Reitoria visita estação da UFSC e conhece avanços na pesquisa em maricultura

12/09/2025 12:57

Visita do reitor Irineu Manoel de Souza à Estação de Maricultura Elpídio Beltrame (EMEB), na Barra da Lagoa. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

A Estação de Maricultura Elpídio Beltrame (EMEB), vinculada ao Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recebeu na manhã desta quinta-feira, 11 de setembro, a visita do reitor Irineu Manoel de Souza, que esteve acompanhado do assessor do Gabinete, Alexandre Verzani, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Sandra Carrieri. O encontro teve como objetivo prestigiar a estrutura de ensino, pesquisa e extensão que completa 40 anos em 2025, localizada na Barra da Lagoa, em Florianópolis (SC), bem como apresentar à Reitoria os projetos desenvolvidos nos laboratórios. Também participaram da visita a diretora do CCA, Marlene Grade, a chefe do Departamento de Aquicultura (AQI), Monica Yumi Tsuzuki, o administrador Carlos Alberto Sapata Carubelli, além de professores, estudantes e técnicos da unidade.

Com uma área construída de 9.800 m², a Estação abriga laboratórios dedicados a pesquisas e projetos relacionados ao cultivo de camarões, peixes marinhos nativos, moluscos e algas marinhas: o de Piscicultura Marinha (LAPMAR), o de Peixes Ornamentais (LAPOM), o de Moluscos Marinhos (LMM), o de Camarões Marinhos (LCM) e o de Cultivo de Algas (LCA).

A programação iniciou com um café da manhã oferecido à Reitoria, preparado com produtos resultantes dos próprios cultivos e pesquisas da Estação, como pão de alga, salicórnia e alecrim-do-mar. Na sequência, os visitantes conheceram o projeto pioneiro de reprodução de ouriço-do-mar em ambiente controlado, desenvolvido em parceria entre o LCM e o LMM. Pela primeira vez no país, a espécie foi produzida em laboratório, trabalho conduzido pelo pesquisador Cássio de Oliveira Ramos, que tem recebido destaque na mídia nacional.

Ainda durante a visita, foram apresentadas as atividades em andamento no LCA, sob coordenação do professor Roberto Derner e do biólogo Rafael Garcia Lopes. No LCM, o grupo acompanhou os estudos relacionados ao cultivo multitrófico integrado – sistema sustentável que combina a criação de camarões, peixes, macroalgas e plantas halófitas, como salicórnia e alecrim-do-mar. A pesquisa é conduzida pelo professor Walter Quadros Seifert, pelo pesquisador Felipe do Nascimento Vieira, pelas biólogas Cláudia Machado e Cibele Tesser, e pelo professor Frank Bellettini.

O roteiro incluiu ainda a visita ao LAPOM, conduzida pela professora Mônica Tsuzuki e pela engenheira de Aquicultura Renata Ávila Ozório, que apresentaram exemplares de cavalos-marinhos, peixe-palhaço e outras espécies de interesse ornamental. No LAPMAR, os visitantes acompanharam os projetos voltados ao cultivo de tainha e miragaia, sob responsabilidade da professora Aline Brum Figueredo Ruschel e do engenheiro de Aquicultura Caio Cesar França Magnotti.

A visita foi concluída no LMM, marco inicial da maricultura de ostras em Santa Catarina. Responsável por quase 100% da produção de sementes de ostras no Estado, o Laboratório registrou, no último ano, a marca de 70 milhões de sementes produzidas, destinadas tanto a maricultores locais quanto de outras regiões do Brasil. O setor é supervisionado pelo oceanólogo Cláudio Blacher e pelo professor Cláudio Manoel Rodrigues de Melo.

Para o reitor Irineu Manoel de Souza, a Estação “é um patrimônio acadêmico e científico da Universidade, com atuação reconhecida nacionalmente. Projetos como a reprodução inédita de ouriços-do-mar de forma controlada e a produção de sementes de ostras que abastecem maricultores em todo o Brasil demonstram o caráter estratégico desta unidade”. Reconheceu que “esse trabalho só é possível graças à dedicação diária de pesquisadores, técnicos, estudantes e profissionais que mantêm em funcionamento a infraestrutura e a excelência científica da unidade, mesmo diante das limitações orçamentárias que desafiam a universidade pública. A Reitoria reafirma seu compromisso de fortalecer essas iniciativas que, com conhecimento, esforço e responsabilidade, unem ciência, impacto social e preservação ambiental em benefício da sociedade.”

Laboratórios do EMEB

Laboratório de Camarões Marinhos (LCM/AQI): Foi o primeiro laboratório a ser instalado na área da EMEB. Com apoio financeiro do Programa Embrater-Sudepe-BIRD e da Fundação Banco do Brasil, o LCM foi concebido para apoiar o desenvolvimento do cultivo de camarões em Santa Catarina, atuando na pesquisa, ensino e extensão, especialmente na produção de pós-larvas para atender o setor produtivo. Desenvolve pesquisas sobre a nutrição de camarões.

Laboratório de Piscicultura Marinha (LAPMAR/AQI): Iniciou suas atividades em 1990. Inicialmente, estudou duas espécies de robalo, peixes valorizados no mercado. Mais recentemente, o LAPMAR retomou estudos com a tainha, uma das primeiras espécies marinhas estudadas no Brasil, que havia tido as pesquisas paralisadas desde a década de 1990. Atualmente, a tainha e o robalo são vistos como alternativas interessantes para as fazendas de carcinicultura marinha. O LAPMAR estuda espécies e apoia produtores e parceiros no desenvolvimento de tainhas, robalos e sardinhas.

Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM/AQI): Desde 1995, o LMM desenvolve pesquisas na área de reprodução e produção de formas jovens de moluscos nativos. Através do desenvolvimento tecnológico, o laboratório apoia o crescimento da maricultura no estado. Seu foco principal é a produção de sementes de ostras nativas e ostras do pacífico, atendendo cerca de 80 produtores, principalmente na Grande Florianópolis, com uma produção média anual de 45 milhões de sementes. O trabalho desenvolvido pelo LMM/AQI/UFSC é um destaque na maricultura de Santa Catarina.

Laboratório de Cultivo de Algas (LCA/AQI): Implantado a partir da estrutura física do Setor de Microalgas do LCM, o LCA inicialmente dedicava-se exclusivamente à produção de culturas de microalgas para a alimentação de larvas de camarões marinhos. A partir de 2003, suas linhas de pesquisa foram direcionadas para a aplicação biotecnológica das microalgas. Em 2010, teve início a Seção de Macroalgas dentro da EMEB, com o objetivo de desenvolver pesquisas relacionadas ao cultivo massivo e agregação de valor a macroalgas de interesse comercial. Diversos estudos sobre cultivo integrado com camarões e moluscos estão sendo realizados, além de pacotes tecnológicos de espécies e trabalhos junto a produtores de moluscos para oferecer uma nova fonte de renda. Estudos liderados pela professora Leila Hayashi no contexto da EMEB foram fundamentais para a autorização de cultivo comercial da macroalga Kappaphycus Alvarezii em Santa Catarina.

Laboratório de Peixes Ornamentais (LAPOM/AQI): Integrado à Estação em 2009, o LAPOM desenvolve tecnologia para a produção de peixes ornamentais marinhos, com foco em espécies nativas e ameaçadas de extinção.

A EMEB, e, por extensão, seus laboratórios, contaram com o apoio de diversas instituições para sua criação e instalação, incluindo o Governo de Santa Catarina, a Fundação de Amparo a Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) e a Agência Canadense de Cooperação Internacional, que forneceu aporte técnico e financeiro ao Projeto Brazilian Maricultura Linkage Program (BMLP). Existe também uma parceria com o Projeto Tamar – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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Câmara de Vereadores de Florianópolis homenageia curso de Administração da UFSC

10/09/2025 14:34

Homenagem reuniu representantes da UFSC e vereadores de Florianópolis. Foto: Divulgação/CMF

Nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, a Câmara Municipal de Florianópolis (CMF) realizou uma sessão solene em homenagem aos 60 anos de criação do Curso de Administração da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O evento também celebrou os 50 anos do reconhecimento oficial do curso e reuniu professores, estudantes e egressos para destacar sua influência na formação acadêmica, humanística e no impacto transformador que tem gerado ao longo de sua trajetória.

A sessão foi proposta pelo vereador Adriano Analdino Flor (Adrianinho), do partido Republicanos, que evidenciou a importância da homenagem. O parlamentar convidou para compor a mesa o professor Maurício Fernandes Pereira e o chefe de Gabinete da Reitoria, Bernardo Meyer. Também foram homenageados os professores Leandro Dorneles dos Santos, chefe do Departamento de Administração, Larissa Kvitko, coordenadora do curso de graduação, Pedro Antônio de Melo, presidente do Instituto de Pesquisas e Estudos em Administração Universitária (Inpeau) e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Administração, Alexandre Marino Costa, Márcia Barros de Sales, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Administração Universitária (PPGAU), e Raphael Schlickmann, diretor do Departamento de Ensino (DEN) da Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd);as estudantes Emilia Granzoti Rocha, presidente da Ação Júnior, Carolina Eli de Oliveira, presidente da Atlética Acadêmica, e Bianca Maria Zarowne, vice-presidente do Centro Acadêmico de Administração.

Na abertura, o vereador Adrianinho relembrou os desafios enfrentados na criação do curso em uma época em que o ensino superior no Brasil ainda era incipiente. O parlamentar afirmou que a trajetória do curso reflete o esforço de “mestres e empreendedores do ensino superior” que, ao longo das décadas, formaram gestores e cidadãos comprometidos com o desenvolvimento do país. O curso, segundo ele, sempre esteve alinhado ao progresso de Santa Catarina e do Brasil, formando líderes empresariais, gestores públicos e empreendedores que têm transformado o cenário econômico e social.

O professor Maurício Fernandes Pereira, em sua fala, enfatizou que o curso de Administração da UFSC só existe por causa dos estudantes. Ele expressou gratidão aos vereadores pela aprovação unânime da homenagem e destacou que a celebração é coletiva, sendo uma oportunidade para reconhecer o trabalho de todos que contribuíram para a consolidação do curso. O docente ressaltou que “são mais de 5.200 graduados que vêm transformando a sociedade, as empresas públicas e privadas e as organizações sociais. Hoje celebramos 60 anos, e tenho certeza de que essa história seguirá por muitas gerações”.

O professor também sublinhou a importância de formar líderes com empatia e ética, que coloquem as pessoas no centro das decisões e administrem com sensibilidade e propósito. Maurício agradeceu a todos os professores, técnicos-administrativos e estudantes que ajudaram a construir a história do curso. Citando Mário de Andrade, afirmou que a memória deve servir como base para o presente, ajudando a preparar os próximos 60 anos de conquistas.

Representando o reitor Irineu Manoel de Souza, o chefe de Gabinete Bernardo Meyer reiterou a relevância da homenagem à educação superior como um reconhecimento do impacto social e econômico gerado pelo curso. Ele mencionou que os egressos da Administração da UFSC ocupam posições de destaque em empresas privadas, públicas e no terceiro setor, tanto no Brasil quanto no exterior. Meyer enfatizou que o curso soube se adaptar aos desafios da modernidade, especialmente no contexto de cidades inteligentes e da economia globalizada, oferecendo uma formação compatível com as demandas contemporâneas.

Por último, Meyer também lançou um desafio à CMF: estimular uma maior presença de profissionais formados em Administração na gestão pública municipal. Segundo ele, a inclusão de gestores técnicos seria essencial para aprimorar a tomada de decisões com base em dados e análises, reduzindo a influência de decisões baseadas em achismos. Ele argumentou que não se tratava de uma crítica, mas um reconhecimento da necessidade de maior profissionalização na administração pública.

A celebração dos 60 anos do curso de Administração da UFSC reiterou sua posição de destaque entre os melhores do Brasil. Frequentemente classificado entre os 10 cursos de Administração mais bem avaliados do país, em um universo de mais de 2.500, o programa tem contribuído de forma significativa para o desenvolvimento de Florianópolis, de Santa Catarina e do Brasil.

 

Rosiani Bion de Almeida | SECOM
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Neti-Unapi promove aula inaugural de boas-vindas à comunidade na UFSC

05/09/2025 17:05

Atividade foi promovida no Centro de Eventos da UFSC em Florianópolis. Foto: Isadora Cristina/Agecom/UFSC

Cerca de 100 pessoas prestigiaram na última terça-feira, 2 de setembro, a aula inaugural da Universidade Aberta para as Pessoas Idosas (Neti-Unapi) vinculada à Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, no Campus de Florianópolis.

O objetivo do evento foi dar as boas-vindas à comunidade, apresentar as equipes administrativa, pedagógica, de saúde, de serviço social, além dos estagiários. O evento também apresentou um pouco das atividades realizadas no Neti-Unapi, conforme explicou a enfermeira e agente de comunicação, Bárbara Cristina Tavares.

Mesa de abertura

Na mesa de abertura, participaram a coordenadora do Neti-Unapi, professora Cláudia Priscila Chupel dos Santos; a pró-reitora de Extensão, Olga Regina Zigelli Garcia; o diretor executivo da Proex, Narbal Silva; e a presidenta do Centro de Estudantes do Neti-Unapi, Maria Elisabeth Goidanich. A condução do evento foi realizada pela coordenadora Cláudia e pela enfermeira Michele Medeiros. O tema do evento foi Conhecendo a Estratégia Brasil Amigo da Pessoa Idosa (Ebapi) e as experiências  de atividades voltadas às pessoas idosas na Grande Florianópolis.

Mesa de recepção foi composta por pessoal do Neti-Unapi e da Proex. Foto: Isadora Cristina/Agecom/UFSC

Palestras

O evento contou com palestras que abordaram políticas públicas, iniciativas comunitárias e práticas de promoção do envelhecimento ativo. O fisioterapeuta e doutor em Saúde Coletiva pela UFSC, Paulo Adão Medeiros, apresentou a Ebapi, dando destaque a sua implementação no município de Florianópolis e a sua articulação com as cidades e comunidades amigas das pessoas idosas.

Na ocasião, Paulo representou Sandra Maria Raimundo, assessora de Políticas Públicas da Pessoa Idosa de Florianópolis, e destacou também as ações do programa Floripa 60+, que reúne grupos de idosos da cidade e amplia espaços de participação e autonomia. Também esteve presente Arlei Souza Borges, assistente social e pedagoga do SESC-SC, que compartilhou a trajetória de mais de 20 anos de atuação no Programa para Pessoas Idosas.

O encerramento contou com a apresentação cultural do Grupo de Canto Vozes da Ilha, do Neti-Unapi, que há 16 anos utiliza a música como ferramenta de integração social e desenvolvimento de novas habilidades. 

Participaram do evento representantes da prefeitura de Florianópolis e dos SESC-SC. Foto: Isadora Cristina/Agecom/UFSC

O que é o Neti-Unapi

O Neti-Unapi começou suas atividades na UFSC, em Florianópolis, em 1982. Criado pelas professoras da Universidade Neusa Mendes Guedes e Lúcia Hisako Takase Gonçalves. 

Desde então, passaram a desenvolver ações de extensão voltadas às pessoas idosas, tornando-se o primeiro programa brasileiro com características de Universidade Aberta para as Pessoas Idosas (Neti-Unapi). De acordo com Bárbara, o projeto oferece várias atividades e oficinas que estimulam a mente, o corpo e a convivência social dos idosos. 

Os encontros acontecem a cada 15 dias e incluem programações que vão desde educação de adultos até trabalhos manuais, como artesanato. O objetivo é promover o bem-estar e incentivar novos aprendizados ao longo da vida, explica Bárbara. “Temos idosas que aprenderam a ler e a escrever, aqui conosco e publicaram até livros.” 

Quem pode participar

Podem participar das atividades pessoas com 50 anos ou mais. As inscrições acontecem semestralmente por meio de um edital divulgado no site do Neti-Unapi. O interessado pode se inscrever em até duas  atividades por semestre.

Com informações de Bárbara Cristina Tavares

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UFSC debate política institucional contra assédio moral, sexual e todas as formas de discriminação

03/09/2025 16:27

Audiência pública no Auditório da Reitoria debate prevenção e enfrentamento ao Assédio na UFSC. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

A Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abrange toda a comunidade universitária, incluindo estudantes, servidores docentes e técnico-administrativos, trabalhadores terceirizados, estagiários, aprendizes e prestadores de serviços. A política se aplica a condutas praticadas tanto presencialmente quanto em ambientes virtuais, abrangendo todos os espaços institucionais e eventos protagonizados por seus membros. Construído coletivamente, o documento estabelece diretrizes para o recebimento e tratamento de denúncias e é reconhecido como um marco histórico para a universidade.

A temática em torno da implementação dessa política na instituição foi debatida em audiência pública na manhã desta quarta-feira, 3 de setembro, no Auditório da Reitoria, e transmitido ao vivo pelo canal do YouTube da TV UFSC. A minuta esteve em consulta pública até o último dia 5 de agosto, período em que foram registradas 133 contribuições da comunidade em geral. O documento foi elaborado pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) e pode ser acessado na íntegra neste link.

Abertura do evento

A pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Sandra Carrieri, destacou a relevância do tema e apresentou dados alarmantes do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontavam que, em 2004, 60% das universidades federais ainda não possuíam políticas de prevenção e enfrentamento ao assédio. Segundo Carrieri, essa lacuna compromete não apenas as relações de trabalho, mas também o bem-estar físico e mental da comunidade universitária. A iniciativa atende a uma demanda antiga e formalizada somente em 2025 como compromisso entre a Reitoria e o Comando Local de Greve dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação.

Carrieri ressaltou que a construção da política foi um trabalho coletivo, envolvendo sindicatos, gestores e diversos setores da universidade em um processo de estudos, debates e escuta ativa, com apoio contínuo da Administração Central.

A secretária de Aperfeiçoamento Institucional, Luana Renostro Heinen, enfatizou o caráter colaborativo da proposta e sua importância para a criação de um ambiente universitário mais saudável e respeitoso. “Esse momento reflete o trabalho de muitos grupos e pessoas comprometidas com o clima institucional, tanto no cotidiano quanto nos espaços de acolhimento e encaminhamento de processos. É uma conquista histórica da nossa comunidade”, afirmou.

A pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Leslie Sedrez Chaves, reforçou que a política dialoga com outras iniciativas institucionais, como as de enfrentamento ao racismo e de promoção da equidade de gênero. “Essa construção coletiva é essencial para criarmos um ambiente mais seguro, saudável e equânime na UFSC. O combate às violências institucionais é indispensável para garantir a permanência e o bem-estar de toda a comunidade universitária”, destacou.

Já a pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceane Carraro, apontou a importância da política no contexto das relações hierárquicas, como as de sala de aula e laboratórios. “Ensinar e aprender deve ser, antes de tudo, um ato de respeito. Essa política é fundamental para proteger estudantes, que muitas vezes ocupam posições mais vulneráveis”, confirmou. Ela também mencionou a necessidade de medidas disciplinares claras e de uma rede de acolhimento robusta para combater práticas de assédio.

O papel pedagógico e as perspectivas da política

O reitor Irineu Manoel de Souza destacou o longo percurso para a elaboração do documento. “Esse é um tema debatido há quase duas décadas. Agora, temos uma política robusta e apurada, que vai além da prevenção, enfrentando assédio moral, sexual e discriminação”, afirmou. Para o reitor, a iniciativa não apenas melhora a qualidade de vida na universidade, mas também tem um impacto pedagógico, educando a comunidade para lidar com conflitos e denúncias. Ele reforçou a necessidade de garantir segurança às pessoas que denunciam, bem como de oferecer estruturas físicas e legais adequadas para o atendimento.

A vice-reitora Joana Célia dos Passos, que participou remotamente, destacou o alinhamento da política com outras ações da gestão voltadas ao combate à violência e discriminação. “A universidade, embora reflita a sociedade, tem o dever de coibir práticas abusivas e garantir um ambiente mais digno e saudável para todos e todas”, afirmou.

Participação dos envolvidos na construção

Uma segunda mesa foi composta por integrantes diretamente envolvidos na elaboração da política, como a professora Suzana Tolfo, uma das pioneiras no debate sobre o tema na UFSC. “Foram 18 anos de luta até chegarmos aqui. Este é um momento de celebração e reconhecimento de todas as pessoas que contribuíram para que hoje tenhamos uma política concreta e direcionada à prevenção, enfrentamento e punição ao assédio”, disse.

Suzana lembrou as parcerias realizadas ao longo dos anos, como as com o Ministério do Trabalho, que resultaram em cartilhas e seminários sobre assédio. Ela também destacou o impacto psicológico dessas práticas, que podem ter efeitos devastadores na saúde mental das vítimas. “Essa luta é também uma militância por mais democracia nos ambientes de trabalho”, concluiu.

A secretária Luana Renostro Heinen detalhou a estrutura da política, que abrange toda a comunidade universitária, incluindo trabalhadores terceirizados e estudantes da graduação e pós-graduação. Ela destacou o alinhamento com o Plano Federal de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e Discriminação, que articula ações em órgãos públicos. “A política não se limita ao assédio moral, mas também abrange o assédio sexual e todas as formas de discriminação”.

Entre os principais conceitos apresentados, estão as definições de assédio moral, sexual e discriminação, além de exemplos práticos e medidas preventivas, como palestras, campanhas educativas e capacitação obrigatória para gestores. “A capacitação é essencial para que os gestores saibam lidar com situações de assédio e discriminação, contribuindo para um ambiente mais acolhedor e respeitoso”, explicou.

Próximos passos

Após as apresentações, foi aberto espaço para contribuições e questionamentos da comunidade. As sugestões serão avaliadas pela comissão responsável e pela Reitoria, antes de o texto final ser encaminhado ao Conselho Universitário (CUn) para novo debate e aprovação.

Denúncia

As denúncias devem ser formalizadas por meio da Ouvidoria da UFSC, utilizando a plataforma Fala.BR. A Ouvidoria encaminha denúncias que contenham autoria e materialidade ao setor responsável pela apuração e orienta sobre os serviços institucionais de acolhimento. Casos envolvendo servidores são tratados pelo Departamento de Processos Disciplinares (DPD), e os relacionados a estudantes seguem regulamentações específicas. Situações envolvendo terceirizados são tratadas conforme a gestão do contrato.

O processo disciplinar garante o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. Dados sigilosos permanecem restritos durante o trâmite e são divulgados apenas ao final, com exceção de informações confidenciais.

 

Rosiani Bion de Almeida | SECOM
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Dirigentes da UFSC, IFSC e IFC lançam Vestibular Unificado 2026 com mais de 6 mil vagas

02/09/2025 19:13

Nesta quinta-feira haverá uma cerimônia para o lançamento oficial do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026, às 13h30, no Gabinete da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), campus Trindade, em Florianópolis. O evento contará com a presença de autoridades acadêmicas, incluindo o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza; o reitor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Zízimo Moreira Filho; o reitor do Instituto Federal Catarinense (IFC), Rudinei Kock Exterckoter; a pró-reitora de Graduação e de Educação Básica da UFSC, Dilceane Carraro; e o presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve/UFSC), Marcos Baltar.

O Vestibular Unificado representa uma parceria entre as três instituições, consolidando uma nova etapa de cooperação interinstitucional para ampliar o acesso ao ensino superior de qualidade em Santa Catarina.

Período de inscrições e informações gerais

As inscrições para o processo seletivo começarão nesta quinta-feira, 4 de setembro, às 15h, e podem ser realizadas até 8 de outubro por meio do site oficial: vestibularunificado2026.ufsc.br. O valor da taxa de inscrição é de R$ 192,00, e os pedidos de isenção podem ser feitos até 26 de setembro, conforme especificado no edital.

As provas serão aplicadas presencialmente nos dias 6 e 7 de dezembro de 2025. Ao todo, serão ofertadas 6.712 vagas distribuídas em mais de 200 cursos de Graduação, abrangendo 70% das vagas da UFSC e 50% das vagas do IFSC e do IFC. Durante a inscrição, o candidato deverá optar pela instituição e pelo curso de Graduação desejados.

O edital completo, incluindo o quadro de cursos e vagas, o conteúdo programático das disciplinas e outras informações importantes, está disponível no site oficial. Dúvidas podem ser esclarecidas por meio do telefone (48) 3721-9951 ou do e-mail coperve@coperve.ufsc.br.

Novidade: Curso de Ciências de Dados

Entre os destaques do Vestibular Unificado 2026 está o lançamento do novo curso de graduação em Ciências de Dados, ofertado pela UFSC. Com 40 vagas anuais, o curso será ministrado em Florianópolis, no período integral (vespertino e noturno), e terá duração de cinco semestres, totalizando 2.100 horas de carga horária.

O objetivo do curso é formar profissionais capacitados a projetar, desenvolver e implementar soluções baseadas em dados e inteligência artificial para diversos contextos sociais e produtivos. Segundo Moisés Lima Dutra, presidente da Comissão de Implementação do Curso de Ciências de Dados, a iniciativa atende à crescente demanda por especialistas em análise de dados e tecnologias emergentes.

Outros processos seletivos

Além do Vestibular Unificado, a Coperve/UFSC anunciará a abertura de inscrições para outros processos seletivos:

  • Educação do Campo UFSC/IFC 2026: inscrições gratuitas para o curso de Licenciatura em Educação do Campo na UFSC (Ciências da Natureza e Matemática) e para o curso de Pedagogia – Ênfase em Educação do Campo no IFC (Abelardo Luz). As provas serão aplicadas em 2 de novembro, e as inscrições devem ser feitas pelo site educacaodocampo2026.ufsc.br.
  • Letras-Libras e Pedagogia Bilíngue: o Vestibular também oferece vagas para Letras-Libras (Licenciatura e Bacharelado) na UFSC e Pedagogia Bilíngue Libras-Português no IFSC (Palhoça). A taxa de inscrição é de R$ 115,00, e as provas serão realizadas em 2 de novembro. Inscrições no site vestibularlibras2026.ufsc.br.
  • Vagas Suplementares para Indígenas, Quilombolas, PCD e Pessoas Trans: Este processo seletivo terá inscrições gratuitas a partir de 12 de setembro, com provas também em 2 de novembro. O edital será publicado no site suplementares2026.ufsc.br.

O lançamento do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026 reforça o compromisso das instituições em democratizar o acesso ao ensino superior e atender às demandas da sociedade por formação acadêmica de excelência. Com a introdução de cursos inovadores, como o de Ciências de Dados, e o fortalecimento de políticas de inclusão, o processo seletivo promete atrair milhares de candidatos, consolidando a posição de Santa Catarina como referência em educação no Brasil.

Mais informações pelo e-mail imprensa@coperve.ufsc.br.

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