UFSC promove eventos de recepção a estudantes internacionais

06/03/2026 14:18

Neste semestre, a UFSC receberá 141 estudantes internacionais, provenientes de 24 países (Fotos: Gustavo Diehl/Agecom)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recepcionou estudantes intercambistas de 24 países em um evento realizado nesta sexta-feira, 6 de março, no Auditório da Reitoria I, no Campus da Trindade, em Florianópolis. A celebração marcou o início do primeiro semestre de 2026.

O evento foi organizado pela Secretaria de Relações Internacionais (Sinter), que busca viabilizar o intercâmbio de estudantes em parceria com a Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd). O objetivo deste encontro foi apresentar a Universidade para os novos intercambistas e fomentar a integração entre os acadêmicos. 

A programação recebeu o grupo Sonhos, formado por estudantes da Guiné Bissau, que realizaram uma apresentação musical. Em sequência, a abertura oficial teve a presença do reitor, Irineu Manoel de Souza, que deu as boas-vindas aos estudantes e destacou o desempenho da universidade em rankings nacionais e internacionais de avaliação. Outro ponto que se destaca é a internacionalização da universidade, que atualmente conta com 350 acordos de cooperação.

A secretária Fernanda Leal, da Sinter, apresentou um vídeo institucional que ressalta a importância histórica, cultural e social da instituição para toda a comunidade. Neste semestre, serão 141 novos alunos internacionais, entre eles 42 estudantes franceses, que ingressaram através do Programa Incoming.

Grupo musical Sonhos

O Programa Incoming recebe estudantes vindos de países como Alemanha, Irlanda, França, China, Noruega, Argentina e Canadá. De acordo com Fernanda, este ano a universidade receberá 12 estudantes chineses, um número expressivo do continente asiático, que demonstra a diversidade construída pelo projeto de intercâmbio.  Já o Programa de Estudantes-Convênio (PEC-G), trouxe alunos da Angola, Cabo Verde, Timor-Leste, Bolívia, Guiné Bissau, Equador, Benin e Moçambique.

Após a solenidade de recepção, um café de integração foi realizado no hall da Reitoria I. A programação recebeu a apresentação da Bateria Universitária Devassa, da Associação Atlética Acadêmica de Medicina. 

Durante a tarde, estavam programadas atividades de recepção com aulas de capoeira e danças culturais. As demais atividades irão acontecer durante a primeira semana letiva do semestre, com destaque para o torneio esportivo e o passeio nas Fortalezas da Ilha administradas pela UFSC.

Programação completa em https://sinter.ufsc.br/recepcao-sinter/

Confira mais fotos neste link.

João HasseEstagiário da Agecom | UFSC
agecom@contato.ufsc.br

 

Tags: ProgradRecepção à Comunidade InternacionalSinterUFSC

UFSC recepciona a comunidade internacional em 6 de março e oferece mês de integração

24/02/2026 15:25

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Secretaria de Relações Internacionais (Sinter), realiza no dia 6 de março de 2026 a Recepção à Comunidade Internacional. O encontro marca o início do semestre para estudantes estrangeiros e tem como foco acolher, orientar e integrar quem está chegando à Universidade.

A programação começa às 8h, no Auditório da Reitoria I, no campus Trindade, em Florianópolis. Ao longo do dia, haverá momentos institucionais, orientações acadêmicas e atividades culturais pensadas para aproximar os participantes. Outras ações seguem nas semanas seguintes, compondo um calendário integrativo ao longo de todo o mês.

A abertura contará com uma apresentação cultural e a cerimônia oficial, incluindo apresentações institucionais da UFSC e da Sinter. Pela manhã, além de um café de integração, os estudantes receberão orientações específicas conforme o tipo de vínculo com a Universidade: intercambistas dos programas Incoming e Escala Grado, da Asociación de Universidades Grupo Montevideo (AUGM); participantes do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G); e estudantes internacionais regulares que ingressaram por diferentes modalidades.

À tarde, a agenda se volta a atividades culturais de integração, mediante inscrição prévia.

Para além do dia 6, a UFSC prepara uma programação complementar ao longo do mês, com passeios e visitas culturais, rodas de conversa, atividades de integração e um torneio esportivo internacional.

A Recepção à Comunidade Internacional é uma ação estratégica da Universidade para fortalecer a integração acadêmica, social e cultural de sua comunidade internacional. Nos últimos anos, a Sinter vem ampliando o alcance e a inclusão do evento, com o apoio de diversas unidades e parceiros: a Secretaria de Cultura, Arte e Esporte (SeCarte), o Centro de Desportos (CDS), o Departamento de Psicologia do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), a Associação dos Angolanos em Florianópolis (ASSAF), a Associação dos Estudantes Guineenses em Santa Catarina (AEGUISI) e estudantes representantes de Cabo Verde na UFSC.

A programação completa e os links de inscrição para estudantes internacionais, madrinhas e padrinhos – recepção geral e atividades culturais – estão disponíveis na página do evento.

Tags: AUGMEscala GradoIncomingPEC-GRecepção à Comunidade InternacionalSinterUFSC

UFSC recebe visita do cônsul-geral da Turquia em São Paulo

09/02/2026 14:01

Cônsulado da Turquia em São Paulo reúne-se no Gabinete da Reitoria da UFSC. Fotos: SI-GR/Secom

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu, no final da manhã desta segunda-feira, 9 de fevereiro, a visita do cônsul-geral da Turquia em São Paulo, Özgür Uludüz. O diplomata, acompanhado por Ergün Aygor, representante no Brasil da Fundação Turca Maarif, foi recepcionado pelo chefe de Gabinete, Bernardo Meyer, e pelo diretor da Secretaria de Relações Internacionais, Guilherme Carlos da Costa.

A visita teve como objetivo abrir diálogo sobre possíveis projetos de cooperação entre a República da Turquia e o Estado de Santa Catarina, configurando-se como uma reunião estratégica para o fortalecimento dos laços educacionais e diplomáticos entre Brasil e Turquia. No encontro, o cônsul apresentou iniciativas de uma fundação educacional turca e discutiu oportunidades de colaboração acadêmica com a UFSC.

Uludüz destacou o trabalho da Fundação Maarif, que mantém escolas e projetos acadêmicos em 64 países, incluindo nações da América Latina, como Colômbia e Venezuela. Segundo o diplomata, embora a fundação seja uma instituição independente, ela atua em coordenação com autoridades do governo turco.

Em Florianópolis, o projeto da fundação prevê a abertura de uma escola que atenderá da educação básica ao ensino médio, com início das atividades previsto para o começo do próximo ano.

Da direita para a esquerda: chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; cônsul-geral da Turquia em São Paulo, Özgür Uludüz; diretor da Sinter, Guilherme Carlos da Costa; representante no Brasil da Fundação Turca Maarif, Ergün Aygor.

No âmbito universitário, o cônsul manifestou interesse em transformar essa aproximação inicial em parcerias de pesquisa e na criação de centros de estudos sobre a Turquia, com foco em áreas como Sociologia, História, Economia e Relações Internacionais.

O chefe de Gabinete da UFSC apresentou a robustez institucional, destacando a forte reputação nacional e o caráter altamente diversificado da comunidade e da estrutura acadêmica, com excelência reconhecida em áreas como Medicina, Tecnologia, Inovação e Agricultura. Além disso, mencionou a consolidada tradição de intercâmbio da Universidade, que mantém acordos com instituições da Europa e da América Latina.

Uludüz ainda afirmou que pretende recomendar a UFSC como uma instituição de alta qualidade para estudantes turcos interessados em intercâmbio de graduação e pós-graduação. Observou que, atualmente, países como Itália e Alemanha são destinos populares para estudantes da Turquia, mas que a UFSC apresenta um perfil acadêmico compatível com as demandas de excelência desse público.

Setor de Imprensa do GR | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: Cônsul-Geral da Turquia em São PauloSinterUFSC

Conselho Universitário aprova por unanimidade a política de internacionalização da UFSC

02/12/2025 17:05

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), reunido na tarde desta terça-feira, 2 de dezembro, analisou e aprovou a proposta de Resolução Normativa que trata da Internacionalização. A sessão foi transmitida ao vivo pelo canal do CUn no YouTube.

A referida pauta recebeu pedido de vistas na sessão anterior pelo conselheiro Juarez Vieira do Nascimento, que, nesta sessão, leu o seu parecer sobre a proposta de Resolução Normativa que institui e regulamenta a Política de Internacionalização da UFSC, requerida pela Secretaria de Relações Internacionais (Sinter).

O documento apresentado incorpora integralmente as sugestões do relator original, Luiz Gustavo da Cunha de Souza, e agrega contribuições consensuadas com a Secretaria de Relações Internacionais (Sinter) e com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg).

Segundo o parecer, a experiência “exitosa” do Plano Institucional de Internacionalização no âmbito da CAPES-PRINT/UFSC consolidou e diversificou parcerias, incrementou colaborações e intercâmbios, fortaleceu competências globais e interculturais e ampliou publicações com pesquisadores de alto impacto. O relatório destaca ainda a expansão de disciplinas com docência compartilhada, a contratação de professores visitantes estrangeiros, a organização de eventos internacionais e o apoio à mobilidade de estudantes, técnicos-administrativos em educação e docentes. Para Nascimento, a política é “altamente justificada e necessária” para promover, de forma contínua e articulada, a inserção da UFSC em redes e cooperações internacionais, com vistas à excelência acadêmica, científica e social e à promoção de “uma sociedade justa e democrática”.

O parecer recomenda que a política seja aprovada no formato de artigos — e não como anexo — em consonância com o Decreto nº 12.002/2024, que regula a elaboração e consolidação de atos normativos. A análise de resoluções do CUn aprovadas desde 2020 (10) mostra que a maioria (8) já adota o formato por artigos. “A mudança para o formato de artigos é justificada pela necessidade de padronizar marcos regulatórios desta natureza”, registra o relator, ressaltando a importância do Guia Prático de Elaboração de Documentos Oficiais e Atos Normativos da UFSC e o trabalho de revisão técnica realizado por servidores do Gabinete da Reitoria.

Entre os ajustes textuais propostos, o parecer sugere alterar o caput do Art. 5º para “A UFSC contempla as seguintes iniciativas de internacionalização, entre outras:”, com a inclusão de dois incisos: “produção científica e tecnológica com parceiros internacionais” e “implementação de programas e ações de formação de docentes, técnico-administrativos em educação e estudantes da educação básica, da graduação e da pós-graduação em contextos internacionais”.

Na governança, o parecer propõe que a CPInter passe a se chamar Comitê Permanente de Internacionalização, alinhando-se à experiência da Propg com comitês de planejamento e gestão, a exemplo do Comitê do PROAP/CAPES. O Comitê teria competência para assessorar a gestão dos recursos do futuro Fundo de Apoio à Internacionalização (Art. 10) e para apreciar recursos de decisões da Sinter (Art. 17), o que, segundo Nascimento, “valoriza a sua atuação na gestão institucional da internacionalização”.

A estrutura de gestão reconhece as competências da Sinter e as responsabilidades compartilhadas com órgãos e unidades, sobretudo na condução de programas financiados por agências de fomento. Por isso, o parecer propõe ajustar a redação do inciso III de suas atribuições para “implementar programas governamentais e institucionais de internacionalização dos cursos de graduação e da educação básica” e incluir o inciso VI: “apoiar a implementação de programas governamentais e institucionais de internacionalização da pós-graduação”.

O texto também elimina termos genéricos como “unidades acadêmicas e administrativas”, adotando nomenclaturas previstas no Estatuto e no Regimento Geral da UFSC. “Ressalta-se que as iniciativas da Política de Internacionalização da UFSC serão implementadas de acordo com diretrizes estabelecidas pela Sinter”, afirma o parecer.

Para capilarizar a política, o documento recomenda que cada unidade universitária nos campi tenha, no mínimo, um docente e/ou técnico-administrativo como agente de internacionalização, e que cada pró-reitoria, secretaria e órgão suplementar conte com pelo menos um técnico-administrativo na mesma função. Entre as competências desses agentes, o parecer elenca: participar da recepção semestral à comunidade internacional, organizar acolhimentos e reuniões nas unidades, promover eventos e visitas internacionais, apoiar a execução de programas de internacionalização e “assumir outras atribuições conforme diretrizes da Sinter”.

Considerando que, atualmente, a Sinter auxilia presencialmente a comunidade internacional apenas no campus sede de Florianópolis para emissão e renovação do Registro Nacional Migratório (RNM), o parecer introduz parágrafo para que agentes dos campi auxiliem o mesmo procedimento junto às Delegacias de Polícia de Imigração em suas regiões.

O relatório destaca a “necessidade urgente” de instituir o Fundo de Apoio à Internacionalização (FAI), composto por 5% do valor arrecadado pelo Fundo de Desenvolvimento Institucional (FDI). Embora o FAI seja considerado “imprescindível”, o montante dependerá das disponibilidades do Programa Institucional de Desenvolvimento das Atividades de Pesquisa (PIDAP), gerenciado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq), que já destina recursos de ressarcimento pelo uso da infraestrutura de pesquisa — e que hoje financia, por exemplo, o Fundo de Apoio ao Esporte.

O parecer menciona outros fundos existentes, como o Fundo de Extensão (Funex) e o Fundo de Apoio à Pós-Graduação, salientando que estes têm recursos limitados e não poderiam, por si sós, sustentar a política de internacionalização. A redação do Art. 14 foi aperfeiçoada “para esclarecer a proveniência dos recursos” que financiarão a política e suas iniciativas.

A versão final da minuta incorporou as sugestões do relator original, as propostas do parecer de vistas e os consensos construídos durante a sessão do CUn. Após esses ajustes, a política foi colocada em votação, sendo aprovada por unanimidade pelo plenário.

 

Divisão de Imprensa do GR | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: Conselho UniversitárioFernanda LealPROPGSinterUFSC

Colegiado discute as políticas de internacionalização e de combate ao assédio e à discriminação na UFSC

18/11/2025 18:30

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (CUn/UFSC) debateu nesta terça-feira, 18 de novembro, duas resoluções normativas que estabelecem diretrizes institucionais para a Internacionalização e para o Combate ao Assédio e à Discriminação. A reunião, transmitida ao vivo pelo canal do YouTube do CUn, teve sua ordem do dia invertida e iniciou com a discussão sobre internacionalização.

Internacionalização

A proposta para instituir e regulamentar a Política de Internacionalização da UFSC foi apresentada pela Secretaria de Relações Internacionais (Sinter), com relatoria de Luiz Gustavo da Cunha de Souza. A secretária de Relações Internacionais, Fernanda Leal, participou da discussão.

A nova política busca “promover, de forma contínua e articulada, a permanente inserção da Universidade em redes e cooperações internacionais”. O documento define internacionalização como “um processo institucional e intencional”, composto por “um amplo conjunto de interações com a comunidade internacional de indivíduos, redes e instituições”, tendo como foco a qualidade e relevância da UFSC no ensino, pesquisa, extensão e gestão.

A proposta ancora-se em princípios de multilateralismo, multilinguismo e solidariedade internacional, com compromisso explícito com a justiça social e epistêmica. O texto enfatiza que a UFSC “valoriza a cooperação com o Sul Global” e defende acordos “horizontais, recíprocos e não colonizadores”.

A política organiza-se em nove eixos estratégicos: linguagem e multilinguismo, com valorização da língua portuguesa e ampliação do acesso a outros idiomas; mobilidade de estudantes e servidores; internacionalização do currículo, com práticas pedagógicas voltadas à “descolonização do saber”; pesquisa, inovação e transferência de tecnologia; extensão internacional; acolhimento e integração da comunidade internacional; estabelecimento de parcerias e redes com “diversidade geográfica e valorização do Sul Global”; e partilha de experiências internacionais.

A execução ficará sob coordenação da Sinter, em articulação com a Comissão Permanente de Internacionalização (CPInter) e com agentes de internacionalização nas unidades acadêmicas e administrativas.

Na ausência justificada do relator, o conselheiro Alex Degan fez a leitura do parecer. Para o relator, a política é “tema primordial para a tentativa de estabelecimento da UFSC como instituição líder de rede”. Ele sustenta que o texto deve ressaltar valores e objetivos estratégicos vinculados à “produção e circulação de excelência nos âmbitos da pesquisa, ensino e democratização de saberes”, propondo apenas ajustes de organização e linguagem para “maior precisão da redação”. “Sou de parecer favorável à sua aprovação”, finalizou.

Após um pedido de vistas, o assunto será retomado em sessão futura.

Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação

A proposta destinada a instituir a Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação no âmbito da UFSC foi apresentada pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), com relatoria do conselheiro Jorge Cordeiro Balster.

O relator afirma que a proposta é “oportuna ao responder uma demanda histórica da comunidade universitária” e que “dá objetividade e procura dar eficiência às ações da instituição”, ao definir procedimentos, responsabilidades e uma rede de acolhimento. Segundo Balster, “o assédio e a discriminação não podem ser ignorados ou tratados como uma questão menor”, e a política exigirá “uma mudança cultural” na universidade.

O parecer destaca o amplo amparo jurídico da proposta, que se fundamenta na Constituição Federal, na Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho, na Lei nº 14.540/2023 sobre prevenção ao assédio sexual no serviço público, e na Portaria Normativa nº 6.719/2024 do MGI, que criou o Plano Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação. A minuta também referencia resoluções internas da UFSC sobre Enfrentamento ao Racismo Institucional e Ações Afirmativas para pessoas trans.

Para Balster, trata-se de um marco aguardado há anos. “Com esta minuta, atende-se, enfim, ao acordo firmado nas negociações que encerraram a greve dos TAEs de 2015”, diz o parecer. Ele ressalta que o tema é “caríssimo à categoria dos técnicos administrativos em educação”, sem perder de vista os impactos sobre docentes e estudantes.

A política organiza-se em torno de princípios como dignidade da pessoa humana, ambiente institucional seguro, sigilo e tratamento humanizado às vítimas, proteção à diversidade e grupos vulnerabilizados. Entre os objetivos, o relator sublinha “a identificação de situações que possam favorecer comportamentos assediadores e/ou discriminatórios, propondo as intervenções necessárias”. Para ele, é crucial enfrentar “a cultura vigente dentro das universidades e o seu modelo de gestão que estrutura o desequilíbrio de poder entre as diversas categorias”.

O enfrentamento será estruturado em três frentes: acolhimento e acompanhamento biopsicossocial; ações administrativas e práticas restaurativas; e tratamento formal das denúncias. Balster considera a rede de acolhimento “a questão central para a viabilização da política”, que incluirá setores como Prodegesp, Proafe, PRAE, Prograd, Ouvidoria, Comissão de Ética, NDI e CA, além da futura Comissão Intersetorial Permanente de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação.

O relator propõe aperfeiçoamentos na proposta, incluindo a previsão de que cada unidade e setor definam “equipes responsáveis pelas ações de acolhimento” e a garantia de “capacitação específica” aos membros da rede. O parecer também valoriza a inclusão de trabalhadoras e trabalhadores terceirizados entre os públicos da política.

“Manifesto meu parecer favorável à aprovação da minuta, com o acatamento das sugestões de ajuste redacional e técnico-normativo apresentadas”, conclui o relator. Em tom de reconhecimento, ele registra “mérito e reconhecimento a todas as pessoas” que contribuíram com o texto, “amplamente fundamentado em referências técnicas, legais e institucionais”.

O parecer foi aprovado por unanimidade. “Esta política representa um marco institucional” e reafirma “o compromisso da universidade com a dignidade humana”, afirma Balster.

Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: Combate ao Assédio e DiscriminaçãoConselho UniversitárioInternacionalizaçãoProdegespSinterUFSC
  • Página 1 de 4
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4