Professora Joana é conferencista de seminário internacional sobre ações afirmativas

28/02/2023 11:04

Professora Joana participou de mesa de abertura do seminário internacional (Foto: Divulgação)

A professora Joana Célia dos Passos, vice-reitora da UFSC, está participando do Seminário Ações Afirmativas no Brasil e na América Latina, promovido pela Superintendência de Inclusão, Políticas Afirmativas e Diversidade (Sipad) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ela foi uma das conferencistas da mesa de abertura do evento na segunda-feira, 27 de fevereiro, que tratou do tema “Ações afirmativas numa perspectiva comparada: América Latina”.

Nesta terça-feira, dia 28, o professor e pesquisador da UFSC Marcelo Tragtenberg participa da mesa “Acesso e Permanência e Egressos em Instituições Federais de Ensino Superior”.

De acordo com a professora Joana, o seminário tem como objetivo analisar o andamento das políticas de Ações Afirmativas no Brasil e também reunir pesquisadores da América Latina no intuito de construir estratégias coletivas voltadas para o ensino superior na região. “As ações afirmativas são a maior política de democratização da universidade na história do ensino superior brasileiro”, ressalta a vice-reitora.

O seminário tem participação de representantes de diversas universidades brasileiras e de instituições do México, Guatemala, Peru e Uruguai. “Ao mesmo tempo que cada país da América Latina tem as suas particularidades e processos sociais complexos e distintos, nós observamos diversos aspectos que nos aproximam, em virtude do processo de racialização e do racismo estrutural que impõe uma subalternidade para negros e indígenas”, diz a professora Joana. O evento dedica-se a análises, estudos e formulação de políticas acerca dessas desigualdades.

Na mesa que teve participação da professora Joana, houve uma discussão a partir de dados comparados entre os países, para analisar as desigualdades. “A UFSC tem um papel muito importante neste seminário”, acrescenta ela. A vice-reitora apresentou o que já foi construído na UFSC nestes sete meses e meio de gestão e afirma que houve grande receptividade às mudanças promovidas para ampliar a inclusão e a permanência de negros, indígenas e quilombolas na Universidade.

Até quarta-feira, 1º de março, serão abordados ainda os temas “Debates no Congresso Nacional, discursos e debate público sobre ações afirmativas”; “Ações afirmativas para quilombolas” e “Ações afirmativas na pós-graduação stricto sensu”.

O evento tem transmissão ao vivo no YouTube

Tags: Ações afirmativaspermanência estudantilUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

RU Trindade: melhorias proporcionam segurança aos trabalhadores, economia e fortalecimento à permanência

24/02/2023 13:49

Limpeza é uma das últimas etapas para volta do funcionamento do RU da Trindade (Fotos: Henrique Almeida / Agecom)

O Restaurante Universitário (RU), do campus da Trindade passou por melhorias que aumentarão a segurança dos trabalhadores da cozinha, proporcionarão economia e trarão mais eficiência ao processo de preparo dos alimentos. O RU volta a servir refeições na segunda-feira, 27 de fevereiro, quando começa o ano letivo na pós-graduação da UFSC.

“A necessária manutenção do RU é salutar ao serviço de alimentação para todos e todas estudantes da UFSC e reforça o nosso compromisso com a permanência estudantil”, declara a Pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis, professora Simone Sobral Sampaio.

O RU da Trindade, o maior do sistema de restaurantes universitários da UFSC, é vital para o funcionamento do campus e também uma das principais estruturas da política de permanência estudantil. Em pleno funcionamento, o RU chega a produzir e servir 11 mil refeições num único dia. O número de estudantes isentos de pagamento nos restaurantes universitários da Universidade chega a 4.690 e a grande maioria destes usa o RU da Trindade.

As obras incluem pintura total da cozinha, substituição da instalação hidráulica para suprimento de água dos panelões, troca do piso que fica sob os panelões, além de consertos e limpeza em calhas de drenagem. Destas melhorias, a mais significativa foi a substituição do piso. O material refratário apropriado para este tipo de pavimento não foi encontrado em Santa Catarina e teve que ser trazido de São Paulo.

O novo piso sob os caldeirões, de blocos cerâmicos refratários, é adequado para suportar altas temperaturas

Os trabalhos de reforma foram coordenados pela Prefeitura Universitária (PU). Durante a interrupção do funcionamento do RU da Trindade, a comunidade universitária foi atendida no restaurante do Centro de Ciências Agrárias (CCA), localizado no bairro Itacorubi. Estudantes com cadastro na Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) receberam auxílio-transporte para deslocamento até o local.

As melhorias realizadas são muito importantes para a segurança dos trabalhadores da cozinha, destaca Maria das Graças Martins, diretora do RU. De acordo com ela, desde a inauguração do novo prédio da UFSC nunca havia sido feita uma reforma no piso da área dos panelões. O salão de refeições do RU foi inaugurado em novembro de 2011, mas a cozinha onde está atualmente instalada começou a funcionar em fevereiro de 2012.

O atual prédio do RU da Trindade recebeu o nome de Edite Erotides do Nascimento, em homenagem a uma das primeiras cozinheiras do restaurante universitário, já falecida. Na época da inauguração, foi saudado por oferecer 1.500 lugares, mais que o dobro das instalações então existentes. O RU servia cerca de 7 mil refeições por dia, mas a demanda já era crescente. A cozinha estava equipada com oito caldeirões, sendo seis de 500 litros e dois com capacidade para 100 litros.

Uso intensivo

Panelões têm capacidade de 500 litros

A cozinha do RU dispõe atualmente de sete panelões, que fazem jus ao nome: cada equipamento tem capacidade para 500 litros. Neles são preparados vários tipos de alimentos, desde leguminosas (feijão, lentilha) arroz, macarrão e até carnes e legumes. Junto com chapas, fritadeiras e fornos combinados – que tanto assam e cozinham como fritam alimentos – os panelões possibilitam a preparação de toneladas de alimentos todos os dias. É necessário que os panelões estejam funcionando bem para que o RU possa preservar os horários das refeições.

Os primeiros panelões do RU foram comprados em 2011 e, após uma grande manutenção realizada em 2013, foram usados quase ininterruptamente – em período de aulas, o RU funciona de segunda a segunda, servindo duas refeições ao dia. Com o tempo, essas peças essenciais à cozinha do RU apresentam desgastes. Até mesmo o ambiente em que estão instalados necessita, de tempos em tempos, alguma reforma ou melhoria.

Os panelões são como minicaldeiras a vapor, explica Jean Alves Vieira, técnico em mecânica e chefe do setor de manutenção do RU. Trata-se de um sistema de gás-vapor, em que a panela propriamente dita (câmara de cozimento) não é aquecida diretamente pelo fogo do gás. O equipamento é um grande cilindro metálico de paredes duplas e espaçadas nas laterais e uma espécie de tanque no fundo. Esse tanque é abastecido com água, que sob o calor dos queimadores de gás se transforma em vapor. O vapor se distribui de maneira uniforme no fundo da panela e também nas paredes laterais, tornando o processo de cozimento mais uniforme e eficiente.

O controle da água é essencial no processo. Água em excesso significa que o alimento vai “cozinhar em banho-maria”, ou seja, mais lentamente e com maior consumo de gás. Já água de menos pode levar o equipamento ao superaquecimento, danificando-o. A rede de água que abastece os panelões, atualmente formada por canos para água quente, está sendo substituída por canos de metal de maior dimensão. Com isso, espera-se evitar problemas de pressão hidráulica e garantir o bom funcionamento dos equipamentos.

 

Uso intensivo e altas temperaturas comprometeram o piso sob os panelões (Foto: Divulgação)

Trabalhadoras capricham na limpeza dos equipamentos da cozinha

Cozinha do RU manipula diariamente toneladas de alimentos, para produzir e servir até 11 mil refeições ao dia

Leia mais sobre o RU da Trindade:

Notícias da UFSC

Notícias da UFSC

Tags: panelõespermanência estudantilPraeRestaurante UniversitárioUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Administração Central realiza autoavaliação dos primeiros meses da gestão

17/02/2023 12:54

Integrantes da Administração Central e equipes reuniram-se para fazer a autoavaliação da gestão (Foto: Robson Ribeiro/ Secom)

A autoavaliação de gestão foi tema de reunião realizada na Sala dos Conselhos, nesta sexta-feira, 17 de fevereiro. O encontro foi dirigido pelo reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, e pela vice-reitora, Joana Célia dos Passos. Também compuseram a mesa o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer, e o diretor do Gabinete do Reitor, João Martins.

Em uma rápida fala na abertura da encontro, o professor Irineu apontou os principais temas discutidos na rodada de reuniões da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), ocorrida nesta semana, em Brasília. Em seguida, agradeceu à equipe pelos esforços desenvolvidos durante os primeiros sete meses e meio à frente da Reitoria e destacou os principais pontos a serem atendidos durante o ano de 2023. 

“Todos estamos aprendendo e sabemos das dificuldades e das situações que precisam ser resolvidas, como a falta de pessoal e orçamento. Após assumir, fizemos uma reestruturação, foi difícil, mas conseguimos valorizar departamentos, como os que cuidam da permanência, por exemplo. Conseguimos realmente dar conta das nossas propostas de campanha, mas temos certeza absoluta que muitas questões ainda precisam avançar”, declarou.

A professora Joana falou sobre a importância de a reunião ocorrer de forma ampliada, contando também com a presença das equipes de cada pró-reitoria. “O objetivo é exatamente para que a gente não perca de vista a ideia de que essa gestão é compartilhada nos diferentes setores e que o diálogo não é exclusivamente do gabinete com as pró-reitoras, pró-reitores, secretários e secretárias”.

Na ocasião, cada gestor(a) apresentou brevemente uma avaliação sobre as ações desenvolvidas desde o início da administração, destacando as necessidades de cada setor, bem como as expectativas para 2023.

 

Robson Ribeiro/Estagiário da Secretaria de Comunicação/UFSC

Tags: administração centralAutoavaliaçãogestãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Reitores esperam suplementação de R$ 1,75 bilhão no orçamento das universidades

17/02/2023 11:25

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, espera que a Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação (MEC) anuncie no mês de março como será a distribuição dos recursos de uma suplementação orçamentária prometida pelo governo federal. Existe a expectativa de que essa suplementação seja de R$ 1,75 bilhão, dos quais R$ 1,5 bilhão seriam destinados para a rubrica de custeio e R$ 250 milhões direcionados às verbas de capital, para investimentos em obras nas universidades.

Reitores com a Secretária de Educação Superior do MEC, professora Denise Pires de Carvalho (Foto: Divulgação)

O reitor esteve em Brasília participando da reunião do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e do evento no Palácio do Planalto em que foram anunciados os reajustes das bolsas de pós-graduação, de iniciação científica e de permanência. Ele aproveitou a viagem para uma reunião na Sesu, onde foi abordada a questão da instalação do curso de Medicina em Curitibanos, e encontro com servidores dos setores técnicos do MEC.

Em relação à suplementação orçamentária, o professor Irineu considera que ela poderia resolver a questão do custeio das Universidades, que tem sido uma tarefa complexa nos últimos anos. O orçamento da UFSC para 2023, elaborado no governo anterior, é menor do que o orçamento do ano passado, por isso a recomposição tem importância vital.

O valor de R$ 250 milhões para investimentos é insuficiente, na avaliação do reitor, considerando que seria dividido entre 69 universidades federais do País. Irineu observa, no entanto, que existe promessa do governo federal de retomar obras paradas, especialmente na área da Educação. A sugestão dos reitores, apresentada à secretária da Sesu, é de que os recursos sejam distribuídos de acordo com a matriz da Andifes, que leva em conta o porte das instituições.

Autonomia universitária

Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou de reunião da Andifes (Foto: Divulgação)

O professor Irineu considerou histórica a participação da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, na reunião da Andifes – foi a primeira vez que um ministro da área participou do encontro. Na ocasião, os dirigentes reivindicaram que o MCTI se envolva na garantia da autonomia universitária. O reitor citou que o Brasil tem grande relevância em artigos acadêmicos mas ainda é incipiente na questão de patentes. “É preciso uma reestruturação da área de ciência e tecnologia para transformar artigos em produtos e práticas”, disse o reitor.

O reajuste e ampliação do número de bolsas é visto como uma decisão muito importante do governo. A UFSC mantém várias bolsas próprias para dar conta de suas necessidades e agora existe o desafio de preservar e equiparar o valor dessas bolsas. Para isso, a Universidade avalia promover uma reestruturação do ressarcimento institucional proveniente de projetos.

Em relação ao quadro de pessoal das universidades, o reitor vê a situação como bem difícil, uma vez que os servidores estão há sete anos sem reajuste salarial. Isso está levando as universidades a perderem profissionais qualificados para as empresas, evidenciando a necessidade de recomposição dos salários e do número de servidores técnico-administrativos e docentes. De acordo com o reitor, a solução passa pela abertura de novos concursos, com a reativação de alguns cargos, como o de intérpretes e tradutores de Libras.

O professor Irineu ressalta a importância de garantia da autonomia universitária, para que essas instituições possam cumprir o seu papel de transformar a sociedade. Ele reconhece que há um compromisso forte do governo federal com a autonomia, principalmente de garantia da posse dos dirigentes escolhidos pela comunidade universitária.

Veja os principais trechos do relato do reitor:

 

Tags: AndifesOrçamentoSESU/MECUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Comissão apresenta proposta de controle social eletrônico da jornada dos TAEs

14/02/2023 13:00

Membros da comissão do controle social eletrônico da jornada apresentam relatório final ao reitor (Foto: Luís Carlos Ferrari/Secom)

A comissão instituída com a finalidade de estudar e realizar a implantação do controle social eletrônico como ferramenta de controle da jornada de trabalho dos servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) entregou seu relatório final à Reitoria. A apresentação ocorreu na segunda-feira, 13 de fevereiro, no gabinete do Reitor. Estavam presentes membros da comissão, o reitor Irineu Manoel de Souza, a vice-reitora Joana Célia dos Passos, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Sandra Carrieri e o diretor do gabinete, João Luiz Martins.

O controle social é pauta do movimento dos trabalhadores há cerca de três décadas e, após duas audiências públicas, a Reitoria optou pela implantação desse modelo.

Após estudos aprofundados sobre o tema, foram implantados projetos-piloto em uma unidade administrativa (Pró-reitoria de Administração-Proad) e em uma unidade acadêmica (Centro Socioeconômico-CSE). O acompanhamento dos pilotos teve duração de três meses e evidenciou sua viabilidade e eficácia.

A Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic) já desenvolveu um sistema informatizado que possibilita o controle de frequência e das atividades desenvolvidas pelos servidores, não só pela Prodegesp, mas por toda a sociedade.

O professor Irineu observou que, com essa abertura à sociedade, o sistema atenderia ao princípio da transparência ativa, previsto na Lei de Acesso à Informação. A lei estabelece que as informações de interesse coletivo ou geral devem ser divulgadas de ofício pelos órgãos públicos, ou seja, de forma espontânea e independentemente de solicitações. Dessa forma estaria alinhado com a lógica de controle social e poderia funcionar como uma ferramenta de gestão, oferecendo informações para as políticas de distribuição de pessoal, promoções e avaliações de desempenho.

O trabalho da comissão incluiu uma minuta de Resolução Normativa para implantação do sistema eletrônico de controle social da jornada de trabalho dos TAEs.

A pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Sandra Carrieri, disse que a gestão vai avaliar a proposta e convocar uma audiência pública, lembrando que o controle social da jornada está articulado com outras questões de interesse dos TAEs, como o teletrabalho e a flexibilização da jornada.

Tags: controle social da jornadaProdegespUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina