Editora da UFSC reedita ‘Rede’, primeiro romance de Salim Miguel

15/01/2026 12:00

Como parte do projeto de lançamento da obra completa de Salim Miguel em formato digital — iniciativa anunciada em 2024, ano do centenário de nascimento do autor — a Editora da UFSC reeditou Rede, terceiro livro e primeiro romance do escritor. Publicado originalmente em 1955 pela Edições Sul e esgotado desde então, o título retorna ao catálogo em 2025, resgatando uma peça fundamental da literatura catarinense e brasileira do pós-guerra.

Rede se distingue pelo vigor social e pela atenção ao contexto histórico. O enredo se passa em Ganchos — hoje município de Governador Celso Ramos (SC) —, à época uma comunidade pesqueira isolada, e combina investigação documental com ficção. À maneira de Os sertões, de Euclides da Cunha, a abertura do livro apresenta um retrato meticuloso da região, de sua geografia e de seus modos de vida, para depois mergulhar nos conflitos, afetos e tensões que entrelaçam os personagens. O resultado é um panorama sensível das redes — humanas, econômicas e simbólicas — que sustentam e pressionam a vida no litoral catarinense em meados do século XX.

Com esta reedição, a Editora da UFSC recoloca em circulação um romance formador da trajetória de Salim Miguel, autor que transita entre o documental e o lírico, atento às fissuras sociais e às experimentações narrativas que marcariam sua obra posterior.

Títulos

Rede
Autor: Miguel, Salim
Editora da UFSC (2025)

Nur na escuridão
Autor: Miguel, Salim
Editora da UFSC (2025)

Primeiro de abril: narrativas da cadeia
Autor: Miguel, Salim
Editora da UFSC (2025)

Nós 
Autor: Miguel, Salim
Editora da UFSC (2018)

Mais informações: editora.ufsc.br

Tags: Editora da UFSCRedeSalim MiguelUFSC

Reitor da UFSC concede entrevista e aponta desafios e prioridades para 2026

15/01/2026 10:07

Em entrevista concedida ao Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA), nesta quarta-feira, 14 de janeiro, no Gabinete da Reitoria, o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, traçou um diagnóstico sobre a situação orçamentária das universidades federais e apresentou as prioridades da gestão para 2026. Para o reitor, 2025 foi “um ano bastante difícil”, com “poucos recursos” para manter a instituição em pleno funcionamento.

Apesar do reconhecimento da importância da educação pelo governo federal e da abertura de diálogo com o Ministério da Educação (MEC), ele afirma que “na prática ocorreram poucas alterações” no financiamento. Irineu lembrou que as universidades sofreram cerca de 57% de redução orçamentária na última década e que, para 2026, houve novo corte legislativo de quase R$ 500 milhões no conjunto das instituições federais, o que, no caso da UFSC, significou menos R$ 12,8 milhões: o orçamento nominal, que foi de R$ 171 milhões em 2025, caiu para R$ 164 milhões neste ano.

O reitor classificou a situação como “um grande paradoxo”: há valorização discursiva da universidade pública, mas falta “sensibilidade” para construir o orçamento em diálogo com reitores e reitoras e defender no Congresso os recursos indispensáveis para despesas essenciais — energia, água, restaurante e moradia estudantil, manutenção predial e funcionamento de laboratórios. Nesse cenário adverso, a UFSC concentrou esforços em manter a qualidade acadêmica e a permanência estudantil, com decisões colegiadas e ampliação do diálogo: “Temos um gabinete aberto”, disse Irineu, sublinhando que a gestão tem evitado conflitos ao abrir o Conselho Universitário para participação em temas sensíveis e manter conversa permanente com docentes, técnicos-administrativos, estudantes e trabalhadores terceirizados, historicamente invisibilizados.

O reitor também destacou que a universidade avançou em frentes estratégicas: acelerou o fluxo de aprovação de projetos de pesquisa e extensão — no Gabinete, propostas não ficam mais de três dias para decisão, e o trâmite completo dura de um a dois meses —, aprovou a política de internacionalização e implementou medidas de qualidade de vida e segurança, como a política de teletrabalho e flexibilização para técnicos-administrativos, ampliação de bolsas, valorização das ações afirmativas, reforço da iluminação nos campi e a criação de um fórum de segurança.

Ao mesmo tempo, pontuou as dificuldades impostas pela terceirização: com menos pessoal efetivo e mais contratos, a universidade lida hoje com cerca de 200 empresas, exigindo fiscalização constante. Diante de falhas como falta de insumos e limpeza, a UFSC abriu processos administrativos e prepara novas licitações, orientando que fiscais de cada setor reportem irregularidades à Pró-Reitoria de Administração.

Inclusão, combate à evasão e novas formas de ingresso

Irineu defendeu que a universidade pública é “o maior patrimônio de um país”, responsável pela formação de quadros e por 90% da produção científica e da inovação tecnológica no Brasil. Por isso, considera urgente resistir a movimentos de desqualificação das universidades e intensificar a comunicação com a sociedade para mostrar o impacto concreto da pesquisa e da extensão no desenvolvimento do estado e do país.

A pauta da inclusão e da permanência estudantil, afirma, é central: hoje, 50% dos ingressantes na UFSC vêm de escolas públicas, o que reforça a necessidade de recursos para garantir que esses estudantes concluam seus cursos. O reitor reconhece que a pandemia agravou a evasão no Brasil e no mundo, e que há quem sustente que a universidade poderia ser substituída por aprendizagens fragmentadas via internet; para ele, trata-se de “um grande erro” com custos sociais e econômicos futuros.

Para ocupar todas as vagas e tornar o acesso mais inclusivo, a UFSC está redesenhando o processo de ingresso. Além do vestibular, que permite primeira e segunda opções e agora a reopção gratuita, a instituição adotará o ingresso por histórico escolar para cursos com vagas remanescentes, também com inscrições gratuitas. Em 2025, apenas nove vagas ficaram sem preenchimento ao final do ciclo, embora cerca de mil não tenham sido ocupadas na etapa do vestibular tradicional; a meta é preencher as 4.500 vagas anuais.

Em debate interno e nacional, a universidade considera simplificar o vestibular em cursos de baixa demanda — com ingresso apenas por histórico escolar ou prova de redação —, de caráter classificatório e não eliminatório, mantendo o Sisu/Enem como via complementar. Com mandato até 4 de julho, o reitor afirma que a gestão seguirá priorizando a permanência estudantil, a qualidade de vida de docentes, técnicos e estudantes, e a consolidação de políticas aprovadas, como internacionalização e segurança, além de completar melhorias no trâmite de projetos de ensino, pesquisa e extensão.

Confira a entrevista na íntegra:

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Esclarecimentos sobre o Contrato Emergencial nº 179/2025 – Unimed Grande Florianópolis

14/01/2026 17:50

A Administração Central, por meio das instâncias responsáveis pela gestão e fiscalização contratual, presta os seguintes esclarecimentos à comunidade universitária, em especial aos beneficiários do Contrato Emergencial nº 179/2025, firmado com a Unimed Grande Florianópolis e vigente desde 2 de dezembro de 2025.

Desde o início da vigência contratual, a fiscalização e a gestão do contrato solicitaram formalmente à operadora a disponibilização da nova tabela de coparticipação, contendo os valores de cada procedimento (consultas, exames e demais procedimentos), considerando que, após o início do novo contrato, a tabela anterior foi retirada do site da Unimed e não foi substituída por nova tabela vigente.

A nova tabela de coparticipação somente foi encaminhada à UFSC em 18 de dezembro de 2025, por meio do site da operadora https://tabelacop.unimedflorianopolis.com.br/pj . Contudo, os valores constantes dessa nova tabela passaram a ser cobrados retroativamente desde 2 de dezembro de 2025, data de início da vigência do contrato.

Diante desse cenário, a UFSC formalizou reiteradas manifestações junto à Unimed quanto à cobrança realizada sem a devida publicidade prévia da tabela vigente, solicitando a revisão das cobranças e o ressarcimento dos valores correspondentes. Tais solicitações, entretanto, foram indeferidas pela operadora, o que motivou a realização de reunião com a Diretoria da Unimed Grande Florianópolis, com a presença do Reitor da UFSC, em 13 de janeiro de 2026.

Outro ponto formalmente questionado pela UFSC refere-se aos valores de referência praticados na tabela de coparticipação. Embora o contrato emergencial mantenha como referência a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) vigente, em cláusula idêntica à prevista no contrato anterior (2019–2025) quanto ao índice de referência, a Unimed informou que os valores teriam sido reajustados em razão da atualização da CBHPM (vigência 2024–2025). Contudo, até o momento a operadora não apresentou a planilha-base da CBHPM vigente, nem as metodologias de cálculo utilizadas para a definição dos valores aplicados à UFSC, limitando-se a informar que essa tabela de referência não teria sido atualizada ou reajustada monetariamente durante o contrato anterior.

No Contrato nº 232/2019, vigente até 1º de dezembro de 2025, a coparticipação correspondia a 20% do valor da CBHPM vigente, com limite máximo de R$ 150,00 por procedimento. Já o Contrato Emergencial nº 179/2025 estabelece coparticipação de 50% do valor da CBHPM vigente, com limite máximo de R$ 200,00 por procedimento, buscando mitigar reajustes mais elevados na mensalidade. Assim, independentemente do valor do procedimento ou do percentual aplicado, a coparticipação dos beneficiários permanece limitada ao teto contratual de R$ 200,00 por procedimento. Ressalta-se que esse teto é inferior à atualização monetária acumulada no período de dezembro/2019 a dezembro/2025 e significativamente inferior às cotações anteriormente apresentadas pela operadora.

Em razão da ausência de informações técnicas detalhadas e da falta de transparência quanto aos critérios adotados, a UFSC solicitou formalmente, na nova reunião com a Diretoria da operadora, a revisão dos valores de referência aplicados. O Reitor da UFSC reiterou a necessidade de reanálise dos valores praticados, destacando, inclusive, que a CBHPM contempla faixas de valores inferiores àquela adotada pela operadora (existem três faixas além da original), sendo indispensável a apresentação de justificativa técnica para a escolha da faixa mais onerosa.

A Diretoria da Unimed, em 13 de janeiro, se comprometeu a criar agilmente uma comissão interna dos setores envolvidos para reanálise dos pedidos da UFSC.

Assim, informamos, que a instituição seguirá atuando de forma contínua e firme para que a Unimed Grande Florianópolis revise a tabela de coparticipação, reduza os valores praticados e realize o ressarcimento das cobranças efetuadas no período em que a tabela ainda não havia sido oficialmente divulgada.

Por fim, ressalta-se que o contrato emergencial trouxe avanços em relação ao contrato anterior, como a isenção de procedimentos que anteriormente oneravam de forma significativa os beneficiários (hemodiálise, quimioterapia, radioterapia, parto normal, cesariana, entre outros), a manutenção ininterrupta da cobertura assistencial durante a transição contratual, a oferta do Plano Tipo Regional, bem como a manutenção de procedimentos que superam as exigências da ANS, como a cobertura nacional de urgência e emergência para planos estaduais e regionais, além da manutenção de pais, madrastas e padrastos como dependentes, entre outros aspectos.

Tais avanços, entretanto, devem estar acompanhados de transparência, equilíbrio econômico-financeiro e observância aos princípios da boa-fé e da proteção ao consumidor, razão pela qual a UFSC continuará adotando todas as providências administrativas e institucionais cabíveis.

Tags: Plano de saúdeUFSCUnimed

Três instituições, um resultado: UFSC, IFSC e IFC celebram as conquistas do Vestibular Unificado 2026

13/01/2026 11:07

Gestores da UFSC, IFSC e IFC divulgaram oficialmente o resultado do Vestibular Unificado 2026. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

Em cerimônia realizada na manhã desta segunda-feira, 12 de janeiro, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e o Instituto Federal Catarinense (IFC) divulgaram oficialmente o resultado do Vestibular Unificado 2026. O processo seletivo ofertou 6.812 vagas — 4.553 na UFSC, 1.268 no IFSC e 991 no IFC — e registrou aumento expressivo no índice de candidatos classificados, além de redução significativa nas reprovações e eliminações em relação ao ano anterior.

O evento também marcou a certificação dos aprovados em políticas de inclusão, com destaque para os processos seletivos voltados a indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência (PCD) e pessoas trans. Foram reconhecidos, ainda, os primeiros colocados do processo, com homenagens por recortes institucionais e de origem escolar.

Abrindo a cerimônia, o presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve/UFSC), Marcos Baltar, ressaltou o trabalho conjunto das três instituições, iniciado em 2025 e que mobilizou cerca de 3 mil pessoas entre elaboração, aplicação e avaliação das provas.

Estamos muito felizes: oferecemos cerca de 6.800 vagas e tivemos êxito em classificar aproximadamente 80% dos candidatos. Reduzimos o índice de reprovação em 60% em comparação ao último vestibular, passando de cerca de 1.700 para 500 reprovados, e diminuímos as eliminações de 33 para 17. Isso mostra o aprimoramento da prova e a qualidade da execução, fruto de um esforço coletivo entre UFSC, IFSC e IFC.

Baltar destacou que o exame incorporou contribuições de seminários com educadores de escolas públicas, privadas e cursinhos, coordenados pela Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica da UFSC, resultando em melhorias na prova. Ele informou, ainda, que haverá edital de reopção para vagas remanescentes e lembrou do uso das notas do Enem via Sisu como alternativa adicional de ingresso.

A pró-reitora de Graduação e Educação Básica da UFSC, Dilceanne Carraro, reforçou o compromisso com múltiplas portas de entrada e com a diversidade da comunidade acadêmica.

O vestibular unificado é um esforço central, mas não o único. Mantemos processos específicos — como Educação do Campo e Letras-Libras — e vagas suplementares para indígenas, quilombolas, PCD e pessoas trans. Queremos que a universidade reflita a pluralidade da sociedade. Para os não selecionados de imediato, há reopção de curso, Sisu e chamadas subsequentes. É essencial atenção redobrada aos prazos e aos documentos de matrícula, especialmente nas ações afirmativas.

A pró-reitora detalhou os períodos de matrícula:

  • UFSC: 13 a 16 de janeiro
  • IFC: 19 a 23 de janeiro
  • IFSC: 26 a 29 de janeiro

Segundo Dilceanne, o edital de reopção está previsto para 15 de janeiro, e as instituições farão chamadas semanais ou quinzenais para preencher as vagas, inclusive com possibilidade de remanejamento de aprovados do segundo para o primeiro semestre, quando cabível.

O reitor do IFC, Rudinei Kock Exterckoter, destacou o papel transformador do ingresso e das políticas de permanência.

Este é um momento de renovação. A quem ainda não foi chamado, reforçamos: fiquem atentos ao Sisu e aos editais de vagas remanescentes. E, ao ingressar, procurem nossas políticas de permanência e êxito: bolsas de ensino, pesquisa, extensão e auxílios, inclusive para alimentação. É assim que garantimos condições para trajetórias acadêmicas consistentes.

Representando o IFSC, a pró-reitora de Administração, Vanessa dos Santos Grando, celebrou a cooperação entre as três instituições.

O sucesso do vestibular unificado comprova que nossas instituições não competem entre si; elas se fortalecem mutuamente em prol da sociedade. Otimizamos recursos, qualificamos os processos e colocamos o estudante no centro das políticas. Reafirmamos nossa defesa da educação pública gratuita, democrática e socialmente referenciada.

Encerrando os pronunciamentos, o reitor da UFSC, professor Irineu Manuel de Souza, sublinhou a relevância social das instituições públicas de ensino superior e a necessidade de recomposição orçamentária para ampliar ensino, pesquisa, extensão e políticas de permanência.

A UFSC, o IFSC e o IFC abrem portas para a juventude e para a inclusão social. Mesmo com restrições orçamentárias, seguimos investindo na qualidade acadêmica. Defender a educação pública é garantir formação gratuita e de excelência, com ações afirmativas e permanência estudantil. Nosso compromisso é preencher todas as vagas e acolher com dignidade cada estudante.

A cerimônia homenageou os primeiros aprovados nos seguintes processos:

  • Vagas suplementares para indígenas, quilombolas, PCD e pessoas trans (UFSC 2026).
  • Educação do Campo (UFSC) e Pedagogia com ênfase em Educação do Campo (IFC) 2026.
  • Letras-Libras (UFSC) e Pedagogia Bilíngue Libras-Português (IFSC) 2026.

E também foram homenageados os primeiros colocados do Vestibular Unificado 2026, incluindo destaques entre egressos de escola pública e os melhores de cada instituição (IFC, IFSC e UFSC).

A cerimônia foi transmitida ao vivo pelo canal do Departamento de Cultura e Eventos (DCEven) da UFSC no YouTube.

Todas as informações estão disponíveis no site oficial do Vestibular Unificado 2026.

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Andifes publica nota sobre a situação na Venezuela

03/01/2026 18:30

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) acompanha com preocupação a situação na Venezuela. Reafirmamos nossa solidariedade ao povo daquele país, o nosso compromisso com os princípios da paz e da autodeterminação dos povos, da defesa da soberania latino americana, do diálogo, da solução diplomática dos conflitos, do respeito ao direito internacional, sempre em consonância com a tradição da política externa do Estado brasileiro.

No âmbito acadêmico, manifestamos especial atenção à comunidade universitária, em particular aos estudantes, docentes e pesquisadores brasileiros que se encontram na Venezuela, bem como aos estudantes venezuelanos vinculados às instituições federais de ensino superior no Brasil.

A Andifes segue à disposição para apoiar, dentro de suas atribuições, eventuais demandas de orientação e articulação institucional que se façam necessárias, em diálogo com os órgãos competentes do governo brasileiro. Seguiremos acompanhando a situação e firmes no propósito de seguir colaborando para que o ambiente acadêmico continue sendo um espaço de cooperação, intercâmbio, proteção às pessoas comprometidas com a promoção da paz entre os povos.

Andifes

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