10ª edição do Planeta.Doc: inscrições abertas para submissão de filmes e conferência

18/07/2025 14:21

O Planeta.Doc – Festival Internacional de Cinema Socioambiental -, chega a sua 10ª edição com uma programação que conecta ciência, arte, educação e inovação em prol da regeneração ambiental e da justiça socioambiental. O festival será realizado de 25 de setembro a 25 de dezembro de 2025, com exibições presenciais em Florianópolis, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, além de uma mostra online gratuita. Com apoio institucional da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o evento está com inscrições abertas para submissão de filmes até o dia 31 de julho de 2025 pelo site oficial: https://planetadoc.com.

A 10ª edição do festival terá início com a V Planeta.Doc Conferência, que ocorrerá de 22 a 25 de setembro de 2025, na UFSC e na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Florianópolis. A conferência reúne cerca de 50 palestrantes em formato ted-talks e propõe reflexões transdisciplinares sobre a relação entre sociedade e natureza. Com os temas Bens Comuns e a Virada Biocêntrica, Cidades Sustentáveis, Florestas e Água, e Inovação Social, Impacto e Economia Regenerativa, o evento contará com a presença de nomes como o economista Ladislau Dowbor, referência em economia do bem comum, e o cientista Renato Peixoto Dagnino, especialista em ciência cidadã e tecnologias sociais pela Unicamp. As inscrições para a conferência são gratuitas e podem ser realizadas pela plataforma Sympla.

Além das conferências, o festival contará com ações de formação socioambiental voltadas para escolas de ensino fundamental e médio por meio da plataforma gratuita Planeta na Escola, que disponibiliza conteúdos educativos para professores e instituições. A mostra competitiva do festival exibirá filmes que concorrem aos prêmios Planeta.Doc Brasil, Planeta.Doc Santa Catarina e Planeta.Doc Internacional, reconhecendo produções que promovem a transformação social e ambiental.

Com sede em Florianópolis, o Planeta.Doc é um dos maiores festivais de cinema socioambiental do Brasil, recebendo anualmente mais de mil filmes de diversas partes do mundo. Sua missão é fortalecer narrativas que contribuam para a regeneração da vida na Terra, inspirando novas práticas e reflexões sobre sustentabilidade e justiça social.

Serviço
O quê: 10ª Edição do Planeta.Doc – Festival Internacional de Cinema Socioambiental
Quando: 25 de setembro a 25 de dezembro de 2025
V Planeta.Doc Conferência: 22 a 25 de setembro de 2025
Inscrições de filmes: Até 31 de julho de 2025
Onde: UFSC, Udesc – Florianópolis, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e online
Mais informações e inscrições: planetadoc.com ou no Instagram.

Tags: Planeta.DocUFSCV Planeta.Doc Conferência

UFSC possui 12 laboratórios multiusuários contemplados em edital do estado

16/07/2025 13:50

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi a instituição com o maior número de projetos aprovados no Edital nº 15/2023 pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), voltado à estruturação e modernização de laboratórios multiusuários dedicados à pesquisa avançada. Doze laboratórios da UFSC foram contemplados, com propostas alinhadas ao compromisso com o desenvolvimento científico e tecnológico de Santa Catarina em áreas estratégicas como Saúde, Mudanças Climáticas, Recursos Hídricos, Florestas e Resíduos.

Cada projeto selecionado recebeu até R$ 2,5 milhões para construção ou melhoria de estruturas físicas, aquisição de equipamentos e outros investimentos estratégicos. Além disso, o edital prevê a criação de uma rede interligada de laboratórios para promover o uso compartilhado das infraestruturas e fomentar a colaboração científica.

Entre os projetos selecionados: o Laboratório Virtual de Ensino, Extensão e Pesquisa em Inteligência Artificial, Genômica, Computação Quântica e de Alto Desempenho (VLAB), coordenado pelo professor Aldo von Wangenheim. O VLAB utilizará os recursos para adquirir um computador de alto desempenho com uma arquitetura inédita no Brasil, permitindo que pesquisadores de toda a comunidade acadêmica catarinense tenham acesso a uma infraestrutura de processamento avançada, eliminando a necessidade de alugar serviços de nuvem no exterior. “Com esses recursos, conseguiremos oferecer tecnologia de ponta para pesquisa e ensino, alinhada ao estado da arte em inteligência artificial e computação de alto desempenho”, explica o professor.

Outra proposta de destaque é a criação da Rede Catarinense de Laboratórios de Robótica Avançada, sob a coordenação do professor Daniel Martins, e o Centro de Inovação Biotecnológica e Molecular (CInBio), liderado pelo professor Edroaldo Lummertz da Rocha. Esses laboratórios receberão equipamentos de grande e médio porte, com uso continuado por diferentes grupos de pesquisa, promovendo a cooperação entre cientistas e o avanço em áreas estratégicas como Biotecnologia, Saúde e Robótica.

Governador do Estado, Jorginho Mello, fala no lançamento do programa MultiLab SC, em fevereiro de 2024. Foto: Ricardo Trida

O presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto, citou em evento de inauguração de um dos laboratórios o protagonismo da UFSC no cenário científico catarinense. “A extraordinária capacidade da UFSC em combinar pesquisa básica com pesquisa aplicada foi determinante para que a instituição fosse a maior captadora de recursos do edital. Essa abordagem permite não apenas atender às demandas atuais da sociedade, mas também antecipar necessidades futuras”, afirmou. Ele também ressaltou que quase 50% da verba de fomento da Fapesc é destinada a projetos de pesquisadores, egressos e estudantes da Universidade, reforçando a liderança da UFSC em inovação e tecnologia no estado.

Na mesma ocasião, o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, celebrou o resultado e enfatizou a importância do apoio do estado para o fortalecimento das atividades acadêmicas e científicas da instituição. “Esses editais são fundamentais para a manutenção da universidade pública, para a continuidade da pesquisa, para a qualidade do ensino e da extensão. Precisamos inovar cada vez mais e valorizar esses editais de fomento”, afirmou. Ele também reiterou o papel da UFSC como uma das principais universidades da América Latina: “Este projeto é um exemplo da força da nossa comunidade acadêmica e da parceria estratégica com a Fapesc. É desta forma que a nossa Universidade se destaca como uma das melhores instituições da América Latina, sempre comprometida com a inovação e a transformação do conhecimento em ciência e tecnologia.”

Laboratórios da UFSC selecionados

1. LINDEN – Laboratório Interdisciplinar para o Desenvolvimento de Nanoestruturas

Coordenador: Dachamir Hotza
O LINDEN é um dos principais centros de pesquisa em nanotecnologia no Brasil, integrando o Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNano). O laboratório oferece soluções inovadoras e sustentáveis para a indústria, utilizando menos recursos e matérias-primas. Além disso, promove a formação de profissionais qualificados por meio de programas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, fortalecendo o ecossistema de inovação em Florianópolis.

2. LAMAF – Laboratório Multiusuário de Agro-Fotônica

Coordenador: Gustavo Nicolodelli
Inauguração: dezembro de 2024
O LAMAF utiliza tecnologias de espectroscopia óptica, como a técnica LIBS, para análises químicas de fertilizantes, minerais, resíduos e outros materiais. O laboratório atende demandas do setor agropecuário catarinense, responsável por 64% das exportações e 30% do PIB estadual, contribuindo para a sustentabilidade e produtividade de cadeias agrícolas, como hortaliças, suínos e aves. Sua abordagem multidisciplinar abrange pesquisa em ciências agrárias, odontologia e engenharia mecânica.

3. MultiLab – Laboratório Multiusuário para Estudos de Hidrogênio Verde

Coordenador: Júlio Elias Normey Rico
Inauguração: julho de 2025

O MultiLab é dedicado ao estudo do hidrogênio verde, cobrindo desde sua geração por fontes renováveis até o armazenamento e uso em redes energéticas. O laboratório promove a interação entre grupos de pesquisa para desenvolver projetos de alta complexidade, consolidando o Brasil na liderança da transição para uma economia verde e sustentável.

4. VLAB@UFSC – Laboratório Virtual de Ensino, Extensão e Pesquisa 

Coordenador: Aldo von Wangenheim
Inauguração: abril de 2025
O VLAB oferece infraestrutura computacional de ponta para grupos de pesquisa, desde iniciantes até avançados, permitindo o processamento de dados em alta escala. Além disso, o espaço é utilizado para ensino, consultorias para a indústria e oferta de treinamentos, fomentando o uso de tecnologias de última geração em diferentes setores.

5. LCME – Laboratório Central de Microscopia Eletrônica

Coordenador: Rodrigo Perito Cardoso
Inauguração: 2007 (ampliação recente com apoio Fapesc)
O LCME é equipado com microscópios de varredura (MEV), microscópios de transmissão (TEM) e tecnologias avançadas de análise química (EDS). Atende pesquisadores da UFSC e de outras instituições, além de empresas, promovendo avanços em caracterização de materiais e biologia celular.

6. MultiCell – Banco de Células Animais do Sul do Brasil

Coordenadora: Gislaine Fongaro
Laboratório em nova etapa de estruturação
O MultiCell é um espaço pioneiro em Santa Catarina para pesquisas em saúde, biologia e biotecnologia. Sua infraestrutura permite a aquisição de linhagens celulares e autonomia para estudos institucionais. O banco de células contribui para a independência científica e a redução de custos com importações de células de bancos internacionais.

7. BioCel – Instituto de Bioeletricidade Celular

Coordenadora: Fátima Regina Mena Barreto Silva
Inauguração: fevereiro de 2025
O BioCel atua na pesquisa de bioeletricidade celular para desenvolver diagnósticos e medicamentos inovadores contra doenças como câncer, diabetes e infertilidade. Utilizando técnicas de eletrofisiologia e eletroporação, o instituto explora o comportamento elétrico das células, contribuindo para a medicina de precisão no Brasil.

8. LIFE – Laboratório de Interação Fluido-Estrutura

Coordenador: André Luís Condino Fujarra
Inauguração: maio de 2025
Equipado com túneis de vento e canais de água circulante, o LIFE realiza testes de interação fluido-estrutura em modelos produzidos por impressoras 3D. Com mais de R$ 20 milhões em equipamentos, o laboratório é referência em pesquisas aplicadas à engenharia naval, automotiva e estrutural.

9. LAMAI – Laboratório Multiusuário de Análise Instrumental

Coordenador: Cristian Soldi
O LAMAI realiza análises cromatográficas para identificar e quantificar compostos em amostras de óleos essenciais, alimentos, fármacos e água. Com equipamentos adquiridos por meio de editais CT-INFRA, o laboratório é aberto a pesquisadores internos e externos à UFSC.

10. Rede Catarinense de Laboratórios de Robótica Avançada

Coordenador: Daniel Martins
A rede conecta competências acadêmicas e industriais para fomentar soluções em automação e inteligência artificial. Seu objetivo é consolidar Santa Catarina como um polo nacional de referência em robótica e automação industrial.

11. Centro de Inovação Biotecnológica e Molecular (CInBio)

Coordenador: Edroaldo Lummertz da Rocha
Inauguração: fevereiro de 2025
O CInBio recebeu R$ 2,5 milhões para a aquisição de equipamentos inéditos, como citômetros de fluxo e analisadores de RNA. O laboratório atua como base para pesquisas oncológicas, incluindo estudos sobre câncer de mama e inibição de metástases, além de apoiar outras áreas biológicas.

12. Proposta de Aquisição de Equipamentos Multiusuários

Coordenador: Louis Pergaud Sandjo
Este projeto visa a aquisição de equipamentos de alto desempenho para fomentar colaborações interdisciplinares e atender às demandas de pesquisa e serviços à sociedade.

Rosiani Bion de Almeida / SECOM UFSC
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Com informações: https://noticias.ufsc.br/tags/fapesc/

 

Tags: FapescLaboratórios MultiusuáriosUFSC

UFSC emite nota de pesar pelo trágico acidente com estudantes da UFPA

16/07/2025 10:31

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) manifesta seu profundo pesar pela tragédia ocorrida na madrugada desta quarta-feira (16/07), na BR-153, em Porangatu (GO), envolvendo um comboio de estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA), que viajavam para participar do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), na Universidade Federal de Goiás (UFG).

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente foi causado pela invasão de uma carreta à contramão, que colidiu de frente com o primeiro ônibus do comboio, deixando cinco vítimas fatais: o motorista do ônibus e da carreta e três estudantes. Além disso, há relatos de feridos, que foram atendidos pelo Corpo de Bombeiros, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e pela concessionária Ecovias do Araguaia.

A UFSC lamenta profundamente a perda trágica de vidas tão jovens e cheias de sonhos, interrompidas de maneira tão abrupta. Este é um momento de imensa tristeza não apenas para a comunidade acadêmica da UFPA, mas para todas as universidades brasileiras, que compartilham dos mesmos ideais de formação, cidadania e transformação social.

Enviamos nossas mais sinceras condolências às famílias, amigos e colegas das vítimas, reforçando nossa solidariedade em meio a essa dolorosa tragédia. Que a memória desses estudantes inspire todos nós a continuarmos lutando por um futuro mais justo, seguro e solidário para nossa juventude.

Estamos unidos em luto e solidariedade.

Universidade Federal de Santa Catarina

Tags: nota de pesarUFPAUFSCUNE

Acervo doado à UFSC mostra obstinação de mulher vítima da ditadura por reparação histórica

15/07/2025 10:43

Arthur Will Tocchetto foi bolsista do projeto que criou o acervo. Fotos: Gustavo Diehl

Boletins do Serviço de Polícia do Exército, questionários de interrogatório aplicados a presos políticos e arquivos que documentam a perseguição a catarinenses durante a ditadura militar estão entre os materiais digitalizados que compõem a coleção do Comitê Catarinense Pró-Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos (CCPMMDP). O acervo está disponível, mediante cadastro, no site do Acervo Memória e Direitos Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O conjunto documental foi reunido por Derlei Catarina de Luca, vítima da ditadura militar e coordenadora do CCPMMDP. Como primeiro grupo pró-memória do Brasil, o comitê atua em Santa Catarina desde os anos 1990, com influências que ultrapassam o âmbito estadual, gerando articulações nacionais e internacionais em torno do direito à memória e à justiça.

Entre os materiais, destacam-se fotografias originais de funerais, do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da atuação do comitê; listas com anotações de vítimas da repressão; manuais militares de interrogatório e tortura e cartas pessoais. Há também reportagens de jornais da época, documentos de movimentos sociais, registros da espionagem militar dentro da UFSC e dossiês sobre casos específicos como o de Arno Preis, guerrilheiro enterrado sob identidade falsa, ou o de Higino João Pio, prefeito de Balneário Camboriú cuja morte foi forjada como suicídio.

O material, reunido ao longo de mais de 25 anos de atuação de Derlei, foi doado ao Memorial dos Direitos Humanos, sediado no Laboratório de Sociologia do Trabalho da UFSC. Atualmente, está sob a guarda do Acervo Memória e Direitos Humanos do Instituto Memória e Direitos Humanos (IMDH) da universidade.  Uma outra parte dos documentos reunidos por ela está sob custódia do Instituto de Documentação e Investigação em Ciências Humanas (IDCH) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

O acervo reúne aproximadamente 12 caixas de documentos, com mais de mil itens já indexados. Seu tratamento começou em 2022, como parte de um projeto de extensão universitária. Desde então, uma equipe multidisciplinar formada por historiadores, museólogos, especialistas em ciência da informação, relações internacionais e estatística passou a trabalhar na organização do conjunto documental. “O processo envolve muita leitura, interpretação e decodificação de documentos muitas vezes cifrados com siglas e codinomes usados pelos órgãos da ditadura”, explica o estudante de História Arthur Will Tocchetto, que integrou a equipe do projeto. Cada item é digitalizado página por página, com cuidado para manter a ordem original.

Para a professora Graziela Martins, coordenadora do GT- acervo, o valor da coleção é único justamente por reunir informações que não se encontram em nenhum outro lugar. “Trata-se de uma pesquisa minuciosa, com levantamento de nomes, situações de desaparecimento e outros dados fundamentais. Agora digitalizado, ele amplia o acesso da sociedade, mas é especialmente pensado para atender quem está se aprofundando na temática: estudantes, pesquisadores, autores de TCCs, teses e dissertações”, resume.

Derlei Catarina de Luca dedicou parte da vida à busca de reparação

Derlei Catarina de Luca quando foi presa pelos órgãos de repressão de São Paulo após o Congresso de Ibiúna. Foto: Acervo CCPMMDP

Natural de Santa Catarina, Derlei foi perseguida pelo regime militar e chegou a ser exilada do país. Ela foi presa e fichada em 12 de outubro de 1968, durante o 30º Congresso da UNE, em Ibiúna (SP), que reunia estudantes universitários e fazia oposição ao regime. O evento foi descoberto pelo Exército, resultando na prisão de centenas de estudantes — entre eles, 15 catarinenses, que foram levados ao DOPS de São Paulo e, após alguns dias detidos, transferidos para Florianópolis, onde foram fichados e soltos sob liberdade vigiada.

“Chegando a Florianópolis, as viaturas rodaram conosco por toda a cidade e a ordem era largar-nos onde não houvesse gente. Uns foram soltos antes da ponte Hercílio Luz, outros depois da ponte e outros ainda na Agronômica. Tudo para evitar que os estudantes que nos esperavam fizessem alguma manifestação”, relata Derlei em carta disponível no acervo. Dois meses depois da promulgação do Ato Institucional Número Cinco (AI-5), em dezembro daquele ano, Derlei deixou Florianópolis sem avisar ninguém. Durante o exílio, ela viveu em países como Chile, Panamá, Peru e Cuba. 

A vida de Derlei Catarina de Luca esteve intrinsecamente ligada à busca, ao recebimento e à preservação de documentos, que serviram tanto ao seu engajamento ativista quanto à sua jornada pessoal de resgate da memória e da justiça. Os documentos que constituem o acervo contornam as histórias e ajudam pesquisadores e ativistas do Brasil a conhecerem as vítimas de um dos períodos mais sombrios do país, dentre eles Divo Fernandes D’Oliveira, Arno Preis, Rui Osvaldo Aguiar Pfutzenreuter e Paulo Stuart Wright, cujas histórias reunimos a partir dos recortes e documentos de Derlei.

Paulo Stuart Wright: após cassação injusta, memória de deputado segue em reparação

Foto em preto e branco de Paulo Stuart Wright. Foto: Acervo CCPMMDP

Paulo Stuart Wright foi um pastor presbiteriano, deputado estadual e sociólogo, nasceu em 2 de julho de 1943, em Joaçaba (SC), filho do pastor presbiteriano Lathan e de Maggir Belle. Criado em uma família missionária, estudou o primário em uma escola criada por seu pai, completou o ginásio em Passo Fundo e se formou em Sociologia nos Estados Unidos. Fugiu do país para não ser recrutado para a Guerra da Coreia e, ao retornar ao Brasil, casou-se com Edimar Rickli e fixou-se novamente em Joaçaba.

Sua atuação política o levou à perseguição pelo regime militar. A Ficha Cadastral o identifica como dirigente da Ação Popular (AP), organizador de milícias populares e responsável pela criação da Fecopesca, uma cooperativa de pescadores no litoral catarinense. Segundo depoimento de Agostinho Mignoni, Paulo filiou-se inicialmente ao PTB em Joaçaba, candidatando-se a prefeito, mas foi derrotado, por apenas 7 votos, após ser rotulado de comunista pelo PRP. Mais tarde, foi nomeado pelo governador Celso Ramos como diretor da Imprensa Oficial do Estado, onde organizou 27 cooperativas filiadas à Fecopesca. 

Uma reportagem do jornal Diário Catarinense, de 3 de abril de 1994, registra que ele foi o primeiro catarinense a ter seu mandato cassado pela ditadura, em 1964. “Logo após o golpe de 64, com prisões, fechamento de sindicatos e outras entidades e a censura à imprensa, instaurou um pânico generalizado.” A reportagem detalha que Santa Catarina não ficou de fora, chegando a receber a visita do embaixador norte-americano Lincoln Gordon, um dos responsáveis pelas operações americanas que apoiaram o golpe de Estado de 1964, que foi recebido com churrasco na recém criada Universidade Federal (UFSC). 

Logo após a passagem de Lincoln, chegou à mesa de Ivo Silveira, então presidente da Assembleia Legislativa, um dossiê com “atividades subversivas” do deputado Paulo Wright. Uma comissão especial levou à sua cassação em apenas nove dias, com apenas um voto contrário, segundo uma carta da Igreja Metodista Central de 1973.

Paulo soube antecipadamente da cassação e fugiu, buscando asilo na embaixada do México no Rio de Janeiro e partindo para o país em julho. Retornou ao Brasil clandestinamente um ano depois, militando ativamente na Ação Popular (AP), um grupo político de origem católica. Um Boletim Informativo de 1973 registra que foi detido em abril de 1972 e liberado dias depois, com sua punibilidade posteriormente prescrita.

Sua prisão e desaparecimento ocorreram em setembro de 1973. De acordo com a Ficha Cadastral de 2012, Paulo foi preso por agentes do DOI-CODI dentro de um trem em Santo André (SP), sob a falsa identidade de Pedro João Tim e levado à sede do DOI-CODI na Rua Tutóia, em São Paulo, onde teria sido torturado por dias até a morte. A enfermeira Maria Diva de Farias prestou depoimento secreto ao STF, confirmando ter visto se hospede sendo espancado. “Ele tinha problemas de saúde e não resistiu às torturas.”

Mesmo após sua morte, a luta pela memória de Paulo Stuart Wright segue viva. Em 1985, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina anulou oficialmente sua cassação. Em 1999, um comunicado da Igreja Presbiteriana de Florianópolis restaurou sua condição de membro “post mortem”, anulando sua expulsão de 1964 e reconhecendo a violação de seus direitos. Sua filha, Leila Cristina Wright, crítica social e militante da memória, denuncia a forma como a trajetória do pai é frequentemente reduzida à clandestinidade, apagando sua contribuição à luta dos trabalhadores por meio da Fecopesca.

Divo Fernandes D’Oliveira: 30 anos de espera por reconhecimento dos danos provocados pelo regime militar

Ficha Cadastral de dados da Morte de Divo Fernandes.

Divo Fernandes D’Oliveira foi marinheiro, ex-líder de mineradores de carvão e militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Natural de Tubarão, mudou-se com sua esposa, Neyde Medeiros de Oliveira, para Criciúma. Em 1964, foi acusado de porte ilegal de armas e, no ano seguinte, desapareceu no Presídio Lemos de Brito, no Rio de Janeiro. Seu corpo nunca foi encontrado.

“Meu pai já era considerado um velho comunista em 64 (…) Foi através de uma traição que conseguiram pegá-lo (…) Ele não teve chance de explicar nada pra gente nem teve chance de uma defesa”, contou Alba, filha adotiva do casal, em entrevista ao Jornal Página 3, em 1996, um dos documentos disponíveis no acervo.

A morte de Divo foi atribuída aos órgãos de segurança do regime militar, tornando-o um dos primeiros militantes de esquerda mortos após o golpe de 1964. A esposa foi informada do desaparecimento em 1965, mas apenas em 1980 a filha soube o que havia acontecido, por meio de cartas guardadas pela mãe. O caso foi destaque em reportagem do jornal de Santa Catarina, em 1995, documento que Derlei também guardou.

Vinte anos após o desaparecimento do pai, Alba iniciou uma busca por informações. Visitou quartéis, presídios e cemitérios, onde encontrou pastas com dados sobre Divo. Com o apoio do CCPMMDP, continuou a luta pelo reconhecimento: “Eu perguntava, perguntava e ninguém respondia. Foi aí que Derlei Catarina de Luca entrou em contato comigo dizendo que meu pai fazia parte da lista de catarinenses desaparecidos”, relatou ao Página 3.

O processo de reconhecimento como desaparecido político foi aprovado apenas em 1994. Embora tenha sido um dos primeiros militantes a serem mortos pelo regime, Divo foi o último catarinense reconhecido oficialmente como desaparecido político pelo governo. A partir do reconhecimento, sua família passou a receber indenizações do Estado.

Arno Preis: décadas de apagamento após morte forjada

Recorte de jornal com ilustração de Arno Areis

Arno Preis era advogado, natural de Santa Catarina, poliglota, falava dez idiomas, ex-guerrilheiro e militante do Partido Operário Comunista (POC). Também teve ligações com a Ação Popular Marxista-Leninista (ALN) e o Movimento de Libertação Popular (Molipo), formado por estudantes universitários revolucionários nos anos 1970. Foi morto em 15 de fevereiro de 1972 pelas forças do regime militar.

Um dos documentos do acervo traz o relato de João Bulhões, motorista de táxi que se mudou para Paraíso do Norte — atual Paraíso de Tocantins — um ano após os fatos. Segundo ele, Arno chegou à cidade durante o Carnaval e pediu para ser levado a um hotel. O taxista, informante da polícia, teria visto uma mala com dinheiro e uma arma, e o denunciou como assaltante à delegacia.

Bulhões relata que os agentes Luzimar e Gentil foram ao clube onde Arno estava e o abordaram com armas em punho. Arno reagiu, atingindo os dois com disparos, e tentou fugir. Foi atingido na perna por um tiro disparado por outro agente e se escondeu em um terreno baldio. Cercado, acabou morto durante a operação.

Na época, os órgãos de segurança afirmaram que Arno havia morrido ao resistir à prisão. A imprensa o rotulou como “terrorista” e “assaltante”, reproduzindo a versão oficial. No entanto, um parecer criminal elaborado em junho pelo perito Celso Nenevê apontou inconsistências: o laudo mostrava ferimentos perfurocortantes de 10 e 15 centímetros de diâmetro, que indicam proximidade entre agressor e vítima e sugerem que podem ter ocorrido antes da troca de tiros.

Além disso, o perito observou que, em uma das fotos do laudo original, a arma na mão esquerda do corpo não condizia com a posição do coldre na cintura, sugerindo encenação. Arno foi enterrado sob o nome falso de Patrick McBundy Cornick. O coveiro Milton Gomes foi instruído a não comentar o caso e a enterrá-lo em uma cova rasa, “porque era um porco”. Indignado, ele construiu uma pirâmide de concreto sobre o túmulo, o que permitiu sua posterior localização. Na opinião de Milton, Arno foi executado na delegacia, pois apresentava um ferimento de bala no ouvido.

Convite de sepultamento de Arno Preis, vinte cinco anos após sua morte.

Por anos, os restos mortais permaneceram sob o nome falso de Patrick McBundy Cornick, até que familiares, militantes e membros do Comitê Catarinense Pró-Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos iniciaram um processo de investigação para recuperar sua memória e obter reconhecimento oficial.

A busca por justiça começou ainda na década de 1980, como mostra uma carta escrita por Derlei Catarina de Luca em 1983, relatando o envio de solicitações de informação às autoridades locais do município de Paraíso. Em outubro de 1993, o presidente da Comissão Externa da Câmara dos Deputados, Nilmário Miranda, esteve no cemitério de Paraíso com dois médicos-legistas do Instituto Médico Legal do Distrito Federal para realizar a exumação da ossada de Arno. A operação teve como objetivo viabilizar a emissão de um atestado de óbito oficial com seu verdadeiro nome, corrigindo décadas de apagamento.

Rui Osvaldo Aguiar Pfutzenreuter: “Jamais poderão varrer a minha contribuição”

Retrato em preto e branco de Rui Osvaldo Aguiar Pfutzenreuter assassinado em São Paulo. Foto: Acervo CCPMMDP

Natural de Orleans e nascido em 1942, Rui Osvaldo Aguiar Pfutzenreute era graduado em jornalismo e sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (URGS). Um relato do CCPMMDP de 1995 aponta que ele possuía um nível cultural elevado e um vocabulário raro. “Era considerado um intelectual (…) Jornalista que poderia trabalhar em qualquer grande imprensa. Mas tomou outro caminho. Mudou-se para São Paulo a fim de organizar o Partido Operário Comunista (Port)”. 

Rui organizava jornais clandestinos, grupos de estudos, debates e palestras sobre a situação nacional e soluções para a revolução no Brasil. Era um militante e contestador da ditadura. Aos 29 anos de idade, em 1972, Rui foi preso, torturado e morto pelo DOPS de São Paulo. Seu corpo foi esquartejado segundo relato. O atestado de óbito assinado pelo doutor Isaac Abramovict, medico que assinou grande parte dos laudos de mortos sob tortura, atestou a morte como Anemia Aguda Traumática, conforme foi noticiado pelo jornal Ponto de vista, em 13 de junho de 1992, disponível no acervo.

O pai de Osvaldo foi informado por um telefonema anônimo sobre o desaparecimento de seu filho. Ele viajou para São Paulo e iniciou uma busca por informações. Por 25 dias os órgãos de segurança informaram apenas que “nada consta”. Após esse período, Osvaldo soube que Rui havia dado entrada no Instituto Médico Legal (IML) e fora enterrado no cemitério de perus, conforme foi noticiado pelo jornal.

Após vasta burocracia, foi autorizada a exumação e o transporte do corpo para sepultamento definitivo no jazigo da família em Orleans. Um caixão metálico foi hermeticamente selado por conta do avançado estado de decomposição. No acervo consta um dos últimos registros do diário de Rui. “E sei dos riscos, dos perigos. Mas sei também que embora me eliminem fisicamente, jamais poderão varrer a minha contribuição, derrubar toda valiosa herança que deixo a humanidade.”

Diploma de mérito concedido a Rui Pfuntzenreuter

 


As histórias de Divo Fernandes D’Oliveira, Arno Preis, Rui Osvaldo Aguiar Pfutzenreuter e Paulo Stuart Wright representam apenas um fragmento das vidas impactadas pela ditadura militar, cujos registros estão preservados no acervo. Muitas outras vítimas da repressão, como João Batista Rit, Luiz Eurico Tejera, Frederico E. Mayr, Vanio de Matos e Lucindo Costa, também têm suas trajetórias documentadas, aguardando para serem conhecidas e compreendidas.

A disponibilidade deste material no Acervo Memória e Direitos Humanos da UFSC oferece a pesquisadores e ao público em geral a oportunidade de mergulhar nesses relatos a partir do olhar de uma vítima.

Mateus Mendonça| agecom@contato.ufsc.br

Estagiário da Agecom | UFSC

Tags: Acervo Memória e Direitos Humanos da UFSCComitê Catarinense Pró-Memória dos Mortos e Desaparecidos PolíticosDerlei Catarina de LucaDitadura MilitarUFSC

Parceria UFSC e governo do estado inaugura laboratório de ponta em Hidrogênio Verde

14/07/2025 16:33

Cerimônia marca a inauguração do Laboratório Multiusuário para Estudo de Hidrogênio Verde na UFSC. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) celebrou na tarde desta segunda-feira, 14 de julho, a inauguração do Laboratório Multiusuário para Estudo de Hidrogênio Verde, localizado no Centro Tecnológico (CTC). O espaço representa um marco significativo na ciência brasileira, reafirmando o compromisso da UFSC com a transição para uma economia verde e sustentável. A cerimônia reuniu autoridades acadêmicas, gestores estaduais, professores, estudantes, técnicos e representantes da indústria, consolidando o protagonismo da instituição no desenvolvimento de soluções estratégicas para o Brasil.

O laboratório foi descrito pelo coordenador do projeto, professor Júlio Elias Normey Rico, como “não apenas uma conquista científica, mas também um compromisso com o futuro, onde o Brasil lidera a transição para uma economia verde, inovadora e sustentável”. Ele destacou o apoio fundamental da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), cuja “visão estratégica foi essencial para transformar esse sonho em realidade”.

Desenvolvido dentro do escopo do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Controle e Automação de Processos de Energia (CAPE), o MultiLab é um espaço multidisciplinar dedicado ao estudo do hidrogênio verde. Desde a geração a partir de fontes renováveis até o armazenamento e uso em redes energéticas, o laboratório cobre todo o ciclo de utilização do hidrogênio. A infraestrutura visa promover a interação entre grupos de pesquisa da UFSC, possibilitando projetos de alta complexidade e impacto para o setor energético.

A cerimônia reuniu autoridades acadêmicas, gestores estaduais, professores, estudantes, técnicos e representantes da indústria. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

O laboratório foi viabilizado por meio do programa Multilab, da Fapesc, que já financiou 23 laboratórios em Santa Catarina, de um total de 50 previstos, com investimento recorde de R$ 111 milhões. A diretora de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação, Valeska Daniela Tratsk, destacou a relevância do programa e o impacto direto no fortalecimento da ciência e tecnologia no estado: “Este é o maior edital da história da Fapesc em 28 anos. O objetivo é que esses laboratórios multiusuários permitam que docentes, discentes e empreendedores ao redor aproveitem a infraestrutura para pesquisa, inovação e prestação de serviços à sociedade”.

A UFSC foi a maior beneficiada do programa, recebendo 12 laboratórios de ponta. O presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto, destacou a “extraordinária capacidade” da Universidade, que resultou na maior captação de recursos dentro do edital. Ele também elogiou a combinação de pesquisa básica e aplicada promovida pela instituição, afirmando que essa abordagem permite não apenas atender às demandas atuais, mas também antecipar as necessidades futuras da sociedade.

Parcerias estratégicas da UFSC com o governo do estado

O pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFSC, professor Jacques Mick, enfatizou o papel do laboratório na consolidação da Universidade como um centro de referência em inovação tecnológica. “Cada laboratório conecta a nossa universidade e procura dar soluções originais a alguns dos principais problemas do nosso tempo”, afirmou. Ele também destacou a importância da relação de “diálogo cotidiano” entre a UFSC e o governo do estado, o que tem gerado resultados expressivos em áreas estratégicas como transição energética, inteligência artificial, biotecnologia, saúde e segurança pública.

Entre as iniciativas elencadas durante a cerimônia, estão:

  • Transição Energética: o laboratório será um hub para o desenvolvimento de tecnologias voltadas à produção, armazenamento e utilização de hidrogênio verde, incluindo aplicações industriais e agrícolas, como a produção de amônia verde.
  • Ciência para Segurança Pública: a UFSC está desenvolvendo oito projetos de pesquisa em parceria com o governo estadual para abordar problemas como feminicídio, suicídio de policiais e identificação de vítimas em desastres climáticos.
  • Mobilidade Elétrica: a Universidade colabora com o governo em um grupo de trabalho dedicado à mobilidade elétrica, reforçando o compromisso com soluções sustentáveis.
  • Cooperação com a Celesc: um dos projetos em destaque é o desenvolvimento de um contêiner com baterias de segunda vida, que poderá fornecer energia a hospitais em situações de emergência.
  • Hidrogênio Verde: desde 2022, a UFSC opera a primeira usina de hidrogênio verde da América Latina em uma universidade, localizada no Sapiens Park. Agora, o objetivo é ampliar em 30 vezes a capacidade de produção e fornecer o primeiro suprimento industrial desse combustível no estado.
  • Projeto MagBras: em uma iniciativa nacional, a UFSC lidera a reciclagem de ímãs aplicados à indústria automobilística, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade.

Descerramento da placa do MultiLab. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, destacou a relevância da inauguração e o impacto dos recursos destinados à Universidade. “Este projeto é um exemplo da força da nossa comunidade acadêmica e da parceria estratégica com a Fapesc. É desta forma que a nossa Universidade se destaca como uma das melhores instituições da América Latina, sempre comprometida com a inovação e a transformação do conhecimento em ciência e tecnologia”, disse.

A inauguração do MultiLab reflete o compromisso da UFSC em promover inovação e sustentabilidade de forma colaborativa. O professor Júlio Rico destacou que o laboratório é um “legado coletivo” que unirá ciência, tecnologia e indústria para criar soluções de impacto global. “Estamos construindo um futuro mais saudável, seguro e sustentável para Santa Catarina, para o Brasil e para o mundo”, afirmou.

O evento foi finalizado com o descerramento da placa inaugural e visita às instalações do laboratório.

 

Rosiani Bion de Almeida / SECOM UFSC
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Fotos: Gustavo Diehl / Agecom UFSC

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