolhedor. Além disso, informou que, no dia 18, será debatida e apreciada no Conselho Universitário a minuta da resolução sobre prevenção ao assédio moral, sexual e à discriminação.
Sandra explicou também que a proposta de resolução foi construída de forma colaborativa e revisada para atender às diretrizes governamentais, posicionando a Universidade entre as primeiras a se alinhar a essas normas. “Essa proposta é de vanguarda, e convido todos a acompanharem de perto esse processo”, disse, adiantando que a minuta será publicada em breve. A gestora mencionou ainda a discussão iminente sobre outro tema relevante: Teleflex, que trata das relações de trabalho e da organização da jornada. “Esses assuntos evidenciam o compromisso da Universidade com a melhoria contínua das relações e do ambiente laboral”, finalizou.
A apresentação proporcionada pelo professor Roberto evidenciou que os riscos psicossociais no trabalho englobam elementos como estresse ocupacional, pressão excessiva, assédio moral, ausência de autonomia e sobrecarga de tarefas, fatores capazes de afetar de forma significativa a saúde mental e física dos trabalhadores. A atenção crescente a esses aspectos indica uma mudança de paradigma nas políticas de saúde ocupacional, que passam a reconhecer o papel central dos componentes psicológicos e sociais no bem-estar no trabalho.
O coordenador contextualizou que estudos ao longo do século XX já identificavam o impacto direto do trabalho na saúde das pessoas, gerando danos físicos e psíquicos. Nesse período surgiu um modelo, em 1979, voltado a compreender como variáveis como estresse, autonomia e condições ambientais influenciavam os trabalhadores. Em 1984, o conceito de risco institucional relacionado ao trabalho foi oficialmente reconhecido durante um congresso da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo incorporado ao glossário da OIT. “Esse marco conferiu reconhecimento global ao tema e reforçou a importância da interação entre ambiente laboral e saúde”, apontou.
Na década de 1990, o pesquisador britânico Tom Cox apresentou um modelo inovador que abordava o conceito de “Perigo Psicológico”. Segundo Cox, os estressores no ambiente de trabalho não apenas geram consequências, mas também constituem causas diretas de problemas psicológicos. O modelo foi amplamente discutido, especialmente pelo Health and Safety Executive (HSE), no Reino Unido, que desenvolveu instrumentos como o questionário HRC-IT, hoje adaptado e utilizado no Brasil. Estimulada por organizações brasileiras, essa ferramenta tornou-se referência nas avaliações de fatores de risco psicossociais, reforçando a necessidade de metodologias mais robustas para investigar essas questões.
Já nos anos 2000, as discussões se voltaram para estratégias de prevenção e pós-venção dos riscos psicossociais. Publicações do período confirmaram o impacto dos estressores laborais nos transtornos mentais e em problemas musculoesqueléticos, frequentemente associados a afastamentos do trabalho. Especialistas alertam que “avaliar riscos psicossociais não é tarefa simples, pois suas causas são múltiplas e seus efeitos podem levar anos para se manifestar”. Nesse cenário, as normas são apontadas como ferramentas que orientam ações preventivas, cabendo à ciência definir conceitos e métodos. “O objetivo final é reduzir as fontes de risco e ampliar os fatores de proteção, sempre priorizando a saúde e a segurança no ambiente laboral”.
Entre os destaques, também foi apresentado um protótipo digital de avaliação de Fatores de Risco Psicossociais Relacionados ao Trabalho, desenvolvido na própria UFSC. A solução foi concebida com ênfase no setor público, visando oferecer ferramentas mais adequadas para identificar e administrar riscos psicossociais nesse contexto específico.
Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
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50 anos da primeira turma de Educação Física do CDS da UFSC. Fotos: Niceia Lira
O desafio de escrever sobre os 50 anos da primeira turma de Educação Física do Centro de Desportos (CDS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi, particularmente, muito difícil. Era para ser mais uma pauta institucional, trazendo o lado das pessoas, da trajetória, do resgaste de uma memória coletiva, em tom objetivo, imparcial, jornalístico. Era! tentei, mas não consegui! A atmosfera presente, música envolvente (com a violinista Cris Barbosa), rostos do presente e do passado, a alegria da comemoração me impactaram profundamente e um misto de sentimentos não couberam em mim. Peço desculpas pela maneira como irei relatar o fato. Explicarei os meus motivos, de forma breve.
Enquanto aguardava o início da cerimônia, realizada na tarde do dia 13 de novembro, no auditório do Bloco 5 do CDS, fui inundada por lembranças da minha infância e de minha mãe, Neusa, que dedicou 20 anos da sua vida a este Centro de Ensino e 35 anos à Universidade. Ainda no começo dessa história de mais de 50 anos, ela foi uma das personagens que contribuiu para o CDS ser o que é hoje. Era datilógrafa, em um tempo em que o CDS ainda era uma pequena e simples casa de madeira. E quando passou para os blocos modulares, também me recordo do barulho da máquina de escrever, a tecnologia da época para as rotinas administrativas de um centro ainda relativamente novo.
Não consigo falar deste lugar apenas com nomes, datas e dados. Eu como filha de servidora estive neste lugar inúmeras vezes e as recordações são mais que especiais e perpassam o tempo, como quando os servidores, muito acolhedores, emprestavam os objetos esportivos e as quadras e os setores administrativos viravam espaços de lazer. Para mim, aquele lugar nunca foi apenas qualquer lugar. Era onde minha mãe trabalhava, onde ela construía sua história profissional, as amizades verdadeiras, e onde contribuía para que outras pessoas pudessem ensinar, aprender e transformar vidas através do esporte e da educação.
É emocionante ver como este espaço cresceu. O primeiro curso de Educação Física começou em 1975, apenas dois anos depois da fundação do próprio CDS, em 1973. Meio século se passou. Hoje, celebra-se as conquistas, como o Programa de Pós-Graduação em Educação Física do Centro que possui nota máxima (7) na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Este texto é, sim, sobre os 50 anos de uma turma pioneira. Mas é também sobre todas as pessoas, servidores técnicos e docentes, trabalhadores terceirizados, e estudantes, que escreveram e escrevem, ano após ano, a trajetória que celebra-se neste dia.
Reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, participou da comemoração
A cerimônia que reuniu autoridades como o reitor Irineu Manoel de Souza, Bernardo Meyer (Chefe de Gabinete), Camila Pagani (Diretora-Geral do Gabinete), Alexandre Verzani Nogueira (Assessor do Gabinete), Dilceane Carraro (Pró-Reitora de Graduação e de Educação Básica), Débora de Oliveira (Pró-Reitora de Pós-Graduação), Raphael Schlickmann (Diretor do Departamento de Ensino), além de Michel Angillo Saad (Diretor do CDS), Luiz Guilherme Antonacci Guglielmo (Vice-Diretor do CDS) e Carlos Luiz Cardoso (Chefe de Departamento e decano do curso), foi um reconhecimento oficial a todos os protagonistas desta história.
O diretor do CDS, Michel Saad, disse em seu pronunciamento que o marco de meio século do curso não apenas simboliza o tempo transcorrido, mas reafirma a contribuição fundamental da Educação Física para a academia, a ciência e a sociedade. O professor ressaltou os avanços do CDS em diferentes frentes. “Na infraestrutura, consolidamos espaços esportivos e acadêmicos que hoje são referência nacional. Ginásios, pisos e áreas cobertas dão suporte às nossas atividades de ensino, pesquisa e extensão”. Ele também destacou o reconhecimento do programa de pós-graduação do CDS: “Nosso programa se consolida entre os mais respeitados do Brasil. Somos referência internacional.” Na extensão universitária, o impacto também foi destacado. “Em 2025, oferecemos mais de 2 mil vagas no primeiro semestre e outras tantas no segundo, totalizando cerca de 4 mil vagas no ano, promovendo saúde, inclusão social e fortalecendo o papel da universidade pública.”
O diretor ainda fez questão de valorizar a dedicação de professores, técnicos-administrativos e estudantes ao longo das cinco décadas de história do curso. “Cada conquista só foi possível pelo empenho de todos que dedicaram seu tempo, talento e paixão para contribuir neste legado. Hoje celebramos o passado de lutas e vitórias, mas também olhamos para o futuro com confiança”, declarou, encerrando sua fala com um agradecimento caloroso às autoridades presentes e às gerações que fizeram parte dessa trajetória. “Parabéns ao CDS e a todos vocês que são parte viva desta história.”
O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, reiterou a excelência acadêmica do curso e o impacto de sua trajetória. “Hoje, o curso de Educação Física do Centro de Desportos é referência. A graduação em bacharelado tem conceito máximo, 5; a licenciatura, conceito 4; e o programa de pós-graduação, nota 7, que é a avaliação máxima da Capes”. Irineu também pontuou que “essa excelência não está apenas no ensino, mas também na pesquisa e na extensão, que oferecem à comunidade diversas modalidades de esportes e contribuem para a saúde da população”. O reitor fez questão de destacar que “essa excelência existe graças ao desempenho de todos. Realmente, é um momento de alegria para todos nós”, finalizando com um agradecimento e um parabéns à história construída por este coletivo.
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